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19/02 - UFSCar divulga lista de convocados para manifestação de interesse na segunda chamada
Candidato deve registrar presencialmente o interesse pela vaga no dia 28 de fevereiro. Campus da UFSCar em São Carlos Felipe Lazzarotto/ EPTV A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) divulgou, nesta quarta-feira (19), os nomes dos convocados da lista de espera para manifestação de interesse na segunda chamada do processo de seleção para cursos de graduação presenciais. Confira a lista de convocados O candidato deve registrar presencialmente o interesse pela vaga no dia 28 de fevereiro, das 9h às 11h, no campus onde é oferecido o curso escolhido. As pessoas que forem convocadas e que comparecerem para manifestar o interesse saberão se conseguiram a vaga na tarde desse mesmo dia e deverão requerer a matrícula das 15h às 17h. Lista de espera A partir dos nomes contidos na lista de espera fornecida pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), está sendo convocada agora pela UFSCar uma quantidade de estudantes na proporção estimada suficiente para o preenchimento da quantidade atual de vagas disponíveis, com base na combinação de índices de comparecimento nas chamadas de anos anteriores. As pessoas da lista de espera que não foram convocadas nesta segunda chamada devem aguardar a divulgação da próxima lista, no dia 11 de março. Nas páginas iniciais da lista de manifestação de interesse da segunda chamada, a Coordenadoria de Ingresso na Graduação (CIG) da UFSCar apresenta respostas para as principais dúvidas sobre essa etapa. Outras informações podem ser obtidas por meio de consulta ao edital ou em contato por meio do Fale Conosco, no site da CIG. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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19/02 - Universidades federais da Zona da Mata e Vertentes analisam ofício do MEC contra aumento de gastos
Documento veda aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstas no orçamento de 2020. Veja o que disseram a UFJF, UFV e UFSJ. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora O Ministério da Educação (MEC) enviou no dia 4 de fevereiro um ofício às universidades federais vedando o aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstas no orçamento de 2020. Após o anúncio, a TV Integração entrou em contato a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) para saber quais medidas serão tomadas pelas instituições. No documento, o MEC alega que o pedido é o resultado da perda de R$ 2,7 bilhões para pagamento de despesas que estavam previstos no orçamento do Ministério da Educação. A verba foi retirada durante a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020 no Congresso Nacional. Ofício do MEC veda despesas G1 Ainda conforme o ofício do MEC, as instituição devem "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". MEC envia ofício às universidades com alerta sobre aumento de gastos; instituições suspendem contratações No dia 7 de fevereiro, o G1 mostrou que a previsão orçamentária das universidades federais da Zona da Mata e Vertentes é a menor em 2020. O que dizem as universidades UFJF Universidade Federal de Juiz de Fora Clara Downey/UFJF Em nota, a UFJF informou que o Conselho Superior (Consu) vai se reunir nesta quinta-feira (20) para debater o assunto e só depois a instituição poderá tomar alguma decisão. UFSJ Campus Tancredo Neves da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) UFSJ/Divulgação Segundo a UFSJ, a universidade vai seguir normalmente com promoções, progressões e concessão de auxílios. "Estamos considerando a contratação de servidores, diante do reduzido número de provimentos autorizados", diz a nota. UFV Universidade Federal de Viçosa UFV/Divulgação Conforme a UFV, a Administração Superior deu início a estudos internos para avaliar o impacto dessas medidas em conjunto com os Diretores dos Centros de Ciências, de Campi e CAP-Coluni e tem participado de reuniões na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Confira abaixo trecho do posicionamento da instituição: "Informamos igualmente que, no presente momento, nossos esforços se mostram eficientes para garantir os direitos legais dos servidores, priorizando o seu desenvolvimento na carreira, conforme estabelecido no Plano de Carreira do Magistério Federal e no Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, estruturados, respectivamente, pelas Leis nº 12.772, de 28 de dezembro de 2012, e nº 11.091, de 12 de janeiro de 2005". A UFV ainda reafirmou o compromisso com a "plena transparência na gestão e solicita a todos, colaboradores e organizadores que representam a comunidade universitária, que mantenham a firme disposição para o diálogo ante as adversidades vigentes".
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19/02 - Coronavírus: estudantes brasileiros na China ficam no 'limbo' em meio ao surto
Com reinício das aulas suspenso por tempo indeterminado, alguns passam os dias sem poder sair do alojamento estudantil e sem saber quando o ano letivo vai recomeçar. Bruna Sebastiany e o namorado usando máscaras; ela precisou ficar em quarentena e agora não sabe quando suas aulas de mandarim vão recomeçar Arquivo Pessoal Ao retornar ao alojamento estudantil do Instituto Politécnico de Macau (IPM) no dia 31 de janeiro, depois de passar o feriado do Ano Novo chinês em Hong Kong, a brasileira Bruna Sebastiany, de 24 anos, de Cruzeiro do Sul (RS), foi avisada de que não poderia entrar no local em razão da epidemia do novo coronavírus. Cientistas decifram estrutura no novo coronavírus que pode ajudar na fabricação de vacinas Irã anuncia que duas pessoas morreram por causa do novo coronavírus no país "Por determinação da administração da universidade, os estudantes que saíssem de Macau teriam de ficar em quarentena em um outro dormitório. Tive 15 minutos para pegar roupas e pertences e sair sem falar com ninguém", relata por telefone a brasileira de 24 anos, que estuda mandarim na China há três anos. O episódio ilustra a realidade dos estudantes em toda a China, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda considera como local de alto risco para a transmissão do coronavírus, oficialmente chamado de Covid-19. Foram registrados, no país, 73,3 mil casos da doença até 18 de fevereiro, com 1.870 mortes. No restante do mundo, o total de casos confirmados é de 804 (por enquanto, nenhum no Brasil), com três mortes até agora. Inicialmente previstas para iniciarem em fevereiro, as aulas presenciais do primeiro semestre letivo estão suspensas por tempo indeterminado na China. Alunos que aproveitaram o feriado para viajar pelo país ou para o exterior enfrentaram restrições ao voltar ou preferiram aguardar a normalização da situação para retornar. Alguns voltaram para seus países de origem. Os que ficaram nas moradias estudantis relatam um cotidiano de tédio e incerteza. Por duas semanas, Bruna permaneceu em alojamento universitário na ilha de Taipa. Em razão das férias escolares, o local estava quase deserto. Duas vezes por dia, às 9h30min e às 21h30min, seguranças mediam sua temperatura. Na manhã do dia 4, ela foi notificada de que não poderia sair do prédio. Por e-mail, os estudantes protestaram dizendo que precisavam comprar mantimentos e se exercitar. A universidade acabou permitindo saídas por uma hora diária, mediante pedido por escrito no qual o estudante informava o motivo do deslocamento. Stéfani Kummer resolveu voltar para o Brasil e agora espera para saber se vai ter aulas à distância Arquivo Pessoal Embora soubesse da epidemia desde o dia 22 de janeiro, Bruna não havia notado alterações na rotina do país até chegar a Hong Kong. No dia 25, as comemorações públicas do Ano Novo foram canceladas em Hong Kong e Macau para evitar aglomerações. "No domingo, meu namorado e eu fomos a um templo budista, como é costume. O local estava lotado, e os chineses, que eram a imensa maioria, usavam máscaras. Os que não usavam eram estrangeiros", relembra. O uso de máscaras ajuda, segundo a OMS, a limitar o avanço de algumas doenças respiratórias, embora seja, por si só, uma medida insuficiente. A organização recomenda também lavar as mãos, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar e manter uma distância mínima (1m) das demais pessoas, sobretudo se elas tiverem sintomas de doenças respiratórias. O Covid-19 pode causar desde sintomas leves, como coriza, dor de garganta, tosse e febre, até problemas mais graves em alguns pacientes (particularmente idosos e pessoas com problemas médicos anteriores), como pneumonia e dificuldade em respirar. Em alguns casos extremos, a doença pode ser fatal. A cerca de 3 mil quilômetros de distância dali, os estudantes Wesley Ranier Pereira Flores, 26 anos, e Bruno Farias, de 23, que cursam mandarim na Universidade de Línguas e Cultura de Pequim, também têm passado os dias com apreensão e pouco o que fazer. Eles têm de ficar o tempo todo no dormitório do campus, sem uma definição sobre o início do semestre. "Lemos e navegamos na internet para passar o tempo, porque o alojamento está praticamente vazio", afirma Wesley. Viagem cancelada Bruno Locatelli, 22 anos, de Bom Retiro do Sul (RS), que também estuda mandarim no IPM, aguarda em Bali, na Indonésia, um momento propício para voltar à China. Ele passava férias com a namorada em outros países da Ásia quando ficou sabendo, pela internet, da epidemia do coronavírus. O casal decidiu cancelar o voo de volta a Pequim, inicialmente previsto para 18 de fevereiro. "Pretendemos ficar na Indonésia até receber de nossa universidade a notificação de volta às aulas presenciais. Cada um tem de se manter por conta própria. Nossos familiares e amigos estão naturalmente apreensivos com a situação. Embora estejamos numa área de baixa risco, ainda assim ficam preocupados", afirma Bruno por e-mail. O novo coronavírus fez Stéfani Kummer, 22 anos, tomar uma medida mais radical: retornar ao Brasil. "Comprei minha passagem à tarde e fui embora à noite", relata a estudante de mandarim do IPM, de Roca Sales (RS), por telefone. Ela embarcou em Pequim no dia 29 de janeiro e chegou a São Paulo no dia seguinte. No aeroporto, na capital chinesa, ficou preocupada ao ver estrangeiros sem máscara facial. O namorado de Stéfani, português, também retornou para seu país. A perspectiva de aulas online preocupa Stéfani. "Estou esperando uma posição da universidade. Se isso se confirmar, terei aulas de madrugada. Tenho saudade da rotina na China", afirma. Na pequena Roca Sales, de 12 mil habitantes, o retorno da estudante não passou despercebido. "Fiquei sabendo que alguns ligaram para a Secretaria Municipal de Saúde perguntando como permitiam a vinda de alguém que estava na China. Mesmo alguns parentes evitaram ter contato comigo", conta. Vídeos Veja abaixo vídeos sobre o tema: Coronavírus: sintomas, risco no Brasil e tudo o que se sabe até agora Novo coronavírus: termina quarentena de navio com mais de 600 infectados no Japão
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19/02 - Corte de novos professores, de auxílios e aulas ameaçadas: os impactos nas universidades e institutos federais após MEC vedar gastos com pessoal
Ao menos 7 instituições federais de ensino suspenderam a contratação de profissionais: IFRN; IFRO; IFSP; UFAC; UFOB; UFTO; UTFPR. MEC determina às universidades federais que não paguem horas extras aos professores Universidades e institutos federais do país passaram a suspender a contratação de novos profissionais depois de o Ministério da Educação (MEC) enviar um ofício que veda o aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstos no orçamento de 2020. As instituições federais afirmam que haverá cortes de benefícios, como auxílio-natalidade ou retribuição por titulação, e avaliam de que forma poderão enfrentar a situação neste ano. Ao menos duas universidade estimam que a medida poderá ter impacto no início das aulas, em março. Em 4 de fevereiro, o MEC enviou a essas instituições de ensino um documento no qual cita a Regra de Ouro, ou seja, a obrigatoriedade de não gastar mais que o previsto. Caso descumpra a norma, o reitor poderá ser enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal. Ao menos 7 instituições federais de ensino, entre universidades e institutos, suspenderam a contratação de profissionais: Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) Instituto Federal de Rondônia (IFRO) Instituto Federal de São Paulo (IFSP) Universidade Federal do Acre (Ufac) Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) Universidade Federal do Tocantins (UFT) Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) À TV Globo, o reitor da UFSM, Paulo Burmann, afirmou nesta terça-feira (18) que há 40 servidores aprovados em concursos que aguardam nomeação e que, sem a autorização do MEC para fazer as reposições, não poderia contratá-los, o que afetaria as aulas em março. Nesta quarta, a instituição encaminhou nota ao G1 afirmando que "seguirá com as nomeações previstas, com o calendário letivo e as atividades planejadas para este ano" e que "também manterá os benefícios e concessões aos servidores, conforme previsão legal". A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) afirma que deverá decidir sobre o tema após uma reunião, marcada para 14h desta quarta-feira (19). O Instituto Federal do Amapá (Ifap) estima que a medida pode impactar no ano letivo de 2021, já que o orçamento deste ano já está fechado e não poderá ser revisto para o ano seguinte. Há ainda 22 instituições que disseram que vão avaliar o impacto da medida: Instituto Federal da Paraíba (IFPB) Instituto Federal do Acre (Ifac) Instituto Federal Catarinense (IFC) Instituto Federal de Brasília (IFB) Instituto Federal da Paraíba (IFPB) Instituto Federal de Roraima (IFRR) Universidade de Brasília (UnB) Universidade Federal do Rio Grande (Furg) Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Universidade Federal de Roraima (UFRR) Universidade Federal do Rio Grande (FURG) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Universidade Federal de Sergipe (UFS) Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Universidade Federal do Amapá (Unifap) Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Universidade Federal do Piauí (UFPI) Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) A Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Federal de Alagoas (UFAL) informaram que não receberam o ofício. Ao menos seis instituições disseram que não farão cortes ou que o ofício não trará impactos: Instituto Federal do Acre (IFAC) Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) Universidade Federal de Goiás (UFG) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) O G1 não conseguiu contato com as demais instituições ou não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Para a UFSCar, "há muitas questões em aberto". Em nota, a UTFPR classificou a situação como de "extrema gravidade". O problema ocorre quando as leis são sobrepostas – como a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Trabalhista, no caso de as universidades não poderem pagar benefícios adquiridos. A situação poderá levar à judicialização de casos – quando professores e servidores entram na Justiça para fazer valer seus direitos. O MEC diz que "a pasta trabalha para ajustar, o mais breve possível, as dotações de modo a atender todas as projeções." A Andifes, entidade que representa os reitores das universidades federais, prepara uma representação para apresentar ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o caso. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica enviaram uma nota conjunta dizendo que repudiam a medida do MEC, que viola os direitos de professores e técnicos garantidos na Constituição Federal, e que estão tomando medidas políticas e jurídicas cabíveis, exigindo a imediata revogação dessas ações. Ofício do MEC veda gastos com pessoal Ofício do MEC veda contratação de professores Reprodução/G1 De acordo com o ofício do MEC, as instituição devem "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". Isso ocorre em um cenário em que as universidades já passaram por dois contingenciamentos em 2019, além de pesquisadores enfrentarem cortes em bolsas de estudo que afetaram pesquisas e compras de insumos. Além disso, o orçamento aprovado para o MEC em 2020 teve redução de 16%, se comparado ao ano anterior, fechando em R$ 103 bilhões – a proposta encaminhada ao Congresso pelo governo era ainda pior, com corte de 17%. De acordo com o ofício do MEC, o projeto de lei orçamentária para a educação previa R$ 74,6 bilhões para as "programações condicionadas à aprovação legislativa", mas foram aprovados R$ 71,9 bilhões – corte de R$ 2,7 bilhões. Lei de Responsabilidade Fiscal Segundo o especialista em finanças públicas, o advogado Gladimir Chiele, o ofício tira do MEC a responsabilidade de cobrir despesas futuras, com suplementação orçamentária. Caso algum reitor vá contra o ofício e contrate novos professores, quem responderá criminalmente dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal será o reitor. Entretanto, ele alerta que o MEC usa um dispositivo errado no ofício. A medida afeta "frontalmente" a autonomia das universidades, afirma Gustavo Balduino, secretário-executivo da associação de reitores das universidades federais, a Andifes. Ofícios colocam gestão em suspenso Em 8 de janeiro, o MEC enviou uma circular às universidades e institutos federais informando que elas não poderiam contratar professores substitutos até que a Lei Orçamentária Anual (LOA) fosse sancionada – o que ocorreu em 20 de janeiro. A circular do MEC citava uma portaria publicada em agosto de 2019 que estabelece que os secretários da Secretaria de Educação Superior e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica são quem vão informar as universidades sobre "os limites de provimentos de cargos" – ou seja, se poderão ou não contratar os professores. "Embora seja do conhecimento de todos, cumpre-nos reiterar que não estão autorizados, até a presente data, provimentos de cargos de docentes e técnicos nas universidades federais para o ano de 2020", diz o texto da circular. "Serão considerados nulos de pleno direito os atos referentes às despesas de pessoal e encargos sociais que forem autorizados", diz outro trecho. A situação também não era comum em anos anteriores e deixou os professores aprovados em concursos apreensivos. Em 10 de fevereiro, a Secretaria de Ensino Superior (Sesu) encaminhou outro ofício informando os limites de provimento de cargos para os professores substitutos (equivalentes) e servidores técnicos-administrativos, também condicionando à liberação de recursos. Agora, o recente ofício do MEC traz ainda mais incerteza para a gestão universitária. Nelson Cardoso Amaral, professor de pós-graduação na Universidade Federal de Goiás (UFG), afirma que o orçamento do MEC deste ano "não dá para pagar todas as despesas", incluindo a folha de pagamento, que é despesa obrigatória. "É mais um ataque ás universidades, fazer este tipo de terros. Em geral, se você analisar, nenhum orçamento vai até o fim do ano. Basicamente todos os ministérios estão nesta condição", afirma. VÍDEOS Nesta terça-feira, o Jornal Hoje tratou do assunto, confira no vídeo abaixo: MEC diz que universidades não devem aumentar gasto com pessoal Matéria de setembro mostra a previsão de redução de orçamento para o MEC; reveja: Verba para infraestrutura na educação vai sofrer corte de 54% Em dezembro, o Congresso aprovou o Orçamento de 2020, que depois foi sancionado sem vetos em janeiro. Reveja no vídeo: Congresso aprova o orçamento da União para 2020 *Colaboraram: Carolina Cattaneo (G1 RS), Ana Kézia Gomes (G1 RO), Carlos Brito (G1 RJ), Janine Brasil (G1 AC), Pedro Alves (G1 PE), Lívia Machado (G1 SP), Igor Jácome (G1 RN), Valéria Martins (G1 SC), Joelma Gonçalves (G1 SE), Vilma Nascimento (G1 TO), John Pacheco (G1 AP).
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19/02 - Vestibular 2020 da Unicamp tem 160 candidatos com nota máxima em redação; veja relatos e dicas
Comissão diz que 11 participantes tiveram nota zero na produção de texto e destaca orientações. Estudantes relatam o que fizeram de diferente para ter melhor pontuação; confira calendário. Candidatos durante a 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antoninho Perri/SEC Unicamp O vestibular 2020 da Unicamp teve 160 candidatos que alcançaram nota máxima na prova de redação e 11 que zeraram, segundo dados obtidos pelo G1 com a comissão organizadora do exame (Comvest). Três convocações já foram realizadas e a matrícula presencial deve ser feita em 2 de março. Veja abaixo relatos de estudantes aprovados que conseguiram pontuação máxima na redação. Aprovados Lista da 1ª chamada Lista da 2ª chamada Lista da 3ª chamada A avaliação aplicada em janeiro teve dois temas e o candidato precisava escolher um para desenvolver. Um era a crônica sobre micromachismos na sociedade - opção de 62% - e o outro foi a elaboração de um texto para a plataforma podcast com objetivo de relacionar biodiversidade e sociodiversidade no Brasil. O total de pessoas que tirou nota mais elevada corresponde a 1,3% dos 12,2 mil participantes da prova. "É uma prova de produção textual, significa que os candidatos devem seguir as orientações e demonstrar domínio de leitura e escrita. Isso é averiguado pela compreensão da proposta do gênero textual, a leitura e apropriação dos textos disponibilizados para os candidatos e, por fim, a escrita", avalia o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto. 'Choque' A estudante de Marina de Mello Naresse, de 18 anos, foi aprovada para cursar medicina na universidade. Ela explica que o resultado foi uma surpresa e que, durante o cursinho pré-vestibular, fez uma preparação exclusiva para a redação. "Foi um choque para mim, minha família e amigos. Não esperava nem passar e foi um diferencial para aprovação", explica a jovem que também tentou a USP, mas não passou. Ao lembrar que começou a pensar na carreira ainda adolescente, quando também pensava nos cursos de biologia e medicina veterinária, ela diz que optou por desenvolver a proposta de crônica na prova. Eu escolhi a crônica porque tenho mais afinidade com este gênero e o tema me atraiu mais", destacou. Sem surpresa À espera de conseguir uma vaga na carreira de arquitetura e urbanismo na segunda chamada do vestibular, a estudante Debora Bonvecchio de Lima, de 23 anos, já conquistou uma cadeira em ciências sociais - curso indicado como segunda opção. Para ela, o diferencial na preparação foi conhecer diferentes tipos de gêneros textuais para evitar surpresas durante o exame da Unicamp. "Não esperava nota máxima. Ajuda muito saber a estrutura de cada tipo de texto porque quando cai você já sabe como funciona", explica a jovem ao lembrar que assistiu vídeos e também fez leituras sobre artigos, cartas, entre outros tipos de texto. Para ela, as leituras obrigatórias também contribuíram. "As crônicas do Nelson Rodrigues [A cabra vadia] contribuíram muito. É preciso também ter repertório cultural, não dá para estudar um dia antes. Ler notícias, estar por dentro das discussões, a Unicamp cobra um senso crítico do aluno", destaca a estudante. Unicamp 2020: Estudantes fazem redação e provas de português e inglês na segunda fase Bruna Ferreira/G1 Como funciona a correção Cada prova passa separadamente por dois corretores. Eles têm identidades mantidas sob sigilo, conforme cláusula estipulada em contrato com a universidade estadual para evitar interferências. O índice de concordância entre a primeira e a segunda correção gira em torno de 90%, segundo o diretor. "Ajuda a compreender que produção textual não é aleatória, nem subjetiva como o senso comum atribui, afirma Alves. Veja abaixo tabela como é feita a análise das redações. Itens avaliados em redações no vestibular da Unicamp Reprodução / Comvest Dicas Alves destaca que a universidade oferece cursos aos professores do ensino médio para que orientem os estudantes sobre os critérios de correção. Ao ponderar sobre os candidatos que zeraram no exame, ele salienta que eles cometem erros considerados básicos, como fugir da proposta/gênero solicitado ou do tema apresentado. A proposta é avaliar a habilidade do estudante em associar leitura e escrita. "Não adianta eu ter um bom texto sobre crise econômica se a proposta não demandava isso. Aliás, o que a Unicamp espera com as suas redações é não termos candidatos com fórmulas prévias, como ocorre em outros modelos que cobram um único tipo de texto", destaca. Calendário Quarta chamada de aprovados - 21/02 Matrícula presencial - 02/03 Outras informações - site da Comvest Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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18/02 - Unicamp perde 22 posições em dois anos em ranking internacional
Universidade Estadual de Campinas aparece na 55ª posição entre as melhores universidades dos países de economia emergente da Times Higher Education (THE). Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV A Unicamp perdeu 22 posições em dois anos, mas manteve-se no ranking das 100 melhores universidades dos países de economia emergente da revista britânica Times Higher Education (THE), divulgado nesta terça-feira (18). 2020: 55ª colocação 2019: 40ª colocação 2018: 33ª colocação De 33ª em 2018 para 55ª neste ano, a universidade de Campinas (SP) manteve-se como a segunda melhor do Brasil, atrás da Universidade de São Paulo (USP), que ocupa a 14ª colocação. Foram classificadas 533 instituições de ensino de 45 países, e de acordo com a revista foram utilizados como parâmetro de análise índices como ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e internacionalização. Em nota, o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, avaliou a classificação como positiva. “É importante uma posição de destaque entre as 100 melhores universidades de economias emergentes. Há milhares de universidades no mundo, e estar entre as 100 melhores é motivo de orgulho, junto com outras universidades públicas brasileiras", disse. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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18/02 - Novo programa de alfabetização do MEC prevê curso online para professor, teste de fluência para aluno e intercâmbio com Portugal
Adesão das redes municipais e estaduais à iniciativa batizada de Tempo de Aprender será voluntária. Ministro pede 'gesto de boa vontade' e fim de pré-conceito contra abordagem defendida pelo governo federal. O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira (18) um programa de alfabetização chamado Tempo de Aprender. Ele é voltado para formação de professores, reestruturação de material didático e aplicação de um teste nacional em alunos em fase de alfabetização, entre outras medidas. De um modo geral, a adesão às iniciativas do Tempo de Aprender serão voluntárias: cada rede municipal ou estadual poderá decidir se vai oferecer as ações do programa em suas escolas. Na apresentação do programa, que não contou com a abertura de perguntas feitas pelos jornalistas, o secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, disse que o foco do programa são os professores do último ano do ensino infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental. O Tempo de Aprender é segunda ação da Política Nacional de Alfabetização, que já tinha lançado o “Conta pra mim”, que incentiva pais a lerem para os filhos. Lacunas da Política Nacional de Alfabetização fazem especialistas acenderem 'luz amarela' de alerta MEC diz que política de alfabetização vai seguir meta de alfabetizar crianças até 3º ano do fundamental Durante a apresentação do programa, em Brasília, o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que os resultados da alfabetização no Brasil não são bons e que o ministério tem sentido "preconceito" sobre os novos métodos adotados pelo governo. "Estamos trazendo técnica de uma forma aberta. Não estamos impondo nada, mas sentimos um preconceito. Eu peço um gesto de boa vontade a todos para estarem abertos a ouvirem técnicas que trouxemos lá de fora, para melhorar a alfabetização no Brasil" - Abraham Weintraub, ministro da Educação Fachada do Ministério da Educação, em Brasília Marcos Oliveira/Agência Senado O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) divulgou nota na qual afirma receber com "cautela e preocupação" as ações propostas no programa. "Além das incertezas geradas pelo caráter ainda genérico das informações apresentadas, o Consed avalia que a alfabetização tem sido, até aqui, o principal fator impulsionador do regime de colaboração construído entre estados e municípios" - Consed O Conselho propõe que o programa seja mais debatido com os Estados e municípios, "que o papel de articulador dos estados seja valorizado e potencializado; que eventuais adesões ao programa sejam feitas primeiramente pelos sistemas, sem limitações à prerrogativa dos estados e municípios escolherem ações que possam complementar políticas já em curso em seus respectivos territórios; e, sobretudo, que as políticas já implementadas não sofram reveses ou concorrências de qualquer natureza", conclui a nota. João Marcelo Borges, diretor de Estratégia Política do Todos Pela Educação, afirmou ao G1 que houve demora na apresentação da política, mas a considera como um passo positivo. "O programa 'Tempo de Aprender' e a Política Nacional de Educação são embasados em evidências científicas robustas, alinhadas às melhores práticas adotadas em boa parte de sistemas educativos de alto desempenho" - João Marcelo Borges, diretor de Estratégia Política do Todos Pela Educação Borges ressaltou, porém, que o Todos pela Educação expressa a mesma cautela mencionada pelo Consed "relativa à necessidade de integrar melhor a iniciativa federal com os esforços que já vêm sendo feitos nos âmbitos dos Estados, sobretudo aqueles que iniciaram ou já têm desenvolvido, há muitos anos, estratégias em regime de colaboração para a alfabetização." 4 eixos do programa O programa está construído em 4 eixos: formação continuada de profissionais da alfabetização; apoio pedagógico para a alfabetização; aprimoramento das avaliações da alfabetização e valorização dos profissionais de alfabetização. Veja o que se sabe sobre cada um dos pontos: 1. Formação continuada de profissionais da alfabetização O projeto do MEC prevê, neste eixo, três focos: Formação prática para professores alfabetizadores: O MEC espera atender cerca de 300 mil professores em cursos on-line que começam no 1º semestre de 2020. O investimento previsto nesta ação é de R$ 3 milhões; Formação prática para gestores educacionais: diretores escolares e coordenadores pedagógicos de alfabetização também poderão participar de cursos on-line. O investimento previsto é de R$ 1,5 milhão; Intercâmbio de professores alfabetizadores: 50 professores participarão de curso na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) e no Instituto Politécnico do Porto (IPP); 2 . Apoio pedagógico para a alfabetização Neste eixo, três ações foram apresentadas: Sistema On-line de Recursos para Alfabetização — Sora: É um sistema de plano de aulas desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia da Informação e Mídias Educacionais — LabTIME, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Segundo o ministério, o Sora vai oferecer "recursos pedagógicos, como estratégias de ensino, atividades e avaliações formativas, com respaldo em práticas de alfabetização". Apoio financeiro para assistentes de alfabetização e custeio para escolas: segundo o MEC, o programa vai fornecer recursos financeiros às redes de educação para apoiar a atuação dos assistentes de alfabetização, que auxiliam os professores no manejo da sala e para custear as despesas das escolas. Reformulação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, segundo o MEC, objetivo vai ser adequar as obras literárias do Programa aos novos métodos e fundamentos adotados pelo Programa 3. Aprimoramento das avaliações da alfabetização Neste eixo, o MEC afirmou que destinará um orçamento de R$ 20 milhões. Apesar de ter um orçamento, ainda não há explicações de como essas avaliações vão ser desenvolvidas e aplicadas. Estudo Nacional de Fluência: o MEC propõe realizar um teste da fluência em leitura oral nas escolas que participarem do programa. A estimativa é avaliar 2 milhões de estudantes do 2º ano do ensino fundamental, ao custo de R$ 20 milhões. O objetivo, segundo o ministério, é oferecer às redes estaduais, municipais e distrital um indicador de desempenho em alfabetização e verificação da aprendizagem da leitura. Aperfeiçoamento das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) voltadas à alfabetização: o objetivo do MEC é que as provas do Saeb sejam capazes de avaliar os seguintes tópicos de avaliação da alfabetização dos alunos: aprender a ouvir, conhecimento alfabético, fluência em leitura oral, desenvolvimento de vocabulário, compreensão de textos e produção de escrita. 4. Valorização dos profissionais de alfabetização No último eixo, o foco se baseia em premiar os profissionais da educação: Prêmio por desempenho para professores, diretores e coordenadores pedagógicos: o objetivo, segundo o MEC, é estabelecer prêmios para reconhecer profissionais da educação que tiverem bom desempenho em alfabetização. A metodologia utilizada para avaliar qualitativamente estes profissionais não foi definida no documento apresentado. O texto diz, apenas, que: "O desempenho dos alunos do 2º ano do ensino fundamental será a principal métrica para a distribuição do prêmio, que será destinado a professores do 1º e 2º ano, diretores e coordenadores pedagógicos das escolas". O que é a Política Nacional de Alfabetização? A Política Nacional de Alfabetização é um decreto publicado em abril que prevê, entre outras mudanças, que o ensino infantil reforce as atividades de pré-alfabetização, e que haja esforço extra para concluir o ensino da leitura já no primeiro ano do ensino fundamental. Entre os objetivos do decreto publicado está cumprir a meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). A meta, que entrou em vigor em 2014 e tem vigência até 2024, diz que todas as crianças devem ser alfabetizadas até no máximo o final do 3º ano do fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade. A política também prioriza um método de ensino sobre os demais: o chamado método fônico, classificado no decreto como uma lista de "seis componentes essenciais para a alfabetização". Segundo especialistas ouvidos pelo G1, a criação de uma política nacional de alfabetização é positiva, mas a priorização de um único método pode levar à padronização do ensino, e o risco disso é limitar tanto as possibilidades de os professores ensinarem, quanto as possibilidades de os alunos aprenderem. Alfabetização: saiba as diferenças entre método fônico e método global
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18/02 - Jovens de vários estados encaram vida longe de casa por sonho de estudar na USP de São Carlos
Estudantes do Amazonas, Minas Gerais, Bahia e outras regiões se reuniram nesta terça-feira (18), primeiro dia de matrícula presencial. 1.010 calouros vão ingressar neste ano no município. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Estudantes do Amazonas, Minas Gerais, Bahia e outras regiões do país se encontraram nesta terça-feira (18), em São Carlos (SP), para o primeiro passo na realização do sonho de estudar na Universidade de São Paulo (USP), superando os desafios de viver a centenas de quilômetros de casa. Até a quarta-feira (19), a instituição faz as matrículas de 1.010 calouros de cinco unidades do município. A universidade também tem a Semana de Recepção aos Calouros com oficinas, palestras, bate-papos e almoço com veteranos estão entre as atrações até sexta-feira (21). Veja aqui a programação. 2.454 quilômetros O estudante Daniel Martins Arrais, de 18 anos, e a amiga Leticia Mendes Costa, de 17, saíram de Teresina (PI) e viajaram cerca de 2.454 quilômetros para começar uma das fases mais esperadas de suas vidas: cursar engenharia da computação. Matrículas na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Arrais e Letícia estudaram juntos no mesmo colégio em Teresina. “No meu caso foi mais por indicação de amigos, porque muitos amigos meus já vieram para cá e eu queria uma cidade tranquila, além de ser um polo de tecnologia”, contou Arrais ao G1. O estudante contou que já escolheu uma república que fica próxima ao campus e se adaptou com o clima da cidade. Letícia preferiu um apartamento no mesmo quarteirão, onde uma amiga também do Piauí mora. Agora, a estudante tenta equilibrar a empolgação com as novidades da vida acadêmica com a saudade da mãe. “Eu já estou com saudades, mas a gente tenta resolver com celular, WhatsApp, ligação, a minha mãe manda mensagem toda hora e eu também tenho uma amiga próxima a mim que está morando no mesmo prédio que eu, então é mais tranquilo”, contou Letícia. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Apoio da família O advogado Jorge Luiz Gioia e a professora Christina Gioia saíram de Manaus (AM) e viajaram quase 3 mil quilômetros para acompanhar o filho Christian durante a matrícula em ciência da computação. De avião, os três demoraram quase 14 horas contando a escala em Campinas. “O Christian não nasceu em berço de ouro e quando você não nasce as coisas se tornam dez vezes mais difíceis. Foi um investimento, foi tudo parcelado, porque nós somos uma família de classe média, não é fácil, mas era importante vir os três para participar desse desenvolvimento, do ‘voo da águia’, como eu chamo”, disse o pai. Depois de fazer a matrícula, o estudante fez um passeio guiados pelos veteranos para conhecer os outros alunos e as instalações do campus. Para o pai, a nova vida do filho é motivo de orgulho. “Eu sempre procurei formar ele no sentido de desenvolvimento do raciocínio. Mas é claro que o Christian não é perfeito, ele tem suas qualidades, mas também tem defeitos e a gente corrige com o nosso amor”, disse. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Só volta na Páscoa Por causa da fama de ser a melhor universidade do Brasil e estar entre as melhores da América Latina várias vezes, a estudante Letícia Hupsel, de 18 anos, se mudou de Salvador (BA) para São Carlos. Caloura de química, ela veio com o namorado que passou em engenharia mecânica e só voltará para visitar os pais no feriado de Páscoa. “Eu estou animada, porque sempre gostei de exatas, de química, física, sempre gostei de pesquisa e quero me aprofundar e também quero aproveitar o leque de possibilidades que a USP abre para a gente”, disse. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Já a estudante Ana Elisa Pereira, de 17 anos, fez sua matrícula em química, realizando o primeiro sonho profissional. Natural de Santa Rita do Sapucaí (MG), ela viajou mais de 300 km de carro com os pais para chegar a São Carlos. Atraída pela grade curricular do curso, a estudante vai dividir apartamento com uma veterana. “Eu já morei sozinha para fazer o ensino médio, então estou um pouco acostumada, mas espero que eu consiga excelência de ensino, quero fazer projetos de iniciação científica, quero ser uma futura pesquisadora, então vou batalhar para isso”, contou. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Moradora da cidade vizinha Araraquara, a estudante Ana Julia Gonzalez, de 17 anos, passou no vestibular em outras universidades, mas escolheu cursar Ciências Físicas e Biomoleculares na USP São Carlos. A mãe Fabiola Gonzalez fez questão de acompanhar a matrícula nesta terça-feira (18). “Ela tem um amigo de Araraquara que já está no 3º ano na USP, então ele foi o guia e o anjo da guarda dela. No ano passado, ela foi aprovada, mas ainda estava no segundo ano. Ela é meu orgulho”, disse. Os pais do estudante Pedro Teixeira, de 19 anos, também vieram de Jacareí a São Carlos para acompanhar o filho, que é calouro de engenharia de produção. Ano passado ele também passou em universidades federais, mas resolveu tentar de novo a USP. “Estudei em escola pública a vida inteira, meu colégio era integral e depois eu chegava e estudava um pouco em casa. Ano passado eu não quis ir para outra universidade, aí fiz cursinho e passei aqui”, contou o estudante. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 A USP de São Carlos tem 5 unidades: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU), Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e Instituto de Química de São Carlos (IQSC). Disque-Trote Na semana, a USP também promove o Disque-Trote, canal para o calouro denunciar agressões ou constrangimentos que ocorrerem no ambiente universitário. O trote, proibido na USP desde 1999, pode ser comunicado pelo telefone 0800-012-1090 até o dia 6 de março, de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h. Também é possível fazer a denúncia por aplicativos nas plataformas Apple e Android. Manual do Calouro A USP também desenvolveu o Manual do Calouro, um portal que reúne as informações sobre os auxílios disponibilizados, como moradia, alimentação, transporte e livros, além de baixar diversos aplicativos desenvolvidos pela USP para facilitar a vida universitária. Matrícula A matrícula ocorrerá de forma unificada nos campi de São Paulo, Ribeirão Preto e São Carlos, o que significa que haverá um único local para a matrícula de todos os cursos nesses campi. Em São Carlos, a matrícula será realizada no Anfiteatro de Convenções Jorge Caron. Em Pirassununga, a matrícula será no Anfiteatro do Prédio Central do campus Fernando Costa. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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18/02 - Ex-professor da UFV é condenado a quase 80 anos por desvio de dinheiro público
De acordo com o MPF, Jorge Colodette criou uma empresa de fachada para receber pagamentos por serviços prestados quando trabalhava no Departamento de Engenharia Florestal. Os citados foram procurados; da decisão ainda cabe recurso. Professor aposentado é condenado por crimes quando trabalhava no Departamento de Engenharia Florestal da UFV UFV/Divulgação O ex-professor Jorge Luiz Colodette, que trabalhava no Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), foi condenado a 79 anos de prisão por praticar crimes de peculato - desvio de dinheiro público. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (18) pelo Ministério Público Federal (MPF) e ainda cabe recurso. Segundo o órgão, Jorge Colodette firmava contratos em nome do Laboratório de Celulose e Papel para a prestação de serviços a empresas do setor privado. E embora as atividades fossem executadas com recursos da universidade, os pagamentos eram feitos em favor da Celulose Consultoria e Serviços Ltda, uma empresa de fachada criada por ele. No dia 28 de fevereiro de 2019, o G1 mostrou que o docente havia sido preso após denúncias. Entretanto, ele foi solto em março, após um habeas corpus e segue em liberdade. Nesta terça-feira, a produção da TV Integração voltou a entrar em contato com o advogado de defesa do ex-professor, Vinicius Ibrahim Silva, que informou que está avaliando a sentença para entrar com um recurso da decisão. O G1 entrou em contato com a UFV para saber se a universidade gostaria de se pronunciar sobre o assunto. Em nota, a instituição disse que "esta é uma decisão da Justiça e que não cabe pronunciamento". Além disso, informou que o professor se aposentou em 2019 e não tem mais vínculo com a instituição. Investigação Durante as investigações, o MPF encontrou vários trabalhos com timbre da UFV feitos por alunos de graduação e pós-graduação e funcionários do laboratório, cujos pagamentos foram direcionados ao indiciado. Além disso, foram encontradas provas que o ex-professor da UFV colocava servidores para trabalhar além do expediente para atendar demandas. Atos que configuram o crime de peculato. ‘Empresa fachada’ Também foi descoberto durante a operação, que o professor representava o Laboratório de Celulose e Papel perante as empresas que contratavam a UFV para esses serviços. Foram encontrados pagamentos oriundos de 32 empresas e duas pessoas físicas por serviços do laboratório, além de R$ 784 mil em pagamentos não identificados, na maioria da parte, decorrentes de créditos de contrato de câmbio, indicando o recebimento por serviços prestados a empresas sediadas no exterior. Por causa dessas ações, o denunciado criou uma empresa de papel, com o objetivo de ter uma conta bancária para receber os pagamentos. Os próprios telefones de contato informados nos documentos eram os números do laboratório da universidade. A empresa foi aberta em janeiro de 2008 e encerrada em outubro de 2014, quando as investigações já estavam em andamento. Ainda conforme a denúncia, o professor investigado foi sócio em todo o período de vigência da sociedade, inicialmente ao lado de um funcionário do LCP e, depois, ao lado dos filhos.
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18/02 - Após ofício do MEC, Ifro suspende nomeações de servidores e contratações de professores substitutos
Reunião entre representantes de institutos federais tentar reivindicar a revogação do ofício. Em documento, MEC cita regra que impede aumento de despesa sem a fonte de pagamento prevista. Campus do Instituto Federal de Rondônia em Porto Velho Ifro/Divulgação O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro) informou nesta terça-feira (18) que suspendeu a nomeação de servidores efetivos, a contratação de professores substitutos e o quantitativo definido na última reunião do Colégio de Dirigentes. A ação é reflexo do ofício do Ministério da Educação (MEC) que veda o aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstos no orçamento de 2020. O documento foi enviado à universidades e institutos federais do país. Em nota, o Ifro informou que todos os representantes de institutos federais estão em Brasília nesta terça-feira (18) para reunião ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica (Conif). Uma das pautas do encontro é tentar reivindicar a revogação do ofício publicado pelo Governo Federal. O G1 entrou em contato com a assessoria do Ifro solicitando detalhes do quantitativo definido na reunião do colégio de dirigentes. Conforme a pasta, os limites para vagas autorizadas pelo MEC em 2020, são de 24 para docentes, 37 técnicos administrativos (nível D) e 10 técnicos administrativos (nível E). Leia a íntegra da nota do Ifro: "As instituições federais de ensino foram notificadas por meio do Ofício Circular nº 8/2020/GAB/SPO/SPO-MEC da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, de 4/2/2020, que determina: “Posto isso, as Unidades Orçamentárias vinculadas ao Ministério da Educação, ao promover novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo, benefícios e encargos à servidores e empregados públicos, devem observar as legislações pertinentes e abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados.” Desta forma, ao primar pelos direitos dos servidores, no IFRO será mantido o pagamento de benefícios, conforme legislação pertinente. Estando suspensas, no entanto, nomeação de servidores efetivos e contratação de Professor Substituto além do quantitativo definido na última reunião do Colégio de Dirigentes. Todos os representantes de Institutos Federais estão em Brasília nesta terça-feira (18/02/2020). Nesta Reunião Ordinária do CONIF (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica) está na pauta o Ofício Circular, visando obter encaminhamentos para uma ação conjunta da Rede Federal no sentido de reivindicar a revogação dos atos publicados pelo governo federal e que levaram a essa situação." O documento Ofício do MEC veda contratação de professores Reprodução/G1 De acordo com o ofício do MEC, as instituição devem "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". Com isso, além da contratação de novos professores, poderão ser vedados pagamentos como a promoção por especialização (como quando os professores obtêm título de doutorado), adicional por insalubridade ou periculosidade, substituições de chefia, auxílios maternidade e pré-escolar, entre outros. O problema ocorre quando as leis são sobrepostas – como a Lei de Responsabilidade Fiscal sobre a trabalhista.
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18/02 - Três universidades suspendem contratações e promoções após ofício do MEC contra aumento de gastos
MEC cita regra que impede aumento de despesa sem a fonte de pagamento prevista; especialistas afirmam que em anos anteriores foram feitas aprovações de créditos extras para cobrir os gastos. MEC diz que universidades não devem aumentar gasto com pessoal O Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício às universidades e institutos federais de ensino vedando o aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstos no orçamento de 2020. Com isso, ao menos três instituições (UTFPR, UFOB e IFSP) suspenderam a contratação de novos profissionais. A UFAC diz que a medida poderá afetar as aulas em março. A Unila e a UFTM avaliam o impacto da medida (leia mais abaixo). Fundeb: relatora propõe aumentar participação da União e tornar fundo permanente MP da ID Estudantil perde validade; mais de 300 mil estudantes vão poder usar o documento até dezembro Esta é a primeira vez que o MEC se antecipa e veda despesas não previstas – não houve determinação semelhante nem no primeiro ano do governo Bolsonaro. Isso ocorre em um cenário em que as universidades já passaram por dois contingenciamentos em 2019. Além disso, o orçamento aprovado para o MEC em 2020 teve redução de 16%, se comparado ao ano anterior, fechando em R$ 103 bilhões. O MEC diz que "a pasta trabalha para ajustar, o mais breve possível, as dotações de modo a atender todas as projeções." Ofício do MEC veda contratação de professores Reprodução/G1 De acordo com o ofício do MEC, as instituição devem "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". Com isso, além da contratação de novos professores, poderão ser vedados pagamentos como a promoção por especialização (como quando os professores obtêm título de doutorado), adicional por insalubridade ou periculosidade, substituições de chefia, auxílios maternidade e pré-escolar, entre outros. O problema ocorre quando as leis são sobrepostas – como a Lei de Responsabilidade Fiscal sobre a trabalhista. Lei de Responsabilidade Fiscal Segundo o especialista em finanças públicas, o advogado Gladimir Chiele, o ofício tira do MEC a responsabilidade de cobrir despesas futuras, com suplementação orçamentária. Caso algum reitor vá contra o ofício e contrate novos professores, quem responderá criminalmente dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal será o reitor. Entretanto, ele alerta que o MEC usa um dispositivo errado no ofício. "O fato principal é não realizar despesas de pessoal sem autorização legal. Perfeito. No entanto, o ofício utiliza o disposto no artigo 167 da Constituição Federal, inciso III, quando deveria utilizar o inciso II", afirma. O inciso III trata da "realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital". "A dotação de pessoal não diz respeito à operação de crédito e sim à despesa corrente, de custeio", afirma. Já o inciso II trata da "realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais". A medida afeta "frontalmente" a autonomia das universidades, afirma Gustavo Balduino, secretário-executivo da associação de reitores das universidades federais, a Andifes. A associação está buscando esclarecimentos técnicos junto ao governo federal. Nesta segunda-feira (17), a Andifes esteve em reunião com o Tribunal de Contas da União (TCU) para saber que medidas poderia tomar. Em nota, a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) classificou a situação como de "extrema gravidade". De acordo com o ofício do MEC, o projeto de lei orçamentária para a educação previa R$ 74,6 bilhões para as "programações condicionadas à aprovação legislativa", mas foram aprovados R$ 71,9 bilhões – corte de R$ 2,7 bilhões. Ofícios colocam gestão em suspenso Em 8 de janeiro, o MEC enviou uma circular às universidades e institutos federais informando que elas não poderiam contratar professores substitutos até que a Lei Orçamentária Anual (LOA) fosse sancionada – o que ocorreu em 20 de janeiro. A circular do MEC citava uma portaria publicada em agosto de 2019 que estabelece que os secretários da Secretaria de Educação Superior e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica são quem vão informar as universidades sobre "os limites de provimentos de cargos" – ou seja, se poderão ou não contratar os professores. "Embora seja do conhecimento de todos, cumpre-nos reiterar que não estão autorizados, até a presente data, provimentos de cargos de docentes e técnicos nas universidades federais para o ano de 2020", diz o texto da circular. "Serão considerados nulos de pleno direito os atos referentes às despesas de pessoal e encargos sociais que forem autorizados", diz outro trecho. A situação também não era comum em anos anteriores e deixou os professores aprovados em concursos apreensivos. Em 10 de fevereiro, a Secretaria de Ensino Superior (Sesu) encaminhou outro ofício informando os limites de provimento de cargos para os professores substitutos (equivalentes) e servidores técnicos-administrativos, também condicionando à liberação de recursos. Agora, o recente ofício do MEC traz ainda mais incerteza para a gestão universitária. Nelson Cardoso Amaral, professor de pós-graduação na Universidade Federal de Goiás (UFG), afirma que o orçamento do MEC deste ano "não dá para pagar todas as despesas", incluindo a folha de pagamento, que é despesa obrigatória. "É mais um ataque ás universidades, fazer este tipo de terros. Em geral, se você analisar, nenhum orçamento vai até o fim do ano. Basicamente todos os ministérios estão nesta condição", afirma. Confira abaixo a situação em algumas universidades: UFTPR A Universidade Federal Tecnológica do Paraná afirmou em nota que está suspendendo a contração de profissionais. "Não há disponibilidade orçamentária que autorize a realização de novas despesas com folha de pessoal", afirmam. "Caso procedesse tais pagamentos, a Universidade estaria infringindo a legislação em vigor, mais precisamente o Artigo 167 da Constituição Federal, que veda a realização de operações de créditos que excedam o montante de despesas de capital, norma conhecida como “Regra de Ouro”; o que poderia gerar, por consequência, a responsabilização dos gestores da instituição por crime de responsabilidade fiscal e improbidade administrativa", diz o documento. De acordo com a instituição, as progressões de carreira irão ocorrer normalmente, mas não vão constar na folha de pagamento dos profissionais. Segundo a nota, "a universidade classifica como de extrema gravidade a situação". Para a UTFPR a "gestão é posta entre cometer uma das duas ilegalidades: o não pagamento dos direitos legais dos seus servidores, que pode ser revestido por suplementação orçamentária ou por decisão judicial, ou o cometimento de crime de responsabilidade fiscal e improbidade administrativa, que poderia acarretar a penalização dos agentes públicos da instituição." IFSP O Instituto Federal de São Paulo afirmou em nota ao G1 que suspendeu "qualquer autorização de gasto com pessoal", o que inclui: progressão de qualquer natureza; promoção; aceleração da promoção; retribuição por titulação; incentivo à qualificação; RSC; adicional noturno; adicional de insalubridade (inclusão de novas); adicional de periculosidade (inclusão de novas); substituições de chefia; novas solicitações de auxilio transporte; novas solicitações de ressarcimento à saúde; auxilio natalidade e pré-escolar. UFOB A Universidade Federal do Oeste da Bahia informou que estão ratificadas as vagas já definidas em 2019, mas novas contratações estão suspensas porque teriam efeito nulo. Eles afirmam que avaliam o impacto da medida. UFTM Em nota, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro informou que começou a fazer estudos para verificar qual o impacto do ofício do MEC, "primando pelos direitos dos servidores e observando as legislações pertinentes". O comunicado diz ainda que a universidade está se empenhando para que a situação seja revista. UFAC A Federal do Acre também emitiu um comunicado, citando os ofícios de 8 de janeiro e 14 de fevereiro. De acordo com a universidade, os dois documentos trazem risco às aulas. "Considerando que as matrículas curriculares estão previstas no calendário acadêmico, de 17 a 21 de fevereiro, a Reitoria e a Prograd estão cientes dos prejuízos e danos acadêmicos que poderão ser gerados em virtude do condicionamento da contratação de professores substitutos à dotação orçamentária específica e suficiente da Ufac, visto que o semestre letivo depende que os provimentos ocorram, em sua maioria, até o início de março." A Ufac diz que está trabalhando junto à Andifes para que a Secretaria de Ensino Superior reveja o posicionamento. Unila A Universidade Federal de Integração Latino-Americana também emitiu nota informando que "continuará as discussões com as diferentes instâncias envolvidas" Segundo a instituição, a ideia é "somar forças com as instituições que lutam pelo estabelecimento de soluções que, concomitantemente, primem pela garantia dos avanços previstos em regramentos de carreiras, pela responsabilidade orçamentária e pela universidade pública", diz o texto. VÍDEOS Matéria de setembro mostra a previsão de redução de orçamento para o MEC; reveja: Verba para infraestrutura na educação vai sofrer corte de 54% Em dezembro, o Congresso aprovou o Orçamento de 2020, reveja no vídeo: Congresso aprova o orçamento da União para 2020
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18/02 - Infestação de pulgas em escola faz Campinas interditar salas e suspender aulas para 450 alunos
Caso ocorreu nesta terça-feira (18) na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Benevenuto de Figueiredo Torres, no Jardim São José. Aulas devem ser retomadas dia 27. Infestação de pulgas em escola municipal de Campinas Pâmela Dias / Arquivo Pessoal Campinas (SP) suspendeu nesta terça-feira (18) aulas para os 450 alunos matriculados na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Benevenuto de Figueiredo Torres, no Jardim São José, por causa de uma infestação de pulgas. Segundo a Secretaria da Educação, um grupo com cerca de 120 chegou a ser levado para o ginásio da unidade no período da manhã e três salas foram interditadas. As aulas foram interrompidas por volta das 9h30, enquanto que as aulas do período da tarde foram suspensas. A escola tem alunos do 1º ao 9º ano e a previsão é de que as aulas sejam retomadas dia 27. A dona de casa Pamela Dias explicou que chegou à escolas por volta das 6h50, quando recebeu a informação de que as crianças ficariam no ginásio por causa da infestação. "No dia anterior meu filho não foi, mas outras mães contaram que a escola enviou um bilhete para informar o problema, mas sem recomendações. Hoje eu acabei não deixando meu filho [...] Todas as pessoas estão expostas", falou lembrar que muitas famílias estavam preocupadas com a possibilidade de ser "pulga de rato". Ela alegou decepção com a falta de explicações da direção da unidade. "É a primeira vez que passamos por essa situação. É uma das melhores escolas do bairro", destacou. O que será feito? Em nota, a administração alegou que todas as providências sendo sendo adotadas e as aulas perdidas serão repostas. "Neste momento, técnicos da Vigilância em Saúde Sul e da Unidade de Vigilância de Zoonoses estão fazendo uma vistoria nas dependências do prédio para identificar a extensão da infestação, a origem do foco, detectar a espécie de inseto presente no local e, a partir daí, orientar a direção da escola sobre as medidas de controle a serem adotadas", informa texto da assessoria. A Secretaria de Saúde informou que ninguém precisou de atendimento médico por causa da infestação. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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18/02 - MEC envia ofício às universidades com alerta sobre aumento de gastos; instituições suspendem contratações
Ministério diz que aviso é resultado do corte foi feito no Orçamento e afirma que trabalha para atender todas as previsões. O Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício às universidades federais em que diz que elas não devem promover qualquer ato que resulte em aumento dos gastos com pessoal. A pasta alega que o alerta é resultado da perda de R$ 2,7 bilhões para pagamento de despesas que estavam previstos no Orçamento do ministério. A verba foi retirada durante a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020 no Congresso Nacional. Fundeb: relatora propõe aumentar participação da União e tornar fundo permanente Algumas universidades começaram a tomar medidas, como cancelar contratações já previstas, pagamento de hora extra e até de adicional noturno. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que tem mais de 33 mil alunos, as medidas já passam a valer na folha de pagamento de fevereiro. Estão suspensas, por exemplo, novas promoções, aumentos por títulos, como pós-graduação concluída a partir de agora, adicional noturno, horas extras, e até bônus pagos no nascimento do filho do servidor público, de R$ 659 e o auxílio para filhos em idade pré-escolar, que podia chegar a R$ 321 por mês. A UTFPR, que tem quase 4 mil servidores públicos, diz que direitos como férias e décimo terceiro salário estão garantidos. O ofício foi enviado pelo MEC em 4 de fevereiro. Ao citar a redução de R$ 2,7 bilhões, o ministério afirma que as instituições de ensino federais, ao promover novos atos que aumentem as despesas com pessoal, devem abster-se de realizá-las sem que o total esteja devidamente autorizado. A Universidade de Brasília disse em nota que vai avaliar as medidas que vai tomar. A UNB informou que tem 80 vagas para professores em aberto. O ofício do MEC não atinge só universidades. O Instituto Federal de São Paulo suspendeu toda e qualquer autorização de gastos com pessoal, mesmo que previstas em lei, até entender os impactos da medida na sua folha de pagamento. O Ministério da Educação lembra que o corte foi feito na lei orçamentária anual, para 2020, que reduziu o orçamento para este tipo de despesa para cerca de R$ 72 bilhões. O MEC disse, em nota, que está trabalhando para ajustar o orçamento, o mais breve possível, para atender todas as previsões. Associação busca o TCU A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) informou que já se reuniu na segunda-feira (17) com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). "A complexidade e o caráter inusitado da situação foi posição unânime. Não há inovação legal; porém, existe alerta do MEC sobre decisões que, anos a fio e até o momento, eram pura e simplesmente rotineiras", afirma a Andifes em nota. "Fomos, então, orientados a formular uma representação ao TCU com as questões relevantes. Por exemplo, quais as contradições legais que afligem os dirigentes das ifes e quais as implicações derivadas a depender de qual decisão for implementada? Estamos formulando a Representação, que também será encaminhada aos Poderes Executivo e Legislativo", esclarece a Andifes. VÍDEOS Veja vídeos sobre o financiamento da educação: Educação básica ameaçada: novo Fundeb entra em discussão no Congresso Nacional Ministério da Educação detalha destino de quase R$ 2 bilhões desbloqueados do Orçamento
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18/02 - Fundeb: relatora propõe aumentar participação da União e tornar fundo permanente
Professora Dorinha apresentou parecer nesta terça (18) em comissão especial na Câmara. Pelo texto, o governo federal deve dobrar percentual de repasses até 2026. A deputada federal Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), relatora de proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), propôs nesta terça-feira (18) que o fundo seja permanente e o aumento do percentual de participação da União nos recursos. Ela leu parecer na comissão especial da Câmara dos Deputados que trata do tema. Porém, o relatório não foi votado devido a um pedido de vista coletiva (mais tempo para analisar a matéria). A primeira a fazer o pedido foi a deputada Chris Tonietto (PSL-RJ), acompanhada em seguida por outros parlamentares. Os deputados marcaram a votação para o dia 4 de março. Uma das justificativas de Tonietto, da ala governista do PSL, é a de que o texto de Dorinha só foi disponibilizado no sistema da Câmara na manhã desta terça-feira, o que dificultou a análise dos outros deputados. "O governo, de fato, está de acordo com esse pedido de vista pelo mesmo motivo, a gente precisa recorrer à área técnica", disse. Pela proposta da relatora, a União vai dobrar, de forma escalonada até 2026, sua participação no fundo. Atualmente, o governo federal arca com 10% dos recursos. Caso a proposta seja aprovada, o montante será de 15% em 2021 e aumentará um ponto percentual por ano até chegar em 20% em 2026. Desses 20%, a relatora sugere que 2,5% sejam distribuídos de acordo com o desempenho das escolas, seguindo o Sistema Nacional de Avaliação de Educação Básica. Além disso, a proposta de Dorinha altera a forma de distribuição do fundo para, segundo a relatora, reduzir distorções. Dorinha chama a proposta de “modelo híbrido” já que, além de garantir o montante para nove estados do Norte e Nordeste com baixo custo por aluno, como é feito atualmente, o projeto permite que municípios pobres em outros estados também possam receber o recurso. Além disso, a proposta altera a forma de distribuição do fundo. A distribuição passará a ser feita a partir de indicadores de nível socioeconômico e de disponibilidade e capacidade fiscal, que reduzam distorções. “Em vez de olhar estados, vamos olhar as redes. Isso vai permitir que estados que nunca receberam complementação, vão poder ter municípios e redes que vão poder ser complementadas”, disse a relatora. A deputada prevê, ainda, uma revisão deste percentual após seis anos de vigência do fundo – ano em que também haverá uma revisão da emenda constitucional do Teto dos Gastos. O G1 entrou em contato com o Ministério da Economia e pediu à pasta uma avaliação sobre a proposta da relatora. No entanto, não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O Fundeb entrou em vigor em 2007, mas as regras atuais expiram no fim deste ano. O fundo reúne parte dos impostos arrecadados pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios ao longo do ano. A União reforça esse caixa, com uma complementação de 10% das receitas dos estados todos os anos – a distribuição desse recurso extra obedece a critérios que, na prática, priorizam os estados mais pobres. Com o pedido de vista, o tema volta para análise da comissão após o intervalo de duas sessões no plenário da Casa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já disse a deputados que quer pautar a PEC do Fundeb em março para o plenário. Por ser tratar de uma PEC, após a análise na comissão especial da Câmara, o texto passa por duas sessões no plenário e precisa ser aprovado por, ao menos, 308 dos 513 deputados. Em seguida, vai à análise do Senado, onde também precisa ser aprovado por três quintos dos senadores. Outras propostas Em uma versão preliminar do seu relatório, apresentada em setembro do ano passado, a deputada chegou a propor que a participação federal fosse para 40%, também de forma escalonada. A proposta não teve consenso entre os deputados e foi criticada por técnicos da Economia. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que esse texto “feria o equilíbrio fiscal” da União. Já neste ano, Weintraub defendeu a apresentação de uma nova PEC, de autoria do governo, que aumentaria a participação da União dos atuais 10% para 15%. A discussão acontece em meio a um atrito entre o Congresso e o ministro. No fim de janeiro, Maia afirmou que Weintraub “atrapalha o Brasil” e “está comprometendo o futuro de muitas gerações”.
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18/02 - A polêmica das creches noturnas: 'Tive que sair do trabalho por não ter onde deixar minha filha'
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que cria as chamadas 'creches noturnas', voltadas para filhos de pessoas que trabalham ou estudam até mais tarde. Por outro lado, especialistas e até uma cidade que já implantou o modelo (e desistiu dele) afirmam que o horário estendido não é bom para as crianças. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que autoriza o horário estendido em creches públicas Getty Images via BBC Desempregada, a operadora de caixa Bruna Reche, 28, tem recusado ofertas de trabalho nos últimos meses. Não que a situação financeira da família esteja confortável, pelo contrário: as contas atrasadas estão se avolumando e as compras para a casa, ficando mais raras. O problema é outro: como conciliar o serviço no comércio com o horário da creche de Alice, sua filha de três anos? "Só tenho experiência em comércio. E as vagas que consigo são todas para o período da tarde e da noite, em shoppings. Já recusei várias ofertas boas, porque preciso buscar minha filha às 16h30 na creche. Não tenho com quem deixá-la", conta Bruna, que vive na Brasilândia, na zona norte paulistana. Seu marido, que atua na área de tecnologia da informação, também não consegue buscar Alice, pois chega por volta das 20h em casa. Histórias como a de Bruna são comuns entre mães e pais que trabalham em períodos que não se encaixam com o horário de entrada e saída de creches e escolas públicas — na rede particular normalmente há mais flexibilidade de horário, embora encontrar unidades noturnas seja difícil. Mas como resolver essa questão? O Estado deveria proporcionar vagas para crianças no período noturno? Deixar uma criança na escola até tarde funciona do ponto de vista educacional? Investimento do governo federal em creches e pré-escolas é o mais baixo em 10 anos Brasil tem 1.085 obras de creches e pré-escolas paradas e menor repasse de verbas desde 2009 Na semana passada, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que autoriza a Prefeitura a criar mais um turno em creches da cidade — algumas unidades ficariam abertas até as 23h, recebendo crianças cujos pais trabalham até mais tarde. A nova lei, porém, ainda precisa da sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB). Caso haja aprovação, seria a primeira vez que a maior cidade do país teria um serviço como esse para crianças tão novas. 'Pedi demissão' Bruna Reche precisou deixar o emprego porque não tinha com quem deixar a filha de três anos Arquivo Pessoal Para Bruna, uma creche que funcione até as 23h resolveria parte do problema. "Para mim, uma creche assim seria ideal, pois eu poderia ficar com Alice em casa até as 14h. Depois, eu a buscaria à noite", explica. A comerciária, que esperou dois anos por uma vaga para a filha em uma unidade municipal, conta que a incompatibilidade de horários a obrigou a pedir demissão de seu último emprego, há pouco mais de um ano. "Eu saía às 22h do shopping, mas a aula da Alice acabava às 16h30. Eu precisava pagar uma babá para ficar com ela até meu marido chegar, o que custava R$ 500 por mês. Eu ganhava R$ 1.200. Fiz as contas e vi que não valia a pena. Isso sem contar que eu trabalhava todos os fins de semana. Pedi demissão por não ter onde deixá-la", diz. Desempregada, agora Bruna só participa de seleções para vagas que sejam compatíveis com a creche da filha — mas ela não tem tido sucesso. Por outro lado, a situação financeira da família piorou bastante apenas com a renda do marido. "Estamos com duas contas de água e uma de luz atrasadas. Antes de falar com você, tomei um café sem açúcar porque não temos dinheiro para comprar", diz. A comerciante Maria Aline Macedo, 21, vive situação semelhante com seu filho de dois anos. Ela tem uma loja em Paraisópolis, maior favela de São Paulo, além de estudar à noite. "Meu filho sai às 16h30 da creche. Mas depois eu vou estudar. Preciso deixá-lo com uma babá e com minha mãe", diz. "É ruim você depender de outras pessoas para ficar com seu filho, mesmo que seja um parente. Minha mãe está mais velha e tem os afazeres dela. Também não quero deixar com uma pessoa que não é preparada, que não é um profissional da área. Eu fico receosa", diz. Déficit de vagas em creches A cidade de São Paulo tem um déficit de 9.670 vagas em creches para crianças de zero a cinco anos. Essa fila já foi bem maior e diminuiu nos últimos anos, principalmente com a expansão massiva das unidades conveniadas — creches administradas por entidades privadas que recebem dinheiro da Prefeitura para educar crianças. O sistema foi adotado tanto pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) quanto pelo atual, o tucano Bruno Covas. Se por um lado as conveniadas são uma maneira mais fácil e rápida de criar vagas, por outro, ele tem sido alvo de críticas por apresentar mais problemas estruturais, irregularidades e falhas em planos pedagógicos em comparação com a rede municipal. O novo projeto de lei aprovado em São Paulo autoriza o período noturno nos dois modelos. Inicialmente, o programa funcionaria em caráter de testes em seis ou dez unidades de bairros mais pobres — o horário começaria às 14h para crianças que fiquem até mais tarde. A partir daí, caso a procura aumente, ele poderia se expandido para outros pontos. Segundo Secretaria Municipal da Educação, o projeto de lei ainda será analisado pelo prefeito, "que pode decidir ou não por sua sanção". Creche conveniada no Distrito Federal Mary Leal/SEEDF/Divulgação Para o vereador Gilberto Nascimento Jr. (PSC), autor do texto, há uma demanda importante pelo turno da noite em escolas infantis, principalmente entre a população mais pobre. "Se existe essa procura, essas crianças não podem ficar abandonadas pelo poder público", explica o parlamentar, que é membro da Comissão de Educação da cidade. "Andando pelos bairros pobres, nós vemos muitas mulheres solteiras que têm filhos e que trabalham no comércio ou estudam à noite. Elas não têm onde deixar as crianças e acabam pagando para outras pessoas, na maioria das vezes sem qualificação. Quais os riscos que essas crianças estão expostas e quais os problemas pedagógicos que elas enfrentam?", questiona. Segundo ele, ainda não há uma estimativa do tamanho da demanda pelo serviço da cidade serviço, nem quanto custaria aos cofres públicos estender o horário — novos educadores teriam de ser contratados, além de vigilantes particulares para o apoio de segurança. "Nós acreditamos que esses dados serão coletados conforme o período de testes comece", afirma o vereador. Para ceder uma vaga, a Prefeitura teria de analisar individualmente cada caso. "Não é uma vaga para a pessoa que quer ir para balada e não tem onde deixar o filho. É uma vaga permanente, com plano pedagógico com são as outras", diz o parlamentar. 'Não funcionou' São Paulo não seria a primeira cidade a adotar as creches com horário estendido — países como Suécia contam com o serviço há décadas. No Brasil, uma das pioneiras no modelo foi a cidade de Pomerode, no interior de Santa Catarina. Há alguns anos, a Prefeitura implantou uma unidade que funcionava até à meia-noite em uma área industrial, onde, em tese, haveria uma grande demanda pelo serviço. Porém, o município decidiu encerrar as atividades da creche noturna no ano passado. Por quê? Porque ela não funcionou, segundo Jorge Luiz Buerger, secretário de Educação de Pomerode. "Primeiro, não tinha demanda. Havia apenas três crianças no período da noite. Do ponto de vista econômico não fazia sentido, pois nós gastávamos muito para manter a unidade funcionando até tarde, com mais funcionários. Preferimos investir o dinheiro em outras melhorias", diz. O outro motivo do fechamento, explica Buerger, foi educacional: não houve ganhos pedagógicos. Na maior parte do tempo, os educadores não podiam realizar atividades, pois já era tarde e as crianças estavam cansadas. Na foto, bebês da CEI Indianópolis tomam café da manhã. Marcelo Brandt/G1 "A gente percebeu que não era bom para as crianças. Elas estavam sendo privadas do direito à convivência familiar e comunitária no momento da noite. Também havia sempre a preocupação com a segurança: o diretor da creche, mesmo em casa, precisava ficar sempre alerta", explica Buerger. A cidade, que tem 32 mil habitantes, encontrou uma alternativa — difícil de aplicar em São Paulo diante do tamanho da população. "Nós negociamos com os empresários para que os funcionários pudessem sair mais cedo do trabalho. Deu certo. Mas, claro, nosso município é pequeno, então, esse tipo de conversa é possível", diz Buerger. Já no interior de São Paulo, a cidade de Botucatu também estendeu o horário de duas unidades conhecidas "creches do comércio" — na maioria, os alunos são filhos de trabalhadores do setor. Durante a semana, elas funcionam até às 18h — também são as únicas que abrem aos sábados. "Elas também ficam abertas até às 22h em datas comemorativas, como Dia das Mães ou dos Namorados, quando o comércio na cidade fica aquecido", explica Valdir Paixão, secretário municipal de Educação de Botucatu. Segundo ele, já houve pedidos para que as unidades funcionem até mais tarde todos os dias. "Mas nós fizemos estudos mostrando que não havia tanta demanda. Nesse ano vamos realizar uma nova pesquisa, mas, do meu ponto de vista, a creche não deveria privar as crianças do convívio com a família", diz Paixão. Alternativas para creches Para Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas, as creches noturnas não são uma solução para o problema, pois elas atendem às demandas dos pais, não das crianças. "A creche surgiu para suprir a necessidade das mães, que começaram a entrar no mercado de trabalho. Mas, depois, ela mudou para um perfil educacional, pois percebemos a importância da criança já receber estímulos desde pequena", explica. "Hoje, a creche não pode funcionar com um hotelzinho. Ela precisa ter um caráter educacional. Além disso, até do ponto de vista da saúde, não é bom para uma criança se deslocar de um lugar para o outro tarde da noite", diz. Anna Maria Chiesa, consultora técnica da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, concorda que o sono e o bem-estar da criança devem ser prioridade para o poder público. "Como fica o sono de uma criança em uma creche que funciona até tarde? Nessa idade, ela precisa dormir 11 horas por noite, e mais alguns cochilos durante o dia", diz. Mas o que fazer, então, com as famílias que não têm onde deixar os filhos durante à noite? Para a Costin, o rol de alternativas deveria ser ampliado. Ela cita um aumento do tempo de licenças maternidade e paternidade. No Brasil, esse período fora do trabalho é de no mínimo três meses e no máximo seis para as mulheres — para os pais, são apenas cinco dias obrigatórios, com possibilidade de ampliar para 20 caso o empregador seja cadastrado como "empresa cidadã". "Em alguns países, como a Suécia, o pai e a mãe têm direito ao mesmo tempo de licença, de maneira alternada. Isso ajuda o pai a também criar vínculos com a criança", afirma. Uma alternativa polêmica, cita Costin, seria a incorporação pelo poder público das chamadas "mães crecheiras", mulheres que abrigam crianças durante o trabalho dos pais — serviço informal comum em comunidades mais pobres. "Há alguns países em que essas pessoas são treinadas pelo Estado e remuneradas para ficar com as crianças. Como hoje é informal no Brasil, não há preparo e regulamentação para que esse serviço seja de qualidade". Já Chiesa aponta uma consciência maior da corresponsabilidade pela educação das crianças — e ela não viria apenas dos pais, mas também do restante da família, do Estado e até das empresas. "Há empregadores que já se conscientizaram e trocam mães para horários melhores, aumentam o home office, ampliam o tempo de retirada de leite e até dão mais tempo de licença-paternidade", diz. "Hoje, um bom lugar para trabalhar não é apenas aquele que cria um lugarzinho para você deixar sua bicicleta, mas também aqueles que dão mais condições para pais e mãe criarem seus filhos", afirma. VÍDEOS SOBRE CRECHES Investimento do governo federal em creches e pré-escolas em 2019 foi o menor em dez anos Mães esperam até nove meses por vaga em creche no RJ Mais de 70% das crianças mais pobres do país não estão em creches
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18/02 - Prouni 2020 divulga resultado da segunda chamada
Candidatos terão até o dia 28 de fevereiro para comprovar as informações junto às instituições. Prouni divulga resultados da segunda chamada Reprodução/Prouni/MEC O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira (18) o resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) . Para consultar, é preciso acessar o site do Prouni: http://siteprouni.mec.gov.br/ Os candidatos terão até 28 de fevereiro para entregar os documentos que comprovem o cumprimento dos requisitos. De acordo com o MEC, quem ainda não foi pré-selecionados, nem na primeira e nem na segunda chamada, poderá manifestar interesse na lista de espera entre os dias 6 e 9 de março (veja abaixo o calendário). O Prouni oferece bolsas de estudo parciais e integrais em cursos de graduação de instituições particulares no Brasil. Para concorrer às bolsas, era necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 e tirado, no mínimo, 450 pontos na média da prova. Quem zerou a redação está eliminado do processo. A atual edição do Prouni vai selecionar estudantes para 251.139 bolsas parciais e integrais para faculdades privadas com base nas notas do Enem. Cronograma do Prouni 2020 Segunda chamada: 18 de fevereiro de 2020 Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 18 a 28 de fevereiro de 2020 Adesão à lista de espera: 6 a 9 de março de 2020 Como funciona o Prouni? O Prouni é um sistema que seleciona candidatos do Enem para vagas em cursos de graduação de instituições privadas com bolsa de estudos parcial ou integral, segundo a nota do exame. Cada candidato pode selecionar até duas opções de curso durante o período de inscrições pela internet. Ao final da seleção, os candidatos aprovados devem levar até as instituições os documentos para comprovar que atendem os requisitos de bolsistas. Quem pode se inscrever no Prouni? Para participar, o candidato precisa ter feito a edição 2019 do Enem e não pode ter um diploma do ensino superior. Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda: Para concorrer às bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 1558,5 - pelo salario mínimo nacional) Para concorrer às bolsas parciais: renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos (R$ 3117 - pelo salario mínimo nacional) Além disso, é preciso se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações: ter cursado o ensino médio completamente em escola pública ter cursado o ensino médio completamente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral ter cursado o ensino médio parcialmente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral ser portador de uma deficiência ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica) VÍDEOS Justiça libera divulgação do resultado do Sisu e inscrições do Prouni Antonio Gois: ‘As pessoas precisam voltar a confiar no Prouni e no Sisu’
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18/02 - Unicamp divulga lista de aprovados em 3ª chamada no vestibular 2020
Universidade liberou nesta terça-feira (18) nova relação de convocados no exame tradicional, na modalidade via Enem, e para vagas destinadas a premiados em olimpíadas de conhecimento. Estudantes durante 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antoninho Perri / Unicamp A Unicamp divulgou nesta terça-feira (18) os nomes dos aprovados em 3ª chamada no vestibular 2020. A lista tem 445 convocados no exame tradicional, 144 na modalidade que usa a nota obtida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de classificação, e 24 para vagas destinadas a premiados em olimpíadas ou competições de conhecimentos. Confira abaixo as três listas: Convocados no vestibular tradicional Chamados por desempenho via Enem Convocados para vagas olímpicas Quem foi convocado, deve fazer, até 17h desta quarta-feira (19), a matrícula não presencial pelo site da comissão organizadora do vestibular (Comvest). "Os candidatos deverão carregar uma foto para o cadastro de estudante e sua carteira estudantil, cuja primeira via é gratuita", diz nota da assessoria. No portal da comissão estão indicados detalhes sobre como deve ser a imagem usada no registro. Matrícula presencial A matrícula presencial deve ser realizada em 2 de março, nos respectivos campi - Campinas, Limeira ou Piracicaba - das 9h às 15h. A vaga só estará garantida após a realização deste procedimento. As orientações de matrícula e documentos necessários estão disponíveis no manual de ingresso. Durante as matrículas presenciais, os candidatos selecionados pelo sistema de cotas étnico-raciais passam pela Comissão de Averiguação. A validação da autodeclaração apresentada pelos candidatos que optaram pelas cotas é confirmada somente após a avaliação realizada pelo grupo. O candidato convocado em duas listas (em primeira ou segunda opção) pode optar por uma das modalidades na inscrição, mas isso significa a exclusão na outra. A medida está prevista no edital. Segunda opção Os candidatos convocados para o curso escolhido como segunda opção devem realizar a matrícula pela internet e, optar ou não, por aguardar possível vaga para o curso de primeira opção (remanejamento). Candidatos de segunda opção que não fizerem a matrícula pela internet perdem esta vaga, mas seguem concorrendo ao curso de primeira opção, podendo, assim, serem convocados nas próximas chamadas, de acordo com os critérios de classificação. Vestibular 2020 A disputa por uma das 2.585 vagas por meio do sistema tradicional de seleção contou com 12,1 mil candidatos na 2ª fase. Nesta edição, os exames foram aplicados em 17 municípios paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). Enem A Unicamp recebeu 17,3 mil inscrições para as 639 vagas oferecidas em cursos de graduação que usam como critério de seleção a nota obtida pelo candidato na realização do Enem 2019 ou em 2018. É a segunda vez em que a universidade estadual realiza este tipo de modalidade de seleção. Vagas olímpicas As oportunidades contemplam vencedores de competições de conhecimentos aprovadas pela universidade. Confira lista de instituições contempladas. Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) Olimpíada Brasileira de Física (OBF) Olimpíada Brasileira de Física de Escola Pública (OBFEP) Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) Olimpíada Brasileira de Robótica – Modalidade Teórica (OBR) Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB) Competição Iberoamericana de Informática e Computação (CIIC) Olimpíada Iberoamericana de Biologia (OIAB) Olimpíada Iberoamericana de Física (OIbF) Olimpíada Iberoamericana de Matemática (OIM) International Olympiad on Astronomy and Astrophysics (IOAA) International Chemistry Olympiad (IChO) International Mathmatical Olympiad (IMO) International Olympiad in Informatics (IOI) International Biology Olympiad (IBO) International Physics Olympiad (IPhO) A Unicamp Fundada em 1966, a universidade estadual conta com 34 mil alunos matriculados em cursos de graduação e programas de pós-graduação. Os campi reúnem 24 unidades de ensino e pesquisa. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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18/02 - UTFPR anuncia suspensão de promoções e novos gastos com horas extras
Universidade afirma que cumpre um ofício do MEC que alerta para o cumprimento da "Regra de ouro" e classificou como 'de extrema gravidade' a situação. Ofício suspende novos gastos na folha de pagamentos a partir de fevereiro. UTFPR/Divulgação A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) anunciou a suspensão novos gastos na folha de pagamento dos servidores da instituição, como pagamento de horas extras e promoções. O ofício foi expedido pela Diretoria de Gestão de Pessoas da universidade na sexta-feira (14). De acordo com a UTFPR, a medida cumpre um ofício enviado pelo Ministério da Educação (MEC) que diz que as universidades devem cumprir os limites de gasto com pessoal impostos pela legislação brasileira. Segundo a UTFPR, o ofício encaminhado pelo MEC no dia 4 de fevereiro cita o cumprimento da chamada "Regra de Ouro", que proíbe a realização de operações de créditos que excedam o montante de despesas de capital. A circular emitia pelo MEC também afirma que os gestores das universidades federais "devem observar as legislações pertinentes e abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados" A UTFPR informou que até o momento não há disponibilidade orçamentária que autorize a realização de novas despesas com folha de pessoal. "Caso procedesse tais pagamentos, a universidade estaria infringindo a legislação em vigor", afirmou a instituição em nota. De acordo com a determinação da UTFPR, além dos pagamentos de horas extras e promoções, os pagamentos de novas progressões, adicionais noturnos, de periculosidade e insalubridade, auxílios natalidade e pré-escola também estão suspensos. Segundo a instituição, os novos processos devem tramitar normalmente, com emissão de portaria, mas não serão incluídos em folha. A suspensão vale a partir da folha de pagamento de fevereiro. O ofício com a suspensão dos gastos determina que o controle dos processos que ficarem paralisados sem pagamento "deve ser rigoroso, visando possível pagamento futuro". O documento afirma que não devem ser abertos novos editais para seleção de servidores e que não estão autorizadas as contratações de aprovados em processos seletivos já realizados. Orçamento O Ministério da Educação informou que na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020, aprovada pelo Congresso Nacional, foram retirados do orçamento R$ 2,7 bilhões para pagamento de despesas. "A pasta trabalha para ajustar, o mais breve possível, as dotações de modo a atender todas as projeções", afirmou. O MEC afirmou que parte do orçamento de pessoal depende de aprovação legislativa para sua utilização. 'Extrema gravidade' A UTFPR afirmou que classifica a situação como "de extrema gravidade". "A gestão é posta entre cometer uma das duas ilegalidades: o não pagamento dos direitos legais dos seus servidores, que pode ser revestido por suplementação orçamentária ou por decisão judicial, ou o cometimento de crime de responsabilidade fiscal e improbidade administrativa, que poderia acarretar a penalização dos agentes públicos da instituição", afirmou. A universidade afirmou também que "lamenta profundamente ter que tomar uma posição que, por mais cautelosa que seja, afeta a carreira daqueles que fazem da instituição uma das maiores e melhores universidades públicas do Brasil: seus servidores". O que dizem os servidores A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (Sindutf-PR) informou que repudia a suspensão da implantação em folha do pagamento de novas despesas na UTFPR. "Ressalta-se que isso é parte de um contexto de ataques às universidades e aos servidores federais, que prevê inclusive a possibilidade de corte de 25% dos vencimentos", afirmou o sindicato O Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (Sinditest) classificou a medida como um "ataque à universidade e os servidores". De acordo com o sindicato, enquanto a maioria das universidades ainda estudam os impactos e consequências das medidas, "a reitoria da UTFPR, lamentavelmente, alinha-se com aqueles, que pretendem congelar as nossas carreiras, atacar os nossos direitos e desvalorizar aqueles que constroem a UTFPR todos os dias". Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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17/02 - USP São Carlos e Pirassununga tem semana de recepção aos calouros com várias atividades
Programação com pais, oficinas, palestras, bate-papos e almoço com veteranos estão entre as atrações até sexta (21). Universidade recebe denúncias de trotes violentos por telefone e app. Volta às aulas da USP São Carlos conta com programação para receber calouros A Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos e Pirassununga, começou nesta segunda-feira (17) a Semana de Recepção aos Calouros, com o tema 'Você faz parte disso tudo'. Atividades com pais, oficinas, palestras, bate-papos e almoço com veteranos estão entre as atrações até sexta-feira (21). (Veja abaixo a programação em cada unidade). O calouro que ingressar neste ano deve confirmar a matrícula presencialmente na terça (18) e na quarta (19). A USP também promove o Disque-Trote para denúncias de trotes violentos. USP recebe calouros com diversas atividades até sexta em São Carlos e Pirassununga Reprodução/EPTV Atividades Após a maratona de vestibulares, os estudantes aprovados chegam à universidade com uma série de dúvidas e inseguranças. Pensando nisso, as unidades da USP prepararam a semana com atividades de integração e ações culturais e recreativas. Entrada do campus da USP em São Carlos Felipe Lazzarotto/EPTV Para participar, o aluno pode acompanhar a programação específica para cada unidade. Veja a programação na USP de São Carlos e Pirassununga: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) Instituto de Física de São Carlos (IFSC) Instituto de Química de São Carlos (IQSC) Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) - Pirassununga Disque-Trote Na semana, a USP também promove o Disque-Trote, canal para o calouro denunciar agressões ou constrangimentos que ocorrerem no ambiente universitário. O trote, proibido na USP desde 1999, pode ser comunicado pelo telefone 0800-012-1090 até o dia 6 de março, de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h. Também é possível fazer a denúncia por aplicativos nas plataformas Apple e Android. Estudantes participam de recepção na USP de São Carlos Reprodução/EPTV Manual do Calouro A USP também desenvolveu o Manual do Calouro, um portal que reúne as informações sobre os auxílios disponibilizados, como moradia, alimentação, transporte e livros, além de baixar diversos aplicativos desenvolvidos pela USP para facilitar a vida universitária. Matrícula A matrícula ocorrerá de forma unificada nos campi de São Paulo, Ribeirão Preto e São Carlos, o que significa que haverá um único local para a matrícula de todos os cursos nesses campi. Em São Carlos, a matrícula será realizada no Anfiteatro de Convenções Jorge Caron. Em Pirassununga, a matrícula será no Anfiteatro do Prédio Central do campus Fernando Costa. Campus da USP em Pirassununga Divulgação/USP Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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17/02 - Deputados querem aprovar novo Fundeb nesta semana em comissão especial na Câmara
Deputados federais vão revisar nesta segunda-feira (17) os detalhes do texto do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb, para tentar aprovar a proposta em comissão especial nesta semana, antes do carnaval. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem dito a parlamentares que quer pautar o tema em plenário em março. Mas, para isso, combinou com os deputados que o texto deve ser revisado com atenção antes de ele ser aprovado na comissão especial, para evitar contestações. A ideia é votar a proposta entre terça (18) e quarta-feira (19) no colegiado, mas pode haver pedido de vista. Ao blog, o presidente da comissão especial, deputado Bacelar (Pode-BA), afirmou nesta segunda que “há um consenso grande” entorno do tema. O congressista acredita que, se a proposta for aprovada no colegiado nesta semana, será pautada em plenário na segunda quinzena de março. O texto está sendo elaborado sem a participação do ministro da Educação, Abraham Weintraub. O ministro foi alvo recentemente de duras críticas do presidente da Câmara (veja no vídeo abaixo), mas já havia inviabilizado sua interlocução com o Congresso em 2019. Rodrigo Maia critica gestão do ministro da Educação, Abraham Weintraub Para deputados e senadores, Weintraub é um dos ministros que alimenta a militância digital que ataca o Congresso e cria polêmicas desnecessárias para o governo. Os parlamentares também avaliam que ele não tem capacidade de gestão em caso de problemas como os registrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Diante desse quadro, congressistas veem como inviável o diálogo com Weintraub para a aprovação no Congresso de temas relacionados à Educação – como o novo Fundeb. Os recursos do fundo são repassados pela União às secretarias estaduais e municipais. Os recursos são uma complementação para a educação básica, que vai do ensino infantil ao médio. A lei atual prevê o fim do fundo em 2020 e, por isso, o Congresso discute um novo formato para restabelece-lo. O tema é analisado em uma comissão especial da Câmara e, em seguida, terá de ser aprovado no plenário da Casa e no Senado Federal. O projeto é de emenda à Constituição (PEC) e, por isso, precisa do aval de três quintos dos deputados e dos senadores para entrar em vigor.
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17/02 - MP da ID Estudantil perde validade; mais de 300 mil estudantes vão poder usar o documento até dezembro
Medida não tramitou no Congresso dentro do prazo. Simulação do ID Estudantil Divulgação/MEC A medida provisória que criou a carteirinha estudantil do Ministério da Educação (MEC), chamada de ID Estudantil, perdeu a validade no domingo (16) porque o tema não entrou em votação no Congresso. Entretanto, quem tirou a carteirinha poderá continuar usando até dezembro – como a MP tem efeito imediato, quem fez o documento tem o respaldo de que ela estava vigente quando foi emitida. O documento dá acesso à meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Como a MP não foi votada, a ID Estudantil não poderá mais ser expedida. A alternativa será recorrer às entidades estudantis ou instituições de ensino que já emitiam o documento (leia mais abaixo). Meia-entrada: veja perguntas e respostas sobre o tema Questionado pelo G1, o MEC não deu retorno sobre qual ação vai tomar após o fim da vigência da MP. Por lei, o governo não pode apresentar outra medida provisória sobre o mesmo tema dentro do ano de vigência. No fim de semana, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou em entrevista ao Canal Brasília que a alternativa será enviar ao Congresso um projeto de lei sobre o tema, voltando a tramitação à estaca zero. Para que virasse lei, a MP deveria passar por uma comissão mista – formada por deputados e senadores. Depois, ainda deveria ser apreciada na Câmara e no Senado. Este processo não ocorreu dentro dos 120 dias que a MP teve validade (excluindo o período de recesso parlamentar). A situação levou os estudantes a buscarem o documento nos últimos dias. Até a semana passada, o governo havia emitido 258 mil documentos. Na terça, o total já havia subido para 277 mil. No domingo, por volta das 17h, o número era 325.746. O G1 pediu acesso a dados detalhados do MEC sobre a emissão de IDs, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Para o presidente da Comissão de Educação da Câmara, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), a emissão gratuita do documento estudantil é uma iniciativa que deve permanecer. "É um direito, por isso não se cobra", afirmou. O presidente da União dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, vê o vencimento da MP como uma "derrota do governo", já que não houve articulação para priorizar o projeto. "Consideramos que é uma derrota do governo, fruto da postura que eles assumiram, autoritária e monocrática, ao enviar essa medida ao Congresso. Mais uma vez sem diálogo com os parlamentares e sobretudo porque representa uma verdadeira medida de exceção para atacar e perseguir diretamente as entidades estudantis que têm sido importantes espaços de organização de oposição do governo Bolsonaro", afirmou. Custos Após anunciar a ID Estudantil, o MEC divulgou a criação de um aplicativo para emitir o documento. Não foram informados os custos envolvidos no desenvolvimento desta plataforma. No Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, há o registro de um contrato de valor inicial de R$ 12,6 milhões para o desenvolvimento e manutenção do projeto ID Estudantil. Não está claro se todo o valor foi aplicado e nem se estes foram os únicos custos envolvidos na operação. Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" afirma que o MEC gastou R$ 2,5 milhões em publicidade para divulgar a carteirinha estudantil digital – terceiro maior custo da pasta. A primeira é o projeto Conta Pra Mim, que incentiva pais a lerem para os filhos, e o segundo maior custo foi o Enem, que teve 5,1 milhões de estudantes inscritos. Para emitir a ID estudantil, o governo afirma que gasta R$ 0,15 centavos a cada carteirinha. Alternativas Atualmente, uma lei de 2013 prevê que a carteirinha seja emitida por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Ambas cobram R$ 35 pela carteira, além do frete. Esse serviço é uma das principais fontes de recursos das entidades. A UNE fica com 20% do valor (R$ 7), e a Ubes, com 25% (R$ 10,50). Além de UNE e Ubes, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), as entidades estudantis municipais e os diretórios estudantis e acadêmicos das faculdades também podem emitir o documento.
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16/02 - Com aulas de empreendedorismo digital e ética, Campinas tem primeiro curso superior do país para formar youtuber
Proposta é capacitar influenciadores digitais que querem trabalhar com a plataforma de vídeos. Aulas abordam também legislação, finanças e linguagem corporal. Campinas (SP) terá a partir deste ano o primeiro curso de graduação para youtuber do Brasil registrado no Ministério da Educação (MEC). De acordo com a coordenadora do curso na Universidade Paulista (Unip), Roberta Matarazzo, a proposta é suprir a demanda crescente de profissionalização nas plataformas de vídeos das redes sociais. A universidade capacitará influenciadores digitais para as técnicas de criação, edição e divulgação de materiais audiovisuais para o Youtube. As aulas começam nesta terça-feira (18) e o curso tem duração de dois anos. "Dá base para que o trabalho de influenciador seja feito com mais consistência. É uma profissão que está crescendo muito graças à tecnologia, que permitiu a abertura para novas áreas. Por isso, estar exposto na mídia também requer embasamentos como a parte de finanças, de imagem, como se portar em vídeo. Os alunos terão à disposição estúdios e laboratórios, com câmeras, iluminação, tudo", explica. Laboratório em Campinas (SP) para técnicas de produção de vídeo para a plataforma do YouTube Karoline Porto/G1 Ainda segundo a coordenadora, o curso contará com disciplinas de empreendedorismo digital, ética, legislação, comunicação, marketing pessoal e profissional, linguagem corporal, além apoiar no desenvolvimento e projeção da capacidade financeira de posts na rede social. "A parte legal é muito importante, porque esses profissionais estão vulneráveis nas redes sociais. Abordamos a monetização dos posts e a apresentação de forma verdadeira e natural. Toda essa estrutura é oferecida para que o estudante tenha base de como se expor melhor na plataforma", explica. As aulas são voltadas para pessoas que pretendem começar a trabalhar com a plataforma de vídeos, como também para profissionais que já atuam na área, mas querem se profissionalizar. A coordenadora explica que as disciplinas práticas abrangem desde o básico de captação de imagens, passando por técnicas de fotografia e iluminação. "Há pessoas que já têm alguns canais, mas que não têm essa base. Elas têm interesse em publicar vídeos, mas não sabem quanto cobrar, quanto vale um post de uma publicidade. Tem muita gente que faz de graça até conseguir a confiança de anunciantes. Para quem já trabalha com isso, daremos a base para alavancar o canal. E quem ainda não tem nenhum canal, vamos orientar como começar", diz. A coordenação informou também que o curso é oferecido em outras unidades da capital e do interior paulista. As aulas dependem de formação de turma. Laboratório da universidade em Campinas (SP) onde alunos em formação para Youtuber poderão desenvolver as técnicas. Karoline Porto/G1 Youtuber diplomado A coordenadora explicou ainda que o curso é no formato tecnólogo e os estudantes que concluírem terão diploma universitário de youtuber. "Será uma formação como todas as outras, onde a pessoa terá o direito depois de fazer uma especialização ou mestrado. A gente vai profissionalizar essas pessoas que estão trabalhando hoje individualmente", afirma Roberta. Foi justamente a qualificação reconhecida em diploma que chamou a atenção de Fernanda Firmino. A jovem é maquiadora, fotógrafa, modelo e também atua como influenciadora digital. Atualmente, Fernanda trabalha com a plataforma do Instagram, mas faz planos de dar um passo adiante na carreira e também produzir materiais audiovisuais. "Tudo o que a gente faz com um diploma dá mais credibilidade no mercado de trabalho. Quando eu vi que estava aberto o curso, achei muito interessante trazer isso de uma forma mais formal, até pelo fato de conseguir ter uma renda e trabalhar com criação de conteúdo dentro da sua própria casa. Imagina você ser uma youtuber graduada. As disciplinas acrescentariam no que eu já faço. Estudar e praticar faz a gente compreender muito mais, porque está na prática", conta. Fernanda Firmino, de Campinas (SP), é maquiadora, fotógrafa e influenciadora digital Ninameoficial/Arquivo Pessoal Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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14/02 - Aprovado em medicina na UFSC, ex-faxineiro uniu plataforma digital, bilhetes e cartas para desenvolver técnica de estudos
Bruno Eulálio Santos, de 20 anos, juntou conteúdos online e criatividade em cards para driblar a falta de tempo. Calouro de medicina da UFSC Arquivo pessoal Em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, o calouro Bruno Eulálio Santos, de 20 anos, conseguiu passar no vestibular para medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Para driblar a rotina entre trabalho e estudos, ele utilizou plataformas digitais e anotava em pequenas cartas um resumo de algumas palavras e perguntas, o que era mais importante em cada lição. Estudante de escola pública, ele terminou o ensino médio em 2016 e foi trabalhar em um lava-jato na favela do Ressaca, em Contagem (MG). Depois, mudou para Santa Catarina com a irmã mais velha, contanto que ele se comprometesse a estudar. Caixa com as cartas e esquema de estudos feitas pelo estudante Arquivo pessoal "No início de 2018, eu estava trabalhando em um hospital particular, em Balneário Camboriú, de faxineiro. Naquela época eu já estudava, mas não queria medicina. Mas, vendo a rotina e convivendo com o pessoal comecei a pensar nessa área. Passou um tempo e o pessoal do hospital me deu a oportunidade de trabalhar de jovem aprendiz na área de gestão de exames do hospital. Tive a oportunidade de trabalhar em uma área menos pesada, que exigia menos tempo. Foi quando vi a oportunidade que eu precisava”, disse. Equipe de trabalho na unidade de saúde em Balneário Camboriú Arquivo pessoal Ele lembra que, para começar, recebeu a indicação da namorada para utilizar uma plataforma por assinatura com um modelo online de estudos, por meio das operações desenvolvidas pela startup EdTech Descomplica. "Não sabia muito bem como estudar, depois que ela me indicou foi tipo um norte para eu estudar para uma prova tão concorrida como a do Enem. Daí comecei a estudar online e recebi o suporte. Eu não tinha tempo para pagar o cursinho e muito menos tempo para fazer o cursinho, porque demanda muito tempo de deslocamento, e eu não tinha como largar o emprego", afirmou. Tecnologia aliada a métodos criativos desenvolvida pelo estudante Arquivo pessoal Durante esse período, ele tentava adaptar o conteúdo para conseguir estudar. Entre os métodos, ele montou um mural com mais de 300 bilhetes colados em um painel no quarto. "Em casa eu estudava todos os dias quando eu chegava do trabalho". Ele também aproveitava o tempo de deslocamento até o local onde trabalhava. "Eu comecei a usar a criatividade para inventar algum método para estudar enquanto estava no ônibus, por exemplo, quando eu saía de casa para fazer algo também dava para estudar". Entre os processos desenvolvidos, Bruno fez mais de 1300 cartas com perguntas direcionadas para lembrar do conteúdo, as chamadas "flash cards", baseadas nas semanas de estudo a partir do conteúdo que estava na plataforma online. Cada bloco de cartas, no formato adaptado para carregar dentro do bolso da calças, tinha recomendações práticas para o momento da prova e frases de incentivo. Bloco para uma semana de estudo Arquivo pessoal Bruno explica que quando terminou o contrato com o hospital, em março do ano passado, ele se dedicou aos estudos com a ajuda da irmã para manter a casa. "Resolvi focar nos estudos e tive mais tempo para trabalhar a mente. Eu não recomendo para ninguém essa jornada de estudante e de trabalho. Eu acho que tudo depende de uma necessidade, eu não posso falar que foi fácil e que 'nossa, foi flores fazer isso concomitantemente'. Mas, se é uma necessidade da pessoa, igual foi uma necessidade minha, a pessoa pode ter recursos e tem como fazer. Agora se ela pode escolher em ficar em casa e estudar para prestar um curso concorrido, eu não posso falar para ela ir trabalhar porque será a mesma coisa, porque não vai". Rotina de estudos para o Enem 2019 Arquivo pessoal Com dois anos de estudo, Bruno conseguiu passar no vestibular no processo seletivo pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020. As lições que aprendeu durante os estudos para o vestibular, ele também passou a divulgar nas redes sociais, com dicas e orientações. Até o início do curso, ele explica que irá precisar voltar ao mercado de trabalho. "Preciso arrumar algo que bate até com o horário da faculdade como dar aulas particulares", disse. Na UFSC, em Florianópolis, o curso começa em agosto para o segundo período. "Estou esperando abrir os editais de bolsa permanência do segundo semestre para poder ficar na moradia estudantil", planeja. Veja mais notícias do estado no G1 SC Calouro de medicina da UFSC Arquivo pessoal
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14/02 - Fies 2020 encerra nesta sexta inscrições para a seleção do 1º semestre
Após prorrogação, inscrições terminam às 23h59. Programa oferece 70 mil contratos de financiamento para estudante pagar mensalidade em cursos de graduação em universidades privadas. As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) do primeiro semestre de 2020 se encerram nesta sexta-feira (14). Os interessados poderão se candidatar até as 23h59. A data foi prorrogada pelo Ministério da Educação (MEC) na quarta-feira (12). MEC prevê reduzir número de vagas do Fies a partir de 2021 MEC anuncia prorrogação do Fies e P-Fies até esta sexta-feira No primeiro semestre, são ofertados 70 mil contratos a juro zero. Já no segundo semestre de 2020, serão oferecidos 30 mil novos contratos. Estudantes que fizeram o Enem a partir de 2010 podem se candidatar ao financiamento. Fies teve inscrições prorrogadas até a sexta-feira(14) Reprodução site Fies Diferença entre Fies e P-fies Na modalidade Fies, são oferecidas vagas com juro zero para os estudantes com uma renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos (R$ 3.135 – pelo salário mínimo nacional). Já a modalidade P-Fies se destina a estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos (R$ 5.225 – pelo salário mínimo nacional). Eles podem receber um empréstimo a juros relativamente baixos, variando de acordo com o banco que atua como agente financeiro. Vale lembrar que, em dezembro de 2019, o governo anunciou mudanças nos dois programas, mas elas só serão válidas no segundo semestre deste ano para o P-Fies e a partir de 2021 para o Fies. Como se inscrever no Fies As inscrições são feitas pela internet no endereço: http://fies.mec.gov.br/ Basta inserir CPF, data de nascimento e o código de verificação que aparece na tela O candidato não pode ter zerado a redação e tem que ter tirado mais que 450 nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidos 70 mil contratos para o Fies, enquanto para o P-Fies não há limite pré-estabelecido de vagas. Cronograma do primeiro semestre do Fies 2020: Pré-seleção: 26 de fevereiro Complementação da inscrição na modalidade Fies: 27 de fevereiro a 2 de março de 2020 Chamada da lista de espera: 26 de fevereiro a 31 de março Vídeos sobre Fies Estudantes têm dificuldades para pagar o Fies Antes do Fies, o aluno deve planejar as finanças pessoais MEC publica resolução que altera regras do Fies
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13/02 - Por causa das chuvas, IF Sudeste MG suspende matrículas do Sisu em São João del Rei
Demais atividades acadêmicas também foram suspensas nesta quinta (13). Novo calendário será publicado. IF Sudeste MG em São João del Rei Ass. de Comunicação IF Sudeste MG/Divulgação O IF Sudeste MG suspendeu todas as atividades no campus de São João del Rei nesta quinta-feira (13), entre elas as matrículas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A medida foi tomada devido às chuvas que atingiram a cidade e a previsão de novas precipitações. De acordo com a direção da instituição, a suspensão das atividades acadêmicas devido ao risco de interdição de vias por conta de consequências das chuvas. A Coordenação Geral de Registros Acadêmicos informou que um novo calendário para a convocação para a lista de espera do Sisu para o preenchimento das vagas dos cursos de graduação será publicado em breve pelo IF Sudeste MG. Nesta quinta-feira estavam previstas as matrículas para os cursos de Gestão em Recursos Humanos, Gestão Ambiental, Gestão em Tecnologia da Informação, Logística e Letras.
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13/02 - Investimento do governo federal em creches e pré-escolas é o mais baixo em 10 anos
Em 2019 foram repassados a prefeituras de todo o país R$ 307,8 milhões, o que representa 33% de queda comparado ao ano anterior. Investimento federal em creches e pré-escolas é o mais baixo em dez anos Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação (MEC), apontam que em 2019 foram repassados a prefeituras de todo o país R$ 307,8 milhões para a construção de creches e pré-escolas e melhoria da infraestrutura da rede de educação infantil, o que representa 33% de queda na comparação com os R$ 457,9 milhões repassados pelo órgão do MEC aos municípios brasileiros em 2018. Brasil tem 1.085 obras de creches e pré-escolas paradas e menor repasse de verbas desde 2009 Os repasses de 2019 foram os mais baixos dos últimos dez anos, segundo dados do FNDE obtidos com exclusividade pela GloboNews por meio da Lei de Acesso à Informação. Procurados, o MEC e o FNDE não se manifestaram sobre o assunto. Investimento do governo federal em creches e pré-escolas em 2019 foi o menor em dez anos Os números refletem uma queda expressiva nos repasses do Proinfância, Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil, de 2015 para cá, primeiro ano da recessão econômica que durou até o ano seguinte. O diretor de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, Olavo Nogueira Filho, disse que quanto mais cedo se investir melhor é o retorno nos próximos anos e na vida futura das crianças. "Quanto mais cedo esse investimento é feito, melhor é o retorno nos próximos anos e na vida futura de criança e jovem. Por isso, é um investimento tão importante e tão central e esse tema precisa estar no topo da agenda governamental do país". Repasses do FNDE a prefeituras e DF Obras paralisadas Em todo o país, 830 obras em creches e pré-escolas feitas com repasses do FNDE estão paralisadas, de acordo com a última atualização do Sistema de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec), um banco de dados mantido pelo FNDE. Entre elas, 19 estão no estado de SP – quatro delas são em Guarulhos. Procurada, a prefeitura da cidade na região metropolitana de São Paulo disse estar em meio a um processo de licitação para a conclusão das obras. Um dos objetivos da meta 1 do Plano Nacional da Educação (PNE) é o país atender 50% dos menores de 3 anos e 11 meses na creche até 2024. Em 2018, dado mais atualizado, do Todos Pela Educação, 35,7% dos menores de 3 anos e 11 meses frequentavam a creche. Um dos objetivos da meta 1 do Plano Nacional da Educação (PNE) é o país atender 50% dos menores de 3 anos e 11 meses na creche até 2024. Maurício Alexandre/Divulgação
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13/02 - Udesc abre inscrições para curso gratuito de empreendedorismo em Florianópolis
Inscrições podem ser feitas até o dia 28 de fevereiro por meio de um formulário online. Aulas ocorrem no campus da Udesc que está localizado na Avenida Madre Benvenuta Luciana Ronconi O campus da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) de Florianópolis está com inscrições abertas para o curso gratuito de empreendedorismo para pessoas com mais de 45 anos. Os interessados devem ter o ensino médio completo e podem se inscrever até o dia 28 de fevereiro por meio do formulário online disponível no site do programa da instituição. O processo seletivo ocorre em duas etapas. A primeira será no dia 2 de março com uma prova escrita, com questões divididas entre português, raciocínio lógico e conhecimentos sobre empreendedorismo e organizações da sociedade civil. Quem for aprovado nesta etapa, passará para a segunda, onde será feita uma entrevista em grupo, no dia 4 de março. O curso está previsto para começar no dia 9 de março, no auditório da Udesc do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), no campus da Udesc na Avenida Madre Benvenuta. As aulas são teóricas e práticas, ocorrem nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 14h às 17h40. O curso tem oito meses de duração e as disciplinas são divididas entre: informática básica, legislação de pequenas e médias empresas, marketing, contabilidade, finanças, gestão social e cidadania, projetos, empreendedorismo, plano de negócio e informática aplicada. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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13/02 - Unicamp libera lista de aprovados em 2ª chamada no vestibular 2020
Universidade divulgou nesta quinta-feira (13) nova relação de convocados no exame tradicional, na modalidade via Enem, e para vagas destinadas a premiados em olimpíadas de conhecimento. Estudantes durante a 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antoninho Perri/SEC Unicamp A Unicamp liberou na manhã desta quinta-feira (13) a lista de aprovados em 2ª chamada no vestibular 2020. A relação tem 1.011 convocados no exame tradicional, 334 na modalidade que usa a nota obtida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de classificação, e 56 para vagas destinadas a premiados em olimpíadas ou competições de conhecimentos. Confira abaixo as três listas: Convocados no vestibular tradicional Chamados por desempenho via Enem Convocados para vagas olímpicas Quem foi convocado deve fazer nesta sexta-feira (14) a matrícula não presencial pelo site da comissão organizadora do vestibular (Comvest), entre 9h e 17h. "Os candidatos deverão carregar uma foto para o cadastro de estudante e sua carteira estudantil, cuja primeira via é gratuita", diz nota da assessoria. No portal da comissão estão indicados detalhes sobre como deve ser a imagem usada no registro. Matrícula presencial A matrícula presencial deve ser realizada em 2 de março, nos respectivos campi - Campinas, Limeira ou Piracicaba - das 9h às 15h. A vaga só estará garantida após a realização deste procedimento. As orientações de matrícula e documentos necessários estão disponíveis no manual de ingresso. Durante as matrículas presenciais, os candidatos selecionados pelo sistema de cotas étnico-raciais passam pela Comissão de Averiguação. A validação da autodeclaração apresentada pelos candidatos que optaram pelas cotas é confirmada somente após a avaliação realizada pelo grupo. O candidato convocado em duas listas (em primeira ou segunda opção) pode optar por uma das modalidades na inscrição, mas isso significa a exclusão na outra. A medida está prevista no edital. Segunda opção Os candidatos convocados para o curso escolhido como segunda opção devem realizar a matrícula pela internet e, optar ou não, por aguardar possível vaga para o curso de primeira opção (remanejamento). Candidatos de segunda opção que não fizerem a matrícula pela internet perdem esta vaga, mas seguem concorrendo ao curso de primeira opção, podendo, assim, serem convocados nas próximas chamadas, de acordo com os critérios de classificação. Vestibular 2020 A disputa por uma das 2.585 vagas por meio do sistema tradicional de seleção contou com 12,1 mil candidatos na 2ª fase. Nesta edição, os exames foram aplicados em 17 municípios paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). Enem A Unicamp recebeu 17,3 mil inscrições para as 639 vagas oferecidas em cursos de graduação que usam como critério de seleção a nota obtida pelo candidato na realização do Enem 2019 ou em 2018. É a segunda vez em que a universidade estadual realiza este tipo de modalidade de seleção. Vagas olímpicas As oportunidades contemplam vencedores de competições de conhecimentos aprovadas pela universidade. Confira lista de instituições contempladas. Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) Olimpíada Brasileira de Física (OBF) Olimpíada Brasileira de Física de Escola Pública (OBFEP) Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) Olimpíada Brasileira de Robótica – Modalidade Teórica (OBR) Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB) Competição Iberoamericana de Informática e Computação (CIIC) Olimpíada Iberoamericana de Biologia (OIAB) Olimpíada Iberoamericana de Física (OIbF) Olimpíada Iberoamericana de Matemática (OIM) International Olympiad on Astronomy and Astrophysics (IOAA) International Chemistry Olympiad (IChO) International Mathmatical Olympiad (IMO) International Olympiad in Informatics (IOI) International Biology Olympiad (IBO) International Physics Olympiad (IPhO) A Unicamp Fundada em 1966, a universidade estadual conta com 34 mil alunos matriculados em cursos de graduação e programas de pós-graduação. Os campi reúnem 24 unidades de ensino e pesquisa. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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13/02 - Detentos do CR de Rio Claro cumprem pena com trabalho e montam até grupo de estudos
Unidade abriga atualmente 85 reeducandos; 30 deles prestaram o Enem para pessoas privadas de liberdade (PPL) no ano passado e 18 tiraram notas acima da média nacional. Reeducandos trabalham e estudam no CR de Rio Claro Fabio Rodrigues/G1 No Centro de Ressocialização Masculino de Rio Claro (SP), trabalhar e estudar não são opções. Para cumprir pena no local, o reeducando deve aceitar essas condições. Muitos aproveitam a oportunidade para concluir o ensino médio. A conquista mais recente é um grupo de estudos criado na unidade que atualmente abriga 85 detentos. A ideia de voltar a estudar atraiu 30 reeducandos que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 para pessoas privadas de liberdade (PPL). Segundo o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 46 mil candidatos cumprindo pena em unidades prisionais ou de ressocialização em 25 estados e no Distrito Federal se inscreveram para as provas. Dos 30 candidatos do CR Masculino de Rio Claro, 18 tiraram notas acima da média nacional. Por enquanto, nenhum deles manifestou desejo de se matricular em alguma universidade, mas os resultados obtidos pelo grupo surpreenderam a todos na unidade. Para o diretor geral do CR, Márcio Manoel dos Santos, é importante que o reeducando aproveite da melhor maneira possível o tempo em que cumpre pena. Incentivo Centro de Ressocialização abriga atualmente 85 reeducandos em Rio Claro Fabio Rodrigues/G1 Quando os detentos levaram a ideia de criar um grupo de estudos, o diretor autorizou que eles se reunissem às sextas-feiras das 18h30 às 20h30 e permitiu a entrada de materiais na unidade para auxiliar no aprendizado. Um dos idealizadores do grupo é o ex-funcionário público Carlos Roberto Garcia, de 52 anos, preso na unidade desde 2017 pelo crime de peculato (desvio de dinheiro praticado por servidor público). Formado em administração pública e contabilidade, ele ajudou os companheiros com matemática. Um outro reeducando com doutorado em filosofia, que não está mais na unidade, auxiliou na área de humanas, enquanto um engenheiro civil ajudou com química e física. Carlos Roberto Garcia, de 52 anos, responsável pela biblioteca da unidade Fabio Rodrigues/G1 O grupo, que teve início em julho do ano passado durante as férias escolares, começou a se reunir às segundas, quartas e sextas-feiras. Quando as aulas foram retomadas, os encontros ficaram restritos às sextas. Até a prova do Enem, foram 33 encontros. Com o apoio do diretor e dois professores da Escola Estadual Barão de Piracicaba que lecionam no período noturno no CR, os detentos tiveram acesso a provas do Enem de anos anteriores, além de jornais e revistas para se manterem atualizados. "Durante a semana eu reunia esse material, fazia pequenas apostilas de cada disciplina e pegava um título para a redação. Os colegas se reuniam nos alojamentos, debatiam e no dia da nossa reunião já vinham com as respostas. Aí a gente discutia como é que conseguiram chegar a aquele resultado", explicou Garcia, responsável pela biblioteca da unidade cujo acervo reúne cerca de 4 mil livros. Segundo ele, foram feitas 33 apostilas de exercícios e uma média de 60 redações. "Com essa busca de informação, tivemos o maior índice de aprovação aqui no CR: 60%. Quem não passou, ficou muito próximo. Isso motivou até quem não entrou no grupo, pois viu que funcionou, que deu resultado nas notas. Tem muita gente querendo fazer o ano que vem." De volta aos estudos Fátimo Pedroso Ortiz, de 38 anos, também participou do grupo de estudos Fabio Rodrigues/G1 Preso pelo crime de tortura e no CR há um ano e meio, o reeducando Fátimo Pedroso Ortiz, de 38 anos, participou do grupo e ficou animado com os resultados. Ele, que chegou a cursar gestão de segurança durante seis meses quando estava em liberdade, prestou o Enem pela primeira vez. "Foi bom dividir ideias porque aqui tem pessoas de outras áreas. O conhecimento de um acaba ajudando o outro. Eu gosto bastante de história e tenho mais dificuldade em matemática. No Enem, o desafio é a redação, mas a gente se preparou", disse Ortiz, que trabalha no setor administrativo do CR. Divorciado e pai de dois filhos (um menino de 4 anos e uma adolescente de 16), ele disse que aconselha a jovem a manter os estudos. "Ela gosta e o caminho é esse. Quando eu sair, pretendo cursar direito", afirmou. Enquanto cumpre pena, ele divide o tempo entre trabalho e livros que retira na biblioteca. História e ficção são os temas preferidos. Ensino médio Rafael Luis Ferreira dos Santos, de 30 anos, concluiu o ensino médio no CR de Rio Claro Fabio Rodrigues/G1 O operador de máquinas Rafael Luis Ferreira dos Santos, de 30 anos, chegou ao CR há um ano e meio para cumprir pena por tráfico de drogas. Preso pela primeira vez, ele contou que concluiu o ensino médio dentro unidade. Foi após uma promessa que fez ao filho de 11 anos com quem se comunica por meio de cartas que ele decidiu focar nos estudos e prestar o Enem. "Prometi que se ele tirasse boas notas na escola eu me empenharia aqui. E ele melhorou", disse. Santos também se surpreendeu com o próprio desempenho no grupo de estudos e achou que foi melhor do que esperava. Depois que deixou a escola, aos 18 anos, estudar não fazia parte da sua rotina. No CR, ele trabalha como padeiro. No tempo livre gosta de ler livros de filosofia, história e geografia. Para ele, a leitura é importante no processo de ressocialização. "O que mudou para mim foi disciplina e a maneira de pensar. Aqui trancado a gente aprende a dar valor para as coisas mínimas que a gente tem lá fora, o que aqui dentro fazem uma falta terrível. Então a oportunidade que a unidade deu ajudou bastante a evoluir como homem, como pessoa", disse. Trabalho e leitura Márcio Manoel dos Santos é o diretor geral do CR de Rio Claro há mais de 11 anos Fabio Rodrigues/G1 O CR de Rio Claro tem capacidade para 216 presos, mas atualmente abriga 85 porque 60% da unidade está interditada para reformas, previstas para começar em março. Segundo o diretor, 53 reeducandos estão no regime semiaberto e 32 no regime fechado. Para cumprir pena na unidade, é necessário preencher alguns critérios, como ser primário e não ter condenação superior a dez anos, por exemplo. Todos os reeducandos trabalham para empresas parceiras dentro e fora da unidade e recebem um salário mínino. Quem não tem o ensino médio, estuda à noite no CR. Há redução de um dia de pena por três dias trabalhados e redução de um dia por 12h de estudo. "Aqui não é opcional. A pessoa pode até optar por não estudar, mas aqui também não fica. Para vir para cá, o preso passa por uma entrevista e eu falo você aceita essas condições?", explicou o diretor, que comanda a unidade há mais de 11 anos. Um dos espaços utilizados pelos reeducandos para o trabalho no CR de Rio Claro Fabio Rodrigues/G1 Quando o preso já concluiu o ensino médio, o diretor o incentiva a participar do Clube da Leitura, projeto que teve início no ano passado na unidade. O programa tem por objetivo incentivar e aproximar o preso do universo literário como ferramenta no processo da cidadania. No programa de leitura, proposto pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2013, o preso pode ter até 48 dias de perdão em um ano se fizer uma resenha do livro lido por mês. "Tem reeducando que chega aqui analfabeto, não sabe escrever o nome. O incentivo ao estudo proporciona uma mudança nítida de postura. A mudança é cultural", concluiu o diretor. Devido à interdição para obras na unidade, sala de aula é improvisada na área de trabalho durante a noite Fabio Rodrigues/G1 Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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13/02 - MP da ID Estudantil perde validade no domingo; quem tiver o documento poderá usá-lo até dezembro
Medida não tramitou no Congresso dentro do prazo; situação leva estudantes a procurarem documento, que é gratuito, enquanto ele ainda pode ser emitido. Simulação do ID Estudantil Divulgação/MEC A medida provisória que criou a carteirinha estudantil do Ministério da Educação (MEC), chamada de ID Estudantil, perderá a validade no próximo domingo (16) porque o tema não entrou em votação no Congresso. Entretanto, quem tirou a carteirinha poderá continuar usando até dezembro – como a MP tem efeito imediato, quem fez o documento tem o respaldo de que ela estava vigente quando foi emitida. O documento dá acesso à meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Após o vencimento da MP, a ID Estudantil não poderá mais ser expedida. A alternativa será recorrer às entidades estudantis ou instituições de ensino que já emitiam o documento (leia mais abaixo). Meia-entrada: veja perguntas e respostas sobre o tema Questionado pelo G1, o MEC não deu retorno sobre qual ação vai tomar após o fim da vigência da MP – por lei, o governo não pode apresentar outra medida provisória sobre o mesmo tema dentro do ano de vigência. No fim de semana, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou em entrevista ao Canal Brasília que a alternativa será enviar ao Congresso um projeto de lei sobre o tema, voltando a tramitação à estaca zero. Para que virasse lei, a MP deveria passar por uma comissão mista – formada por deputados e senadores. Depois, ainda deveria ser apreciada na Câmara e no Senado. Este processo não ocorreu dentro dos 120 dias que a MP teve validade (excluindo o período de recesso parlamentar). A situação levou os estudantes a buscarem o documento nos últimos dias. Até a semana passada, o governo havia emitido 258 mil documentos. Na terça, o total já havia subido para 277 mil. Na quarta (12), às 12h30, eram 283,3 mil. Duas horas depois, às 14h30, eram 284.363. O G1 pediu acesso a dados detalhados do MEC sobre a emissão de IDs, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Para o presidente da Comissão de Educação da Câmara, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), a emissão gratuita do documento estudantil é uma iniciativa que deve permanecer. "É um direito, por isso não se cobra", afirmou. O presidente da União dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, vê o vencimento da MP como uma "derrota do governo", já que não houve articulação para priorizar o projeto. "Consideramos que é uma derrota do governo, fruto da postura que eles assumiram, autoritária e monocrática, ao enviar essa medida ao Congresso. Mais uma vez sem diálogo com os parlamentares e sobretudo porque representa uma verdadeira medida de exceção para atacar e perseguir diretamente as entidades estudantis que têm sido importantes espaços de organização de oposição do governo Bolsonaro", afirmou. Custos Após anunciar a ID Estudantil, o MEC divulgou a criação de um aplicativo para emitir o documento. Não foram informados os custos envolvidos no desenvolvimento desta plataforma. No Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, há o registro de um contrato de valor inicial de R$ 12,6 milhões para o desenvolvimento e manutenção do projeto ID Estudantil. Não está claro se todo o valor foi aplicado e nem se estes foram os únicos custos envolvidos na operação. Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" afirma que o MEC gastou R$ 2,5 milhões em publicidade para divulgar a carteirinha estudantil digital – terceiro maior custo da pasta. A primeira é o projeto Conta Pra Mim, que incentiva pais a lerem para os filhos, e o segundo maior custo foi o Enem, que teve 5,1 milhões de estudantes inscritos. Para emitir a ID estudantil, o governo afirma que gasta R$ 0,15 centavos a cada carteirinha. De acordo com o site do MEC voltado à ID, foram gastos R$ 42.654,45 para emitir os 284.363 documentos, até as 14h30. Alternativas Atualmente, uma lei de 2013 prevê que a carteirinha seja emitida por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Ambas cobram R$ 35 pela carteira, além do frete. Esse serviço é uma das principais fontes de recursos das entidades. A UNE fica com 20% do valor (R$ 7), e a Ubes, com 25% (R$ 10,50). Além de UNE e Ubes, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), as entidades estudantis municipais e os diretórios estudantis e acadêmicos das faculdades também podem emitir o documento.
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12/02 - MEC anuncia prorrogação do Fies e P-Fies até esta sexta-feira
O Ministério da Educação informou nas suas redes sociais a prorrogação da inscrição. São 70 mil contratos a juro zero. As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) do primeiro semestre de 2020 foram prorrogadas até sexta-feira (14). A princípio, elas terminariam nesta quarta-feira (12). Até o momento, o Ministério da Educação (MEC) não informou o motivo da ampliação do prazo. MEC prevê reduzir número de vagas do Fies a partir de 2021 Inadimplência do Fies aumentou cerca de 23% após programa de renegociação No primeiro semestre, são ofertados 70 mil contratos a juro zero. Já no segundo semestre de 2020, serão oferecidos 30 mil novos contratos. Estudantes que fizeram o Enem a partir de 2010 podem se candidatar ao financiamento. Postagem sobre a prorrogação Reprodução MEC Diferença entre Fies e P-fies Na modalidade Fies, são oferecidas vagas com juro zero para os estudantes com uma renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos (R$ 3.135 – pelo salário mínimo nacional). Já a modalidade P-Fies se destina a estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos (R$ 5.225 – pelo salário mínimo nacional). Eles podem receber um empréstimo a juros relativamente baixos, variando de acordo com o banco que atua como agente financeiro. Vale lembrar que, em dezembro de 2019, o governo anunciou mudanças nos dois programas, mas elas só serão válidas no segundo semestre deste ano para o P-Fies e a partir de 2021 para o Fies. Como se inscrever no Fies As inscrições são feitas pela internet no endereço: http://fies.mec.gov.br/ Basta inserir CPF, data de nascimento e o código de verificação que aparece na tela O candidato não pode ter zerado a redação e tem que ter tirado mais que 450 nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidos 70 mil contratos para o Fies, enquanto para o P-Fies não há limite pré-estabelecido de vagas. Cronograma do primeiro semestre do Fies 2020: Inscrições: 5 a 14 de fevereiro Pré-seleção: 26 de fevereiro Complementação da inscrição na modalidade Fies: 27 de fevereiro a 2 de março de 2020 Chamada da lista de espera: 26 de fevereiro a 31 de março Estudantes têm dificuldades para pagar o Fies
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12/02 - O que é o 'desafio da rasteira' e por que pânico dos pais pode aumentar risco para crianças
Vídeos com comportamento de risco causam preocupação, mas também geram desinformação e excessos em grupos de WhatsApp. "Pessoal, vou utilizar o grupo agora para uma informação de utilidade pública. Fiquem atentos com as escolas onde seus filhos estudam pois está circulando uma brincadeira aberrante onde já houve crianças com fratura craniana e leva a graves sequelas ou a morte", diz mensagem que se tornou viral, nos últimos dias, em grupos de WhatsApp de famílias e escolas. Na volta às aulas, especialistas alertam para riscos de brincadeiras dentro de escolas que viralizaram na internet Junto com a mensagem vem um (ou mais de um) vídeo mostrando três adolescentes, um ao lado do outro, fazendo o que é apontado como o mais recente "desafio" circulando entre jovens: quando o adolescente do meio dá um salto, os dois das pontas lhe passam uma rasteira, fazendo com que caiam de costas ou de cabeça no chão. No entanto, como de costume em debates sobre "febres" da internet — como já ocorreu com a "momo" e com o chamado "desafio da baleia azul" —, os compartilhamentos sobre o "desafio da rasteira" misturam fatos (e riscos) reais com uma dose de desinformação e pânico. A seguir, a BBC News Brasil destrincha o que há de concreto no caso, ouve especialistas sobre como conversar a respeito com os filhos e explica por que o pânico dos pais pode, sem querer, agravar o problema, em vez de mitigá-lo. O caso do colégio Santo Tomás Aquino O vídeo que tem acompanhado a mensagem viral no WhatsApp mostra três estudantes falantes de língua espanhola usando uniformes de um colégio chamado Santo Tomás Aquino. Pelo Twitter, o colégio (localizado no município de Chacao, na Venezuela) postou comunicado da prefeitura local no dia 7 de fevereiro, advertindo que, diante da "situação agressiva de muito risco" a que os alunos estão expostos pela brincadeira, foi acionado o conselho local de proteção infantil. Initial plugin text Segundo a ONG cearense DimiCuida, que monitora "jogos" perigosos que se disseminam online, o vídeo dos alunos do colégio Santo Tomás foi bastante compartilhado em países da América Central no final da semana e começou a circular no Brasil nos últimos dois dias. Ao contrário do que tem acontecido, especialista não recomenda que se compartilhe vídeo de crianças fazendo desafios online Reprodução A tragédia de Mossoró Também têm sido frequentes, nas redes sociais, compartilhamentos de alertas sobre o "desafio da rasteira" com prints de uma notícia sobre a morte de uma adolescente em Mossoró (RN). Embora a notícia esteja sendo compartilhada como se fosse atual, trata-se de um caso trágico ocorrido em novembro de 2019. O diretor da escola municipal Antonio Fagundes, José Altemar da Silva, explica à BBC News Brasil que a adolescente Emanuela, de 16 anos, estudante do 9º ano do ensino fundamental, participava de outro tipo de jogo ou desafio, que consistia em ser "girada" como uma "roleta humana", nos braços entrelaçados de dois amigos, e tentar cair de pé. A jovem, porém, caiu de cabeça no chão. "Socorri, levei ela para o hospital com a mãe, e a tomografia mostrou que ela teve um traumatismo craniano com sangramento", explica Silva. "Ao sair da tomografia, ela desmaiou e teve uma parada cardíaca. Foi reanimada e passou por uma cirurgia. Ainda teve mais quatro dias viva. Mas sofreu outra hemorragia." Emanuela, que Silva descreve como "uma menina muito doce, muito educada", morreu em 11 de novembro do ano passado, gerando uma grande comoção na escola e um sinal de alerta para os educadores. "Eles (adolescentes) não tinham noção do perigo. Depois disso, eu soube que essa brincadeira de girar estavam ocorrendo em outras escolas da cidade, sem a gente ter conhecimento. Foi um choque muito grande", prossegue o diretor. A escola ficou três dias fechada, em luto, e os alunos passaram a ter acompanhamento psicológico, sobretudo os que estavam envolvidos no episódio, conta Silva. "Quando eles voltaram para as aulas, eles choravam muito. (...) Foi uma surpresa muito grande, uma grande infelicidade, em uma escola onde nunca havia acontecido nada assim, e onde todas as crianças são do mesmo bairro." A assistente social Sonia Feitosa, que prestou assistência aos alunos e às famílias, diz que o episódio foi um momento de "muita dor e muita solidariedade", principalmente para as colegas de sala de Emanuela. "Eles não pensavam que poderia acontecer algo grave", conta. Feitosa se emociona ao lembrar da família da adolescente. "Ela era estudiosa, fazia muitos planos para sua vida profissional. A mãe nos contou que ela tinha acabado de fazer aniversário, e eles iam fazer uma festinha para ela." Cada professor da rede municipal de Mossoró foi instruído, depois da tragédia, a conversar com os alunos sobre brincadeiras do tipo, conta a assistente. O perigo dos desafios na internet O caso de Mossoró, embora não se trate especificamente do chamado "desafio da rasteira", evidencia os perigos de comportamentos nocivos que ganham palco e audiência na internet. Em 2018, por exemplo, a BBC News Brasil reportou o caso de uma menina de sete anos de São Bernardo do Campo (SP) que morreu depois de inalar desodorante aerosol, copiando o que havia visto em um vídeo na internet. A própria ONG DimiCuida, de Fortaleza, foi criada em homenagem a um jovem de 16 anos que morreu praticando o "jogo do desmaio". E, assim como estes, há também vídeos online com desafios da canela, da camisinha, da buzina etc. A pesquisa TIC Kids Online, que ouviu, entre outubro de 2018 e março de 2019, 3 mil famílias brasileiras com filhos entre 9 e 17 anos a respeito de seus hábitos na internet, apontou que 16% das crianças entrevistadas disseram ter visto online formas de machucar a si mesmas; e 14% tiveram contato com conteúdo que mostrava como cometer suicídio. Quase a metade viu alguém ser discriminado na internet nos 12 meses anteriores ao estudo. Um agravante é que, na adolescência, ainda não foi plenamente desenvolvido o córtex pré-frontal, área do cérebro responsável por controlar a impulsividade e a avaliação de riscos de nossas ações. Ou seja, adolescentes são, fisiologicamente, mais suscetíveis a situações de risco. Por que pais não devem compartilhar os vídeos desses desafios No entanto, embora o perigo de tais desafios seja real, ele acaba sendo potencializado — em vez de mitigado — pelo compartilhamento excessivo dos vídeos na internet, às vezes pelos próprios pais no afã de alertar os demais. "(Compartilhar vídeos do tipo) é o oposto do processo educativo", diz à BBC News Brasil Fabiana Vasconcelos, psicóloga da DimiCuida. A ONG explica que "disseminar vídeos sem conteúdo educativo (em torno do desafio) gera pânico e mais disseminação, não havendo então nenhum efeito de interrupção da prática; pelo contrário, esses vídeos chegam também aos adolescentes, que curiosamente podem tentar o desafio." "Os pais estão disseminando imagens de crianças e adolescentes, o que é proibido por lei", prossegue Vasconcelos — e o Artigo 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente prevê, entre outras proteções, a "preservação da imagem" de menores de idade. "É preciso pensar: 'será que eu gostaria de receber um vídeo do meu filho fazendo um desafio, que pode ser que nunca saia da internet e pode surtir efeito na vida dele mais tarde?'." Vasconcelos defende que as famílias pensem na educação digital como algo que seja parte de sua rotina na conversa com os adolescentes, em vez de lidar com o tema apenas em momentos de pânico. "Primeiro, é importante analisar: como está o meu diálogo com meu filho e o quanto eu conheço sobre o uso que ele faz da internet?", sugere. A partir daí, ela indica que pais perguntem se os filhos têm visto comportamento de risco sendo compartilhado na internet ou em seus ambientes sociais. "Você tem visto alguma brincadeira perigosa? Eu ouvi falar de uma delas. Você viu algo a respeito?" Depois, a orientação é discutir o tema sem julgamento, mas refletindo junto com as crianças "será que vale a pena correr esse tipo de risco proposto pelos desafios?" e deixando mais palpáveis os riscos, que, para muitos jovens, ainda soam como algo abstrato. Mas isso tem que ser um processo constante, defende Vasconcelos. "Não pode ser apenas nesses momentos de pânico, duas vezes ao ano. É algo que temos de integrar à nossa cultura. É um novo desafio, mas não podemos nos ausentar dele."
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12/02 - 'Ser professor deve ser o trabalho mais importante do século 21', diz especialista que estudou ensino em mais de 20 países
Alex Beard visitou escolas que desenvolvem ferramentas e métodos inovadores para enfrentar os desafios do século 21. Alex Beard visitou vários países em busca de ideias inovadoras na área de educação Alex Beard Alex Beard era professor de uma escola no Sul de Londres até que começou a se sentir estagnado na profissão e decidiu sair em busca de ideias alternativas. Em uma viagem que incluiu mais de 20 países, Beard visitou escolas que desenvolvem ferramentas e métodos inovadores de ensino para enfrentar os desafios do século 21. A jornada deu origem ao livro Natural Born Learners, em que ele não apenas reúne os exemplos mais relevantes, como também reflete sobre quais devem ser as principais questões que a educação vai enfrentar nas próximas décadas. "A criatividade, a capacidade de resolver problemas e a importância dos professores são os grandes desafios das escolas. E tudo isso em meio à grande incógnita de como lidar com novas tecnologias e inteligência artificial", afirmou. Confira abaixo a entrevista que Beard concedeu à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, durante o Hay Festival, em Cartagena, na Colômbia. BBC News Mundo - Quais são os piores erros que estão sendo cometidos na educação atualmente? Alex Beard - É uma boa pergunta, que devemos nos fazer com urgência. Olha, eu comecei como professor em uma escola no sul de Londres, na Kent Road — que, para você ter uma ideia, é a propriedade mais barata no jogo Monopoly (Banco Imobiliário) — e me toquei que estava aplicando os métodos que Sócrates usava na ágora, há cerca de 2 mil anos, para ensinar crianças que tinham telefones celulares e viviam no futuro. Acho que esse é o maior erro que estamos cometendo atualmente: as escolas permaneceram no passado e, com esses métodos ultrapassados, passamos 12 anos nas salas de aula, por isso é muito difícil mudar nossos conceitos sobre como a escola deve ser. O segundo desafio que a educação enfrenta hoje é que não se sabe claramente em que focar, levando em consideração o futuro. Quando me vejo de novo na sala de aula, me vejo como um professor que ensina crianças a passar em uma prova. Para que tirem uma nota aceitável, que é o que elas precisam, na prática, para passar de ano na escola. BBC News Mundo - E isso não tem nada a ver com a formação de profissionais do futuro... Beard - Exatamente, estamos treinando (esses alunos) para empregos e profissões que os robôs poderão realizar no futuro. Está claro para mim que não estou preparando (esses alunos) para o que vem por aí. E o erro que estamos cometendo é que colocamos muita culpa nos professores. Acredito que devemos transformar o professor em uma das pessoas mais importantes da sociedade. Porque, no fim das contas, são eles que vão moldar nossa criatividade, nossa coesão social, que vão estabelecer os alicerces que levam a criar uma economia forte e sustentável. Devemos nos esforçar para dar a eles autonomia e fortalecer seu profissionalismo, em vez de culpá-los porque as gerações mais jovens não estão à altura do que se espera. BBC News Mundo - Nesse sentido, quais habilidades os professores devem ensinar na sala de aula para preparar os alunos para o futuro? Beard - Acho que as crianças exigem três coisas. A primeira é aprender a pensar, mas de maneira condizente com os desafios do futuro. Elas devem pensar de forma crítica sobre o mundo, sobre o papel que desejam exercer a partir de um conhecimento profundo de si mesmas. A segunda é aprender a agir, mas sobretudo, a como ser pessoas criativas. Agora estamos enfrentando desafios imensos na área ambiental, o aumento da desigualdade, um cenário em que muitos trabalhos serão realizados por máquinas... Portanto, vamos precisar que as crianças desenvolvam a fundo sua criatividade. E isso significa que as crianças não devem apenas aprender a ser criativas, mas também a trabalhar com a ajuda de novas tecnologias, em conjunto com outras pessoas. E a terceira é aplicar essa criatividade na resolução dos problemas que o mundo moderno apresenta. Para cuidar de si mesmos e das pessoas ao seu redor. À medida que a sociedade se torna cada vez mais polarizada, os estudantes precisam desenvolver inteligência emocional para serem capazes de se conectar e ter empatia com outras pessoas, sejam da sua comunidade ou a nível global. Mas, acima de tudo, aprender a entender seu próprio desenvolvimento emocional, para ser capaz de gerenciar seu bem-estar em um mundo em que, a cada dia, é mais difícil viver. BBC News Mundo - Há um tema presente em seu livro: o papel da educação em ajudar a buscar 'o sentido das coisas que estamos fazendo'. Beard - Uma das coisas que estão transformando a maneira como entendemos a educação são as pesquisas sobre como nosso cérebro funciona, no campo da psicologia, do desenvolvimento inicial e até da neurociência. E uma das coisas que os cientistas cognitivos descobriram é que há uma hierarquia em nossas experiências, cujos resultados nos levam a aprender. Se insistirmos em repetir e memorizar, você vai reter uma certa quantidade de conhecimento e vai aprender até certo ponto. Mas se as coisas que você está aprendendo causam uma reação emocional — ou seja, fazem você se sentir entusiasmado, triste, confuso e assim por diante —, você pode reter mais conhecimento do que por meio da 'decoreba'. O mais importante é que tanto os pesquisadores quanto psicólogos chegaram à mesma conclusão: quando o aprendizado faz sentido para os alunos, ele realmente acontece. BBC News Mundo - E o que significa o aprendizado fazer sentido? Beard - Pode ser que um ensinamento tenha sentido porque há uma profissão específica que você quer seguir, e você espera que o aprendizado te ajude a conseguir esse trabalho e a executá-lo. Mas essa é uma visão muito estreita da aprendizagem. Uma coisa pode fazer muito sentido para você porque é algo que você adora fazer. É importante para você como pessoa. Talvez você goste de matemática, de aprender novos idiomas, de música. E, quando você começa a fazer essas coisas que ama, elas fazem sentido para você, porque têm a ver com sua identidade e sua maneira de se expressar. As pessoas podem, inclusive, encontrar sua própria expressão ao criar códigos. Por exemplo, quando essa ideia se torna uma busca criativa ou você consegue encontrar significado no que faz, ao ver que está ajudando a resolver um problema sobre questões que são importantes para você no mundo. Portanto, pode ser que você tenha interesse nas mudanças climáticas, se importe com a crescente desigualdade na sociedade, e se puder aplicar o aprendizado nas salas de aula para tentar resolver problemas relacionados a esses temas, então você vai encontrar significado no aprendizado e na aplicação desse aprendizado. BBC News Mundo - O livro fala sobre a conexão entre aprendizado, tecnologia e inteligência artificial. É possível que a profissão de professor seja considerada obsoleta no futuro? Beard - Bom... uma das razões pelas quais fiz essa viagem é que, quando trabalhava como professor em Londres, sentia que estava estagnado. Eu via como as novas tecnologias, as redes sociais e o surgimento do big data (análise de grandes volumes de dados oriundos do uso de internet) estavam dominando tudo ao nosso redor e, de uma hora para outra, meu principal interesse era saber como essas novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, eram aplicadas na área de ensino. Se essas novas tecnologias podem realmente transformar a maneira como aprendemos. Portanto, se a premissa era de que os robôs roubariam nosso trabalho, meu primeiro destino foi o Vale do Silício. Eu pensava que, após a estrondosa derrota de Gary Kasparov (ex-campeão mundial de xadrez) para o (supercomputador) Deep Blue em 1997, a inteligência artificial acabaria com tudo. Mas minha visita ao Vale do Silício me ensinou outra coisa. Lá, eu vi pela primeira vez um professor robô. E não era um androide na frente de uma sala de aula: era, na verdade, um software de inteligência artificial dentro de um ambiente de aprendizado na internet. BBC News Mundo - Como isso funcionava? Beard - Eles tinham um laboratório de ensino onde havia um professor e cerca de dez crianças de cinco anos, cada uma na frente de um computador, com fones de ouvido. Todas as crianças estavam caladas, concentradas no computador, onde havia programas desenvolvidos para ajudá-las no aprendizado de idiomas ou na solução de problemas matemáticos. O interessante era que, ao mesmo tempo em que o programa ajudava os alunos, também "aprendia" com os dados que obtinha em cada sessão quais eram os pontos fracos e fortes daquelas crianças, e adaptava automaticamente essa experiência para a lição seguinte. Assim, no final, oferecia um programa de aprendizagem quase personalizado, enquanto esses dados eram repassados ​​aos professores, que, por sua vez, contavam com mais informações sobre cada aluno. Este é um exemplo do que acontece: a inteligência artificial não superou os professores, mas se tornou uma ferramenta útil, um complemento muito necessário. Outro exemplo: em 2013, um estudo da Oxford Martin School revelou que 700 profissões poderiam ser substituídas por robôs no futuro, mas nenhum dos empregos relacionados ao ensino — ou seja, professor de escola primária, pré-escola, ensino médio e até mesmo universitários — estavam com os dias contados. E é verdade. Isso acontece porque ensinar é definitivamente um processo humano. BBC News Mundo - E não há riscos na convivência com os dados e a inteligência artificial? Beard - Embora a inteligência artificial ou robôs existam, a educação depende da interação humana. Nós aprendemos naturalmente, mas nascemos para aprender em sociedade. No futuro, veremos muitos avanços tecnológicos, mas eles serão incorporados e usados ​​pelos professores. O grande risco é que essa inteligência artificial possa ser melhor que os piores professores em algumas regiões do mundo. E o risco existe porque a inteligência artificial é barata. E talvez não seja melhor que a educação que um professor pode oferecer, mas pelo menos será mais barata. E esse é um grande perigo. Mas essa é a minha versão pessimista do futuro. E acredito que podemos evitá-la se investirmos mais nos professores, em sua formação, o que vai resultar em professores mais especializados e muito mais capazes de lidar adequadamente com as ferramentas tecnológicas. BBC News Mundo - Você disse várias vezes que os professores são bastante relutantes em aceitar essas novas formas de ensino. Por que isso acontece e como pode ser resolvido? Beard - Acredito, em primeiro lugar, que ensinar será o trabalho mais importante do século 21. Estamos vivendo uma era em que os recursos da Terra estão acabando, estamos ficando sem nada. E a única coisa que é ilimitada, o único recurso ilimitado que temos, é a inteligência humana, a engenhosidade humana, nossa capacidade de resolver problemas. Os professores são aqueles que cultivam esse potencial humano. Assim, argumento que ensinar será o trabalho mais importante do nosso século. Não tenho dúvidas, mas no momento não estamos preparando os professores para que sejam bem-sucedidos nesse trabalho. Podemos pegar como exemplo o caso da Finlândia: o curso mais difícil de passar é o de professor de escola primária. E se você entra, o curso em si é bastante rigoroso. É difícil ser aprovado e se formar. No meu mundo ideal, eu formaria professores da mesma maneira que os médicos. Ou seja, os professores se formariam na universidade e depois deveriam passar três anos combinando o ensino com o conhecimento de outros professores mais experientes. Dessa forma, em seu primeiro dia como professores, eles não apenas aplicariam o que aprenderam na universidade, mas também continuariam este processo na companhia de outro professor que os ajudaria a melhorar suas habilidades. BBC News Mundo - Quais são os principais desafios da educação na América Latina? Beard - O principal é a questão da desigualdade. Acredito que o sistema educacional na América Latina é significativamente desigual, se compararmos o nível mais alto com o nível mais baixo. Há escolas excelentes, mas a grande maioria delas é acessível apenas aos setores mais ricos da sociedade. E quando você olha para o outro lado, você tem escolas que realmente estão lutando pela sobrevivência. Essa desigualdade é muito mais evidente entre centros urbanos e áreas rurais. E esse é um desafio a que devemos prestar atenção não apenas de maneira abrangente, mas urgente. Acho que o outro grande desafio é o acesso à educação para muitas crianças. Sem mencionar uma educação de qualidade: há lugares onde as crianças só têm acesso a cinco anos de escola, e nada mais. E o terceiro ponto, acho que o mais crítico, são os professores. Que também é o maior desafio em todo o mundo. Temos de resolver os problemas de formação, mas não apenas isso, de capacitação, de fomento à profissão, para que não troquem a sala de aula por empregos mais bem remunerados. Acredito que precisamos nos questionar sobre vários aspectos: como podemos formar professores melhores dentro das escolas? Como podemos fazer com que ensinar seja uma profissão atraente para as pessoas? BBC News Mundo - Muitas escolas da América Latina são religiosas ou confessionais. Isso é um obstáculo para um processo de aprendizagem ideal? Beard - Bom, acho que há dois elementos que são fundamentais no trabalho que a escola faz hoje. Por um lado, ajuda os alunos a entender quem eles são como cidadãos, como membros de uma comunidade. E transmite os valores dessa comunidade. Por outro lado, existe o objetivo de formar pessoas criativas, comprometidas com a sociedade e que desejam acessar o máximo de conhecimento possível. As escolas religiosas, na maioria dos casos, desempenham muito bem o primeiro papel, mas não podem cair no erro de limitar a execução de projetos educacionais instigantes que ajudem a desenvolver as habilidades necessárias para enfrentar o século 21. Estou convencido de que elas podem fazer isso. Também sei que é difícil porque requer uma mudança cultural, mas se você conseguir separar esses aspectos, poderá desenvolver projetos maravilhosos. Por exemplo, há uma escola em Barcelona chamada Escola Nova 21, administrada por religiosos, mas que ao mesmo tempo é uma das escolas mais futuristas e interessantes de todas as que visitei para documentar no livro. Lá, eles estão realmente conectados com o tema da tecnologia, os alunos realizam projetos baseados em questões da vida real, onde aprendem a colaborar entre si para resolver problemas em um ambiente natural de aprendizagem. Mas, ao mesmo tempo, todas as professoras são freiras. E viajam pelo mundo falando sobre educação no século 21, sobre como preparar os jovens para enfrentar os atuais desafios econômicos e sociais, como a desigualdade e o aquecimento global. BBC News Mundo - Outro projeto que você cita no seu livro é o da Khan Academy, que na América Latina funciona, por exemplo, em alguns lugares da Amazônia. Beard - Sim, um dos desafios que regiões como a América Latina enfrentam constantemente é que há alguns lugares onde o acesso aos centros urbanos é quase impossível. Por esse motivo, novos modelos devem ser criados, para que jovens e crianças possam receber uma boa educação em locais onde é muito difícil a chegada de professores. E o exemplo da Khan Academy é muito bom porque consegue utilizar de forma adequada as novas tecnologias para criar projetos de educação a distância, que funcionam muito bem e que podem contribuir para o bom desempenho dos estudantes. Mas o fato é que o conceito da Khan Academy necessita de uma infraestrutura de acesso à internet para funcionar. E, além disso, ainda que tenha a infraestrutura, um dos grandes desafios que esses lugares enfrentam é a baixa retenção nos cursos de educação à distância. Por isso, o que eles estão fazendo lá é revolucionário, porque entenderam o processo de educação à distância, mas não esqueceram da importância dos professores para otimizar a educação oferecida. BBC News Mundo - 'Estamos caminhando para uma sociedade que compartilha suas ideias, a partir de uma fonte irrestrita de conhecimento'. Esta é uma frase sua, como se traduz esse conceito na educação do futuro? Beard - Um dos grandes problemas que o sistema educacional atual tem é o fato de estabelecer uma espécie de competição constante entre os alunos. Na Coreia do Sul, um dos países que visitei para escrever o livro, há um exemplo extremo disso: os alunos fazem uma prova aos 18 anos para estabelecer um ranking nacional que praticamente decide que emprego você pode ter e para qual universidade você pode ir. Basicamente, toda a sua saúde, riqueza e felicidade, e todo o sistema educacional até aquele momento, se traduz essencialmente em uma corrida para alcançar a posição mais alta possível. E isso causa uma série de comportamentos terríveis. Quatro ou cinco anos antes da prova, os jovens passam 15 horas por dia estudando durante a semana, e 12 horas no fim de semana. Eles se tornam muito competitivos nas instituições de ensino. Eles não compartilham o conhecimento. Não há colaboração. A ideia de desenvolver um projeto paralelo os aterroriza, porque significa que, enquanto estão se dedicando a ele, os outros alunos estão se preparando para o exame. E isso cria um ambiente fechado, com pouca criatividade, sem colaboração. E agora sabemos que esses três valores: abertura, criatividade e colaboração, são fundamentais para o mundo de hoje. Estamos enfrentando desafios que só podem ser superados por meio da colaboração e da imaginação humana. Isso nos obriga a contar com pessoas aptas a desenvolver uma inteligência coletiva, além da inteligência individual. Mas ainda vemos que os estudantes não compartilham conhecimento em nossos sistemas educacionais, tampouco há colaboração, porque estão competindo. Há, inclusive, professores que não aceitam que ninguém diga a eles como podem fazer seu trabalho melhor. Uma das coisas que mais me impressionava quando eu era professor é que nenhum colega vinha à minha sala de aula, e eu tampouco ia às salas de aula de outros colegas. Parece que o que estamos fazendo é tão vergonhoso que não merece ser visto por ninguém. Pessoalmente, acho que precisamos abrir nossas salas de aula. Há vários estudos bastante sérios que demonstram a eficácia de sistemas abertos, onde a criatividade é incentivada, onde são geradas mais ideias. E isso a própria natureza nos ensina: à medida que um animal cresce, consegue ser muito mais eficaz na hora de concretizar e canalizar a energia que precisa para sobreviver. Este artigo faz parte da versão digital do Hay Festival Cartagena, encontro de escritores e pensadores realizado na cidade colombiana entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2020.
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12/02 - UFJF divulga primeira lista de reclassificados do Sisu 2020
Os nomes dos mais de 400 convocados estão em dois editais, para vagas ociosas e para chamada regular. Universidade Federal de Juiz de Fora Clara Downey/UFJF A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou na tarde desta quarta-feira (12) a primeira lista de reclassificados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020 na instituição. Os nomes dos 406 candidatos estão em dois editais, para vagas ociosas e para chamada regular. De acordo com a UFJF, o período de matrícula on-line está aberto e os convocados têm até o próximo domingo (16) para realiza-las. A confirmação deve ser feita exclusivamente no site da Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara). As matrículas presenciais dos candidatos desta 1ª reclassificação serão feitas entre os dias 19 e 21 de fevereiro, quando deverá ser entregue toda a documentação exigida pela instituição. Os candidatos que não foram convocados devem ficar atentos ao cronograma de reclassificações. O próximo edital de reclassificação do Sisu da UFJF está previsto para ser publicado no dia 19 de fevereiro.
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12/02 - Fies 2020 encerra nesta quarta inscrições para a seleção do 1º semestre
Programa oferece 70 mil contratos de financiamento para estudante pagar mensalidade em cursos de graduação em universidades privadas. Resultado sai no dia 26 de fevereiro. As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) do primeiro semestre de 2020 se encerram nesta quarta-feira (12). Os candidatos podem realizar as candidaturas até as 23h59. MEC prevê reduzir número de vagas do Fies a partir de 2021 Inadimplência do Fies aumentou cerca de 23% após programa de renegociação No primeiro semestre, foram ofertados 70 mil contratos a juro zero, no segundo semestre de 2020, 30 mil novos contratos serão oferecidos. Estudantes que fizeram o Enem a partir de 2010 podem se candidatar ao financiamento. Site do Fies programa tem inscrição aberta até dia 12 de fevereiro MEC/Reprodução Diferença entre Fies e P-fies Na modalidade Fies, são oferecidas vagas com juro zero para os estudantes com uma renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos (R$ 3.135 – pelo salário mínimo nacional). Já a modalidade P-Fies se destina a estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos (R$ 5.225 – pelo salário mínimo nacional). Eles podem receber um empréstimo a juros relativamente baixos, variando de acordo com o banco que atua como agente financeiro. Vale lembrar que, em dezembro de 2019, o governo anunciou mudanças nos dois programas, mas elas só serão válidas no segundo semestre deste ano para o P-Fies e a partir de 2021 para o Fies. Como se inscrever no Fies As inscrições são feitas pela internet no endereço: http://fies.mec.gov.br/ Basta inserir CPF, data de nascimento e o código de verificação que aparece na tela O candidato não pode ter zerado a redação e tem que ter tirado mais que 450 nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidos 70 mil contratos para o Fies, enquanto para o P-Fies não há limite pré-estabelecido de vagas. Cronograma do primeiro semestre do Fies 2020: Inscrições: 5 a 12 de fevereiro Pré-seleção: 26 de fevereiro Complementação da inscrição na modalidade Fies: 27 de fevereiro a 2 de março de 2020 Chamada da lista de espera: 26 de fevereiro a 31 de março Inscrições para o Fies terminam nesta quarta-feira, dia 12/02/2020
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12/02 - Mulheres são 40% dos pesquisadores do Brasil que declaram ter doutorado nas 5 maiores áreas de conhecimento, aponta levantamento
Dos 77,8 mil pesquisadores rastreados na Plataforma Lattes, 31.394 são mulheres. Linguística, letras e artes é a área em que elas mais se destacam, e também a que menos tem especialistas. Mulheres na ciência: 40% dos pesquisadores do Brasil que declararam ter doutorado são mulheres; maioria se concentra na área de saúde. Science in HD/Unsplash O Brasil tem ao menos 77,8 mil pesquisadores nas cinco maiores áreas de conhecimento que declararam ter doutorado na Plataforma Lattes, de acordo com um levantamento feito pelo Open Box da Ciência. Entre eles, 46.501 ou 59,69% são homens e 31.394 ou 40,3% são mulheres. A plataforma Lattes é uma base de dados alimentada pelos próprios pesquisadores com informações sobre seus currículos e grupos de pesquisa dos quais participam. De acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o currículo Lattes se tornou um padrão nacional sobre a carreira dos cientistas. O Open Box da Ciência foi lançado nesta quarta-feira (12) em São Paulo e contou com o apoio do Instituto Serrapilheira. A pesquisa abrange as áreas de linguística, letras e artes; engenharias; ciências sociais aplicadas; ciências exatas e da terra; e ciências da saúde. Entre elas, a área com maior número de especialistas é a Saúde, com 28.612 ou 36,73% do total. Nesta área as mulheres se destacam e são maioria. Elas somam 16.058 e representam 56% dos especialistas que declaram no Lattes ter doutorado. Confira abaixo os dados e, ao longo da matéria, análises sobre a situação e políticas que estão sendo feitas para reverter o quadro: Infográfico Doutorados Científicos no Brasil, por gênero e área Rodrigo Sanchez/G1 Desigualdade no topo da carreira Fernanda Sobral, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), afirma que a desigualdade entre homens e mulheres fica acirrada no topo da carreira dos pesquisadores. "Na fase inicial da carreira, quando os pesquisadores conseguem bolsas de iniciação, mestrado e doutorado, as mulheres estão em pé de igualdade com os homens", afirma Sobral, citando dados do CNPq. "Mas no ápice da carreira, a desigualdade ainda existe, sobretudo em algumas áreas como engenharias e ciências exatas". Os dados do Open Box da Ciência comprovam este cenário. Em ciências exatas e da terra, elas são 31% do total de pesquisadores com doutorado. Nas engenharias, a representatividade é ainda menor: 26% do total são mulheres. Desigualdade na carreira científica começa já na escolha da profissão; mulheres são minoria entre os doutores na área de engenharias. Ares Soares/Unifor "A questão do gênero começa enviesada já na escolha da profissão", afirma Natália Leão, socióloga e analista de dados do Open Box da Ciência, responsável pelo levantamento. "As mulheres tendem a escolher mais as profissões com mais maleabilidade de tempo, porque precisarão cuidar dos filhos", afirma. O destaque das mulheres na área de saúde é atribuído por Sobral e Leão à cultura do cuidado, culturalmente presente na criação feminina. Mas, mesmo dentro da área de saúde, ainda há desigualdades. "Na área de saúde, as mulheres são maioria. Mas dentro desta área, os médicos cirurgiões são mais masculinos – porque não é visto como algo de cuidar. As mulheres estão na pediatria, enfermagem, e outras áreas", afirma Leão. Incentivo à ciência na educação básica Sobral defende que a ciência seja incentivada entre meninas desde a educação básica. Para ela, é importante incentivar brincadeiras de ciência entre as meninas, e estimular a aproximação a outras áreas, como matemática e engenharia. O CNPq, por exemplo, tem uma iniciativa que apoia projetos que estimulem o desenvolvimento científico e tecnológico nas escolas, chamado Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação. Outra iniciativa é a extensão de até um ano da bolsa de estudos do CNPq para pesquisadoras que tiveram filhos ou adotaram crianças. Ao todo são 80 projetos apoiados "que desenvolvem ações de estímulo à participação e à formação de meninas e mulheres para as carreiras de ciências exatas, engenharias e computação", segundo o CNPq. A Unicamp desenvolve o projeto "Meninas SuperCientistas" para meninas do 6º e do 9º ano do ensino fundamental que visa incentivar estudantes, por meio de palestras, oficinas e visitas a museus, a se interessarem por carreiras na área da ciência. Como foram coletados os dados Em entrevista ao G1, Natália Leão afirmou que usou um software de programação para recolher dados da Plataforma Lattes e montar um banco de dados. Depois, ela cruzou uma lista de nomes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indica a prevalência de nomes masculinos e femininos, para determinar o gênero dos pesquisadores. Leão está no último ano do doutorado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Sua tese é “Segregação ocupacional por gênero e raça no mercado de trabalho”. Apesar da qualificação, ela diz que durante a pesquisa foi interrompida por por homens que tentavam explicar a ela o que já estava fazendo, um dos muitos preconceitos que mulheres enfrentam ao longo da carreira – em qualquer área. LEIA TAMBÉM Brasileira recebe prêmio Marie Curie por projeto com inteligência artificial para gerar energia elétrica sustentável 'Ciência é caminho para entender o mistério da existência humana', diz Marcelo Gleiser, vencedor do prêmio Templeton 2019 Panorama da ciência no Brasil é 'assustador, ameaçador e pode se tornar irreversível', diz cientista Mulheres na ciência: conheça projetos desenvolvidos por elas em prol da conservação VÍDEOS Em 2018, o programa Como Será fez uma matéria sobre a neurocientista Pâmela Carpes, que luta por mais mulheres na Ciência. Confira abaixo: Pâmela Carpes, a neurocientista que luta por mais mulheres na Ciência
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12/02 - Programa oferece 158 bolsas para cursos em universidades de Franca, SP; veja lista
Bolsa Universidade 2020 tem benefícios para cursos nas áreas de humanas, exatas e biológicas. Prazo para preenchimento de formulário termina nesta quarta-feira (12). A Universidade de Franca (Unifran) tem bolsas de estudo Divulgação/Unifran Termina nesta quarta-feira (12) o prazo para inscrição no programa Bolsa Universidade 2020 em Franca (SP). O processo seletivo oferece 158 bolsas de ensino para cursos superiores na Unifran, na Faculdade de Direito de Franca e no Uni-Facef. O formulário de inscrição está disponível no site da Prefeitura de Franca. O programa concede bolsa de estudo parcial. O valor da mensalidade é dividido entre faculdade, Prefeitura e estudante. O candidato inscrito deverá apresentar o protocolo e os documentos exigidos no edital do programa à Secretaria Municipal de Educação, na quinta-feira (13) ou na sexta-feira (14). Os estudantes selecionados para a segunda etapa passarão por uma entrevista social e/ou visita domiciliar. De acordo com a Prefeitura, os candidatos deverão ficar atentos ao Diário Oficial, onde serão publicados os resultados de todas as etapas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3711-9298. Quais vagas são oferecidas pelo programa? Faculdade de Direito de Franca: direito; Uni-Facef: medicina, comunicação social, engenharia civil, engenharia de produção, psicologia, administração, ciências contábeis, ciências da computação, enfermagem, engenharia de software, letras, matemática e sistema de informação; Unifran: qualquer curso com exceção para arquitetura, direito, enfermagem, engenharia agronômica, fisioterapia, medicina, medicina veterinária, psicologia e odontologia. Quais os pré-requisitos para participar do processo seletivo? Estar devidamente matriculado no ano de 2020 em um curso superior, na modalidade presencial, em uma das instituições de ensino superior participantes do programa; Ter cursado o ensino médio em escola da rede pública ou na condição de bolsista integral da rede particular, com exceção de pessoas com deficiência, que tenham recebido bolsa parcial da rede particular; Não ter formação universitária anterior; Ser residente em Franca há, no mínimo, cinco anos anteriores ao primeiro dia do ano de início da graduação; Ter renda familiar mensal per capita de até dois salários-mínimos vigentes. Qual documentação deve ser apresentada? A lista está no edital do programa, disponível no Diário Oficial da Prefeitura publicado em 15 de janeiro de 2020. Onde e quando a documentação e a inscrição devem ser apresentadas? Na Secretaria Municipal de Educação, que fica na Avenida Francisco de Paula Quintanilha Ribeiro, 550, Parque Francal. O atendimento será feito na quinta-feira (13) e na sexta-feira (14), às 7h30 e às 12h30. Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca
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11/02 - Pesquisa com 1,1 mil pessoas da região indica que 93% consideram estudos da Unicamp relevantes
72% avaliaram universidade como ótima e outros 21% como 'boa'. Foram ouvidos moradores de Campinas, Paulínia, Jaguariúna, Valinhos, Hortolândia, Sumaré e Indaiatuba. Pesquisa mostra percepção das pessoas sobre Universidade de Campinas Uma pesquisa de opinião realizada pela Unicamp com 1,1 mil moradores de sete cidades da região de Campinas (SP) indica que 93% deles avaliam como relevantes os trabalhos científicos realizados pela universidade estadual. Foram ouvidas pessoas de 25 a 61 anos moradores de Campinas, Paulínia, Jaguariúna, Valinhos, Hortolândia, Sumaré e Indaiatuba. Os entrevistados avaliaram a universidade quanto a qualidade, serviços à sociedade e inovação. Segundo o estudo, 72% deles indicaram a instituição como ótima e outros 21% como boa. De acordo com o reitor da universidade, Marcelo Knobel, a pesquisa foi feita por uma "empresa-filha" da Unicamp, ou seja, empresa criada por alunos, ex-alunos, docentes ou funcionários da universidade, sem custos e buscou destacar a relevância de uma universidade pública para a sociedade. "A pesquisa mostrou que nós temos uma universidade com excelente visão das pessoas. A gente precisa disso, porque quem financia a universidade pública é a sociedade. Aqui são utilizados dinheiro de impostos e nos precisamos mostrar para a população, de uma maneira geral, e para os políticos, em particular, que a universidade é fundamental para transformar a sociedade e melhorar o país em que vivemos", disse. Campus da Unicamp, universidade estadual de Campinas (SP) Perri/ Unicamp Qualidade do ensino O estudo aponta que 81% dos entrevistados consideram ótima a qualidade do ensino prestado na Unicamp. Outros 17% responderam que ela é boa. Ainda segundo Knobel, a universidade trabalha para deixar ainda mais transparente os estudos e pesquisas de dados elaboradores nos laboratórios. Outra estratégia da Unicamp é integral de forma efetiva os ex-alunos da universidade. "Vamos continuar esse programa de aprimorar cada vez mais esses dados. Trabalhar melhor com as empresas-filhas e com os ex-alunos", explicou. Reconhecimento da saúde O Hospital de Clínicas (HC) também foi avaliado. Segundo a pesquisa, 91% dos 1,1 mil moradores afirmaram que o trabalho da unidade médica é "muito importante". No caso da gestora empresarial Bruna Damaceno, o HC foi essencial no tratamento de saúde pelo qual ela passou. A jovem nasceu com uma deficiência metabólica e ao longo de 28 anos fez três transplantes de fígado e um de rim. "Foi aqui que os profissionais descobriram esse meu problema e se não fosse pela Unicamp, provavelmente eu não estaria viva. Na minha cidade não descobriram o meu problema e se eu não tivesse vindo pra cá e feito a cirurgia de emergência, eu teria morrido. Eu indico a faculdade para estudo e tratamento médico para todas as pessoas que eu conheço", disse. A manicure Ângela Rubinatti passa por um tratamento contra o câncer de mama há 10 meses no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), na Unicamp. Ela conta que foi no hospital da universidade que teve todo o apoio durante a cirurgia e reconstrução do seio. "Em três meses eu fiz todas as consultas, exames e já estava sendo operada com a retirada e reconstrução numa cirurgia só. Foi lá no Caism que eu fiz a quimioterapia, tomo as vacinas preventivas, pego os medicamentos, faço os exames periódicos, tudo gratuitamente. Eles fornecem também café da manhã e almoço se necessário também. Fui sempre muito bem tratada lá", conta. Ainda de acordo com o reitor da universidade, o hospital da Unicamp é o único de alta complexidade da região de Campinas. Atualmente, atende cerca de 6,5 milhões de pacientes. "Até para quem trabalha na área de pesquisa surpreendeu, porque você ter ótimo e bom em 93% das respostas é um percentual muito elevado. O que nos dá cada vez mais força e energia pra continuar trabalhando e fazendo cada vez melhor", informou Knobel. Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Unicamp, em Campinas (SP), também recebeu boa avaliação em pesquisa Vanderlei Duarte/EPTV Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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11/02 - Criticado por erros no Enem, ministro diz que grupos tentaram impedir a realização da prova
Abraham Weintraub afirmou em comissão do Senado que grupos parlamentares, grupos econômicos e meios de comunicação teriam 'espalhado terror' sobre o exame. Ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa de comissão do Senado Federal Paloma Rodrigues/TV Globo O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta terça-feira (11) que grupos de parlamentares, mídia e grupos econômicos tentaram impedir e adotaram "linha extremamente terrorista" contra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Ele ainda acusou "militantes" de buscar provocar caos nas redes sociais. Weintraub esteve no Senado atendendo a um convite. Sua passagem pela comissão foi marcada por protestos de entidades estudantis e questionamentos dos parlamentares sobre sua atuação no comando da pasta. No Enem 2019, erros na correção levaram a questionamentos judiciais e a atrasos no cronograma do Sisu. Erro na correção do Enem 2019 afetou cerca de 6 mil candidatos, diz Weintraub Justiça bloqueia resultado do Sisu e manda MEC comprovar correção de erro no Enem Sisu 2020: candidatos usam #erronosisu para relatar problema em notas de corte MEC adia divulgação de lista de espera do Sisu após estudantes relatarem erro "Desde o começo, alguns grupos parlamentares, alguns grupos econômicos e alguns meios de comunicação hegemônicos adotaram uma linha extremamente terrorista no processo”, acusou Weintraub. O ministro disse ainda que identificou três tipos de pessoas se manifestando sobre o exame nas redes sociais: "militantes que se faziam passar por alunos e colocavam terror nas redes", "pessoas que não estavam entendendo o processo do Sisu" e os "alunos que foram mal, mas disseram para os pais 'eu fui mal e a culpa foi do Abraham'". O ministro disse que ele mesmo, por meio das redes sociais, identificou as inconsistências com o gabarito da prova. "O que houve? Eu, Abraham, Abrahamzinho, estava à noite depois que saiu o resultado e abri o meu Twitter. Eu interajo muito", disse. "Eu detectei, eu que detectei, que havia uma inconsistência, tinha muita gente reclamando da correção do segundo dia de prova." Weintraub disse que imediatamente acionou o presidente do Inep, Alexandre Lopes. Segundo ele, a falha foi detectada antes da abertura do Sisu. A falha atingiu 5.100 estudantes e todas as 4 milhões de provas tiveram seus gabaritos revisados, segundo o ministro. Ministro Abraham Weintraub explica erros do Enem 2020 no Senado: ‘Probleminhas’ Judicialização do Enem Fazendo um balanço do exame, Weintraub voltou a afirmar que a edição de 2019 foi, comparativamente, a com menos problemas e menos impacto. Segundo ele, a judicialização se tratou de uma resposta política. "É inequívoco que no Brasil, ao longo dos últimos anos, houve judicialização das questões políticas. Desde o ano passado, houve a intenção de paralisar o processo. Desde o começo do ano passado fala-se que não vai ter Enem." Ele disse ainda que este é um problema que "pode acontecer". "Eu diria que esse tipo de problema pode ter, sim, acontecido no passado", disse. O MEC está movendo um processo administrativo contra a gráfica, responsabilizada pelo erro. Um processo de licitação foi aberto para que uma nova gráfica seja contratada para o Enem de 2020. O ministro foi criticado por um dos autores do pedido que o obrigou a prestar esclarecimentos ao Senado. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que o ministro "ideologiza" sua atuação e "não trata a administração pública com o critério da impessoalidade". "A verdade é que ele aqui deixou de reconhecer todos os erros que tenham tido", afirmou Randolfe Rodrigues. Protesto de estudantes No fim da audiência, representantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e União Nacional dos Estudantes (UNE) protestaram. Houve um princípio de confusão entre gritos e palavras de ordem. Os seguranças do Senado retiraram os representantes da entidades estudantis do plenário que gritavam: "educação tem que ser um ato de amor, ministro", "saia pela porta da frente", "você não respeita a educação", "pede para sair, Weintraub" e "tem que ser punido pelo erro no Enem". Voucher para creches O ministro foi questionado sobre o R$ 1 bilhão recebido da Operação Lava Jato e que ainda não foi utilizado pelo MEC. Weintraub disse ainda que esse valor será utilizado em programa que dará um voucher para as famílias mais pobres pagarem creches para seus filhos. "Vai ser um programa-piloto do voucher creche, principalmente para o Nordeste o Norte", disse o ministro.
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11/02 - Panorama da ciência no Brasil é 'assustador, ameaçador e pode se tornar irreversível', diz cientista
Embora a publicação de artigos científicos do Brasil tenha tido um salto de quase 70% em uma década, a escassez de recursos e o corte de bolsas ameaçam a área, segundo cientistas brasileiras ouvidas pelo G1. Investimento em ciência permitiu a formação de pesquisadores que aturaram em estudos sobre zika no Brasil. Marina Meireles/G1 O panorama da ciência no Brasil é “assustador, ameaçador e pode se tornar irreversível”, afirma a biomédica e pesquisadora Helena Nader, que recebe nesta terça-feira (11), Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, o prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher”, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Aos 72 anos, ela é uma “ferrenha” defensora da ciência e da educação brasileiras. Nader vivenciou, ao longo de décadas, as melhorias e investimentos que foram feitos na área, mas que, no último ano, passa pela escassez de recursos e corte de bolsas de pesquisa. Dados da National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos, mostram o avanço da ciência no país. Em uma década, o Brasil teve um salto de 69,4% no número de artigos científicos publicados. Em 2008, eram 35.490 publicações. Os dados mais recentes, de 2018, apontam 60.148 artigos publicados. De acordo com a NSF, o Brasil é o 11º no ranking de publicações científicas, à frente do Canadá, Espanha, Austrália e Irã. Ranking de países por artigos científicos, de acordo com a NSF Elida Oliveira/G1 Indícios de retrocessos Embora o orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia tenha tido um leve aumento de 6,2% em 2020, se comparado ao ano anterior, os recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sofreram redução de 30% e a taxa de fomento a pesquisas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – usada para compra de insumos e equipamentos – teve corte de 80%, afirma Fernanda Sobral, vice-presidente da SBPC. Um levantamento da entidade aponta que, até outubro de 2019, o Brasil perdeu 17.892 bolsas de estudos devido ao contingenciamento de recursos na área. Em comparação com outros países, o Brasil investe cerca de 1% em pesquisa e desenvolvimento, metade do percentual médio dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Helena Nader, biomédica e cientista, vice-presidente da Associação Brasileira de Ciências (ABC). Divulgação/SBPC “Montar esta estrutura levou décadas e, para desmontar, leva-se dias”, afirma. “Perdi 5 pessoas que formei e que estavam bem colocadas na ciência do Brasil, mas que foram embora para liderar grupos de pesquisa e outros países”, afirma Helena Nader, biomédica e vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC). A situação se repete, diz ela, entre outros colegas, em um movimento conhecido como “fuga de cérebros”. A consequência da falta de investimentos, diz Nader, é que o país vai perder em produtividade e relevância e ficará dependente da produção de outros países que farão a tecnologia que o Brasil pode vir a precisar. Isso pode refletir nas respostas a crises nacionais, como a da Zika em 2015. “Quem descobriu tudo do vírus? Cientistas brasileiros: Fiocruz, universidades, houve uma articulação e rapidamente se deu uma resposta”, afirma. Mulheres na ciência Enquanto a ciência brasileira luta para sobreviver, as mulheres na ciência enfrentam o desafio adicional de se fazerem representadas. Alice Rangel de Paiva Abreu, que recebe nesta terça a menção honrosa no prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher”, da SBPC, defende mudanças estruturais na ciência para dar mais espaço às mulheres. Segundo ela, antes lutava-se para ter mais mulheres na ciência. Agora, é preciso mudar os processos para evitar distorções. “Faltam mudanças estruturais no processo de produção do conhecimento científico: não é só a entrada, são as normas, e as formas de comportamento. A progressão [de carreira] vem embutida de preconceitos enormes, tanto é que tem muitos países que já estão tentando implementar processos que teoricamente poderiam ser processos cegos onde você não vê quem é o autor do estudo [que concorre a uma bolsa ou financiamento]”, afirma. Abreu afirma que o gargalo se concentra nas bolsas de alto nível de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), dada a pesquisadores com mais de 10 anos de doutorado. “Há mais de 15 anos as mulheres não conseguem passar de 30 ou 35% do total destas bolsas”, afirma. Nader reforça o coro do grupo que defende parâmetros diferentes na avaliação do currículo de cientistas que se tornaram mães, como por exemplo, não considerar o afastamento após o parto como um período de queda de produção científica. “Não é justo comparar um homem fazendo ciência o tempo todo com uma mulher que teve filho e está amamentando”, defende. Alice Rangel de Paiva Abreu, que foi vice-presidente do CNPq Divulgação/SBPC Prêmio 'Carolina Bori Ciência & Mulher' A SBPC fará a entrega do 1º prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher” nesta terça, em São Paulo. Helena Nader é a grande vencedora. Alice Rangel de Paiva Abreu receberá a menção honrosa. As duas foram reconhecidas pela produção científica de peso e pela atuação em busca de políticas públicas de fomento à ciência. De acordo com a SBPC, o prêmio é uma homenagem às cientistas brasileiras destacadas e às futuras cientistas. Serão duas categorias, que vão se alterar anualmente: “Mulheres Cientistas” e “Meninas na Ciência". O prêmio leva o nome de Carolina Martuscelli Bori, primeira presidente mulher da SBPC. O evento de premiação é aberto ao público e gratuito. Confira abaixo a programação: Seminário “SBPC e as Mulheres e Meninas na Ciência” e Cerimônia de entrega do Prêmio “Carolina Bori - Ciência & Mulher” Data: 11 de fevereiro Local: Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antonia da USP - Rua Maria Antônia, 294 - 3º andar, São Paulo/SP Horário: 14h30
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