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08/05 - Unicamp 2022: comissão divulga prazo para pedidos de isenção; veja critérios
Solicitações podem ser feitas a partir do dia 24 de maio, segundo a universidade. Assim como no ano anterior, candidatos a cursos noturnos de tecnologia e licenciatura podem ser beneficiados. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Rafael Smaira/G1 A Universidade de Campinas (SP) recebe, a partir de 24 de maio, os pedidos para isenção da taxa de inscrição no vestibular 2022 e para a modalidade de vagas via nota do Enem. Segundo a comissão organizadora (Comvest), o benefício pode ser solicitado até 15 de junho, exclusivamente pelo site oficial. De acordo com a comissão, o envio da documentação será eletrônico e, para solicitar a isenção, é necessário ter concluído ou finalizar durante 2021 o ensino médio. Assim como no ano anterior, o benefício pode ser concedido a vestibulandos dos cursos noturnos de licenciatura e tecnologia. Modalidades e critério Candidatos provenientes de famílias de baixa renda (até um salário mínimo e meio bruto mensal por morador do domicílio); Funcionários da Unicamp/Funcamp; Candidatos aos cursos noturnos de licenciatura ou tecnologia (licenciaturas em: ciências biológicas, física, letras, licenciatura integrada química/física, matemática e pedagogia. Tecnologia em: análise e desenvolvimento de sistemas e saneamento ambiental). Os candidatos que se inscreverem na modalidade "2" devem, necessariamente, provar a condição de funcionário da Unicamp ou Funcamp. Estagiários, bolsistas ou filhos de funcionários não serão contemplados por esse modalidade do programa de isenção, ressalta a Comvest. Número de benefícios De acordo com a Unicamp, nesta edição serão oferecidas 6.680 isenções na modalidade "1", enquanto há número ilimitado para as modalidades "2" e "3". Estudantes durante 1ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antonio Scarpinetti/Unicamp Recorde em 2020 No ano passado, a comissão registrou o maior balanço de candidatos que receberam a isenção do pagamento da taxa de inscrição da prova desde 2000, quando o programa começou. O recorde ocorreu no contexto da decisão da universidade de não usar as notas do Enem em 2020 por conta de uma incompatibilidade nas datas. VÍDEOS: veja o que é destaque na região de Campinas Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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08/05 - Após adiamento, 2ª fase da Unesp é aplicada para 2.903 candidatos em Araraquara e região
Provas também ocorrem em Rio Claro e São João da Boa Vista. Resultado sai em 27 de maio. Candidatos realizam o exame da 1ª fase do Vestibular Unesp 2021 Divulgação / Vunesp Após adiamento de mais de 2 meses por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus, a 2ª fase do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) será realizada neste sábado (8). Na região, 2.903 candidatos são esperados para prestar a prova em Araraquara (1.582), Rio Claro (868) e São João da Boa Vista (453) em disputa de uma das 7.630 vagas oferecidas pela universidade em 23 cidades. Os portões serão fechados às 14h para o início da prova. Para evitar aglomerações, a entrada será em turmas escalonadas. (veja abaixo as orientações). Ao todo, 35.434 candidatos devem prestar o exame em 34 cidades, sendo 30 no Estado de São Paulo, além de Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlândia (MG). Como será a prova O exame terá duração de cinco horas. A prova será composta de uma redação em gênero dissertativo e 60 questões de múltipla escolha, sendo 20 de Linguagens e Códigos (elementos de Língua Portuguesa e Literatura, Língua Inglesa, Educação Física e Arte), 20 de Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e 20 de Ciências da Natureza e Matemática (Biologia, Física, Matemática e Química). O resultado será divulgado em 27 de maio. As matrículas em primeira chamada serão realizadas nos dias 27 e 28 de maio, de forma virtual. Cuidados na pandemia Os candidatos devem comparecer ao prédio no horário informado na consulta do local de prova do site da Vunesp com o original de um documento que pode ser RG, carteira de habilitação, certificado militar, carteira de trabalho, passaporte, Registro Nacional de Estrangeiros (RNE), identidade expedida pelas Forças Armadas ou carteira de órgão ou conselho de classe. Além de caneta esferográfica com tinta preta e régua transparente para resolução da prova, os candidatos devem levar uma ou mais máscaras de proteção facial com cobertura total de nariz e boca e permanece com o equipamento durante todo o período de realização da prova. O descarte e acondicionamento do material de proteção deverá ser feito em sacos plásticos. Nas salas de realização das provas, será respeitado o distanciamento mínimo de 1,5 m entre as pessoas e haverá álcool em gel para uso dos candidatos e da equipe de aplicação. Os locais de aplicação das provas também serão devidamente higienizados. Adiamento Candidatos do vestibular da Unesp em Araraquara Reprodução/EPTV A prova estava prevista para ser realizada em 28 de fevereiro, mas por conta do aumento de casos de Covid-19 e agravamento da pandemia nas cidades de aplicação, a organização adiou a aplicação do exame. Uma das cidades que contribuíram para a decisão foi Araraquara. Por conta da alta de casos e da circulação da variante do novo coronavírus no município e a decretação de um lockdown, a universidade transferiu o local de prova dos candidatos que tinha optado em prestar o exame na cidade para Ribeirão Preto. A decisão afetava 1.582 candidatos de Araraquara e região e gerou revolta e protestos. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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07/05 - UFSJ abre período para manifestação de interesse em vagas para candidatos ainda não convocados
O prazo para realização dos procedimentos se encerra na próxima segunda-feira (10). Campus Tancredo Neves é uma das três unidades em São João del Rei da UFSJ UFSJ/Divulgação A Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) iniciou nesta sexta-feira (7) o período para que candidatos que ainda não foram convocados na lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2021/1 manifestem interesse pela vaga. De acordo com a Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) da UFSJ, o comunicado é válido para os candidatos que não foram convocados para matrícula até a 3ª Chamada. O prazo para realização dos procedimentos se encerra na próxima segunda-feira (10). A manifestação de interesse é obrigatória para que os candidatos possam concorrer às vagas disponíveis nas próximas chamadas. A lista será divulgada na terça-feira (11) e disponibilizada por tipo de vaga, sendo ampla concorrência e ações afirmativas. Os candidatos que tiverem dúvidas podem consultar mais informações no site da UFSJ. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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07/05 - Grupo de trabalho discute protocolos de retorno às aulas presenciais em Juiz de Fora
Atividades nas instituições privadas e públicas estão suspensas desde o ano passado por causa da pandemia de Covid-19. Na reunião desta quinta, UFJF apresentou protocolos de biossegurança para retomada. Sala de aula vazia - imagem ilustrativa Divulgação O Grupo de Trabalho (GT), organizado pela Prefeitura de Juiz de Fora se reuniu nesta quinta-feira (6) para realizar encaminhamentos relativos à situação da educação municipal. As atividades nos colégios particulares e públicos estão suspensas desde o ano passado por causa da pandemia de Covid-19 e o ano letivo de 2021 é realizado, até o momento, de forma remota. Atualmente, a cidade está na faixa vermelha do programa municipal "Juiz de Fora pela Vida" que não libera o retorno presencial dos estudantes. Somente na faixa verde a volta é autorizada. O professor Cassiano Amorim, representante da Universidade Federal de Juiz de Fora na reunião apresentou os protocolos de biossegurança elaborados pela Instituição para possível retorno das aulas presenciais. Veja abaixo quais são os protocolos apresentados. Na próxima reunião, o Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF) apresentará a perspectiva dos professores sobre o retorno às aulas presenciais. De acordo com a Prefeitura, um protocolo sanitário foi elaborado pelas secretarias municipais de Educação e Saúde e em breve este documento será publicado. No último dia 22 de abril, a Câmara de Educação Infantil do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino da Região Sudeste de MG (Sinepe/Sudeste) fez uma apresentação sobre o protocolo de retorno às aulas presenciais elaborado pela entidade para escolas particulares no quesito educação infantil, em continuidade à apresentação da última reunião. A diretora educacional da Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora, Eliane Gomes, falou sobre o protocolo desenvolvido pelo Governo de Minas Gerais para as escolas da rede estadual. Conselho Municipal de Educação Participou da reunião desta quinta, pela primeira vez, o Conselho Municipal de Educação, que foi empossado na última semana. O conselho é compostos por pais de alunos; menores da rede municipal e estadual de ensino; alunos emancipados das redes de ensino municipal e estadual. O objetivo é definir, junto à secretaria de educação um protocolo pedagógico para retorno híbrido do ensino, com aulas presenciais e remotas. Protocolos apresentados pela UFJF Os protocolos de biossegurança apresentados pela UFJF durante a reunião do Grupo de Trabalho foram elaborados elaborados pela Comissão de Infraestrutura e Saúde, e tem vigência enquanto durar a pandemia de Covid-19, provocada pelo novo coronavírus. 1. Uso de máscaras e higienização O documento obriga o usos de máscaras faciais, incluindo as de tecido, para todos que circulam e permanecem na UFJF: estudantes, servidores, trabalhadores terceirizados, prestadores de serviços e visitantes. Recomendações quanto a higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel a 70%, o uso de máscaras faciais e as regras de distanciamento são mencionadas. A resolução prevê que os setores administrativos da UFJF deverão disponibilizar álcool em gel a 70% para os usuários, na área de atendimento, para uso individual e em cada mesa de atendimento. Todos os trabalhadores deverão ser capacitados quanto às condutas com o usuário, mantendo a etiqueta social sem toques físicos. Após o atendimento do usuário, o trabalhador deve proceder com a descontaminação da bancada, lavar e higienizar as mãos. Há ainda a recomendação de revestir equipamentos como teclados, controles remotos e telefones com plástico filme e de higienizar esses itens com álcool líquido a 70% antes e após o uso. A resolução impede o compartilhamento de canetas, telefone celular, outros objetos e utensílios. 2. Distanciamento Social Distância mínima de um metro e meio entre as pessoas, mas caso haja a possibilidade de ampliar o distanciamento, ele é recomendado. Para garantir o distanciamento, o documento recomenda que sejam feitas marcações de distanciamento em filas de espera. A medida de distanciamento mínimo deverá ser respeitada nas salas de aula, refeitórios, bibliotecas, infocentros, postos de trabalho e em todos os espaços de atividades acadêmicas e administrativas de uso compartilhado da UFJF. 3. Novos postos de trabalho Planejar novos postos de trabalho e ajustar os já existentes, observando o distanciamento mínimo recomendado. Outras medidas como ventilação dos espaços, uso de EPIs e rodízio de trabalhadores são igualmente indicadas. 4. Orientações para os trabalhadores da Instituição As unidades administrativas devem organizar o fluxo de manutenção e outros serviços de terceiros para evitar aglomeração nos ambientes. Também devem manter, preferencialmente, as portas abertas, evitando que puxadores ou maçanetas se convertam em fontes de infecção. Não será permitido guardar ou consumir alimentos e bebidas nos postos de trabalho. Cada trabalhador deverá trazer a sua própria garrafa de água e evitar compartilhamento de documentos físicos, dando preferência aos digitalizados. Em postos de trabalhos com rodízio de trabalhadores, é preciso proceder com a limpeza e desinfecção a cada revezamento. 5. Áreas de grande circulação A resolução prevê a necessidade de dispensadores com álcool em gel a 70% nos principais pontos de assistência e circulação, como, por exemplo, próximo às entradas dos sanitários, das recepções e secretarias das Unidades, das salas de aula e setores administrativos com atendimento ao público, além do acesso fácil às pias, sabonete líquido, toalhas descartáveis e lixeiras com tampa acionada por pedal. Ambientes coletivos e de grande circulação de pessoas devem ser limpos e desinfetados, pelo menos, uma vez por turno. Salas de aula e auditórios precisam ser limpos a cada troca de turma. Nos bebedouros, cada unidade deve promover a devida adaptação de modo a impedir que a pessoa beba água direto no equipamento, sendo orientado o jato específico para uso do copo ou garrafa pessoal. Também é preciso orientar a higienização das mãos antes e depois do uso. Nos sanitários, as medidas também ficam mais rigorosas, com limpeza específica no início, no meio e ao final de cada turno. O trabalhador da higienização deverá utilizar equipamentos como máscara cirúrgica, luva de borracha, avental, calça comprida, sapato fechado. De acordo com a Instituição, um monitoramento após a implantação dos protocolos será feito. Caso alguém apresente sintomas como tosse, febre, coriza, dor de garganta, dificuldade para respirar, fadiga, tremores e calafrios, dor muscular, dor de cabeça, perda recente do olfato ou paladar, a pessoa deve comunicar imediatamente a entidade. Além disso, a UFJF deve afastar imediatamente das atividades presenciais, por 14 dias, casos suspeitos e confirmados da Covid-19, além de indivíduos assintomáticos que tiveram contato com o caso confirmado da doença, entre dois dias antes e 14 dias após o início dos sinais e sintomas ou da confirmação laboratorial. No documento, ainda é possível acessar o Protocolo de biossegurança para retorno das atividades nas Instituições Federais de Ensino, elaborado pela Secretaria de Educação Superior do MEC; e as Diretrizes para elaboração de planos de contingência para o retorno às atividades presenciais nas instituições da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica, proposto pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). A retomada das atividades presenciais da Universidade só ocorrerá sob recomendação do Comitê de Monitoramento e Orientação de Condutas sobre coronavírus da UFJF, através da observação e da avaliação periódica das cidades de Juiz de Fora e de Governador Valadares; do cenário epidemiológico; da capacidade de resposta da rede de atenção à saúde; dos aspectos socioeconômicos e culturais dos territórios; e das orientações emitidas pelas autoridades locais e órgãos de saúde. Segundo a Resolução, o retorno deve ocorrer de forma segura, gradativa, planejada, regionalizada, monitorada e dinâmica, de forma a preservar a saúde e a vida das pessoas. A Resolução considera que as medidas de segurança da comunidade acadêmica devem ser iniciadas no momento da saída de casa até o seu retorno, incluindo o deslocamento e a permanência na UFJF. Grupo de Trabalho O GT se reúne quinzenalmente desde março e tem a representatividade de diversos atores da sociedade. Participam do grupo de trabalho as secretarias de Educação, Recursos Humanos e Saúde; Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro); a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação e dos Direitos da Criança e do Adolescente; a Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Educação e dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes da Zona da Mata; o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino da Região Sudeste de Minas Gerais (Sinepe); a Câmara Municipal de Juiz de Fora; o Conselho Municipal de Educação (CME); a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); e Associação de Pais. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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07/05 - 12ª Bienal da UNE recebe inscrições para mostras até esta sexta
Festival de arte produzido por estudantes terá formato virtual pela primeira vez, devido à pandemia. Abertura será em 18 de maio, e os eventos ocorrem entre 19 e 23 de maio. A 12ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) recebe até esta sexta-feira (7) as inscrições de trabalhos para participar das mostras desta edição. Pela primeira vez, o festival que ocorre a cada dois anos será virtual por causa da pandemia. As mostras vão apresentar trabalhos de estudantes em áreas como artes cênicas, artes visuais, audiovisual, literatura, música, projetos de extensão, jogos digitais e ciência e tecnologia. Os interessados devem acessar o site da Bienal da UNE na página https://bienaldaune.org.br/ e clicar em "inscreva seu trabalho". 12º Bienal da UNE vai ocorrer entre 19 e 23 de maio Divulgação A 12º Bienal da UNE vai ocorrer entre 19 e 23 de maio. A abertura será em 18 de maio, com uma live da cantora Elza Soares no Theatro Municipal. Haverá participação do ator Lucas Koka Penteado e do rapper Flavio Renegado. O tema é “Brasil, um povo que resiste”, em homenagem aos cem anos da Semana de Arte Moderna, completados em 2022. Mais de 10 mil estudantes já se inscreveram para assistir às mostras. Para participar, basta fazer a inscrição, também no site da bienal. O único requisito é que o aluno esteja matriculado regularmente no ensino médio, superior ou na pós-graduação. A participação oferece um certificado de 40 horas de atividades complementares. Segundo Iago Montalvão, presidente da UNE, a ideia é incentivar a produção artística universitária. O festival é realizado pelas entidades estudantis UNE, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG). Nesta edição, a UBES fará uma programação especial para os alunos das escolas técnicas. UNE divulga último dia para inscrição nas mostras da 12ª Bienal Reprodução/Uneoficial Saiba mais sobre Educação
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07/05 - Revalida 2021: inscrições começam no dia 31 de maio e exame será realizado em 5 de setembro
Foi publicado nesta sexta (7) o edital para prova que valida diplomas de medicina obtido em universidades estrangeiras. Veja o calendário com as principais datas do exame. Médico Revalida doutor estetoscópio saúde Unsplash Foi publicado nesta sexta (7) no "Diário Oficial da União" o edital da primeira etapa da edição 2021 do Revalida, exame que torna válido no Brasil os diplomas de medicina obtido em universidades estrangeiras. A inscrição deverá ser feita no endereço revalida.inep.gov.br/revalida/inscricao conforme o cronograma abaixo. Confira as principais datas da primeira etapa: Inscrições: de 31/5 a 11/6 Pagamento da taxa de inscrição: 16/6 Análise dos diplomas: de 31/5 a 11/6 Pedido de atendimento especializado e tratamento pelo nome social: 31/5 a 11/6 Aplicação da prova: 5/9 Divulgação dos gabaritos preliminares das provas escritas objetiva e discursiva: 7/9 Divulgação dos gabaritos definitivos: 26/10 Resultados das provas objetivas e discursivas: 26/10 Pedidos de recursos: 26/10 a 1º/11 Resultado final: 19/11 A 1ª Etapa do Revalida será aplicada nas seguintes capitais: Brasília Campo Grande Curitiba Porto Alegre Recife Rio Branco Salvador São Paulo Os horários* das provas são: Manhã (escrita objetiva) Abertura dos portões: 7h Fechamento dos portões: 7h45 Início das provas: 8h Final das provas: 13h Tarde (escrita discursiva) Abertura dos portões: 14h30 Fechamento dos portões: 15h15 Início das provas: 15h30 Final das provas: 19h30 *hora de Brasília Para a segunda etapa do Revalida, em que haverá prova de habilidades clínicas, será publicado um edital específico. O participante precisa ter sido aprovado na primeira etapa. O edital da primeira etapa informa que "considerando a emergência em saúde pública em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus (Covid-19), haverá procedimentos específicos para aplicação desta edição do Revalida". Será obrigatório o uso de máscaras exceto em situações específicas. O desrespeito ao protocolo leva à eliminação do candidato. O que é o Revalida? O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) se divide em duas etapas: uma teórica e outra prática. A prova teórica, por sua vez, é dividida em duas partes aplicadas no mesmo dia. Pela manhã, devem ser resolvidos 100 itens objetivos. Na parte da tarde, os participantes precisam responder 5 questões discursivas. A segunda parte é uma avaliação prática, baseada em 10 entrevistas (anamneses) para diagnóstico inicial de doenças em atores que se passam por pacientes. Quem pode fazer o Revalida? Qualquer brasileiro(a) ou estrangeiro(a) que esteja em situação legal de residência no Brasil poderá fazer a prova. Para se candidatar, é preciso: ser brasileiro ou estrangeiro em situação legal no Brasil; possuir diploma de graduação em medicina expedido por Instituição de Educação Superior Estrangeira, reconhecida no país de origem pelo Ministério da Educação ou órgão equivalente, autenticado pela autoridade consular brasileira, ou pelo processo de Apostilamento da Haia, regulamentado pela Convenção de Apostila da Haia, tratado internacional promulgado pelo Brasil por intermédio do Decreto nº 8.660, de 29 de janeiro de 2016 Veja mais vídeos de Educação
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07/05 - Prouni divulga aprovados em vagas remanescentes do 1º semestre de 2021
Programa Universidade para Todos oferece bolsas de estudo integral e parcial em universidades particulares. Página do Prouni com ícone para ver a aprovação de candidatos inscritos nas vagas remanescentes. Reprodução/Prouni/MEC O Programa Universidade para Todos (Prouni) divulga nesta sexta-feira (7) o resultado dos selecionados para vagas remanescentes, aquelas que não foram preenchidas nas chamadas anteriores. O Prouni é um programa que incentiva o acesso ao ensino superior, oferecendo bolsas de estudos parciais e integrais para estudantes fazerem graduação em universidades privadas. Os interessados podem conferir se foram aprovados acessando a página http://prouniportal.mec.gov.br/ . Quem foi aprovado deverá comprovar as informações prestadas na inscrição entregando documentos nas instituições que escolheram estudar entre 10 e 13 de maio. Ao todo, são 107.992 bolsas. Destas, a maioria (74.383) são parciais, ou seja, cobrem 50% do valor do curso. As outras 33.609 bolsas são integrais e cobrem o valor total da graduação. Leia também: MEC divulga cronograma para Prouni, Sisu e Fies do 2º semestre de 2021 Inep publica edital com prazo para pedir isenção na inscrição do Enem 2021, mas não estipula data da prova Quem pode se candidatar? Pode concorrer à bolsa do Prouni quem: Fez ensino médio em escola pública ou foi bolsista em escola particular É estudante com deficiência, de escolas públicas e privadas Não tem diploma de graduação Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Tirou 450 pontos na média das notas do exame Não zerou na redação Tem renda familiar mensal bruta por pessoa de até 1,5 salário mínimo, para bolsa integral Tem renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até 3 salários mínimos para bolsas parciais (50%) Ser professor da rede pública trabalhando na educação básica – independente da renda Neste ano, pela primeira vez, os candidatos puderam usar as notas obtidas em qualquer uma das edições dos últimos dez anos, incluindo o Enem 2020, que foi feito em março – depois da abertura da chamada regular. Cronograma do Prouni 2021 Inscrições: 3 e 4 de maio Resultado: 7 de maio Entrega de documentos: 10 a 13 de maio VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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07/05 - Pesquisador do Inep diz que teve suspensa publicação de estudo sobre alfabetização mesmo com todos os pareceres favoráveis
Coautor protocolou ofício dirigido à presidência da autarquia solicitando a divulgação do artigo. Inep afirma que nova diretora de Estudos Educacionais decidiu criar um novo comitê para analisar trabalho. Sede do Inep em Brasília Inep/MEC Um pesquisador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) protocolou um ofício interno em que pede à presidência da autarquia a liberação de um estudo sobre investimento em alfabetização nas escolas brasileiras. Alexandre André dos Santos afirma no documento que todas as etapas previstas para a aprovação do artigo foram cumpridas, mas que a publicação, marcada para a última segunda (3), foi suspensa. O estudo "Avaliação econômica do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa [Pnaic]" é de autoria de Santos, que está desde 2008 no Inep, e de Renan Pieri, doutor em economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Pnaic é uma iniciativa instituída em 2012 para estimular que as crianças estejam plenamente alfabetizadas aos 8 anos, no 3º ano do ensino fundamental. O artigo simula o custo por aluno pelo programa e também mede possíveis benefícios. Conclui que haveria necessidade de incrementar a proporção de professores envolvidos no Pnaic para alcançar melhores resultados. "A gente faz uma estimativa de quanto seria o aumento salarial dele ao longo da vida se o aluno tiver uma melhor alfabetização", explica Pieri. " É feita uma análise do quanto os alunos aprenderam mais, quanto ficaram melhor alfabetizados por conta do Pnaic. A gente tentou criar uma medida financeira, uma monetização deste aprendizado a mais em termos de salário futuro." O estudo conclui que haveria uma espécie de "lucro líquido da política pública" de R$ 118,48 por aluno. "É um benefício para a sociedade, capturado pelo aluno. A gente pode chamar de retorno do projeto ou de lucro no sentido da diferença entre o benefício gerado por aluno ao longo da vida dele - no valor de hoje - menos o custo gerado por aluno no projeto como um todo", afirma o pesquisador. 'Seguiu toda tramitação' O ofício protocolado no Inep diz que "seguiu toda tramitação técnico administrativa e todo rito burocrático" e "com um rigor bem maior que o usual em casos similares, provando a qualidade técnica do estudo". Diz ainda que a não publicação do estudo "pode estar afrontando vários preceitos legais e constitucionais". Procurado pelo G1, o Inep respondeu que "apesar de o artigo ter encerrado o rito previsto em 30 de abril", a nova diretora de Estudos Educacionais, Michele Melo, que tomou posse em 26 de abril, decidiu instalar um Comitê Editorial "com intuito de reforçar o processo de publicações do Instituto e garantir a excelência no processo". "Destaca-se que não houve, em nenhum momento, a negativa sobre a publicação do artigo", afirma a nota da autarquia. O Inep, vinculado ao Ministério da Educação, é responsável pelo Enem, a maior prova do país, além de censos e estatísticas sobre a educação brasileira. A diretoria de Estudos Educacionais monitora planos nacionais e avalia as políticas públicas da área. Além disso, deve elaborar e aprimorar indicadores educacionais, entre outros temas. Veja vídeos de Educação
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07/05 - UEL libera mais de mil aulas preparatórias para o vestibular
Conteúdo disponível de graça é do cursinho pré-vestibular da universidade; também foram publicadas análises das 10 obras que serão cobradas nos vestibulares de 2021 e 2022. UEL libera mais de mil aulas preparatórias para o vestibular Reprodução/RPC A Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, liberou gratuitamente mais de mil aulas preparatórias para o vestibular. O conteúdo, que começou a ser publicado na quarta-feira (5), está na página do Curso Especial Pré-Vestibular da UEL (CEPV). Segundo a coordenadora do curso, Rita de Cássia Rodrigues Oliveira, as aulas foram gravadas desde março de 2020. “Esse material ajuda bastante. No site, os estudantes vão ter acesso às aulas gratuitas, que vão ajudar não só no vestibular, mas nos conteúdos escolares”, explica. O processo seletivo deste ano está marcado para 30 de maio. O cursinho também vai disponibilizar questões objetivas dos vestibulares anteriores, comentadas pelos professores, e outros conteúdos úteis para preparação. De acordo com a universidade, os materiais também serão disponibilizados por meio do WhatsApp Oficial da UEL. Para isso, é preciso fazer o cadastro. No canal do cursinho, também estão disponíveis análises comentadas das 10 obras que serão cobradas nos vestibulares de 2021 e 2022 da UEL, na playlist "Encontro com a Literatura". Veja a lista de livros do vestibular UEL: A palavra algo – Luci Collin (Iluminuras, 2016) Amor de perdição – Camilo Castelo Branco (Melhoramentos, 2013) Casa de pensão – Aluísio Azevedo (Martin Claret, 2013) Clara dos Anjos – Lima Barreto (Martin Claret, 2011) Contos novos – Mário de Andrade (Nova Fronteira, 2015) Eles não usam black-tie – Gianfrancesco Guarnieri (Civilização Brasileira, 2017) Histórias que os jornais não contam – Moacyr Scliar (LPM Editores, 2017) O vendedor de passados – José Eduardo Agualusa (Tusquets, 2018) Poemas escolhidos de Gregório de Matos – Gregório de Matos (Companhia das Letras, 2011) Quarto de despejo – Carolina Maria de Jesus (Ática, 2019) Vídeos mais assistidos do G1 Paraná Veja mais notícias da região no G1 Norte e Noroeste.
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06/05 - Câmara tira de assentados da reforma agrária prioridade para fornecer itens da merenda escolar
Projeto também deixa de priorizar comunidades quilombolas e indígenas e cria ‘cota’ para compra de leite na forma líquida. Texto ainda terá de ser apreciado pelo Senado. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (6) um projeto de lei que retira a prioridade de assentamentos da reforma agrária e comunidades indígenas e quilombolas no fornecimento de alimentos da merenda escolar. Todos os chamados "destaques" (propostas de alteração do texto) foram rejeitados. Com a aprovação, o texto seguirá para apreciação do Senado — se aprovado, entrará em vigor 90 dias após a publicação. O autor da proposta é o deputado Vitor Hugo (GO), líder do PSL na Câmara, ex-líder do governo e um dos principais defensores do presidente Jair Bolsonaro no Congresso. A aquisição dos alimentos da merenda escolar é feita com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), pelo qual o governo federal direciona recursos suplementares a estados, municípios e escolas federais para auxiliar na compra da merenda escolar. A verba é proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Atualmente, a legislação define que pelo menos 30% da merenda adquirida com recursos do PNAE venham diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de organizações, priorizando os assentamentos de reforma agrária, comunidades e comunidades quilombolas. O projeto aprovado mantém o percentual para todas as categorias, inclusive para os assentamentos e para as comunidades, mas retira da redação a prioridade a estes últimos. A lei atual também prevê, como diretriz da alimentação escolar, o apoio ao desenvolvimento sustentável, “com incentivos para a aquisição de gêneros alimentícios diversificados, produzidos em âmbito local e preferencialmente pela agricultura familiar e pelos empreendedores familiares rurais, priorizando as comunidades tradicionais indígenas e de remanescentes de quilombos”. Outra mudança no projeto é retirar da diretriz a prioridade para as comunidades — colocando os grupos como preferência junto das demais categorias citadas. Produtores rurais de Araguaina (TO) que produzem alimentos destinados à merenda escolar Reprodução/TV Anhanguera Debate entre deputados Ao defender a mudança, o relator da matéria, deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), disse não ver "fundamento constitucional que justifique um tratamento menos favorável ao pequeno produtor rural quando comparado a comunidades indígenas e de remanescentes de quilombos”. A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) criticou a alteração. “Tira a palavra ["prioridade"] justamente para liquidar e para dificultar a aquisição desse tipo de produto das comunidades mais empobrecidas e vulneráveis do nosso país, inclusive dos pequenos agricultores. Esse projeto pode levar à concentração”, disse. O projeto também determina que 40% da compra de leite para merenda escolar seja feita na modalidade líquida. Nesse caso, a aquisição deve ser feita em laticínios locais registrados, com a possibilidade de dispensa de licitação quando os preços forem compatíveis com os do mercado local. Críticos da matéria dizem que o texto, ao criar uma espécie de cota no PNAE, tira a autonomia de estados e municípios. Os que defendem argumentam que a proposta valoriza o pequeno produtor de leite local. Pelo texto, se não for possível comprar o leite líquido e em laticínios locais ou em município próximo, o produto pode ser adquirido em pó, desde que produzido no Brasil e com matéria-prima nacional. Fica proibida a compra em estabelecimentos responsáveis apenas pela manipulação e embalagem do produto. O Poder Executivo deve regulamentar a proposta, e o percentual mínimo pode ser dispensado em algumas situações, por exemplo na impossibilidade de emissão de documento fiscal ou em condições sanitárias inadequadas. O texto também prevê que, para receberem recursos, estados e municípios devem instituir Conselhos de Alimentação Escolar (CAE), órgãos colegiados de caráter fiscalizador, permanente, deliberativo e de assessoramento. Atualmente, a legislação prevê a criação dos conselhos, mas não condiciona o recebimento dos recursos a isso. Outra mudança prevista no relatório é a possibilidade de se introduzir, "paulatina e respeitosamente, experiências gustativas que aumentem a qualidade do cardápio" na merenda. A presidente da Comissão de Educação, deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), criticou a redação e pediu o adiamento da votação. Segundo a deputada, o projeto “invade espaços de autonomia dos municípios”. "Em muitas cidades, a merenda é escolarizada, a escola compra diretamente o alimento. Não é verdade que a gente está dando toda a liberdade [para a compra], ao contrário", diz. “A escola define com base na nutrição seu cardápio, como vai atender. Não é verdade que basta escolher o leite. Se vai comprar leite, vai ter que comprar fluido, e o leite vai deixar de ser adquirido por muitas escolas e municípios.” O deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) diz que, ao colocar a obrigatoriedade de 40% do leite na forma líquida, o projeto pode acabar tendo efeito negativo, fazendo com que os gestores evitem comprar o alimento. "Quando coloca que 40% da compra de leite terá que ser feita obrigatoriamente do leite líquido, o que vai acontecer é que o gestor vai parar de comprar leite porque ele não vai conseguir, a uma preço razoável do seu orçamento curto, comprar um leite nas condições que vossa excelência está colocando, e [o gestor] não vai querer incorrer no risco de ferir uma legislação. Então vai parar de comprar leite", argumentou. Autor da proposta, o deputado Vitor Hugo (PSL-GO) contestou as críticas. "A nossa intenção é justamente garantir para as nossas crianças, no Brasil inteiro, uma alimentação mais saudável a partir da garantia de um percentual de leite fluído no percentual de leite que os prefeitos e os nutricionistas decidirem adquirir", disse. "E é importante que os produtores de leite, que hoje sofrem muito com a imprevisibilidade do quanto vão receber pelo litro de leite que produzem e quando, tenham uma maior estabilidade nas relações." VÍDEOS: notícias de educação
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06/05 - 67% dos estudantes de 15 anos do Brasil não sabem diferenciar fatos de opiniões, afirma relatório da OCDE
O índice está acima da média registrada em estudantes de outros 79 países analisados pela organização, que é de 53%. Antes da pandemia, as horas de conexão à internet de adolescentes do Brasil ocorriam em sua maioria fora do ambiente escolar. Especialista alerta que, sem intermediação para saber filtrar o conteúdo, os adolescentes podem ficar expostos. Freestocks/Unsplash 67% dos estudantes de 15 anos do Brasil – quase sete a cada dez – não conseguem diferenciar fatos de opiniões quando fazem leitura de textos, de acordo com um relatório divulgado nesta semana pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O índice está acima da média registrada em estudantes de outros 79 países analisados pela organização, que é de 53%. No documento "Leitores do século 21: Desenvolvendo habilidades de alfabetização em um mundo digital", a OCDE afirma que as tecnologias digitais são responsáveis por uma maior disseminação da informação, com variedade de formatos que nem sempre se encaixam em modelos tradicionais. Isso faz com que seja necessário ensinar aos alunos a distinção entre os textos e a qualidade dos e-mails recebidos. Por exemplo, se são golpes criminosos para roubar dados (phishing) ou até propagandas indesejadas (spams). "As tecnologias digitais possibilitaram a disseminação de todos os tipos de informação, substituindo formatos tradicionais, como jornais, que geralmente fazem uma seleção mais criteriosa do conteúdo", aponta um trecho do relatório. "O enorme fluxo de informações que caracteriza a era digital exige que os leitores sejam capazes de distinguir entre fato e opinião. Os leitores devem aprender estratégias para detectar informações tendenciosas e conteúdo malicioso, como notícias falsas e e-mails de phishing. A "infodemia" na qual eventos como a pandemia de Covid-19 nos envolveram torna mais difícil discernir a precisão das informações quando o tempo de reação é crucial. Isso ilustra como é essencial ser um leitor proficiente em um mundo digital", afirma Miyako Ikeda, analista sênior de Educação e Competências da OCDE. O risco, diz o documento, é de que a desinformação leve à "polarização política, diminuição da confiança nas instituições públicas e falta de credibilidade na democracia". "A oportunidade de os alunos aprenderem na escola como detectar se as informações são subjetivas ou tendenciosas está fortemente associada ao percentual estimado de acertos no item que se concentra em distinguir fatos de opiniões na avaliação de leitura do Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, feito a cada três anos]. Em média, nos países da OCDE, 55% dos alunos relataram ter sido treinados na escola sobre como reconhecer se as informações são tendenciosas, enquanto 46% dos alunos relataram isso no Brasil", afirma Ikeda. Pensamento crítico Para Jane Reolo, coordenadora de Soluções com Tecnologia do Instituto Unibanco, os alunos do Brasil têm maior dificuldade em diferenciar fatos de opiniões porque não são orientados a desenvolver o pensamento crítico na escola. Segundo ela, historicamente os alunos são treinados a buscar respostas certas e erradas dentro de um texto, mas não de analisar os argumentos. "Diferenciar fato e opinião demanda análise comparativa. É olhar para algo e, a partir de evidências e comparações, conseguir diferenciar. A pesquisa diz que nossos meninos e meninas não sabem fazer isso. Mas, historicamente, nossa escola prepara os alunos para achar a resposta certa. Em um universo com várias informações como é a internet, a escola em geral ainda não oferece isso", avalia. Para minimizar os riscos, é preciso treinar as habilidades destes jovens com práticas que estimulem a argumentação e a troca de ideias. "Discernir fato de opinião é aumentar a capacidade analítica. O aluno precisa estar exposto a mais informações, fazer grupos em que um defende uma opinião e outro defende outra, com argumentação e contra argumentação, e chegar a consensos. Esse exercício a escola não faz. Porque leva muito tempo. Talvez nossa estrutura de 45 minutos de aula não permita", analisa Reolo. Alfabetização digital A falta de uma educação voltada às ferramentas digitais no país levanta ainda mais preocupação, quando analisada ao lado de outros dados que o relatório da OCDE traz: Houve aumento no acesso a ferramentas digitais em casa. No Brasil, em 2003 havia conexão em 20% dos lares destes alunos. O índice subiu para 60% em 2018. Mas há diferença entre alunos de escolas em regiões mais e menos favorecidas. Em 2018, pouco menos de 30% dos alunos de escolas menos favorecidas tinham acesso a computador e internet em casa. Nas escolas mais favorecidas, o índice era de quase 90%. Com computador e internet em casa, aumentou o tempo de conexão. O relatório aponta que, mesmo antes da pandemia, os alunos de 15 anos do Brasil passavam 36 horas por semana on-line (próximo à média da OCDE, de 35 horas), mas na maior parte do tempo a conexão ocorria fora do ambiente escolar. Em 2018, eram 31 horas on-line fora das escolas e 5h dentro. Na média da OCDE, eram 27 horas fora das escolas e 8 horas nas escolas. O relatório não traz dados atuais sobre o período de suspensão de aulas presenciais. "Estar on-line não resulta automaticamente em alfabetização digital. É importante estudar mais a fundo como os alunos estão usando a Internet e que tipo de suporte ou treinamento eles receberam. Isso ajudará a informar as políticas e práticas que melhoram a alfabetização digital dos alunos. No Brasil, especialmente, isso seria importante, pois 31 das 36 horas online são fora das escolas, provavelmente sem qualquer supervisão ou orientação. Devido à atual pandemia, as horas on-line fora das escolas podem ter aumentado, embora não tenhamos dados comparáveis no momento", afirma Miyako Ikeda, da OCDE. Reolo faz análise semelhante. "Estar on-line não é critério de qualidade. Eles estão na internet, mas fazendo o que? Com qual mediação? Crianças e jovens, indivíduos que estão em construção, não tem habilidades e competências para filtrar o que veem. Eles estão expostos", avalia. Em relação à abordagem do uso da internet nas escolas, as instituições brasileiras afirmaram à OCDE que o conteúdo é transversal em todas as disciplinas e que não há no currículo uma formação específica sobre o tema. Pesquisa aponta crescimento no total de horas em que adolescentes passam conectados à internet, mesmo antes da pandemia. Glenn Carstens-Peters/Unsplash Entre os países da OCDE, em média, 40% dos currículos escolares incluem a alfabetização digital. Se destacam a Estônia, com 70% do currículo, seguido por Coreia do Sul e Cazaquistão, com pouco mais de 60%. "A escola não precisa ter uma aula de informática que ensine a mexer no [programa] Word, por exemplo, porque os programas mudam muito. Mas pode oferecer ao aluno a possibilidade de fazer uma apresentação, por exemplo, escrevendo o tema no quadro-negro da sala, ou em um cartaz, ou em Power Point, diferenciando o alcance que aquela informação vai chegar: no quadro negro, só quem estiver na sala vai ver. O cartaz pode ser colocado no corredor, ou na venda da esquina. O Power Point pode ficar on-line e chegar a todo mundo. O uso da ferramenta pode ser incorporado às práticas", avalia Reolo. O desafio esbarra na formação dos professores, muitos sem habilidades digitais, o que foi escancarado na pandemia. Reolo relata experiências ocorridas em São Paulo e no Ceará, antes da pandemia, em que foram incorporados professores com habilidade em tecnologia ao quadro de profissionais da escola. Eles auxiliavam outros professores a usar as ferramentas na sala de aula, oferecendo possibilidades de abordagem. Na pandemia, foram o elo para a transição do ensino presencial para o remoto. "O risco de deixar o conteúdo transversal e não colocar na grade curricular é que, sem auxílio, esse professor pode alegar falta de tempo para abordar o tema", diz. Saiba mais sobre Educação
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06/05 - Por que pode ser prejudicial perguntar a uma criança o que ela quer ser quando crescer
Pressão para encontrar uma vocação faz com que muitos alunos se sintam perdidos e deprimidos. Além disso, a pergunta persistente pode limitar o leque de escolhas. Especialistas dizem que é melhor perguntar o que a criança 'gosta de fazer', não o que ela quer ser. Pressão para encontrar uma vocação faz com que muitos alunos se sintam perdidos e deprimidos Getty Images O que você pergunta a uma criança quando a encontra pela primeira vez? Quais lembranças você tem da primeira pergunta que te faziam quando você era criança? Provavelmente é a seguinte: o que você quer ser quando crescer? É uma pergunta ingênua, por meio da qual os adultos procuram conhecer os interesses daquela criança. E também pais, avós, tios e professores costumam repetir essa pergunta à medida que as crianças crescem. Para a criança, porém, a resposta às vezes é difícil e os especialistas alertam que isso pode ter um efeito contraproducente. "A resposta a essa pergunta para as crianças quase sempre se limita a algumas carreiras sobre as quais elas tenham algum conhecimento", diz Ryan Duffy, professor de psicologia da Universidade da Flórida, que se especializou no estudo da vocação dos seres humanos. "Acho que se as crianças aspiram a essas carreiras e depois a maioria acaba seguindo outra coisa, isso pode levar à insatisfação", acrescentou ele à BBC Mundo. Como essa pergunta inocente pode moldar o futuro de uma pessoa? Devemos nós, como adultos, parar de perguntar isso? O chamado da vocação Pais, avós, tios e professores costumam repetir essa pergunta à medida que as crianças envelhecem Getty Images Acredita-se que encontrar uma vocação pode ser fonte de alegria e segurança. No entanto, estudos mostram que buscá-la (e às vezes até encontrá-la) pode fazer com que os jovens se sintam perdidos e confusos. "A relação entre ter uma vocação e a felicidade é basicamente nula", diz o professor Duffy, que liderou várias pesquisas nessa área. Existem até estudos que mostram que "se você tem uma vocação, mas não é realmente capaz de realizá-la, isso pode levá-lo a se sentir mais insatisfeito, de forma que seria quase melhor se você não tivesse essa vocação", acrescenta. "Então, para algumas pessoas, pode resultar em menos felicidade", conclui. Para Sinead Bovell, fundadora da Waye, uma organização que oferece educação em tecnologia para jovens empreendedores e empresas, essa questão pode ser uma espécie de armadilha de identidade para crianças. "É grande a probabilidade de que alguns dos empregos ou indústrias que algumas crianças menores de 5 ou 10 anos almejam estejam automatizados ou nem mesmo existam na idade adulta delas", diz Bovell à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC. "Então, em vez de sugerir logo cedo para a criança essas construções sociais de que sua carreira será estática e linear, vamos prepará-los para como será o futuro do trabalho, em que haverá melhores tecnologias e serão necessárias habilidades como pensamento crítico e inteligência criativa", diz.' 'Adultos míopes' Como adultos, devemos parar de perguntar às crianças o que elas querem ser quando crescerem? "Acho que devemos", diz o psicólogo da Universidade da Flórida. "Em geral, meu conselho para os adultos é focar mais em perguntar às crianças o que elas gostam de fazer, quais atividades e interesses elas têm no presente, em vez de focar em uma ideia vaga de uma carreira no futuro." "Não acho que nós, adultos, façamos um bom trabalho falando com as crianças sobre isso e acho que muitas vezes é porque ficamos um pouco míopes. Queremos que nossos filhos façam apenas três ou quatro coisas e não pensem em outras carreiras. Portanto, podemos perpetuar esse ciclo", analisa Duffy. Ryan Duffy: 'Queremos que nossos filhos façam apenas três ou quatro coisas e não pensem em outras carreiras' Getty Images Como, então, reformular a questão? Sinead Bovell sugere substituir "o que" por "quem" e "como": "Quem você quer ser e quais são os problemas que deseja resolver? Como você resolveria com as ferramentas que tem hoje?" "As respostas costumam ser realmente muito positivas e ampliam o potencial de como eles vão abordar sua carreira no futuro", diz ela, que dá palestras sobre inteligência artificial e o futuro da indústria do trabalho. Paixão Em vez de vocação, há um foco na psicologia que se concentra na paixão. "Muitas pesquisas mostram que é mais comum as pessoas encontrarem sua paixão quando começam a trabalhar, em vez de ter uma paixão e, depois, selecionar o trabalho por isso", explica Duffy. "Acho que é um bom marco para ajudar os adultos a pensar sobre as crianças. É preciso muito para ganhar paixão e, muitas vezes, é necessário ter experiência no mundo real para alcançar essa paixão", acrescenta. Conselho Os entrevistados aconselham adolescentes e adultos a evitar frustrações no que se refere à vocação. "Uma das coisas mais importantes que digo a muitos estudantes universitários ou do ensino médio é que eles realmente busquem informações da vida real sobre como são os empregos", diz Duffy. Para isso, a psicóloga sugere conversar com as pessoas que fazem esses trabalhos. Essas informações podem ser realmente críticas para futuras tomadas de decisão. Ela também aconselha que os jovens façam uma avaliação para entender quais são seus verdadeiros interesses. Bovell, por sua vez, dirige-se exclusivamente aos adultos e os convida a prepararem-se e aceitarem mudanças. "É preciso familiarizar-se com a ideia de que a identidade da carreira não é estática, que as trajetórias de carreira não são mais lineares e podem ser horizontais ou laterais", conclui. 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06/05 - Senado aprova projeto que suspende pagamento do Fies em 2021
Texto segue para análise da Câmara dos Deputados. Medida também foi tomada em 2020 em razão da pandemia. O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) um projeto que suspende em 2021 o pagamento de mensalidades do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). O projeto segue para análise da Câmara dos Deputados. Se for aprovado com o mesmo conteúdo pelos deputados, irá para a sanção do presidente Jair Bolsonaro, que poderá sancionar o texto integralmente, parcialmente ou vetá-lo integralmente. Na prática, o texto em discussão no Congresso prorroga o prazo de suspensão do pagamento do Fies. Isso porque, no ano passado, em razão da pandemia, o Congresso aprovou e Bolsonaro sancionou a interrupção dos pagamentos das mensalidades até o fim de 2020. O texto aprovado nesta quarta-feira é de autoria do senador Jayme Campos (DEM-MT). Relator da proposta, Dário Berger (MDB-SC), declarou que, diante da persistência da pandemia e do alto índice de desemprego entre os jovens, a medida é necessária. "A prorrogação da suspensão de pagamentos ao Fies ajudará a manter os vínculos de estudantes com as instituições de ensino em que se encontram matriculados hoje", afirmou. "Também servirá para amenizar a já difícil situação em que se encontram muitos estudantes egressos da educação superior, tendo em vista o quadro que assola o país, sobretudo entre a população mais jovem", completou Dário Berger. O Fies é um programa federal para estudantes de baixa renda financiarem mensalidades do ensino superior. Paulo Guedes critica o Fies e diz que filho de porteiro 'tirou zero na prova' e conseguiu financiamento Crítica de Guedes Recentemente, o Fies foi alvo de críticas por parte do ministro da Economia, Paulo Guedes. Guedes chamou o Fies de "bolsa para todo mundo" e "desastre". Ele também disse que o filho do porteiro “tirou zero na prova” e conseguiu o financiamento. O Fies, contudo, não concede bolsas, diferentemente do Prouni. O Fies oferece vagas com juro zero para estudantes com renda mensal familiar de um a três salários mínimos e com juros variáveis para alunos com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos.
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05/05 - UFJF faz últimos ajustes para início do primeiro semestre letivo de 2021; cursos da saúde não têm previsão de retorno
Enfermagem, Medicina e Odontologia aguardam possibilidade de oferta de disciplinas práticas para iniciar o semestre. Aulas começa dia 17 de maio de forma remota. Campus-sede UFJF - Imagem do prédio onde está localizada a Reitoria Frederico Boza Alvim UFJF/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) está em processo final dos preparativos para o início do primeiro semestre letivo de 2021, que começa no dia 17 de maio. As aulas vão ocorrer de forma remota por causa da pandemia de Covid-19 e cursos da Saúde ainda não têm previsão de retorno. Em abril, a UFJF divulgou o calendário acadêmico com prazos de matrículas e data das colações de grau. De acordo com a UFJF, os cursos de Enfermagem, Medicina e Odontologia irão aguardar a possibilidade de oferta de disciplinas práticas, "no momento em que isso for possível", para iniciar o semestre. A decisão impacta calouros e veteranos, ou seja, apesar de já matriculados, os novos alunos também deverão esperar para o início das aulas. Os estudantes aprovados tinham até o dia 23 de abril para se matricularem. Outras classificações para entrada ainda neste semestre estão previstas para os próximos dias. Segundo o pró-reitor de graduação, Cassiano Amorim, está sendo planejada uma semana de acolhimento para os calouros, com atividades remotas informativas e de apresentação da Universidade. A programação ainda será divulgada. "Como a situação epidemiológica ainda não permite uma recepção presencial, essa foi uma forma de estreitar o contato com os novos estudantes, esclarecendo dúvidas e passando informações", explicou. De acordo com definição do Conselho Superior (Consu)da UFJF, as atividades presenciais seguem suspensas na instituição pelo menos até o dia 30 de junho. Cursos da saúde terão que aguardar para iniciar semestre Os cursos de Medicina (campus Juiz de Fora), Odontologia (JF e Governador Valadares) e de Enfermagem (JF) irão aguardar a possibilidade de oferta de disciplinas práticas, no momento em que isso for possível, para iniciar o semestre. Cassiano Amorim explicou que esses cursos têm uma grande quantidade de disciplinas práticas, algumas delas com mais de dois mil alunos aguardando para cursá-las e, por isso, "há um represamento de alunos que inviabiliza o início de novas turmas". Na última segunda-feira (3,) a Prefeitura de Juiz de Fora divulgou nova nota técnica do Programa “Juiz de Fora pela Vida”, que autoriza atividades práticas presenciais para os cursos da saúde de instituições de ensino superior. Propostas Minutas de calendários suplementares e de oferta de disciplinas intensivas práticas, para diminuir o atraso e represamento, e a possibilidade adoção de ensino híbrido (presencial e on-line) são algumas das propostas têm sido traçadas para atender as especificidades desses cursos, informou a UFJF. O planejamento também inclui protocolos de biossegurança a serem adotados por alunos, professores e técnicos na possibilidade de retomada das atividades. Para que as propostas possam ser implementadas, é necessária uma série de aprovações. Veja abaixo: Avaliação favorável sob o ponto de vista da situação epidemiológica; Autorização, por meio de decreto municipal para retomada das atividades em instituições de ensino superior; Aprovação das propostas em comissões e conselhos internos, como o Conselho Setorial de Graduação (Congrad), por exemplo; Aprovação do Consu da UFJF. As decisões são respaldadas pelos comitês e conselhos e representam o coletivo, ou seja, todos os segmentos que compõem a instituição e a comunidade que a integra. Os cursos também têm se mobilizado na preparação para um possível retorno presencial. Projetos e planos têm sido apresentados para o retorno das práticas, os quais são analisados e avaliados pela Prograd, pela Comissão de Infraestrutura e Saúde e pelo Comitê de Monitoramento da Covid-19. Alguns exigem adaptações físicas, inclusive, que também estão sendo planejadas. No caso da Odontologia de Governador Valadares, um grupo de trabalho foi formado para discutir questões específicas do curso. Estágios Ao contrário das aulas práticas, os estágios obrigatórios para os cursos de Saúde e para o Jornalismo estão autorizados desde agosto de 2020. Desde fevereiro deste ano, também está autorizada pelo Consu a participação de bolsistas de iniciação científica nos laboratórios de pesquisa para projetos diretamente relacionados ao combate à pandemia da Covid-19. Sobre a lentidão para o trâmite da documentação e de novos convênios, a UFJF informou que tiveram que ser feitas adequações para atender aos decretos municipais ou estaduais. "Cabe destacar que, a cada mudança, há necessidade de reorganização dos campos de estágios para acolher os acadêmicos adequadamente. Apesar de frustrante, essa condição é excepcional diante do cenário da pandemia, e os alunos desses cursos puderam continuar com seus estágios", explicou. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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05/05 - Grupo de deputados e senadores pede que ministro da Educação apresente ações realizadas pelo ensino na pandemia
Requerimento protocolado diz que há falta de transparência acerca dos trabalhos do Comitê Operativo de Emergência. MEC lançou nesta quarta (5) site com informações sobre ações da pasta na pandemia. Fechamento de escolas durante a pandemia Divulgação/Unesco A comissão especial criada por deputados e senadores para debater e criar leis para a volta segura às aulas presenciais protocolou e teve aprovado nesta quarta (5) um requerimento endereçado ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, para que sejam apresentadas informações sobre os trabalhos do Comitê Operativo de Emergência (COE/MEC). O documento assinado pelo deputado Israel Batista (PV/DF), presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, quer saber quantas reuniões foram realizadas desde a criação do comitê, em março do ano passado, quais foram as resoluções tomadas e qual é o planejamento de trabalho para 2021. O COE/MEC foi instituído para definir medidas de combate à disseminação do novo coronavírus em instituições de ensino, seguindo diretrizes sanitárias do governo federal, e é integrado por órgãos do Ministério da Educação e entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). A comissão, no documento, se queixa da falta de informações sobre os trabalhos realizados: "Salienta-se, entretanto, a falta de transparência sobre o processo decisório do Comitê Operativo Emergencial (COE/MEC)". E diz que o ministério não respondeu a um requerimento de informações já realizado anteriormente. "Diante deste cenário de ausência de publicidade e transparência, não é possível identificar qual é o papel do Comitê na gestão da crise educacional ocasionada pela pandemia do novo coronavírus. Ainda, desconhece-se o nível de participação das entidades de representação acima citadas na tomada de decisão", afirma o documento. Deputado federal Israel Batista (PV-DF), que assina requerimento de informação para o MEC Pablo Valadares/Câmara dos Deputados O G1 pediu ao MEC posicionamento sobre as alegações feitas no requerimento e aguarda resposta. O MEC anunciou para as 15h desta quarta (5), em seu canal no YouTube, a divulgação do "Novo Painel de Monitoramento do Coronavírus", que promete informar em tempo real as ações e o funcionamento da rede federal de educação durante a pandemia. O site entrou no ar. No horário mencionado, o vídeo apareceu como "privado". A assessoria de comunicação do MEC disse que ele seria disponibilizado posteriormente, mas continuava com a mesma mensagem quase 3 horas depois. A Frente Parlamentar Mista da Educação, um grupo de 301 deputados e 38 senadores, formou em março passado uma comissão especial para debater e criar leis que permitam a volta segura às aulas presenciais segundo parâmetros científicos, a distribuição de internet gratuita para professores e alunos carentes, e a garantia de merenda mesmo quando as aulas estiverem suspensas. As ações da frente são pensadas para este segundo ano de pandemia, que ainda impede a volta dos estudantes e professores às salas de aula. As escolas foram fechadas em março de 2020. Desde então, poucas iniciativas de governos municipais e estaduais conseguiram manter as salas abertas por um período estável. A escalada de casos da pandemia ainda traz incertezas sobre o retorno seguro às aulas. Veja mais vídeos de Educação
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05/05 - UFJF convoca candidatos para a primeira reclassificação do Pism e Vestibular de Música
A pré-matrícula online é obrigatória, foi iniciada nesta quarta-feira (5) e prossegue até o próximo domingo (9). Vista áerea campus da UFJF em Juiz de Fora Leandro Mockdece/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nesta quarta-feira (5) a primeira lista de reclassificação para candidatos do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) 2021 e do Vestibular de Música. A lista dos novos aprovados está disponível no site da instituição. De acordo com a Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara) foram convocados 233 candidatos e para 40 cursos do campus-sede, em Juiz de Fora, e cinco do campus avançado de Governador Valadares. A pré-matrícula online é obrigatória, foi iniciada nesta quarta-feira e prossegue até o próximo domingo (9) às 23h59. Posteriormente, os candidatos devem encaminhar a documentação exigida a partir das 10h da terça-feira (11) até as 23h59 da sexta-feira (14). Quem tiver dificuldade para a realização da pré-matrícula deve informar através do e-mail cdara@ufjf.edu.br. O primeiro semestre letivo da UFJF se inicia no dia 17 de maio de forma remota. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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05/05 - MEC nomeia novo coordenador de operacionalização do Fundeb
Fundo que financia a educação básica teve erros nos repasses de recursos neste ano. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, nomeou nesta quarta-feira (5) Antônio Corrêa Neto como coordenador-geral de Operacionalização do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Sob sua responsabilidade também ficará o "Acompanhamento e Distribuição da Arrecadação do Salário Educação da Diretoria de Gestão de Fundos e Benefícios do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A portaria foi publicada no "Diário Oficial da União". Fundeb distribui recursos para financiar a educação básica, desde a creche até o ensino médio. Neste ano, houve ao menos dois erros nos repasses de recursos, o levou estados e municípios a receberem menos do que deveriam. O fundo é responsável por cerca de R$ 6 a cada R$ 10 investidos na educação básica, e é composto de recursos de impostos estaduais e municipais, e conta com aporte da União. A ideia é que sejam garantidos os investimentos mínimos em cada estudante do país, contribuindo para diminuir a desigualdade na educação. Erros no Fundeb O projeto que regulamentava um novo texto sobre o Fundeb foi sancionado no fim de dezembro de 2020. Com ele, algumas regras mudaram. Neste ano, sob novas regras, o governo já cometeu ao menos dois grandes erros nos repasses dos recursos: distribuição equivocada de mais de R$ 766 milhões, o que representa 64% do R$ 1,18 bilhão que deveriam chegar às redes públicas de ensino em janeiro deste ano. A União precisou complementar com R$ 1,3 milhão para que os aportes fossem feitos a quem ficou em déficit. "sumiço" de 1,4 milhão de alunos da base de cálculos: com isso, estados e municípios passaram a receber menos dinheiro do que deveriam. O ministro Milton Ribeiro afirmou que foi identificada "uma falha de TI [tecnologia da informação]". Currículo de Antônio Corrêa Neto Corrêa Neto é graduado em gestão financeira e tributária e fez pós-graduação em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Distrito Federal. Ele já foi presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelos repasses de recursos do Fundeb, entre setembro de 2013 e fevereiro de 2014. Já ocupou o cargo de coordenador-geral de Relações Estudantis da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), e foi exonerado em novembro de 2020. Sede do FNDE, em Brasília. Agência Brasil/Arquivo Saiba mais sobre Educação
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04/05 - Sócia-proprietária de centro educacional em Barbacena é condenada por sonegar mais de R$ 3 milhões em impostos
Cristiane Mara do Nascimento também foi acusada de apropriação indébita; pena é de sete anos de reclusão. O G1 entrou em contato com a instituição de ensino e com a defesa dela. A sócia-proprietária de um centro educacional em Barbacena foi condenada a sete anos e seis meses de prisão, em regime fechado, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Além do pedido de prisão, ela também deverá pagar multa. Em 2019, ela chegou a ser presa preventivamente por crimes tributários, mas foi solta. A decisão divulgada nesta terça-feira (4) aponta que ela poderá recorrer da sentença de prisão em liberdade. Em nota expedida pelo MPMG, ela foi condenada por sonegação fiscal e apropriação indébita tributária. Segundo a denúncia da Promotoria de Justiça de Criminal de Barbacena, de fevereiro de 2012 a dezembro de 2017, Cristiane Mara do Nascimento deixou de recolher aos cofres públicos mais de R$ 3,1 milhões em Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), o que descumpre o Código Tributário Municipal, ao não informar mensalmente a ocorrência de fatos que afetavam o lançamento do imposto. Em 2018, ela ainda teria deixado de prestar informações ao Fisco Municipal sobre valores apurados e pagos no período, o que levou a autoridade administrativa fiscal a enquadrá-la no artigo 1º da Lei nº 8.137/90, segundo o qual “constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo ou contribuição social”, mediante omissão de informação às autoridades fazendárias. Além disso, Cristiane foi denunciada pelo crime de não “fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa à venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação”, previsto na Lei nº 8.137/90. De acordo com a sentença, ela incorreu no crime de apropriação indébita, previsto na mesma lei. Decisão Na decisão, o juiz afirmou que a sócia-proprietária "premeditou a prática delitiva ao permitir que o centro educacional funcionasse sem contador ou qualquer registro fiscal válido por extenso período de tempo". Ele informou ainda que a pena chegou a sete anos e seis meses devido aos agravantes que incidiram na pena-base, como o grave dano gerado à coletividade e a continuidade do crime. "A cegueira deliberada de Cristiane em relação a supressão de tributos do Aprendiz por extenso lapso temporal é circunstância que acentua a reprovabilidade de sua conduta, o que pode refletir em agravamento da pena-base no caso de eventual condenação, quando da análise da circunstância “culpabilidade” citou a sentença. Ainda de acordo com o documento, a conduta dela não é legitimada por nenhuma outra norma no ordenamento brasileiro. Além do Código Tributário Nacional exigir que, em caso de lançamento por homologação, como é o ISSQN, o contribuinte declare os fatos geradores e, por si mesmo, pague o montante devido (CTN, Art. 150), o Código Tributário Municipal reforça tais exigências no Art. 49 e seguintes, as quais não foram cumpridas pela ré. O G1 entrou em contato com o Centro Educacional Aprendiz, na qual Cristiane atou, e também com um dos advogados de defesa dela, mas até a última atualização desta matéria não obteve retorno com posicionamento em relação ao caso. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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04/05 - MEC divulga cronograma para Prouni, Sisu e Fies do 2º semestre de 2021
Editais ainda não foram publicados; datas indicam previsão para abrir programas de acesso ao ensino superior. O Ministério da Educação (MEC) divulgou a previsão de datas para o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e o Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre deste ano. Os editais oficiais ainda não foram publicados. As datas indicam uma previsão para abrir os programas de acesso ao ensino superior. Confira abaixo as datas anunciadas pelo MEC e, em seguida, o detalhamento por programa: Prouni: de 13 a 16 de julho Fies: de 27 a 30 de julho Sisu: de 3 a 6 de agosto Vagas remanescentes do Fies: de 8 a 10 de setembro e de 27 a 29 de outubro Inep publica edital com prazo para pedir isenção na inscrição do Enem 2021, mas não estipula data da prova Prouni Prouni: MEC divulga cronograma do 2º semestre de 2021 Reprodução/Twitter/MEC O Prouni oferece bolsas de estudos para que estudantes possam arcar com o custo das mensalidades em universidades particulares. Há bolsas integrais, com o valor total, e parciais, de 50%. Poderá concorrer à bolsa do Prouni quem: Fez ensino médio em escola pública ou foi bolsista em escola particular É estudante com deficiência, de escolas públicas e privadas Não tem diploma de graduação Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Tirou 450 pontos na média das notas do exame Não zerou na redação Tem renda familiar mensal bruta por pessoa de até 1,5 salário mínimo, para bolsa integral Tem renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até 3 salários mínimos para bolsas parciais (50%) Ser professor da rede pública trabalhando na educação básica – independente da renda As inscrições do segundo semestre devem abrir em 13 de julho. Uma semana depois, sairá o resultado da primeira chamada. Os candidatos precisarão apresentar, junto às instituições de ensino, os documentos que comprovem que se enquadram nos requisitos para concorrer ao benefício. Confira abaixo as datas anunciadas pelo MEC: Prouni do 2º semestre de 2021: Inscrições: 13 a 16 de julho 1ª chamada: 20 de julho Comprovação das informações: 20 a 28 de julho 2ª chamada: 3 de agosto Comprovação das informações: 3 a 11 de agosto Inscrição na lista de espera: 17 e 18 de agosto Divulgação da lista de espera para as instituições de ensino: 20 de agosto Comprovação das informações: 23 a 27 de agosto Fies Fies: MEC divulga cronograma do 2º semestre de 2021 Reprodução/Twitter/Fies O programa de Financiamento Estudantil (Fies) oferece crédito para estudantes pagarem as mensalidades em instituições privadas com juros zero ou variados, conforme a renda do candidato. Juro zero: voltado a estudantes com renda mensal familiar de um a três salários mínimos; Juros variados (P-Fies): direcionado a alunos com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos. Confira abaixo a previsão de datas anunciadas pelo MEC: Fies do 2º semestre de 2021: Inscrições: de 27 a 30 de julho Resultados (pré-selecionados): 3 de agosto Complementar inscrição: 4 a 6 de agosto Convocação da lista de espera: 4 a 31 de agosto (quem não foi pré-selecionado na chamada única é automaticamente incluído na lista de espera). 1º período de Inscrição em vagas remanescentes: 8 a 10 de setembro (para candidatos não matriculados e matriculados); 2º período de inscrição em vagas remanescentes: de 27 a 29 de outubro (para matriculados) Sisu Sisu: MEC divulga previsão de datas para seleção do 2º semestre de 2021 Reprodução/Twitter/MEC O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes para vagas em universidades públicas. Mas, por causa da pandemia, o Sisu do primeiro semestre abriu antes da realização do Enem 2020 (que foi feito em março). Os candidatos puderam usar as notas de outras edições do exame. No segundo semestre, a seleção abrirá em agosto. O MEC ainda não informou quais edições do Enem serão aceitas como nota para a seleção. Confira abaixo o calendário previsto: Sisu do 2º semestre de 2021 Inscrição: 3 a 6 de agosto Resultado: 10 de agosto Período de matrícula: 11 a 16 de agosto Inscrição na lista de espera: 10 a 16 de agosto Resultado da lista de espera para as instituições: 18 de agosto Convocação da lista de espera: 19 de agosto Saiba mais sobre Educação
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03/05 - Professor aprovado em concurso da UFS questiona motivo de não convocação
A Reitoria da Universidade Federal de Sergipe declarou que os departamentos têm autonomia para decisões desse tipo. Universidade Federal de Sergipe (UFS) Demétrius Oliveira/G1/Arquivo A não convocação de um aprovado que ficou na segunda colocação geral e na primeira para candidatos pretos ou pardos em um concurso para o cargo de professor do curso de direito na Universidade Federal de Sergipe (UFS), está sendo alvo de um abaixo-assinado promovido por entidades ligadas à pesquisa científica e aos direitos da população negra, que apontaram indícios de racismo institucional. O primeiro colocado geral já assumiu o posto e, com a aposentadoria de um dos docentes, o professor Ilzver Mattos acreditou que seria convocado, mas o departamento de direito da UFS decidiu que, antes, seria aberto um edital de remoção, ou seja, a prioridade para o preenchimento da vaga seria de um professor efetivo da universidade que deseja transferência. “A Súmula 15 do STF é muito clara, fala que o candidato aprovado cria a expectativa de direito e quando surge a vaga do concurso em vigor, o direito é dele, ou seja, há essa recomendação da minha nomeação, ao contrário do que diz o departamento de direito da UFS. Caso não seja eu o convocado, ocorre a preterição do direito, ou seja, é feita a escolha por razões individuais de alguém que não tem direito por alguém que tem”, disse Ilzver Mattos. O que diz a UFS O departamento de direito e a procuradoria geral da UFS negam que houve racismo na decisão do conselho do curso de abrir um edital de remoção e, de acordo com eles, este é um processo administrativo normal, que aconteceu porque houve recurso de um outro profissional do quadro da universidade, fato que é registrado há cinco anos na instituição. A reitoria da UFS declarou que os departamentos têm autonomia para decisões desse tipo, e divulgou uma nota reafirmando que a decisão teve caráter jurídico sem levantamento de qualquer manifestação de discriminação em nenhuma das reuniões. A convocação do segundo colocado no concurso ainda pode acontecer caso nenhum professor da universidade manifeste interesse ou não atenda às exigências do edital. Aprovado em concurso para professor da UFS questiona não convocação
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03/05 - Ensino remoto na pandemia: os alunos ainda sem internet ou celular após um ano de aulas à distância
Pesquisadores disseram que 'apenas cerca de 15% dos Estados distribuíram dispositivos e menos de 10% subsidiaram o acesso à internet' para seus estudantes durante a pandemia de covid-19. Estudante da zona leste de São Paulo diz que só estuda às terças, pois é o único dia que a mãe está em casa com celular para ela usar Getty Images Toda terça-feira, Denise*, de 9 anos, acorda, pega o celular e começa a estudar on-line. Este é o único dia da semana que ela tem essa oportunidade porque é o dia de folga da mãe. O motivo é que a mãe, de 26 anos, é a única da casa que tem um smartphone. Principal fonte de renda de uma família numerosa, ela disse que não tem condições de comprar um celular, tablet ou computador para a filha estudar nos outros dias da semana. "Eu até cogitei comprar um telefone para ela, mas eu recebo um salário mínimo e pago quase R$ 200 só de luz. Eu compro o celular ou comida. O celular mais simples não custa menos de R$ 500, fora a internet. Hoje, nossa prioridade é ir no mercado para repor o que precisa", afirmou à BBC News Brasil. Esse caso ocorre na maior e mais rica cidade do Brasil, mas ilustra o que atinge o país inteiro, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. Mesmo depois de mais de um ano do início da pandemia causada pelo coronavírus, professores de escolas públicas dizem que ainda não há uma estrutura adequada para os alunos aprenderem à distância. Ministro da Educação diz que só distribuir tablets e conexão à internet não é a solução para as escolas durante a pandemia De acordo com um levantamento do Unicef, o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância, em novembro de 2020, quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos não frequentavam a escola (remota ou presencialmente) no Brasil. Outros 3,7 milhões de estudantes matriculados não tiveram acesso a atividades escolares e não conseguiram estudar em casa. No total, 5,1 milhões tinha acesso à educação. Entre essas crianças e adolescentes sem educação, 41% tinham de 6 a 10 anos de idade; 27,8% tinham de 11 a 14 anos; e 31,2% tinham de 15 a 17 anos. Em São Paulo, 667 mil estudantes de 6 a 17 anos ficaram sem estudar em 2020, o que representa 9,2% das crianças e adolescentes em idade escolar no Estado. O Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e o Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) avaliaram a eficiência dos planos de educação remota de Estados e capitais. Os resultados, mensurados entre março e outubro de 2020, mostram um cenário bem ruim: a nota média dos planos estaduais no Índice de Educação à Distância foi de 2,38 (de 0 a 10) e de 1,6 para os das capitais. Falhas de estratégia O estudo da FGV também apontou que faltou uma supervisão para verificar se os alunos estavam de fato acompanhando as aulas e houve pouca oferta de formas de acesso, dando aparelhos ou a conexão de internet para que os estudantes conseguissem assistir às aulas on-line. "A quase totalidade dos Estados decidiu pela transmissão via internet, (mas) apenas cerca de 15% deles distribuíram dispositivos e menos de 10% subsidiaram o acesso à internet", escrevem os pesquisadores Lorena Barberia, Luiz Cantarelli e Pedro Schmalz. A maioria dos planos falhou em oferecer estratégias de interação com professores, e também de supervisão e estímulo à presença, concluiu o estudo. "Este é um elemento crucial para políticas de ensino remoto, por permitir interações que considerem as necessidades e dificuldades específicas de cada aluno, sobretudo em um contexto de elevadas taxas de abandono escolar." A presidente do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), Claudete Alves, disse que a Prefeitura de São Paulo não distribuiu o material necessário para que alunos e professores pudessem ter aulas à distância. Ela disse que até foram enviados tablets para escolas, mas quase nenhum foi entregue porque estão sem chip. "Houve situações de que o material chegou na escola, mas não foi destinado aos alunos. Fora os educadores que foram colocados do dia para a noite para atuar numa modalidade que eles nunca tinham trabalhado, sem nenhum preparo. Também não foi disponibilizado a eles internet ou equipamento para que pudessem ministrar as aulas em casa", afirmou. Os professores municipais estão em greve por tempo indeterminado. A presidente do Sedin disse que os servidores não voltarão enquanto se sentirem completamente seguros e vacinados. Hoje, apenas professores com mais de 47 anos podem receber o imunizante. "Apesar de toda a pressão e medo de ter o salário descontado, vamos manter (a greve). Os (professores) que voltaram estão numa situação de insegurança absurda, trabalhando com medo. Os pais também não estão mandando os filhos. Hoje, vi a frequência de três escolas com capacidade para cerca de 500 alunos, mas a mais cheia tinha só nove estudantes. As pessoas sabem que vivemos o pior momento da pandemia", disse. A sindicalista Claudete Alves, que já foi vereadora em São Paulo por dois mandatos, também faz críticas ao modelo de concessão de parte do ensino municipal. "É transferir a responsabilidade de atendimento público para organizações sociais. Apesar de termos ilhas de excelência com grande qualidade, a grande maioria está sob investigação do Ministério Público. Hoje, qualquer puxadinho com quarto e cozinha nas periferias se transformou em educação infantil. Também é necessário entender que o aluno do Butantã tem necessidades diferentes do que vive na Cidade Tiradentes e que são necessárias ações mais focadas para reconhecer essas diferenças sociais." 465 mil tablets A Prefeitura de São Paulo comprou, em agosto de 2020, 465 mil tablets para distribuir aos alunos mais pobres. A promessa é de que todos sejam entregues até o fim de 2021, mas até agora menos de 70 mil estudantes receberam os equipamentos. Segundo a Secretaria Municipal da Educação, a distribuição prioriza os 10% de alunos que tiveram menos acesso à internet em 2020. Os próximos a receber serão os cerca de 20% de alunos que tiveram baixa conectividade com a plataforma de ensino e quem teve pior desempenho na avaliação feita com os estudantes até o fim do ano passado. A estudante Denise, que faz aula apenas uma vez por semana, está no 5º período e estuda em uma escola municipal no extremo leste da capital paulista. A mãe conta que não foi procurada e nem soube que a escola poderia doar tablets ou chips para alunos de baixa renda. Sindicalista diz que são necessárias ações mais focadas para reconhecer essas diferenças sociais Getty Images "Ela perdeu o ano de 2020 e já perdeu metade deste também. Ela passou de ano, mas basicamente sem aprender nada. Eu não mandei ela para fazer aula presencial por conta do medo da pandemia, que está muito grave. Na minha família houve casos e não tenho segurança em mandar. Aqui estamos tomando todos os cuidados, mas e na casa do amigo?", afirmou a mãe. Além dela, a avó também trabalha como diarista. Ela recebe R$ 100 reais por dia de trabalho. Eles explicam que não têm nenhuma condição de comprar um aparelho celular ou tablet para Denise. A prefeitura disse ainda que, desde o início do ensino remoto, distribuiu mais de 1,5 milhão de materiais elaborados pelos professores da rede. A Secretaria Municipal de Educação disse ainda que "criou o cartão merenda em abril de 2020 durante o período de suspensão das aulas presenciais, quando a oferta de merenda também foi interrompida. Os valores variam de R$ 55 a R$ 101". Anos perdidos Aos 16 anos de idade e no 2º ano do ensino médio, a estudante Kelly está nas semanas finais de uma gestação. Também moradora da zona leste de São Paulo, ela é aluna de uma escola estadual e disse que perderá dois anos de estudos porque não tem internet em casa e está sem fazer as aulas on-line. A mãe dela, Sandra, disse que a filha não estudou em 2020 por conta da falta de estrutura em casa e, mesmo assim, foi aprovada para o segundo ano do colégio. A mãe contou à reportagem que até chegou a colocar crédito no celular para fazer algumas aulas, mas a situação financeira piorou e elas pararam. O aluguel do apartamento onde a família mora encareceu. Além disso, o padrasto da menina passou a pagar pensão para outro filho e esses novos gastos comprometeram a renda da família. Em fevereiro, a estudante fez uma prova para ser avaliada e saber se estava apta a ir para o segundo ano do ensino médio. A menina disse à mãe que não acertou nada e, mesmo assim, passou de ano. Em 2021 não deverá ser diferente, segundo elas. Isso porque já se passaram quase quatro meses e a adolescente não participou de nenhuma aula. Além disso, ela vai tirar quatro meses de licença por conta da maternidade e só deve voltar no fim do ano. "Eu tenho certeza que ela vai passar de ano novamente", disse a mãe. O sonho da adolescente é ser médica veterinária, mas ela avalia que não terá condições de passar num curso tão concorrido com uma defasagem tão grande no ensino. A coordenadora do Centro de Mídias da Secretaria Estadual da Educação, Bruna Waitman, disse que o governo paulista adotou diversas medidas para manter os alunos conectados. "Transmitimos as aulas em dois canais de TV aberta. Entregamos 500 mil chips para alunos pobres e em situação de extrema pobreza. Investimos R$ 1,5 bilhão em equipamentos de webcam, smartTV, notebooks e tablets para alunos", afirmou. Waitman afirmou que, mesmo os alunos que não entregaram nenhuma atividade em 2020, tiveram a chance de passar de ano ao apresentar um trabalho de recuperação no início do ano. "Esses estudantes têm ainda oportunidade de fazer recuperação de aprendizagem este ano. Oferecemos cursos preparatórios para o Enem e temos um alto número de acessos de 81% dos estudantes pelo nosso app e 53% pela TV", afirmou. Ela disse ainda que uma comissão de saúde desenvolveu um plano para garantir a segurança sanitária dos professores nas escolas. "Compramos máscaras, face shield, termômetros, álcool em gel e estamos seguindo todos os protocolos. Inclusive, mantemos as escolas com uma capacidade máxima de 35% dos alunos, dando prioridade a quem mais precisa do ensino presencial", afirmou a coordenadora. Bebendo água na torneira A presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e deputada estadual, Professora Bebel, afirmou que o Estado falhou ao deixar de investir e modernizar a educação. "Estamos hoje com o modelo de escola que Dom João 6º implantou: lousa, giz e apagador. Veio a pandemia e ficou claro que estamos na quarta revolução industrial, em plena digitalização, e os jovens convivendo com celulares e tecnologia, mas nas escolas não", afirmou a sindicalista. Bebel afirma que a pandemia deixou claro o quão desigual é a educação no Estado de São Paulo. "Enquanto alguns têm três refeições, outros têm uma. O Estado conseguiu enxugar os custos nessa pandemia e tem dinheiro para fazer convênio com universidades e pegar computadores emprestados para alunos de baixa renda." Assim como o sindicato dos professores municipais, a Apeoesp também está em greve sob o argumento de que as escolas não estão preparadas para o retorno do ensino presencial. Um levantamento feito pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e o Dieese, a pedido da Apeoesp, identificou que 82% das escolas não têm mais de 2 banheiros e não possuem bebedouros. Dessa maneira, os alunos bebem água no bico das torneiras e pias. "Isso está em descompasso com o ambiente seguro que o secretário da Educação relatou nas escolas. Não tem sentido voltar às aulas como estão as coisas. Haverá perdas para a criança e para o professor, mas nada que você não consiga resolver num pós pandemia. Estão morrendo pessoas de 30 anos, mas os professores só serão vacinados acima dos 47. Vamos bater o pé para que a vacinação seja para todos", disse. *Os nomes das estudantes ouvidas pela reportagem e de seus parentes foram trocados para preservar sua privacidade Veja vídeos de Educação
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03/05 - Inep publica edital com prazo para pedir isenção na inscrição do Enem 2021, mas não estipula data da prova
Realização da prova poderá ser afetada pela pandemia, segundo o Inep. O edital com o prazo para justificar ausência e pedir isenção da taxa de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 foi publicado nesta segunda-feira (3) no "Diário Oficial da União". Mas o documento não cita quando as inscrições serão abertas, nem traz a data em que a prova deverá ser aplicada (leia mais abaixo). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo Enem, informou que optou por fazer este edital antes da abertura das inscrições porque muitos candidatos achavam que já estavam inscritos automaticamente ao solicitar estes benefícios, e assim perdiam a prova. O edital é voltado para estudantes que fizeram todo o ensino médio em escola pública ou foram bolsistas, tiveram o benefício da isenção da taxa na edição anterior, mas faltaram às provas. Este candidato deverá justificar o motivo da ausência para ter direito a mais um pedido de isenção. Enem 2021 e a pandemia Questionado pelo G1 sobre a realização do Enem em 2021, a assessoria de comunicação do Inep informou por telefone que ainda não há uma data precisa sobre a realização da prova porque está avaliando os cenários da pandemia. De acordo com a instituição, a pandemia afeta a montagem da prova que, segundo eles, precisa da presença física de professores que fazem parte do Banco Nacional de Itens (onde ficam as questões do Enem). Eles selecionariam as perguntas para a prova e elencariam a ordem em que seriam apresentadas em cada uma das versões do exame. Mediante os cortes no orçamento do MEC, o Inep informou, ainda, que não falta dinheiro para a prova. Segundo a autarquia, os recursos estão garantidos e que não haverá impacto na realização do Enem. A edição de 2020 foi marcada pelo adiamento do exame, de novembro para janeiro, e pela realização da prova em um momento de aumento de casos. O número de candidatos que faltaram ao exame foi recorde. Prazos para justificar ausência e pedir isenção do Enem 2021 Segundo o edital, os interessados deverão entrar na página enem.inep.gov.br/participante para fazer os pedidos. Veja abaixo o cronograma: 17 a 28 de maio: período para justificar ausência e pedir isenção da taxa de 2021 9 de junho: resultado preliminar 14 a 18 de junho: período para apresentar recursos 25 de junho: resultado final com os pedidos aceitos Segundo o edital, estão previstas as seguintes situações em que se poderá justificar a ausência, desde que haja os seguintes documentos: assalto ou furto: deve ser comprovado com boletim de ocorrência policial nas datas do exame ao qual o candidato estava inscrito (impresso ou digital) acidente de trânsito: deve ser apresentado boletim policial com dados do estudante e relato do acidente na data dos exames casamento/união estável: será aceita a certidão de casamento ou contrato de união estável realizados na data dos exames morte na família: poderá ser comprovada mediante certidão de óbito maternidade: será preciso apresentar uma certidão de nascimento da criança nas datas do exame acompanhamento de cônjuge ou companheiro: documento deverá ser expedido por alguma autoridade que ateste o deslocamento de cidade privação de liberdade: mandado de prisão ou documento similar emergência médica ou odontológica: atestado profissional relatando a condição de saúde do candidato trabalho: situação que demande o deslocamento por motivos de trabalho, com identificação da empresa, CNPJ, e assinatura do empregador intercâmbio acadêmico: documento assinado, em português, justificando o vínculo atividade curricular: declaração ou documento assinado que comprove a participação em atividade escolar na data do Enem Para comprovar renda e pedir isenção, o Inep aceitará os documentos: Comprovante de pagamento, como holerite ou contra-cheque Declaração assinada pelo interessado para autônomos, com nome, atividade que exerce, onde a executa, telefone de contato, há quanto tempo tem esta função e renda bruta mensal em reais Extrato de rendimento do INSS Recibo de seguro-desemprego e do FGTS Rescisão do contrato de trabalho Comprovante de programas sociais, como Bolsa-Família Veja a lista completa de documentos acessando o edital no Diário Oficial da União. VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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03/05 - Estudante que fez 'homeschooling' e foi aprovada na USP entra na Justiça para tentar fazer matrícula
Elisa de Oliveira Flemer, de 17 anos, conquistou o 5º lugar no curso de engenharia civil da Escola Politécnica da USP, por meio do Sisu. Ela foi proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling'. Pedido de liminar foi protocolado na quarta-feira (28). Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling' Reprodução/TV TEM A estudante de Sorocaba (SP) que foi proibida pela Justiça de cursar uma faculdade após fazer "homeschooling" entrou com um pedido de liminar para conseguir se matricular na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Elisa de Oliveira Flemer, de 17 anos, passou em 5º lugar no curso de engenharia civil da instituição. De acordo com o advogado da jovem, Telêmaco Marrace, o pedido de liminar foi protocolado na última quarta-feira (28), na Vara da Infância e Juventude do Fórum Regional de Pinheiros, da Comarca de São Paulo. 'Homeschooling': entenda o modelo de aprendizagem que o governo quer regulamentar Enem 2020 tem 28 redações nota mil; veja desempenho geral dos candidatos 'Fazia pelo menos uma redação por semana', diz estudante potiguar de 17 anos que tirou nota mil no Enem O documento pede que a universidade permita que a jovem faça a matrícula no curso para não ela perder a vaga. Caso não seja aprovado, o pedido também solicita que ela consiga fazer o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) antes de completar 18 anos. A aplicação do Encceja estava previsto para 21 de abril, mas a data foi alterada para o dia 29 de agosto por causa da pandemia. Ainda segundo o advogado, a família também vai recorrer da decisão do processo que proibiu a jovem de cursar uma faculdade sem o diploma em uma escola regular. "Eu conseguia aprender a matéria lendo a apostila", diz estudante adepta do homeschooling "Como eles não aceitam o autodidata em home, em casa, ela entraria na universidade concluindo o ensino médio pelo o Encceja. Só que a Justiça entendeu totalmente diferente, achou que a Elisa queira, de qualquer forma, entrar só por ter cursado em casa, em home", explica o advogado. A juíza Erna Tecla Maria alegou que o "homeschooling" não está previsto na legislação e não foi admitido como ensino apto para certificar o estudante. Na decisão, disse também que a jovem não exibiu documentos que comprovem "altas habilidades e maturidade mental para frequentar o ensino superior em detrimento da educação básica regular". "Ela nunca pediu para que fosse validado o homeschooling. Eu pedi para que ela tivesse o direito de fazer o Encceja antes dos 18 anos e ter o direito de fazer um exame de proficiência", comenta o advogado. Proibição na Justiça Elisa não frequenta a escola desde 2018. Ela estuda seis horas por dia em casa, seguindo um método próprio. Quando começou a fazer 'homeschooling', ela estava no primeiro ano do ensino médio. A adolescente descobriu a modalidade pela internet, principalmente em sites em inglês, e diz que se apaixonou pela ideia. Para saber se o método de estudo em casa tinha dado certo, ela começou a prestar vestibulares com 16 anos e as aprovações não pararam de chegar. Elisa já passou em faculdade particular, tirou quase mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, recentemente, conquistou o 5º lugar no curso de engenharia civil da Escola Politécnica da USP, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Estudante de Sorocaba que adotou 'homeschooling' e foi aprovada na USP é proibida pela Justiça de iniciar curso Reprodução/TV TEM No entanto, por não ter completado o ensino médio em uma escola tradicional e sem diploma, ela não pôde entrar na faculdade. A família recorreu à Justiça e, em outubro de 2020, o Ministério Público foi favorável a conceder a liminar e permitir que a estudante entrasse na faculdade. A promotora Maria do Carmo Purcini considerou que a jovem é portadora do espectro autista e tem um excepcional desempenho. O pedido de liminar para que ela entrasse na faculdade, no entanto, foi negado. Propostas de emprego Elisa recebeu várias propostas de emprego depois da decisão. Em entrevista ao G1, ela contou que ficou surpresa com a repercussão que o assunto gerou nas redes sociais. Segundo ela, muitas pessoas entraram em contato, tanto empresários que ofereceram emprego para ela, quanto estudantes que queriam saber mais sobre o "homeschooling", um assunto polêmico entre especialistas em educação. "Várias pessoas me mandaram mensagem dizendo que estavam com as portas abertas. Eu fiquei extremamente lisonjeada e muito feliz com isso, porque realmente não era o intuito. Achei que só era para tentar trazer o conhecimento para o caso na região, mas cresceu e eu nem vi acontecendo." De acordo com Elisa, ela ainda não recebeu propostas oficiais, mas avalia junto com a mãe a possibilidade de adquirir mais conhecimento por meio de um trabalho. Agora, a prioridade dela é conseguir entrar na faculdade, algo que sempre foi um sonho. Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling' Reprodução/TV TEM Justiça proíbe que estudante inicie curso na USP após adotar o ‘homeschooling’ Polêmica No Brasil, a educação domiciliar não é permitida. Atualmente, um projeto do Governo Federal para permitir o "homeschooling" está em andamento no Congresso. No começo de abril, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que seria uma opção para quem pretende seguir o modelo, sem ser obrigatório. Quem é a favor defende o direito de escolher como educar as crianças e adolescentes. Já quem é contra teme consequências pedagógicas e sociais que podem surgir com a falta de frequentar uma escola. Justiça proibiu estudante de Sorocaba (SP) de cursar faculdade por fazer 'homeschooling' Reprodução/TV TEM Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o "homeschooling" não é inconstitucional, mas que deve haver uma norma para seguir o ensino em casa. Para a professora do curso de pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutora em psicologia em educação Ângela Soligo, é preciso buscar ajuda especializada antes de o aluno trocar a escola pelo "homeschooling". Ângela explica que a escola não é apenas um ambiente para ter acesso a conteúdos, mas também para socializar, conviver com diferentes perspectivas, debater e refletir. "Se abrir essa exceção, todos os treineiros (alunos de 1º e 2º anos do ensino médio que prestam vestibular para treinar) terão o mesmo direito", diz. Já a doutora em educação pela Universidade de São Paulo Flavinês Rebolo, apesar de não concordar com a normalização do estudo em casa, diz que o caso de Elisa deve ser considerado. "No caso específico da Elisa, eu, pessoalmente, não sou contra que ela curse o ensino superior. É um caso muito particular de exceção e que não pode ser utilizado para instalação ou a implementação do 'homeschooling' como política pública da educação", diz. Rebolo também segue a linha de pensamento de Ângela Soligo de que a escola é muito mais do que um ambiente para estudar. "A escola é também e especialmente um lugar, um espaço de socialização que contribui para o desenvolvimento da inteligência emocional, da empatia", explica. VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí
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03/05 - Prouni abre inscrições para vagas remanescentes do 1º semestre de 2021, e candidatos relatam dificuldade em acessar página
Programa Universidade para Todos oferece bolsas de estudo em universidades particulares. Candidatos interessados relatam que página para inscrição não abria durante a manhã. Site do Prouni atualizada com ícone para a inscrição em bolsas remanescentes. Reprodução/Prouni/MEC O Programa Universidade para Todos (Prouni) abre nesta segunda-feira (3) as inscrições para vagas remanescentes, aquelas que não foram preenchidas nas chamadas anteriores. Os interessados terão até as 23h59 de terça-feira (4) para se candidatarem. As inscrições devem ser feitas no site http://prouniportal.mec.gov.br/ . O resultado será divulgado em 7 de maio. O Prouni é um programa que incentiva o acesso ao ensino superior, oferecendo bolsas de estudos parciais e integrais para estudantes fazerem graduação em universidades privadas. É diferente do Fies, que não concede bolsa e sim financiamento aos candidatos. Ao todo, são 107.992 bolsas. Destas, a maioria (74.383) são parciais, ou seja, cobrem 50% do valor do curso. As outras 33.609 bolsas são integrais e cobrem o valor total da graduação (veja mais abaixo quem pode concorrer ao benefício). Página de inscrição com erro ao acessar No início da manhã desta segunda, candidatos relataram dificuldade em acessar a página de inscrição do MEC. O site http://prouniportal.mec.gov.br/ está atualizado com o ícone "fazer a inscrição", mas ao clicar nesta opção, a página não carrega (veja imagem abaixo). O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação e aguarda retorno. No início da tarde, o acesso já estava normalizado. Initial plugin text Página de inscrição para vagas remanescentes do Prouni não estava abrindo na manhã desta segunda-feira (3). Reprodução/prouniremanescentes.mec.gov.br Quem poderá se candidatar? Poderá concorrer à bolsa do Prouni quem: Fez ensino médio em escola pública ou foi bolsista em escola particular É estudante com deficiência, de escolas públicas e privadas Não tem diploma de graduação Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Tirou 450 pontos na média das notas do exame Não zerou na redação Tem renda familiar mensal bruta por pessoa de até 1,5 salário mínimo, para bolsa integral Tem renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até 3 salários mínimos para bolsas parciais (50%) Ser professor da rede pública trabalhando na educação básica – independente da renda Neste ano, pela primeira vez, os candidatos poderão usar as notas obtidas em qualquer uma das edições dos últimos dez anos, incluindo o Enem 2020, que foi feito em março – depois da abertura da chamada regular. Quem for aprovado deverá comprovar as informações entregando documentos nas instituições que escolheram estudar. Confira abaixo as datas: Cronograma do Prouni 2021 Inscrições: 3 e 4 de maio Resultado: 7 de maio Entrega de documentos: 10 a 13 de maio VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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02/05 - Sem aulas presenciais, diretora de escola monta 'maleta viajante' e leva livros a crianças em aldeia no Pará; VÍDEO
Aurenice Costa percorre várias distâncias para levar uma maleta rosa recheada de conhecimento às famílias na região do Tapajós, em Santarém. Projeto foi uma alternativa de incentivo à leitura. Projeto 'Maleta Viajante' leva incentivo à leitura a crianças em aldeia no Pará Quão grande é a força de vontade um profissional da educação para levar conhecimento aos alunos? Isso não pode ser mensurado, ainda mais durante a pandemia de Covid-19 que mudou realidades que já não eram fácies. Em Santarém, no oeste do Pará, a diretora de uma escola na aldeia indígena Solimões do povo Kumaruara, na região do Tapajós, montou um projeto de incentivo ao hábito da leitura e percorre a casa dos alunos deixando livros (veja vídeo acima). Com uma maleta rosa nas mãos recheada de conhecimento, Aurenice Costa Fernandes caminha e navega por várias horas para que os alunos tenham a oportunidade de viajar no mundo literário. O projeto "Maleta Viajante" foi idealizado já na pandemia, em 2020, quando os mais de 60 alunos do ensino fundamental não puderam mais retornar às aulas presenciais na Escola Indígena Nossa Senhora das Graças devido ao perigo de contágio da Covid-19. Aurenice é nascida na Aldeia Solimões e voltou à comunidade para lecionar para crianças Aurenice Fernandes/Arquivo Pessoal Leitura quebra barreiras Faça sol ou faça chuva, seja pelo rio ou pela estrada, a diretora que também cumpre o papel de pedagoga não deixa os alunos desamparados. Ela fez o mapeamento das casas e a cada semana leva a maleta a uma nova família. Logo nas primeiras visitas Aurenice percebeu que as famílias dos alunos também poderiam se envolver no mundo mágico da leitura. "Eles começaram a participar. Eu sair com essa 'maleta viajante' surgiu de uma ideia bem louca. Chego na casa da criança e deixo a maleta por cinco dias para eles lerem. No sexto, volto e vou trabalhar a leitura", explicou. A socialização com os livros têm ajudado no desenvolvimento textual escrito e falado, além de dar oportunidades para a família dinamizar o conhecimento. "Em meio a pandemia eu tive essa necessidade de fazer o projeto porque eu via as crianças muito dispersas. Eu não queria deixar isso passar em branco, visto que as crianças foram afastadas da escola. Eu quis me aproximar", disse. Onde as casas são mais próximas à escola a entrega da maleta é feita pela estrada, com a professora caminhando. Já em outras localidades, onde o acesso é mais difícil, Aurenice vai de "bajara" (canoa motorizada). Projeto também ajudou as famílias acompanharem a vida escolar dos filhos Aurenice Fernandes/Arquivo Pessoal De volta para casa Nascida na aldeia Solimões, a diretora sonhava desde de criança em ser professora. Ela cresceu e foi para a cidade fazer faculdade. Ao se formar, a professora voltar para a comunidade e começou a lecionar. "Tudo o que eu passei com necessidade de ler bons livros e de ter um conhecimento melhor, eu não queria que acontecesse com as nossas crianças", contou. Para a diretora, a cada entrega a esperança de estar nutrido nas crianças o desejo pelo conhecimento. Os alunos a esperam na porta de casa com olhar de admiração e curiosidade, porque sabem que dentro da maleta há novos mundos aos quais são ser apresentados. Histórias e certezas Cerca de 60 alunos são atendidos pelo projeto 'Maleta Viajante' da diretora Aurenice Fernandes Aurenice Fernandes/Arquivo Pessoal A diretora iniciou as visitas e a primeira família contemplada foi de uma criança de 4 anos. "Ela estava toda curiosa para saber o que tinha na caixa. Eu mostrei o livro e ela escolheu um livro maravilhoso chamado 'A Travessia de Marina'. Quando eu voltei, ela me contou toda a história do livro e eu tive a certeza que estava no caminho certo. Foi o momento mais marcante da minha vida", enfatizou. Foi com base nos relatos ouvidos ao longo do último que a diretora tem a certeza que a educação pode mudar realidades, construir pontes do saber e fazer viajar pelo mundo crianças que nunca saíram do lugar onde moram. VÍDEOS: Mais vistos do G1 Santarém e Região
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02/05 - França começa a flexibilizar medidas de restrição depois de 3° lockdown e retoma aulas presenciais
Toque de recolher às 19h será mantido. Se casos continuarem caindo, cafés e restaurantes ao ar livre serão abertos no próximo dia 19. Foto de janeiro de 2021 mostra entregador de delivery em Toulouse, na França Georges Gobet/AFP Educação e turismo. Essas são as áreas que os franceses começarão a ter acesso a partir de segunda-feira (3), numa flexibilização gradual das medidas de restrição contra a pandemia de Covid-19.  Nesta data, chegam ao fim as restrições de fim de viagens e começa o retorno parcial de alunos do ensino fundamental e médio às aulas presenciais, em um cenário de lento declínio nas hospitalizações. No entanto, a classe médica pede aos franceses para não relaxar seu comportamento. Se tudo correr bem, uma reabertura de cafés e restaurantes ao ar livre, além de museus, pode acontecer em 19 de maio. França decide liberar vacina anticovid para todos os adultos do país a partir de 15 de junho A primeira etapa do calendário de desconfinamento na França dará um gostinho de liberdade aos cidadãos, com o fim das autorizações de saída por escrito ou no celular, e o fim das restrições de viagens. Após duas semanas de ensino a distância, os alunos do ensino médio retornarão aos estabelecimentos escolares em regime de meio período, com alternância de ensino presencial e à distância. O toque de recolher das 19h continuará em vigor, no entanto. Na França, a epidemia recua pelo quinto dia consecutivo. Menos de 5.600 pessoas estão internadas em estado grave em UTIs, muito abaixo do pico registrado durante a primeira onda da Covid, no ano passado. Nas últimas 24 horas, 195 pessoas morreram no país. A campanha de vacinação, aberta no sábado a todos os adultos com comorbidades, avança, e mais de 15 milhões de pessoas, o que representa 23,3% da população, receberam pelo menos a primeira dose da vacina na França. Paciente recebe tratamento contra a Covid-19 em UTI no leste de Paris, na França Anne-Christine Poujoulat/AFP O número diário de mortes em hospitais por Covid-19 caiu para seu nível mais baixo desde outubro, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde neste domingo (2). No total, 104.819 pessoas morreram de Covid-19 desde o início da epidemia, incluindo 78.566 em hospitais, especificou a Saúde Pública da França. Antes da publicação dos números oficiais neste domingo, o porta-voz do governo francês saudou os sinais recentes positivos que sugerem uma desaceleração da epidemia no país, julgando que os mesmos apoiavam o cenário mais otimista que prevê o fim, em 19 de maio, de várias medidas restritivas.  “Quando olhamos para a situação da saúde e, em particular, a diminuição da epidemia que vemos em todos os lugares, temos todos os motivos para estar confiantes sobre a capacidade de podermos dar esse passo no 19 de maio em qualquer lugar do país”, disse Gabriel Attal à televisão francesa. De volta às quadras de Roland Garros Todas as quadras do torneio de tênis Roland-Garros poderão acomodar espectadores no limite de 35% de sua capacidade, com um teto de mil pessoas, durante a primeira fase da competição, declarou neste domingo Jean-Michel Blanquer, o Ministro da Educação, Juventude e Esportes da França. O limite será aumentado para 65% da lotação, com um teto de 5 mil espectadores, a partir de 9 de junho, data em que devem começar as quartas-de-final, disse o ministro à televisão francesa. Este novo teto elevará, portanto, para um terço a possível ocupação do tribunal central, que tem 15 mil cadeiras. Esses limites marcam um relaxamento das regras impostas aos organizadores do emblemático torneio de tênis francês em relação à edição de 2020, durante a qual o teto permaneceu fixado em mil espectadores até a final. O torneio, atrasado por uma semana, deve começar em 30 de maio. O levantamento gradual das restrições atualmente em vigor na França prevê a reabertura dos esportes em 19 de maio, na ausência de uma nova deterioração da situação sanitária. Vídeos: Mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
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02/05 - 'Paro alunos na rua para pedir que voltem à aula': o desafio de educadores contra o abandono escolar na pandemia
Evasão, problema que o país vinha conseguindo reduzir, está crescendo por conta da pandemia. Em algumas redes, a estratégia é ir de casa em casa para tentar manter vínculo dos estudantes com a escola. 'Estima-se que cada jovem com educação básica viverá quatro anos de vida a mais que um jovem que não terminou a escolaridade — e tende a ter um menor envolvimento em atividades violentas, como homicídios', diz estudo Getty Images via BBC A diretora Marília de Jesus Barbosa e seus colegas têm buscado os alunos, um a um, para lembrá-los de aderir ao ano letivo de 2021 na Escola Municipal Viveiros Raposo, em Alcântara, cidade de 22 mil habitantes no Maranhão. "Quando a gente sente falta de um aluno, vai até a casa dele ou corre atrás dele na rua", diz Barbosa à BBC News Brasil sobre os esforços em manter os estudantes engajados depois de um ano difícil, de escolas fechadas e dificuldade em promover aulas remotas. 'Leitura regrediu, escrita também': mães e alunos falam do retrocesso na aprendizagem identificado em pesquisa Quando começou a pandemia, um ano atrás, a Viveiros Raposo passou a entregar materiais de atividades para os alunos fazerem em casa e devolvê-las 15 dias depois. O contato com os professores era feito para tirar dúvidas. "As famílias aqui são humildes. A maior questão é a dificuldade em estudar sozinhos, sem apoio. Muitos não têm internet ou celular em casa", explica Barbosa. "Houve evasão, porque eles se desestimularam, ficaram tristes. Acabam querendo desistir." Por isso é que decidiram procurar os cerca de 400 estudantes individualmente, na tentativa de evitar que abandonassem a escola. Para as turmas de ensino fundamental 2 (6° ao 9° ano), diz Barbosa, foi possível manter quase todas as matrículas. Com os cerca de 60 alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) foi mais difícil, "mas conseguimos trazer muitos deles de volta, falando que é importante concluir o fundamental para terem mais emprego, mais renda, e também para incentivarem os próprios filhos a estudar". "Quando não vou na casa deles, com carinho eu paro eles na rua quando os encontro, pergunto o que está acontecendo na família e falo que a educação é a melhor solução", prossegue Barbosa. "Se a gente não for atrás, estará contribuindo para eles se afundarem ainda mais." O exemplo maranhense retrata um desafio enorme do ensino público de todo o Brasil em 2021: como conter o abandono escolar, sob a insegurança (financeira, alimentar e de saúde) provocada pela pandemia e em meio aos múltiplos percalços do ensino não presencial. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, em outubro de 2020, um contingente de 1,38 milhão de estudantes de 6 a 17 anos (3,8%) estava sem frequentar a escola, presencial ou remotamente. O percentual já era mais alto do que a média nacional de 2% registrada em 2019. Agente do projeto Busca Ativa Escolar em Neópolis (SE); mobilização evitou que se concretizasse uma grande queda no número de matrículas Busca Ativa Escolar em Neópolis (SE) "A esses estudantes que não frequentavam, somam-se outros 4,1 milhões que afirmaram frequentar a escola, mas não tiveram acesso a atividades escolares e não estavam de férias (11,2%). Assim, estima-se que mais de 5,5 milhões de crianças e adolescentes tiveram seu direito à educação negado em 2020", diz o relatório Enfrentamento da Cultura do Atraso Escolar, lançado neste ano pela Unicef, braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para a infância. Perdem os jovens e o país E especialistas e pesquisadores em educação preveem que esses números negativos continuarão a crescer em 2021, colocando em risco décadas de trabalho para reduzir os índices de abandono escolar no Brasil, e com amplos impactos sociais e econômicos que serão sentidos por toda a sociedade. "As vulnerabilidades socioeconômicas vão se acirrar neste ano, e o desemprego e a pobreza, por si só, já aumentariam a evasão", diz à BBC News Brasil o pesquisador Luiz Cantarelli, do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e coautor de estudo que avalia a resposta das redes públicas de ensino à pandemia. Essas respostas, por sinal, foram tão díspares entre si que contribuirão para aumentar a desigualdade educacional. "Dependendo da rede pública que frequenta, o aluno vai ser atingido por um plano (de aulas) melhor ou pior. E, dentro da mesma sala, pode haver aluno que conseguiu acompanhar melhor que o colega, o que pode ser um agravante para que esse colega decida abandonar a escola, ao sentir que não consegue acompanhar (o ritmo)." Assim, diz Cantarelli, "a tendência é que o abandono aumente e se arraste por anos", um problema que tende a ser agravado pela queda nos investimentos federais, estaduais e municipais na educação e pela ausência de coordenação nacional por parte do Ministério da Educação dos esforços na área durante a pandemia. O custo disso é alto — e não se limita aos alunos que ficam pelo caminho. Cada jovem que abandona a escola representa uma perda para o Brasil de R$ 372 mil por ano, segundo um cálculo do economista Ricardo Paes de Barros feito no ano passado, em estudo do Insper com a Fundação Roberto Marinho. No ano, esse custo total da evasão escolar no país chega a R$ 214 bilhões, cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso porque a ausência de educação vai impactar a capacidade produtiva dessas pessoas ao longo de toda sua vida. "Os jovens que têm a educação básica completa passam, em média, mais tempo de sua vida produtiva ocupados e em empregos formais, com maior remuneração; têm maior expectativa de vida com qualidade — estima-se que cada jovem com educação básica viverá quatro anos de vida a mais que um jovem que não terminou a escolaridade — e tendem a ter um menor envolvimento em atividades violentas, como homicídios", diz o estudo. "A evasão representa uma perda de 26% do valor da vida de um jovem." Brasil vinha lentamente revertendo índices de evasão escolar, mas pandemia já está aumentando o problema Getty Images via BBC 'Queremos as crianças estudando até dezembro' Em Neópolis, município de 18 mil habitantes no interior de Sergipe, os alarmes começaram a soar quando as matrículas na rede municipal de educação caíram drasticamente. Uma das escolas, que tivera 604 estudantes matriculados em 2020, começou este ano com apenas 222 matrículas, explica Miriam Barroso, coordenadora operacional municipal da iniciativa Busca Ativa Escolar, projeto implementado em parceria com a Unicef e a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) que tem revertido o problema com campanhas e com uma atenção individual a cada família ausente do ambiente escolar. Educadores e agentes sociais de Neópolis têm batido de porta em porta, para levar materiais didáticos, fazer contatos com estudantes e tentar manter seu vínculo com a escola. "A gente encontrou uma mãe e um filho de 4 anos, que haviam vindo de outro município. Fomos até a casa deles, e eles não tinham documento nenhum. São coisas que a gente pensa que não existem mais no Brasil", explica Barroso. Por situações assim, o Busca Ativa mobiliza não só educadores, mas também assistentes sociais, Conselho Tutelar e agentes de saúde. "É cansativo, mas dá resultado. E não é só matrícula que interessa. Queremos que as crianças fiquem estudando até dezembro", prossegue Barroso. "Vamos de casa em casa, para não deixar ninguém para trás." Em cidades do interior do país, educadores têm ido de casa em casa dos estudantes, para conversar com suas famílias e convencê-los não abandonar a escola; acima, visita do projeto Busca Ativa Escolar em Neópolis (SE) Busca Ativa Escolar em Neópolis (SE) Neste ano letivo, a rede municipal pretende organizar sessões de atividades presenciais para pequenos grupos de alunos, para complementar o ensino remoto e para que os estudantes possam conversar pessoalmente com os professores. "Tem que ter muito acolhimento e afetividade também", diz Barroso. "Muitas crianças ficaram com medo (do contágio), assim como os adultos. Fizemos vídeos motivacionais para atraí-los de volta, dizendo que a escola está fechada, mas a aprendizagem, não." Acompanhamento constante e garantia de acesso à internet O problema da evasão não é novo: com base em dados de 2019, o IBGE estima que mais de 20% dos quase 50 milhões de brasileiros entre 14 e 29 anos não tenham completado alguma das etapas da educação básica. A necessidade de trabalhar, o desinteresse pelas aulas e a gravidez foram citados como principais motivos para os jovens abandonarem a escola. Desde o ano passado, três fatores fortemente associados à evasão escolar têm se intensificado, diz Olavo Nogueira, diretor-executivo da organização Todos Pela Educação: a perda de vínculo com a escola, a dificuldade em acompanhar as aulas e a necessidade de complementar a renda familiar. A busca ativa, realizada pelos municípios citados nesta reportagem, é um importante esforço inicial, que precisa ser seguido de estratégias amplas, defende ele. "Não basta apenas que os alunos voltem, porque existe também a evasão associada ao que acontece dentro do ambiente escolar", explica Nogueira. "Vai haver o desafio de cuidar do (bem-estar) social e emocional dos alunos de fazer iniciativas de recuperação escolar e de acompanhamento das famílias, para identificar os que podem estar sob risco de evadir. O enfrentamento desse problema tem de ter um plano de longo prazo." Em muitos casos, o estudante se sente desamparado pela rede escolar, aponta Lorena Barberia, professora do Departamento de Ciência Política da USP e coautora, com Luiz Cantarelli e Pedro Schmalz, do estudo sobre ensino remoto. Acesso universal à internet mostrou-se crucial com a pandemia, diz pesquisadora Getty Images via BBC "Um aluno que está no final do ensino fundamental e é mandado para o ensino médio acaba sendo jogado para uma realidade muito diferente, talvez até para uma outra escola", diz ela. "Se ele não tiver um acompanhamento, um aconselhamento, isso pode aumentar a evasão escolar. Os alunos precisam de toda uma rede de apoio para fazer essa transição, e isso não está contemplado muito claramente nas estratégias (das redes de ensino)." Outro ponto crucial, diz Barberia, é garantir a conectividade dos alunos, com acesso público de qualidade a internet e a aparelhos adequados, para que eles de fato consigam usufruir da educação remota nos momentos de paralisação do ensino presencial. "Da mesma forma como cobramos o acesso (universalizado das pessoas) a água e eletricidade, hoje, na pandemia, precisamos entender que a internet é um bem público e temos de aumentar a acessibilidade", diz. Na cidade sergipana de Neópolis, a coordenadora Miriam Barroso via os impactos disso diariamente ao buscar os alunos em suas casas, para tentar trazê-los de volta ao ensino. "Alguns pais dos nossos alunos chegaram a gastar dinheiro com plano de dados, mas acabava muito rápido, porque alguns tinham que acompanhar as aulas online de quatro filhos", conta. Uma preocupação adicional é com o fato de a pandemia estar solapando o ensino em faixas etárias nas quais o Brasil havia conseguido importantes avanços, tanto quantitativos como qualitativos, na educação. Uma revés em particular se dá com as crianças de 6 a 10 anos, que representavam o maior contingente entre os alunos que estavam sem acesso à educação no final do ano passado. "Crianças de 6 a 10 anos sem acesso à educação eram exceção no Brasil, antes da pandemia. Essa mudança observada em 2020 pode ter impactos em toda uma geração. São crianças dos anos iniciais do ensino fundamental, fase de alfabetização e outras aprendizagens essenciais às demais etapas escolares. Ciclos de alfabetização incompletos podem acarretar reprovações e abandono escolar. É urgente reabrir as escolas, e mantê-las abertas, em segurança", disse em comunicado Florence Bauer, representante da Unicef no Brasil. Esse tema tem gerado debates até mesmo no Congresso Nacional, ao mesmo tempo em que muitos especialistas temem que a abertura escolar indiscriminada possa contribuir para o agravamento da pandemia. Para a Unicef, é preciso também que o país inteiro deixe de ver o abandono escolar como algo corriqueiro. "Esta é uma história que se repete, ano a ano, no Brasil. Começa com o estudante sendo reprovado a primeira vez. Seguem-se outras reprovações, abandono e tentativas de retorno às aulas. Sem oportunidades de aprender, ele vai ficando cada vez mais para trás, com anos de atraso escolar, até deixar definitivamente a escola, sem concluir a educação básica - muitas vezes antes até de ingressar no ensino médio", diz Florence Bauer, no relatório Enfrentamento da Cultura do Atraso Escolar. "Por trás desses números, está a naturalização do fracasso escolar. A maioria da sociedade aceita que um perfil específico de estudante passe pela escola sem aprender, sendo reprovado diversas vezes até desistir. Essa cultura do fracasso escolar acaba por excluir sempre os estudantes em situação de maior vulnerabilidade, que já sofrem outras violações de direitos dentro e fora da escola."
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02/05 - 'Leitura regrediu, escrita também': mães e alunos falam do retrocesso na aprendizagem identificado em pesquisa
Estudo em SP mostrou que seriam necessários 11 anos de investimentos em educação básica para recuperar os pontos perdidos em matemática durante a pandemia. Pesquisa aponta déficit de aprendizagem em alunos durante a pandemia Lorenzo Marques, 10 anos, não consegue se concentrar nas aulas remotas. Muda de tela no celular, faz um exercício e já esquece, fica impaciente. Até o vocabulário mudou, depois de tanto tempo vendo vídeos na internet, segundo a mãe. Ele passou do 4º para o 5º ano durante a pandemia. Ao final de 2021, vai terminar o primeiro ciclo do ensino fundamental na Escola Estadual Brasílio Machado e avançar para aulas com matérias mais complexas, que exigem maior capacidade de interpretação e pensamento abstrato. Mas a mãe Vivian Monteiro, de 39 anos, diz que ele está estagnado. "Aprender eu acho que ele não aprendeu. Ele pega a lição, faz na hora, vira a página e depois esquece", afirma. Lorenzo Marques, 10 anos, aluno do 5º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Brasílio Machado. Arquivo Pessoal Uma pesquisa divulgada nesta semana afirma que os estudantes estão com déficit de aprendizagem. A avaliação foi feita com 20,7 mil alunos do 5° e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio, todos da rede pública estadual de SP. O maior prejuízo está nos alunos mais novos, do 5º ano. Comparado a exames de proficiência (que mede os conhecimentos em escala) feitos em 2019, é como se estes estudantes não só deixassem de avançar ao longo de 2020 mas também regredissem em relação a índices anteriores. O resultado acende um alerta para a educação e os impactos na aprendizagem. Infográfico mostra os resultados da avaliação da aprendizagem de estudantes do 5º e 9° anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio G1 Para recuperar os 46 pontos de aprendizagem perdidos em matemática na pandemia, seriam necessários 11 anos de investimentos em educação básica. Isso porque, historicamente, os índices do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), usados como "régua" de referência para a análise da UFJF, evoluem cerca de 4 pontos a cada ano. "Significa dizer que o esforço do aluno precisa ser dez vezes maior do que se ele estivesse no percurso normal", explica a coordenadora-geral do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Lina Kátia Mesquita de Oliveira. "E o esforço do professor, da escola, da gestão curricular, de mostrar habilidades básicas e essenciais, condições de materiais institucionais. É um conjunto de esforços muito grande e diferenciado", avalia. Embora a pesquisa tenha sido feita na capital de São Paulo, os dados sinalizam o que pode estar ocorrendo em outras cidades. Vizinha à capital, em Embu das Artes, Wallyson Felisdorio Silva, 10 anos, conta que tem dificuldades "nas contas de dividir no 'vezes' (multiplicação)". Desde o ano passado ele está sem voltar à sala de aula da Escola Municipal Paulo Freire. Para estudar, reveza o celular com outros dois irmãos, de 12 e 8 anos. A professora faz uma videochamada duas vezes por semana, das 15h às 16h. Nos demais períodos, ele faz as atividades enviadas por WhatsApp. "Eu prefiro a escola, tem a professora e ela ensina as coisas. Em casa, a aula é mais curtinha", conta Wallyson. "Ele não aprendeu muita coisa, dá para ver. Sempre estou na mesa por perto quando está tendo aula, vendo as dúvidas. Ele esqueceu, a leitura regrediu, a escrita também", avalia a mãe Miriam Maria da Silva, de 31 anos. Wallyson Felisdorio Silva, 10 anos, aluno da Escola Municipal Paulo Freire, em Embu das Artes (SP): 'Prefiro a escola, em casa a aula é mais curtinha'. Arquivo Pessoal Na casa da Jaqueline Aparecida da Silva, 27 anos, a maior dificuldade foi ter tempo para ajudar os filhos a estudar. Entre eles, Jamille Santana, de 10 anos, que está no 5º ano na Escola Municipal Hosue Morita Aoki, em Francisco Morato. "Eu trabalho, meu marido também. Tive que dispensar funcionário e o trabalho ficou em dobro. Pego domingo para sentar com eles e fazer as atividades. É quando tenho tempo", relata. Para a avó Claudia de Lima, 52 anos, que acompanha a menina, Jamille não avançou na aprendizagem. "De coração, ela não aprendeu nada. Ler, ela lê. Mas não escreve bem, tem a caligrafia feia, só sabe usar letra de forma. Até escreve com a cursiva, mas não tem muita desenvoltura." Claudia de Lima, 52 anos, e a neta Jamille Santana, 10 anos: aprendizagem em 2020 não evoluiu Arquivo Pessoal Já Maritelma de Oliveira, de 31 anos, mãe de Cauã da Silva, de 10 anos, teme pelo futuro do filho, que está no 5º ano da Escola Municipal Jardim Silva I, de Francisco Morato. "Eles pararam no terceiro ano. Se tivesse que voltar novamente, teria que voltar de lá, nem que ficasse mais dois anos estudando na escola, porque isso vai afetar o futuro deles lá na frente", relata. "É muito tempo perdido para recuperarem em casa. A gente já tinha pouco e, o pouco que tínhamos, estão tirando. Não quero ver meu filho futuramente passando por algo que eu passei na minha vida, porque não aproveitei os estudos", desabafa. Como reabrir escolas A equação para reabrir escolas tem fatores complexos. Segundo a Campanha Nacional pelo Direito à Educação seria preciso investir R$ 46 bilhões para garantir o retorno seguro às salas de aula. Mas o orçamento do Ministério da Educação (MEC) teve redução de 27%, segundo a entidade. Em cima dos recursos disponíveis, o governo ainda bloqueou R$ 2,7 bilhões - o maior corte entre todos os ministérios. A redução ocorre em um momento em que seria preciso fazer obras para ampliar espaços, garantir maior ventilação, instalar pias para lavagem das mãos, por exemplo. Os dados do Censo Escolar de 2020 indicam que: 4,3 mil escolas (3,2% do total) não têm banheiros A internet banda larga não chegava a 15 mil escolas urbanas em 2019 (18,1%) 17,2 mil (20,5%) não têm internet banda larga para garantir a transmissão das aulas híbridas 35,8 mil escolas (26,6%) não têm coleta de esgoto Em março, uma pesquisa apontou que quase seis em cada dez cidades do país (59,6%) ainda discutiam protocolos de biossegurança para reabrir as escolas municipais, mesmo um ano após a pandemia. Na Câmara dos Deputados, tramita em caráter de urgência um projeto que pretende tornar a educação uma atividade essencial e impedir o fechamento de escolas na pandemia. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) afirma que "na prática, isso significa que, mesmo em situação de alto risco na pandemia, os estados e municípios serão obrigados a manter as aulas presenciais". "Enquanto as escolas não reabrem, é preciso fazer investimentos para que os estudantes que estão excluídos do sistema educacional tenham condições de fazer este acesso ao ensino remoto. Estima-se que 5 milhões de alunos estejam fora da escola por causa da pandemia", afirma Andressa Pellanda, coordenadora geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Enquanto o impasse não se resolve, Lorenzo seguirá acompanhando a mãe no trabalho em um comércio, quando não tem quem fique com ele em casa. Wallysson seguirá sem saber fazer divisões e multiplicações. Jamille só poderá contar com a ajuda da mãe aos domingos e o Cauã corre o risco de ter no futuro as mesmas dificuldades que a mãe afirma ter encontrado na vida porque teve problemas com os estudos. Leia também: É certo reabrir bares e manter escolas fechadas? E o risco de coronavírus para alunos e famílias após a volta às aulas? Veja debate VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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30/04 - 'Sonho com a Presidência', diz brasileiro pioneiro no MIT, que foi bolsista do Prouni
Primeiro brasileiro negro aprovado em MBA do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Wellington Vitorino foi vendedor de picolés na infância e teve que morar numa escola para pavimentar seu caminho de sucesso. Wellington Trindade Vitorino, de 26 anos, primeiro brasileiro negro aprovado para MBA do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Reprodução/Facebook O engarrafamento na Ponte Rio-Niterói é um marco no cotidiano dos moradores da região metropolitana do Rio de Janeiro. Não à toa, virou inspiração musical nas mãos de Seu Jorge: "Morando em São Gonçalo, você sabe como é: hoje à tarde a ponte engarrafou, e eu fiquei a pé", dizem os versos de São Gonça. De forma menos poética, o trânsito na via ameaçou o futuro de Wellington Trindade Vitorino, de 26 anos, primeiro brasileiro negro aprovado para MBA do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Em 2012, ele tinha acabado de iniciar o terceiro ano do ensino médio na Escola Parque, um prestigiado colégio particular na Gávea, Zona Sul do Rio, graças a uma bolsa de estudos. Assim como o eu lírico de Seu Jorge, Wellington morava em São Gonçalo e acordava às 4h da manhã para conseguir chegar à aula às 7h. Em turno integral, ele só voltava para casa por volta das 20h. Sobrava pouco tempo para estudar, em um cenário de defasagem com relação aos colegas, pela fragilidade de sua formação anterior no ensino público. O desempenho no primeiro bimestre foi preocupante, com notas vermelhas em seis disciplinas. A situação comoveu uma professora do colégio, que trouxe uma solução inesperada. Ela sugeriu que o adolescente passasse a dormir nas dependências de uma escola pública no bairro do Leblon onde sua irmã lecionava, para evitar a perda de tempo com os deslocamentos. Após o constrangimento inicial, Vitorino tentou ver a situação por outro prisma. "A gente sempre tem que buscar formas de se motivar. A minha foi pensar que aquilo era estilo 'Uma Noite no Museu [filme de 2006]'. Eu gostava muito daquele filme, e iria dormir cercado de livros", conta. Somente as irmãs professoras, o estudante e sua família sabiam do plano inicialmente. Ele se misturava ao movimento de alunos perto das 22h e dormia em um sofá apertado na sala dos professores, antes de conseguir um colchão inflável. Conforme funcionários e a própria diretora da escola tomaram conhecimento da situação, Vitorino se ofereceu para substituir professores faltantes, como um monitor voluntário. "Das 7h às 17h, eu convivia com filhos de famosos como Caetano Veloso — sou muito amigo do Tom e toda a família —, Malu Mader e Pedro Bial. De 17h às 22h, eu vivia a realidade do Brasil. Quem estuda em uma escola pública do Leblon à noite é gente das comunidades, que trabalha o dia inteiro e tenta conseguir, pelo menos, um diploma do Ensino Médio", comenta Vitorino, que dormiu na escola por oito meses. MIT: sonho antigo Aprovado em todas as universidades públicas, após tirar nota máxima na redação do Enem, Vitorino optou por cursar Administração de Empresas no Ibmec, uma universidade privada, com isenção de mensalidade assegurada pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). O trânsito pelas diferentes classes sociais trouxe ao jovem de São Gonçalo uma visão singular da realidade, que logo chamou a atenção de grandes empresários brasileiros. Ainda na graduação, Vitorino se tornou bolsista da Fundação Estudar, criada pelo empresário Jorge Paulo Lemann para apoiar a formação de jovens promissores no Brasil e no exterior. O estudante alimentava o sonho de entrar no Massachusetts Institute of Technology (MIT) desde o início da faculdade. Com apoio do projeto, ele viajou aos Estados Unidos duas vezes, para conhecer o ambiente universitário local e fazer um curso intensivo de inglês. Massachusetts Institute of Technology (MIT) em Boston, nos Estados Unidos. Reprodução/Facebook/MIT O empresário escreveu pessoalmente cartas de recomendação para candidaturas a universidades dos EUA que antecederam a aprovação no MIT. Vitorino, que integra a Rede de Líderes da Fundação Lemann, irá começar um MBA na instituição em agosto, com um horizonte bem definido em mente. Após concluir a pós-graduação, quer trabalhar na iniciativa privada por 20 anos e, em seguida, entrar na política. "Penso em cargos executivos, na prefeitura, governo estadual, e sonho com a presidência um dia", afirma. Crítico da incompetência generalizada que enxerga no meio político, Vitorino acredita reunir as credenciais necessárias pela formação e experiências acumuladas ao longo de sua trajetória, desde a infância. Com apenas oito anos de idade, ele começou a vender refrigerantes nas praias da Zona Sul. Paulo Guedes diz que Fies é 'bolsa para todo mundo' e fala que filho de porteiro 'tirou zero na prova' e conseguiu financiamento Vendedor de picolés Aos 12, passou a vender picolés dentro de um Batalhão de Polícia Militar no Rio, sob a exigência de ir bem na escola. Chamado de "Pelezinho", tinha livre trânsito entre os oficiais e faturava dois salários mínimos por mês. "Meu pai é padeiro, e minha mãe, auxiliar de saúde bucal. Não passávamos necessidade, mas também não sobrava", conta. No Batalhão, ele diz ter aprendido sobre pensamento estratégico, articulações e relações de poder. "Eu mostrava meu boletim ao final de cada bimestre para o coronel, e ele me perguntava o que eu estava ouvindo ali dentro. Eu sabia aonde ele queria chegar, mas a gente começava a bater papo, falava sobre a escola. Assim, eu aprendi que pessoas em posições influentes também são seres humanos", diz. Vitorino mantém contato com os antigos clientes até hoje. E fez questão de dar a notícia da aprovação no MIT pessoalmente ao antigo coronel, para garantir que ele não soubesse do feito pela imprensa. Sua capacidade de networking, que diz ter aprendido "por osmose" no Batalhão, foi decisiva para alavancar seu principal projeto até aqui, o Instituto Four. Trata-se de um empreendimento social voltado à capacitação de jovens lideranças. O PróLíder, principal programa de formação do Instituto, formou 250 jovens de 17 estados brasileiros em suas cinco primeiras edições, e está com inscrições abertas. Tendo como princípio a promoção da diversidade, a iniciativa fez parte da trajetória de empreendedores que atuam em diferentes áreas, além de quadros da administração pública, incluindo um prefeito no interior de Minas Gerais. Wellington Vitorino durante palestra em uma das maiores empresas de tecnologia, em fevereiro de 2020, em São Paulo Reprodução/Facebook/Wellington Vitorino Fundador e CEO do projeto, Vitorino terá que deixar a gestão direta quando se mudar para os EUA. Mas ele não pretende se desvincular do Instituto, com o qual mantém uma relação afetiva. O jovem defende a importância de aproveitar o legado de políticas públicas na educação, como as cotas e o Prouni, para assegurar que a geração beneficiada por elas consiga boas posições no mercado de trabalho. "Assim, eles poderão quebrar o ciclo de pobreza de suas famílias. A gente perdia muitos talentos por não conseguir dar a formação adequada. Os filhos e netos dessas pessoas também vão ocupar essas posições, porque os pais terão condições de investir neles. Cria-se um ciclo virtuoso, e a gente faz com que a economia do Brasil cresça mais, porque elas vão produzir em um nível mais elevado", explica. Apoio de Lemann Hoje, Vitorino tem um salário no Instituto Four custeado pela Fundação Ford. É uma realidade bem diferente do início do projeto, quando trabalhou por 20 meses como voluntário e investiu cerca de 20 mil reais do próprio bolso. Após contar com o apoio de amigos e empresários na fase inicial, ele formalizou a iniciativa em 2017. O primeiro aporte oficial veio de Jorge Paulo Lemann, que continua a apoiar o projeto por meio da Fundação Lemann. Com fortuna avaliada em 22,8 bilhões de dólares, o segundo homem mais rico do Brasil apoiou diretamente a formação de jovens lideranças que hoje têm mandatos parlamentares: Renan Ferreirinha (PSB), deputado estadual e secretário municipal de Educação no Rio de Janeiro, e Tabata Amaral (PDT), deputada federal por São Paulo. Com planos explícitos de ingressar na política, Vitorino garante que o apoio do empresário não é condicionado a qualquer tipo de adesão ideológica. O jovem diz não se identificar com nenhum dos partidos políticos constituídos no Brasil, nem tampouco com qualquer "rótulo" do espectro político. "Eu apoio posições que são mais identificadas com a esquerda, como as cotas raciais e programas de transferência de renda, assim como defendo a necessidade de mexer na Previdência. Essa divisão que a gente construiu no Brasil e em muitos países está minando a democracia, com bolhas monstruosas de pessoas revoltadas que não respeitam a opinião do próximo", defende. Vitorino vê o Brasil em um estágio embrionário com relação ao debate sobre o racismo no país. E acredita que a forma mais eficiente de enfrentar essa mazela social no longo prazo é a integração nas escolas. Ele defende, inclusive, que as escolas particulares de elite destinem bolsas para crianças de menor renda, sobretudo negras. "As crianças não podem estar na escola só para aprender que dois mais dois é igual a quatro. As habilidades socioemocionais precisam ser trabalhadas. Assim, elas vão começar a entender sobre empatia, e que um cabelo afro não é inferior ao liso. O convívio com a diversidade é o caminho para eliminar os bloqueios e a reprodução deles", conclui. VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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30/04 - Paulo Guedes diz que Fies é 'bolsa para todo mundo' e fala que filho de porteiro 'tirou zero na prova' e conseguiu financiamento
Ministro da Economia fez comentários sobre financiamento para estudar em universidades particulares brasileiras em reunião do Conselho de Saúde Complementar. Depois, pediu para retirar do ar. Paulo Guedes critica o Fies e diz que filho de porteiro 'tirou zero na prova' e conseguiu financiamento O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Fies, programa federal para estudantes de baixa renda financiarem mensalidades do ensino superior, é "bolsa para todo mundo" e "um desastre". Em reunião do Conselho de Saúde Complementar na última terça (27), Guedes contou de forma anedótica que "o filho do porteiro do prédio" tirou zero em todas as provas e conseguiu financiamento. "Teve uma bolsa do governo, o Fies, uma bolsa pra todo mundo. [...] O porteiro do meu prédio virou pra mim e falou: 'Eu tô muito preocupado'. Eu disse: 'O que houve?' Ele disse: 'Meu filho passou na universidade'. Eu: 'Ué, mas você não tá feliz por quê? Ele: '[Meu filho] tirou 0 na prova. Tirou 0 em todas as provas. Recebi um negócio financiado escrito 'parabéns seu filho tirou...' Aí tinha um espaço pra preencher... e lá 0. Seu filho tirou 0 e acaba de se ingressar na nossa escola. Estamos muito felizes." O Fies é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. Não concede bolsas, diferentemente do Prouni. Oferece vagas com juro zero para estudantes com renda mensal familiar de um a três salários mínimos e com juros variáveis para alunos com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos. Segundo o Ministério da Educação, serão disponibilizados R$ 500 milhões para os financiamentos neste primeiro semestre de 2021, processo que já foi finalizado. O edital previa a seleção com base em notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 a 2019. O candidato deve ter tirado nota média acima de 450 e não ter zerado na redação. O ministro da Economia disse em outro comentário sobre o Fies que "foram até outro extremo. Deram bolsa para quem não tinha nenhuma capacidade. Botaram todo mundo... Exageraram. Foram de um extremo ao outro. Então, eu tô falando isso porque nós temos que ter muito cuidado quando a gente vai entrar em credenciamento". Na mesma reunião Guedes afirmou que "o chinês inventou o vírus, e a vacina dele é menos efetiva do que a americana". Posteriormente ele se desculpou e disse que usou "uma imagem infeliz". No encontro, o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil, também relatou ter tomado "escondido" a vacina contra a Covid-19. VÍDEO: Paulo Guedes diz que 'chinês inventou o vírus' O ministro da Economia não sabia que a reunião do conselho estava sendo gravada e transmitida por redes sociais na terça. Quando foi informado, disse: "Não mandem para o ar". Após a reunião, o Ministério da Saúde retirou o vídeo da página da rede social da pasta. "Desastre" Em outro momento, Guedes chama o Fies de "desastre" ao complementar uma comparação entre sistema público e privado de saúde. "Hospital privado chega e bate todo dia lá na porta do [paciente] Fez a cirurgia ontem de apendicite. De manhã cedo: Tá tudo certo? Tá com febre? Não. Vamo embora. Sai da cama aí. Vai ficar na cama não. Tem que desalojar. No sistema público o cara fica oito dias deitado. Aí tem uma fila no corredor querendo entrar. [...] Por mais que nós trabalhemos nós não vamos dar conta do desafio se a gente não se encontrar com o setor privado a mil por hora. Eu acho que até exageraram no caso do privado, por razões e outras. Deram aquele fundo para educação [Fies]. Exageraram, deram R$ 40 bilhões, enriqueceram meia dúzia de empresários, foi um desastre. Exageraram. E aí não conseguiram manter." Ao jornal "O Globo", o ministro defendeu as falas e disse que a intenção era alertar para a baixa qualidade de faculdades privadas. "Eu estava dizendo de quão importante foi o investimento privado para permitir acesso ao ensino superior. O Fies foi um programa exitoso, deu acesso, embora eu prefira voucher para as famílias mais pobres, e aí citei o dilema que estava o porteiro do meu prédio. Isso é fato, é verídico", afirmou. "Eu dei um exemplo de uma caça-níqueis privada que aprovou alguém com média zero e possivelmente foi a base do Fies. Não tem nada a ver com filho de porteiro. O filho de porteiro foi um exemplo de uma pessoa humilde que me consultou preocupada com a qualidade da educação do filho." Empregadas domésticas Em fevereiro do ano passado, Paulo Guedes, ao comentar as sucessivas altas da cotação do dólar, disse que na época de baixa da moeda norte-americana havia "empregada doméstica indo pra Disneylândia, uma festa danada". "Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, substituição de importações, turismo, todo mundo indo para a Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia, uma festa danada. Mas espera aí? Espera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai ali passear nas praias do Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu. Vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil, que está cheio de coisa bonita para ver", declarou à época. Ele se retratou mais tarde. Mas logo na sequência questionou as críticas feitas à sua declaração. Paulo Guedes diz que dólar barato permitia a empregada doméstica ir à Disney "Qual o problema de você fazer uma referência como essa? Mostrando que os preços estão empurrando a população em direção equivocadas. Um Brasil cheio de belezas naturais e as pessoas pensando em não viajar para o Nordeste, para as praias do Nordeste porque estava 50% mais caro ir para o Nordeste brasileiro do que ir para o exterior", disse. Fraudes no Fies O Ministério da Educação afirmou em fevereiro que há suspeita de irregularidades relacionadas ao Fies e que foi aberta uma investigação pela Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo reportagem da revista "Veja", documentos da CGU indicam a existência de um esquema no Fies que repassou de forma ilegal US$ 1 bilhão a faculdades e mantenedoras de ensino que não poderiam participar do programa, impedidas por causa de dívidas com a Receita Federal. A investigação, afirma a reportagem, aponta que 30% do total repassado voltava como propina para agentes públicos. Em comunicado, a CGU disse que "em novembro de 2020, foi comunicada pelo Ministério da Educação (MEC) sobre a existência de possíveis irregularidades no âmbito do Fundo. Em razão dessa comunicação, a CGU deu início à investigação sobre o assunto, que se encontra em andamento, com o devido sigilo, necessário à condução adequada dos trabalhos". Vídeos de Educação
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30/04 - Encceja: confira o cronograma após o adiamento do exame e veja dicas para se preparar
Prova é voltada para pessoas que não concluíram os estudos na idade esperada e dá certificações equivalentes ao ensino fundamental, para quem tem mais de 15 anos, e de ensino médio, para quem tem acima de 18. Livro de preparação para o Encceja Reprodução A prova que dá certificação para jovens e adultos que não concluíram os estudos, o Encceja, foi adiada de 25 de abril para 29 de agosto. Com isso, os interessados terão um tempo maior para se prepararem. Encceja é a sigla para Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos. Com ele, é possível ter um certificado, uma espécie de "diploma" sem passar pela escola É uma avaliação dos conhecimentos do candidato Não é como um vestibular, em que há uma classificação de aprovados As inscrições para prestar a edição atual acabaram em janeiro passado. O próximo edital ainda será anunciado. Ao todo, estão confirmados neste ano 1.630.046 participantes. A maioria (1.328.608) fará a prova para obter certificado do ensino médio e têm mais de 18 anos Outros 301.438 farão provas para a proficiência do ensino fundamental e têm mais de 15 anos No país, há pelo menos 69,5 milhões que poderiam fazer a prova. São pessoas com mais de 25 anos que não concluíram a educação básica. O número representa 51,2% desta parcela da população, de acordo com a Pnad Educação 2019, divulgada em julho do ano passado. Segundo Priscila Correa Campos, coordenadora pedagógica do Descomplica, há dois perfis de candidatos que buscam o Encceja: Jovens que desistiram de estudar há poucos anos, por desinteresse na escola ou pressão por trabalho; Adultos que deixaram a escola há mais tempo e agora buscam certificado para ter um aumento salarial, promoções na carreira ou melhores oportunidades de emprego. O professor Tiago Dias, do canal de YouTube "Termine Seus Estudos", que ajuda na preparação do Encceja, afirma que "as provas são mais simples do que as pessoas esperam". Como é a prova do Encceja? O Encceja não é uma prova classificatória, como são os vestibulares. É uma prova de proficiência, ou seja, mede os conhecimentos adquiridos em cada área. Assim, é possível pensar a prova em módulos separados. O candidato pode, em uma edição, ter nota suficiente para obter certificado em história e, no ano seguinte, fazer as demais onde não pontuou o mínimo necessário, explica Priscila Campos. A opção pelas provas é feita no ato da inscrição. São quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões cada e quatro possibilidades de resposta (das letras 'a' até 'd'). O exame também inclui uma redação de até 30 linhas. O modelo é de texto dissertativo-argumentativo, o mesmo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas para certificado do ensino fundamental são: ciências naturais matemática língua portuguesa, língua estrangeira, artes, educação física história e geografia redação No ensino médio, são provas de: ciências da natureza e suas tecnologias matemática e suas tecnologias linguagens, códigos e suas tecnologias ciências humanas e suas tecnologias redação Todas as provas são aplicadas no mesmo dia, de manhã e à tarde (veja cronograma abaixo). Para obter o certificado, o participante deverá atingir no mínimo 100 pontos em cada uma das provas, em uma escala de 60 a 180. Na redação, é preciso ter nota igual ou acima de 5. O exame é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC). Novo cronograma do Encceja 2020 Após o adiamento do exame, o cronograma ficou assim: Provas: 29 de agosto Local de prova: ainda será divulgado Abertura dos portões: 8h e 14h30 Fechamento dos portões: 8h45 e 15h15 Horário das provas: das 9h às 13h e das 15h30 às 20h30 Pedidos de reaplicação: até cinco dias após a prova Gabaritos: até 10 de setembro Resultados: data ainda será divulgada De manhã, as provas para o ensino fundamental serão de ciências naturais e matemática; de tarde, de língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física, redação, história e geografia. No ensino médio, as provas da manhã serão de ciências na natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias; de tarde, são de linguagens, códigos e suas tecnologias e de ciências humanas e suas tecnologias. O uso de máscaras de proteção facial será obrigatório durante a prova. Como estudar para o Encceja? Faça provas antigas Para se preparar para as provas, o Inep orienta que os candidatos estudem por meio dos materiais disponíveis gratuitamente e refaçam os testes de anos anteriores para saber como os conteúdos caem no exame. "Os candidatos vão entender os formatos das questões, o estilo da cobrança e treinar o tempo gasto na resolução", afirma Campos. Cronometre o tempo em cada pergunta O candidato terá cerca de quatro minutos para resolver cada questão. Se tiver dificuldade e demorar, a dica é passar adiante para resolver as outras perguntas. Depois, se sobrar tempo, o candidato poderá voltar ao tema que não soube responder. Leia bem a questão Para Tiago Dias, a dica é prestar atenção no enunciado. "Minha dica é: primeiro, leia o enunciado, depois o texto, porque aí o candidato já vai saber qual pergunta responder, e vai procurar esta resposta no texto", aconselha. Pratique a redação Priscila Campos afirma que o modelo de redação do Encceja é o mesmo do Enem: texto dissertativo-argumentativo. "Para redigi-lo, o candidato terá mais de um texto de apoio e será preciso obedecer a algumas regras básicas, como organizar as ideias em parágrafos, defender seu ponto de vista com argumentos e concluir o pensamento. O limite máximo da redação do Encceja são 30 linhas." Assim, além de buscar redações antigas do Encceja, também é possível pesquisar como fazer redações para o Enem. Confira abaixo uma seleção de estudos para a prova: 1) Ensino fundamental: Matemática Baixe o livro com material de estudos Confira a prova de 2019 Confira o gabarito de 2019 Ciências Baixe o livro com material de estudos Confira a prova de 2019 Confira o gabarito de 2019 História e geografia Baixe o livro com material de estudos Confira a prova de 2019 Confira o gabarito de 2019 Língua portuguesa, língua estrangeira, artes e educação física Baixe o livro com material de estudos Confira a prova de 2019 Confira o gabarito de 2019 Materiais de estudo para o Encceja do ensino fundamental Reprodução/Inep 2) Ensino médio Ciências da natureza e suas tecnologias Baixe o livro com material de estudos Confira a prova de 2019 Confira o gabarito de 2019 Ciências humanas e suas tecnologias Baixe o livro com material de estudos Confira a prova de 2019 Confira o gabarito de 2019 Linguagens, códigos e suas tecnologias Baixe o livro com material de estudos Confira a prova de 2019 Confira o gabarito de 2019 Matemática e suas tecnologias Baixe o livro com material de estudos Confira a prova de 2019 Confira o gabarito de 2019 VÍDEOS: Saiba tudo sobre Educação
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30/04 - Inscrições para Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas terminam nesta sexta
Pandemia alterou calendário do evento. Nesta edição, escolas aplicarão a primeira fase das provas e poderão decidir se serão presenciais ou remotas. Segunda fase está prevista para 6 de novembro e será presencial. Na última edição da OBMEP, em 2019, questão sobre ordem de chegada viralizou nas redes sociais. Reprodução/Twitter Interessados em participar da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) têm até esta sexta (30) para se inscrever na competição. Também termina nesta sexta o prazo para escolas inscritas atualizarem seus cadastros. Neste ano, haverá novidades por causa da pandemia. As provas da primeira fase ficarão disponíveis no site da OBMEP em 30 de junho e as escolas terão até 3 de agosto para aplicar os exames. Serão as instituições de ensino que deverão definir como as provas serão disponibilizadas e se serão presenciais ou remotas, de acordo com a situação local da pandemia. As respostas dos alunos classificados para a segunda fase deverão ser enviadas pelos Correios ou por aplicativo entre 1º de julho e 11 de agosto. O nome dos classificados para a próxima etapa será divulgado em 9 de setembro. A segunda fase da OBMEP será presencial, em 6 de novembro. A OBMEP é a maior olimpíada científica do país. Na edição de 2019, foram 18,2 milhões de estudantes, abrangendo 99,17% dos municípios do país, segundo os organizadores. O objetivo é identificar jovens talentos e promover a inclusão social, já que os medalhistas participam do Programa de Iniciação Científica Júnior, com direito a bolsas de estudos. Ao todo, serão distribuídas 575 medalhas de ouro, 1.725 de prata e 5.175 de bronze. Haverá também 51.900 menções honrosas. A última edição, aplicada em 2019, teve uma questão que viralizou, com o desafio de descobrir a ordem de chegada de cinco participantes de uma corrida. Veja no vídeo abaixo a resolução: Professor de cursinho ensina a resolver questão da OBMEP que viralizou A OBMEP foi criada em 2005 pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), e é feita com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC). Novo cronograma da 16ª OBMEP Período de inscrições: 19 a 30 de abril Alteração/atualização da inscrição anterior: 19 a 30 de abril Disponibilização das provas da 1ª fase: 30 de junho Aplicação das provas da 1ª fase: 30 de junho a 3 de agosto Envio das respostas da 1ª fase: 1º de julho e 11 de agosto Divulgação dos classificados: 9 de setembro 2ª fase: 6 de novembro VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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29/04 - Ministro da Educação diz que só distribuir tablets e conexão à internet não é a solução para as escolas durante a pandemia
Milton Ribeiro afirmou que saída é levar conectividade para locais via o Ministério das Comunicações. Ele participou de forma virtual de encontro com dirigentes municipais de educação de Santa Catarina. Ministro da Educação, Milton Ribeiro, durante participação no 18° Fórum da Undime/SC e 5º Fórum da Undime Região Sul Reprodução/YouTube Undime SC O Ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou nesta quinta-feira (29) que a distribuição de tablets, chips e conexão à internet "não são a solução" para garantir acesso ao ensino na pandemia. A declaração foi dada durante a abertura institucional do 18° Fórum da Undime/SC e 5º Fórum da Undime Região Sul, que teve transmissão on-line. Ribeiro falava sobre as críticas que recebeu ao se posicionar contra o Projeto de Lei 3477, conhecido como PL da Conectividade, que pretendia atuar de forma emergencial durante a suspensão das aulas presenciais. Em março, o presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o texto, que havia sido aprovado pela Câmara em dezembro, e pelo Senado em fevereiro. O texto previa que a União repassasse R$ 3,5 bilhões a estados e Distrito Federal para que os gestores locais adotassem medidas necessárias para garantir a conectividade, incluindo a compra de planos de internet móvel e de tablets para professores e alunos. Na época, Ribeiro afirmou que "despejar dinheiro na conta não é política pública". Nesta quinta, afirmou: "Quando me coloquei contrariamente ao projeto em que se fala de conexão, não que eu tenha desmerecido a importância da conexão, da internet (...) Eu só quero que este projeto e o dinheiro público, que é curto nos tempos de hoje, mesmo fazendo uso de uma verba meio congelada do Fust [sigla para Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações], eu queria que estes valores fossem colocados de maneira responsável na mão dos gestores na ponta. Não posso admitir que apenas distribuição de tablets, chips e conexão sejam a solução. Não é isso, não pode ser isso", defendeu. Ribeiro afirmou que são 55 mil escolas rurais no país sem conexão, "embora tenhamos, é claro, 48 milhões de alunos em toda a Educação Básica no Brasil." Para o ministro, a solução está em levar conexão às escolas via o Ministério das Comunicações. "Temos que trabalhar, estamos trabalhando com conexão via cabo, sobretudo no Norte do país via Ministério das Comunicações. São cabos de fibra ótica que usam leitos dos rios para levar conexão até algumas escolas rurais", afirmou. A Frente Parlamentar Mista da Educação, formada por deputados e senadores, afirma em nota que o projeto defendido pelo ministro tramita desde 2017, na gestão de Michel Temer, com foco na integração de escolas. Já o PL da Conectividade foi estruturado para diminuir o impacto da falta de acesso às atividades on-line com a suspensão das aulas presenciais. "O PL da Conectividade é essencial para a atividade de alunos e professores ao facilitar a aquisição de equipamentos e a instalação de internet nas casas de quem está nos anos da educação básica pública durante o período em que as escolas estão fechadas por causa do agravamento na pandemia da Covid-19. Este projeto foi vetado por Bolsonaro, ameaçando causar uma desigualdade ainda maior na educação brasileira", diz a frente parlamentar, em nota. Vacinação de professores Ribeiro também falou sobre a vacinação dos professores. O ministro disse que enviou um ofício ao Ministério da Saúde pedindo prioridade ao grupo, que já estava incluído no Plano Nacional de Imunização. Vacinação de professores ainda não tem data e Ministério mantém ordem em lista de prioridades; entenda Na prática, o MEC não pode interferir no andamento da vacinação. Em nota, o Ministério da Saúde afirma que estados e municípios têm autonomia para montar o esquema de imunização e recomenda que seja seguida a ordem prevista no plano. "Com a lógica tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS), estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação e dar vazão à fila de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas. Conforme a campanha local avança, estados e municípios podem ampliar a imunização dos grupos prioritários, desde que sigam a ordem prevista no Plano", diz o ministério. Volta às aulas após imunização Durante a fala, Ribeiro relacionou a volta às aulas presenciais à imunização dos trabalhadores da educação. "Se pudermos, após vacinação e com todos os protocolos, fazermos o retorno às aulas, nós ajudaremos milhões de crianças em todo o país", afirmou. Em dezembro, o MEC tentou estabelecer o retorno às aulas presenciais nas universidades e institutos federais por meio de um decreto. Primeiro, estabeleceu que a volta seria em janeiro. Depois, mudou a previsão para março. Com o recrudescimento da pandemia e mediante a autonomia de gestão das universidades, as aulas seguem sendo remotas. Importância dos professores Durante o fórum, Milton Ribeiro se dirigiu aos professores que participavam do evento, destacando a importância dos profissionais na aprendizagem dos alunos. Para o ministro, professores são "insubstituíveis". "A aula presencial, a presença do professor é algo insubstituível na relação entre o ensino e aprendizagem. Nada como a presença do professor. Trago em minha memória o impacto da professora que me alfabetizou", afirmou Milton Ribeiro. Em março, o governo federal apresentou no Congresso a defesa do "homeschooling" (termo em inglês para educação domiciliar) como prioridade na educação. O modelo é adotado por famílias que querem educar seus filhos fora da escola e pode ser adotado com a presença ou não de tutores. A prática ainda não é legalizada no país. Segundo a Associação Nacional de Ensino Domiciliar (Aned), 15 mil crianças e adolescentes (4 a 17 anos) são educados em casa, o que representa 0,03% se comparado ao total de 47,3 milhões matriculados em escolas regulares. Na Comissão de Educação, em 31 de março, o ministro Milton Ribeiro afirmou que o "homeschooling" é uma política de governo. Também disse que os alunos educados em casa participarão de encontros em uma escola formal, para serem avaliados. VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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29/04 - 41% das crianças brasileiras sem estudos em 2020 tinham de 6 a 10 anos, aponta Unicef
Faixa etária é a mais atingida pela exclusão escolar durante a pandemia. Estimativa é que 5 milhões de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos estavam fora da escola ou sem atividades escolares em novembro do ano passado. Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgada nesta quinta-feira (29), em parceria com o Cenpec Educação, aponta que mais de 5 milhões de crianças e adolescentes estavam sem acesso aos estudos no Brasil no fim de 2020. Entre elas, quatro em cada dez tinham de 6 a 10 anos. Segundo a entidade, esta faixa etária é a mais afetada pela exclusão escolar, como mostra o gráfico abaixo. Entre elas, 69,3% das crianças de 6 a 10 anos sem escola são pretas, pardas ou indígenas. Antes da pandemia, crianças desta idade sem oportunidades de educação eram exceção. Em janeiro, o Unicef já havia divulgado a estimativa de que 5,2 milhões de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos estavam fora da escola ou sem atividades escolares. O número representa 13,9% do total da população com estas idades. No início do mês, apontou que o fechamento de escolas durante pandemia poderá fazer o Brasil regredir duas décadas no combate à evasão escolar. Em nota enviada pelo Unicef, Florence Bauer, representante da entidade no Brasil, destaca que os números fazem um alerta urgente para que ações sejam tomadas para reverter o quadro. “Os números são alarmantes e trazem um alerta urgente. O País corre o risco de regredir duas décadas no acesso de meninas e meninos à educação, voltado aos números dos anos 2000. É essencial agir agora para reverter a exclusão, indo atrás de cada criança e cada adolescente que está com seu direito à educação negado, e tomando todas as medidas para que possam estar na escola, aprendendo”, afirma Bauer. Quase 6 em cada 10 cidades ainda discutem protocolos de segurança para reabrir escolas, aponta pesquisa Os dados apontam que, em novembro de 2020, havia 36,9 milhões de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Entre eles: 35,4 milhões frequentavam a escola 31,7 milhões recebia atividades escolares, podendo tê-las realizado ou não 3,7 milhões não recebia atividades escolares 1,5 milhão não frequentava a escola Impacto geracional: reprovações e abandono A situação poderá afetar toda uma geração, afirma Bauer, representante do Unicef no Brasil. Em nota enviada pela entidade, Bauer diz: “Crianças de 6 a 10 anos sem acesso à educação eram exceção no Brasil, antes da pandemia. Essa mudança observada em 2020 pode ter impactos em toda uma geração. São crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental, fase de alfabetização e outras aprendizagens essenciais às demais etapas escolares". Segundo ela, sem completar o ciclo de alfabetização, as crianças poderão sofrer reprovações e até abandonar as escolas. Ela defende a reabertura das salas de aula de modo seguro para garantir o estudo das crianças. Exclusão: zona rural e Norte e Nordeste Na análise por áreas urbanas, a exclusão maior entre crianças de 6 a 10 anos está concentrada na zona rural, onde estão 16,5% dos casos. Na área urbana, são 12,6%. Entre as regiões do país, Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais, como mostra o gráfico abaixo: Infográfico mostra percentual de crianças e adolescentes de 6 a 10 anos sem estudos, por área urbana e rural G1 Entre os estados, as maiores exclusões da população de 6 a 17 anos está em Roraima, onde 38,6% desta parcela da população está sem estudo. Em seguida vem Amapá (35,7%), Pará e Amazonas (ambos com 32%), Bahia (30,7%) e Rio Grande do Norte (24,9%). Como reverter a exclusão? Para os especialistas do Unicef, é preciso agir para trazer crianças e adolescentes de volta às escolas e evitar impactos negativos no futuro. Entre algumas das ações recomendadas, estão: Busca ativa escolar: Para as crianças que estão matriculadas e não estão envolvidas nas atividades escolares, é preciso que as escolas montem estratégias para localizá-las e entender os motivos do abandono. Também é necessário formar parcerias entre outros setores, como assistência social, por exemplo, dando apoio para o retorno às salas de aula. O Unicef destaca que desenvolveu uma estratégia de busca ativa escolar para dar apoio a estados e municípios, adaptada à crise da pandemia. As informações são gratuitas e estão disponíveis no site (https://buscaativaescolar.org.br/ Campanhas de informação: Para o Unicef, é preciso também manter pais e responsáveis informados de que a matrícula poderá ocorrer a qualquer momento do ano. A entidade recomenda fazer campanhas em rádios, TVs, e redes sociais, além de encontros em praças e parques, se possível. Acesso à internet: Um levantamento feito pelo Unicef em parceira com a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), divulgado em março, apontou que a falta de acesso à internet e de infraestrutura nas escolas foram os maiores desafios das redes municipais em 2020. Segundo os dados levantados, 48,7% das redes municipais relataram muita dificuldade dos estudantes no acesso à internet para a realização de atividades remotas. Entre os professores, 24,1% também tinham dificuldades de se manterem conectados. Para o Unicef, elaborar estratégias que levem conectividade aos estudantes, professores e escolas é primordial para evitar a exclusão e o abandono escolar. VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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28/04 - UFSJ inicia pré-matrícula online da segunda chamada do Sisu 2021
O prazo para que os candidatos enviem a documentação vai até o dia 3 de maio. Confira o cronograma. Campus Santo Antônio em São João del Rei da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) UFSJ/Divulgação A Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) iniciou nesta quarta-feira (28) a pré-matrícula online da segunda chamada do pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2021/1. O prazo para que os candidatos enviem a documentação vai até o dia 3 de maio. De acordo com a Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) da UFSJ, o cronograma prevê que a terceira chamada será aberta em 4 de maio, com período da pré-matrícula online até o dia 6 do mesmo mês e envio da documentação com término de prazo no dia 10. A lista de espera e as datas para manifestação de interesse estão disponíveis para consulta no site da instituição. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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28/04 - Manifesto assinado por 7 ex-ministros da Educação diz que Inep, organizador do Enem, 'está em perigo'
Além da principal prova do país, instituto é responsável estatísticas, avaliações e provas da educação brasileira. Autarquia já teve 5 presidentes no governo Jair Bolsonaro. Sede do Inep em Brasília Inep/MEC Um manifesto assinado por sete ex-ministros da Educação diz que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) "está em perigo" e "vem sendo gravemente enfraquecido e isso coloca em risco políticas públicas cruciais para gestores educacionais, professores, alunos, familiares, além de governantes de todos os níveis". O Inep, vinculado ao Ministério da Educação, é responsável pelo Enem, a maior prova do país. Também organiza outros exames (Revalida, Encceja, Enade), avaliações (Sinaes, Saeb), censos da educação e estatísticas sobre a educação brasileira, como as que formam o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Cancelamento do Censo do IBGE pode deixar país 'no escuro' sobre número de crianças fora da escola e de analfabetos Assinam a carta os ex-ministros Rossieli Soares (gestão Michel Temer), Mendonça Filho (Temer), Aloizio Mercadante (gestão Dilma Rousseff), José Henrique Paim (Dilma), Cid Gomes (Dilma), Fernando Haddad (gestões Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva) e Tarso Genro (gestão Lula). O texto também afirma que "nos últimos dois anos, no entanto, o cargo foi ocupado por cinco pessoas diferentes. E pior: as posições de gestão não têm sido preenchidas com indicações de quadros técnicos qualificados para as funções". No final de fevereiro foi nomeado o quinto nome a comandar o Inep somente no governo Jair Bolsonaro. Danilo Dupas Ribeiro substituiu Alexandre Lopes, demitido logo ao final da realização das provas do Enem Digital. Outro trecho diz que o Inep está sendo excluído pelo MEC: "O corpo técnico de servidores do órgão, que é amplamente reconhecido no meio educacional pela seriedade, especialidade e compromisso público, não é ouvido. O Ministério da Educação exclui constantemente o Inep de debates sobre a atuação de prerrogativa legal do órgão, como a reformulação do Ideb e as avaliações para medir a alfabetização das crianças no 2º ano do ensino fundamental". Em reunião da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, em março, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que o "Inep estava tendo uma independência, querendo ser protagonista das políticas públicas da educação no Brasil. Não é assim que acontece, não comigo". Nesta quarta (28), houve mais uma troca no Inep: o comando da coordenação-geral de Avaliação dos Cursos de Graduação e Instituições de Ensino Superior vai para a médica veterinária Helena Cristina Carneiro Cavalcanti de Albuquerque no lugar de Sueli Macedo Silveira. O G1 entrou em contato com o MEC e o Inep sobre a carta e publicará as manifestações das duas entidades se forem enviadas. Leia abaixo a íntegra do manifesto: Em defesa do Inep, o órgão que avalia a educação no Brasil O principal órgão responsável pelas avaliações e indicadores da educação brasileira está em perigo. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, vem sendo gravemente enfraquecido e isso coloca em risco políticas públicas cruciais para gestores educacionais, professores, alunos, familiares, além de governantes de todos os níveis. O Inep é vinculado ao Ministério da Educação e teve em sua liderança acadêmicos de prestígio e gestores experientes no campo educacional ao longo dos seus 84 anos de história. Nos últimos dois anos, no entanto, o cargo foi ocupado por cinco pessoas diferentes. E pior: as posições de gestão não têm sido preenchidas com indicações de quadros técnicos qualificados para as funções. O corpo técnico de servidores do órgão, que é amplamente reconhecido no meio educacional pela seriedade, especialidade e compromisso público, não é ouvido. O Ministério da Educação exclui constantemente o Inep de debates sobre a atuação de prerrogativa legal do órgão, como a reformulação do Ideb e as avaliações para medir a alfabetização das crianças no 2º ano do ensino fundamental. Além disso, há incertezas sobre a realização da própria prova do Saeb em 2021, logo quando é tão importante mensurar os impactos da pandemia de Covid-19 para o aprendizado dos alunos. Para se ter uma ideia da importância do Inep, todos os anos, dezenas de milhões de crianças e adolescentes que frequentam as nossas escolas são contabilizadas pelo Censo da Educação Básica. O resultado do Censo forma a base de cálculo para repasses de recursos do Fundeb para estados e municípios, financiando a maior parte da educação básica no Brasil. Já no Censo da Educação Superior, outras milhões de pessoas são contabilizadas anualmente, com informações valiosas sobre o perfil dos alunos, seus cursos e a taxa de evasão, por exemplo. Parte desses estudantes faz a prova de avaliação da educação superior, o Enade, que conta para o Índice Geral de Cursos (IGC). O IGC impede que cursos e instituições de baixíssima qualidade estejam ao alcance das pessoas. Isso tudo também é organizado pelo Inep. Em anos alternados, dezenas de milhões de estudantes do ensino fundamental e médio são avaliados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica, o Saeb. Os resultados dos alunos do 5º e 9º ano do fundamental e 3º ano do médio são usados para compor o Ideb, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. As redes estaduais e municipais anseiam por esses dados para medir a qualidade do ensino que oferecem aos seus estudantes. Sem os dados do Ideb a educação brasileira fica às cegas e a aplicação dos recursos fica comprometida. Sem o Inep seria impossível. Isso sem falar dos milhões de jovens e adultos em busca do acesso ao ensino superior que fazem as provas do Enem, elaboradas pelo Inep. Estamos em um dos momentos mais desafiadores de nosso País, com esta pandemia. Mas não será com cortes no orçamento da Educação, área prioritária para o desenvolvimento social e econômico, que isso irá se resolver. Mesmo porque o Inep produz informações que evitam o desperdício, racionalizando e tornando o Estado brasileiro mais eficiente. Nós, que tivemos a honra de comandar esse ministério em algum momento da história recente do país, sentimos compelidos a fazer um apelo ao governo e à sociedade: respeitem, valorizem e reconheçam o papel de Estado desta instituição. O Inep é fundamental para a produção de dados sobre a educação brasileira. Por ser tão técnico, seu trabalho talvez não seja suficientemente conhecido pela população, mas asseguramos que é um pilar de sustentação da maior parte das ações do MEC. Sem um Inep capaz de cumprir suas funções, não haverá gestão responsável na educação do Brasil. Carta assinada pelos ex-ministros da Educação (em ordem cronológica): Tarso Genro, Fernando Haddad, Cid Gomes, José Henrique Paim, Aloizio Mercadante, Mendonça Filho, Rossieli Soares Avaliação em discussão O MEC chegou a cogitar o cancelamento neste ano do Saeb, que avalia aprendizado de alunos do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. A partir de 2021, ele seria usado como nova forma de ingresso no ensino superior no Enem seriado, que seria inviabilizado a princípio. Em nota, o ministério afirma que está não está em discussão o cancelamento e sim a aplicação da prova de forma censitária. No mês passado, a Associação de Servidores do Inep (Assinep) também divulgou uma carta em que pede "maior eficiência, eficácia e efetividade" dentro do instituto que organiza o Enem e diz que a autarquia precisa ter proteção contra as "tensões políticas intrínsecas às alternâncias de poder no governo federal". Na nota, a Assinep afirma que "nos últimos 20 anos, foram nomeados 15 presidentes para o Inep, de alinhamentos políticos, ideológicos e de formação acadêmica distintos, nem sempre compatíveis com um perfil adequado para a tomada de decisões inerentes ao cargo". Veja mais vídeos de Educação
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28/04 - MEC troca coordenadora de avaliação dos cursos de graduação do Inep
Helena Albuquerque é médica veterinária com doutorado em Ciências Animais e atuava na Capes. Ela foi nomeada para a função que avalia a qualidade de cursos e instituições do ensino superior no Inep. O Ministério da Educação (MEC) trocou o comando da coordenação-geral de Avaliação dos Cursos de Graduação e Instituições de Ensino Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada à pasta. Helena Cristina Carneiro Cavalcanti de Albuquerque assume a vaga, antes de Sueli Macedo Silveira. As portarias com a exoneração e nomeação foram publicadas nesta quarta-feira (28) no "Diário Oficial da União", e são assinadas pelo ministro Milton Ribeiro. Helena Albuquerque é formada em medicina veterinária, com mestrado e doutorado em Ciências Animais. De acordo com seu currículo Lattes, atualizado no último dia 14 de abril, ela atuava na Diretoria de Programas e Bolsas da Capes com programas voltados para inovação e parcerias com o setor produtivo. A Coordenação-Geral de Avaliação dos Cursos de Graduação e de Instituições de Ensino Superior é responsável pelas ações que mensuram a qualidade do ensino superior, além de articular com o Conselho Nacional de Educação (CNE) e secretarias do MEC. Em nota, o Inep informou que as mudanças seguem critérios técnicos e "estão alinhadas com as perspectivas de um novo modelo de avaliação da educação superior". O texto afirma que Albuquerque tem "pós-doutorado com tema 'Interação entre empresas e universidades', em parceria com a Mitacs, no Canadá". A nota também traz que a médica veterinária "é analista em Ciência e Tecnologia e tem ampla experiência como coordenadora-geral da Capes, com atuação em cooperação internacional, fomento à pós-graduação e projetos de incentivo à inovação e à aproximação da academia com o setor produtivo." De acordo com o texto, Sueli Macedo Silveira, que foi exonerada, será conduzida a outro cargo no Inep. Inep em 'perigo' Nesta quarta, um manifesto assinado por sete ex-ministros da Educação foi divulgado. Ele afirma que o Inep "está em perigo" e "vem sendo gravemente enfraquecido". Segundo os ex-ministros, isso "coloca em risco políticas públicas cruciais para gestores educacionais, professores, alunos, familiares, além de governantes de todos os níveis". O texto também afirma que "nos últimos dois anos, no entanto, o cargo foi ocupado por cinco pessoas diferentes. E pior: as posições de gestão não têm sido preenchidas com indicações de quadros técnicos qualificados para as funções". No final de fevereiro foi nomeado o quinto nome a comandar o Inep somente no governo Jair Bolsonaro. Danilo Dupas Ribeiro substituiu Alexandre Lopes, demitido logo ao final da realização das provas do Enem Digital. Troca de comando da Capes Além do Inep, a presidência da Capes, sigla para Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior onde Albuquerque trabalhava, também foi alterada recentemente. A instituição é responsável por avaliar os cursos de pós-graduação, divulgar produções científicas, promover a cooperação internacional e atuar na formação de professores da educação básica. Assumiu Cláudia Mansani Queda de Toledo, que teve um curso de pós-graduação com recomendação de descredenciamento pela própria Capes em 2017 por não ter atingido a nota mínima para continuar em funcionamento. Reitores da USP, Unicamp e Unesp criticam a nomeação da nova presidente, por considerarem que ela não ter a formação e a experiência exigidas para o cargo. Saiba mais sobre Educação
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28/04 - Universidades participantes do Sisu começam a convocar candidatos em lista de espera
A convocação para matrícula é de responsabilidade das instituições, conforme a disponibilidade de vagas. Não há garantias de que todos os inscritos serão chamados. Na página do Sisu, é possível verificar o número de candidatos inscritos na lista de espera de cada curso em cada instituição Reprodução/Sisu As universidades participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estão convocando os candidatos inscritos na lista de espera para preencher vagas em cursos de graduação. O prazo de inscrição para esta lista foi encerrado na última sexta-feira (23). No site do Sisu, no ícone "lista de espera", é possível ver o nome e a quantidade de candidatos inscritos que aguardam uma vaga em cada curso de cada universidade. A convocação para matrícula é de responsabilidade das instituições, conforme a disponibilidade de vagas. Não há garantias de que todos os inscritos serão chamados. Neste ano foram ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Segundo o Ministério da Educação (MEC), houve 1,2 milhão de candidatos inscritos. Na Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, há 1.370 candidatos que manifestaram interesse na lista de espera. O curso de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tem 1.086 pessoas aguardando serem chamadas. Tensão sobre a espera Nas redes sociais, candidatos brincaram com a tensão sobre a lista de espera. Outros criticaram a divulgação dos nomes dos concorrentes. Veja abaixo as reações: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Caso o candidato tenha dúvidas, é possível falar com o Ministério da Educação (MEC) pelo número 0800-616161. Brecha pelo QR Code Na véspera do anúncio da chamada regular, antes da lista de espera, candidatos disseram nas redes sociais que conseguiram visualizar antecipadamente os resultados via uma brecha no QR Code. Contatado pelo G1, o Ministério da Educação (MEC) não respondeu se houve uma falha e se os resultados visualizados representavam a classificação real dos estudantes. Segundo os relatos, a brecha era explorada da seguinte forma: no site do Sisu, o candidato logado tinha uma opção para imprimir seu comprovante de inscrição ao clicar nesse botão, aparecia uma opção de QR Code tanto para primeira quanto para a segunda opção de curso + universidade usando um leitor de QR Code, o candidato visualizava o que seria sua classificação na chamada regular do Sisu A estudante Anna Rosa Barbosa, 20 anos, de Macapá (AP), disse que descobriu por acaso a possibilidade de acesso ao ver uma postagem no Twitter. Ela conta que concorre a uma vaga em ciências biológicas (primeira opção) e gastronomia (segunda), ambos os cursos na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De acordo com o que apareceu para a candidata, ela teria sido aprovada na segunda opção. Resultados de classificação do Sisu que aparecem para candidata antecipadamente Arquivo pessoal Turbulências no Sisu 2021 Em menos de uma semana, o MEC prorrogou o prazo final de inscrições e derrubou o sistema que foi chamado de "nota fantasma" ou "dupla classificação". Na prática, a pasta anunciou a retomada do formato que era adotado até 2019. O MEC declarou que a mudança atende a "apelos contrários" ao sistema usado em 2020 e mantido inicialmente neste ano – mas nega que o cálculo diferente tenha levado a alguma ocupação indevida de vagas no ensino superior. Antes de ser encerrada pelo MEC, a "nota fantasma" chegou a ser alvo de representações de deputados federais e de uma ação conjunta movida por entidades estudantis. Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020 O método de "dupla classificação" ou "nota fantasma" funcionava da seguinte forma: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas, no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato podia inflar artificialmente as notas de corte já que a outra escolha do aluno não valerá após o fechamento do sistema Veja vídeos de Educação
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28/04 - Dia da Educação terá evento on-line com debate sobre tendências digitais e acesso ao ensino de qualidade
A ideia é apoiar e estimular boas ações do Brasil para inspirar novas iniciativas. O escritor norte-americano Henry Jenkins, que participará do debate com tradução simultânea "Educação e mídias: o papel da escola, da comunidade e da cultura". Divulgação O Dia da Educação, celebrado nesta quarta-feira (28), terá eventos on-line para debater tendências digitais, conectividade e acesso ao ensino de qualidade. A ideia é apoiar e estimular boas ações do Brasil para inspirar novas iniciativas. Entre os destaques, está o escritor norte-americano Henry Jenkins, que participará do debate com tradução simultânea "Educação e mídias: o papel da escola, da comunidade e da cultura". A transmissão será às 16h desta quarta, no YouTube do Canal Futura. Haverá participação de Tessa Jolls, uma das pioneiras educação midiática nos EUA e mediação do pesquisador da PUC-SP, Alexandre Sayad, da série do Futura "Idade Mídia". Na quinta (29), às 18h, o debate no YouTube do Canal Futura será sobre "Informação e narrativas", com Juan Mascardi (do canal de televisão Telefe Rosário), Natália Vianna (Agência Pública) e Lilian Bacich (Trade Educação). A mediação será de Antônio Gois, da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca). Na sexta (30), às 18h, haverá o debate sobre "O lúdico e a experiência", com participação de Murilo Sanches (Colmeia Educacional, focada em formar inovadores), Carla Zeltzer (CEO da FazGame, para o ensino da Língua Portuguesa) e Nina da Hora (do podcast Ogunhê, que mostra negros que encontraram soluções para a humanidade através da ciência). A mediação é da jornalista Sil Bahia, da plataforma PretaLab, que conecta mulheres negras às empresas de tecnologia. Outra ação será o debate do documentário "Prova Escrita", disponível aqui. A produção trata dos desafios de reduzir o abandono escolar em uma escola no interior da Bahia, estado que é um dos líderes em defasagem educacional. Haverá a participação da coordenadora pedagógica da escola, Janaína Barros, do diretor e roteirista Luís Gustavo Ferraz e do produtor Lucas Brito Cortez. O debate será por meio da plataforma Zoom e é preciso de inscrever por aqui. O evento é liderado pela Fundação Roberto Marinho e tem parceira de mais de 200 instituições, como Itaú Social, Fiesp, Fundação Bradesco, Globo, Sebrae, Unesco, Instituto Ayrton Senna, Instituto Coca-Cola Brasil, entre outros. VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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