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21/05 - Por dentro de escola secreta para meninas no Afeganistão
As aulas são um pequeno ato de resistência depois que o Talibã privou a maioria das adolescentes do direito à educação. 'Se você for valente, ninguém pode te deter', diz uma das alunas BBC Escondida em um bairro residencial, está uma das novas escolas "secretas" do Afeganistão — um pequeno, mas poderoso ato de resistência ao Talibã. Cerca de uma dúzia de meninas adolescentes estão assistindo a uma aula de matemática. "Sabemos das ameaças e nos preocupamos com elas", diz a única professora, acrescentando que a educação das meninas vale "qualquer risco". Em quase todas as províncias do país, as escolas secundárias para meninas receberam ordens do Talibã para permanecerem fechadas. Na escola que visitamos, foi feito um trabalho impressionante na tentativa de reproduzir uma sala de aula convencional, com fileiras de carteiras azuis e brancas. "Fazemos o nosso melhor para fazer isso em segredo", diz a professora, "mas mesmo que me prendam, me batam, vale a pena". Quando as meninas chegaram às escolas secundárias em março, foram informadas que seriam fechadas mais uma vez BBC Em março, parecia que as escolas para meninas estavam prestes a reabrir. Mas cerca de uma hora depois que as alunas começaram a chegar, a liderança do Talibã anunciou uma mudança repentina na política. Para as alunas da escola secreta e muitas outras adolescentes, a dor ainda é intensa. "Já se passaram dois meses e as escolas ainda não reabriram", diz uma jovem de 19 anos na sala de aula improvisada. "Isso me deixa muito triste", ela acrescenta, cobrindo o rosto com as palmas das mãos para conter as lágrimas. Mas há também um clima de resistência. Outra estudante de 15 anos diz que gostaria de enviar uma mensagem para outras meninas no Afeganistão: "Seja valente, se você for valente, ninguém pode te deter." As escolas primárias para meninas reabriram sob o regime do Talibã — e houve , na verdade, um aumento na frequência após a melhoria da segurança nas zonas rurais do país. Mas não está claro quando ou se as meninas mais velhas vão poder voltar às aulas. O Talibã disse que o "ambiente islâmico" correto precisa ser criado primeiro, embora as escolas já sejam segregadas por gênero, então ninguém parece ter certeza do que isso significa realmente. Autoridades do Talibã insistiram repetidas vezes em público que as escolas para meninas serão reabertas, mas também admitiram que a educação feminina é uma questão "sensível" para eles. Durante a passagem anterior do Talibã no poder, na década de 1990, todas as meninas foram impedidas de ir à escola, ostensivamente devido a "preocupações de segurança". Agora, várias fontes disseram à BBC que um punhado de indivíduos linha-dura, mas altamente influentes no grupo, parece ainda se opor a isso. Em particular, outros membros do Talibã manifestaram sua decepção com a decisão de não abrir as escolas para meninas. O Ministério da Educação do Talibã parecia tão surpreso quanto qualquer um quando a liderança anulou seus planos em março, e alguns altos funcionários do Talibã estariam educando suas filhas no Catar ou no Paquistão. 'Nenhuma justificativa' Nas últimas semanas, vários estudiosos religiosos ligados ao Talibã emitiram fatwas, ou decretos religiosos, apoiando o direito das meninas de aprender. O xeque Rahimullah Haqqani é um clérigo afegão, baseado em grande parte do outro lado da fronteira, em Peshawar, no Paquistão. Ele é muito respeitado pelo Talibã e, durante uma viagem a Cabul no mês passado, conheceu figuras importantes dentro do regime. Ele tem o cuidado de não criticar o fechamento contínuo das escolas, mas, falando em sua madrassa (escola islâmica) em Peshawar, com o celular na mão, ele percorre o texto de sua fatwa, que compartilha decretos de estudiosos anteriores e relatos da vida do profeta Maomé. "Não há justificativa na sharia [lei islâmica] para dizer que a educação feminina não é permitida. Nenhuma justificativa", diz ele à BBC. "Todos os livros religiosos afirmam que a educação feminina é permitida e obrigatória, porque, por exemplo, se uma mulher fica doente, em um ambiente islâmico como o Afeganistão ou o Paquistão, e precisa de tratamento, é muito melhor se ela for tratada por uma médica mulher." Fatwas semelhantes foram emitidas por clérigos nas províncias de Herat e Paktia, no Afeganistão. É um símbolo do amplo apoio à educação das meninas agora no país, mesmo entre círculos conservadores, mas não está claro o impacto que os decretos terão. O Talibã formou um comitê para analisar a questão, mas várias fontes ligadas ao Talibã disseram à BBC que, embora até ministros do Talibã estivessem de acordo com a reabertura das escolas para meninas em março, a oposição a ela se concentrava na liderança do grupo na cidade de Kandahar, onde seu líder supremo, mulá Haibatullah, está baseado. Depois de adotar inicialmente uma atitude mais flexível ao assumir o poder em agosto passado, o Talibã vem emitindo recentemente decretos cada vez mais rígidos, incluindo tornar o véu facial obrigatório para as mulheres e encorajá-las a ficar em casa. Talibã determina que mulheres voltem a cobrir o rosto e o corpo quando estiverem em público, no Afeganistão Enquanto isso, sua tolerância à dissidência, mesmo em sua própria hierarquia, está se dissipando. Um membro do Talibã com muitos seguidores nas redes sociais tuitou criticando o fechamento das escolas para meninas — e as novas regras que ordenam que funcionários do governo deixem a barba crescer. No entanto, de acordo com uma fonte, ele foi chamado para interrogatório pelo departamento de inteligência do Talibã, excluindo depois os tuítes e pedindo desculpas por seus comentários sobre o uso de barba. Parece haver muito pouca oposição popular à educação feminina no Afeganistão, mas algumas figuras do Talibã citam preocupações em relação ao grupo extremista autodenominado Estado Islâmico usar a questão como uma ferramenta de recrutamento, se as escolas para meninas forem abertas. Autoridades do ocidente também deixaram claro, no entanto, que o avanço em relação aos direitos das mulheres é fundamental para que o Talibã possa acessar alguns dos bilhões de dólares em reservas estrangeiras que estão congeladas. Enquanto isso, ativistas de direitos das mulheres afegãs estão tentando garantir que uma geração de meninas não seja deixada para trás. Na escola secreta que visitamos, elas têm aula durante uma ou duas horas por dia, focadas em matemática, biologia, química e física. A professora responsável sabe que há muitas outras meninas que gostariam de participar, mas há uma limitação pela falta de espaço e recursos, assim como pela necessidade de permanecer fora do radar. Ela não está otimista com a perspectiva de abertura de escolas regulares tão cedo, mas está determinada a fazer o que for possível. "Como uma mulher educada, é meu dever", diz ela à BBC. "A educação pode nos salvar desta escuridão." Talibã volta atrás e proíbe educação para meninas
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21/05 - Enem 2022: prazo de inscrição termina neste sábado; saiba como se inscrever
Versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro. Taxa é de R$ 85 e pode ser paga via boleto, cartão de crédito ou PIX. Quem obteve isenção da taxa também precisa se inscrever. Passo a passo: como fazer a inscrição no Enem 2022 O prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 termina às 23h59 deste sábado (21). As provas nas versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. LEIA TAMBÉM: REDAÇÕES NOTA MIL: leia 8 exemplos do Enem 2021 RAIO X DO SUCESSO: professores analisam estrutura de textos nota mil Quem não obteve isenção da taxa de inscrição deve fazer o pagamento de R$ 85 até 27 de maio. Veja abaixo detalhes sobre os seguintes pontos: Inscrição Passo a passo Novidade na aplicação Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? Cronograma Disciplinas e horários 1. Inscrição O prazo para inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, nas versões impressa e digital, teve início nesta terça-feira (10) e vai até 21 de maio. A inscrição deve ser feita na página do participante do Enem. A taxa para quem não conseguiu isenção é de R$ 85 e deve ser paga até 27 de maio, por boleto, PIX ou cartão de crédito. Atenção: os estudantes que obtiveram o direito à isenção desse valor (como os alunos da rede pública) também devem se inscrever. Caso contrário, não poderão prestar o Enem. LEIA REDAÇÕES NOTA MIL DO ENEM 2021 RAIO X DE REDAÇÕES NOTA MIL FÁBIO PORCHAT PAGA ENEM PARA 200 PARTICIPANTES 2. Passo a passo 1. Acesse a página do participante e clique em 'Inscrição' Passo 1 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 2. Selecione a imagem indicada nas orientações do desafio Passo 2 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Informe o CPF, data de nascimento e clique em 'Iniciar a inscrição' Passo 3 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 4. Leia as orientações e clique em 'Próximo' Passo 4 - inscrição do Enem 2022 Reprodução 5. Informe o nome do pai ou selecione 'Não quero declarar' Passo 5 - inscrição Enem 2022 Reprodução 6. Preencha os dados de sexo, raça/cor, estado civil e nacionalidade 7. Informe o município de nascimento 8. Insira o CEP e clique em 'Próximo' Passo 8 - inscirção no Enem 2022 Reprodução 9. Confirme o endereço e complemento 10. Informe se precisa de recurso de acessibilidade e diga qual Passo 10 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 11. Escolha o idioma da língua estrangeira (Inglês ou Espanhol) 12. Informe a situação de ensino médio Passo 12 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 13. Responda o questionário socioeconônico Passo 13 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 14. Informe telefone e e-mail para contato 15. Escolha o formato da prova (impresso ou digital) Passo 15 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 16. Escolha o município de aplicação da prova Passo 16 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 17. Envie uma foto do participante Passo 17 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 18. Confirme as informações pessoais e clique em 'Enviar Inscrição' 19. Confira o comprovante e o número de inscrição Passo 19 - Inscrição no Enem 2022 Repridução 20. Acesse as informações de pagamento da taxa de inscrição na página do participante. Faça login com CPF e senha no gov.br 21. Escolha a forma de pagamento e pague a taxa de inscrição. Passo 21 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Novidade na aplicação Pela primeira vez, o Inep aceitará documentos digitais de identificação nos locais de prova, como: e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e RG Digital. O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal --- capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado. 4. Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? O candidato deve escolher, no ato da inscrição, se deseja que as cinco questões de língua estrangeira sejam em inglês ou em espanhol. Também precisa sinalizar se quer fazer o Enem impresso (tradicional) ou o digital. É importante lembrar que a versão informatizada: também é aplicada nos locais de prova — não existe a opção de prestar o exame em casa; traz 180 questões a serem respondidas digitalmente, mas com redação manuscrita. 5. Confira o cronograma Inscrições: 10 a 21 de maio Pagamento da inscrição: 10 a 27 de maio Pedido de atendimento especializado: 10 a 21 de maio Pedido de tratamento pelo nome social: 23 a 28 de junho Provas: 13 e 20 de novembro 6. Disciplinas e horários Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos. 13 de novembro O candidato deverá fazer: 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; e redação. 20 de novembro A prova trará: 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília): Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Término das provas no 1º dia: 19h Término das provas no 2º dia: 18h30 Vídeos Redação do Enem em 1 Minuto: jovem que tirou nota mil dá dicas para escrever um bom texto
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20/05 - Brasil tem desde 2017 programa de internet que Musk propõe para escolas em regiões remotas
Projeto inaugurado pelo presidente Michel Temer utiliza o satélite SGDC-1 para prover internet banda larga às regiões mais remotas do país e beneficia quase 9 milhões de pessoas. Elon Musk anuncia lançamento do Starlink para conectar 19 mil escolas e monitoramento da Amazônia O bilionário Elon Musk anunciou nesta sexta-feira (20), via Twitter, que lançará a rede Starlink para conectar escolas em áreas rurais e monitorar a Amazônia. O Brasil tem desde 2017 um programa semelhante, tocado pela Telebras e pela Viasat Comunicações em parceria com o Ministério das Comunicações. O projeto --que foi batizado inicialmente de Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) e depois foi renomeado de Wi-Fi Brasil pelo presidente Jair Bolsonaro-- foi lançado pelo então presidente Michel Temer. Ele utiliza o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1) com o principal objetivo de prover internet banda larga às regiões mais remotas do Brasil. Em setembro de 2020, a Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que o SGDC-1 fornece "cobertura de serviços de internet a 100% do território nacional". LEIA TAMBÉM Enem 2022: prazo de inscrição termina no sábado; saiba como se inscrever Homeschooling: entenda o que diz o projeto de lei aprovado pela Câmara Matemática básica: em teste, estudantes do ensino médio acertam apenas 27% das questões De acordo com informações divulgadas pela Telebras em maio deste ano, 15.705 pontos de internet haviam sido instalados em 3.055 municípios brasileiros em 5 anos de projeto, totalizando quase 9 milhões de beneficiários. A região mais beneficiada pelo programa até maio é a Nordeste, com 7.544 pontos instalados em 1.412 municípios, seguida pela região Norte, com 4.060 pontos em 386 municípios. Em nota enviada ao g1, a Viasat informou que cumpre seu papel de fornecer infraestrutura terrestre para receber e distribuir o sinal recebido por satélite, e que conecta mais de 10 mil escolas pelo projeto Wi-fi Brasil desde 2018. E disse ainda que está "instalando pontos de acesso em outras 5 mil escolas, ajudando assim a reduzir a brecha digital na educação brasileira." A empresa não informou qual o prazo para finalizar a instalação dos novos pontos. Segundo nota da Telebras ao g1, os principais obstáculos enfrentados ocorrem justamente no deslocamento de profissionais e equipamentos. Para atender às comunidades ribeirinhas da Amazônia por exemplo, os grupos chegam a enfrentar até 3 dias de percurso por rios. "São poucas as estradas que dão acesso às comunidades e por inúmeras vezes os equipamentos chegaram aos locais de instalação transportados no lombo de burros e com a ajuda de moradores locais, como no caso da maioria dos atendimentos em áreas indígenas", diz a Telebras. Já Elon Musk chegou ao Brasil nesta sexta-feira e não deu detalhes sobre os serviços que pretende prestar, nem quando isso aconteceria, mas disse na publicação que a Starkink deve beneficiar 19 mil escolas em áreas rurais que não possuem conexão. Mensagem publicada por Elon Musk no Twitter ao chegar no Brasl Reprodução/Redes Sociais Falta computadores nas escolas - não conexão, diz pesquisa Segundo a "Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras" (TIC Educação 2020), o Brasil possui 21.119 escolas sem acesso à internet na zona rural, número um pouco maior do que o que Musk pretende alcançar. O menor percentual de instituições de ensino sem acesso à internet está na Região Norte: Centro-Oeste: 98% têm acesso Sul: 97% Sudeste: 94% Nordeste: 77% Norte: 51% A mesma pesquisa evidenciou que o problema não é apenas a falta de acesso à rede, mas também a baixa porcentagem de colégios da região Norte com computadores: só 63% têm alguma máquina para os alunos e funcionários usarem. A média nacional está bem acima disso (87%). Em dezembro passado, o governo federal lançou o Programa Internet Brasil, criado para dar acesso gratuito à banda larga móvel para alunos carentes de escolas públicas — a iniciativa tinha sido vetada por Bolsonaro e depois foi criada por meio de Medida Provisória Com investimento previsto de R$ 140 milhões, ela atenderá inicialmente somente seis municípios, todos no Nordeste, e exigirá que o estudante tenha aparelho celular, já que o acesso será pela distribuição de chips. O leilão da internet 5G, realizado no ano passado, também tem como contrapartida o investimento na conexão das escolas. Foram garantidos R$ 3,1 bilhões para esse fim junto das operadoras que vão explorar o serviço: menos da metade do esperado, que era R$ 7,6 bilhões. O empresário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários. VÍDEOS DE EDUCAÇÃO ,
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20/05 - Homeschooling: projeto de lei federal aprovado na Câmara divide pais de crianças e especialistas na Bahia
Texto principal foi aprovado nesta quinta-feira (19), pelos deputados. Proposta altera Lei de Diretrizes e Bases da Educação e segue para o Senado. Câmara aprova projeto que regulamenta homeschooling O projeto que regulamenta a prática do ensino domiciliar, conhecida como "homeschooling", aprovado na quinta-feira (19), na Câmara dos Deputados, divide opiniões de pais que têm divergências sobre a forma em que os filhos devem estudar. Com a conclusão, o texto segue para o Senado, e se aprovado, ainda precisa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro para entrar em vigor. O texto-base da proposta já havia sido aprovado na quarta (18), mas, para concluir a votação, os deputados precisavam votar os destaques, isto é, propostas que visam modificar a redação do projeto. Os destaques, então, foram analisados nesta quinta e todos acabaram rejeitados. Entenda: o que é o 'homeschooling' Saiba mais: os detalhes do projeto Repercussão: entidades criticam Desde 2013 que pais ou responsáveis devem, obrigatoriamente, matricular seus filhos, de 4 a 17 anos, nas escolas, devido à uma alteração feita na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) por meio da Lei nº 12.796. Anteriormente ao ano de 2013, os pais eram obrigados a colocar as crianças na escola a partir dos 6 anos. O que dizem as pessoas a favor? O projeto que regulamenta a prática do ensino domiciliar, conhecida como "homeschooling", foi aprovado nesta quinta-feira (19) Reprodução/JN O professor Higor Paiva, que trabalha em Salvador na formação dos pais que optaram pelo homeschooling, faz cronogramas anuais, orientações de indicações bibliográficas para os estudantes e ensina alguns conteúdos específicos para as crianças. "Também faço a formação de pais e professores que atuam nessa mentalidade educacional", diz. Para Higor, através de instruções de um tutor que tenha capacitação na área educacional, é possível que as famílias pratiquem homeschooling. "Trabalho como instrutor de famílias que praticam homeschooling. Eles dão conta de ensinar algumas coisas e as outras que eles não têm condições temporais ou intelectuais, eu ensino", explica. Assim como Higor, uma arquiteta paulista que está morando na Bahia é a favor do ensino em casa com apoio familiar. A mulher prefere não se identificar já que no Brasil, o ensino é obrigatório entre 4 e 17 anos. A arquiteta ensina as filhas de 6 e 8 anos, e já começa a inserir a prática na educação do filho mais novo, de 3 anos. "A gente tem uma rotina de estudos. Elas estudam pela tarde, enquanto o irmão mais novo dorme. Pela manhã a gente procura fazer atividades com outras crianças, natação, caminhada ao ar livre, ir no parquinho", conta. O fator que faz com que a ela apoie o ensino domiciliar é a mudança de cidade, que ocorre com uma certa constância, devido ao emprego do marido. Além disso, para a arquiteta, a família é responsável pela educação dos filhos, tanto escolar quanto espiritual e emocional. "Eu queria passar os valores que eu creio para elas, de forma completa e, em casa, eu consigo passar isso da forma que o governo pede junto com o que eu acredito", diz. As meninas nunca foram para escola e a mãe detalha que não tem formação na área de educação, mas diz que consegue fazer o acompanhamento do conteúdo das filhas. "Como elas ainda estão com idade de Ensino Fundamental, segundo a ABCC, pela idade, todo o conteúdo aplicado a elas eu tenho conhecimento e consigo aplicar", afirmou a mãe das meninas. A arquiteta conta ainda que faz um cronograma anual para as meninas, detalhado por semana. "Quando chega um assunto que eu não me lembre, eu faço uma pesquisa, vou estudar. Leio livros sobre o homeschooling e pesquiso em materiais didáticos para atualizar o que precisa". As crianças estudam português e matemática com materiais diferentes. Já os assuntos das outras disciplinas são passados na mesma aula. "Cada uma faz o que compete a sua idade", afirma. A mãe conta que fez um planejamento pedagógico até o final do ano e pensa se haverá possibilidade de matricular os filhos em 2023. "Ainda não excluí a ideia de matricular elas em uma escola". O que dizem as pessoas contra? Débora Irineu tem um filho de 4 anos e é contra o ensino domiciliar Arquivo Pessoal Em Salvador, a professora Débora Irineu, de 30 anos, mãe do pequeno Theo, de 4 anos, é contra o ensino domiciliar. Para a educadora, que tem um filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o homeschoolig não funciona e a escola é muito importante para as crianças. "A gente pode concordar que há um problema no nível educacional do nosso país, mas a gente não pode apresentar uma solução individual para um problema coletivo. Além disso, a escola tem um papel social que vai muito além aprender um conteúdo específico", opina Débora. Para a professora, a escola é responsável pela sociabilidade na convivência com os pares. "O próprio processo de construção do conhecimento se dá a partir da troca, da diversidade. Fica muito mais enriquecedor a troca, a diversidade, a cultura, saber conviver com o outro, encontrar alternativa em conjunto". "A gente já vive em um mundo com tanta rispidez, polarização. A gente precisa aprender a lidar com as divergências, com as pessoas diferentes, e para isso é preciso ocupar outros espaços, outras instituições", concluiu. Outra preocupação de Débora é a formação e preparação dos pais que vão ensinar os filhos. "É obvio que a gente vai ter vários pais e mães que vão ter o conhecimento sobre determinada áreas, mas a didática não é a mesma do que ter o conteúdo. As pessoas passam cinco anos na faculdade para aprender a como ensinar para as crianças", afirmou a professora. Por último, a mãe de Théo também lembrou da suspensão das aulas presenciais durante a pandemia da Covid-19 e considerou que a mudança para o ensino remoto não foi eficaz para as crianças. "Óbvio que não é na perspectiva do homescholling, mas o que a gente conversa com os outros pais é que o nível de aprendizagem foi muito baixo. Esse tipo de atividade sobrecarrega as mães, que trabalham as vezes em mais de uma jornada e vão ter que amparar os filhos", conta. A psicóloga Claudia Cavalcante, especializada em psicopedagogia, diz não ver vantagens no homeschoolig. "Não acho que os pais estão preparados para favorecer a aprendizagem significativa das crianças. A não ser que os pais sejam extremamente especializados". Claudia Cavalcante contou que não acredita que a preparação feita por um professor para os pais da criança seja definitiva e conclusiva. "Você passa por cinco anos na faculdade, aonde você ver várias teorias, abarca uma série de conhecimentos, como é que esse professor vai preparar esse pai em tão pouco tempo? Que formação é essa que não é acadêmica?", questionou. Ensino domiciliar Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido no país por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) — leia detalhes mais abaixo. O texto aprovado pela Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo. 'Homeschooling' no Brasil O ensino domiciliar não é permitido no país porque, em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que não há lei que regulamente o "homeschooling". No julgamento, a maioria dos ministros entendeu que é necessária a frequência da criança na escola, de modo a garantir uma convivência com estudantes de origens, valores e crenças diferentes, por exemplo. Câmara aprova urgência para agilizar PL sobre ensino em casa O que diz o projeto aprovado Pelo projeto aprovado pela Câmara, passa a ser admitida a "educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes". Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar os seguintes documentos: Comprovação de escolaridade de nível superior ou em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; Certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis; Relatórios trimestrais com a relação de atividades pedagógicas realizadas no período; Acompanhamento com um docente tutor da instituição em que a criança estiver matriculada e que sejam realizados encontros semestrais com o estudante e os responsáveis; Avaliações anuais de aprendizagem; Avaliação semestral do progresso do estudante com deficiência ou transtorno de desenvolvimento. A proposta estabelece também um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham "homeschooling" nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. Confira mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 Ouça 'Eu Te Explico' 🎙
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20/05 - Unicef critica aprovação do homeschooling: crianças não são 'objetos de propriedade dos pais'
Entidade cita preocupação com a fiscalização do modelo, impacto à saúde psicológica e segurança física de crianças e adolescentes. Projeto foi aprovado pela Câmara e segue para votação no Senado. Câmara deve agilizar votação de projeto sobre educação domiciliar O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou nesta sexta-feira (20) uma nota em que critica a aprovação pela Câmara do projeto de lei que regulamenta a educação domiciliar no país. Segundo a organização, o modelo priva crianças e adolescentes do direito de aprender. "Autorizar a educação domiciliar significa privar crianças e adolescentes do seu pleno direito de aprender. Família e escola têm deveres diferentes e complementares na vida de meninas e meninos. A família é o lugar do cuidado e de aprendizagens não curriculares, dentro de um ambiente privado. A escola é o lugar da aprendizagem curricular e é o principal espaço público em que o estudante interage com outras pessoas, socializa e aprende", diz trecho da nota. A entidade afirma ainda que "crianças e adolescentes são sujeitos de direito – e não objetos de propriedade dos pais" e que se preocupa com a aprovação do projeto que desobriga a presença da criança na escola se os pais e responsáveis optarem pelo modelo de educação domiciliar. PROJETO DE LEI: entenda o que diz o texto aprovado na Câmara DIREITOS: para professor, proposta ataca direito universal à educação O Unicef é um braço da Organização das Nações Unidas (ONU) que trabalha pela garantia dos direitos das crianças e adolescentes pelo mundo, dando foco aos mais vulneráveis, especialmente aos que são vítimas de violência extrema. Veja abaixo as críticas feitas pelo Unicef: Fiscalização por conselheiros tutelares Uma das críticas feitas pelo Unicef na nota é o repasse da responsabilidade de fiscalizar o ensino domiciliar aos conselheiros tutelares. O texto do projeto sugere que os profissionais verifiquem se e como as crianças e adolescentes em homeschooling estão aprendendo. "A medida preocupa, uma vez que coloca a responsabilidade em profissionais que não têm formação para esse tipo de avaliação, e já têm uma série de outras atribuições", diz o Unicef. Impactos psicológicos A entidade argumenta que a escola é um ambiente importante para a criança e adolescente, já que é onde aprendem a socializar e a conviver com as diferenças. "Por mais que a criança tenha irmãos, esse convívio com colegas faz com que a criança desenvolva a capacidade de dialogar, conviver, respeitar em uma sociedade diversa e plural", pondera na nota. "A escola representa um lugar de interações sociais e aprendizagens pela convivência com a diversidade e o respeito à diferença; é ainda o lugar de formação da cidadania, de ampliação de experiências, de encontro com o outro." O Unicef destaca ainda o impacto negativo que a ausência prolongada de um local de convivência como a escola causou nos estudantes durante a pandemia, algo que pode ser intensificado com o homeschooling. Riscos de violência Outro ponto que preocupa a entidade é o risco de exposição à violência contra crianças e adolescentes na modalidade de ensino, assim como a inutilização da escola como um espaço de segurança para os alunos vítimas de violência. O Unicef ainda lembra que grande parte da violência contra crianças e adolescentes acontece dentro de casa, com agressores conhecidos, e que estar na escola pode garantir à elas a convivência com adultos de confiança a quem podem pedir ajuda. "Estar na escola, aprendendo, é um fator crucial de proteção. Crianças e adolescentes fora da escola ou com menos anos de estudo se tornam mais vulneráveis e vítimas da violência". Sobre o projeto de lei O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quinta-feira (19) um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Atualmente, a prática não é permitida no país por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo. De acordo com o projeto em discussão, a família precisa preencher alguns critérios para adotar a modalidade, como um dos responsáveis ter ensino superior e não possuir antecedentes criminais. Entidades do setor da educação têm criticado o projeto por entenderem que o foco do governo deve ser o ensino regular. Elas argumentam ainda que o texto aprovado pela Câmara é elitista e exclui famílias que não têm as mesmas oportunidades. VÍDEOS
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20/05 - Elon Musk anuncia lançamento do Starlink para conectar 19 mil escolas e monitoramento da Amazônia
Bilionário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com Bolsonaro, políticos e empresários. Ele não detalhou como pretende prestar os serviços e nem quando. Elon Musk anuncia lançamento do Starlink para conectar 19 mil escolas e monitoramento da Amazônia O bilionário Elon Musk anunciou, via Twitter, que lançará a rede Starlink para conectar 19 mil escolas em áreas rurais e monitorar a Amazônia. O empresário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários. Elon Musk fez anúncio na manhã desta sexta-feira (20), via Tweeter. Reprodução "Superanimado por estar no Brasil para o lançamento da Starlink em 19 mil escolas não conectadas em áreas rurais e também para o monitoramento ambiental da Amazônia", disse Musk na publicação. O encontro ocorreu em um evento no interior de São Paulo. A informação foi antecipada na última quinta (19) pelo colunista Lauro Jardim, de "O Globo". Musk não deu detalhes sobre os serviços que pretende prestar e nem quando isso aconteceria. Bolsonaro disse, após o evento, que o acordo é 'início de um namoro' e não informou detalhes, prazos nem valores. O Brasil já tem mecanismos tecnológicos para monitoramento da Amazônia. Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, recebe e processa os dados sobre perda de floresta. As imagens são obtidas via satélite e o nível de precisão é de 95%, segundo o próprio instituto. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que Amazônia não precisa dos satélites de Musk, mas de fiscalização. E o Brasil tem, desde 2017, o programa de internet semelhante ao que Musk propõe para escolas em regiões remotas, numa parceria da Telebras com a americana ViaSat. SAIBA MAIS: Internet via satélite: serviço que Musk oferece é a nova 'corrida' dos bilionários Quem é Elon Musk? QG da reeleição quer usar encontro com Elon Musk como peça de campanha de Bolsonaro Conheça o hotel de luxo onde ocorre o encontro Quem é Musk Bolsonaro e Elon Musk posam para foto no interior de SP Reprodução/Redes sociais Elon Musk, que em abril anunciou acordo de compra do Twitter por cerca de US$ 44 bilhões (aproximadamente R$ 215 bilhões), é o homem mais rico do mundo e tem um patrimônio avaliado em US$ 219 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão), segundo ranking da "Forbes". Ele é dono da empresa de transporte espacial SpaceX, onde opera também o serviço de internet via satélite, e comanda a Tesla, fabricante de carros elétricos. Na véspera da vinda ao Brasil, ele se defendeu de uma acusação de assédio sexual contra uma funcionária da SpaceX. Starlink já opera em parte do país Em janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu o direito de exploração no Brasil de satélite estrangeiro não-geoestacionário de baixa órbita para a Starlink, sistema de satélites da SpaceX, de Musk. Com isso, a empresa vai poder oferecer seu serviço de internet em todo o território brasileiro, com direito de exploração até 2027. Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile Tim Abott/CTIO A autorização da Anatel foi concedida após reunião do ministro Fábio Faria com Musk nos Estados Unidos, em novembro do ano passado. Em fevereiro deste ano, o governo do Amazonas também informou manter contato com a SpaceX para a instalação de tecnologia da empresa do bilionário no estado. Musk já havia manifestado interesse em iniciar operações da Starlink na região. Em seu site, a Starlink informa que a internet via satélite já está sendo oferecida em partes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para o estado do Rio Grande do Sul e quase todo o Nordeste, a previsão da empresa é de que ele esteja disponível no quarto trimestre de 2022. E que as regiões Norte e Centro-Oeste receberão o serviço no primeiro trimestre de 2023. A nova 'corrida' dos bilionários O fornecimento de internet via satélite para locais remotos é outro ramo em que os bilionários Musk e Jeff Bezos, dono da Amazon, concorrem, além do turismo espacial. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. Elon Musk e Jeff Bezos são os dois homens mais ricos do mundo, segundo ranking da Bloomberg Reuters A SpaceX, de Musk, está à frente na corrida e já lançou mais de 1.800 satélites. A empresa quer chegar a uma rede com 42.000 equipamentos em operação no espaço, mas precisa do sinal verde da Comissão Federal de Comunicações (FCC), equivalente americana da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Já a Amazon trabalha no Project Kuiper. A companhia não tem satélites em operação, mas, em novembro de 2021, recebeu autorização da FCC para operar uma constelação com 3.236 unidades. Bezos também é dono de uma empresa de transporte aeroespacial, a Blue Origin — a mesma que levará o brasileiro Victor Hespanha ao espaço. Mas por que Musk e Bezos investem na internet via satélite quando já existe fibra óptica? A resposta pode estar na própria fibra óptica: para oferecerem esse tipo de internet, as empresas precisam criar uma grande rede de cabos, o que não é viável financeiramente para qualquer local. É comum que esse tipo de infraestrutura se concentre nas cidades onde os provedores entendem que terão um retorno considerável. Em regiões remotas, a oferta desses serviços é limitada e, em alguns casos, é preciso recorrer ao serviço de internet via satélite, que já é oferecido por várias empresas. 'Constelação' de satélites ocupará órbita terrestre baixa e ficará bem mais próxima da Terra que os satélites geoestacionários Arte/g1 Foco em regiões distantes A internet via satélite existe há anos, mas Musk, Bezos e outros investem em outro modelo do serviço. Hoje, a maioria dos provedores desse tipo de rede usa grandes satélites em órbita geoestacionária, isto é, que acompanham a rotação da Terra e permanecem sobre uma mesma região. No caso do Starlink e do futuro serviço da Amazon, os satélites ficam na chamada órbita terrestre baixa, mais próxima da Terra. Eles estão próximos à Estação Espacial Internacional e ao telescópio Hubble. Elon Musk chega no Hotel Fasano Boa Vista, São Paulo Com uma distância menor, os novos satélites prometem diminuir a latência, que indica quanto tempo uma informação leva para sair de um ponto e chegar ao seu destino. Nos dois casos, porém, o foco está em regiões distantes de grandes centros. Nas escolas, também falta computador Segundo a "Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras" (TIC Educação 2020), o Brasil possui 21.119 escolas sem acesso à internet na zona rural, número um pouco maior do que o que Musk pretende alcançar. O menor percentual de instituições de ensino sem acesso à internet está na Região Norte: Centro-Oeste: 98% têm acesso Sul: 97% Sudeste: 94% Nordeste: 77% Norte: 51% A mesma pesquisa evidenciou que o problema não é apenas a falta de acesso à rede, mas também a baixa porcentagem de colégios da região Norte com computadores: só 63% têm alguma máquina para os alunos e funcionários usarem. A média nacional está bem acima disso (87%). O Brasil tem desde 2017 um programa de internet via satélite prover internet banda larga às regiões mais remotas do Brasil. Tocado pela Telebras e pela californiana Viasat Comunicações, em parceria com o Ministério das Comunicações, ele utiliza o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1) — do tipo que fica em altitudes bem maiores que os da Starlink. De acordo com informações divulgadas pela Telebras em maio deste ano, 15.705 pontos de internet haviam sido instalados em 3.055 municípios brasileiros em 5 anos de projeto, totalizando quase 9 milhões de beneficiários. A região mais coberta pelo programa até maio é a Nordeste. Em dezembro passado, o governo federal lançou o Programa Internet Brasil, criado para dar acesso gratuito à banda larga móvel para alunos carentes de escolas públicas — a iniciativa tinha sido vetada por Bolsonaro e depois foi criada por meio de Medida Provisória. Com investimento previsto de R$ 140 milhões, ela atenderá inicialmente somente seis municípios, todos no Nordeste, e exigirá que o estudante tenha aparelho celular, já que o acesso será pela distribuição de chips. O leilão da internet 5G, realizado no ano passado, também tem como contrapartida o investimento na conexão das escolas. Foram garantidos R$ 3,1 bilhões para esse fim junto das operadoras que vão explorar o serviço: menos da metade do esperado, que era R$ 7,6 bilhões. Monitoramento da Amazônia O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, conta com três tipos de sistemas de monitoramento da Amazônia atualmente: o Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes); o Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter); e o TerraClass, que mapeia o uso da terra após o desmatamento, em parceria com a Embrapa. Apesar da alta taxa de desmatamento detectada, com mais de 13 mil km² de desmatamento pela plataforma Prodes, o monitoramento não resulta em fiscalização: dados divulgados em fevereiro deste ano apontam que apenas 1,3% dos alertas resultaram em ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Entenda como funcionam satélites que monitoram desmatamento na Amazônia Para Tasso Azevedo, coordenador do Mapbiomas e especialista em monitoramento ambiental, a oferta de Musk seria bem vinda, mas não substitui o que já existe. "Não são satélites óticos, eles não conseguem enxergar coisas na superfície, no território, o que é usado para fazer monitoramento do desmatamento", explica. "O monitoramento do desmatamento está sendo feito com excelência pelo Inpe e várias outras organizações, o Mapbiomas é uma delas também. Não é por falta de achar desmatamento e monitorar, que a gente não tem fiscalização e controle do desmatamento. Pelo contrário, o que falta é essa parte da fiscalização e do controle", afirma. "(Os Starlink) são satélites de comunicação, para prover internet em alta velocidade, e isso sim é muito bom. Vai permitir ter internet em qualquer lugar basicamente do planeta."
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20/05 - Senac em Divinópolis abre inscrições para cursos técnicos a distância; veja como participar
São 114 vagas ofertadas em cinco cursos, são eles: técnico em administração, técnico em logística, técnico em recursos humanos, técnico em qualidade e técnico em secretariado. Senac em Divinópolis; imagem de arquivo Diego Tomaz/Senac Divulgação O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Divinópolis está com inscrições abertas para cursos técnicos e formato de Ensino a Distância (EAD). As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de junho e as aulas começarão no dia 20 de junho. São 114 vagas ofertadas em cinco cursos, são eles: técnico em administração, técnico em logística, técnico em recursos humanos, técnico em qualidade e técnico em secretariado. "Por meio dos cursos técnicos gratuitos a distância, o Senac democratiza o conhecimento e oferece ensino de qualidade, levando técnica, excelência e profissionalização para além dos grandes centros urbanos. Além de flexibilizar o tempo de estudo para adequar às demandas e desafios da atualidade, o Senac possibilita a formação de profissionais qualificados e aptos a empreender em todo o estado", disse o diretor do Senac em Divinópolis, Alexandre Carvalho. Veja abaixo a quantidade de vaga por curso: Técnico em administração - 38 vagas, 1.000 horas Técnico em logística - 18 vagas, 800 horas Técnico em recursos humanos - 18 vagas, 800 horas Técnico em qualidade - 20 vagas, 800 horas Técnico em secretariado - 20 vagas, 800 horas Inscrição Os interessados em participar devem ter idade mínima entre 16 e 17 anos, conforme o curso escolhido. Precisa ter, no mínimo, ou estar cursando, o 2º ano do ensino médio, ser estudante e/ou trabalhador empregado ou desempregado; é necessário que a renda familiar mensal per capita do interessado, ou seja, a renda bruta dos componentes do grupo familiar dividida pelo número de pessoas, não ultrapasse o valor de dois salários mínimos. A inscrição deve ser feita no site do Senac. Mais informações podem ser solicitadas pela Central de Relacionamento pelo telefone (37) 3229-6400. Por ser EAD, a aprendizagem se dá de forma autônoma e com horário flexível. Os conteúdos dos cursos e atividades serão acessados em ambiente virtual. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
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20/05 - Homeschooling ataca direito universal das crianças e adolescentes de frequentarem escola, avalia professor
Projeto que permite educação domiciliar das crianças de acordo com a vontade das famílias foi aprovado pela Câmara dos Deputados e vai ao Senado. O projeto que regulamenta a prática do homeschooling no Brasil foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quinta (19) e agora segue para o Senado. Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido no país por decisão do STF. Com base na Constituição, os ministros argumentam que o dever de educar implica cooperação entre Estado e família, sem exclusividade dos pais. Governo tem projeto com regras para a educação em casa Reprodução/JN Este também é o argumento do professor de Direito e Políticas Públicas Salomão Ximenes, da Universidade Federal do ABC. Segundo Ximenes, o projeto vai na contramão dos direitos das crianças e adolescentes à escola pois o transfere aos pais. "A gente fala em direito intransponível universal de frequentar uma escola como direito próprio da criança e do adolescente, e não um direito de seus pais ou responsáveis", explica. "Ao aprovar esse projeto se cria uma regra geral em que praticamente qualquer pai que cumpra requisitos bastante amplos pode livremente optar por levar ou não seus filhos à escola. Isso é um ataque do ponto de vista da construção do direito à educação no Brasil." OCDE: Brasil está entre países que não aumentaram recursos para educação na pandemia Salomão Ximenes é autor do livro "Direito à qualidade na educação básica: teoria e crítica" e compõe a diretoria da Ação Educativa e da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação. Em entrevista à Renata Lo Prete, o professor ainda avalia que o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados modifica toda a estrutura do direito à educação básica para atender às demandas de um número de famílias "bastante limitado" em relação à população brasileira no total. "Fala-se em 7 a10 mil famílias que praticam esta modalidade - hoje ilegal - de educação domiciliar. Em nome de atender uma demanda de um número limitado, quase irrelevante, ataca-se dois pilares fundamentais do direito à educação." Ouça a entrevista completa no episódio #710 do podcast O Assunto. Episódios anteriores Política de cotas completa 10 anos: 'Ideia de que lei exclui brancos pobres é completamente equivocada', explica especialista O peso da inflação: Após comprar cesta básica, brasileiro fica com R$ 74,00 do salário mínimo
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20/05 - O Assunto #710: Por que 'homeschooling' é contra os pobres
A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira a aprovação da lei que introduz o ensino domiciliar no país. O texto, que agora vai ao Senado, torna realidade uma bandeira levantada por Jair Bolsonaro e alguns de seus apoiadores mais ferrenhos desde o início do governo. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira a aprovação da lei que introduz o ensino domiciliar no país. O texto, que agora vai ao Senado, torna realidade uma bandeira levantada por Jair Bolsonaro e alguns de seus apoiadores mais ferrenhos desde o início do governo. Em conversa com Renata Lo Prete, Salomão Ximenes, professor de Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC, critica duramente o projeto. Ele entende que, sob pretexto de atender ao desejo de algumas milhares de famílias, estão sendo retirados direitos consolidados de milhões de estudantes, colocando em risco a dura e tardiamente conquistada universalização do ensino básico no Brasil. “É um ataque frontal a pilares da educação pública”, afirma, mencionando a Lei de Diretrizes e Bases e o Estatuto da Criança e do Adolescente. O professor diz ainda que, negligenciando custos, a medida “empurra para os estados e municípios a responsabilidade pela implementação”. Também participa do episódio Maria Celi Vasconcelos, pesquisadora da UERJ e autora de livro sobre o tema. Para ela, o projeto atende a uma demanda legítima, mas regras de transição seriam bem-vindas. “Passamos da proibição para uma regulamentação semelhante à de países que a educação domiciliar para há muitas décadas contam com ensino domiciliar”, diz. O que você precisa saber: 'Homeschooling': entenda o modelo de aprendizagem domiciliar 2018: STF decide que pais não podem tirar filhos da escola Projeto de Lei: entidades criticam texto para o ensino domiciliar Blog da Sadi: Bolsonaristas agem para liberar homeschooling O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Tiago Aguiar, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Gustavo Honório e Eto Osclighter. Apresentação: Renata Lo Prete. Comunicação/Globo
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20/05 - Enem 2022: prazo de inscrição termina no sábado; saiba como se inscrever
Versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro. Taxa é de R$ 85 e pode ser paga via boleto, cartão de crédito ou PIX. Passo a passo: como fazer a inscrição no Enem 2022 O prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 termina às 23h59 de sábado (21). As provas nas versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. LEIA TAMBÉM: REDAÇÕES NOTA MIL: leia 8 exemplos do Enem 2021 RAIO X DO SUCESSO: professores analisam estrutura de textos nota mil Quem não obteve isenção da taxa de inscrição deve fazer o pagamento de R$ 85 até 27 de maio. Veja abaixo detalhes sobre os seguintes pontos: Inscrição Passo a passo Novidade na aplicação Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? Cronograma Disciplinas e horários 1. Inscrição O prazo para inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, nas versões impressa e digital, teve início nesta terça-feira (10) e vai até 21 de maio. A inscrição deve ser feita na página do participante do Enem. A taxa para quem não conseguiu isenção é de R$ 85 e deve ser paga até 27 de maio, por boleto, PIX ou cartão de crédito. Atenção: os estudantes que obtiveram o direito à isenção desse valor (como os alunos da rede pública) também devem se inscrever. Caso contrário, não poderão prestar o Enem. LEIA REDAÇÕES NOTA MIL DO ENEM 2021 RAIO X DE REDAÇÕES NOTA MIL FÁBIO PORCHAT PAGA ENEM PARA 200 PARTICIPANTES 2. Passo a passo 1. Acesse a página do participante e clique em 'Inscrição' Passo 1 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 2. Selecione a imagem indicada nas orientações do desafio Passo 2 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Informe o CPF, data de nascimento e clique em 'Iniciar a inscrição' Passo 3 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 4. Leia as orientações e clique em 'Próximo' Passo 4 - inscrição do Enem 2022 Reprodução 5. Informe o nome do pai ou selecione 'Não quero declarar' Passo 5 - inscrição Enem 2022 Reprodução 6. Preencha os dados de sexo, raça/cor, estado civil e nacionalidade 7. Informe o município de nascimento 8. Insira o CEP e clique em 'Próximo' Passo 8 - inscirção no Enem 2022 Reprodução 9. Confirme o endereço e complemento 10. Informe se precisa de recurso de acessibilidade e diga qual Passo 10 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 11. Escolha o idioma da língua estrangeira (Inglês ou Espanhol) 12. Informe a situação de ensino médio Passo 12 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 13. Responda o questionário socioeconônico Passo 13 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 14. Informe telefone e e-mail para contato 15. Escolha o formato da prova (impresso ou digital) Passo 15 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 16. Escolha o município de aplicação da prova Passo 16 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 17. Envie uma foto do participante Passo 17 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 18. Confirme as informações pessoais e clique em 'Enviar Inscrição' 19. Confira o comprovante e o número de inscrição Passo 19 - Inscrição no Enem 2022 Repridução 20. Acesse as informações de pagamento da taxa de inscrição na página do participante. Faça login com CPF e senha no gov.br 21. Escolha a forma de pagamento e pague a taxa de inscrição. Passo 21 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Novidade na aplicação Pela primeira vez, o Inep aceitará documentos digitais de identificação nos locais de prova, como: e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e RG Digital. O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal --- capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado. 4. Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? O candidato deve escolher, no ato da inscrição, se deseja que as cinco questões de língua estrangeira sejam em inglês ou em espanhol. Também precisa sinalizar se quer fazer o Enem impresso (tradicional) ou o digital. É importante lembrar que a versão informatizada: também é aplicada nos locais de prova — não existe a opção de prestar o exame em casa; traz 180 questões a serem respondidas digitalmente, mas com redação manuscrita. 5. Confira o cronograma Inscrições: 10 a 21 de maio Pagamento da inscrição: 10 a 27 de maio Pedido de atendimento especializado: 10 a 21 de maio Pedido de tratamento pelo nome social: 23 a 28 de junho Provas: 13 e 20 de novembro 6. Disciplinas e horários Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos. 13 de novembro O candidato deverá fazer: 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; e redação. 20 de novembro A prova trará: 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília): Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Término das provas no 1º dia: 19h Término das provas no 2º dia: 18h30 Vídeos Redação do Enem em 1 Minuto: jovem que tirou nota mil dá dicas para escrever um bom texto
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20/05 - Taxa de abandono escolar no ensino médio na rede pública mais que dobra em 2021, aponta Inep
Percentual de estudantes que abandonaram instituições saltou de 2,3%, em 2020, para 5%, em 2021. Números integram os resultados finais da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que a taxa de abandono escolar no ensino médio na rede pública mais do que dobrou no ano passado. Em 2020, o percentual de estudantes que abandonaram instituições foi de 2,3%, enquanto que, em 2021, a taxa foi de 5,6%. LEIA TAMBÉM: ENEM 2022: prazo de inscrição termina no sábado; veja tutorial HOMESCHOOLING: entenda o que diz o projeto de lei aprovado pela Câmara PEDAGOGIA: com notas baixíssimas no MEC, faculdades caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200 Os números foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Inep e integram os resultados finais da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2021. A primeira fase foi divulgada no início deste ano (veja mais abaixo). No ensino fundamental, a taxa de abandono escolar subiu de 1%, em 2020, para 1,2%, em 2021. A única rede que não apresentou elevação foi a privada. Ainda segundo o levantamento, a região Norte do país foi a que mais sofreu com o abandono dos alunos. Enquanto o país teve um índice de 5% no ensino médio, os estados do Norte, juntos, acumularam uma taxa de 10,1% de abandono. Já na etapa do ensino fundamental, o valor foi de 2,5% nesta região. Novo ensino médio: entenda o que deve mudar a partir de 2022 Taxas de aprovação e reprovação A segunda etapa do Censo apontou ainda para uma redução da taxa de aprovação na rede pública em todas as etapas de ensino em comparação com o ano de 2020. Os dados vêm após uma certa estabilidade nas taxas de aprovação e reprovação dos alunos em decorrência da pandemia de covid-19 e das estratégias para o seu enfrentamento — como a adoção do “contínuo curricular”, medida que “juntou” os anos letivos de 2020 e 2021 para evitar o aumento da reprovação. Ensino fundamental Em 2020, a taxa de aprovação nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), na rede pública, foi de 98,9%. Já em 2021, esse percentual caiu para 97,6%. Foi a primeira vez que houve queda, considerando os últimos 5 anos. Nos anos finais do ensino fundamental, os índices de aprovação caíram em todas as dependências administrativas da rede pública. Em 2020, essa taxa foi de 97,8%. No ano passado, as aprovações diminuíram para 95,7%. As taxas de reprovação nessa etapa também aumentaram, passando de 0,8% para 2%. Ensino médio Já no ensino médio, a taxa de aprovação caiu de 95% para 90,8% em relação ao ano de 2020. Esse movimento tem reflexo no índice de reprovação: no ano passado, a taxa nessa etapa de ensino foi de 4,2%, um aumento de 1,5 ponto percentual em comparação com 2020 (2,7%). Censo Escolar O Censo Escolar é a principal pesquisa estatística do governo federal sobre a educação básica. O levantamento, coordenado pelo Inep e realizado, em regime de colaboração, entre as secretarias estaduais e municipais de educação, serve de base para o repasse de recursos. Os dados abrangem as diferentes etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional. VÍDEOS: notícias sobre educação
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20/05 - Em teste, estudantes do ensino médio acertam apenas 27% das questões de matemática básica
Dados da pesquisa foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Ministério da Educação. Teste foi aplicado pela primeira vez em 2021. Resultados de testes mostram impacto da pandemia em alunos do ensino médio Os estudantes do ensino médio da rede pública e privada que foram submetidos a uma pesquisa para avaliar a educação no país acertaram apenas 27% das questões de matemática básica. Os dados foram revelados nesta quinta-feira (19) pelo Ministério da Educação. Ao todo, mais de três milhões de alunos da rede pública e privada foram submetidos a avaliação. O teste foi aplicado pela primeira vez no ano passado. Nesta sexta-feira (20), está prevista a divulgação dos dados dos alunos do ensino fundamental. Com relação à língua portuguesa, os alunos acertaram 57% das questões relacionadas ao tema. Já nas questões que diferenciam fato e opinião, o nível de acerto foi de apenas 50%. Os resultados reforçam um quadro preocupante que vêm sendo apontado e discutido por especialistas em educação nos últimos anos. As pesquisas de avaliação feitas pelos estados mostram que antes da pandemia os alunos das redes pública e privada estavam entrando no ensino médio com dois anos de defasagem, ou seja, ingressando no 1º ano do Ensino Médio sem dominar as habilidades do 8º do ensino fundamental. O teste divulgado nesta quinta-feira (19) reforçou os indicativos de que essa defasagem pode ser ainda maior.
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19/05 - Enem 2022: confira o passo a passo de como se inscrever e o cronograma das provas
Versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro. Taxa é de R$ 85 e pode ser paga via boleto, cartão de crédito ou PIX. Passo a passo: como fazer a inscrição no Enem 2022 O prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 termina às 23h59 de sábado (21). As provas nas versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. Quem não obteve isenção da taxa de inscrição deve fazer o pagamento de R$ 85 até 27 de maio. Confira abaixo como se inscrever no exame: LEIA REDAÇÕES NOTA MIL DO ENEM 2021 RAIO X DE REDAÇÕES NOTA MIL FÁBIO PORCHAT PAGA ENEM PARA 200 PARTICIPANTES Passo a passo 1. Acesse a página do participante e clique em 'Inscrição' Passo 1 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 2. Selecione a imagem indicada nas orientações do desafio Passo 2 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Informe o CPF, data de nascimento e clique em 'Iniciar a inscrição' Passo 3 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 4. Leia as orientações e clique em 'Próximo' Passo 4 - inscrição do Enem 2022 Reprodução 5. Informe o nome do pai ou selecione 'Não quero declarar' Passo 5 - inscrição Enem 2022 Reprodução 6. Preencha os dados de sexo, raça/cor, estado civil e nacionalidade 7. Informe o município de nascimento 8. Insira o CEP e clique em 'Próximo' Passo 8 - inscirção no Enem 2022 Reprodução 9. Confirme o endereço e complemento 10. Informe se precisa de recurso de acessibilidade e diga qual Passo 10 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 11. Escolha o idioma da língua estrangeira (Inglês ou Espanhol) 12. Informe a situação de ensino médio Passo 12 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 13. Responda o questionário socioeconônico Passo 13 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 14. Informe telefone e e-mail para contato 15. Escolha o formato da prova (impresso ou digital) Passo 15 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 16. Escolha o município de aplicação da prova Passo 16 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 17. Envie uma foto do participante Passo 17 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 18. Confirme as informações pessoais e clique em 'Enviar Inscrição' 19. Confira o comprovante e o número de inscrição Passo 19 - Inscrição no Enem 2022 Repridução 20. Acesse as informações de pagamento da taxa de inscrição na página do participante. Faça login com CPF e senha no gov.br 21. Escolha a forma de pagamento e pague a taxa de inscrição. Passo 21 - inscrição no Enem 2022 Reprodução Confira o cronograma Inscrições: 10 a 21 de maio Pagamento da inscrição: 10 a 27 de maio Pedido de atendimento especializado: 10 a 21 de maio Pedido de tratamento pelo nome social: 23 a 28 de junho Provas: 13 e 20 de novembro Disciplinas e horários Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos. 13 de novembro O candidato deverá fazer: 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; e redação. 20 de novembro A prova trará: 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília): Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Término das provas no 1º dia: 19h Término das provas no 2º dia: 18h30 Vídeos Redação do Enem em 1 Minuto: jovem que tirou nota mil dá dicas para escrever um bom texto
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19/05 - UNE, UBES e ANPG condenam aprovação do projeto que libera homeschooling pela Câmara: 'retrocesso para a educação brasileira'
Projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Depois, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. Câmara deve agilizar votação de projeto sobre educação domiciliar A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) divulgaram nesta quinta-feira (19) uma nota conjunta que condena a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei que regulamenta a educação domiciliar no Brasil. O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. No documento, as entidades criticam que o projeto de lei em defesa do homeschooling seja priorizado sobre a necessidade de investimentos na educação regular. (Confira a íntegra da nota abaixo). "É inaceitável que com tantos obstáculos enfrentados pelos estudantes, incluindo os cortes orçamentários e a ausência de soluções, o governo Bolsonaro coloca como prioridade esta pauta de costumes - um projeto que está em total desconexão das urgências dos estudantes e dos brasileiros". LEIA TAMBÉM Entenda: o que é o 'homeschooling' Saiba mais: os detalhes do projeto Repercussão: entidades criticam A nota defende ainda que a escola é fundamental para a formação do indivíduo, assim como é uma ferramenta de identificação e proteção contra violências e abusos, que muitas vezes ocorrem nas casas de crianças e jovens. "A aprovação do PL 2.401/2019 é mais um retrocesso para a educação brasileira, que não contempla a realidade e necessidades dos estudantes do país, mas satisfaz aos interesses de apoiadores do governo Bolsonaro, esse que tem operado a destruição do projeto educacional brasileiro", conclui o documento. Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling' Reprodução/TV TEM Entenda o caso O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (19) um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Atualmente, a prática não é permitida no país por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto-base da proposta já havia sido aprovado nesta quarta (18), mas, para concluir a votação, os deputados precisavam votar os destaques, isto é, propostas que visam modificar a redação do projeto. Os destaques, então, foram analisados nesta quinta e todos acabaram rejeitados. O texto aprovado pela Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo. Confira a íntegra da nota das entidades "Nota da UBES, UNE e ANPG: Entidades Estudantis condenam a aprovação do projeto de homeschooling União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, UBES, a União Nacional dos Estudantes, UNE, e a Associação Nacional de Pós-graduandos, ANPG, condenam a aprovação pela Câmara dos Deputados do PL 2.401/2019, que sanciona o ensino domiciliar, conhecido como Homeschoolin Alertamos desde da criação do projeto citado, que a educação escolar (regular) necessita de mais investimentos, principalmente para superar os desafios históricos e intensificados na pandemia. É inaceitável que com tantos obstáculos enfrentados pelos estudantes, incluindo os cortes orçamentários e a ausência de soluções, o governo Bolsonaro coloca como prioridade esta pauta de costumes - um projeto que está em total desconexão das urgências dos estudantes e dos brasileiros. É preciso lembrar que a modalidade de ensino domiciliar ataca as finalidades da educação previstas no artigo 205 da Constituição Federal e amplia a desobrigação do Estado com a garantia do direito humano à educação de qualidade para todas as pessoas. E ressaltamos a importância da escola para formação do indivíduo, para ampliar sua visão crítica e plural na sociedade. E ainda, como um espaço de proteção, quanto à identificação de violências e abusos, que muitas vezes ocorrem nas casas de crianças e jovens. Além disso, as entidades estudantis, assim como outras instituições acompanharam esse debate no Congresso Nacional. Alertamos sobre as fragilidades argumentativas em torno de sua operacionalização e dos riscos que apresenta ao direito e prioridade absoluta da criança e do adolescente. Ressaltamos que o aparelhamento ideológico do MEC, nesses anos do Governo Bolsonaro, tem gerado danos ao futuro da educação, em todos os níveis educacionais, que levarão anos para serem corrigidos. A aprovação do PL 2.401/2019 é mais um retrocesso para a educação brasileira, que não contempla a realidade e necessidades dos estudantes do país, mas satisfaz aos interesses de apoiadores do governo Bolsonaro, esse que tem operado a destruição do projeto educacional brasileiro." VEJA VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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19/05 - Homeschooling: entenda o que diz o projeto de lei aprovado pela Câmara sobre ensino domiciliar
Proposta segue para análise do Senado, que pode fazer alterações no texto. Entidades do setor criticam a prática, que atualmente não é permitida no país. STF discute sobre a educação domiciliar, o homeschooling, nesta quinta (30) O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (19) um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Atualmente, a prática não é permitida no país por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. Entidades do setor criticam a medida por, entre outros pontos, entenderem que representa um risco à garantia do direito fundamental à educação, além de restringir a troca de ideias e visões de mundo contraditórias e impactar na socialização dessas crianças e jovens O Código Penal também condena a adoção da educação domiciliar, considerando-a abandono intelectual. Em junho do ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) chegou a aprovar uma outra proposta que impede que pais que adotem o modelo sejam processados por abandono intelectual. Esse texto, porém, ainda precisa passar pelo plenário da Câmara. Veja quais deputados votaram a favor ou contra a proposta Entidades criticam projeto de lei Mãe relata a rotina de estudos do filho em casa Jovem avalia que não é para 'todo mundo' Entenda abaixo o que diz o projeto aprovado pela Câmara: Quais etapas do ensino poderiam ser feitas em casa? O texto aprovado pelos deputados prevê que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) seja alterada para admitir o ensino domiciliar na educação básica, isto é: pré-escola, ensino fundamental e médio. Qualquer família poderia fazer? Pelo projeto, nem todas as famílias poderão aderir ao ensino domiciliar. Para optar por esta modalidade, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a uma instituição de ensino credenciada, fazer matrícula anual do estudante e apresentar os seguintes documentos: comprovação de escolaridade de nível superior, inclusive em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis. Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling' Reprodução/TV TEM A proposta estabelece um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham homeschooling nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. A transição prevista no projeto permite: a comprovação, ao longo do ano da formalização da opção pela educação domiciliar, de que pelo menos um dos pais ou responsáveis legais está matriculado em curso de nível superior; comprovação anual de continuidade dos estudos, com aproveitamento, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, no curso de nível superior em que estiver matriculado; conclusão, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, do curso de nível superior em que estiver matriculado, em período de tempo que não exceda em 50% do limite mínimo de anos para sua integralização. Quais seriam as obrigações? A proposta aprovada na Câmara estabelece também regras para as instituições de ensinos e responsáveis legais no desenvolvimento da educação domiciliar, como: manutenção de cadastro, pela instituição de ensino dos estudantes em educação domiciliar nela matriculados, a ser anualmente informado e atualizado junto ao órgão competente do sistema de ensino; cumprimento de conteúdos curriculares referentes ao ano escolar do estudante, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, admitida a inclusão de conteúdos curriculares adicionais; realização de atividades pedagógicas que promovam a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural; manutenção, pelos pais ou responsáveis legais, de registro periódico das atividades pedagógicas realizadas e envio, à instituição de ensino em que o estudante estiver matriculado, de relatórios trimestrais dessas atividades; acompanhamento do desenvolvimento do estudante por docente tutor da instituição de ensino em que estiver matriculado, inclusive mediante encontros semestrais com os pais ou responsáveis, o educando e, se for o caso, do profissional que acompanha o ensino domiciliar; garantia, pelos pais ou responsáveis legais, da convivência familiar e comunitária do estudante; realização de avaliações anuais de aprendizagem e participação do estudante nos exames do sistema nacional de avaliação da educação básica e nos exames do sistema estadual ou sistema municipal de avaliação da educação básica. VEJA OUTROS VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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19/05 - 'Homeschooling': Câmara conclui aprovação de projeto que regulamenta educação domiciliar
Texto principal do projeto já havia sido aprovado na quarta (18), mas faltava análise dos destaques. Proposta altera Lei de Diretrizes e Bases da Educação e segue para o Senado. Câmara aprova projeto que regulamenta homeschooling A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira (19) a aprovação do projeto que regulamenta a prática do ensino domiciliar, conhecida como "homeschooling". Com a conclusão, o texto segue para o Senado. O texto-base da proposta já havia sido aprovado nesta quarta (18), mas, para concluir a votação, os deputados precisavam votar os destaques, isto é, propostas que visam modificar a redação do projeto. Os destaques, então, foram analisados nesta quinta e todos acabaram rejeitados. Entenda: o que é o 'homeschooling' Saiba mais: os detalhes do projeto Repercussão: entidades criticam Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido no país por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) — leia detalhes mais abaixo. O texto aprovado pela Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo. 'Homeschooling' no Brasil O ensino domiciliar não é permitido no país porque, em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que não há lei que regulamente o "homeschooling". No julgamento, a maioria dos ministros entendeu que é necessária a frequência da criança na escola, de modo a garantir uma convivência com estudantes de origens, valores e crenças diferentes, por exemplo. Os ministros, na ocasião, também argumentaram que, conforme a Constituição, o dever de educar implica cooperação entre Estado e família, sem exclusividade dos pais. Câmara aprova urgência para agilizar PL sobre ensino em casa O que diz o projeto aprovado Pelo projeto aprovado pela Câmara, passa a ser admitida a "educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes". Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar os seguintes documentos: Comprovação de escolaridade de nível superior ou em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; Certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis; Relatórios trimestrais com a relação de atividades pedagógicas realizadas no período; Acompanhamento com um docente tutor da instituição em que a criança estiver matriculada e que sejam realizados encontros semestrais com o estudante e os responsáveis; Avaliações anuais de aprendizagem; Avaliação semestral do progresso do estudante com deficiência ou transtorno de desenvolvimento. A proposta estabelece também um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham "homeschooling" nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor.
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19/05 - O bem-sucedido método para acabar com o bullying nas escolas
O bullying pode tornar a vida das crianças um inferno e causar problemas de saúde, mas cientistas estão descobrindo maneiras poderosas de combatê-lo. Bullying na infância gera consequências na saúde mental e no desempenho escolar dos alunos Getty images Lady Gaga, Shawn Mendes, Blake Lively, Karen Elson, Eminem, Kate Middleton e Mike Nichols — estas são apenas algumas pessoas que falaram sobre suas experiências como vítimas de bullying na escola e a dor que isso causou a elas na infância e em etapas posteriores da vida. Meus algozes na escola eram uma dupla de Daniels, na zona rural de Yorkshire. Eles tinham o hábito de imitar e zombar de tudo o que eu dizia, de modo que eu mal ousava falar em sala de aula. Qualquer pessoa que tenha sido vítima de bullying quando criança entenderá os sentimentos de vergonha que este tipo de experiência pode trazer. E as consequências não param por aí. Pesquisas recentes sugerem que os efeitos do bullying infantil podem durar décadas, com mudanças duradouras que podem nos colocar em maior risco de problemas de saúde mental e físicos. Tais descobertas estão levando um número cada vez maior de educadores a mudar seu ponto de vista sobre o bullying — de um elemento inevitável do crescimento para uma violação dos direitos humanos das crianças. "As pessoas costumavam pensar que o bullying nas escolas é um comportamento normal e que, em alguns casos, poderia até ser algo bom — porque forma o caráter", explica Louise Arseneault, professora de psicologia do desenvolvimento da Universidade King's College London, no Reino Unido. "Demorou muito tempo para [os pesquisadores] começarem a considerar o comportamento de bullying como algo que pode ser realmente prejudicial". Diante desta mudança de mentalidade, muitos pesquisadores estão testando vários programas para combater o bullying — com algumas estratégias novas animadoras para criar um ambiente escolar mais gentil. Mente inflamada, corpo inflamado Pode haver pouca dúvida de que o bullying é um sério risco para a saúde mental das crianças a curto prazo, com as consequências mais notáveis ​​sendo ansiedade elevada, depressão e pensamento paranoico. Embora alguns destes sintomas possam desaparecer naturalmente quando o bullying acaba, muitas vítimas continuam sofrendo um risco maior de problemas de saúde mental. De acordo com um artigo recente da Harvard Review of Psychiatry, uma mulher que sofreu bullying quando criança tem 27 vezes mais chance de ter transtorno de pânico no início da vida adulta. Entre os homens, o bullying na infância resultou em um aumento de 18 vezes em pensamentos e comportamentos suicidas. "Existem todas essas associações, que são sólidas e reproduzidas em diferentes amostras", diz Arseneault. O bullying também tem consequências prolongadas para a vida social das pessoas: muitas vítimas acham mais difícil fazer amigos na vida adulta e são menos propensas a viver com um parceiro de longo prazo. Uma possibilidade é que tenham dificuldade de confiar nas pessoas ao seu redor. "As crianças que sofreram bullying podem interpretar as relações sociais de uma forma mais ameaçadora", observa Arseneault. Por fim, há os custos acadêmicos e econômicos. O bullying prejudica as notas das vítimas, o que, por sua vez, reduz suas perspectivas de emprego — o que significa que são mais propensas à instabilidade financeira e ao desemprego no início da vida adulta e na meia-idade. A pesquisa de Arseneault sugere que o estresse resultante pode afetar o corpo por décadas após o ocorrido. Ao analisar dados de um estudo longitudinal de 50 anos, ela descobriu que o bullying frequente entre os sete e 11 anos estava associado a níveis acentuadamente mais altos de inflamação aos 45 anos. É importante ressaltar que a relação permaneceu mesmo depois que ela controlou uma série de outros fatores, incluindo alimentação, prática de atividade física e tabagismo. Isso é importante, uma vez que a inflamação elevada pode prejudicar o sistema imunológico e contribuir para o desgaste dos nossos órgãos, levando a condições como diabetes e doenças cardiovasculares. Redes de proteção Juntas, estas descobertas sugerem que as tentativas de eliminar o bullying não são apenas um imperativo moral para aliviar o sofrimento imediato das crianças, como podem oferecer benefícios a longo prazo para a saúde da população. Quando eu estava na escola no Reino Unido nos anos 1990 e início dos anos 2000, não havia campanhas sistemáticas para combater o bullying de forma mais ampla. Os professores puniriam certos comportamentos — se fossem observados. Mas a responsabilidade era do aluno de relatar o problema, o que significa que muitos casos foram ignorados. Alguns professores endossariam tacitamente o bullying, fechando os olhos para questões óbvias, enquanto outros — uma minoria rara, mas tóxica — se aliaram ativamente aos agressores. Certos tipos de bullying também podem ser tolerados porque refletem preconceitos sociais mais amplos. Por exemplo, uma proporção significativa de filhos de mães lésbicas relatou em um estudo longitudinal ser alvo de provocações ou bullying por causa do seu arranjo familiar, embora o apoio parental tenha amortecido o impacto. Os jovens LGBTQ também são mais propensos a sofrer bullying e outras agressões na escola. As escolas, no entanto, tendiam a ignorar o bullying homofóbico no passado. Felizmente, pesquisas em andamento podem fornecer agora algumas estratégias antibullying comprovadas que podem ajudar. O Olweus Bullying Prevention Program é um dos programas mais amplamente testados. Foi desenvolvido pelo falecido psicólogo sueco-norueguês Dan Olweus, que liderou grande parte das primeiras pesquisas acadêmicas sobre vitimização infantil. O programa se baseia na ideia de que casos individuais de bullying são muitas vezes produto de uma cultura mais ampla que tolera a vitimização. Como resultado, tenta abordar todo o ecossistema escolar para evitar que o mau comportamento prospere. Como muitas outras intervenções, o Programa Olweus começa com o reconhecimento do problema. Por este motivo, as escolas devem preparar um questionário para perguntar aos alunos sobre suas experiências. "Saber o que está acontecendo é muito importante e pode orientar seus esforços de prevenção ao bullying", diz Susan Limber, professora de psicologia do desenvolvimento da Universidade Clemson, na Carolina do Sul, nos EUA. O Programa Olweus incentiva a escola a estabelecer expectativas muito claras do que é um comportamento aceitável — e as consequências se violarem essas regras. "As [sanções] não devem ser uma surpresa para a criança", diz Limber. Os adultos devem atuar como exemplos positivos a seguir, que reforçam os bons comportamentos e mostram tolerância zero para qualquer forma de vitimização. Também devem aprender a identificar os locais dentro da escola onde o bullying é mais provável de ocorrer e supervisioná-los regularmente. "Todos os adultos da escola precisam de algum treinamento básico sobre bullying — as pessoas que trabalham na cantina, os motoristas de ônibus, os inspetores", indica Limber. Nas salas de aula as próprias crianças realizam reuniões para discutir a natureza do bullying — e as formas como podem ajudar os alunos que são vítimas deste mau comportamento. O objetivo, com tudo isso, é garantir que a mensagem antibullying esteja enraizada na cultura da instituição. Ao trabalhar com Olweus, Limber testou o programa em vários cenários, incluindo a implementação em larga escala em mais de 200 escolas na Pensilvânia. Suas análises sugerem que o programa resultou em 2 mil casos a menos de bullying em dois anos. É importante ressaltar que os pesquisadores também observaram mudanças na atitude geral das populações escolares em relação ao bullying, incluindo maior empatia pelas vítimas. Os resultados de Limber não são os únicos a mostrar que campanhas sistemáticas contra o bullying podem gerar mudanças positivas. Uma meta-análise recente, que analisou os resultados de 69 ensaios, concluiu que as campanhas antibullying na escola não apenas reduzem a vitimização, como também melhoram a saúde mental geral dos alunos. Curiosamente, a duração dos programas não pareceu prever suas chances de sucesso. "Até mesmo algumas semanas de intervenção foram eficazes", diz David Fraguas, do Instituto de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Clínico San Carlos, em Madri, na Espanha, que foi o principal autor do estudo. Apesar das fortes evidências, estas intervenções ainda não foram incorporadas aos programas nacionais de educação da maioria dos condados. "Não estamos fazendo o que sabemos agora ser eficaz", diz ele. Compartilhar é cuidar O bullying não acaba na escola, é claro, e Limber argumenta que os pais e cuidadores devem estar atentos a sinais que indicam que pode haver um problema. "Você deve ser proativo e puxar o assunto — não espere que ele apareça", diz ela. "Você pode fazer isso como parte de uma conversa do tipo: 'Como vão as coisas com seus amigos? Você tem algum problema?'." Ela enfatiza que o adulto deve levar a sério as preocupações da criança — mesmo que pareçam triviais de uma perspectiva externa —, ao mesmo tempo que mantém a cabeça fria. "Ouça atentamente e tente manter suas emoções sob controle enquanto escuta." O cuidador deve evitar fazer sugestões precipitadas de como a criança pode lidar com o problema, já que isso às vezes pode dar a sensação de que a vítima é de alguma forma culpada pela experiência. Se for o caso, o pai ou responsável deve iniciar uma conversa com a escola, que deve elaborar imediatamente um plano para garantir que a criança se sinta segura. "A primeira coisa é se concentrar nessa criança e em suas experiências." Crescer raramente será fácil: as crianças e os adolescentes estão aprendendo a gerenciar as relações sociais e isso virá acompanhado de mágoa e aborrecimento. Mas, como adultos, podemos fazer um trabalho muito melhor ensinando às crianças que certos tipos de comportamento nunca são aceitáveis: não há ninguém para culpar, a não ser os próprios agressores. Estas lições poderiam ter um impacto generalizado na saúde e na felicidade de muitas gerações futuras.
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19/05 - Câmara aprova texto-base de projeto que autoriza ensino domiciliar
Câmara aprova texto-base de projeto que autoriza ensino domiciliar A Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria regras para a prática do ensino domiciliar no Brasil. Veja principais pontos. O chamado homeschooling é prioridade para Bolsonaro. Para o presidente, educar crianças em casa é uma forma de evitar supostas ideologias que, segundo ele, são propagadas por professores. Especialistas em educação e entidades do setor consideram a medida equivocada, que pode prejudicar a educação das crianças e agravar desigualdades. Leia mais. O homeschooling não é permitido no Brasil por uma decisão do STF, que em 2018 entendeu não haver uma lei que regulamente esse tipo de ensino. O projeto agora segue para votação no Senado
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18/05 - Homeschooling: entidades criticam projeto de lei que libera o ensino domiciliar no país
Nesta quarta-feira (18), a Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência para agilizar a tramitação do PL. Câmara deve agilizar votação de projeto sobre educação domiciliar Mais de 400 entidades assinaram um manifesto contra a liberação do ensino domiciliar (homeschooling) que está sendo debatida pelo Congresso Nacional em um projeto de lei. O documento assinado na terça-feira (17) é assinado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), entre outras instituições. A proposta teve a tramitação agilizada pela Câmara dos Deputados, que aprovou nesta quarta-feira (18) um requerimento de urgência. Com isso, o projeto de lei será votado diretamente no plenário, sem precisar passar pelas comissões. Leia também Homeschooling: entenda o que propõe o PL em discussão no Congresso Notas baixas no MEC: faculdades de pedagogia caçam alunos com mensalidades baixas #LancheiraDoDia: mães bombam nas redes sociais montando as lancheiras dos filhos O manifesto das entidades é em relação ao projeto original apresentado pelo Poder Executivo. No entanto, durante a tramitação, o texto poderá sofrer alterações. Se for aprovado, seguirá ainda para análise do Senado. As entidades signatárias do manifesto defendem que a aprovação do projeto representa um risco à garantia do direito fundamental à educação e pode intensificar as desigualdades já existentes. "Tal regulamentação pode aprofundar ainda mais as imensas desigualdades sociais e educacionais, estimular à desescolarização por parte de movimentos ultraconservadores e multiplicar os casos de violência e desproteção aos quais estão submetidos milhões de crianças e adolescentes", diz trecho do documento. (Leia aqui a íntegra do manifesto.) O documento diz ainda que o projeto não respeita a Constituição Federal. "A educação escolar (regular) necessita de mais investimentos e de efetivo regime de colaboração para superar os desafios históricos e atuais impostos pela pandemia e não da regulamentação de uma modalidade que ataca as finalidades da educação previstas no artigo 205 da Constituição Federal, amplia a desobrigação do Estado com a garantia do direito humano à educação de qualidade para todas as pessoas e fere os direitos das crianças e adolescentes." O Todos Pela Educação também se posicionou contra ao projeto de lei em uma nota divulgada na segunda-feira (16). Para a organização, o modelo inibe o pleno desenvolvimento de crianças e jovens e inviabiliza aprendizados inerentes à convivência coletiva. A nota diz ainda que tornar a educação domiciliar uma prioridade na gestão educacional "é equivocado e o assunto não deveria ser um tema de debate do Congresso Nacional neste momento. Afinal, passa longe do que precisa ser feito para melhorar a Educação no Brasil e evidencia uma inversão de prioridades do Governo Federal". VEJA VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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18/05 - Homeschooling: entenda o que propõe o projeto em discussão no Congresso sobre ensino domiciliar
Câmara aprovou o texto-base do projeto nesta quarta. Agora Senado analisa o projeto, que pode sofrer alterações antes de ser enviado para sanção presidencial. STF discute sobre a educação domiciliar, o homeschooling, nesta quinta (30) Umas das bandeiras do governo Bolsonaro, o projeto de lei que regulamenta a prática do ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil teve seu texto-base aprovado pela Câmara nesta quarta-feira (18). Agora, o Senado vai analisar o projeto, que pode sofrer alterações, antes de passar pela sanção presidencial. Polêmica, a proposta foi apresentada pelo Executivo há mais de três anos e estava entre as metas prioritárias para os primeiros cem dias de governo. No entanto, o tema ficou sem avançar desde então por conta da resistência por parte dos parlamentares. Entenda abaixo o que prevê o projeto do governo: Ensino domiciliar será permitido Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido por decisão do Supremo Tribunal Federal, que em setembro de 2018 entendeu não haver uma lei que regulamente o ensino domiciliar no país. Embora a lei não proíba explicitamente a prática, ela também não a respalda. Além da decisão do STF, o Código Penal também condena a adoção da educação domiciliar, considerando abandono intelectual. O CP define o crime como deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar e prevê detenção, de 15 dias a um mês, ou multa. Em junho de 2021, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou uma proposta que impede que pais que adotem o modelo sejam processados por abandono intelectual. O texto também aguarda análise do plenário. Se o projeto for aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados, o texto será enviado para votação em Senado. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso seja aprovado na íntegra, segue para sanção ou veto do presidente, que terá 15 dias úteis para vetar o projeto na íntegra ou parcialmente. Se ele não se manifestar, a lei é sancionada automaticamente após esse período sem vetos e o homeschooling passará a ser permitido no país. Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) será alterada Em caso de aprovação, o homeschooling será oficializado com uma alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que orienta o ensino regular e passará a admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A proposta exige que, assim como a educação escolar, o ensino domiciliar esteja vinculado ao mundo do trabalho e à prática social. Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling' Reprodução/TV TEM Pais e responsáveis poderão aderir à modalidade Conforme o projeto, “é admitida a educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes”. O Poder Público deverá atuar, junto aos pais ou responsáveis, para garantir o desenvolvimento adequado da aprendizagem do estudante. Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar: comprovação de escolaridade de nível superior, inclusive em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis. Período de transição A proposta estabelece um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham homeschooling nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. A transição prevista no projeto permite: a comprovação, ao longo do ano da formalização da opção pela educação domiciliar, de que pelo menos um dos pais ou responsáveis legais está matriculado em curso de nível superior; comprovação anual de continuidade dos estudos, com aproveitamento, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, no curso de nível superior em que estiver matriculado; conclusão, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, do curso de nível superior em que estiver matriculado, em período de tempo que não exceda em 50% do limite mínimo de anos para sua integralização. Escolas e responsáveis legais vão trabalhar juntos A proposta estabelece também regras para as instituições de ensinos e responsáveis legais no desenvolvimento da educação domiciliar, como: manutenção de cadastro, pela instituição de ensino dos estudantes em educação domiciliar nela matriculados, a ser anualmente informado e atualizado junto ao órgão competente do sistema de ensino; cumprimento de conteúdos curriculares referentes ao ano escolar do estudante, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, admitida a inclusão de conteúdos curriculares adicionais; realização de atividades pedagógicas que promovam a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural; manutenção, pelos pais ou responsáveis legais, de registro periódico das atividades pedagógicas realizadas e envio, à instituição de ensino em que o estudante estiver matriculado, de relatórios trimestrais dessas atividades; acompanhamento do desenvolvimento do estudante por docente tutor da instituição de ensino em que estiver matriculado, inclusive mediante encontros semestrais com os pais ou responsáveis, o educando e, se for o caso, do profissional que acompanha o ensino domiciliar; garantia, pelos pais ou responsáveis legais, da convivência familiar e comunitária do estudante; realização de avaliações anuais de aprendizagem e participação do estudante nos exames do sistema nacional de avaliação da educação básica e nos exames do sistema estadual ou sistema municipal de avaliação da educação básica. 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18/05 - 'Homeschooling': Câmara aprova texto-base de projeto sobre educação domiciliar
Texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para admitir ensino domiciliar na educação básica. Governistas apoiam texto. Para ONG, medida é 'equivocada'. Câmara aprova projeto que regulamenta homeschooling A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (18) o texto-base do projeto de lei que regulamenta a prática do ensino domiciliar (homeschooling). A análise dos destaques, sugestões de alteração na proposta, está prevista para esta quinta-feira (19). Saiba como votaram os deputados Na mesma sessão, os deputados aprovaram o regime de urgência para a tramitação do projeto na Câmara. Na prática, isso evitou que o texto fosse analisado em uma comissão especial e permitiu a votação direto em plenário. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros cem dias de governo, mas ainda não foi votado. Para Bolsonaro e apoiadores do governo, a educação domiciliar é uma forma de pais e responsáveis legais blindarem seus filhos de supostas ideologias transmitidas dentro da sala de aula. Já a ONG Todos Pela Educação classifica a medida como "equivocada". LEIA TAMBÉM: 'HOMESCHOOLING': entenda o modelo de aprendizagem domiciliar ENSINO DOMICILIAR: entidades criticam projeto de lei PRINCIPAIS PONTOS: projeto exige curso superior de um dos responsáveis O deputado Bacelar (BA), líder do PV na Câmara, se posicionou contra o projeto. "As famílias já têm o seu direito garantido para a escolha da educação de crianças e adolescentes. A lei permite aos pais, mães ou tutores que escolham qual escola, linha pedagógica e o que consideram mais adequado para a educação dos seus filhos. A educação familiar desvaloriza a profissão dos docentes e a ciência", disse. A deputada Alice Portugal (PC do B-BA) também discursou pela rejeição da proposta. "O que está sendo feito é isolar crianças. A escola é majoritariamente plural, generosa, com processo de elaboração do cognitivo e do emocional, onde você aprende a ganhar e perder", declarou. Por outro lado, partidos da base do governo se posicionaram à favor da pauta. Capitão Alberto Neto (AM), vice-líder do PL, afirmou que a autorização é uma forma de regularizar a condição de famílias que já adotam a prática. "Mais de 11 mil crianças praticam o homeschooling, queremos apenas regulamentar. Nosso objetivo é trabalhar por todos". "Eu sou um pai educador, um pai que durante a pandemia fez a opção pelo homeschooling", afirmou o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR). "A educação domiciliar permite o favorecimento dos vínculos familiares." Novas regras Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em setembro de 2018 entendeu não haver uma lei que regulamente o ensino domiciliar no país. Embora a lei não proíba explicitamente a prática, ela também não é permitida. STF discute sobre a educação domiciliar, o homeschooling, nesta quinta (30) Pelo projeto, fica “admitida a educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes”. Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar: Comprovação de escolaridade de nível superior, inclusive em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; Certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis; Relatórios trimestrais com a relação de atividades pedagógicas realizadas no período; Acompanhamento com um docente tutor da instituição em que a criança estiver matriculada e que sejam realizados encontros semestrais com o estudante e os responsáveis; Avaliações anuais de aprendizagem; Avaliação semestral do progresso do estudante com deficiência ou transtorno de desenvolvimento. A proposta estabelece também um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham "homeschooling" nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. VÍDEOS: notícias sobre política
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18/05 - Projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora recebe pedido de vista
Objetivo da matéria é garantir o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino. Entenda como funciona e o que é. Projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora recebe pedido de vista Reprodução/TV Câmara Municipal de Juiz de Fora O Projeto de Lei (PL) que proíbe o uso de linguagem neutra em escola de Juiz de Fora recebeu pedido de vista na reunião ordinária de terça-feira (17). A solicitação para que a proposta não fosse votada na Câmara Municipal foi feita pelo vereador Vagner de Oliveira (PSB). Leia também: Saiba o que é linguagem neutra, que usa, por exemplo, 'todxs' e 'amigues' Após aprovação em 1ª discussão, projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora volta à pauta na Câmara; entenda O PL nº 117/2021, de autoria do vereador Sargento Mello Casal (PTB), voltou ao plenário do Legislativo para a 2ª discussão. O objetivo da matéria é garantir “aos estudantes do município de Juiz de Fora o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino”. Na justificativa do projeto, o vereador ressaltou que apesar das mudanças no comportamento da população, o ensino da língua padrão deve ser respeitado. “Muito embora a sociedade possa a vir passar por alterações de comportamento, a linguagem da norma padrão não é mutável como o comportamento humano, devendo ser mantido mesmo diante das transformações sociais. (...) o projeto em epígrafe é de suma importância uma vez que visa a garantia de direito ao acesso a língua portuguesa padrão dentro das normas e orientações emanadas pelos órgãos dos entes federativos responsáveis pelo ensino dentro da esfera de competência de cada um”. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal em 1ª discussão no dia 28 de abril. Antes de ser aceito, a matéria havia recebido três pedidos de vista e um de sobrestamento. Na mesma data, ele retornou ao plenário para a 2ª discussão, mas novamente recebeu pedido de vista. No retorno à pauta do Legislativo, o PL contou com duas emendas substitutivas, ambas de autoria do vereador Sargento Mello. Uma delas prevê aplicação de multa de R$ 1.000 para quem violar a lei e a outra determina que as denúncias sejam encaminhadas à ouvidoria geral do município. A expectativa é que a proposta volte a ser discutida nas próximas reuniões. Mas o que é o gênero neutro? É a substituição dos artigos feminino e masculino por um "x", "e" ou até pela "@" em alguns casos. Assim, "amigo" ou "amiga" virariam "amigue" ou "amigx". As palavras "todos" ou "todas" seriam trocadas, da mesma forma, por "todes", "todxs" ou "tod@s". A mudança, como é popular principalmente na internet, ainda não tem um modelo definido. Os defensores do gênero neutro também defendem a adoção do pronome "elu" para se referir a qualquer pessoa, independente do gênero, de maneira que abranja pessoas não-binárias ou intersexo que não se identifiquem como homem ou como mulher. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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17/05 - Após aprovação em 1ª discussão, projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora volta à pauta na Câmara; entenda
Objetivo da proposta é garantir o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino. Saiba o que é linguagem neutra, que usa, por exemplo, 'todxs' e 'amigues'. Sede da Câmara Municipal de Juiz de Fora Fellype Alberto/g1 O Projeto de Lei (PL) que proíbe o uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora voltará à pauta da Câmara Municipal na reunião ordinária desta terça-feira (17). A proposta foi aprovada em 1ª discussão no dia 28 de abril, quando recebeu pedido de vista da vereadora Cida Oliveira (PT) na discussão seguinte. Leia também: Saiba o que é linguagem neutra, que usa, por exemplo, 'todxs' e 'amigues' O PL nº 117/2021, de autoria do vereador Sargento Mello Casal (PTB), voltará ao plenário do Legislativo para a 2ª discussão. O objetivo do projeto é garantir “aos estudantes do município de Juiz de Fora o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino”. Na justificativa do projeto, o vereador ressaltou que apesar das mudanças no comportamento da população, o ensino da língua padrão deve ser respeitado. “Muito embora a sociedade possa a vir passar por alterações de comportamento, a linguagem da norma padrão não é mutável como o comportamento humano, devendo ser mantido mesmo diante das transformações sociais. (...) o projeto em epígrafe é de suma importância uma vez que visa a garantia de direito ao acesso a língua portuguesa padrão dentro das normas e orientações emanadas pelos órgãos dos entes federativos responsáveis pelo ensino dentro da esfera de competência de cada um”. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal em 1ª discussão no dia 28 de abril. Antes de ser aprovado, o projeto havia recebido três pedidos de vista e um de sobrestamento. Na mesma data, ele retornou ao plenário para a 2ª discussão, mas novamente recebeu pedido de vista. No retorno à pauta do Legislativo, o PL contará com duas emendas substitutivas, ambas de autoria do vereador Sargento Mello. Uma delas prevê aplicação de multa de R$ 1.000 para quem violar a lei e a outra determina que as denúncias sejam encaminhadas à ouvidoria geral do município. A 2ª Reunião Ordinária do 5º Período Legislativo está prevista para ter início às 17h30 desta terça-feira, quando o projeto será levado para discussão em plenário. Mas o que é o gênero neutro? É a substituição dos artigos feminino e masculino por um "x", "e" ou até pela "@" em alguns casos. Assim, "amigo" ou "amiga" virariam "amigue" ou "amigx". As palavras "todos" ou "todas" seriam trocadas, da mesma forma, por "todes", "todxs" ou "tod@s". A mudança, como é popular principalmente na internet, ainda não tem um modelo definido. Os defensores do gênero neutro também defendem a adoção do pronome "elu" para se referir a qualquer pessoa, independente do gênero, de maneira que abranja pessoas não-binárias ou intersexo que não se identifiquem como homem ou como mulher. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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17/05 - 'Homeschooling': Câmara pode agilizar tramitação de projeto sobre educação domiciliar; entenda
Urgência para regulamentação da modalidade está na pauta desta terça; proposta proíbe adesão de pais condenados por alguns crimes. Governistas apoiam texto; medida é 'equivocada', diz ONG. A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (17) um requerimento de urgência para agilizar a tramitação do projeto de lei que regulamenta a prática do ensino domiciliar (homeschooling). Se a urgência for aprovada, o texto poderá ser votado em plenário sem passar pela análise de uma comissão especial da Câmara. A regra permite, inclusive, que o conteúdo do projeto seja analisado na mesma sessão, ainda nesta terça. A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros cem dias de governo, mas ainda não foi votado. Para Bolsonaro e apoiadores do governo, a educação domiciliar é uma forma de pais e responsáveis legais blindarem seus filhos de supostas ideologias transmitidas dentro da sala de aula. Já a ONG Todos Pela Educação classifica a medida como "equivocada". LEIA TAMBÉM: 'HOMESCHOOLING': entenda o modelo de aprendizagem domiciliar PRINCIPAIS PONTOS: projeto exige curso superior de um dos responsáveis; veja detalhes Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido por decisão do Supremo Tribunal Federal, que em setembro de 2018 entendeu não haver uma lei que regulamente o ensino domiciliar no país. Embora a lei não proíba explicitamente a prática, ela também não a respalda. Além do projeto que regulamenta a prática, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou em junho de 2021 uma proposta que impede que pais que adotem a educação domiciliar sejam processados por abandono intelectual. O texto também aguarda análise do plenário. Veja detalhes sobre o projeto que pode ser votado na Câmara nesta terça na reportagem abaixo, de 2019: Governo pretende aprovar regulação do ensino domiciliar O projeto O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A proposta exige que, assim como a educação escolar, o ensino domiciliar esteja vinculada ao mundo do trabalho e à prática social. Conforme o projeto, “é admitida a educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes”. O Poder Público deverá atuar, junto aos pais ou responsáveis, para garantir o desenvolvimento adequado da aprendizagem do estudante. Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar: comprovação de escolaridade de nível superior, inclusive em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis. A proposta estabelece um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham homeschooling nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. A transição prevista no projeto permite: a comprovação, ao longo do ano da formalização da opção pela educação domiciliar, de que pelo menos um dos pais ou responsáveis legais está matriculado em curso de nível superior; comprovação anual de continuidade dos estudos, com aproveitamento, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, no curso de nível superior em que estiver matriculado; conclusão, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, do curso de nível superior em que estiver matriculado, em período de tempo que não exceda em 50% do limite mínimo de anos para sua integralização. Relembre no vídeo abaixo, de 2018, a decisão do STF que proibiu o ensino domiciliar no país até que haja legislação sobre o tema: STF considera educação domiciliar ilegal Obrigações A proposta estabelece também regras para as instituições de ensinos e responsáveis legais no desenvolvimento da educação domiciliar, como: manutenção de cadastro, pela instituição de ensino dos estudantes em educação domiciliar nela matriculados, a ser anualmente informado e atualizado junto ao órgão competente do sistema de ensino; cumprimento conteúdos curriculares referentes ao ano escolar do estudante, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, admitida a inclusão de conteúdos curriculares adicionais; realização de atividades pedagógicas que promovam a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural; manutenção, pelos pais ou responsáveis legais, de registro periódico das atividades pedagógicas realizadas e envio, à instituição de ensino em que o estudante estiver matriculado, de relatórios trimestrais dessas atividades; acompanhamento do desenvolvimento do estudante por docente tutor da instituição de ensino em que estiver matriculado, inclusive mediante encontros semestrais com os pais ou responsáveis, o educando e, se for o caso, do profissional que acompanha o ensino domiciliar; garantia, pelos pais ou responsáveis legais, da convivência familiar e comunitária do estudante; realização de avaliações anuais de aprendizagem e participação do estudante nos exames do sistema nacional de avaliação da educação básica e nos exames do sistema estadual ou sistema municipal de avaliação da educação básica. Profissão Repórter: pais que defendem educação domiciliar mostram rotina de aprendizado dos filhos em casa Avaliações e ‘recuperação’ O projeto acrescenta dispositivos à Lei de Diretrizes e Bases da Educação para estabelecer avaliações da qualidade do ensino sob responsabilidade dos responsáveis legais, para fins de certificação de aprendizagem pelas instituições de ensino. Segundo o texto, a avaliação dos estudantes da pré-escola será feita anualmente com base nos relatórios trimestrais de atividades pedagógicas enviados pelos pais às instituições de ensino em que o estudante for matriculado. Para os alunos do ensino fundamental e médio, será considerada na avaliação, além dos relatórios trimestrais de atividades pedagógicas, uma avaliação anual do conteúdo previsto na Base Nacional Comum Curricular. Em relação ao estudante com deficiência ou transtorno global de desenvolvimento, a avaliação será adaptada à sua condição. Se o desempenho dos alunos não for considerado satisfatório, o texto prevê a aplicação de uma prova de “recuperação”. Proibições A proposta diz que é proibida a opção pelo ensino domiciliar nos casos em que o responsável legal direto da criança ou adolescente for condenado ou estiver cumprido pena pelos crimes previstos: no Estatuto da Criança e do Adolescente; na Lei Maria da Penha; na parte especial do Código Penal, que dispõe sobre crimes contra a liberdade individual, como ameaça, perseguição, cárcere privado, entre outros; na Lei Antidrogas; na Lei dos Crimes Hediondos. De acordo com o texto, os pais ou responsáveis por alunos da pré-escola também perderão o direito de optar pelo ensino domiciliar, caso o progresso do estudante seja considerado insuficiente por dois anos consecutivos na avaliação anual; ou em dois anos consecutivos ou em três anos não consecutivos, no caso de alunos do ensino fundamental e médio. Os estudantes com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento passarão por avaliações semestrais. Os responsáveis não poderão mais optar pelo homeschooling se for atestada a insuficiência de progresso por duas vezes consecutivas ou três vezes não consecutivas. Se aprovado, o texto estabelece prazo de 90 dias para que as normas previstas entrem em vigor. Debates Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), um acordo costurado com líderes da base do governo prevê a votação do mérito ainda nesta semana. De acordo com ele, cabe apenas ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), colocar em votação o projeto. A assessoria da deputada Luísa Canziani (PSD-PR), relatora do texto, também disse haver um acordo para a votação do mérito entre terça e quinta-feira. O líder da minoria na Câmara, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que a oposição vai obstruir “tudo” e não entrará em acordo sobre a votação do mérito. “Somos contra. É mais um desmonte da educação, que leva à exclusão dos estudantes”, afirmou. Em nota, a ONG Todos Pela Educação afirmou que a medida é ‘equivocada e absolutamente fora do tempo”. “A restrição do convívio com crianças e adultos fora do círculo íntimo da família, a ausência de ideias e visões de mundo contraditórias as que são expostas em casa, bem como de troca de experiências e interações mais diversas, inibem o pleno desenvolvimento dessas crianças e jovens”, afirma a organização. Mônica: ‘Governo Bolsonaro não tem legado para deixar na educação’
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16/05 - Encceja 2021: edital é publicado; veja datas de inscrição e de aplicação das provas
Neste ano, inscritos que se ausentaram na edição passada não precisam justificar falta. Encceja, exame em busca de certificação de ensino Rede Globo/Reprodução O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta segunda-feira (16) o edital do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2021, que serve para certificar jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada. O exame, que está marcado para 28 de agosto, é voluntário e gratuito. As provas correspondem à edição de 2021, que foi adiada devido à pandemia de Covid-19. A inscrição deve ser feita de 24 de maio a 4 de junho no portal do Encceja. Você ainda verá abaixo: Como as provas são compostas Como o dia de provas é dividido Cronograma completo Horário das provas Neste ano, quem faltou ao Encceja 2020 não precisa justificar a ausência para se inscrever na edição de 2021. A medida leva em conta que muitos inscritos se ausentaram em razão da pandemia de Covid-19. A certificação para o ensino fundamental é feita para estudantes acima de 15 anos. Para o ensino médio, é preciso ter mais de 18 anos. O edital prevê que as provas sejam aplicadas em todos os estados e no Distrito Federal. Sobre as provas O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha. O exame também inclui uma redação de até 30 linhas. O modelo é de texto dissertativo-argumentativo, o mesmo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas para certificado do ensino fundamental são: ciências naturais; matemática; língua portuguesa, língua estrangeira, artes, educação física e redação história e geografia; No ensino médio, são provas de: ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e redação; ciências humanas e suas tecnologias; Voltar ao topo Divisão das provas Todas as provas são aplicadas no mesmo dia, de manhã e à tarde. No ensino fundamental, das 9h às 13h: Ciências Naturais e Matemática; das 15h30 às 20h30: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física, Redação, História e Geografia. No ensino médio, das 9h às 13h: Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias; das 15h30 às 20h30: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Para obter o certificado, o participante deverá atingir no mínimo 100 pontos em cada uma das provas, em uma escala de 60 a 180. Na redação, é preciso ter nota igual ou acima de 5. Voltar ao topo Cronograma do Encceja 2021 Período de inscrições: 24 de maio a 4 de junho Solicitação de atendimento especializado e tratamento pelo nome social: 24 de maio a 4 de junho Resultado das solicitações: 8 de junho Recurso: 8 a 14 de junho Resultado do recurso: 17 de junho Prova: 28 de agosto Voltar ao topo Horário das provas Manhã Abertura dos portões: 8h (horário de Brasília) Fechamento dos portões: 8h45 Início das provas: 9h Término das provas: 13h Tarde Abertura dos portões: 14h30 Fechamento dos portões: 15h15 Início das provas: 15h30 Término das provas: 20h30 VEJA VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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16/05 - Notas no MEC: como descobrir o conceito de um curso ou faculdade?
Estudantes devem consultar sistema eletrônico e-MEC e verificar como uma instituição é avaliada em determinada graduação. Especialistas ressaltam que índices teriam de ser mais rigorosos. "Faculdade 5 estrelas no MEC!", "Avaliação máxima em medicina; matricule-se!". Como saber se propagandas assim são verdadeiras? De que forma verificar as notas que determinado curso ou instituição de ensino já recebeu do Ministério da Educação? LEIA TAMBÉM: Mesmo com notas baixíssimas no MEC, faculdades de pedagogia caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200 Veja o tutorial a seguir. Como descobrir as notas de faculdades e cursos? Como exemplo fictício, vamos pesquisar sobre a Faculdade Sorriso (privada) e os cursos que ela oferece em São Paulo (SP). 1- Entre em https://emec.mec.gov.br/. 2- Clique na opção “Instituição de ensino superior”. Como consultar nota no MEC - passo 1 Reprodução 3- No campo seguinte, “Nome, Sigla ou Código da Instituição”, preencha com o nome da faculdade. No nosso caso: “Faculdade Sorriso”. 4- Em UF, digite o estado onde fica o campus. Colocamos SP. Como consultar nota no MEC - passo 2 Reprodução 5- O site já carregará a lista de municípios do estado. Marcamos “São Paulo” no nosso exemplo. Todos os campos seguintes são opcionais. Quanto mais informações você der, mais refinada será a sua pesquisa. Vamos fazer tudo completo por aqui: 6- Categoria administrativa: a instituição é municipal, estadual, federal ou privada? Se souber, escolha uma das opções. Caso não tenha essa informação, não se preocupe. Pode pular a etapa. 7- Em seguida, é hora de informar o tipo de instituição: faculdade, universidade, instituto federal etc. Não sabe? Sem problemas. Pode deixar em branco. Como consultar nota no MEC - passo 3 Reprodução 8- Agora, uma etapa que ajudará bastante a refinar os resultados. Em alguns casos, a instituição oferece cursos nas duas modalidades: presencial e à distância. Se você já assinalar uma das duas, chegará a índices mais específicos. Se deixar em branco, vai ter acesso a ambas (imagem acima). 9- Em “índice”, o preenchimento depende da sua intenção. Se você quiser saber todos os cursos oferecidos na Faculdade Sorriso com nota 4, preencha com “4”. Mas, caso a intenção seja justamente ver os índices de todas as graduações da faculdade, deixe em branco. Assim, acessará a lista completa (dos que receberam 1, 2, 3, 4 e 5). 10- Por último, digite o código que vê na imagem, para atestar que você não é um robô. 11- Para finalizar, clique em “Pesquisar”. Observação: o site costuma apresentar um problema. Se a sua busca não tiver resultados, em vez de o sistema dar um aviso como “busca inválida”, ele informa que você digitou o código de verificação de forma errada. Tente, então, deixar a busca mais generalista, preenchendo apenas com o nome da instituição, por exemplo. E tenha paciência. A tela de “carregando dados” vai ficar visível por um tempinho (o processo é lento mesmo). Resultados da busca - nota da instituição de ensino Os resultados vão aparecer lá no fim da página, abaixo de todos os campos que você já preencheu. Veja só: Como consultar nota no MEC - passo 4 Reprodução Chegamos aqui a um resultado. Você vê três índices: IGC: Índice Geral de Cursos - É uma média das notas (CPC) de todos os cursos de graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado) oferecidos em uma instituição de ensino. A divulgação é anual. CI e CI-EaD: Conceito Institucional - Conceitos definidos após visita presencial do MEC para avaliar instalações físicas da instituição, políticas de gestão e plano de desenvolvimento. Resultados da busca - nota de um curso específico da instituição 1- Para ver o Conceito Preliminar de Curso (CPC) de uma graduação específica, clique na lupa, à direita. Como consultar nota no MEC - passo 5 Reprodução 2- Você vai ser direcionado a uma tela com todos os dados da universidade (como CNPJ, telefone e endereço). Veja primeiro se a instituição está ativa. Como consultar nota no MEC - passo 6 Reprodução 3- Mais para baixo, há o histórico de índices da instituição de ensino. Quais foram os últimos IGCs? Como consultar nota no MEC - passo 7 Reprodução 4- Para saber as notas de um curso, clique no menu superior, em “graduação”. Vai aparecer a lista de todos os cursos oferecidos por esta instituição de ensino: Como consultar nota no MEC - passo 8 Reprodução 5- Vamos clicar aqui em “enfermagem”. Veja só os resultados: Como consultar nota no MEC - passo 9 Reprodução Veja o que significam os índices mostrados: Enade: nota da avaliação que mede o conhecimento dos alunos que se formam naquele curso. Cada graduação recebe essa avaliação de 3 em 3 anos. CPC: nota que considera o desempenho dos alunos no Enade, qualificação do corpo docente e recursos didático-pedagógicos (como laboratórios). CC: Se um curso tirar 1 ou 2 (desempenhos insatisfatórios) no CPC, deverá receber uma visita presencial de representantes do MEC, para que uma nova avaliação seja feita, de forma definitiva (que leva ao Conceito de Curso - CC). Quando, mesmo depois desta segunda chance, a nota continua baixa, o curso é descredenciado. IDD: O Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado representa a diferença entre o desempenho dos alunos concluintes (Enade) e dos alunos ingressantes (Enem) de um curso. Clicando no nome do curso, você terá acesso ao histórico de índices: Como consultar nota no MEC - última etapa Reprodução O importante é considerar o mais recente: neste exemplo, olhemos para 2019. O CPC foi 4 (acima da média). O CPC é uma boa forma de avaliar o curso? O CPC vai de 1 a 5. Se um curso tirar 1 ou 2 (desempenhos insatisfatórios), deverá receber uma visita presencial de representantes do MEC, para que uma nova avaliação seja feita, de forma definitiva (que leva ao Conceito de Curso - CC). Quando, mesmo depois desta segunda chance, a nota continua baixa, o curso é descredenciado. Em exemplos citados pelo g1 nesta reportagem, dois cursos que haviam tirado nota 2 não receberam a tal visita (ou ela não foi formalizada no sistema). Resultado: continuam funcionando, por falha do MEC. E não é só a falta de fiscalização e de transparência que são alvos de críticas no CPC. Mesmo as graduações que recebem nota 3, 4 ou 5 não necessariamente têm qualidade atestada. Em 2019, o relatório “Repensando a Garantia da Qualidade do Ensino Superior”, produzido pela OCDE, elencou os motivos disso: o índice dá um peso grande para o Enade, que é uma prova apenas teórica e pouco eficaz para critérios de comparação; faltam aspectos importantes no cálculo do conceito, como empregabilidade dos formados e taxas de evasão dos alunos ao longo do curso; não há mecanismos de avaliação específicos para EAD. “Precisa afinar a ponta do lápis nessas avaliações de qualidade. Não dá para dizer que são confiáveis. Acabaram virando instrumento para uma disputa de quem venderá mais [matrículas]”, afirma Luiz Aguilar, professor titular da Faculdade de Educação da Unicamp. “Precisamos aprimorar os conceitos para saber o que, de fato, os egressos dos cursos aprenderam.” Ele faz uma analogia para mostrar a fragilidade do CPC: é como se uma turma inteira fosse fazer uma prova importante já sabendo exatamente o que vai ser cobrado nela. A probabilidade de notas altas vai ser muito maior (e mascarará o real nível de conhecimento da classe). “O MEC precisa criar mecanismos mais dinâmicos para impedir que esses dados sejam maquiados.” Ivan Gontijo, coordenador de políticas educacionais da ONG Todos Pela Educação, cita possibilidades de burlar o CPC. “Uma universidade que tenha ido mal no Enade pode contratar mais professores com doutorado, por exemplo, para tentar compensar na nota final.” Raquel Lazzari Barbosa, do departamento de estudos linguísticos, literários e da educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis, complementa: “A gente sabe que existem artimanhas, como só colocar os melhores alunos para prestar o Enade. Tudo para conseguir um conceito melhor e depois vender matrículas. É a lógica de mercado: o aluno virou um consumidor. Quanto mais aluno, mais lucro. A educação atualmente é uma mercadoria.” Vídeos
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16/05 - Acesso à plataforma Currículo Lattes sofre mudanças a partir desta segunda (16), diz CNPq; veja como fazer login
Páginas de acesso aos sistemas Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP) e Plataforma Integrada Carlos Chagas (PICC) também foram modificadas. Para evitar perdas de dados, grupos científicos orientaram que todos os usuários fizessem backup de seus dados. O acesso à plataforma Currículo Lattes passou por modificações nesta segunda-feira (16), afirma o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A intenção é deixar o sistema mais seguro, após o apagão de dados registrado em julho de 2021. Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Telegram Para acessar a página (na qual cientistas registram dados de formação acadêmica, palestras ministradas, congressos frequentados e artigos publicados, por exemplo), uma nova senha deve ser registrada pelo usuário (veja o passo a passo mais abaixo). Também é possível usar os dados da conta gov.br. "Não haverá qualquer mudança interna aos sistemas ou às suas bases de dados", diz o CNPq. LEIA TAMBÉM: RELEMBRE: O que houve no apagão do CNPq no ano passado? CURSOS DE PEDAGOGIA: Mesmo com notas baixíssimas no MEC, faculdades caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200 Receosas de que as alterações pudessem trazer perdas de dados, comunidades científicas recomendaram nas redes sociais, neste domingo (15), que os usuários fizessem backup de seus currículos antes da mudança tecnológica. Até a última atualização desta reportagem, não havia queixas de prejuízos após a transição. As páginas de outros dois sistemas -- Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP) e Plataforma Integrada Carlos Chagas (PICC) -- também mudaram, com o mesmo objetivo de aumentar a segurança no login. Como acessar o novo Lattes? 1. Acesse o site do CNPq. A página está com um novo visual: Página inicial do CNPq Reprodução 2. Digite o seu CPF e a senha cadastrados no sistema antigo. 3. Logo, você verá uma janela de mudança de senha. Digite um novo código, seguindo os critérios de segurança exigidos. Mudança de senha no CNPq (há um erro na crase em "8 a 70 caracteres") Reprodução 4- Confirme a senha e clique em "ok". Você será direcionado à página inicial do portal do CNPq. Para atualizar seu currículo, basta clicar em "Seu Currículo Lattes", no menu à esquerda. Tela final após troca de senha Reprodução Vídeos
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16/05 - Unicamp 2023: prazo para pedir isenção na taxa do vestibular começa nesta segunda; veja regras
Candidatos podem solicitar gratuidade para comissão organizadora até 7 de junho. Nesta edição, quem não for contemplado paga R$ 192; inscrições ficam disponíveis entre agosto e setembro. Candidatos durante vestibular da Unicamp Felipe Mateus / Unicamp A Unicamp abriu às 9h desta segunda-feira (16) o período para pedido de isenção na taxa de inscrição do vestibular 2023. Ele deve ser realizado pelo candidato interessado até 7 de junho, por meio do site da comissão organizadora (Comvest), e a universidade estadual impõe pré-requisito para a concessão em quatro modalidades - veja abaixo detalhes e cronograma do processo seletivo. A taxa neste ano subiu para R$ 192, o que significa acréscimo de R$ 12 no comparativo com a edição anterior. A isenção também ficará disponível ao estudante que tenha o perfil indicado e se inscreva na modalidade do vestibular que usa notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a seleção. A expectativa da Comvest é receber pelo menos 8 mil inscrições. Neste ano, além de oferecer concessão para os três grupos beneficiados em edições anteriores, a universidade também decidiu incluir a modalidade de bolsistas em escolas particulares, que sejam de famílias de baixa renda. Quem pode solicitar? Candidatos de famílias de baixa renda - até um salário mínimo e meio bruto mensal por morador do domicílio (até 6.680 benefícios); Bolsistas em escolas particulares, mas de famílias de baixa renda (até 150 benefícios); Funcionários da Unicamp/Funcamp (até 100 benefícios); Candidatos dos cursos noturnos de licenciatura ou tecnologia (ilimitado); Pré-requisito Todos os candidatos precisaram concluir ou já ter finalizado em 2022 o ensino médio, informou a comissão. A lista de candidatos será divulgada também no site da Comvest, em julho. Na edição anterior do vestibular, a Unicamp concedeu 8,3 mil isenções. Quando serão as provas? A a primeira fase do vestibular 2023 terá provas em 6 de novembro, e a segunda fase será realizada pela primeira vez no mês de dezembro, nos dias 11 e 12 - período em meio à realização da Copa do Mundo no Catar, entre 21 de novembro e 18 de dezembro. O calendário foi definido de maneira conjunta entre responsáveis pelos vestibulares das universidades públicas de São Paulo, para evitar que datas coincidam e facilitar a participação de candidatos. LEIA MAIS Entenda quem pode conseguir isenção na taxa do vestibular, como pedir e qual prazo Unicamp registra queda no desempenho médio em português, e alta para matemática Unicamp tem queda de aprovados da rede pública, mas alta de negros Unicamp quebra paradigma e prevê lista de livros no vestibular com 'Alice', Cartola, Krenak e Chimamanda Saiba por que a Unicamp terá pela 1ª vez nos vestibulares obras escritas em outros idiomas além do português Obras literárias A lista de obras literárias obrigatórias no vestibular 2023 é a mesma do exame anterior: "Carta de Achamento do Brasil" - Pero Vaz de Caminha; "Niketche – uma História de Poligamia" - Paulina Chiziane; "Tarde" - Olavo Bilac; "Bons dias" - Machado de Assis; "Sonetos escolhidos" - Luís de Camões; Sobrevivendo no inferno" - Racionais MC's; "O seminário dos ratos" - Lygia Fagundes Telles (ficou de fora em 2021 após redução); "O marinheiro" - Fernando Pessoa; "A falência" - Júlia Lopes de Almeida; "O ateneu" - Raul Pompeia; VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.
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15/05 - Mesmo com notas baixíssimas no MEC, faculdades de pedagogia caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200
Controle de qualidade desses cursos, que formam os professores da educação infantil e do ensino fundamental 1, é falho, segundo especialistas. Expansão do ensino à distância (que já ultrapassa o presencial em número de alunos) traz preocupação adicional. Fachada da Unisan, em São Paulo Reprodução "Aproveite! Campanha especial! Faça sua matrícula e garanta mensalidades fixas de R$ 180!”, anunciam as propagandas da Faculdade Álvares de Azevedo (FAATESP), instituição privada de São Paulo que busca alunos para a graduação presencial em pedagogia. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram “Vou conversar com o diretor e tentar te incluir nesta promoção. Você pode fazer o vestibular em casa e aí passar [as respostas] para a folha oficial aqui na faculdade”, explicou a atendente, por mensagem de voz, quando a repórter pediu informações (sem se identificar). Em 2017, última vez em que o Ministério da Educação (MEC) avaliou esse curso, foi atribuído a ele o conceito 2 de qualidade – considerado insatisfatório. Também em São Paulo, os estudantes que quiserem se tornar professores de crianças podem prestar pedagogia na Unisan - Centro Universitário. Em apenas 3 anos, com aulas à distância, é possível obter o diploma e, em mais 6 meses, receber o título de pós-graduado em psicopedagogia. Tudo isso com mensalidades de R$ 98. A avaliação pelo MEC? Conceito Preliminar de Curso (CPC) 2. Insatisfatório, portanto. “É só a senhora fazer uma redação [para entrar na faculdade]. Mas o resultado dela não te impede de fazer a matrícula”, explica a atendente. Os dois cursos acima listados estão entre os cerca de 90 que receberam notas baixas no último CPC e que continuam em atividade. Neles, serão formados profissionais que atuarão na educação infantil e no ensino fundamental 1 – ou seja, que ensinarão os alunos a ler e a escrever nos próximos anos e que serão responsáveis pelo primeiro contato das turmas com a matemática, por exemplo. LEIA TAMBÉM: FALTA DE APOIO: 40% dos professores de ensino médio não são formados na disciplina que ensinam aos alunos EX-BBB ARTHUR PICOLI: 'Uma publi de cerveja rendeu mais do que 5 anos do meu salário como professor' Após índices tão ruins, a FAATESP e a Unisan deveriam ter recebido uma segunda avaliação (Conceito de Curso - CC), a partir de uma visita presencial do MEC. Se os desempenhos continuassem insatisfatórios, as graduações seriam descredenciadas. No sistema e-MEC, no entanto, o campo no qual deveria ser informado esse novo índice está em branco. Nem o ministério, nem as instituições de ensino responderam ao g1 se houve a tal visita, mesmo após serem procuradas por e-mail e telefone, ao longo de mais de uma semana. O que está acontecendo com a formação dos pedagogos é um escândalo, define Ivan Gontijo, coordenador de políticas educacionais da ONG Todos Pela Educação. Segundo ele e outros especialistas ouvidos pela reportagem, a crise é desencadeada pelos seguintes fatores: crescimento desenfreado de cursos com aulas à distância, com a maioria dos alunos em EAD, em uma graduação que exigiria mais prática e contato presencial em sala; aulas extremamente teóricas, que não preparam os profissionais para a realidade das escolas; mecanismos de avaliação de qualidade do MEC falhos, somados à falta de regulação na abertura/fechamento de cursos; preponderância de uma lógica mercantil, em que mensalidades baixas, promoções e ligações de televendas para angariar mais alunos sobrepõem-se à preocupação com a qualidade acadêmica. Entenda abaixo: 'Não tinha noção do que fazer': cursos de pedagogia com muita teoria e pouca prática “Quando comecei a ser professora, não tinha noção do que fazer. Aprendi sozinha, na prática, a preparar os planos de aula. Sinto que, se não tivesse feito faculdade [de pedagogia], conseguiria fazer o mesmo que faço hoje”, diz Paloma Ottwil, formada em uma instituição privada do Recife. Ela dá aulas particulares a crianças e jovens, enquanto procura uma vaga fixa em algum colégio. Segundo Gontijo, os currículos do curso de pedagogia precisariam ser repensados: há uma carga grande de teoria, sem atividades e reflexões que de fato preparem o futuro docente para a realidade das escolas. “Tanto os cursos presenciais quanto os à distância são muito teóricos. O estudante lê sobre os grandes pensadores da educação e tem aulas expositivas, mas, em geral, com poucas oportunidades de estágios supervisionados de qualidade e raras discussões de casos reais”, afirma. “A universidade está cada vez com menos diálogo com a realidade, justamente em uma profissão que é essencialmente prática.” O novo regulamento do curso de pedagogia, aprovado em 2019, reconhece que a formação de professores está associada à prática, que “precisa ir muito além do momento de estágio obrigatório, devendo estar presente, desde o início do curso, tanto nos conteúdos educacionais e pedagógicos quanto nos específicos". “É um documento bom, mas que precisa chegar às universidades com apoio técnico e financeiro”, diz Gontijo. Paloma, por exemplo, conta que um de seus estágios, em gestão escolar, não serviu para praticamente nada. “Eu ficava na direção, observando o trabalho dos outros, para depois pensar em resolver alguma dificuldade da escola. Mas ficava totalmente escanteada lá, sem orientação, diz. Uma das iniciativas eficazes para dar mais experiência aos estudantes é o Pibid, programa que oferece bolsas de iniciação à docência aos alunos de cursos presenciais. Mas ele tem sido enxugado nos últimos anos. Um levantamento do Todos Pela Educação, com base em relatórios da gestão Capes, mostra que, em 2016, eram 89.905 alunos beneficiados. Em 2020, foram 29.856 – redução de 67%. Ao g1, a Capes afirmou que, em 2018, foi criado um segundo programa voltado aos estudantes de licenciatura: o "Residência Pedagógica". "Somados a outros três programas destinados a formação de atuais e futuros professores da educação básica (UAB [focado em EAD], Parfor e Proeb [para pós-graduação]), a CAPES concede mais de cem mil bolsas em cursos de graduação e pós-graduação lato e stricto sensu", afirma, em nota. O relatório do Todos Pela Educação mostra que, somando o Pibid e o "Residência Pedagógica", foram 64.324 bolsas em 2020. Em 2018, era quase o dobro disto: 132.932 vagas. Nas faculdades privadas, 80% dos alunos de pedagogia estão em EAD Danilo é professor de matemática e se formou em pedagogia Arquivo pessoal Danilo Henrique já era professor de matemática quando, em 2016, começou a estudar pedagogia em uma universidade particular de São Paulo, no formato semipresencial (aulas on-line, com encontros na instituição apenas aos sábados, a cada 15 dias). “Tive dificuldade de achar um curso 100% presencial. Pesquisava esses nomes de faculdades que saem na mídia e só encontrava EAD”, afirma. De fato, houve uma elevação significativa no número de graduações de pedagogia à distância, como mostra o Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): Número de cursos de pedagogia EAD mais do que triplicou em 10 anos Arte/g1 Como uma sala de ensino à distância pode ter um número muito mais alto de alunos do que uma turma física, os índices de matriculados são ainda mais alarmantes, como mostra o gráfico abaixo. Nas faculdades privadas, a proporção de estudantes de pedagogia no formato EAD é de 80%. Maior parte dos estudantes de pedagogia está em EAD, mostra o Censo Arte: g1 “O MEC libera a abertura dos cursos EAD, que são mais baratos. É uma proposta interessante para quem precisa conciliar faculdade e trabalho, mas a regulamentação é muito frágil”, afirma Gontijo, do Todos Pela Educação. “Nos cursos à distância, a faculdade monta o material uma vez só e vende depois. Não precisa contratar mais professores ou liberar mais salas.” O problema é que, segundo o especialista, o mais rentável pode trazer um impacto significativo na formação de quem alfabetizará as crianças futuramente. Segundo um relatório do Inep de 2017, formulado a partir das notas mais recentes do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), os egressos dos cursos de pedagogia da EAD tiveram um desempenho pior em relação aos da modalidade presencial: 40,5 pontos x 44,4 pontos, respectivamente. "É uma diferença estatisticamente significativa", afirma o texto. “A gente não admite médico ou piloto de avião que seja formado em EAD. Por que pedagogos, tão estratégicos para o Brasil, podem se formar à distância? Isso é um escândalo. Eles precisam se preparar para a vivência na própria sala de aula, com experiência prática”, complementa Gontijo. Danilo conta que, nos raros encontros presenciais com a turma de pedagogia, era procurado por colegas curiosos. “Eles sabiam que eu já dava aula de matemática, então me perguntavam como era o dia a dia de uma escola. Ali, percebi como essa vivência é importante para um profissional em início de carreira. Na EAD, é tudo basicamente em fórum on-line.” Segundo Raquel Lazzari Barbosa, do departamento de estudos linguísticos, literários e da educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis, "o ensino presencial é muito importante na pedagogia, porque muda significativamente a qualidade da formação dos professores". "Não podemos negar que muitas pessoas que não conseguiriam fazer faculdade estão estudando por causa da EAD. Só que precisaríamos de mais investimentos e fiscalização. Abrem-se cursos de monte, e as avaliações [pelas quais eles passam] estão descontextualizadas", afirma. Luiz Aguilar, professor titular da Faculdade de Educação da Unicamp, concorda: "É um grave problema, porque os cursos estão bombando em termos de demanda, mas os currículos não são objeto de análise ou de preocupação. O que essas pessoas estão aprendendo? As redes municipais e estaduais vão sentir, daqui a alguns anos, o impacto de receberem docentes menos preparados", diz. Pela resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2019, das 3.200 horas do curso à distância, fora o estágio, 400 horas devem ser de prática pedagógica presencial (em um cálculo geral, seria por volta de uma manhã a cada 15 dias, por exemplo). Cursos 5 estrelas: classificação do MEC é garantia de qualidade? Em anúncios nas redes sociais ou em banners espalhados pela cidade, instituições de ensino definem seus cursos como “cinco estrelas na avaliação do MEC”. Dá para confiar nessa classificação? Ela é feita, em geral, a partir do Conceito Preliminar de Curso (CPC), índice considerado frágil por especialistas. Ele leva em conta, a cada três anos: o desempenho dos alunos no Enade; a qualificação do corpo docente; os recursos didático-pedagógicos (como laboratórios). A nota vai de 1 a 5. Se um curso tirar 1 ou 2 (desempenhos insatisfatórios), deverá receber uma visita presencial de representantes do MEC, para que uma nova avaliação seja feita, de forma definitiva (que leva ao Conceito de Curso - CC). Quando, mesmo depois desta segunda chance, a nota continua baixa, o curso é descredenciado. Nos dois exemplos citados no início da reportagem, não houve divulgação do conceito definitivo, e os cursos continuam em funcionamento. O g1 entrou em contato com o MEC e com as próprias faculdades para entender se não houve a visita presencial e por que o CC não foi divulgado, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. E não é só a falta de fiscalização e de transparência que são alvos de críticas no CPC. Mesmo as graduações que recebem nota 3, 4 ou 5 não necessariamente têm qualidade atestada. Em 2019, o relatório “Repensando a Garantia da Qualidade do Ensino Superior”, produzido pela OCDE, elencou os motivos disso: o índice dá um peso grande para o Enade, que é uma prova apenas teórica e pouco eficaz para critérios de comparação; faltam aspectos importantes no cálculo do conceito, como empregabilidade dos formados e taxas de evasão dos alunos ao longo do curso; não há mecanismos de avaliação específicos para EAD. “Precisa afinar a ponta do lápis nessas avaliações de qualidade. Não dá para dizer que são confiáveis. Acabaram virando instrumento para uma disputa de quem venderá mais [matrículas]”, afirma Luiz Aguilar, da Unicamp. “Precisamos aprimorar os conceitos para saber o que, de fato, os egressos dos cursos aprenderam.” Ele faz uma analogia para mostrar a fragilidade do CPC: é como se uma turma inteira fosse fazer uma prova importante já sabendo exatamente o que vai ser cobrado nela. A probabilidade de notas altas vai ser muito maior (e mascarará o real nível de conhecimento da classe). “O MEC precisa criar mecanismos mais dinâmicos para impedir que esses dados sejam maquiados.” Ivan Gontijo, do Todos Pela Educação, cita possibilidades de burlar o CPC. “Uma universidade que tenha ido mal no Enade pode contratar mais professores com doutorado, por exemplo, para tentar compensar na nota final.” Barbosa, da Unesp, complementa: “A gente sabe que existem artimanhas, como só colocar os melhores alunos para prestar o Enade. Tudo para conseguir um conceito melhor e depois vender matrículas. É a lógica de mercado: o aluno virou um consumidor. Quanto mais aluno, mais lucro. A educação atualmente é uma mercadoria.” Danilo, por exemplo, já se formou, mas continua recebendo ligações de telemarketing das faculdades. “Explico que já terminei o curso, aí tentam me encaixar em outra coisa, como se a formação não fosse uma escolha minha.” Alternativas Como garantir que os cursos de pedagogia tenham mais qualidade? Veja alternativas propostas pelos entrevistados: investir mais no Pibid (o programa que insere os alunos de licenciatura no mercado, por meio de bolsas); calibrar o Enade, melhorar o cálculo do CPC e do CC e fechar mais rapidamente os cursos considerados insatisfatórios; condicionar bolsas do Prouni e do Fies, que são interessantes para as instituições de ensino, apenas às que ofertarem também a modalidade presencial, não só a EAD; apoiar as universidades na implementação das diretrizes do MEC para o curso; criar um exame nacional para ingresso na carreira docente: a ideia é implementar uma espécie de Enem ou de exame da OAB para professores. Depois de formados, os alunos prestam a prova e, com a nota que obtiverem, podem ser selecionados para vagas no Brasil inteiro. Isso economizaria dinheiro (dispensaria os milhares de concursos públicos) e ajudaria a mensurar quantos são aprovados em cada instituição. Seria um termômetro para medir a qualidade das faculdades. Vídeos
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14/05 - 6 meses para o Enem 2022: saiba como se planejar
Coordenadores de cursos preparatórios dão dicas de como otimizar o tempo de estudo até o exame, que acontece em 13 e 20 de novembro. Inscrições terminarão em 21 de maio. Enem 2021: psicóloga explica a importância de se planejar para a prova Faltam só seis meses para o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, que vai ser aplicado em 13 e 20 de novembro. Mas não se desespere: segundo coordenadores de cursinhos preparatórios, ainda é possível se preparar e ter um bom desempenho na avaliação. "Pode parecer pouco tempo para alguns ou muito tempo para outros, mas, se organizar, todo mundo se sai bem", diz Marcelo Pereira, coordenador do cursinho comunitário Bora, Que É Agora. LEIA TAMBÉM: ESTUDE COM QUEM MANDOU BEM: 8 exemplos de redações nota mil do Enem 2021 RAIO X DE REDAÇÕES NOTA MIL: professores analisam estrutura dos textos Para ele, o próprio ato de se inscrever no Enem já desperta no candidato a noção do que vem para frente. "O aluno começa a se preparar mentalmente para o momento da prova. Sabe que [nos próximos meses] vai passar horas estudando." E atenção: as inscrições terminam em 21 de maio. Não perca o prazo! Neste texto, você vai ver informações sobre como se organizar até o Enem. Os temas abordados na reportagem serão os seguintes: Rotina de estudos Quanto tempo estudar Provas de anos anteriores Redação Matemática Tempo para fazer o que gosta Cronograma do Enem 2022 Disciplinas e horários das provas Confira dicas para otimizar o tempo até o exame: Crie uma rotina de estudos É importante pensar na organização para conseguir dar conta de todo o conteúdo exigido pelo Enem. Para isso, o aluno precisa saber quantas horas terá disponíveis por dia para, então, montar uma estratégia que se enquadre na sua realidade. A recomendação é dividir o tempo em dois momentos. No primeiro, o foco deve ser no estudo teórico, para relembrar assuntos passados e aprender novos conceitos. Já no segundo, o aluno pode se dedicar à resolução de questões com o objetivo de fixar, de fato, o conteúdo. E isso é administrável: no caso de alunos que tenham mais facilidade em determinada disciplina, é comum que, ao estudá-la, fique menos tempo na teoria e mais horas nos exercícios. Leia também Veja TUDO o que você pode fazer com a nota do Enem Professor faz sucesso na internet com vídeos em que interage com ele mesmo Leia 8 exemplos de redações nota mil do Enem 2021 Saiba por quanto tempo estudar A sugestão do coordenador do AZ é fazer um "contraturno" de estudo, usando como referência a carga horária de aulas escolares. "Se o aluno estuda pela manhã e assiste a cinco horas de aula, uma boa referência seria que ele conseguisse estudar pelo mesmo período no contraturno. Isto é, uma hora de estudo individual para cada hora de estudo em sala", explica. Já para os alunos que têm dificuldade de manter a concentração, a sugestão é a Técnica Pomodoro, que consiste na divisão dos estudos em blocos de 30 minutos. Os primeiros 25 minutos devem ser focados nos estudos e, nos cinco minutos finais, o estudante vai ao banheiro, usa o celular ou descansa. Para quem não tem tanto tempo disponível, Marcelo Pereira reforça que o importante é não deixar de estudar. "Se você tem duas horas livres antes do horário de dormir, estude. Se não tiver este tempo, mas passar meia hora no ônibus até o trabalho, tente estudar nesse intervalo. Isso é primordial para manter o conteúdo em mente". Passo a passo: como fazer a inscrição no Enem 2022 Faça provas de anos anteriores Uma boa estratégia é priorizar a resolução de exercícios, bem como refazer as provas de anos anteriores. Isso vai ser útil para se familiarizar com o formato da prova e também para verificar os itens incorretos em suas respostas, e usá-los como ponto de partida para as revisões da teoria. Pratique a redação "É muito importante praticar a redação regularmente. A redação é a única área em que o estudante consegue alcançar 1.000 pontos se gabaritar. Então, produzir textos semanais e submetê-los à correção é uma excelente estratégia para a tão sonhada nota mil", diz Filipe Araújo, coordenador pedagógico do Colégio e Curso AZ. Já Marcelo Pereira indica a opção de fazer essa atividade em conjunto com amigos. "O aluno pode simular a situação do Enem separando um tempo apenas para a produção da redação. Depois, ele pode trocar seu texto com um amigo para fazerem a correção". Enem 2021: Saiba como fazer um bom uso dos textos motivadores na redação Estude matemática Matemática é a disciplina com o maior número de questões no Enem. Então, é importante que o aluno possa transferir este nível de importância em seus estudos, diz Araújo. Além de fazer exercícios das principais áreas da matemática que costumam cair no Enem, o aluno pode anotar os conteúdos que têm mais dúvida para esclarecer em sala de aula com o professor e também buscar videoaulas com dicas e resolução de exercícios. Tenha um tempo para fazer o que gosta "Um ano de vestibular não precisa ser um ano exclusivamente de estudos. Os estudantes precisam entender que fazer alguma atividade extra – esporte, aula de música, dança (ou até reservar um momento do dia para a sua leitura ou vídeo game preferido) – contribui para que a mente esteja mais leve, inclusive no momento de estudo", acrescenta Filipe Araújo. "Espairecer a mente de vez em quando também é importante para conseguir manter o ritmo de estudo. Os alunos devem adotar esse tempo como parte do cronograma para, assim, ter o melhor desempenho possível no Enem", completa Marcelo Ribeiro. Cronograma do Enem 2022 Inscrições: 10 a 21 de maio Pagamento da inscrição: 10 a 27 de maio Pedido de atendimento especializado: 10 a 21 de maio Pedido de tratamento pelo nome social: 23 a 28 de junho Provas: 13 e 20 de novembro Disciplinas e horários Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos. 13 de novembro O candidato deverá fazer: 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; e redação. 20 de novembro A prova trará: 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília): Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Término das provas no 1º dia: 19h Término das provas no 2º dia: 18h30
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14/05 - #LancheiraDoDia: mães bombam nas redes sociais montando as lancheiras dos filhos; veja quais alimentos priorizar
Segundo os especialistas, os pais devem priorizar três grupos de alimentos na lancheira: frutas, carboidratos e proteínas. Mães bombam nas redes sociais montando as lancheiras dos filhos Frutas em formato de coração, pães cortados em formas diversas, bilhetinhos, potes coloridos e lúdicos. É só entrar nas redes sociais para encontrar a trend da #lancheiradodia. Nela, mães dão dicas para montar lancheiras que sejam atrativas para as crianças e também compartilham receitas mais saudáveis para os pequenos. Veja como criar ambientes saudáveis para as crianças Crianças vegetarianas e carnívoras têm crescimento e nutrição semelhantes, aponta estudo Como manter uma alimentação saudável na infância As razões por trás do aumento de peso entre as crianças brasileiras Paloma Boff é uma dessas influenciadoras. Ela mora em Portugal com o marido e com a filha, Valentina, e demora entre 15 e 30 minutos na montagem e gravação do vídeo. Para ela, a lancheira é uma “caixinha de amor”. “Na lancheira eu consigo transmitir o amor. Ela sabe que eu cuidei, tive carinho de fazer aquilo para ela”, conta. A montagem da lancheira da Luna Dani Lima/Arquivo pessoal Dani Lima concorda com Paloma. Ela mora no Rio de Janeiro e também mostra as lancheiras da filha Luna, de 2 anos, nas redes sociais. “É um meio de demonstrar carinho, cuidado. Eu percebo que o impacto é positivo quando a vejo replicar isso em suas brincadeiras. Sempre pela manhã ela prepara o ‘lanchinho das bonecas’ e diz que vai fazer ‘igual a mamãe faz o da Luna’”, diz Dani. Dani Lima e a filha Luna, de 2 anos Dani Lima/Arquivo pessoal Além disso, as influenciadoras acreditam que esse momento é fundamental para criar uma boa relação com os alimentos. “Essa atividade significa a oportunidade de levar minha filha a criar uma boa relação com os alimentos e com o ato de comer em si, num lugar onde é possível se alimentar de forma variada, saudável e divertida, sem pressão e sem traumas!”, explica Dani. Esta troca de experiências, inclusive, é fundamental para o desenvolvimento dos filhos, como explica o pediatra Pedro Cavalcante. "Quando incluímos a criança no preparo de qualquer alimento, começamos a criar uma relação com aquilo que ela está fazendo. Vai ter até mais confiança com os pais, vai aprender a importância dos alimentos e pode até gostar de alimentos que não gostava antes. Ela vai relacionar o alimento com momento de felicidade", explica Cavalcante, que também é membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. Paloma Boff e a filha Valentina Paloma Boff/Arquivo pessoal O que colocar na lancheira? Paloma, mãe da Valentina, conta que, após seus vídeos viralizarem nas redes sociais, pesquisou mais sobre quais itens incluir na lancheira da filha. Além disso, também aprendeu receitas mais saudáveis. "Como teve esse boom das lancheiras, eu pesquisei bastante e aprendi o que deveria ter no lanche da minha filha. Sempre coloco carboidrato, proteína, fruta e água", diz. E a mãe da Valentina está certa. Segundo os especialistas, os pais devem priorizar três grupos de alimentos na lancheira: Grupo 1: Frutas e vegetais Grupo 2: Carboidrato - traz energia (alimentos à base de grãos e pães, pipoca) Grupo 3: Proteína - ajuda no crescimento e saciedade (leite, queijos, ovos e outras fontes como patê de frango, atum) E qual a bebida? Água! É importante que a criança se hidrate ao longo do dia. Por isso, uma garrafinha cheia de água é item obrigatório na lancheira. "Sempre priorizar a água. Os sucos estimulam o consumo de açúcar. Sucos prontos, como néctar, têm mais açúcar do que fruta. É sempre melhor que a criança coma fruta e beba água", orienta a nutricionista Ariana Ester Fernandes, membro do Departamento de Obesidade Infantil da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica). Segundo a nutricionista, a quantidade de alimentos vai depender da idade, da fome, de quanto tempo a criança fica na escola e de qual período é o lanche (manhã ou tarde). Abaixo, algumas sugestões de combinações, segundo a Abeso (veja as receitas para lancheiras): O que levar na lancheira? Arte/g1 Outro ponto fundamental na hora de montar a lancheira é saber o que a criança quer. Ariana diz que é sempre importante conversar com a criança sobre a alimentação, para entender as preferências e o que ela não gosta. A Dani, mãe da Luna, já descobriu o que não pode faltar na lancheira da filha: frutas. "Luna é fascinada pelo colorido e pelos sabores diversos das frutas, e sempre que dá, gosto de colocar mais de uma opção de fruta, pq sei que ela vai amar", conta. Também é possível abrir "exceções" uma vez por semana. "Às vezes a criança quer levar um suco, uma bolacha recheada. Dá para encaixar, mas é preciso pensar também na quantidade. Você não vai mandar um pacote de bolacha recheada, por exemplo", orienta a nutricionista da Abeso. Recadinhos que a Dani manda para a Luna Dani Lima/Arquivo pessoal Planejando a lancheira O mais importante, segundo a nutricionista, é o planejamento e a organização. "Precisa pensar no que vai ter na lancheira. Se você pensar a cada dia, você não tem tempo de se programar. Tente se organizar e envolva também a criança. A gente não vai ceder sempre, mas é possível incluir alimentos 'não saudáveis' uma vez ou outra", ressalta Ariana Fernandes. Veja alguns pontos importantes: Planejar os lanches da semana e organizar a lista de compras Após a compra, higienizar verduras, legumes, frutas e mantê-los armazenados em geladeira Organizar o preparo de alimentos Higienizar a lancheira sempre que a criança chegar da escola. Embalar os sanduíches em papel filme, saco tipo zip, ou colocá-los em um pote plástico Preferir uma lancheira de material térmico Se possível, tente produzir pratos mais lúdicos, um atrativo para as crianças Ofertar alimentos que as crianças não gostam de outras formas A montagem da lancheira da Valentina Paloma Boff/Arquivo pessoal A importância do comer bem Uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, proteínas e gorduras boas ajuda a manter uma qualidade de vida, além de diminuir o risco de doenças metabólicas. "A alimentação é fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criança. Se estimularmos a criança a comer mais saudável desde a primeira infância, evitando ultraprocessados, essa criança terá reserva de vitaminas e nutrientes para o seu desenvolvimento. Alimentação saudável é um pensamento para o futuro", explica o pediatra Pedro Cavalcante. Além de ofertar alimentos mais saudáveis, os pais também devem criar um ambiente favorável para os filhos. "Se os pais não têm hábitos saudáveis, o filho também não vai ter. A família precisa seguir o mesmo estilo de vida", orienta Cavalcante. O pediatra alerta que os pais devem evitar ao máximo os ultraprocessados. No entanto, não devem se sentir culpados caso não consigam montar a "lancheira dos sonhos" todos os dias. "Está tudo bem não conseguir dar conta de tudo todos os dias, mas isso não pode se tornar um hábito, ainda mais por causa do excesso de açúcar e sódio". Mães bombam nas redes sociais montando as lancheiras dos filhos Paloma Boff/Arquivo pessoal
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13/05 - Ufba dispensa uso obrigatório de máscaras dentro das instalações e indica retomada de atividades presenciais por público mais amplo
Medida foi adotada após avaliação do quadro epidemiológico em Salvador, Vitória da Conquista e Camaçari. UFBA dispensa o uso de máscaras dentro das instalações O Comitê de Assessoramento do Coronavírus da Universidade Federal da Bahia (Ufba) indicou nesta sexta-feira (13) que já há condições sanitárias seguras para a retomada das atividades presenciais por pessoas de todas as faixas etárias e portadores de comorbidades, desde que apresentem ciclo vacinal completo. Além do retorno às atividades presenciais de modo mais amplo, o quadro sanitário indica a suspensão da obrigatoriedade do uso de máscaras em grande parte dos espaços da Universidade. A conclusão foi tomada após a mais recente avaliação do quadro epidemiológico nas três cidades onde a universidade tem campi: Salvador, Vitória da Conquista e Camaçari. Apesar da suspensão da obrigatoriedade das máscaras, foi recomendado o uso do item em espaços sem ventilação natural e que proporcionem situações de aglomeração. As pessoas com idade acima de 60 anos ou que tenham comorbidades também foram orientadas a manter as máscaras. A obrigatoriedade de máscaras já não está mais em vigor na Bahia desde o mês de abril, mas a universidade havia decidido manter o uso do item de proteção. No entanto, a medida foi alterada neste mês de maio já que, conforme aponta o comitê, a atual onda de casos confirmados e óbitos pela Covid-19 encontra-se "muito próxima de se encerrar" e indica que o número registrado nas últimas semanas se aproxima do apontado no início de janeiro deste ano. Após a nova avaliação do quadro epidemiológico, o Comitê de Assessoramento do Coronavírus da Ufba vai atualizar o Plano de Biossegurança da instituição. A universidade informou que as normas de biossegurança e realização de atividades presenciais definidas por resolução deverão ser objeto de nova deliberação pelo Conselho Universitário. Comitê Covid da Ufba indica que há condições para retomada de atividades presenciais por público mais amplo Divulgação/UFBA Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 Ouça 'Eu Te Explico' 🎙
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12/05 - UnB deixa de exigir máscara e comprovante de vacinação contra Covid-19
Mudanças valem a partir de 22 de maio. Conselho de Administração da universidade aprovou também retorno do trabalho presencial. Pessoa anda com máscara de proteção contra a Covid-19 na mão. ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O uso da máscara e o comprovante de vacinação deixam de ser obrigatórios para a entrada no campus da Universidade de Brasília (UnB), a partir do dia 22 de maio. As mudanças foram aprovadas pelo Conselho de Administração da Universidade (CAD), durante uma reunião, nesta quinta-feira (12). LEIA TAMBÉM: CRESCIMENTO: UnB completa 60 anos com 45 mil profissionais formados na última década COVID-19: taxa de transmissão continua em alta e chega a 1,26 no DF O conselho aprovou também — por 42 votos favoráveis, 2 contrários e 2 abstenções — a retomada do trabalho presencial de todos os servidores da UnB, a partir do dia 6 de junho, conforme determinou o Ministério da Economia, na última semana. De acordo com a Unb, as decisões do CAD se baseIam na falta de instrumentos legais que amparem as limitações, já que o governo federal revogou o Estado de Emergência em Saúde, decretado em decorrência da pandemia de Covid-19, e a instrução normativa que definia orientações para o trabalho na pandemia. O colegiado apoiou também a ampliação das campanhas educativas e de comunicação pelo uso de máscaras em ambientes fechados na UnB , além do estímulo e adesão à vacinação contra o vírus. Quem deve continuar usando máscara contra a Covid-19 mesmo com o fim da obrigatoriedade? Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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12/05 - Vestibular Udesc de inverno 2022 tem inscrições abertas e seleção sem prova presencial
São 1.040 vagas para 37 cursos de graduação. Candidato pode optar por seleção via Enem ou média de conclusão do ensino médio. Campus da Udesc em Joinville Udesc / Divulgação A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) abriu as inscrições para o vestibular de inverno 2022. Haverá 1.040 vagas em 37 cursos de graduação. Não serão feitas provas presenciais e o candidato pode optar por ser avaliado pela nota no Exame Nacional do Ensino Médico (Enem) ou pela média de conclusão do ensino médio. As inscrições devem ser feitas no site da Udesc até 6 de junho. O edital está publicado. Os cursos são oferecidos nos campi de Florianópolis, Joinville e São Bento do Sul, no Norte do estado, Lages, na Serra, Chapecó e Pinhalzinho, no Oeste, Ibirama, no Vale do Itajaí, Balneário Camboriú, no Litoral Norte, e Laguna, no Sul. Avaliação Pela ser avaliado pela nota geral do Enem, o candidato precisa ter feito a prova em 2017, 2018, 2019, 2020 ou 2021. Para a média final geral de conclusão do ensino médio, o candidato precisa ter finalizado esse curso. A nota precisa estar dentro do padrão de 0 a 10. Mais informações podem ser encontradas no edital. LEIA TAMBÉM: Universidade de SC fará testes de vacina inédita contra toxoplasmose felina Nas vagas de cada um dos dois critérios, há reserva de 30% pelo Programa de Ações Afirmativas da Udesc, sendo 20% para os candidatos que fizeram todo o ensino médio na rede pública e 10% para candidatos negros. As inscrições serão aprovadas a partir de 29 de junho, e a primeira chamada ocorrerá a partir de 12 de julho. Os aprovados ingressarão no segundo semestre letivo de 2022 da Udesc, que começa em 15 de agosto. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias Veja mais notícias do estado no g1 SC
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11/05 - Em volta às aulas no Chile, cães ajudam a aliviar estresse
Uva, um labrador fêmea de sete anos, Pepe, um golden da mesma idade, e Chumi, uma vira-lata, ficam na "Zona livre de estresse e ansiedade" instalada em um dos campi da Universidade Católica. "Me sinto feliz e relaxada", diz Teresita, enquanto acaricia Pepe, um cachorro que vai ao campus onde ela estuda para ajudar a aliviar o estresse dos alunos na volta às aulas após a pandemia da covid-19. No Chile, este retorno tem sido marcado pela ansiedade e pela violência. Uva, um labrador fêmea de sete anos, Pepe, um golden da mesma idade, e Chumi, uma vira-lata, deixam-se acariciar por todos que passam pela "Zona livre de estresse e ansiedade", instalada num dos campi da Universidade Católica (UC). "Eu poderia passar horas abraçando o cachorro", acrescenta Teresita Valencia, de 23 anos, ajoelhada ao lado de Pepe. LEIA TAMBÉM O cachorro que ajuda crianças com medo de agulha a se vacinarem Cães 'terapeutas' afastam depressão e melhoram rotina de pessoas com deficiência em MG Incidentes em escolas acendem um alerta sobre a saúde mental dos estudantes brasileiros "O retorno tem sido difícil para todos. Temos uma geração que está começando a descobrir o que é ir para a universidade, e isso traz certos momentos de ansiedade", explica Ignacia Pfingsthorn, do Programa de Ansiedade, Estresse e Sono da UC. Cachorro ‘obedece’ ao distanciamento social em fila de alunos na entrada de escola Além disso, houve casos de violência entre alunos do ensino médio, professores e até pais, em meio ao clima tenso que a sociedade chilena não conseguiu superar após os protestos de outubro de 2019. Em 7 de abril deste ano, um aluno do ensino médio em Santa Cruz cometeu suicídio no pátio da escola, após denunciar bullying. Uma semana antes, um professor foi esfaqueado pela mãe de um estudante, após um ato de violência no campus. No primeiro mês de retorno às aulas, os casos de abuso físico e emocional entre os alunos aumentaram 22% em relação aos níveis pré-pandemia, segundo a Superintendência de Educação. "Há um estado psicológico bastante desequilibrado no país", alerta Isidora Mena, psicóloga e diretora do Programa de Convivência Escolar da Universidade Católica. Uva, Pepe e Chumi fazem parte dos dez cães da Fundación Tregua, que desempenham funções semelhantes em hospitais pediátricos, fundações para crianças com deficiência e casas de repouso. "Os cães gostam desse trabalho. Eles são criados para gostar muito do contato com pessoas", explica a diretora da Tregua, Camila Arteaga. Nas primeiras semanas de aulas, "detectamos que havia muitos problemas de convivência escolar nos estabelecimentos", disse o ministro da Educação, Marco Antonio Ávila, à AFP. Às consequências da pandemia, somou-se a tensão herdada dos protestos de 2019 no Chile. Em Santiago, alunos de uma dezena de escolas entraram em confronto com a polícia, em protestos para exigir melhorias na infraestrutura e no fornecimento de professores. Pouca tolerância, frustração, ataques de pânico e rápida escalada de conflitos foi o quadro que Pedro Martínez, professor de matemática de 32 anos de uma escola em Santiago, observou. "É uma geração que não sabe resolver conflitos. Analfabetos socioemocionais", descreve, reclamando do pouco tempo para mediar e acompanhar os alunos. O governo prepara um plano de intervenção em cerca de 60 bairros com situações agudas de violência escolar. VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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11/05 - Ministério Público cancela nota técnica que considerava legal projeto 'Escola de Gestão Compartilhada' no DF e pede afastamento de militares
Documento, de 2019, autorizava governo a manter instituições 'sob a orientação e supervisão' da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Decisão dos promotores foi tomada após PM ameaçar 'arrebentar' aluno de 14 anos, na Estrutural. Paredes do CED 1, na Estrutural, foram pintadas de branco no 1º dia de educação militar na escola Marília Marques/G1 O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) revogou a nota técnica de 2019 que considerava legal a implementação do projeto Escola de Gestão Compartilhada. O documento autorizava o governo de Brasília "a manter instituições de ensino da rede pública de educação básica sob a orientação e supervisão do Comando da Polícia Militar e do Comando do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal". LEIA TAMBÉM: Após PM ameaçar 'arrebentar' estudante, Conselho de Segurança faz reunião no CED 01 da Estrutural PMDF divulga imagens de facas apreendidas em escola pública da Estrutural onde militar ameaçou estudante Pais pedem liberdade de expressão para alunos e professores de escola com gestão militar no DF A medida foi tomada depois que um PM ameaçou "arrebentar" um estudante, de 14 anos, no Centro Educacional (CED) 1 da Estrutural, na semana passada (veja vídeo mais abaixo). O militar foi afastado e a PMDF disse que apura a conduta do servidor. No documento, elaborado na terça-feira (10), e divulgado nesta quarta (11), a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) recomenda "que toda a equipe disciplinar do Centro Educacional 1 da Estrutural seja afastada". A equipe disciplinar é composta pelos militares. Segundo os promotores, o modelo cívico-militar "fere os princípios constitucionais da reserva legal e da gestão democrática do ensino público", seguindo entendimento também do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG). A Secretaria de Educação disse que recebeu do MPDFT um ofício solicitando informações técnicas sobre a implantação e desenvolvimento do Projeto Escolas de Gestão Compartilhada (EGC) e que "elabora a resposta junto às áreas responsáveis" A Polícia Militar disse ao g1 que não compete à corporação "opinar sobre essa questão". A Secretaria de Segurança não respondeu aos questionamentos da reportagem. O que pede o Ministério Público O Ministério Público, além de pedir o afastamento de todos os militares da escola da Estrutural, quer que a Secretaria de Educação apresente os índices de desenvolvimento da educação básica nas escolas que participam do modelo cívico-militar. Os promotores pedem acesso aos números de evasão escolar, de aprovação e reprovação, bem como dos pedidos de transferências e "outras informações que demonstrem a eventual melhoria da qualidade do ensino". O documento orienta também que estudantes não sejam mais levados às delegacias da Criança e do Adolescente "por suposto crime desacato cometido dentro da escola contra policiais militares responsáveis pela disciplina". A secretaria não é obrigada a cumprir as recomendações, mas tem um prazo de 10 dias para responder aos questionamentos. As recomendações do Ministério Público Prédio do Ministério Público do Distrito Federal - imagem de arquivo Raquel Morais/G1 O Ministério Público do Distrito Federal elencou uma série de fatores para cancelar a nota técnica de 2019 que considerava legal o modelo cívico-militar no DF. Os promotores consideraram "a adoção de política autoritária e a repressão ao dissenso em escolas públicas" como um "verdadeiro retrocesso social". O MP destaca a formação pedagógica dos professores e "o desvio do gerenciamento da disciplina escolar", além da "falta de habilidade" de PMs para solucionar situações de contexto escolar. Para os promotores, fica caracterizado "desvio de função", uma vez que às polícias militares cabem o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública". Algumas das considerações da Proeduc: A adoção de política autoritária e a repressão em escolas públicas configuram "retrocesso social"; O desvio do gerenciamento da disciplina escolar para o registro de flagrantes infracionais por suposto desacato junto às Delegacias da Criança e do Adolescente é "inadequado e configura violação de direitos das crianças e adolescentes, além de demonstrar a falta de habilidade para solução de diversas situações cotidianas no contexto escolar"; O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê o direito à “inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”; A Constituição Federal considera profissionais da educação professores habilitados e profissionais com formação em pedagogia; Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; O regulamento do programa cívico-militar prevê falta disciplinar em comportamentos próprios da adolescência, como: Utilização de acessórios (piercings, brincos, alargadores, boné, capuz e adereços diversos) Sentar-se no chão Conversar durante as atividades Dobrar o uniforme desconfigurando-o Consumir alimentos, balas ou mascar chicletes Deixar de retribuir cumprimentos Namorar ou beijar quando uniformizado (dentro ou fora da escola) As escolas cívico-militar no DF CED 2 de Brazlândia foi a 16ª escola a aprovar gestão compartilhada no DF - imagem de arquivo Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília As primeiras quatro escolas públicas do Distrito Federal a aderirem ao modelo cívico-militar foram o Centro Educacional 1 da Estrutural, o CED 308 do Recanto das Emas, o CED 7 de Ceilândia e o CED 3 de Sobradinho. Atualmente, 16 colégios da rede pública de Brasília têm gestão compartilhada. FILA E CABELOS CURTOS: entenda projeto que propõe educação militar em escolas 'civis' do DF Protesto na Estrutural Estudantes do CED 1 da Estrutural protestam contra exoneração de vice-diretora Estudantes do Centro Educacional 01 da Estrutural, no Distrito Federal, denunciam ter sofrido ameaças e violência policial durante um protesto feito na quinta-feira (5) contra a exoneração da vice-diretora Luciana Pain. A gestora estava de férias quando foi afastada da função. Luciana Pain admite que se envolveu em debates com os militares ao longo da gestão compartilhada. Mas disse desconhecer os motivos de um "trabalho pedagógico estar sendo rasgado, jogado fora". "O que eu posso dizer, da minha impressão [pelo afastamento], é porque eu não aceito o modelo de gestão compartilhada calada. Não aceito todas as interferências que querem fazer. Eu questiono", disse Luciana Pain na semana passada (veja vídeo acima). As ameaças gravadas contra estudante na Estrutural PM's ameaçam estudante no CED 1 da Estrutural, no DF Vídeos gravados na escola cívico-militar da Estrutural, na semana passada, mostram dois militares aos gritos com um aluno de 14 anos, em uma sala de aula. "Bota a mão pra trás, você. Tô falando sério. Tu não é machão? Lá em cima tu não é machão? No meio dos outros tu não é machão?", dizia um dos PMs . Quando o adolescente pergunta se vai apanhar, o PM responde com uma ameaça. "-Se precisar. Você quer ver? Vem me ameaçar... Eu te arrebento", diz o militar. Em entrevista à TV Globo nesta quarta-feira (11), o capitão Raphael Broocke, porta-voz da PMDF, disse que os militares são "discriminados" pelos professores civis da unidade. Ele contou ainda que os estudantes ameaçaram depredar o prédio e agredir um policial no dia da abordagem. Nesta quarta, a PM divulgou imagens de "armas brancas" – como facas e canivetes – apreendidas dentro da escola da Estrutural. "A divulgação [das imagens] se faz necessária para entender o contexto do que aconteceu exatamente naquele dia, que culminou nessa situação que foi mostrada nos vídeos, em que o policial acaba proferindo palavras que não condizem com a nossa filosofia de gestão compartilhada. Mais do que buscar a verdade, a gente quer evitar qualquer atitude que seja semelhante, independente das causas", diz o militar. Faca e punhal que, segundo a PM, foram apreendidas em escola na Estrutural, no DF PMDF/Divulgação Conforme o porta-voz da PMDF, o militar foi afastado da escola e a conduta do servidor está sendo investigada. "A Polícia Militar é extremamente rigorosa em suas apurações e essa será mais uma que seremos extremamente rigorosos", aponta o capitão. 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11/05 - Ministro da Educação diz que foi a eventos com pastores, mas nega atos 'em desacordo com a Pátria'
É a primeira vez que Victor Godoy vai ao Congresso como ministro. Ele falou a comissões da Câmara sobre denúncias de que pastores pediram propina para liberar verbas do MEC. Ministro da Educação diz que foi a eventos com pastores, mas nega envolvimento O ministro da Educação, Victor Godoy, disse nesta quarta-feira (11) que esteve em pelo menos três eventos no ministério dos quais participaram também os pastores suspeitos de pedir propina em troca de liberação de verbas da pasta. Segundo Godoy, foram eventos organizados ainda na gestão de seu antecessor, Milton Ribeiro. Godoy, que era secretário-executivo, disse que Ribeiro nunca lhe impôs, em relação aos pastores, "qualquer ato em desacordo com a Pátria". Godoy foi pela primeira vez ao Congresso como ministro. Ele participou de uma sessão das comissões de Educação e Fiscalização e Controle da Câmara, que queriam ouvir o ministro sobre as denúncias de corrupção na pasta. "Informo que as únicas vezes que participei de eventos com as presenças dos pastores citados nas reportagens foi a convite do ministro [Milton Ribeiro] para compor a mesa de abertura. Todos os três eventos em que participei nessa qualidade foram realizados no auditório do MEC", afirmou Godoy. Ele ressaltou, porém, que não participou de agendas privadas com os pastores. "Não participei de agendas com os pastores. Não era do meu conhecimento. O ex ministro da Educação, nunca solicitou ou impôs que eu realizasse qualquer ato em desacordo com a pátria", completou. Quem é Victor Godoy, novo ministro da Educação nomeado por Bolsonaro Em 22 de março, se tornou pública uma gravação na qual o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, dizia a prefeitos que, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, repassava verba a municípios indicados por pastores. O episódio levou à demissão de Milton Ribeiro. Os pastores referidos por ele são Arilton Moura e Gilmar Santos. Eles não têm cargo no MEC. Na esteira dos áudios, surgiram denúncias de prefeitos de que relataram terem recebido pedidos de propina dos pastores que, em troca, prometia facilitar liberação de verbas do MEC. Godoy também falou que, assim que soube das denúncias, ainda como secretário-executivo, encaminhou os relatos para a Controladoria-Geral da União, com a autorização de Ribeiro. "Assim que tomei conhecimento das denúncias, sugeri ao ministro ações para que fossem investigadas pela CGU. Pessoalmente, reduzi a termo os relatos a mim declarados e encaminhei, com autorização do ministro, para a CGU. Decidi que o caminho da prudência era o melhor a ser trilhado", afirmou. Novo ministro da Educação também participou de reuniões com pastores Kits de robótica Ao ser questionado sobre as denúncias de irregularidades no repasse de verbas para compra de kits de robóticas para escolas de Alagoas, o ministro afirmou que o os estados indicam as necessidades e a pasta não define o que é comprado. "As irregularidades de superfaturamento não competem ao Mec apurar, mas os órgãos de controle. O Mec vai colaborar com todas as investigações. Esses kits não dependem de conectividade, são pedagógicos e levam para as comunidades a oportunidade de estudo de matérias fundamentais para o futuro do país. Não posso esperar que as escolas tenham perfeitas condições para enviarem materiais. O MEC tem que pensar de maneira transversal", afirmou. Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" apontou indícios de irregularidades na destinação de R$ 26 milhões, pelo Ministério da Educação e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para aquisição de kits de robótica por municípios de Alagoas, no valor individual de R$ 14 mil. Os repasses foram feitos por meio das emendas de relator, que formam o chamado "orçamento secreto". As emendas de relator, definidas por parlamentares, são uma modalidade de repasses considerada mais difícil de ser fiscalizada e com critérios menos claros de aplicação. De acordo com a "Folha de S.Paulo", as escolas beneficiadas não possuem infraestrutura básica e capacidade para administrar os kits adequadamente e que o valor destinado a sete municípios de Alagoas corresponde a 68% de todo o valor pago em 2022, pelo FNDE, para todo o país. Diretor do FNDE Nesta quarta, a influência dos pastores dentro do MEC também foi alvo de discussão na Comissão de Educação do Senado. A comissão ouviu Gabriel Vilar, diretor de Gestão, Articulação e Projetos Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Aos senadores, Vilar negou conhecer os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos ou ter participado de qualquer evento com eles. O diretor disse crer que cabia ao ex-ministro Milton Ribeiro fazer a interlocução com os pastores. "A atuação deles, eu desconheço porque não era através de mim. A composição deles no núcleo dos eventos, eu desconheço também. Nunca recebi influência de nenhum pastor ou qualquer pessoa para indicação de recursos. A nossa diretoria é técnica, eu cheguei ao FNDE de maneira técnica e a gente tem trabalhado de maneira técnica para que todos os municípios possam receber recursos mediante as indicações existentes”, disse. Durante a audiência, o diretor do FNDE também foi questionado sobre o motivo de o órgão empenhar valores baixos para a construção de obras milionárias. O presidente da comissão, senador Marcelo Castro (MDB-PI), citou o exemplo de uma obra que teria um valor total de R$ 8,2 milhões, mas foram empenhados apenas R$ 30 mil para dar início ao projeto. O tema chegou a ser chamado de "escolas fake", já que, na avaliação de os senadores, as obras serviriam como palanque político e não seriam entregues. Em resposta, o diretor disse que o FNDE faz empenhos parciais desde 2016. "A experiência do FNDE demonstra: quando nós empenhamos o recurso completo, essa obra não era concluída, podendo até ser cancelada", disse. VÍDEOS: notícias de política
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11/05 - Enem 2022 tem 1 milhão de inscritos no primeiro dia, diz ministro da Educação
Edição anterior do exame teve um total de 4 milhões de pessoas inscritas em todo o período. Enem 2021 em Franca, SP: Ao fim da prova, candidatos se reuniram para debater as questões Igor do Vale/g1 O ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, anunciou nesta quarta-feira (11) que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 atingiu a marca de 1 milhão de inscritos em apenas um dia. O prazo para participar vai até 21 de maio. Publicação do ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, sobre o primeiro dia de inscrições pro Enem Reprodução/Twiter Se o ritmo de inscrições se mantiver, o número de participantes deve ser maior do que o da edição passada: em 2021, considerando todo o período, foram 4 milhões de estudantes que demonstraram interesse em fazer a prova. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram É importante lembrar que essas inscrições só serão confirmadas após o pagamento da taxa de R$ 85, cujo prazo se encerra em 27 de maio. No último Enem, por exemplo, dos 4 milhões de alunos, apenas 3,1 milhões chegaram a pagar o valor -- foi o menor número desde 2005. LEIA TAMBÉM: LEIA REDAÇÕES NOTA MIL DO ENEM 2021 RAIO X DE REDAÇÕES NOTA MIL FÁBIO PORCHAT PAGA ENEM PARA 200 PARTICIPANTES Veja abaixo detalhes sobre os seguintes pontos: Cronograma Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? Novidade na aplicação Passo a passo Inscrição Disciplinas e horários 1. Inscrição O prazo para inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, nas versões impressa e digital, teve início nesta terça-feira (10) e vai até 21 de maio. A inscrição deve ser feita na página do participante do Enem. A taxa para quem não conseguiu isenção é de R$ 85 e deve ser paga até 27 de maio, por boleto, PIX ou cartão de crédito. Atenção: os estudantes que obtiveram o direito à isenção desse valor (como os alunos da rede pública) também devem se inscrever. Caso contrário, não poderão prestar o Enem. Voltar ao topo 2. Passo a passo 1. Acesse a página do participante e clique em 'Inscrição'. Passo 1 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 2. Selecione a imagem indicada nas orientações do desafio. Passo 2 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Informe o CPF, data de nascimento e clique em 'Iniciar a inscrição'. Passo 3 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 4. Leia as orientações e clique em 'Próximo'. Passo 4 - inscrição do Enem 2022 Reprodução 5. Informe o nome do pai ou selecione 'Não quero declarar'. Passo 5 - inscrição Enem 2022 Reprodução 6. Preencha os dados de sexo, raça/cor, estado civil e nacionalidade. 7. Informe o município de nascimento. 8. Insira o CEP e clique em 'Próximo'. Passo 8 - inscirção no Enem 2022 Reprodução 9. Confirme o endereço e complemento. 10. Informe se precisa de recurso de acessibilidade e diga qual. Passo 10 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 11. Escolha o idioma da língua estrangeira (inglês ou espanhol). 12. Informe se concluiu o ensino médio. Passo 12 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 13. Responda ao questionário socioeconônico . Passo 13 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 14. Informe telefone e e-mail para contato. 15. Escolha o formato da prova (impresso ou digital). Passo 15 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 16. Escolha o município de aplicação da prova. Passo 16 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 17. Envie uma foto sua. Passo 17 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 18. Confirme as informações pessoais e clique em 'Enviar Inscrição'. 19. Confira o comprovante e o número de inscrição. Passo 19 - Inscrição no Enem 2022 Repridução 20. Acesse as informações de pagamento da taxa de inscrição na página do participante. Faça login com CPF e senha da conta gov.br. 21. Escolha a forma de pagamento e pague a taxa de inscrição. Passo 21 - inscrição no Enem 2022 Reprodução Voltar ao topo 3. Novidade na aplicação Pela primeira vez, o Inep aceitará documentos digitais de identificação nos locais de prova, como: e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e RG Digital. O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal --- capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado. Voltar ao topo 4. Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? O candidato deve escolher, no ato da inscrição, se deseja que as cinco questões de língua estrangeira sejam em inglês ou em espanhol. Também precisa sinalizar se quer fazer o Enem impresso (tradicional) ou o digital. É importante lembrar que a versão informatizada: também é aplicada nos locais de prova — não existe a opção de prestar o exame em casa; traz 180 questões a serem respondidas digitalmente, mas com redação manuscrita. Voltar ao topo 5. Confira o cronograma Inscrições: 10 a 21 de maio Pagamento da inscrição: 10 a 27 de maio Pedido de atendimento especializado: 10 a 21 de maio Pedido de tratamento pelo nome social: 23 a 28 de junho Provas: 13 e 20 de novembro Voltar ao topo 6. Disciplinas e horários Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos. 13 de novembro O candidato deverá fazer: 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; e redação. 20 de novembro A prova trará: 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília): Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Término das provas no 1º dia: 19h Término das provas no 2º dia: 18h30 Voltar ao topo Vídeos Redação do Enem em 1 Minuto: jovem que tirou nota mil dá dicas para escrever um bom texto
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11/05 - Após pausa na pandemia, Unicamp retoma debate sobre cotas para PCDs no vestibular e avalia questões de acessibilidade
Universidade diz que proposta sobre adesão de cursos, com variação de 1% a 10%, está sob análise de grupo de trabalho, e prazo para implementar é incerto. Assunto veio à tona em 2017. Acesso ao campus da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri / Unicamp A criação de cotas para pessoas com deficiência (PCDs) em cursos de graduação da Unicamp voltou a ser debatida pela universidade estadual, por meio da criação de um grupo de trabalho, mas ainda permanece com prazo indefinido para a implementação. Um dos desafios da universidade estadual está em discutir questões de acessibilidade para os estudantes - não somente as instalações arquitetônicas dos campi, mas também aspectos acadêmicos para adaptações específicas. O debate sobre a reserva de vagas para este público começou a ser previsto em 2017 pela Unicamp. Depois disso, diz a assessoria, uma proposta da comissão organizadora dos vestibulares (Comvest) foi oficializada em 2019, e inicialmente ela previa análise das unidades de ensino até março de 2020, com implementação no vestibular 2021. A crise sanitária da Covid-19, porém, afetou o planejamento. "Com a pandemia e a suspensão de reuniões presenciais, os debates e esclarecimentos sobre a proposta ficariam prejudicados [...] A necessidade de um debate amplo é pela especificidade e adaptação da universidade às questões de acessibilidade", destaca nota da assessoria ao mencionar que o grupo de trabalho à frente das discussões foi criado no segundo semestre do ano passado. LEIA MAIS Saiba por que a Unicamp terá pela 1ª vez nos vestibulares obras escritas em outros idiomas além do português Em busca de diversidade, Unicamp quebra paradigma e prevê lista de livros no vestibular com 'Alice', Cartola, Krenak e Chimamanda Vestibular 2022: Unicamp tem queda de aprovados da rede pública, mas alta de negros Vestibular 2022: Unicamp registra queda no desempenho médio em português, e alta para matemática Qual a proposta? A Unicamp destacou que a proposta em análisee indica adoção voluntária pelos cursos, e que a quantidade estabelecida seja entre 1% e 10% do total de vagas disponíveis em cada. "Desde sua criação, a Unicamp tem mantido um claro compromisso com a permanência estudantil, por ela promovida de forma abrangente e humanizada", diz nota da assessoria ao mencionar uma série de ações realizadas pela universidade para acessibilidade e acolhimento de estudantes PCDs. A universidade frisou, contudo, que não há legislação específica aplicável às universidades estaduais para obrigatoriedade de cotas para este público. "A Lei 13409/2016 [trata da reserva de vagas nos cursos técnico de nível médio e superior] se aplica exclusivamente às instituições federais de ensino". Além disso, a universidade ressaltou que a Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DeDH) sedia as comissões de acessibilidade e um grupo de trabalhos voltados para o estabelecimento de uma política de cotas para deficientes nos colégios técnicos e observa o Estatuto da Pessoa com Deficiência. "O adequado acolhimento dessa população demanda a presença de diversos profissionais, como pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, tradutores de libras. Trata-se de um investimento considerável que as instituições públicas vêm mobilizando. Nosso objetivo é garantir, para além do ingresso, as melhores condições de permanência", destaca texto. Estatísticas Entre os vestibulares de 2021 e 2022, a Unicamp registrou aumentos nas quantidades de candidatos PCDs inscritos, convocados e matriculados. Veja abaixo dados: PCDs no vestibular da Unicamp VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas
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10/05 - Saiba por que a Unicamp terá pela 1ª vez nos vestibulares obras escritas em outros idiomas além do português
Lista de obras para vestibulares de 2024 a 2026 foram divulgadas nesta terça. Universidade usará textos de Lewis Carrol, Chimamanda Adichie, Caio Fernando Abreu, Ailton Krenak e de Cartola. Internauta observa capa do livro 'No seu pescoço', de Chimamanda Ngozi Adichie Ana Kézia Gomes/g1 A lista de textos obrigatórios nos vestibulares 2024 a 2026 da Unicamp terá pela primeira vez obras escritas originalmente em outros idiomas além do português: "Alice no país das maravilhas", de Lewis Carrol, e "No seu pescoço", de Chimamanda Ngozi Adichie - esta incorporada no último ano do triênio. Para entender os objetivos das escolhas destas obras e outras sete que serão inseridas gradualmente nas provas, o g1 conversou com o diretor da comissão organizadora (Comvest), José Alves de Freitas Neto. Veja abaixo as listas com a indicação em destaque dos textos incluídos em cada edição. Nesta reportagem, você vai saber: 1) Qual o objetivo de recorrer a obras que não têm origem na língua portuguesa? 2) Quais as contribuições de "Alice no país das maravilhas" para o vestibular? 3) Qual a importância da obra de Chimamanda, considerando-se o atual contexto? 4) A inserção da obra de Krenak é o primeiro diálogo do vestibular tradicional com a cultura indígena? 5) Cartola, Caio Fernando Abreu, Conceição Evaristo e José Paulo Paes. Quais as reflexões esperadas dos estudantes? 6) Qual a importância manter clássicos de Machado de Assis e Lima Barreto? 7) A prova ficará "mais fácil" ou "mais difícil" com a nova proposta da Unicamp em literatura? LEIA MAIS Unicamp mantém lista de obras literárias para vestibular 2023 Vestibular 2022: Unicamp registra queda no desempenho médio em português, e alta para matemática Vestibular 2022: Unicamp tem queda de aprovados da rede pública, mas alta de negros O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto Antoninho Perri / Unicamp 1) Qual o objetivo de recorrer a obras que não têm origem na língua portuguesa? Segundo o diretor da Comvest, o propósito de colocar obras que não são de língua portuguesa é privilegiar o diálogo que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe sobre o acesso dos estudantes às produções literárias, tanto em escala local e regional, quanto global. "Há uma perspectiva em que você tem obras importantes, obras de referência produzidas em outras línguas, e que também são importantes para poder apresentar aos estudantes. Então, de alguma forma, nós estamos fugindo do engessamento que tem dentro de uma narrativa de uma literatura nacional ou de literatura exclusivamente portuguesa, para trazer questões que sejam pertinentes aos jovens" explicou. 2) Quais as contribuições de "Alice no país das maravilhas" para o vestibular? Freitas Neto ponderou que a obra de Lewis Carrol é apresentada como uma literatura juvenil, mas ao mesmo tempo tem referências e diálogos sobre simulacros, dúvidas, reflexões sobre o "espelho" e temáticas que provocam questionamentos aos estudantes. "No momento de tantas manipulações, de tantos discursos ou narrativas falseadas, entender o universo de Alice e esse caráter curioso, de pergunta e essa indagações estimulam para que os estudantes possam fazer as correlações possíveis entre o universo de Alice, o país das maravilhas e perceber a quantidade de enganos que têm nessas narrativas", frisou. Animação inspirada no clássico 'Alice no país das maravilhas' 3) Qual a importância da obra de Chimamanda, considerando-se o atual contexto? Professor de história no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), o diretor da Comvest ponderou que a escritora nigeriana é consagrada e exerce importante papel de militância para discutir o feminismo, sobretudo por ser uma autora mulher e negra. "Consequentemente esses contos reúnem parte das suas preocupações teóricas e são assuntos que estão na pauta dos direitos humanos, na pauta da representatividade e da diversidade, que a Unicamp tem refletido nos últimos anos", explicou. 4) A inserção da obra de Krenak é o primeiro diálogo do vestibular tradicional com a cultura indígena? Freitas Neto avaliou que o ensaio "A vida não é útil" é relevante por instigar reflexões sobre o colapso ambiental, e a inclusão de um intelectual indígena gera maior visibilidade e representatividade ao grupo. "Quando a Unicamp faz um vestibular indígena e recebe aproximadamente 130 alunos a cada ano, significa que nós estamos não apenas incorporando os alunos, mas buscando as suas referências. Eu diria que faz parte deste processo de aprendizagem mútuo, dos estudantes com a universidade, e da universidade com as referências das culturas e povos indígenas", avaliou. 5) Cartola, Caio Fernando Abreu, Conceição Evaristo e José Paulo Paes. Quais as reflexões esperadas dos estudantes? Ao ponderar sobre as outras obras inseridas, o diretor da Comvest explicou que as canções de Cartola surgem no contexto de substituição de "Sobrevivendo no inferno", dos Racionais MC's, e que os demais autores escolhidos para a lista de obras obrigatórias contribuem no âmbito de temáticas sociais. "Temos valorizado as poesias que são cantadas porque afinal de contas essas músicas são de grande domínio do público e tem grande inserção. De alguma forma também reflete aspectos líricos e que permitem problematizar [...] O mesmo pode se dizer de Caio Fernando Abreu, a temática da vida gay, repressão, do contexto da sociedade brasileira e preconceitos existentes, e as angústias por parte das figuras e sujeitos narrados. A mesma coisa podemos falar de Conceição Evaristo, uma escritora negra e que tem batalhado para estar na Academia Brasileira de Letras, clamando pela ancestralidade e produções que envolvem origens, a população negra e apresentar o universo aos estudantes. E José Paulo Paes é um autor pouco conhecido, explorado e tem uma poesia instigante." 6) Qual a importância manter clássicos de Machado de Assis e Lima Barreto? A Comvest frisou que obras clássicas seguem relevantes na composição da prova de literatura. "O que nós tivemos nessa proposição, inclusive transição, é ter um mix que envolve literaturas e obras mais novas e outras que sejam clássicas. Permanecer com Machado e Lima Barreto é também dizer que o cânone ou aquilo que está consagrado tem reflexões muito importantes aos jovens que estão se preparando para ingressar na universidade", falou o professor. 7) A prova ficará "mais fácil" ou "mais difícil" com a nova proposta da Unicamp em literatura? Segundo Freitas Neto, o nível do vestibular da Unicamp será semelhante ao das edições anteriores. "Acreditamos que a prova não fica nem mais fácil, nem mais difícil, mas fica mais próxima dos estudantes por conta dos temas que estão sendo explorados. Então, toda prova tem uma calibragem para ter questões de nível médio, fácil e mais complexo, e isso continuará assim. O que nós queremos é que os estudantes estejam estimulados a conhecerem as obras, a estarem próximos, e consequentemente ter um bom desempenho", salientou. Obras literárias 2024 Olhos d’Água, de Conceição Evaristo; Canções escolhidas, de Cartola; Casa Velha, de Machado de Assis; Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol; Niketche – uma História de Poligamia, de Paulina Chiziane; A Tarde, de Olavo Bilac; Carta de Achamento a el-rei D. Manuel, de Pero Vaz de Caminha; O Ateneu, de Raul Pompeia; Conto "Seminário dos ratos", Lygia Fagundes Telles; 2025 A vida não é útil, de Ailton Krenak; Prosas seguidas de odes mínimas, de José Paulo Paes; Vida e morte de M.J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto; Morangos mofados (contos escolhidos), de Caio Fernando Abreu; Olhos d’Água, de Conceição Evaristo; Canções escolhidas, de Cartola; Casa Velha, de Machado de Assis; Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol; Niketche – uma História de Poligamia, de Paulina Chiziane; Vestibular da Unicamp usará dez canções de Cartola GloboNews 2026 No seu pescoço, de Chimamanda Ngozi Adichie; Prosas seguidas de odes mínimas, de José Paulo Paes; Olhos d’Água, de Conceição Evaristo; A vida não é útil, de Ailton Krenak; Casa Velha, de Machado de Assis; Vida e morte de M.J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto; Morangos mofados (contos escolhidos), de Caio Fernando Abreu Canções escolhidas, de Cartola; Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol; O escritor Ailton Krenak GloboNews VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.
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