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21/09 - UFJF abre inscrições para Especialização em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil
O curso é oferecido em parceria com o Corpo de Bombeiros e neste primeiro edital são 40 vagas disponíveis. Vista áerea do Campus da UFJF em Juiz de Fora UFJF/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) anunciou nesta segunda-feira (21) a abertura das inscrições para o curso de Especialização em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil, que será oferecido em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). De acordo com a instituição, neste primeiro edital são oferecidas 40 vagas, sendo 28 para profissionais com formação superior e 12 para militares da ativa do Corpo de Bombeiros que também tenham formação superior. O curso é semipresencial e gratuito. No início do mês de setembro, o G1 noticiou a criação da nova especialização da UFJF. Na ocasião, no entanto, ainda não haviam sido informadas datas nem o número de vagas. No edital, publicado na semana passada, consta que as inscrições vão até 30 de novembro. Após a realização do processo seletivo, os resultados estão previstos para serem divulgados no dia 14 de dezembro e o início das aulas está previsto para 26 de abril de 2021. O edital completo com todos os detalhes está disponível no site da UFJF.
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21/09 - Justiça Federal determina suspensão das aulas no Colégio Militar de BH sob pena de multa de R$ 50 mil
A Justiça já havia proibido a volta de professores às aulas presenciais da instituição na capital mineira. Porém, as aulas foram retomadas nesta segunda-feira. Alunos retornam às aulas no Colégio Militar de Belo Horizonte Gabriele Lanza/TV Globo A Justiça Federal da 1ª Região aumentou de R$ 5 mil para R$ 50 mil o valor da multa diária que o Colégio Militar de Belo Horizonte deverá pagar, caso não suspenda as aulas. As atividades para o ensino médio foram retomadas nesta segunda-feira (21) mesmo com a proibição do retorno dos professores às aulas presenciais, determinada pela própria Justiça. O colégio voltou às aulas nesta segunda-feira ao interpretar que a primeira decisão judicial englobava "apenas os servidores civis da área de docência substituídos pelo Sindicato na Ação, quais sejam, professores civis, não abrangendo outros servidores ou professores militares". Esta nova determinação, de suspensão das atividades, atende a um pedido do Sindicato dos Trabalhadores Ativos Aposentados e Pensionistas no Serviço Público Federal de Minas Gerais (Sindsep-MG). Em sua decisão, o juiz Willian Ken Aoki afirmou que o "Colégio Militar de Belo Horizonte, por mais que tenha natureza jurídica de ente federal, como estabelecimento de ensino tem suas instalações no Município de Belo Horizonte e o retorno às aulas presenciais é assunto de peculiar interesse do Município, a cujas autoridades compete a decisão sobre a oportunidade e segurança do retorno das atividades presenciais das escolas,nos seus limites territoriais". O Exército Brasileiro é responsável pela gestão dos 14 colégios militares do país e anunciou o retorno das aulas presenciais em todas as unidades, além de três que já tinham voltado há mais tempo: Belém, Manaus e Rio de Janeiro. No entanto, levantamento feito pelo G1 nessas 14 unidades mostra que o retorno só aconteceu em 6 colégios. O G1 procurou o Colégio Militar de Belo Horizonte sobre a decisão judicial, mas ainda não obteve resposta. Retorno presencial às aulas pelo Brasil é desigual e envolve brigas na Justiça Retomada gradual O Colégio Militar da capital mineira tem 620 alunos e prevê a retomada gradual das aulas presenciais, iniciando com os alunos do ensino médio, cumprindo protocolos sanitários como adaptação das salas de aula e orientações de higienização. Alunos e profissionais pertencentes ao grupo de risco possuem indicação de permanecer em casa com atividades virtuais. Os advogados do Sindsep questionaram qual o sentido de expor todos os alunos a esse risco e ainda não ter aulas presenciais completas, já que grande parte dos professores é civil. De acordo com um comunicado enviado aos estudantes, a disposição das aulas por turma funcionará da seguinte forma: Segunda-feira: 1º, 2º e 3º anos do ensino médio; Terça-feira: 8º e 9º anos do ensino fundamental; Quarta-feira: 2º e 3º anos do ensino médio; Quinta-feira: 8º e 9º anos do ensino fundamental; Sexta-feira: 1º e 3º anos do ensino médio. Colégio Militar de Belo Horizonte volta a ter aulas presenciais Retorno em todo o Brasil Questionado sobre o retorno às aulas durante a pandemia, o Exército Brasileiro disse que "o retorno às atividades presenciais ocorrerá de forma gradual, iniciando com os alunos do Ensino Médio", nos 14 colégios de todo o Brasil, sendo que três já voltaram: Manaus, Belém e Rio de Janeiro. No entanto, levantamento do G1 constatou que apenas 6 unidades conseguiram retomar as aulas até esta segunda-feira: Belém - Aulas voltaram dia 8/09. Belo Horizonte - Voltou nesta segunda-feira (21), só com professores militares. Brasília - Voltou nesta segunda-feira (21). Campo Grande - Sem previsão retorno. Curitiba - Estava previsto retorno presencial nesta segunda-feira (21) mas houve o adiamento; sem previsão de data. Fortaleza - Continua ensino remoto. Juiz de Fora - Voltaria nesta segunda-feira (21) mas foi adiado. Manaus - As aulas voltaram no dia 20 de julho. Porto Alegre - Voltaria nesta segunda-feira (21), mas foi adiado para o dia 28. Recife - Ainda sem retorno de aulas presenciais. Rio de Janeiro - Voltou no dia 14 e, partir desta segunda, está só com professores militares. Salvador - Continua ensino remoto. Santa Maria - Ainda não voltou; data foi revogada São Paulo - Volta nesta segunda-feira (21). O G1 questionou o Exército e o Ministério da Defesa sobre esse retorno parcial e perguntou também qual a quantidade de professores civis e militares na capital mineira, e aguarda retorno. Segundo o Exército, "pelo seu enquadramento como estabelecimentos de ensino oficial de natureza 'sui generis', entende-se que os Colégios Militares reúnem excelentes condições para o retorno de seus alunos às atividades presenciais, o que ocorrerá a partir do próximo dia 21 de setembro". Os colégios militares de todo o país tiveram suas atividades presenciais interrompidas em 11 de março, por causa da pandemia, mas estavam com aulas remotas desde então. Veja vídeos sobre volta às aulas:
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21/09 - UFV vai receber R$ 2 milhões para ampliação de vagas em moradia estudantil do campus Viçosa
Os recursos para são decorrentes de multas contra a Samarco, pelo rompimento da barragem do Fundão, em 2015, em Mariana (MG). 'Alojamento Velho' do campus Viçosa será reformado e reaberto para estudantes UFV/Divulgação A Universidade Federal de Viçosa (UFV) vai receber cerca de R$ 2 milhões a ampliação de vagas para alunos em vulnerabilidade socioeconômica nas moradias estudantis. A verba será investida em uma reforma no “Alojamento Velho” do campus Viçosa, desativado desde 2018. Os recursos para a obra virão do repasse de multas trabalhistas decorrentes de uma ação por danos morais coletivos movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em desfavor da Samarco, pelo rompimento da barragem do Fundão, em 2015, na cidade de Mariana (MG). Após as obras, que têm previsão de conclusão em 2022, a UFV poderá oferecer aos estudantes mais 176 vagas de moradia. Elas irão se juntar às 1.114 atualmente ofertadas nos outros cinco espaços do campus: “Feminino”, “Novo”, “Novíssimo”, “Pós” e “Posinho”. O “Alojamento Velho”, que será reativado com as obras, foi inaugurado como moradia em 1928, dois anos após a criação da UFV. A confirmação do repasse já foi publicada no Diário Oficial, como “extrato de convênio”, pela Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) da 3ª Região. A negociação envolveu diversas representações atuantes na jurisdição da Vara do Trabalho de Ouro Preto.
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21/09 - Inscrições para o Revalida são abertas nesta segunda e seguem até 2 de outubro
Exame para validar diplomas de medicina obtido em universidades estrangeiras não é feito desde 2017. Prova teórica será em 6 de dezembro. Diploma médico medicina Revalida Doutor Médico Estetoscópio Ashkan Forouzani / Unsplash As inscrições para o Revalida, o exame para validar diplomas de medicina obtidos em universidades estrangeiras, foram abertas nesta segunda-feira (21). A inscrição deve ser feita no site revalida.inep.gov.br/revalida/inscricao . O valor é de R$ 330. O período de inscrição termina às 23h59 de 2 de outubro. O Revalida é aplicado em duas etapas. A primeira é o exame teórico, que será realizado em 6 de dezembro, em 13 capitais e no DF: Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Manaus/AM, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio Branco/AC, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA São Paulo/SP O edital para a segunda etapa do Revalida ainda não foi publicado. Mas, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nesta edição haverá uma novidade: quem passar na primeira fase, mas reprovar na segunda, poderá se inscrever diretamente nesta etapa nas próximas duas edições futuras, ainda a serem marcadas. O Revalida não é feito desde 2017, apesar de a legislação em vigor prever a prova a cada seis meses. A última prova teve 7.380 inscritos, dos quais 393 foram aprovados. O Revalida é voltado a profissionais que já tenham diploma em medicina, expedido por instituições de fora do Brasil. Com dificuldade para pagar taxa de inscrição, médicos cubanos vão tentar fazer o novo exame do Revalida Cronograma do Revalida 2020 Inscrição: 21 de setembro a 2 de outubro Pagamento da inscrição: de 21 de setembro a 7 de outubro Solicitação de atendimento especializado e tratamento pelo nome social: 21 de setembro a 2 de outubro de 2020 Resultado da solicitação: 9 de outubro Recurso: 12 a 16 de outubro Prova teórica: 6 de dezembro Divulgação dos gabaritos: 8 de dezembro Recurso dos gabaritos: 8 a 14 de dezembro Resultado da prova escrita: 8 de fevereiro Em maio, o então ministro Abraham Weintraub havia anunciado o Revalida para 11 de outubro. Segundo o Inep, a prorrogação se deve aos protocolos de saúde devido à pandemia do coronavírus. "A imposição de distanciamento social exigiu o desenvolvimento de novas regras para permitir a presença coletiva de candidatos e equipe de aplicação no dia de realização das provas", diz o Inep. O que é o Revalida? O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) se divide em duas etapas: uma teórica e outra prática. A prova teórica, por sua vez, é dividida em duas partes aplicadas no mesmo dia. Pela manhã, devem ser resolvidos 100 itens objetivos. Na parte da tarde, os participantes precisam responder 5 questões discursivas. A segunda parte é uma avaliação prática, baseada em 10 entrevistas (anamneses) para diagnóstico inicial de doenças em atores que se passam por pacientes. Quem pode fazer o Revalida? Qualquer brasileiro(a) ou estrangeiro(a) que esteja em situação legal de residência no Brasil poderá fazer a prova. Para se candidatar, é preciso: ser brasileiro ou estrangeiro em situação legal no Brasil; possuir diploma de graduação em medicina expedido por Instituição de Educação Superior Estrangeira, reconhecida no país de origem pelo Ministério da Educação ou órgão equivalente, autenticado pela autoridade consular brasileira, ou pelo processo de Apostilamento da Haia, regulamentado pela Convenção de Apostila da Haia, tratado internacional promulgado pelo Brasil por intermédio do Decreto nº 8.660, de 29 de janeiro de 2016 Vídeos: Educação
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21/09 - Apenas 6 das 14 unidades do Colégio Militar no Brasil retomaram as aulas; a de Belo Horizonte é uma delas
Justiça Federal proibiu volta de professores às aulas presenciais da instituição na capital mineira. Aulas presenciais são retomadas no Colégio Militar, em Belo Horizonte Mesmo com a decisão judicial que proibiu o retorno dos professores às aulas presenciais, o Colégio Militar de Belo Horizonte retomou as atividades para o ensino médio nesta segunda-feira (21). Nesta manhã, alunos voltavam à escola, no bairro São Francisco, na Região da Pampulha. O Exército Brasileiro é responsável pela gestão dos 14 colégios militares do país e anunciou o retorno das aulas presenciais em todas as unidades a partir desta segunda-feira (21), além de três que já tinham voltado há mais tempo: Belém, Manaus e Rio de Janeiro. No entanto, levantamento feito pelo G1 nessas 14 unidades mostra que o retorno só aconteceu em 6 colégios (veja os detalhes mais abaixo). Retorno presencial às aulas pelo Brasil é desigual e envolve brigas na Justiça Na capital do Amazonas, as aulas presenciais voltaram no dia 20 de julho, junto com as escolas particulares da cidade, e seguem normalmente desde então. Em Belém, o retorno ocorreu no dia 8 de setembro. No Rio, as aulas tinham sido retomadas na segunda-feira (14) da semana passada, mas a Justiça determinou que os professores civis fiquem em teletrabalho, por isso, nesta segunda, apenas os professores militares lecionaram. O mesmo aconteceu na unidade de Belo Horizonte. A Justiça Federal proibiu a volta de professores às atividades presenciais da instituição. A decisão foi publicada na última sexta-feira (18) e determina que seja mantido o regime de teletrabalho de todos os professores, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. A proibição atende a um pedido do Sindicato dos Trabalhadores Ativos Aposentados e Pensionistas no Serviço Público Federal de Minas Gerais (Sindsep-MG), que fez a solicitação no fim de agosto, antes da determinação de retomada, e protocolou petição de reconsideração após o anúncio da volta às aulas presenciais. O Sindsep representa os servidores públicos federais civis, mas não engloba os militares. Na liminar que o sindicato obteve, o juiz determinou o teletrabalho "para todos os professores" e confirmou que a competência para definir o retorno das aulas presenciais é da prefeitura, independentemente de a escola ser municipal, particular, estadual ou federal. Escreveu o juiz: "Defiro a tutela provisória de urgência, para determinar à União Federal que mantenha o regime de teletrabalho todos os professores do Colégio Militar de Belo Horizonte, até ulterior manifestação do Juízo, ficando sujeita à multa diária de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em caso de descumprimento". Em nota enviada ao G1, o Colégio Militar de Belo Horizonte disse que "não há comando judicial determinando o não retorno às aulas presenciais" e que a decisão tem uma "amplitude subjetiva", que "engloba apenas os servidores civis da área de docência substituídos pelo Sindicato na Ação, quais sejam, professores civis, não abrangendo outros servidores ou professores militares"(leia a nota na íntegra no final desta reportagem). O Colégio Militar de BH enviou comunicado aos pais dos alunos reiterando que "as atividades de aula serão conduzidas pelos professores militares do CMBH". A direção também afirmou que está fazendo tudo "conforme os protocolos sanitários". A Prefeitura de Belo Horizonte informou que "a questão já está judicializada e o Município aguardará a manifestação da Justiça diante do posicionamento do Colégio Militar". De acordo com a Justiça Federal, ainda não houve recurso. Alunos retornam às aulas no Colégio Militar de Belo Horizonte Gabriele Lanza/TV Globo Retomada gradual O Colégio Militar da capital mineira tem 620 alunos e prevê a retomada gradual das aulas presenciais, iniciando com os alunos do ensino médio, cumprindo protocolos sanitários como adaptação das salas de aula e orientações de higienização. Alunos e profissionais pertencentes ao grupo de risco possuem indicação de permanecer em casa com atividades virtuais. Os advogados do Sindsep questionaram qual o sentido de expor todos os alunos a esse risco e ainda não ter aulas presenciais completas, já que grande parte dos professores é civil. De acordo com um comunicado enviado aos estudantes, a disposição das aulas por turma funcionará da seguinte forma: Segunda-feira: 1º, 2º e 3º anos do ensino médio; Terça-feira: 8º e 9º anos do ensino fundamental; Quarta-feira: 2º e 3º anos do ensino médio; Quinta-feira: 8º e 9º anos do ensino fundamental; Sexta-feira: 1º e 3º anos do ensino médio. Colégio Militar de Belo Horizonte volta a ter aulas presenciais Retorno em todo o Brasil Questionado sobre o retorno às aulas durante a pandemia, o Exército Brasileiro disse que "o retorno às atividades presenciais ocorrerá de forma gradual, iniciando com os alunos do Ensino Médio", nos 14 colégios de todo o Brasil, sendo que três já voltaram: Manaus, Belém e Rio de Janeiro. No entanto, levantamento do G1 constatou que apenas 6 unidades conseguiram retomar as aulas até esta segunda-feira: Belém - Aulas voltaram dia 8/09. Belo Horizonte - Voltou nesta segunda-feira (21), só com professores militares. Brasília - Voltou nesta segunda-feira (21). Campo Grande - Sem previsão retorno. Curitiba - Estava previsto retorno presencial nesta segunda-feira (21) mas houve o adiamento; sem previsão de data. Fortaleza - Continua ensino remoto. Juiz de Fora - Voltaria nesta segunda-feira (21) mas foi adiado. Manaus - As aulas voltaram no dia 20 de julho. Porto Alegre - Voltaria nesta segunda-feira (21), mas foi adiado para o dia 28. Recife - Ainda sem retorno de aulas presenciais. Rio de Janeiro - Voltou no dia 14 e, partir desta segunda, está só com professores militares. Salvador - Continua ensino remoto. Santa Maria - Ainda não voltou; data foi revogada São Paulo - Volta nesta segunda-feira (21). O G1 questionou o Exército e o Ministério da Defesa sobre esse retorno parcial e perguntou também qual a quantidade de professores civis e militares na capital mineira, e aguarda retorno. Segundo o Exército, "pelo seu enquadramento como estabelecimentos de ensino oficial de natureza 'sui generis', entende-se que os Colégios Militares reúnem excelentes condições para o retorno de seus alunos às atividades presenciais, o que ocorrerá a partir do próximo dia 21 de setembro". Os colégios militares de todo o país tiveram suas atividades presenciais interrompidas em 11 de março, por causa da pandemia, mas estavam com aulas remotas desde então. Nota do Colégio Militar de BH na íntegra "O Colégio Militar de Belo Horizonte (CMBH) esclarece que o retorno às aulas presenciais não está no escopo da ação proposta por intermédio do processo judicial Nr 1034392-29.2020.4.01.3800. De acordo com o Parecer de Força Executória Nr 00002/2020/GAB/PRU1R /PGU/AGU, de 20 de setembro de 2020, é importante registrar que não há comando judicial determinando o não retorno às aulas presenciais. Além disto, a amplitude subjetiva da decisão engloba apenas os servidores civis da área de docência substituídos pelo Sindicato na Ação, quais sejam, professores civis, não abrangendo outros servidores ou professores militares. Em 18 de setembro de 2020, o Exmo. Sr. Juiz Federal WILLIAM KEN AOKI, da 3ª Vara Federal de Minas Gerais, sobre o processo judicial, supracitado, proposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL EM MINAS GERAIS –SINDSEP-MG, em face da UNIÃO FEDERAL, objetivando a concessão de liminar, a fim de que todos os professores substituídos (servidores civis da área de docência) continuem laborando remotamente, até a realização de conciliação entre as partes, ou ulterior manifestação do Juízo, decidiu pela manutenção do regime de teletrabalho dos servidores civis da área de docência do Colégio Militar de Belo Horizonte. Nesse sentido, as aulas presenciais no Colégio Militar de Belo Horizonte estão sendo ministradas pelos professores militares e a participação dos servidores civis da área de docência foi direcionada para as atividades remotas de teletrabalho. O Colégio Militar de Belo Horizonte, como estabelecimento de ensino integrante do Sistema Colégio Militar do Brasil, tem como missão ministrar a Educação Básica, nos níveis Fundamental, do 6º ao 9º ano, e Médio, do 1º ao 3º ano, em consonância com a legislação federal da educação nacional, obedecendo às leis e aos regulamentos em vigor, segundo valores, costumes e tradições do Exército Brasileiro, com objetivo de assegurar a formação do cidadão e de despertar vocações para a carreira militar". Veja vídeos sobre volta às aulas:
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20/09 - É certo reabrir bares e manter escolas fechadas? E o risco de coronavírus para alunos e famílias após a volta às aulas? Veja debate
Crianças têm chance menor de desenvolver casos graves de Covid e, sem aulas, podem enfrentar problemas sociais e cognitivos. Mas reabertura das salas apresenta desafios complexos. Sala de aula de escola de Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo. Cada mesa agora possui um divisor de plástico para que os alunos não fiquem em contato direto uns com os outros. Marco Ambrosio/Estadão Conteúdo Seis meses após a suspensão das atividades presenciais, o debate sobre a reabertura das escolas ganha ainda mais força. Os argumentos sobre o momento certo para a volta às aulas envolvem tanto questões de saúde (como um possível aumento de casos de Covid-19 na população em geral) como prejuízos sociais de manter as crianças afastadas das salas de aula por tanto tempo. Para epidemiologistas, infectologistas e educadores ouvidos pelo G1, a discussão é urgente. “É uma empreitada grande, complexa, e o Brasil tem costume de simplificar as coisas. A criança não vai para a escola sozinha e pode morar com pessoas de grupo de risco. Temos de pensar na estrutura toda e em como vão ficar as famílias mais pobres, que já foram as mais atingidas pela pandemia”, afirma o epidemiologista Pedro Hallal, coordenador-geral do maior estudo sobre prevalência do coronavírus na população, o Epicovid. “Se é o momento ou não, vai depender da situação de cada município. Mas a decisão do ‘quando’ não pode substituir a do ‘como’ retomar as aulas”, diz Gabriel Corrêa, gerente de políticas educacionais do Todos pela Educação. “Mesmo que ainda não seja seguro reabrir as escolas, o planejamento não deve ser adiado.” As desigualdades sociais tornam o debate ainda mais complexo. Quatro a cada dez escolas do país já não tinham estrutura para lavagem das mãos antes da pandemia, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Dados do Censo Escolar 2018 apontam que 26% das escolas brasileiras não recebem abastecimento público de água, e quase metade (49%) não têm acesso à rede pública de esgoto. Crianças lavam as mãos em uma escola primária em Lille, no norte da França, no primeiro dia de volta às aulas em meio à pandemia de Covid-19, no dia 1º de setembro. Denis Charlet/AFP Por outro lado, justamente os alunos das escolas com estrutura precária são os que mais ficam vulneráveis a problemas sociais durante a suspensão das aulas presenciais - como fome, trabalho infantil e baixa aprendizagem. Como evitar o aumento da desigualdade na educação e garantir o cumprimento dos protocolos básicos de prevenção contra a doença? Confira abaixo os principais pontos da discussão: Qual é a hora de reabrir escolas? Sob o ponto de vista da saúde, depende de cada região do país e da realidade local, afirma o infectologista Julio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “De forma técnica, são duas condições: quando as curvas de casos e mortes estiverem descendentes [caindo] e quando tivermos como detectar os surtos nas escolas, isolando pessoas e fechando salas.” Os dados mais recentes do estudo Epicovid, divulgados na segunda (15), mostram que a pandemia está desacelerando no país. A proporção de pessoas com anticorpos para o coronavírus na população diminuiu de 3,8% (com margem de erro de 3,5 a 4,1%), no final de junho, para 1,4% (com margem de erro de 1,2 a 1,6%), nos últimos dias de agosto. Isso significa menos infecções recentes. As curvas estão em queda em 13 estados. Mas para Catarina de Almeida Santos, professora da Universidade de Brasília (UnB) e membro da Campanha Nacional pela Educação, a hora de reabrir as escolas não é agora. “Não podemos dar garantias ao país e aos 56 milhões de estudantes, 2 milhões de profissionais da educação e todos os seus familiares de que os protocolos de saúde que nossos sistemas de ensino darão segurança”, afirma. “Na UnB, seria necessário o dobro do orçamento para voltar às aulas em segurança. Imagina nas escolas”, relata. Um editorial publicado na revista científica "Science", no início deste mês, aponta três condições essenciais para a retomada: só reabrir quando houver redução sustentada de número de casos da doença, testagem ampla e medidas rigorosas de prevenção nas escolas. Mesmo em países que seguiram esses protocolos, no entanto, foi impossível evitar totalmente as contaminações nos colégios. Israel enfrentou problemas. No Brasil, Manaus está próxima de completar 40 dias de reabertura das escolas - a primeira capital a retomar aulas na rede estadual. Não há registro de alunos que morreram por causa do coronavírus ou de contaminação entre estudantes desde então. O governo amazonense disse na última quinta que, na população em geral, ocorreu um aumento de internações por Covid, mas que não prevê uma segunda onda da doença no estado. Quais os riscos de contaminação de crianças, familiares e professores? Daniel Lahr, professor da Universidade de São Paulo (USP), explica que, como as crianças foram as que mais respeitaram a quarentena ao longo da pandemia e menos se expuseram ao vírus, também são o grupo sobre o qual a ciência tem menos certezas em relação à doença. O que se sabe é que elas tendem a desenvolver quadros menos graves - mas não há dados conclusivos sobre a capacidade delas de transmitir a Covid-19. E, durante a pandemia, foi registrada a ocorrência em crianças de uma doença rara, porém muito séria: a síndrome de Kawasaki. “Existem evidências tanto de que elas têm uma carga viral maior que a dos adultos. Ainda não há consenso”, diz Lahr. Quanto maior essa “concentração” de vírus no organismo, mais alta é a possibilidade de contaminar outras pessoas. Com a reabertura das escolas, segundo Lahr, “as crianças podem se tornar importantes vetores da doença”. “Retomar as aulas presenciais representa um risco: não sabemos o que vai acontecer. O volume de pessoas se deslocando pela cidade e convivendo no mesmo espaço vai aumentar significativamente”, diz. “É um exército de professores, funcionários e familiares que vai ficar mais exposto.” Crianças realizam atividade escolar em casa durante a pandemia de Covid-19 Jessica Lewis/Unsplash Dentre todos os indivíduos que convivem com as crianças, há idosos, obesos, pessoas com problemas respiratórios e outros grupos considerados “de risco” para a Covid-19. Renato Kfouri, vice-presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo, concorda que é difícil prever o que ocorrerá após a reabertura das escolas. Mas, na visão dele, a capital paulista, por exemplo, tem condições de retomar as atividades presenciais. “Em primeiro lugar, a curva da epidemia precisa estar em queda, de forma sustentável. Em São Paulo, estamos no nosso ‘melhor’ momento até agora, no número de casos e mortes. É possível voltar, mas com alfabetização sanitária e estratégias de cuidado”, diz Kfouri. “Sempre haverá o risco, como em qualquer outra reabertura. Mas dá para minimizá-lo, tendo calma e critério.” Governo de SP confirma volta às aulas presenciais para 7 de outubro Uma pesquisa feita pela prefeitura de São Paulo aponta que 64% dos alunos da rede pública tinham anticorpos para o coronavírus, ou seja, entraram em contato com o Sars-CoV-2. O percentual é o mesmo entre adultos das classes D e E. Isso indica que as crianças estão se contaminando na comunidade. “O fato de estarem em casa não está as protegendo. Os pais saem para a rua e voltam com a doença”, afirma Julio Croda. É certo abrir bares e restaurantes, mas não as escolas? Não há consenso sobre esse ponto. Segundo o epidemiologista Pedro Hallal, faz sentido abrir shoppings e restaurantes antes das escolas, porque é mais fácil controlar o acesso e o fluxo de pessoas nesses estabelecimentos de lazer. “Não tem como dizer que escola não vai gerar aglomeração. Vai gerar”, afirma. O infectologista Croda discorda sobre a ordem de reabertura: “Qual prioridade a gente dá para a educação no momento em que libera show e não libera escola?”. “Deveria abrir escola e, depois, esses setores”, diz Croda. Cenas de aglomeração de jovens sem máscaras em bares foram alvo de crítica. Em alguns estados, há shows liberados, com concentração de até 50% do público de antes. Já Lahr, da USP, dá um terceiro ponto de vista: sim, parece ter havido uma inversão de valores ao abrir certos estabelecimentos de lazer. Mas isso não significa que seja correto abrir escolas no momento atual. Catarina Santos, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, também afirma que houve um desvio de foco na discussão da sociedade durante a pandemia sobre o que seria mais importante. Deveríamos, segundo ela, ter pensado em como organizar as escolas e os currículos. O editorial da revista "Science" diz: “Quanto menor a taxa de infecção na comunidade, menos rigorosas precisam ser as outras medidas de prevenção. Se a sociedade priorizar a supressão da disseminação viral em outros grupos sociais, [então] as crianças podem ir à escola”. Quais os problemas sociais de manter as escolas fechadas? Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil, afirma que a prioridade das esferas públicas deve ser garantir a reabertura segura das escolas. Um período tão longo de fechamento traz prejuízos emocionais a alunos e professores, além de aumentar o risco de abandono dos estudos. Segundo o Unicef, após desastres naturais, como ciclones e terremotos, há redução de até 20% nas taxas de matrícula na educação básica. Em situações de isolamento social, aumentam os casos de violência doméstica e de problemas financeiros, associados à evasão escolar. Diante do risco, há três principais formas de evitar que os jovens abandonem a escola, segundo os especialistas ouvidos pelo G1: a busca ativa pelos alunos que não voltaram às aulas, o contato frequente com as famílias e a articulação de diferentes órgãos públicos (de assistência social, saúde, educação). Os maiores danos trazidos pelo fechamento das escolas são sentidos pela população mais vulnerável. “Até os hábitos de alimentação foram prejudicados. Sem a merenda, crianças ficaram sem comer ou passaram a consumir mais produtos industrializados. Os impactos vão além dos prejuízos pedagógicos”, diz Bauer. "Ter a merenda como principal refeição do dia não significa que a criança precisa voltar à escola", afirma Catarina Santos, da Campanha Nacional pela Educação. "O que precisa ter é distribuição de alimentos. Não foi a pandemia que levou essas crianças a não ter o que comer, já não tinham antes. Não só em locais remotos, há crianças em comunidades no Lago Paranoá [em Brasília, capital federal] que passam fome todos os dias", afirma. Corrêa, do Todos pela Educação, afirma que “já tínhamos, no Brasil, uma situação de oportunidades muito melhores para alunos de maior nível socioeconômico. A pandemia escancarou isso.” “O setor público precisa olhar para os mais prejudicados, que estão sujeitos a estresse tóxico em casa, violência sexual, casas sem condições de estudo. Todas as experiências mostram que os efeitos de um afastamento da escola são duradouros. As crianças estão perdendo um tempo precioso para a aprendizagem, principalmente as que estariam sendo alfabetizadas.” Segundo o especialista, não será possível esperar até uma vacina da Covid-19 para pensar em reabrir as escolas. Ele reforça a importância de ouvir as autoridades de saúde para detectar o momento de menor risco à população. Enquanto a hora não chega, é preciso planejar. “Não pode ser uma questão política para o ano que vem. A premissa básica é garantir a segurança de todos e planejar uma retomada que mitigue os efeitos da pandemia”, diz. A saúde mental dos professores também deve ser alvo de atenção. Eles enfrentam sobrecarga de trabalho e estresse. Trabalham em mais de uma escola, têm de se deslocar pela cidade e se adaptar ao novo sistema híbrido de ensino (que mistura o ensino remoto com o presencial). Em Manaus, professores já relatam sobrecarga de trabalho. Quais os protocolos necessários? Eles são aplicáveis para crianças? A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou, no início de setembro, um documento com contribuições de infectologistas para uma reabertura segura das escolas. Veja, em tópicos, os principais protocolos: fornecimento adequado de água e sabão para higiene das mãos e álcool em gel 70%; água sanitária para limpeza; distanciamento de 1,5 metro a 2 metros entre estudantes, professores e funcionários; garantia de ventilação natural, sem uso de ar-condicionado; se possível, preferência por atividades ao ar livre; uso correto de máscara por todos os maiores de 2 anos de idade; controle do transporte público e escolar, garantindo o distanciamento; afastamento de alunos e funcionários que pertençam aos grupos de risco (pessoas com cardiopatias, doenças pulmonares crônicas ou imunossupressoras; gestantes e maiores de 60 anos); diálogo com secretarias de educação e com a comunidade escolar; adaptação do conteúdo a ser ensinado; adoção de horários diferentes de entrada, saída e refeições de alunos; preferência por reuniões remotas de professores; rodízio de turmas; redução do número de alunos por sala; orientações claras sobre os protocolos de higiene; interdição de bebedouros; acolhimento emocional a todos; sistemas de rastreamento de doentes (ver mais abaixo). Alunos da rede municipal de ensino de Barcelos, no interior do Amazonas, voltaram às escolas. Divulgação Segundo especialistas, não é fácil garantir o cumprimento de tais protocolos. “É impossível que crianças pequenas mantenham o distanciamento e não compartilhem brinquedos ou objetos em geral”, diz Kfouri. Coronavírus: veja cuidados com o uso de máscaras por crianças A estrutura das escolas brasileiras também dificulta a adoção dos parâmetros de segurança. “As aulas ao ar livre seriam ideais, como em quadras. Mas é a realidade para poucas escolas”, complementa o especialista. De fato, na rede municipal, apenas 31,6% das escolas brasileiras têm parquinho e 27%, área verde, segundo o Censo Escolar 2018. Diante de salas de aula lotadas, como manter uma distância segura entre os alunos? Sem água ou esgoto encanado, como reforçar a lavagem de mãos? Com professores dando aula em mais de um colégio, para complementar a renda, como instituir reforços escolares no contraturno? Lahr, da USP, ainda acrescenta que, mesmo com todas as regras listadas acima pela Fiocruz, não existiria uma garantia completa de prevenção. “Temos só uma redução da probabilidade de contágio. Mas, em um espaço confinado e com muitas horas de contato, o risco vai existir.” Nesta última sexta, o Ministério da Saúde lançou um guia que compila dicas básicas de higiene e aponta que a responsabilidade na condução do processo de reabertura é das autoridades locais. Quando fazer testes? E se alguém se contaminar? Segundo Lahr, a estratégia de testagem não é simples - deve ser feita em termos estatísticos. “Não adianta testar todo mundo antes de reabrir e só. É um gasto de dinheiro à toa, porque a pessoa pode se contaminar no minuto depois de fazer o exame. O que deve ser feito é o acompanhamento contínuo por amostragem, para detectar um possível aumento de infecções”, diz. A Fiocruz recomenda que todas as pessoas com sintomas sejam afastadas imediatamente da escola e testadas. O retorno só deve ocorrer 10 dias após o aparecimento dos primeiros sinais da doença (ou 20, no caso de casos graves) e 24 horas sem febre e sem uso de medicamentos. Quem entrou em contato com doentes deve ser afastado e permanecer atento - se tiver sintomas, precisa fazer o teste RT-PCR. Caso não manifeste nada, pode retornar à escola 14 dias depois do último encontro com o contaminado. Veja vídeos sobre a volta às aulas:
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19/09 - Após 3 semanas de reabertura, número de escolas fechadas por Covid-19 avança na França
No intervalo de uma semana, foram confirmados 1,2 mil novos casos da doença entre alunos. Crianças escutam professora falar no pátio de uma escola primária em Toulouse, na França. Lionel Bonaventure/AFP Desde o início do ano letivo na França, em 1° de setembro, mais de 2,1 mil salas de aulas e cerca de 80 escolas foram fechadas devido ao surgimento de novos casos de covid-19 entre alunos. O governo francês pondera que esse número representa apenas 0,13% dos cerca de 60 mil estabelecimentos escolares do país, mas os casos de fechamento de escolas continuam aumentando diariamente, acompanhando a retomada das contaminações pelo novo coronavírus no país. A pandemia "está novamente muito ativa na França", ressaltou na quinta-feira (17) o ministro da Saúde, Olivier Véran. Nova York adia novamente início de aulas presenciais em escolas públicas No intervalo de uma semana, foram contabilizados 1,2 mil diagnósticos entre alunos, disse na quarta-feira (16) o ministro francês da Educação, Jean-Michel Blanquer. O número de novas infecções na França começou a aumentar de maneira significativa nas últimas semanas, após o final das férias de verão. Nesta sexta-feira (18), foram confirmados 13,2 mil casos no país nas últimas 24 horas, segundo o ministério da Saúde. É o maior número desde o fim do confinamento, em meados de maio. O total de mortes, 123 nas últimas 24 horas, também é o maior desde o término do lockdown. Ao mesmo tempo, a França também aumentou consideravelmente o número de testes para detectar o novo coronavírus: 1,2 milhão nesta semana, contra 300 mil testes semanais em julho. Como no Brasil atualmente, também houve na França grandes discussões sobre a reabertura ou não das escolas no atual contexto de pandemia. Os alunos franceses do ensino fundamental já haviam retomado progressivamente as aulas presenciais desde de meados de maio, após dois meses de um rigoroso confinamento, para concluir o ano letivo encerrado em julho. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro reiterou recentemente suas críticas ao fechamento das escolas. "Somos o país com o maior número de dias de lockdown nas escolas. Isso é um absurdo", disse no evento que efetivou o general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde na quarta-feira. Em sua última live semanal na quinta, o presidente brasileiro culpou os sindicatos de professores, que integrariam, segundo ele, a esquerda radical. Para Bolsonaro, eles prefeririam ficar em casa sem trabalhar, colaborando para que os alunos não voltem a se instruir. Guia para as escolas No final de agosto, o ministério francês de educação publicou um guia com um protocolo sanitário a ser seguido se houver confirmação de casos de Covid-19 em estabelecimentos de ensino e alertou que escolas poderiam "fechar de um dia para o outro", se necessário. O principal objetivo do protocolo sanitário para a área da educação é reagir em até 48 horas quando alguém apresentar sintomas. A pessoa é isolada se o teste for positivo e também é feito um rastreamento dos contatos próximos, com risco de terem contraído a doença. Em geral, se houver mais de três casos confirmados de na escola, ela é totalmente fechada, embora não haja um número definido para isso. A avaliação sobre a interrupção parcial ou total das atividades do estabelecimento é feita caso por caso. O governo francês ressalta que sua estratégia é evitar o fechamento total de escolas, como disse o primeiro-ministro, Jean Castex. Apesar da aceleração da pandemia após a volta às aulas, as autoridades francesas decidiram simplificar o protocolo sanitário em pré-escolas, em classes de primário e creches. O rastreamento sistemático de contatos de crianças com sintomas será feito apenas se houver três ou mais delas que testaram positivo para o novo coronavírus. Segundo o ministro da Saúde, Olivier Véran, crianças nessa idade têm poucas chances de se contaminar entre si ou de infectar adultos e também correm pouco risco de desenvolver formas graves da doença. Vídeos: Notícias internacionais
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18/09 - Escola que tiver caso de Covid deve reavaliar manutenção de atividades, diz ministério em guia sobre retomada
Guia do Ministério da Saúde traz dicas básicas e indica que gestores devem avaliar situação de cada município e estado. O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (18) um documento sobre a retomada das atividades escolares. Nas 16 páginas do arquivo (Orientações para retomada segura das atividades presenciais nas Escolas de Educação Básica no Contexto da Pandemia da Covid-19, aqui em PDF), a pasta compila dicas básicas de higiene e reforça que a responsabilidade na condução do processo de reabertura é das autoridades locais. Em um dos pontos, o Ministério se propõe a responder à pergunta: "O que fazer com casos de Covid-19 na escola?". "Em situação de caso confirmado, os profissionais e a comunidade escolar devem ser informados, e as atividades escolares devem ser reavaliadas" - Ministério da Saúde A pasta não divulgou orientações mais específicas e não respondeu, durante coletiva de imprensa nesta sexta, qual o protocolo exato que deve ser adotado nessa situação ou quais as possíveis consequências da "reavaliação". Crianças e Covid-19: veja em 7 pontos o que a ciência já sabe sobre o tema OMS alerta para prejuízos no fechamento prolongado de escolas durante a pandemia No documento, o ministério apenas cita que "é necessário acompanhar as normativas estaduais e municipais sobre o retorno às aulas, distanciamento social e demais iniciativas de enfrentamento da Covid-19". "A finalidade [do guia] é garantir condições de segurança para quando voltarem as aulas, as escolas terem condições de higiene e os alunos retomem às aulas com segurança", disse Élcio Franco, secretário-executivo do ministério. Medidas de prevenção Além do ponto sobre a reavaliação das atividades quando houver casos confirmados, o ministério lista medidas de prevenção: Capacitar profissionais Manter comunicação constante com a comunidade escolar Preservar distância mínima de 1 metro entre alunos Uso de máscara pelos alunos Evitar atividades em grupo Limpeza das mãos e etiquetas respiratórias Manter ambientes limpos Evitar uso de áreas comuns "O retorno às aulas será decidido pelo gestor local baseado em aspectos relativos a variação da curva epidemiológica, a capacidade de resposta da rede de atenção à saúde e a outros critérios que ele poderá considerar para tomar essa decisão." - Élcio Franco, secretário-executivo Rio de Janeiro vive vai e vem de reabertura das escolas particulares Repasse de verba O Ministério da Saúde informou ter repassado R$ 454,3 milhões para apoiar as atividades de retomada nas escolas. "Esse recurso ele pode ser utilizado para comprar exatamente o que o muitos gestor tem dificuldade para comprar: como álcool gel, como material de higiene, de limpeza, máscara para criança e adolescente que acharem necessário", disse Raphael Câmara Parente, secretário de Atenção Primária à Saúde. Escolas privadas de Natal foram as primeiras a retomarem aulas presenciais no Rio Grande do Norte, durante a pandemia da Covid-19 Anna Alyne Cunha VÍDEOS: Boas iniciativas durante a pandemia
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18/09 - Significados de 'patroa' e 'mulher-solteira' mudam no Google depois de críticas de Anitta e Luísa Sonza
Google informou que conteúdo é fornecido pela Oxford Languages. Dicionário considerou que, do modo que estavam, termos "não refletiam mais o uso moderno da língua portuguesa falada pelos brasileiros". Anitta e Luísa Sonza criticaram significado das palavras "patroa" e "mulher-solteira" que apareciam no Google Reprodução/Instagram/Twitter Os significados das palavras "patroa" e "mulher-solteira" foram alterados no Google após reclamações feitas por Anitta e Luísa Sonza. Na última semana, as cantoras fizeram críticas aos resultados de buscas sobre os termos. O Google afirmou que as definições de palavras são feitas pela Oxford Languages e que o conteúdo foi revisado. No ano passado, em caso similar, o termo '"prostituta" aparecia entre principais significados para "professora" nas buscas da plataforma, e o verbete foi alterado após repercussão. "Nossa parceira que trabalha com uma das editoras mais tradicionais de dicionários do Brasil, determinou que ambas definições não refletem mais o uso moderno da língua portuguesa falada pelos brasileiros e não são usadas o suficiente para serem incluídas nos resultados de significados", disse a empresa. O Google ressaltou, no entanto, que "não edita e nem remove" as definições fornecidas por parceiros. Por sua vez, o dicionário Oxford Languages declarou que seus "dicionários não determinam como a língua é usada, e sim refletem esse uso. Isso significa incluir palavras que podem ser consideradas ofensivas mas ainda estão em uso – mesmo que nós mesmos não adotemos esses termos no nosso vocabulário pessoal". Após as queixas sobre os termos "patroa" e "mulher-solteira", os editores mudaram os significados vigentes até então. "Levamos esse tipo de preocupação extremamente a sério, e por isso fizemos uma ampla revisão dessas definições", disse a Oxford Languages, em comunicado. Anitta lança canal de games Fernando Tomaz/Divulgação Indignação de Anitta e Sonza Anitta mostrou que ao procurar por "patroa" o resultado como significado era "mulher do patrão" ou "dona de casa"; ela ainda comparou com o que é designado para "patrão", que aparece no Google como “proprietário ou chefe de um estabelecimento privado comercial”. Depois da reclamação, o significado atual passou a seguir a linha do que é visto no substantivo masculino, mudando para "proprietária ou chefe de um estabelecimento privado comercial". No caso de Sonza, a crítica foi para o resultado de "mulher-solteira". A cantora expôs que o significado que aparecia no Google era "prostituta, meretriz". Depois da crítica, o termo foi retirado das buscas. Capa do single 'Braba', de Luísa Sonza Reprodução Veja íntegra do comunicado do Google “Nossa missão é tornar as informações acessíveis e úteis para todos. Trabalhamos com conteúdo licenciado de dicionários parceiros para ajudar nossos usuários a encontrar de forma fácil informações sobre palavras na Busca. Não editamos nem removemos as definições fornecidas pelos nossos parceiros que são os especialistas em idiomas. No caso dos significados das palavras “patroa” e “mulher-solteira”, a Oxford Languages, nossa parceira que trabalha com uma das editoras mais tradicionais de dicionários do Brasil, determinou que ambas definições não refletem mais o uso moderno da língua portuguesa falada pelos brasileiros e não são usadas o suficiente para serem incluídas nos resultados de significados. As definições foram atualizadas pela Oxford Languages e as mudanças já estão refletidas nos resultados de dicionário exibidos na Busca." Veja íntegra do comunicado da Oxford Languages "O Oxford Languages fornece dados de línguas e linguagem para uma série de idiomas cobertos pelo recurso Dicionário da Busca do Google. Graças a isso, pessoas de todo o mundo têm acesso a informações confiáveis, de alta qualidade e baseadas em evidências. Entretanto, recentemente fomos questionados por usuários incomodados com algumas definições exibidas em português, para termos como “patroa” e “mulher solteira”. Levamos esse tipo de preocupação extremamente a sério, e por isso fizemos uma ampla revisão dessas definições. Mas como e por que essas definições aparecem no dicionário? Nossos dicionários não determinam como a língua é usada, e sim refletem esse uso. Isso significa incluir palavras que podem ser consideradas ofensivas mas ainda estão em uso – mesmo que nós mesmos não adotemos esses termos no nosso vocabulário pessoal. Os dicionários também contemplam regionalismos e termos que caíram em desuso, mas que ainda podem ser encontrados em leituras. A ideia é oferecer um retrato preciso e detalhado do idioma como um todo. Um exemplo: um usuário pode estar lendo um romance escrito no início do século XX, e queremos ajudar essa pessoa a encontrar e entender termos que hoje podem parecer estranhos – mais importante ainda, a entender como e quando devem ser usados, sobretudo quando há risco de que aquela palavra seja considerada ofensiva. Quais foram, até o momento, os resultados da revisão que fizemos? Bem, adotamos uma série de mudanças para deixar as definições ainda mais claras e úteis para os usuários. No caso do termo “patroa”, a definição não estava mais refletindo o uso contemporâneo pelos falantes de português do Brasil, e por isso esse verbete foi atualizado em nome da precisão. No caso de “mulher-solteira”, a pesquisa mostrou que a definição exibida ainda reflete o uso da expressão em algumas regiões do país, mas percebemos que a forma de apresentar a definição poderia levar a uma compreensão equivocada e confusa, e por isso ela foi retirada. Essas mudanças estão agora refletidas nos resultados exibidos na Busca do Google. Criar e manter um dicionário é uma tarefa eterna, que não acaba nunca. Ela deve se basear no objetivo de registrar e refletir uma língua com precisão. Para fazer isso, as sugestões e opiniões das pessoas reais, que usam o idioma no dia a dia, são uma contribuição indispensável." Assista vídeos de TECNOLOGIA no G1
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18/09 - Nova York adia novamente início de aulas presenciais em escolas públicas
Sistema de ensino público da cidade inclui mais de 1,1 milhão de crianças e adolescentes. Professores, pais e estudantes participam de aula ao ar livre em frente à escola pública Patrick F. Daly, em 2 de setembro no bairro do Brooklyn, em Nova York, nos EUA Angela Weiss / AFP O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou na quinta-feira (17) o adiamento do reinício do ensino presencial nas escolas públicas da cidade pela segunda vez por causa da pandemia. Embora as aulas pela internet tenham começado, o início do ensino presencial já havia sido adiado anteriormente do dia 10 de setembro para o dia 21, para os alunos que optaram por voltar às salas de aula. Agora, apenas crianças em idade pré-escolar e alunos com necessidades especiais de aprendizagem irão se dirigir aos prédios escolares na segunda-feira (21), disse o prefeito em entrevista coletiva. Os estudantes do ensino primário irão começar na terça-feira (29). Alunos do ensino médio começarão na quinta-feira (1º). O maior distrito escolar dos Estados Unidos, que atende mais de 1,1 milhão de crianças e adolescentes, enfrenta dificuldades para encontrar funcionários dispostos a trabalhar em salas de aula durante a pandemia de Covid-19. O adiamento aconteceu após líderes de sindicatos de professores falarem a respeito de preocupações com relação à volta às aulas presenciais. "Embora eles reconheçam que houve um progresso real, não foi feito o suficiente, e é preciso fazer mais para nos certificarmos de que as coisas estejam firmes como elas precisam estar", disse de Blasio a jornalistas. O prefeito afirmou que estudantes e funcionários seguem mudando de opinião sobre a disposição para o ensino presencial, o que torna difícil o planejamento para direcionar professores para equipar cada sala de aula. No total, 4,5 mil educadores foram contratados, disse de Blasio, acrescentando que espera anunciar ainda mais contratações nas próximas semanas. A maioria dos outros distritos escolares nos Estados Unidos descartou planos de retomar o ensino presencial no momento. Em Los Angeles, segundo maior distrito escolar do país, e em Chicago, os estudantes estão ficando em casa e usando computadores para assistir suas aulas. Veja vídeos das principais notícias internacionais:
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18/09 - MEC esclarece ao Congresso quais ações foram tomadas na educação durante a pandemia
Em junho último, relatório da Comissão Externa da Câmara criticou a coordenação do ministério em meio à suspensão das aulas presenciais. O ministro Milton Ribeiro durante Comissão Mista TV Senado Criticado pela atuação na pandemia, inclusive em um relatório da Comissão Externa da Câmara divulgado em junho, o Ministério da Educação (MEC) apresentou ao Congresso nesta quinta (17) as ações da pasta durante os seis meses sem aulas presenciais no Brasil. 'Se dependesse de mim, retornava amanhã, mas temos os riscos', diz ministro da Educação sobre volta às aulas presenciais Ministro cobra Congresso por mais recursos para a educação e diz que bloqueio no orçamento foi para 'emendas parlamentares' Em uma audiência pública na Comissão Mista (com deputados e senadores), para acompanhar as ações contra a Covid pelo governo, o ministro Milton Ribeiro anunciou que vai realocar R$ 527 milhões de outras áreas do ministério para enviar o dinheiro direto para as escolas e apoiar as instituições nas ações da pandemia. Ribeiro sucedeu Abraham Weintraub no cargo em julho. Ações do MEC na pandemia Segundo Milton Ribeiro, as ações se concentraram em liberar recursos para os hospitais universitários, construir um painel de monitoramento da rede federal de ensino (universidades e institutos), autorizar a colação de grau antecipada para estudantes da área de saúde, como medicina, enfermagem, fisioterapia, farmácia e odontologia. Em relação ao ensino superior, o ministro afirmou que, das 69 universidades, 15 tiveram suspensão total das aulas, sem ensino remoto. Entre os 41 institutos federais, 4 suspenderam totalmente as atividades. Sobre a educação básica, o ministro afirmou que irá repassar R$ 525 milhões para auxiliar 116.757 escolas pelo país a retomarem as aulas presenciais. Segundo Ribeiro, isso atinge 36 milhões de alunos. Ao todo, o Brasil tem mais de 226 mil escolas, segundo o Censo Escolar. É o primeiro anúncio de repasse feito pelo MEC para apoiar as redes de ensino. Em nota enviada ao G1 em 31 de agosto, o MEC afirmava que nenhum dinheiro “novo” foi aplicado para apoiar as redes de ensino. “Não houve por parte da Secretaria de Educação Básica (SEB) uma ação específica para repasse de recursos para atender a necessidade de suspensão das aulas presenciais”, dizia o texto. Higiene Agora, os recursos extras vão dar apoio para a compra de itens de higiene. “São itens para lavagem das mãos, contratação de serviços especializados de desinfecção de ambientes, realização de pequenos reparos, readequação de salas e ambientes. E também parte vai entrar como ajuda de melhoria do acesso da internet para alunos e professores”, afirmou Ribeiro. Além disso, o ministro afirmou que o MEC está elaborando um protocolo de biossegurança (sanitário) para a educação básica, como já foi feito para o ensino superior. O ministro também destacou o repasse para os hospitais ligados às universidades federais. O ministro não detalhou o total do repasse, mas citou alguns casos: R$ 57 milhões para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, para aquisição de leitos de terapia intensiva e custeio (pagamento de equipe para operar o respirador e adequação do espaço). Segundo Ribeiro, o MEC também repassou dinheiro para hospitais universitários que não fazem parte do sistema federal, como R$ 43,5 milhões para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e R$ 13,3 milhões para a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Outros R$ 10 milhões foram para apoiar as universidades do ABC (UFABC), de Lavras (UFLA), e do Maranhão (UFMA). As universidades federais que não têm hospital receberam R$ 39,7 milhões para apoiar os estudantes de medicina que atuaram em outras instituições. “A cada dia que passa que estou no MEC eu descubro que sei menos do MEC. Porque é um mundo muito grande, muitas coligadas, com detalhamento, com ações, que eu confesso que eu tenho até às vezes ficado bem assustado. Não me julgo com total capacidade para estar fazendo tudo sem apoio e sem ajuda dos meus auxiliares, secretários e presidentes das coligadas", afirmou o ministro da Educação, Milton Ribeiro. Ribeiro também citou o programa de apoio à conectividade de alunos de baixa renda nas universidades. Na época do anúncio do programa, Ribeiro chegou a afirmar que a ajuda “foi um pouquinho tarde”. Segundo educadores ouvidos pelo G1, o MEC poderia ter feito o papel de articulador das ações da educação em todo o país, unificando o discurso sobre a suspensão e retorno às aulas presenciais. Em locais onde os governos municipais e estaduais possuem disputas políticas, o anúncio das ações apresentam conflito e confundem a população. Em relação às ações pedagógicas, o ministério poderia ter colocado a estrutura da comunicação pública, com rede de TV estatal e rádio, transmitindo conteúdo para os estudantes ou entrado no processo de negociação com as empresas de telecomunicação para conseguir pacotes para os alunos acessarem o conteúdo remoto. A maior parte das escolas do país fechou as portas e entrou em quarentena na segunda quinzena de março. Sem previsão de quanto tempo a pandemia duraria, algumas escolas decretaram férias, outras deram recesso ou adiantaram feriados. Nas universidades públicas, o semestre foi suspenso. Em meio a escândalos envolvendo Weintraub, o MEC precisou administrar problemas na inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Pressionada, a pasta afirmava que não iria suspender a data da prova, marcada para novembro. O debate chegou ao Congresso, e o Senado aprovou um projeto que adiava o Enem 2020. Antes da aprovação na Câmara, o MEC anunciou o adiamento da prova para janeiro e fevereiro. Em junho, a comissão da Câmara que monitora os trabalhos do MEC divulgou um relatório em que critica a falta de liderança da pasta na orientação a estados e municípios na pandemia, e à ausência de diálogo em decisões tomadas pelo ministério no período. Entidades representativas dos secretários estaduais e municipais, Consed e Undime afirmam que havia pouco diálogo com a pasta no início da pandemia, mas que, neste momento, alguns contatos têm sido retomados. Playlist: Especialistas debatem volta às aulas Podcast: Volta às aulas, qual a hora certa?
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17/09 - ITA prorroga prazo de inscrição para vestibular 2021
Prazo inicial encerrou na terça-feira (15), mas devido a pedidos de candidatos, instituição decidiu estender data-limite para 30 de setembro. ITA oferece 150 vagas em seis cursos de engenharia. ITA prorroga prazo de inscrição para vestibular 2021 Divulgação/ITA O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com sede em São José dos Campos (SP), prorrogou nesta quinta-feira (17) o período de inscrições para o vestibular 2021. O prazo foi estendido até o dia 30 de setembro. Inicialmente as inscrições encerrariam na terça-feira (15) com o prazo de vencimento do boleto de inscrição para esta sexta-feira (18). Porém, devido a pedidos feitos por candidatos que relataram dificuldade em conseguir pagar o boleto com o horário reduzido nos bancos, por causa da pandemia, o prazo foi prorrogado. Com a prorrogação, o novo boleto terá vencimento para dia 1º de outubro. Ao todo, são oferecidas 150 vagas, 25% a mais do que no ano de 2019, em cinco cursos de engenharias - sendo 31 delas voltadas à carreira militar. Mais de 5,6 mil candidatos já haviam feito inscrição até o último balanço da instituição na sexta-feira (11). Com um dos vestibulares mais concorridos do país, o ITA irá manter o mesmo modelo de provas adotado na última edição. O exame será dividido em duas fases eliminatórias - a primeira será com 60 questões de múltipla escolha e a segunda com 30 questões dissertativa e redação. A primeira fase da prova será no dia 22 de novembro e os aprovados para a segunda etapa, que será nos dias 8 e 9 de dezembro, serão divulgados cinco dias após o exame. O aluno aprovado ainda será submetido ao exame médico. Além de São José, outras 23 cidades vão receber o exame. Em 2020, 11,4 mil candidatos de todo país disputaram 120 vagas no vestibular, que é um dos mais concorridos do Brasil. O edital pode ser conferido e as inscrições podem ser feitas no site do ITA. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e Região
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17/09 - Reitor da Unicamp pede equilíbrio, mas defende retomada gradual: 'Em algum momento teremos de enfrentar essa situação'
Marcelo Knobel destaca que é preciso levar em consideração o prejuízo de estudantes que dependem das atividades presenciais, mas que a prioridade é a vida das pessoas. Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV O reitor da Unicamp defendeu nesta quinta-feira (17), em transmissão pelas redes sociais, o plano de retomada gradual nos três campi e nos colégios vinculados à universidade estadual em Campinas (SP), Piracicaba (SP) e Limeira (SP). Citando prejuízos aos estudantes que precisam se formar ou dependem de laboratórios e estágios, prejudicados com a interrupção de atividades presenciais há quase sete meses por conta da pandemia, Marcelo Knobel disse que há uma busca por "equilíbrio" nesse retorno parcial sem colocar em risco às pessoas, mas que o movimento é necessário. Unicamp define calendário para retomar atividades presenciais O reitor explicou que 11 grupos de trabalhos diferentes e centenas de pessoas trabalharam no cronograma, e que o cenário na região de Campinas e no estado de São Paulo indica, ainda que lentamente, que a pandemia começa a diminuir. "O plano de retorno é mais difícil do que foi parar com as atividades presenciais. Em algum momento nós teremos que enfrentar essa situação. Não sabemos quando a vacina virá, e se virá, ou como será distribuída. Temos que buscar alternativas importantes para mitigar o contágio de maneira cuidadosa." Apesar do cenário atual favorável, o reitor não descarta, caso necessário, uma revisão dos planos. "Qualquer atualização nova que ocorrer e qualquer mudança nesse cenário [plano SP], interrompemos esse plano e voltamos a estaca zero." Autonomia para as unidades Knobel ressaltou que cada unidade da Unicamp terá autonomia para definir o que é prioritário retornar ou não, e que tudo que puder continuar sendo feito de forma remota continuará desta maneira, a exemplo das atividade acadêmicas. O reitor enfatizou que cada unidade deverá levar a situação pessoal em consideração, como histórico de comorbidades, idade ou situação familiar, como filhos pequenos. Em relação ao assunto "filhos", Knobel disse que sobre o retorno de servidores à Divisão de Educação Infantil e Complementar (DedIC), que envolve um contingente grande de crianças, que alguns pontos estão em discussão, mas que sua sugestão aos dirigentes é para que os funcionários que dependem da creche não entrem nas primeiras partes do plano. Marcelo Knobel, reitor da Unicamp, durante transmissão pelas redes sociais nesta quinta-feira (17) Reprodução Testes, aplicativo e videoaulas Pelo plano de retomada gradual, a Unicamp prevê aplicações de testes RT-PCR em toda a comunidade, incluindo professores, funcionários e alunos. Além disso, será obrigatório o uso e cadastro em um aplicativo desenvolvido pela universidade, em que o usuário deve descrever seus sintomas todos os dias. "O aplicativo vai permitir identificar se é necessário indicar que essa pessoa fique em casa ou procure atendimento médico, além de verificar por onde passou", explicou Knobel. Durante o retorno ao campus, também será obrigatório o acompanhamento de videoaulas com cuidados sanitários durante a pandemia - inclusive para funcionários de terceirizadas. Ainda que tenha estabelecido diretrizes para a retomada, o reitor voltou a enfatizar que as fases [veja mais detalhes abaixo] indicam o retorno de "até", e não a necessidade de que se tenha essa quantidade de servidores ou alunos nos campi. "Cada unidade, cada serviço, vai definir. Inclusive se haverá rodízio. O que temos certeza é será impossível atender o número total de servidores e alunos, é uma questão de infraestrutura. Por isso essa busca por um equilíbrio", completou. Retomada das atividades na Unicamp 19/10: até 20% de servidores; 02/11: até 40% de servidores; 16/11: até 60% de servidores, até 25% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 25% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 30/11: até 80% de servidores, até 50% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 50% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 14/12: até 100% de servidores, até 75% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 75% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 23/12 a 04/01/2021 - recesso de fim de ano 04/01/2021: até 100% de servidores, até 100% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 100% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; Nas primeiras quatro semanas, a Unicamp estipula aumento gradual no número de funcionários, com intervalo de duas semanas entre cada período, sendo que a primeira prevê volta apenas de atividades administrativas e de suporte, e com preferência para regime de rodízio. Ao longo desta etapa, segundo a instituição, ocorrem altas proporcionais nas capacidades de atendimento do transporte fretado/interno do campus, e serviços do restaurante universitário. A comunidade é estimada em 46 mil pessoas e, de acordo com a Unicamp, deste total pelo menos 7 mil profissionais e alunos residentes da saúde foram testados desde o início da pandemia até agosto. Caso eles apresentem sintomas relacionados à Covid-19, diz a assessoria, serão novamente avaliados. Infográfico mostra os sintomas da Covid-19 G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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17/09 - Com aulas remotas, UFJF retoma semestre letivo na próxima semana
Alunos de 72 cursos de graduação vão participar do ensino remoto emergencial. A suspensão das aulas presenciais está prevista até o dia 27 de novembro. UFJF retoma semestre letivo com aulas remotas na próxima segunda-feira Divulgação/UFJF Após seis meses de suspensão, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) retoma o primeiro semestre letivo de 2020 na próxima segunda-feira (21). As aulas dos 72 cursos de graduação serão dadas por meio do ensino remoto emergencial. As aulas presenciais estão suspensas na instituição desde o mês de março, por causa da pandemia do novo coronavírus. O período de matrículas nas matérias do ensino remoto emergencial se encerrou nesta quarta-feira (16). As aulas serão ministradas pelas plataformas Google ou Moodle, em conferências que poderão ser acompanhadas ao vivo ou assistidas em outros horários. Segundo a instituição, e-mails institucionais e senhas de acesso às plataformas foram criados para estudantes e professores. “Há várias dinâmicas à disposição que podem ser oferecidas, que ficam a critério do docente e da escolha do material que ele pretende trabalhar. As avaliações também ficam a cargo do professor, seguindo a previsão do plano do curso encaminhada para os estudantes”, explicou a pró-reitora de Graduação da UFJF, Maria Carmem de Melo, Para auxiliar no rendimento das aulas remotas, a UFJF preparou conteúdos nas redes sociais, com orientações sobre o uso de câmeras, microfones e demais equipamentos. Começo e fim do semestre De acordo com o calendário divulgado pela UFJF, não haverão atividades avaliativas na primeira quinzena de aulas, período reservado para o acolhimento dos estudantes e retomado do conteúdo. “É o momento para o estudante trabalhar com a plataforma do docente e também de resgatar os conteúdos que foram trabalhados antes da suspensão das atividades. Não estão previstas avaliações rígidas, pois é um tempo para ajustes e todo mundo ficar mais tranquilo", explicou a pró-reitora. Segundo Maria Carmem, diversos problemas são esperados durante o período de adaptação, devido às mudanças em relação a didática tradicional. No entanto, a pró-reitora afirma que a instituição conta com “uma equipe grande de pessoas para dar suporte nas mais diversas áreas. Além disso, temos buscado oferecer capacitações on-line e tutoriais para os professores.” O primeiro semestre letivo termina no dia 27 de novembro. A data também marca o período de suspensão das atividades presenciais na UFJF. Leia também: Comitê da UFJF recomenda nova suspensão das atividades presenciais até 27 de novembro Já o segundo semestre letivo começa no dia 14 de dezembro e termina no dia 22 de março. Um recesso de fim de ano será realizado entre as datas. Conselhos e comissões Por causa da suspensão das aulas presenciais e a necessidade de aprovação de novo sistema, o Conselho Superior (Consu) da UFJF constituiu comissões para tratar da retomada das atividades, além de realizar o Diagnóstico das Condições de Acesso Digital. As comissões criadas discutiram assuntos relacionados a atividades acadêmicas para o ensino superior e para a educação básica, a avaliação da necessidade de investimentos em questões de tecnologia e infraestrutura, questões de inclusão do segmento estudantil e questões de saúde e trabalho. A aprovação do sistema foi divulgada no dia 13 de agosto, e o regulamento do ensino remoto emergencial foi lançado em seguida. Confira aqui os detalhes. Além disso, foram lançadas ações de inclusão digital para alunos de graduação e pós-graduação, pela Pró-reitoria de Assistência Estudantil (Proae). O reitor da UFJF, Marcus David, ressaltou que a retomada das aulas é resultado de meses de trabalho a avaliação. “Estaremos iniciando uma atividade que é inédita pra vários membros da nossa comunidade universitária. Para alguns, será a primeira vez que praticaremos o ensino através de meios remotos. Dificuldades, obstáculos poderão surgir, mas com competência, dedicação e esforço que a nossa comunidade sempre demonstrou, temos a segurança de que a Universidade vai continuar caminhando no desenvolvimento das suas atividades acadêmicas, com a qualidade que sempre marcou as nossas ações", afirmou. Mais informações sobre o ensino remoto emergencial podem ser obtidas pelo site da UFJF ou pela Central de Atendimento, no número (32) 2102-3911 ou e-mail faleconosco@ufjf.edu.br. Initial plugin text
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17/09 - Ministro cobra Congresso por mais recursos para a educação e diz que bloqueio no orçamento foi para 'emendas parlamentares'
Milton Ribeiro apresentou as ações do MEC durante a pandemia e afirmou que irá apresentar um protocolo sanitário para a educação básica. Milton Ribeiro em cerimônia de posse como ministro da Educação. Isac Nóbrega/PR O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou na manhã desta quinta-feira (17), que o bloqueio de R$ 1,56 bilhão feito pelo governo no Ministério da Educação neste ano se deve "em grande parte" para pagar emendas parlamentares. Segundo Ribeiro, o governo precisou retirar dinheiro da educação para repassar aos projetos aprovados pelos próprios congressistas, que encaminharam recursos para outras áreas. Ministério da Educação pode perder mais de R$ 1,5 bilhão do orçamento de 2020 "Com todo o respeito que eu tenho aos senhores parlamentares, grande parte desses valores [bloqueados] tem a ver com financiamento de emendas parlamentares", afirmou Milton Ribeiro, em reunião virtual na Comissão Mista que monitora as ações contra o coronavírus. MEC pede à equipe econômica liberação de R$ 1,5 bilhão que foi bloqueado do orçamento deste ano "Isso foi uma maneira que o governo teve para poder responder e honrar as emendas parlamentares na composição de um grande valor, que os senhores naturalmente tem que responder às suas regiões de uma maneira até legítima, mas isso também afetou", afirmou. Emendas parlamentares são recursos públicos geralmente destinados por deputados e senadores para áreas que defendem ou são de seu interesse. "Eu só posso ficar entristecido, mas não sou o gestor do orçamento. Agora, os senhores, sim. Os senhores, cada um na sua casa de legislação, podem ajudar e muito a educação. Esse valor de R$ 1,6 bilhão que foi um corte efetuado, isso poderia voltar, através de gestões dos senhores parlamentares", cobrou Ribeiro. Segundo o MEC, o bloqueio poderá ser revertido por meio de projeto de lei aprovado no Congresso Nacional. Baixa execução orçamentária Ribeiro também reconheceu que, no primeiro semestre deste ano, a pasta não executou diversos programas, o que deixou recursos parados no caixa e levou a equipe econômica a bloqueá-los. Até agosto, a 4 meses do fim do ano, o MEC só havia executado 48% do orçamento disponível para 2020. O ministro assumiu a pasta em julho. "Com relação ao corte de R$ 1,6 bilhão que foi efetuado, cabe dizer que tentamos, fui pessoalmente ao planalto tentar reverter, mas o assunto já estava encaminhado, considerando que os gestores anteriores não empenharam os valores e o povo da economia que quer economizar de todo jeito viram que tinha um valor considerável parado no segundo semestre e estenderam a mão e tiraram da gente. Foi isso que aconteceu", afirmou Milton Ribeiro. Volta às aulas O ministro da Educação, Milton Ribeiro, também afirmou que, "se dependesse" dele, as aulas presenciais voltariam amanhã. No entanto, Ribeiro destacou que ainda "há riscos". "Se dependesse de mim, retornava amanhã, mas temos os riscos", afirmou Milton Ribeiro a parlamentares. "Estamos empenhados em caminhar para o retorno das aulas, observados todos os protocolos de biossegurança", afirmou, destacando que o MEC enviará R$ 500 milhões em apoio a estados e municípios para a volta às aulas presenciais. Protocolo de biossegurança para Ed. Básica Além disso, a equipe do MEC está trabalhando para fazer um protocolo de biossegurança para a educação básica, como já foi feito com o ensino superior. Ribeiro ressaltou que a reabertura das escolas não depende só do MEC , e sim das condições de cada região em relação à pandemia. "Se alguém quer saber a opinião do ministro, é esta, considerando ainda as questões de segurança", ressalva. "Não podemos colocar em risco as crianças e adolescentes, e também os jovens das universidades", disse. "Estamos trabalhando para retorno o mais breve possível, para a volta às aulas, para pegar este fim de ano e deixar as crianças animadas para o ano que vem", afirmou Ribeiro. O ministro da Educação afirmou ainda que o MEC está montando um painel com dados sobre a situação das escolas, seis meses após a suspensão das aulas presenciais. Ele reconheceu que há descontrole sobre o que ocorre nos colégios. "Logo, logo, teremos controle da situação", afirmou o ministro ao anunciar a criação do painel. Questionado sobre se este seria um "ano perdido" para a educação, Ribeiro discordou. "Com relação a se perdemos o ano, eu acho que nada é perdido. Com todo respeito que tenho, e meus sentimentos, quem perdeu a vida perdeu o ano. Nós que estamos aqui, vivos, alguma coisa nós aprendemos: aprendemos a usar um pouco melhor os meios virtuais, as escolas se prepararam, nós tivemos... demos um passo a mais, subimos um degrau na questão de higiene e cuidados sanitários. Com relação à didática, nós não vamos perder em relação ao mundo, porque o mundo inteiro está na mesma página", afirmou. "Com relação à deficiência de aprendizado, certamente professores e técnicas modernas [de ensino] vão conseguir superar essas condições", disse. Gestão no MEC Ribeiro abriu a apresentação a parlamentares sobre as ações do MEC durante a pandemia dizendo que tem a legitimidade para o cargo porque foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro, eleito pelo povo, assim como disse na terça-feira (15), quando apresentou os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Ele repetiu que está à frente do ministério há um mês e meio e que, durante as três primeiras semanas, ficou afastado porque teve Covid-19 e não "pode se inteirar dos detalhes". “A cada dia que passa que estou no MEC eu descubro que sei menos do MEC. Porque é um mundo muito grande, muitas coligadas, com detalhamento, com ações, que eu confesso que eu tenho, até às vezes, ficado bem assustado. Não me julgo com total capacidade para estar fazendo tudo sem apoio e sem ajuda dos meus auxiliares, secretários e presidentes das coligadas”, afirmou. Vídeo: apoio do MEC às universidades Em agosto, Milton Ribeiro anunciou o apoio a alunos de baixa renda das universidades, com compra de kits para acesso à internet. Na ocasião, ele reconheceu que a ajuda chegou "um pouquinho tarde". Veja no vídeo abaixo: Milton Ribeiro diz que 'foi um pouquinho tarde' iniciativa do MEC de internet gratuita
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17/09 - 'Se dependesse de mim, retornava amanhã, mas temos os riscos', diz ministro da Educação sobre volta às aulas presenciais
Milton Ribeiro apresentou as ações do MEC durante a pandemia, afirmou que a pasta está preparando um painel com informações sobre o que ocorre nas escolas e divulgou que irá apresentar um protocolo de biossegurança para a educação básica. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse na manhã desta quinta-feira (17) que, "se dependesse" dele, as aulas presenciais voltariam amanhã. No entanto, Ribeiro destacou que ainda "há riscos". "Se dependesse de mim, retornava amanhã, mas temos os riscos", afirmou Milton Ribeiro a parlamentares, em reunião virtual na Comissão Mista que monitora as ações contra o coronavírus. "Estamos empenhados em caminhar para o retorno das aulas, observados todos os protocolos de biossegurança", afirmou, destacando que o MEC enviará R$ 500 milhões em apoio a estados e municípios para a volta às aulas presenciais. Além disso, a equipe do MEC está trabalhando para fazer um protocolo de biossegurança para a educação básica, como já foi feito com o ensino superior. Ribeiro ressaltou que a reabertura das escolas não depende só do MEC , e sim das condições de cada região em relação à pandemia. "Se alguém quer saber a opinião do ministro, é esta, considerando ainda as questões de segurança", ressalva. "Não podemos colocar em risco as crianças e adolescentes, e também os jovens das universidades", disse. "Estamos trabalhando para retorno o mais breve possível, para a volta às aulas, para pegar este fim de ano e deixar as crianças animadas para o ano que vem", afirmou Ribeiro. O ministro da Educação afirmou ainda que o MEC está montando um painel com dados sobre a situação das escolas, seis meses após a suspensão das aulas presenciais. Ele reconheceu que há descontrole sobre o que ocorre nos colégios. "Logo, logo, teremos controle da situação", afirmou o ministro ao anunciar a criação do painel. Questionado sobre se este seria um "ano perdido" para a educação, Ribeiro discordou. "Com relação a se perdemos o ano, eu acho que nada é perdido. Com todo respeito que tenho, e meus sentimentos, quem perdeu a vida, perdeu o ano. Nós que estamos aqui, vivos, alguma coisa nós aprendemos: aprendemos a usar um pouco melhor os meios virtuais, as escolas se prepararam, nós tivemos... demos um passo a mais, subimos um degrau na questão de higiene e cuidados sanitários. Com relação à didática, nós não vamos perder em relação ao mundo, porque o mundo inteiro está na mesma página", afirmou. "Com relação à deficiência de aprendizado, certamente professores e técnicas modernas [de ensino] vão conseguir superar essas condições", disse. Bloqueio de R$ 1,5 bi no MEC Ele reconheceu que a pasta não executou diversos programas no primeiro semestre, o que levou o governo a cortar R$ 1,5 bilhão da pasta, sendo R$ 1 bilhão de ações da educação básica, porque a equipe econômica entendeu que o dinheiro estava parado. MEC pede à equipe econômica liberação de R$ 1,5 bilhão que foi bloqueado do orçamento deste ano "Com relação ao corte de R$ 1,6 bilhão que foi efetuado, cabe dizer que tentamos, fui pessoalmente ao planalto tentar reverter, mas o assunto já estava encaminhado, considerando que os gestores anteriores não empenharam os valores e o povo da economia que quer economizar de todo jeito viram que tinha um valor considerável parado no segundo semestre e estenderam a mão e tiraram da gente. Foi isso que aconteceu", afirmou Milton Ribeiro. Ele ainda cobrou os parlamentares. Milton Ribeiro disse que parte do orçamento do MEC foi cortado para que o governo tivesse dinheiro para pagar as emendas parlamentares aprovadas por eles. "Com todo o respeito que eu tenho aos senhores parlamentares, grande parte desses valores tem a ver com financiamento de emendas parlamentares. Isso foi uma maneira que o governo teve para poder responder e honrar as emendas parlamentares na composição de um grande valor, que os senhores naturalmente tem que responder às suas regiões de uma maneira até legítima, mas isso também afetou", afirmou o ministro. "E repito: a questão do orçamento, ela não cabe... Eu só posso ficar entristecido, mas não sou o gestor do orçamento. Agora, os senhores sim. Os senhores, cada um na sua casa de legislação, podem ajudar e muito a educação. Esse valor de R$ 1,6 bilhão que foi um corte efetuado, isso poderia voltar, através de gestões dos senhores parlamentares", afirmou. Gestão no MEC Ribeiro abriu a apresentação a parlamentares sobre as ações do MEC durante a pandemia dizendo que tem a legitimidade para o cargo porque foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro, eleito pelo povo, assim como disse na terça-feira (15), quando apresentou os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Ele repetiu que está à frente do ministério há um mês e meio e que, durante as três primeiras semanas, ficou afastado porque teve Covid-19 e não "pode se inteirar dos detalhes". “A cada dia que passa que estou no MEC eu descubro que sei menos do MEC. Porque é um mundo muito grande, muitas coligadas, com detalhamento, com ações, que eu confesso que eu tenho, até às vezes, ficado bem assustado. Não me julgo com total capacidade para estar fazendo tudo sem apoio e sem ajuda dos meus auxiliares, secretários e presidentes das coligadas”, afirmou. Vídeo: apoio do MEC às universidades Em agosto, Milton Ribeiro anunciou o apoio a alunos de baixa renda das universidades, com compra de kits para acesso à internet. Na ocasião, ele reconheceu que a ajuda chegou "um pouquinho tarde". Veja no vídeo abaixo: Milton Ribeiro diz que 'foi um pouquinho tarde' iniciativa do MEC de internet gratuita
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17/09 - Colégio Militar de BH anuncia volta às aulas presenciais; retorno será em todo o país
Alunos do grupo de risco ou que têm caso de Covid-19 na família terão que comprovar a situação por meio de documentos — ou levarão falta. Aulas tinham sido retomadas em apenas 3 unidades: Manaus, Belém e Rio de Janeiro. Colégio Militar anuncia retorno das aulas presenciais em BH A direção do Colégio Militar de Belo Horizonte anunciou nesta quarta-feira (16), por meio de protocolo, a volta às aulas de maneira presencial a partir da próxima segunda-feira (21). A unidade tem 620 alunos. O retorno também vai ocorrer em outras unidades do Brasil (leia mais abaixo). De acordo com a instituição, que está sob coordenação do Exército, o retorno será escalonado. Às segundas, quartas e sextas-feiras, haverá aulas para o ensino médio. Às terças e quintas, para os oitavos e nonos anos. Ainda segundo o documento, todos os alunos deverão usar máscaras, não poderão ter contatos físicos e deverão obedecer normas de higiene, como o uso de álcool em gel, por exemplo. Fachado do Colégio Militar de Belo Horizonte. Raquel Freitas/G1 A cantina da escola não funcionará e os alunos poderão levar lanche de casa ou comer o que será oferecido pelo colégio. Não haverá aulas de educação física, atividades extracurriculares e o funcionamento da banda. Estudantes do grupo de risco ou que têm caso de Covid-19 na família terão que comprovar a situação por meio de documentos, porque senão levarão falta. Todas as normas valem para a primeira semana de funcionamento do Colégio Militar. Depois, o protocolo será revisto pela instituição. O G1 questionou a Prefeitura de Belo Horizonte sobre a volta às aulas no Colégio Militar, já que todas as aulas estão suspensas na capital desde março, inclusive em unidades particulares. A resposta da administração municipal foi que "a reabertura de escolas estaduais e federais é de responsabilidade dos respectivos entes" e que isso não fere o decreto de prevenção à Covid-19 na cidade. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que o Colégio Militar é vinculado ao Governo Federal e, portanto, a decisão sobre seu funcionamento não passa pelo estado. Retorno em todo o Brasil Questionado sobre o retorno às aulas durante a pandemia, o Exército Brasileiro, responsável pela gestão dos colégios militares em todo o Brasil, disse que "o retorno às atividades presenciais ocorrerá de forma gradual, iniciando com os alunos do Ensino Médio", em 14 colégios de todo o Brasil, sendo que três já voltaram: Manaus, Belém e Rio de Janeiro. Segundo o Exército, "pelo seu enquadramento como estabelecimentos de ensino oficial de natureza ‘sui generis’, entende-se que os Colégios Militares reúnem excelentes condições para o retorno de seus alunos às atividades presenciais, o que ocorrerá a partir do próximo dia 21 de setembro". Os colégios militares de todo o país tiveram suas atividades presenciais interrompidas em 11 de março, por causa da pandemia, mas estavam com aulas remotas desde então. "Esse meio virtual não contempla toda a complexidade que envolve o ensinoaprendizagem, em especial o contato direto dos discentes com os seus professores, essencial para o atingimento dos objetivos previstos na proposta pedagógica dos Colégios Militares. A Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial (DEPA), responsável pela coordenação, controle e supervisão das atividades dos Colégios Militares (CM), embasada nas orientações dos Ministérios da Defesa, da Educação e da Saúde, do Comando do Exército e do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), orientou o planejamento da retomada das atividades presenciais, com uma rígida vigilância sobre os protocolos sanitários previstos para essa situação", disse o Exército. O comunicado disse ainda que todos os colégios do sistema "estão muito bem preparados para atender às necessidades de proteção dos seus integrantes em relação à pandemia da COVID-19 e em condições de cumprir as regras sanitárias impostas". E listou as providências que vão ser tomadas em todas as unidades: "Na entrada dos Colégios Militares, há postos de triagem, onde estão disponibilizados álcool em gel e/ou borrifador de álcool líquido, para higienização das mãos e de objetos; há, também, equipamentos para a aferição de temperatura. As salas de aula foram adequadas para atender às normas de sanitização, e os alunos estão sendo conscientizados para o cumprimento dos procedimentos de higienização e afastamento, como já ocorre nos Colégios Militares de Manaus, Belém e Rio de Janeiro. As instalações estão desinfectadas e são organizadas de forma que mantenham a distância mínima de 1,5 metros entre as pessoas. As portas e janelas das salas de aula permanecerão abertas durante o seu uso, possibilitando a ventilação e a circulação de ar". Barbacena A Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), em Barbacena, na Região da Zona da Mata, em Minas Gerais, que registrou um surto de Covid-19 em maio, informou no dia 17 de julho que tem mais nove estudantes que testaram positivo para a doença. A confirmação laboratorial foi realizada pela Diretoria de Saúde da corporação. Por conta do surto, os alunos entraram em férias escolares de um mês e retornaram às aulas no dia 12. A Força Aérea Brasileira (FAB) ainda não informou se os estudantes voltaram contaminados ou se contraíram o vírus na instituição. Agulhas Negras Com 1.784 aspirantes a oficiais nas fileiras, até 20 de junho a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) – onde são formados os oficiais de carreira do Exército – registrou 242 casos confirmados de Covid-19. Isso significa que, na época, 13% do total de militares que cursavam a instituição de ensino superior em Resende, no Sul do Rio de Janeiro, também conhecida como "forja de líderes", foram infectados pelo novo coronavírus. No Brasil, há 2,3 milhões de casos confirmados, o que equivale a 1% da população.
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16/09 - MEC pede à equipe econômica liberação de R$ 1,5 bilhão que foi bloqueado do orçamento deste ano
Ministério argumenta que, sem o dinheiro, ações de apoio a 175 mil estudantes e a reabertura de 29 instituições federais de ensino serão afetados. O Ministério da Educação (MEC) encaminhou ofício ao Ministério da Economia pedindo a liberação de R$ 1,5 bilhão, bloqueado no orçamento deste ano. O documento, de 4 de setembro, é assinado pelo ministro Milton Ribeiro. Uma nota técnica detalha o impacto da restrição. Sem os recursos, o MEC afirma que será bloqueado R$ 1 bilhão em ações de apoio à educação básica. Haverá corte também no apoio que o MEC daria a 175 mil estudantes em vulnerabilidade social, que têm renda per capita de até meio salário mínimo - o que pode impactar nas atividades de 29 instituições. "Ressaltamos que o cancelamento do orçamento deixa sem cobertura diversas demandas essenciais à área da educação, resultando em atrasos e paralisações no andamento de obras, nos pagamentos de fornecedores, com repercussões negavas em toda a sociedade, além de comprometer o alcance de metas relevantes para as políticas educacionais do Governo, especialmente as relacionadas à educação básica", diz o documento. Em nota ao G1, o MEC afirma ter feito "o pedido de reconsideração da proposta de cancelamento do orçamento ao Ministério da Economia. O cancelamento de R$ 1.565.900.000,00 (um bilhão, quinhentos e sessenta e cinco milhões e novecentos mil reais) visa atender demanda de créditos de outros órgãos do Poder Executivo, conforme decisão da Junta de Execução Orçamentária. Cabe informar que a efetivação do cancelamento somente será efetuada após deliberação e aprovação do Projeto de Lei do Congresso Nacional". O equilíbrio nas contas do governo e o teto de gastos têm sido bastante discutidos. Há debates internos sobre realocação de recursos que estavam programados para uma determinada área que seriam destinados para outras. Impacto do bloqueio Os recursos bloqueados (R$ 1,5 bilhão) fazem parte do orçamento do MEC para este ano (R$ 142,5 bilhões). A pasta afirma que, dentro do total para 2020, 84% é voltado para despesas obrigatórias. O corte se faz sobre as despesas discricionárias (não obrigatórias). Na nota técnica encaminhada junto ao ofício, o MEC explica que os empenhos e pagamentos da pasta (o que inclui compromissos firmados no ano anterior) ocorrem "historicamente" no segundo semestre. "Nas programações para empenho no segundo semestre estão despesas de volume significativo, como por exemplo, os programas EMTI, o PNLD, o Pro-BNCC, a Educação Conectada, dentre outros", diz a pasta. O Programa Educação Conectada, citado pelo MEC, tem por objetivo levar internet e computadores às escolas. Mas, até junho, o MEC havia gastado zero dos R$ 197,4 milhões de seu orçamento, segundo relatório da ONG Todos pela Educação, com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). A 4 meses do fim do ano e com desafios da pandemia à frente, MEC só executou 48% do dinheiro que tem para este ano Impacto do bloqueio orçamentário do MEC
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16/09 - UFJF divulga editais de reclassificação de Sisu e Pism para o segundo semestre de 2020
Os candidatos convocados devem realizar a pré-matrícula on-line até as 23h59 de domingo (20). Vista áerea do Campus da UFJF em Juiz de Fora UFJF/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) publicou nesta quarta-feira (16) os editais da 3ª Reclassificação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Processo de Ingresso Seletivo Misto (Pism), ambos para ingresso no segundo semestre de 2020. De acordo com a Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara) da UFJF, foram convocados 262 candidatos pelo Sisu e 28 pelo Pism, um total de 290 reclassificados. Os candidatos convocados devem realizar a pré-matrícula on-line até as 23h59 de domingo (20). As informações sobre as documentações necessárias para as matrículas no Sisu e no Pism e estão disponíveis no site do Cdara. A pré-matrícula on-line e a entrega da documentação são fases obrigatórias da matrícula na UFJF e a não realização implica em perda da vaga.
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16/09 - Seis efeitos da catástrofe provocada pela Covid-19 na educação da América Latina
A pandemia afetou 160 milhões de alunos na região, muitos dos quais ficaram distantes do ensino por falta de acesso à internet. Cerca de 20% da população latino-americana não tem acesso adequado à internet Getty images/via BBC Por causa da pandemia de coronavírus, escolas no mundo inteiro tiveram de fechar — por vários meses — e se preparar, da noite para o dia, a ensinar à distância. Mas nas áreas rurais mais remotas ou em bairros carentes ​​com pouco acesso à internet, as aulas on-line são praticamente impossíveis. Algumas alternativas foram criadas, como os professores distribuírem guias de trabalhos escolares de porta em porta ou os pais irem buscar estes na escola. Mas nem sempre isso foi possível e grande parte das crianças simplesmente ficou sem aulas. A pandemia do coronavírus causou o fechamento temporário de milhares de escolas na América Latina, afetando 160 milhões de alunos, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). "Há crianças que ficaram sem aprender a ler ou escrever", disse à BBC Mundo Wilson León, um professor primário de Loman, uma área agrícola na Bolívia com acesso mínimo à internet. Uma das coisas que mais o preocupa é a incerteza quanto ao futuro dos alunos e a impossibilidade de contatá-los. "Onde meus alunos moram não há sinal de internet", diz León, que costumava caminhar por horas para levar material didático de casa em casa, algo que não pode mais fazer. Primeiro, porque o contágio disparou em seu distrito. E, segundo, porque o governo boliviano anunciou em agosto o encerramento antecipado do ano letivo, por falta de condições para garantir o acesso à educação virtual. Como resultado, os alunos foram promovidos automaticamente ao ano seguinte, com um vazio de conhecimento que provavelmente será difícil de recuperar. As famílias tiveram de se adaptar às duras condições impostas pelo confinamento Getty images/via BBC O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estima que cerca de 20% da população latino-americana não têm acesso adequado à internet móvel. E se não estiverem conectados, a possibilidade de famílias com filhos acompanharem as aulas é bastante baixa. "A conectividade deve ser um direito humano", argumenta Claudia Uribe, diretora de Educação para a América Latina da entidade, em conversa com a BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC). Mas enquanto isso não acontece, a região está exposta a "enfrentar uma catástrofe geracional" na educação, alerta Uribe. Entenda esses e outros efeitos da pandemia na educação da região. 1. Interrupção da aprendizagem O efeito mais óbvio do fechamento de escolas é a interrupção no aprendizado de milhões de crianças e adolescentes. Embora seja um problema em todos os níveis educacionais, quem mais sofre são as crianças que estão entrando na escola e os alunos que estão se formando. Entre os mais novos, o risco está no déficit em habilidades básicas como ler e escrever ou somar e subtrair, essenciais para avançar nos próximos níveis. Já para os que estão se formando, o problema é que suas perspectivas de ingressar no ensino superior ou no mercado de trabalho se tornam mais difíceis. 2. Fome A maioria das escolas públicas da América Latina distribui refeições gratuitas para crianças que não têm recursos econômicos para financiar o café da manhã e o almoço. Sem aulas, as crianças em situações mais vulneráveis ficam também sem a merenda, que muitos pais não conseguem substituir com refeições em casa. 3. Famílias despreparadas para ensinar Nos casos em que alunos estudam on-line ou recebem roteiros de estudos, muitos pais não estão preparados para responder a perguntas e auxiliar no processo de ensino. Durante a pandemia, essa grande responsabilidade recaiu sobre eles e geralmente se soma às responsabilidades de trabalho. 4. Desigualdade no acesso às aulas digitais Em muitas áreas da região não há sinal de internet e há diversas dificuldades para sua implementação. Há países na África onde empresas como o Google investiram em experimentos como o envio de sinais por balões de ar quente, mas são iniciativas muito complexas para replicar em escala mais massiva, explica à BBC News Mundo Valtencir Mendes, especialista em programas de educação e inovação da Unesco. "É difícil implementar essas alternativas, porque o custo é muito alto", afirma. O professor boliviano Wilson León diz que há muitas crianças que não estão aprendendo a ler e a escrever Getty images/via BBC Também há casas onde há acesso à internet, mas ele é limitado. "Há pais que me dizem que precisam escolher entre comprar crédito (para acessar a internet via 3G) ou comprar comida", diz um professor chileno que enfrenta esse tipo de problema trabalhando em áreas vulneráveis ​​de Santiago. Os especialistas concordam que, embora a exclusão digital sempre tenha existido, a pandemia destacou a desigualdade no acesso tecnológico. 5. Aumento da evasão escolar Embora ainda não haja números sobre a evasão escolar na América Latina durante a pandemia, fontes consultadas pela BBC News Mundo em escolas e organizações que atuam em bairros pobres ou áreas remotas, dizem que há muitos alunos que abandonaram as aulas nos últimos meses em decorrência da pandemia. "O maior problema é que alguns desses alunos não vão voltar", diz Uribe, porque alguns saem e se integram ao mercado de trabalho e muitas meninas ficam em casa ajudando no cuidado de familiares que precisam de assistência. 6. Violência doméstica e gravidez precoce "Essa crise afetou mais as meninas", diz Mendes, porque em casa elas ficam expostas a situações de abuso ou simplesmente são relegadas ao trabalho doméstico. A face mais dramática desta situação é que aumentaram as gravidezes prematuras e, em alguns países, os casamentos forçados. O que pode ser feito? Como o fechamento de escolas é uma situação muito grave, surgiram algumas iniciativas de emergência — por governos, empresas ou pela própria comunidade — que tentam mitigar parcialmente os efeitos disso. Em muitos países da região, incluindo Brasil e México, governos centrais e locais lançaram programas educacionais por televisão e rádio, pensando especificamente nas famílias sem acesso à internet. No final de agosto, o governo mexicano introduziu um programa de aulas pela TV Getty images/via BBC Especialistas como Mendes, da Unesco, dizem que estudos têm mostrado que as aulas por esses meios são uma boa opção se forem acompanhadas de material impresso, tutoriais por telefone ou algum tipo de acompanhamento aos alunos. Se forem aulas na televisão ou no rádio sem nenhum outro suplemento, não geram bons resultados. "Os mais eficazes são os modelos híbridos", diz Mendes, citando como exemplo o plano que está sendo implementado no estado de São Paulo que combina aulas na televisão, recursos on-line e conteúdo em papel. As aulas no estado foram interrompidas em meados de março com o fechamento de 5,4 mil escolas e, em setembro, apenas alguns estabelecimentos começaram a reabrir suas portas. "Criamos um aplicativo para celulares, negociamos com operadoras de telefonia, para oferecer internet gratuita aos alunos mais pobres e transmitimos as aulas em dois canais de televisão", explica Rossieli Soares da Silva, secretário de Educação do Estado de São Paulo, à BBC Mundo. E no México, desde o final de agosto, os alunos passaram a ter aulas pela televisão após um acordo do governo com emissoras para divulgação de conteúdo à distância, já que apenas 56% dos domicílios têm acesso à internet, segundo dados oficiais. As autoridades esperam produzir 4.550 programas de televisão e 640 programas de rádio em espanhol e línguas indígenas. No entanto, os sindicatos de professores manifestaram objeções à iniciativa, argumentando que a aprendizagem não funciona através da observação de conteúdos informativos, mas por meio da interação com os alunos. As alianças entre empresas e governos ou organizações internacionais também renderam formas de aumentar o acesso dos alunos aos conteúdos. Este ano, com a urgência imposta pela pandemia, novos projetos surgiram e os que já existiam foram ampliados. Por exemplo, na Argentina, a empresa Telefónica fez um acordo com o governo para dar acesso gratuito a sites educacionais na internet durante a pandemia para famílias que não podem pagar pelo serviço. E no Peru, a mesma empresa, em conjunto com o Facebook, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), criou a "Internet para Todos", uma firma que oferece serviços a operadoras móveis locais ajudando-as a chegar em áreas remotas. Em menor escala, existem organizações que distribuem chips, telefones celulares, pacotes de dados, computadores e qualquer ferramenta que ajude a melhorar o acesso à internet. E nas circunstâncias atuais, naquelas áreas onde as famílias não têm possibilidade de se conectar, existem organizações que distribuem tinta para impressoras nas escolas, para que os pais levem os deveres de casa para casa. Existem também iniciativas para capacitar professores em habilidades digitais básicas. É o caso de um programa da Unicef com a empresa Tigo-Millicom, que já formou cerca de 130 mil professores na Bolívia e no Paraguai. Ou o que a Technovation Chile está fazendo, com o apoio da operadora de telefonia Wom e outros fundos internacionais, distribuindo conteúdo digital — que também pode ser baixado e impresso em papel — em escolas que entregam cestas básicas para seus alunos. Iniciativas das próprias comunidades Embora existam iniciativas dos setores público e privado, a verdade é que a América Latina está repleta de lugares onde as crianças foram completamente excluídas do sistema escolar. E enquanto a Covid-19 continua a se espalhar, às vezes, a única alternativa é a ajuda dos vizinhos. Vizinhos que, por exemplo, se juntam para conseguir impressoras e compartilhar as aulas, ou que se revezam compartilhando computadores ou a senha do wi-fi. Existem até pessoas que ajudam os alunos em seus locais de trabalho. Dalia divide a internet de sua lojinha de tortilhas com as crianças do bairro. Getty images/via BBC É o que faz Dalia Dávila, mexicana de Tlalpan, que divide a internet de sua lojinha de tortilhas com as crianças do bairro. Dávila deixa à disposição delas um laptop, um celular e uma televisão. E para que as crianças não fiquem sentadas no chão, Dávila transformou o porta-malas de uma caminhonete em um local de aprendizado, apelidado de "cantinho da esperança". Sua iniciativa fez tanto sucesso que as pessoas passaram a oferecer ajuda financeira por meio de "patrocínios" às crianças e a professores voluntários que reforçam o conteúdo veiculado na televisão. "Encontrei outros lugares por perto onde as crianças podem continuar a aprender", diz Dávila, que agora compartilha o espaço com quase 60 crianças procurando ajuda. "Estou muito feliz", diz ela com entusiasmo. "Gostaria que todas as crianças pudessem estudar." Veja vídeos sobre a volta às aulas na pandemia:
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16/09 - Prouni: inscrições para bolsas remanescentes vão até dia 30 de setembro
Programa dá bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares. Portal de inscrições voltou a funcionar, após problemas técnicos relatados por candidatos. Bolsas remanescentes do Prouni recebem inscrições até dia 30 de setembro Pixabay As inscrições para as bolsas remanescentes do Programa Universidade para Todos (Prouni), abertas na terça-feira (15), vão até 30 de setembro. Depois de um primeiro dia de problemas técnicos relatados por candidatos, o acesso ao site está normalizado. O Prouni dá bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares. Nesta etapa, estão sendo ofertadas mais de 90 mil vagas que ainda não foram ocupadas para o segundo semestre. São bolsas que "sobraram" após desistências ou falta de documentação dos candidatos pré-selecionados no processo seletivo. Segundo o Ministério da Educação (MEC), haverá apenas esta fase de inscrição para bolsas remanescentes - ela inclui tanto quem já está matriculado no ensino superior e busca um desconto na mensalidade, como quem ainda quer ingressar na universidade. Quem pode participar do Prouni? Para participar, o candidato precisa ter feito a edição 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não pode ter um diploma do ensino superior. Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda: Para concorrer às bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 1558,5 - pelo salario mínimo nacional) Para concorrer às bolsas parciais (50% de desconto na mensalidade): renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos (R$ 3117 - pelo salario mínimo nacional) Além disso, é preciso se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações: ter cursado o ensino médio inteiro em escola pública; ter cursado o ensino médio em escola privada, com bolsa integral; ter cursado o ensino médio parcialmente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral; ter alguma deficiência; ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica). Prouni: começa hoje inscrição pra vagas remanescentes Cronograma do Prouni Reprodução/Prouni/MEC
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16/09 - Ideb: São Carlos e Araraquara têm destaque no ensino médio, mas não batem metas do fundamental
Índice avalia o desenvolvimento da educação básica brasileira. Secretaria Estadual de Educação disse que cidades têm escolas que figuram entre as melhores do estado. Escolas de São Carlos e Araraquara do Ensino Médio tiveram bom desempenho no Ideb 2019 Marlon Tavoni/ EPTV As redes de ensino de São Carlos e Araraquara (SP) superaram a meta Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) prevista para as suas escolas de ensino médio em 2019, mas não conseguiram atingir o mesmo desempenho no ensino fundamental. O índice, que avalia o desenvolvimento da educação básica brasileira, foi divulgado na terça-feira (15), pelo Ministério da Educação. O levantamento é feito a cada dois anos desde 2005. Primeiros anos do ensino fundamental Em 2019, o Brasil bateu a meta para os primeiros anos de aprendizagem (até o 5ª ano) pela sétima vez seguida, mas Araraquara não atingiu a meta estipulada para esse ano que era de 6.9, ficando em 6.7. A última vez que o município ficou dentro da meta para os primeiros anos do ensino básico foi em 2015. Já São Carlos ultrapassou a meta estabelecida de 6.8, atingindo 7.1. O índice, porém, é o mesmo do último levantamento, em 2017, e não teve evolução. Os dois municípios ficaram dentro da média estadual, que foi de 6,6 pontos. Ideb 2019 de São Carlos Arte G1 Últimos anos do ensino fundamental Nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), o Brasil não atingiu o mínimo proposto para a avaliação pela quarta vez consecutiva. Araraquara e São Carlos também ficaram muito abaixo da meta estipulada. O resultado de São Carlos foi abaixo do desejado pela terceira vez consecutiva. No levantamento de 2019, que tinha a meta de 6.0, atingiu 5.6. Araraquara nunca atingiu a meta dos últimos anos do ensino fundamental desde que o Ideb foi criado em 2005. Neste último levantamento, o resultado foi de 5.3, enquanto a meta estipulada era de 6.4. Nos anos finais do ensino fundamental, São Paulo recebeu pontuação de 5,2 – antes tinha 4,8. O desempenho foi o melhor da história de São Paulo e de todas as outras redes estaduais do Brasil, segundo a Secretaria Estadual de Educação. Ideb 2019 de Araraquara Arte G1 Ensino médio No ensino médio, a avaliação geral da educação do Brasil ficou longe da meta, mas este foi o único índice que tanto Araraquara quanto São Carlos foram bem avaliados. O índice de São Carlos foi de 4.8 de uma meta de 4.5. Em Araraquara, a avaliação foi de 4.7, de uma meta estimada de 4.2. A média estadual foi 4,3 em 2019. São Paulo permanece em 5º lugar no ranking entre os estados. Bons exemplos Para o Subsecretário de Articulação Regional da Secretaria de Educação, Henrique Pimentel Filho, é desafiador identificar os motivos das escolas não alcançarem os resultados projetos regionalmente, mas ele ressaltou que Araraquara e São Carlos têm escolas que figuram entre as melhores do estado no Ideb. “O que podemos fazer é aproveitar o que estas escolas estão fazendo e gerar uma melhora em outras escolas que estão longe dessa meta”, afirmou. Como é feita a avaliação do Ideb Feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), o Ideb é um índice de 0 a 10, calculado com base em dois fatores: índices de aprovação/reprovação dos alunos e de abandono dos estudos, medidos no Censo Escolar; notas em provas de português e de matemática no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). Para ter um bom Ideb, é preciso ter baixas taxas de reprovação e de abandono de estudos, além de resultados satisfatórios no Saeb. Essa avaliação é aplicada a cada dois anos, em algumas etapas escolares: 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental, e 3º ano do ensino médio. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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15/09 - Estados que melhoraram resultados no Ideb colocaram foco em ensino integral, projetos integrados e desenvolvimento emocional
Especialistas destacam iniciativas que podem ter contribuído para melhorar o desempenho ao longo dos anos. IDEB 2019 mostra que a aprendizagem tende a cair à medida que o aluno avança na escola Com base no desempenho dos estados brasileiros no Ideb dos últimos anos, especialistas destacam quais iniciativas podem ter melhorado o desempenho de estados como Ceará, Espírito Santo, Goiás e Pernambuco. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica avalia o conhecimento dos alunos em português e em matemática, além de considerar as taxas de reprovação em cada localidade. Os pontos que aparecem nos melhores índices: expansão do ensino integral; currículos que desenvolvem o lado emocional; escolha de gestores escolares por processo seletivo, não por nomeação política; integração entre as políticas públicas e os projetos para os ensinos fundamental e médio e uma gestão pedagógica sistêmica envolvendo todas as etapas; investimentos em infraestrutura; equidade no desenvolvimento dos municípios; No geral do país, os resultados do Ideb 2019 ficaram assim: No ensino médio, o Brasil não atingiu a meta estipulada pelo Ministério da Educação (MEC). Apesar disso, houve melhora em relação à edição anterior do Ideb, de 2017. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb nacional, mais uma vez, ultrapassou a meta. No entanto, nos anos finais, ficou com desempenho abaixo do esperado. Claudia Costin sobre resultado do Ideb: ‘Foi a 1ª vez que demos um salto no ensino médio’ Confira abaixo, na visão de especialistas em educação, o que fizeram os estados que obtiveram melhora nos seus desempenhos ao longo dos anos: 1- Expansão do ensino integral Por mais que o Brasil não tenha atingido a meta proposta pelo MEC no ensino médio, houve uma evolução no Ideb de 2019 em relação às edições anteriores. Entre 2011 e 2015, o índice ficou estagnado em 3,7. Depois, em 2017, subiu apenas 0,1. Até dar um salto maior e atingir o patamar atual de 4,2. Segundo Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais da organização Todos Pela Educação, a expansão do ensino integral em Pernambuco colaborou para o aumento do Ideb no estado no ensino médio. Apesar de não cumprir a meta, subiu de 4,1 (2017) para 4,5 (2019). O exemplo foi seguido também por Espírito Santo (maior Ideb no ensino médio do país), Goiás (único estado a bater a meta estabelecida) e Ceará (maior evolução histórica do Ideb nos anos iniciais do ensino fundamental). "Não é apenas ampliar a carga horária das escolas, e sim pensar em um modelo mais atrativo para o jovem. Não é para oferecer mais do mesmo", afirma Nogueira Filho. "No modelo histórico de ensino integral, os estudantes tinham aulas de manhã e, à tarde, participavam de atividades extracurriculares. Já ficou provado que isso tem um potencial muito baixo de melhoria na aprendizagem. O que faz a diferença é pensar em um currículo próprio para a escola integral", completa. Ele menciona também que, em Pernambuco, os professores do ensino integral dedicam-se exclusivamente à escola – não precisam procurar mais de um emprego. "Ficar mais tempo com os mesmos alunos cria espírito de equipe e vínculo com as turmas", afirma o especialista. 2- Desenvolvimento emocional como parte do currículo Em muitas escolas integrais os currículos agora exploram o desenvolvimento emocional e estimulam os jovens a tomarem a iniciativa. "Pernambuco introduziu, além das disciplinas básicas, uma série de aulas sobre desenvolvimento emocional. Os alunos são estimulados a formar clubes, a participar de orientações de estudo e a elaborar um projeto de vida", diz Nogueira Filho. Ele avalia que "não dá mais para pensar em uma escola onde o adolescente é apenas receptor de conteúdos. Ele deve participar do processo escolar." 3- Mudança na escolha de gestores Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que a forma de escolher os gestores educacionais pode ter sido decisiva para uma melhora no Ideb de alguns estados. "Houve uma maior profissionalização da gestão das redes estaduais. Boa parte dos funcionários foi escolhida por processo seletivo, e não indicada politicamente", diz Costin. Ela cita os exemplos de Goiás e Paraná, que organizaram seleções para eleger os secretários estaduais. Também menciona São Paulo, que escolheu um representante com experiência prévia em gestão. 4- Integração entre políticas públicas As políticas públicas de educação, no ensino fundamental ou no médio, precisam estar interligadas, na visão dos especialistas. "Os estados com melhora no Ideb articularam as ações propostas. Não acreditaram que uma só seria a solução mágica nem fizeram um número enorme de projetos, mas sem conexão entre eles. Sem coerência, não há resultado na escola", diz Nogueira Filho. A ideia de integração passa por um currículo novo a ser ensinado nos colégios deve estar em sintonia com as avaliações aplicadas, com as iniciativas de formação docente e com os investimentos em infraestrutura, afirma o especialista. "Não faz sentido pensar em um material de apoio que não converse com os programas que preparam os professores." Outro elemento importante observado nos estados com melhora no Ideb é a continuidade das políticas públicas, mesmo quando há troca de governantes. "Muitas vezes, quando um novo partido ganha a eleição, tudo o que já foi feito é desconstruído, mesmo o que estava dando certo", diz Costin, da FGV. "No Espírito Santo [melhor Ideb de ensino médio], o ensino integral não só se manteve, como também foi ampliado." 5- Investimentos em infraestrutura Secretarias de ensino entenderam, segundo Olavo Nogueira Filho, a importância de investir em infraestrutura nas escolas. "Um bom ambiente na sala de aula favorece o processo de aprendizagem. Claro que esse fator, isoladamente, não resolve o problema da educação brasileira. Mas deve ser um dos focos", diz. Dados divulgados no passado pela Unesco mostram uma associação feita constantemente entre os educadores: boa infraestrutura é encontrada em escolas que apresentam bons níveis educacionais. 6- Equidade no desenvolvimento dos municípios Outro fator importante é proporcionar o desenvolvimento educacional a todos os municípios. Costin cita o caso do Ceará, que "conseguiu promover mudanças em todas as cidades nos últimos 10 anos". No ranking nacional de 2019, o estado apresentou o melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, nos quais a rede municipal tem maior participação. "Houve um avanço de qualidade, com equidade. Outros estados estão se inspirando no que o Ceará fez - conseguir, mesmo em um cenário de muita pobreza, fazer diferente e em larga escala", afirma Costin. 7 - Quatro estados entre os 7 melhores, e o que eles têm em comum Quatro estados estão entre as sete melhores avaliações do ensino fundamental ao médio. Na etapa intermediária de ensino, do 5º ao 9º ano, estes estados ocupam do primeiro ao quarto lugar do ranking geral, sem considerar se bateram ou não a meta: SP, CE, GO e PR. Ideb 2019, por estado, todas as redes Na análise do Ricardo Henriques, ex-secretário de Educação Continuada do MEC e superintendente executivo do Instituto Unibanco, estas redes de ensino adotam uma visão única na pedagogia de todos os ciclos, como um sistema, com foco na aprendizagem do aluno em vez da reprovação. “É a repetição [em todas as etapas de ensino] da prática de gestão orientada para a aprendizagem. É uma gestão que tem a ver com metas, mas também é pedagógica, em uma visão estruturada. Uma gestão para avanço contínuo, para a melhora.” Ideb: Brasil atinge meta nas séries iniciais do fundamental, mas falha nos anos finais Desafios Os números do Ideb 2019 indicam o desafio de replicar a melhoria da aprendizagem e da aprovação nos primeiros anos de ensino para as demais etapas. Se, desde que foi criado em 2005, o Ideb tem demonstrado bons índices do 1º ao 5º ano, por que este aluno não mantém a aprendizagem e aprovação nos anos seguintes em todos os estados? “Ninguém tem essa resposta”, afirma Reynaldo Fernandes, criador do índice quando era presidente do Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Algumas pessoas defendiam a teoria da "onda", que é investir nos anos iniciais para impactar nos anos seguintes conforme o aluno vai evoluindo, mas isso não aconteceu”, afirma Fernandes. Para especialistas ouvidos pelo G1, os principais desafios são: Suavizar a mudança de rotina escolar entre os ciclos Olhar atento ao desenvolvimento do estudante (pessoal e escolar) Implementar regimes de colaboração entre as redes de ensino Combater a reprovação e focar em acompanhamento Evitar o aumento da desigualdade A mudança de rotina escolar - de uma única professora para diversos outros, separados por disciplina - é apontada como um dos fatores que pode impactar na aprendizagem, aliada às alterações na vida do aluno, que passa da pré-adolescência à adolescência. “Há uma ruptura muito grande [do ensino fundamental 1 para o 2]. Muda o jeito de organizar o currículo, muda o jeito da escola, muitas vezes o aluno muda de rede [da municipal para estadual, por exemplo]. Isso quando a criança passa de 10 para 11 anos”, afirma Inês Kisil Miskalo, gerente executiva de articulação do Instituto Ayrton Senna. “É preciso olhar a educação básica como um todo e não segmentar em fundamental 1, 2 e ensino médio”, defende. Para replicar ações bem sucedidas, é preciso superar diferenças, avalia. “Isso significa superar diferenças, fazer articulação, encontrar um ponto acima dos interesses pessoais ou particulares, encontrar um ponto comum [de sucesso] e tirar o que não está dando certo”, afirma. Para Patrícia Guedes, gerente de pesquisa e desenvolvimento do Itaú Social, um dos entraves na educação do país é a cultura de reprovação, que tende a desestimular o estudante e levá-lo a repetir de ano, o que eleva o risco de abandono de estudos caso esta defasagem fique muito grande. “Onde a defasagem de série é alta, não há maior aprendizagem. Os dados do Ideb são piores. Tem estados com porcentagem de alunos com defasagem de série em torno de 20%. É muito. É imaginar que 1 a cada 5 alunos chegam ao 5º ano tendo repetido duas ou mais vezes de ano”, avalia. “Quando a gente chega aos resultados do ensino médio, estamos olhando o sobrevivente, o aluno que não evadiu”, reflete Guedes. Ela defende estratégias de reforço e de práticas diferentes de ensino e aprendizagem para tentar recuperar o aluno que não aprendeu. “A gente precisa olhar a trajetória escolar dos alunos, o que acontece com alunos que vão sendo expulsos, desmotivados a estudar.” Outro desafio é evitar que o Ideb aumente desigualdades no país, alerta o professor da faculdade de Educação da Unicamp, Maurício Ernica. Ele explica que, como o Ideb é um índice calculado sobre médias de aprendizagem e aprovação, a mudança de avaliação não significa universalizar o acesso ao ensino: bastaria investir em um grupo pequeno de estudantes para que estes resultados afete o total. “Gostamos de reproduzir experiências vistosas: escola modelo, ensino integral. Mas de repente essas escolas podem até puxar a média para cima, mas o nosso problema é a concentração enorme de gente aprendendo muito pouco”, avalia. “Não podemos aceitar que tanta gente chegue aos 10 anos com competências tão baixas em língua portuguesa e matemática, especialmente quando essa condição é muito marcada pela desigualdade, porque terá consequências sobre o resto da escolarização”, afirma.
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15/09 - UFJF divulga protocolos de biossegurança contra a Covid-19 para idas aos campi
Medidas foram aprovadas pelo Consu e são voltadas a estudantes e profissionais que forem à instituição durante a aplicação do Ensino Remoto Emergencial (ERE). UFJF UFJF/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nesta segunda-feira (14) os protocolos de biossegurança elaborados pela Comissão de Infraestrutura e Saúde. A medida é para oferecer segurança e preservar a saúde e a vida das pessoas que precisam ir aos campi em Juiz de Fora e Governador Valadares, durante a aplicação do Ensino Remoto Emergencial (ERE). Protocolos de conduta O documento determina uma série de cuidados que devem ser tomados por todas as pessoas que circularem ou permanecerem nos campi universitários, sendo que, para a segurança de todos, as recomendações devem ser iniciadas no momento da saída de casa até o o retorno, incluindo o deslocamento e a permanência na UFJF. Antes de sair de casa, é preciso lavar as mãos e o rosto com água e sabão; colocar a máscara de tecido; e evitar tocar olhos, nariz, boca e máscara sem antes higienizar as mãos; No deslocamento até o campus, ao tossir ou espirrar, é necessário cobrir nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos; evitar tocar olhos, nariz, boca e máscara com as mãos não lavadas; levar álcool em gel a 70%, caso precise realizar a higienização das mãos no caminho; caso a pessoa utilize o transporte público, deve evitar encostar em superfícies, buscar manter distância de dois metros de outras pessoas e ficar próxima às janelas, que deverão estar, idealmente, abertas; Ao chegar à universidade, todas as pessoas devem realizar a higiene das mãos com água e sabão ou com álcool em gel a 70%. O texto também orienta a manutenção de distância mínima de um metro e meio entre as pessoas, mas caso haja a possibilidade de ampliar o distanciamento, ele é recomendado. Para garantir o distanciamento, serão feitas marcações de distanciamento com fitas adesivas, como em filas de espera, por exemplo. A medida de distanciamento mínimo deverá ser respeitada nas salas de aula, refeitórios, bibliotecas, infocentros, postos de trabalho e em todos os espaços de atividades acadêmicas e administrativas de uso compartilhado da universidade. Orientações para setores administrativos Os setores administrativos da UFJF deverão disponibilizar álcool em gel a 70% para os usuários, na área de atendimento, para uso individual e em cada mesa de atendimento. Todos os trabalhadores deverão ser capacitados quanto às condutas com o usuário, mantendo a etiqueta social sem toques físicos. Após o atendimento do usuário, o trabalhador deve proceder com a descontaminação da bancada, lavar e higienizar as mãos. Em postos de trabalhos com rodízio de trabalhadores, é preciso proceder com a limpeza e a desinfecção a cada revezamento. Áreas de grande circulação A UFJF informou que serão instalados dispensadores com álcool em gel a 70% nos principais pontos de assistência e circulação, como, por exemplo, próximo às entradas dos sanitários, das recepções e secretarias das unidades, das salas de aula e setores administrativos com atendimento ao público, além do acesso fácil às pias, sabonete líquido, toalhas descartáveis e lixeiras com tampa acionada por pedal. Ambientes coletivos e de grande circulação de pessoas serão limpos e desinfetados, pelo menos, uma vez por turno. Salas de aula e auditórios também serão limpos a cada troca de turma. Nos bebedouros, cada unidade promoverá a devida adaptação de modo a impedir que a pessoa beba água direto no equipamento, sendo orientado o jato específico para uso do copo ou garrafa pessoal. Também há orientação para a higienização das mãos antes e depois do uso. Nos sanitários, as medidas também ficam mais rigorosas, com limpeza específica no início, no meio e ao final de cada turno. O trabalhador da higienização deverá utilizar equipamentos como máscara cirúrgica, luva de borracha, avental, calça comprida e sapato fechado. Monitoramento após retorno De acordo com o documento, o futuro retorno das atividades não significa o relaxamento do risco de adoecimento pela Covid-19. Assim, caso alguém apresente sintomas como tosse, febre, coriza, dor de garganta, dificuldade para respirar, fadiga, tremores e calafrios, dor muscular, dor de cabeça, perda recente do olfato ou paladar, a pessoa deve comunicar imediatamente à Instituição. Conforme a Portaria Interministerial nº 20, de 18 de junho de 2020, emitida pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, a UFJF deve afastar imediatamente das atividades presenciais, por 14 dias, casos suspeitos e confirmados da Covid-19, além de indivíduos assintomáticos que tiveram contato com o caso confirmado da doença, entre dois dias antes e 14 dias após o início dos sinais e sintomas ou da confirmação laboratorial.
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15/09 - Ministro da Educação diz que não representa partidos nem evangélicos
Na apresentação dos resultados do Ideb 2019, Milton Ribeiro voltou a falar de sua escolha para o cargo. 12 de setembro - Milton Ribeiro, ministro da Educação, durante apresentação do Ideb 2019, em Brasília Reprodução/YouTube O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou nesta terça (15) não representar "partido nenhum, tampouco grupos evangélicos" durante a entrevista à imprensa em que apresentou os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019 e um novo formato do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que será futuramente implementado. Ideb 2019: Brasil atinge outra vez meta nas séries iniciais do ensino fundamental, mas ainda falha nos anos finais Desde 2013, ensino médio brasileiro não atinge nível esperado de qualidade, indica Ideb "Eu sou um gestor, tenho a minha experiência, doze anos atrás de uma mesa lá do Mackenzie [Ribeiro foi vice-reitor na instituição], como mantenedor, então a minha experiência de gestão é essa. Mas quando ele [o presidente Jair Bolsonaro] me escolhe, ele faz uma opção que tem muita coerência com aquilo que ele vem falando na teoria. E o que ele fala? Que ele não iria lotear os ministérios. Eu não sou de partido nenhum, não represento nenhum partido, não represento grupo nenhum, nem tampouco, ou até mesmo, grupo evangélico, e eles foram rápidos a dizer 'não é o nosso', não represento a bancada evangélica. Tenho conversa com eles mas não represento", afirmou o ministro. "Certamente ele [Bolsonaro] poderia ter um apoio, se ele loteasse o cargo de ministro da Educação, de centenas ou talvez duas centenas de apoiadores, se ele chegasse para um grupo político e dissesse: vocês me apontam um ministro, e eu quero em troca 100 votos, 150 votos. Parece um absurdo, mas isso foi feito no passado, de uma maneira muito ostensiva, mas ele não fez isso. Pelo contrário, ele pagou o preço de colocar alguém que nem conhecido era, um pastor, como sou, embora não esteja aqui fazendo pregação, nem no MEC, minha visão é outra sobre meu trabalho.” Ideb: Brasil atinge meta nas séries iniciais do fundamental, mas falha nos anos finais VÍDEOS: Relembre as polêmicas do Ministério da Educação no governo Bolsonaro Em evento do Ministério da Saúde, há cerca de uma semana, o titular do MEC disse que "desconstruções" de valores, de "absolutos" e de "certezas" promovidas por livros didáticos antigos distribuídos pela pasta e por "pedagogias e filosofias equivocadas" criaram "verdadeiros zumbis existenciais" e contribuem para doenças que podem levar ao suicídio. No mesmo evento o ministro declarou que os jovens são apresentados a discussões que destroem as ligações com “Deus, religião, política, família” em uma idade inadequada. No seu discurso de posse, Milton Ribeiro afirmou que buscaria ter “compromisso com o Estado laico” e manter “grande diálogo com acadêmicos e educadores”. Ribeiro é o quarto titular do Ministério da Educação (MEC) em um ano e nove de mandato do presidente Bolsonaro.
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15/09 - OMS alerta para prejuízos no fechamento prolongado de escolas durante a pandemia
Diretor-geral disse que fechamento deve ser 'último recurso'; diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, declarou que, para reabrir escolas e ao mesmo tempo conter a disseminação do vírus, é necessário que os adultos se afastem para proteger os grupos mais vulneráveis. Crianças chegam para o primeiro dia de aulas desde o início da pandemia de Covid-19 em Scarborough, na província de Ontário, no Canadá, nesta terça-feira (15). Carlos Osorio/Reuters Líderes da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Unesco e do Unicef alertaram, nesta terça-feira (15), para os prejuízos no fechamento prolongado de escolas durante a pandemia de Covid-19. Na segunda, as entidades lançaram, de forma conjunta, um guia (em inglês) com diretrizes de saúde pública para escolas, para evitar a disseminação do vírus nesses locais. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que a decisão de fechar escolas deve ser feita de forma temporária e como "último recurso", e apenas onde há transmissão intensa da doença. VOLTA À ESCOLA: Os argumentos científicos de quem é contra, a favor ou está em dúvida sobre retomar aulas no Brasil durante a pandemia CRIANÇAS E COVID-19: veja em 7 pontos o que a ciência já sabe sobre o tema "Dadas as consequências devastadoras em crianças, jovens e na nossa sociedade como um todo, a decisão de fechar escolas deve ser um último recurso, temporário, e apenas a nível local, em áreas com intensa transmissão", disse Tedros. Fechamento de escolas traz riscos à saúde das crianças, diz estudo. Especialistas debatem Tedros ressaltou que, com as escolas fechadas, a educação dos alunos precisa ser garantida por aprendizado remoto. SEM EaD: Sem internet, merenda e lugar para estudar: veja obstáculos do ensino à distância na rede pública durante a pandemia de Covid-19 "Manter as crianças seguras e na escola não é um trabalho só para as escolas, os governos ou as famílias. É um trabalho para todos nós", continuou Tedros. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva em fevereiro Fabrice Coffrini / AFP O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, reforçou a responsabilidade coletiva na tentativa de conter o vírus. "Nós estabelecemos, globalmente, que queremos proteger as pessoas mais velhas e vulneráveis que correm alto risco de vida se contraírem a doença. A segunda coisa em que vimos consenso é que as escolas são importantes e que a educação de nossas crianças é algo que vemos acima de tudo. Como mantemos esses dois princípios – proteger os vulneráveis da morte e levar as nossas crianças de volta à escola?", perguntou Ryan. Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) Christopher Black/OMS "O único jeito de fazer isso é que os adultos se afastem o suficiente para diminuir a transmissão. Então, o que é mais importante: as nossas crianças de volta à escola ou bares e clubes noturnos abertos?", questionou o diretor de emergências. "Temos que manter a pressão sobre o vírus, reduzir a transmissão comunitária e diminuir o risco para pessoas mais velhas e vulneráveis, [além de] manter um ambiente em que nossas crianças possam continuar indo à escola", disse Ryan. "[A escola] é o melhor lugar para uma criança. A dificuldade é colocar os seus filhos na escola em um ambiente seguro – para eles, para os professores, para a comunidade", continuou o diretor. Meninos usando máscaras brincam na primeira semana de retorno às aulas em meio à pandemia de Covid-19 em uma escola na cidade de Mungia, no País Basco, Espanha, no dia 8 de setembro. Vincent West/Reuters "Não há balas mágicas, eu já disse antes, e precisamos parar de buscar unicórnios. A evidência está surgindo de que as crianças, obviamente, podem ser infectadas, tendem a processar a infecção rápido e não parecem ser uma grande parte parte da transmissão nesta pandemia, mas isso ainda precisa ser descoberto totalmente. O que sabemos é que as crianças são prejudicadas do ponto de vista educacional ao não estarem na escola, e estamos trocando uma coisa pela outra", lembrou Ryan. Nenhum dos líderes da entidade fez recomendações sobre quando cada país deveria determinar a reabertura das escolas. "Se aceitarmos que estamos todos nesse processo de aprendizado, então podemos olhar para países individuais e a nível subnacional. Países diferentes estão em estágios diferentes de conseguir aprendizado remoto", observou. No Brasil, a maioria das escolas continua fechada.
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15/09 - Estado de SP atinge Ideb nos anos iniciais do ensino fundamental; índices dos anos finais e ensino médio ficam abaixo da meta
Diferença de nota do Ideb cresceu na comparação entre as redes pública e privada de SP, nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2019, o Ideb das escolas públicas caiu para 6,5 e das privadas subiu para 7,6, aumentando a diferença na qualidade de ensino entre as duas redes. Estado de SP não bate a meta do IDEB no Ensino Médio e nos anos finais do Fundamental O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019, divulgado nesta terça-feira (15), aponta que o estado de São Paulo atingiu a meta para os anos iniciais do ensino fundamental, mas não alcançou as metas projetadas para os anos finais do ensino fundamental e para o ensino médio. O Ideb é divulgado a cada dois anos. Criado pelo Ministério da Educação em 2015, ele é um indicador de qualidade do ensino fundamental e do ensino médio. A nota vai de 0 a 10 e leva em conta dois fatores: quantos alunos passam de ano e qual o desempenho deles em português e matemática. De 2017 para 2019, a pontuação subiu de 6,6 para 6,7 nos anos iniciais do ensino fundamental, que corresponde a 4ª série ou 5º ano. Essa foi a maior nota entre os estados do Brasil. A meta do ano passado era de 6,1 e o estado já atingiu a projeção de 2021, cuja nota de referência é 6,7. Nos anos finais do ensino fundamental, a 8ª série ou 9º ano, o índice ficou abaixo da meta. A nota foi de 5,5 e o esperado era de 5,9. O estado não atinge a meta do ensino fundamental desde 2013. Apesar disso, São Paulo tem o Ideb mais alto do país nos anos finais. O ensino médio também teve notas abaixo do esperado. Depois de ficar dois anos estagnado em 4,2, em 2019 o índice subiu para 4,6. No entanto, a meta era de 5,2. Mesmo estando longe do objetivo, São Paulo tem o quarto maior Ideb do país no ensino médio, atrás apenas do Espírito Santos, Goiás e Paraná. Notas e metas do Ideb no estado de SP nos anos iniciais do Ensino Fundamental Carol Moreno/TV Globo Nota do Ideb em SP nos anos finais do Ensino Fundamental Carol Moreno/TV Globo Nota do Ideb no Ensino Médio no estado de SP fica abaixo da meta Carol Moreno/TV Globo Nota da rede pública x rede privada Quando comparamos o Ideb específico por rede de ensino podemos observar quanto mais os alunos avançam na rede de ensino aumenta a distância das notas das escolas da rede pública e privada. Nos anos iniciais do ensino fundamental, essa distância era menor em 2017. No entanto, em 2019, o Ideb da rede pública caiu para 6,5 e da rede privada subiu para 7,6, aumentando a diferença na qualidade de ensino. Já nos anos finais do ensino fundamental, o Ideb da rede pública subiu para 5,2 e da rede privada caiu para 6,7. Apesar disso, a diferença ainda é grande. No ensino médio, as duas redes tiveram aumento, mas a diferença continua grande de 2,1 ponto. A nota da rede pública foi de 4,3 e da rede privada 6,1. Anos iniciais Ideb da rede pública e privada no estado de SP Carol Moreno/TV Globo Anos finais do Ideb na rede pública e privada de SP Carol Moreno/TV Globo Nota do Ideb no Ensino Médio na rede pública e privada no estado de SP Carol Moreno/TV Globo Como o Ideb é calculado? O Ideb é um índice de 0 a 10, calculado com base em dois fatores: índices de aprovação/reprovação dos alunos e de abandono dos estudos, medidos no Censo Escolar; notas em provas de português e de matemática no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). Para ter um bom Ideb, é preciso ter baixas taxas de reprovação e de abandono de estudos, além de resultados satisfatórios no Saeb. Essa avaliação é aplicada sempre no fim de cada etapa escolar: 5º e 9º ano do ensino fundamental, e 3º ano do ensino médio. Quais são as metas do Ideb e como são calculadas? O MEC definiu que a meta para o país é atingir nota 6 no Ideb. Segundo a pasta, essa pontuação corresponde ao desempenho médio dos estudantes de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) no Pisa (sigla em inglês para “Programa Internacional de Avaliação de Estudantes”). O Pisa é uma prova de matemática, português e ciências, feita por alunos de 15 anos. O Brasil costuma estar entre os piores colocados no ranking mundial dessa avaliação. O prazo para atingir a meta de nível 6 no Ideb é diferente em cada etapa de ensino: anos iniciais do ensino fundamental: 2021 anos finais do ensino fundamental: 2025 ensino médio: 2028 Para alcançar o Ideb desejado, o Inep traçou metas intermediárias. Em 2017, por exemplo, o objetivo era que a média nacional para alunos do 1º ao 5º ano fosse de 5,5. A nota exigida vai subindo a cada dois anos, até chegar a 6 em 2021. As escolas, municípios e estados têm também suas metas individuais, calculadas a partir de cada realidade socioeconômica. Elas foram estabelecidas de modo que a média nacional atinja o patamar 6 nos prazos listados acima. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana
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15/09 - Ideb: Ceará tem o melhor desempenho do ensino fundamental do país; estado supera metas há 12 anos
O país também atingiu outra vez a meta nas séries iniciais do ensino fundamental, mas ainda falha nos anos finais. Ensino médio do Ceará continua estável. Ceará SVM O Ceará registrou, em 2019, a maior evolução histórica do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), passando de 2,8 em 2005 para 6,3 ano passado. O ensino fundamental no Ceará vem superando as projeções do índice desde 2007, tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais, conforme os dados divulgados na manhã desta terça-feira (15) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O cenário para o ensino médio no estado, porém, segue em outro ritmo. O Ceará superou as projeções nos anos de 2007, 2009 e 2011; mas de 2013 em diante, o índice registrado se manteve abaixo das projeções. Ideb: desde 2013, ensino médio brasileiro não atinge nível esperado de qualidade Brasil atinge outra vez meta nas séries iniciais do ensino fundamental, mas ainda falha nos anos finais Em 2019, o Brasil bateu a meta para os primeiros anos de aprendizagem (até o 5ª ano) pela sétima vez seguida, desde que o índice foi criado em 2005, com edição a cada dois anos. ️Por outro lado, desde 2013, o ensino médio brasileiro não atinge nível esperado de qualidade A proposta do Ideb, criado pelo Inep, é mensurar o desempenho do sistema educacional no Brasil a partir de análise que combina as notas alcançadas pelos estudantes em avaliações externas de larga escala, e a taxa de aprovação, que indica a progressão dos estudantes entre etapas e anos na Educação Básica. Para elevar o Ideb, as redes de ensino e as escolas precisam melhorar as duas partes analisadas, simultaneamente. O motivo está na construção matemática do Índice, que dificulta a sua elevação caso apenas um dos fatores “cresça” em detrimento do outro. "Cada vez que a gente eleva a série, o desafio é maior. Ainda precisamos nos esforçar mais com o Ensino Médio, mas crescemos muito. Não tenho dúvida de que o Ceará chegará ao topo no futuro. Vamos continuar trabalhando para isso", declarou o governador Camilo Santana durante uma live realizada nesta terça-feira (15), onde comentou os resultados do Ceará no Ideb. Na ocasião, o gestor parabenizou professores, alunos e familiares de alunos da rede pública do Estado, e destacou o "orgulho" em alcançar resultados melhores a cada ano. "Hoje, o Ceará é um exemplo, uma referência. Isso é resultado do esforço de cada um que se dedica à educação", afirma. Avanço e manutenção Em 2007, a projeção para o Ideb nos anos iniciais do Ensino Fundamental no Ceará era de 3,2. O índice alcançado pelo Estado foi de 3,8. Mais recentemente, em 2019, a projeção era de 5,1, e o Ceará registrou 6,4. A meta para o ano de 2021 é de 5,4. Já para os anos finais do Ensino Fundamental, em 2007, foi projetado um índice de 3,1; na ocasião, o Estado alcançou 3,5. No ano passado, o esperado era 4,9, e o Ideb alcançado foi de 5,4. Para 2021, é esperado um índice de 5,1. No resumo técnico, o Inep detalha que, caso a meta seja superada antes do prazo proposto, permanecerá o desafio de mantê-la no patamar já alcançado. “Afinal, o que se deseja é que os estudantes passem de ano e aprendam, daí a importância do acompanhamento longitudinal. A meta é uma referência e, uma vez superada, deve trazer novos desafios para a comunidade escolar”, destaca o Instituto. No que diz respeito ao Ensino Médio, o índice começou acima do esperado em 2007, quando o Ceará alcançou o Ideb de 3,4, frente à projeção de 3,3. Contudo, em 2019, o Estado chegou a 4,4 – quando a expectativa era de 4,9. A meta para 2021 é de 5,1. Embora as projeções não tenham sido alcançadas, no Ideb 2019, o Ceará obteve um índice superior à média do Nordeste para o Ensino Médio, que foi de 3,9. O Estado ficou atrás apenas de Pernambuco, que registrou 4,5 no mesmo ano.
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15/09 - 'Enem seriado' levará em conta notas de cada ano do ensino médio na seleção de alunos para universidades
Alunos farão novo Saeb a cada ano. No fim do ensino médio, serão somados os desempenhos dos últimos três anos, para compor a nota final a ser usada no processo seletivo. Caderno de provas do Enem 2019 - 1º dia Ana Carolina Moreno/G1 O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deu mais detalhes, nesta terça-feira (15), do "Enem seriado" (Exame Nacional do Ensino Médio). Em maio, o órgão já havia afirmado que seria mais uma forma de o estudante ingressar no ensino superior. "Além do Enem [tradicional], teremos o Enem seriado. O aluno vai poder fazer a prova do Saeb [Sistema de Avaliação da Educação Básica] na escola e concorrer a vagas de ensino superior no Brasil inteiro", afirmou Alexandre Lopes, presidente do Inep, durante coletiva de imprensa. LEIA MAIS: Desde 2013, ensino médio brasileiro não atinge nível esperado de qualidade no Ideb Brasil atinge outra vez meta nas séries iniciais do ensino fundamental do Ideb, mas ainda falha nos anos finais Novo Saeb O "Enem seriado" será possível após a reformulação do Saeb. Atualmente, a prova é aplicada a cada dois anos, no 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental, e no 3º ano do ensino médio. Os alunos não recebem boletins individuais de desempenho - os resultados são calculados em conjunto, para as escolas e redes de ensino. Na nova versão, a avaliação será anual, e alunos de todas as etapas escolares participarão do exame. No fim do ensino médio, cada aluno terá seu desempenho calculado com base nas notas do Saeb dos últimos três anos. A partir da pontuação final, ele chegará a uma nota que poderá ser usada no processo seletivo de universidades do país inteiro. Ou seja: o desempenho do jovem que estiver no 1º ano do ensino médio em 2021 será somado ao de 2022 e 2023, para que ele concorra a uma vaga de ensino superior em 2024. Prouni, Fies e Sisu Segundo o Inep, as notas do "Enem seriado" servirão para o Prouni (Programa Universidade para Todos), que distribui bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares; e para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), programa que financia mensalidades de instituições privadas. Será possível também participar do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e concorrer a vagas no ensino público. No entanto, isso dependerá da adesão de universidades estaduais e federais ao "Enem seriado". Assista a vídeos de Educação do G1:
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15/09 - Ideb: Brasil atinge outra vez meta nas séries iniciais do ensino fundamental, mas ainda falha nos anos finais
No ensino médio, o desempenho também foi ruim e a avaliação ficou longe da meta. Ideb: Brasil atinge meta nas séries iniciais do fundamental, mas falha nos anos finais O Ideb 2019, índice que avalia o desenvolvimento da educação básica brasileira, divulgado nesta terça-feira (15), indica que a aprendizagem e a aprovação dos estudantes ainda têm menor desempenho conforme o aluno avança no sistema de ensino. Em 2019, o Brasil bateu a meta para os primeiros anos de aprendizagem (até o 5ª ano) pela sétima vez seguida, desde que o índice foi criado em 2005, com edição a cada dois anos. ️ Mas não atingiu o mínimo proposto para a avaliação dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) pela quarta vez consecutiva. No ensino médio, a avaliação ficou longe da meta. LEIA MAIS: Desde 2013, ensino médio não atinge o nível esperado de qualidade no Ideb Ideb 2019: barras em vermelho indicam as notas obtidas na edição de 2019; as barras cinzas são as metas para cada ciclo. Infografia/G1 Ideb é sigla para Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC). Ele avalia a evolução da aprendizagem no país, com base no desempenho dos alunos em português e matemática. O objetivo é levar o Brasil a atingir a mesma média de conteúdo de alunos de países desenvolvidos (OCDE). Em uma escala de zero a 10, a meta é chegar a 6 na média geral, tanto em escolas públicas quanto particulares. Ideb 2019 do Ensino Fundamental: o Brasil bateu a meta para os primeiros anos de aprendizagem (até o 5ª ano) pela sétima vez seguida, desde que o índice foi criado em 2005, com edição a cada dois anos. Infografia/G1 Mas há prazos diferentes para cada etapa. Devemos chegar em 6 até 2021 para os anos iniciais do ensino fundamental (estamos em 5,9); até 2025 para os anos finais (chegamos a 4,9); e até 2028 para o ensino médio (estamos em 4,2). A cada dois anos, o MEC estabelece metas intermediárias para se atingir o objetivo final no prazo. Ideb 2019 do Ensino Fundamental: Brasil não atingiu o mínimo proposto para a avaliação dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) pela quarta vez consecutiva. Infografia/G1 Rede pública e particular Anos iniciais (1º ao 5º ano) Os dados do Inep apontam que, nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), a rede privada não atingiu a meta proposta para 2019. As escolas particulares representam 19,2% das matrículas nesta etapa de ensino. Mas, ao observar os dados dos estados, é possível observar que em 15 deles as redes particulares tiveram um Ideb igual ou superior a 7. Outros 8 atingiram a meta. Na rede estadual, que tem 16% das matrículas, o Brasil superou a meta geral, com avaliação de 6,1 e meta de 5,9. Na rede municipal, 61,9% atingiu a meta nos anos iniciais. O Ideb indica que o Brasil tem 13.248 escolas com Ideb igual ou superior a 6. No estado de São Paulo, 77,9% das escolas municipais estão com avaliação igual ou acima de 6, o melhor índice do País, seguido por Paraná (73,5%) e Santa Catarina (71,2%) Anos finais (6º ao 9º ano) Na rede pública para os anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), o Brasil não atingiu a meta de 5 para este ano, chegando à avaliação de 4,6. Somente 23,1% dos municípios atingiram a avaliação proposta. Em 23 estados, menos da metade das cidades tiveram boa avaliação nesta etapa de ensino. No entanto, o relatório do Ideb ressalva que as redes têm melhorado o desempenho ao longo do tempo, o que equivale ao aumento de 1,4 ponto desde 2005. Na avaliação de 2019, 631 cidades tiveram Ideb igual ou maior que 5,5; e 373 tiveram Ideb até 3,4, o que é considerado baixo. Observando apenas a rede estadual, que tem 49,2% das matrículas neste ciclo, 22,8% atingiram a meta proposta. Na rede municipal, o índice é de 29%. "Nós devemos olhar pra onde estamos falhando. E ficou muito claro que é no fundamental 2", afirma a presidente do Conselho Nacional dos Secretários da Educação (Consed), Cecilia Motta. Na rede privada, as escolas particulares não bateram a meta de 7,1 para 2019, ficando em 6,4. Esta rede concentra 15,4% das matrículas nos anos finais do ensino fundamental. Avaliação do ensino fundamental, por estados Na edição de 2019, 24 estados conseguiram atingir (3) ou superar (21) a meta proposta para os primeiros anos do ensino fundamental. Mas apenas 7 conseguem atingir ou superar a meta na faixa do 6º ao 9º ano do mesmo ciclo. Anos iniciais (1 ao 5º ano) Entre as crianças mais novas, dois estados e o DF não atingiram a meta proposta para 2019. Ideb 2019, por estado, primeira etapa do ensino fundamental (1º ao 5º ano) Infeografia/G1 Abaixo da meta: AP, DF, RJ Atingiu a meta: ES, MG, RO Acima da meta: AC, AL, AM, BA, CE, GO, MA, MS, MT, PA, PB, PR, PE, PI, RN, RS, RR, SC, SE, SP, TO Amapá e Rio de Janeiro seguem com índices inferiores ao estabelecido. Na edição anterior, de 2017, eles também não haviam batido a meta. Em 2019, DF se manteve abaixo da meta, como na edição anterior. De acordo com os dados do Inep, Alagoas e Ceará tiveram os maiores avanços em todas as edições do Ideb. Já Amapá, Pará, e Santa Catarina evoluíram pouco ao longo do período. Anos finais (6º ao 9º ano) O Brasil não atingiu a meta para os anos finais do ensino fundamental pela quarta vez seguida. São 19 estados e o DF com avaliação abaixo da meta. GO e PR se destacam, atingindo a meta. AL, AM, CE, PE e PI tiveram boas avaliações em seus sistemas de ensino. Ideb 2019 do ensino fundamental (6º ao 9º ano) Infografia/G1 Acima da meta: AL, AM, CE, PE, PI Atingiu a meta: GO, PR Abaixo da meta: AC, AP, BA, DF, ES, MA, MS, MT, MG, PA, PB, RN, RS, RJ, RO, RR, SC, SE, SP, TO Segundo o Inep, houve queda do Ideb nos anos finais do ensino fundamental nos estados de Santa Catarina e Mato Grosso. 'Planejamento foi fundamental', diz Míriam Leitão Para a comentarista da TV Globo, Míriam Leitão, os dados do Ideb trazem uma boa perspectiva de evolução em relação à edição anterior. Ela destaca as ações no Piauí e Ceará, com índices bastante acima da meta. Confira a análise no vídeo abaixo: Miriam Leitão: 'Brasil melhora no Ideb e mostra que planejamento foi fundamental'
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15/09 - Ideb: desde 2013, ensino médio brasileiro não atinge nível esperado de qualidade
Índice leva em conta aprovação de alunos e desempenho nas provas de matemática e português. Objetivo de 2019 era atingir nota 5, mas país chegou a 4,2. Ideb 2019 mostra que ensino médio não atingiu, mais uma vez, a meta proposta pelo Inep. João Paulo Barbosa O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019, divulgado nesta terça-feira (15), mostra que o nível de qualidade do ensino médio brasileiro continua abaixo do esperado pelo Ministério da Educação (MEC). Embora tenha havido avanços em relação a 2017, o país não atinge a meta nessa etapa de ensino desde 2013. O Ideb vai de 0 a 10 e leva em conta dois fatores: quantos alunos passam de ano e qual o desempenho deles em português e em matemática (entenda mais abaixo). Em 2019, a meta nacional a ser cumprida, somando escolas públicas e particulares, era 5 - mas o resultado ficou aquém do esperado. A média foi bem inferior a isso: 4,2. Apesar de todos os estados, com exceção de Sergipe, terem aumentado o Ideb em relação à edição anterior, o resultado é insatisfatório. Uma "nota" de 4,2 não chega sequer ao patamar que era esperado para o país em 2015. Ideb 2019 mostra que ensino médio brasileiro não atingiu a meta de qualidade definida pelo Inep. Arte/G1 LEIA MAIS: Brasil atinge outra vez meta nas séries iniciais do ensino fundamental, mas ainda falha nos anos finais Brasil melhora nota do Ideb no ensino médio, mas fica longe da meta Quais estados cumpriram suas metas? As escolas, municípios e estados têm também suas metas individuais, calculadas a partir de cada realidade socioeconômica. Elas podem ser maiores ou menores do que o esperado para a média do país (nota 5). No Amazonas, por exemplo, era 4; em Santa Catarina, 5,4. Em 2019, de todos os estados, apenas Goiás alcançou o índice proposto (4,8). Mapa mostra que apenas Goiás atingiu a meta do Ideb do ensino médio. Arte/G1 Ranking de estados O Inep traça médias individuais para os estados, justamente porque são situações heterogêneas - há regiões com maior índice de pobreza, por exemplo, que terão obstáculos maiores para melhorar a qualidade da educação. Por isso, ao analisar um ranking nacional do Ideb, é preciso ter em mente que cada estado tem desafios próprios. A listagem é apenas para fins didáticos - o critério ideal de comparação é analisar quanto a região evoluiu nos últimos anos, em seus próprios índices, além de verificar se atingiu a meta definida pelo Inep. O Espírito Santo, por exemplo, está em primeiro lugar, mas não cumpriu o índice esperado para 2019: Ranking do Ideb de estados - Ensino médio Redes estaduais Analisando apenas as escolas estaduais, responsáveis por mais de 97% das matrículas da rede pública no ensino médio, o resultado de 2019 foi 0,4 ponto maior que de 2017. Apesar do avanço, a meta estipulada para esses colégios não foi cumprida. O Ideb nacional das escolas estaduais brasileiras foi de 3,9 - sendo que o objetivo era atingir 4,6. Nas metas individuais, apenas os colégios das redes de Pernambuco e de Goiás ultrapassaram o índice proposto. Desigualdade social Os números evidenciam a desigualdade entre as regiões. Ao fazer o recorte por município, 39,4% das cidades do Norte e 21,1% das do Nordeste têm Ideb muito baixo (menor que 3,1) nas escolas estaduais. No Sudeste, apenas 2% dos municípios apresentam um índice tão preocupante. Porcentagem de municípios com Ideb 2019 muito baixo (escolas estaduais/ensino médio) O abismo é grande também na comparação entre escolas públicas e privadas. Na rede particular, responsável por 12,2% das matrículas de ensino médio do país, o Ideb foi de 6. Na rede estadual, um patamar muito mais baixo: 3,9. Ideb 2019 no ensino médio - escolas públicas x privadas Apesar do desempenho muito superior das escolas particulares, elas não atingiram suas metas - nem as nacionais, nem as estaduais. Ideb 2019 das escolas particulares - ensino médio Abaixo, entenda mais sobre o Ideb: O que é Ideb? O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um indicador de qualidade do ensino fundamental e do ensino médio. Foi criado em 2005 pelo MEC, que o divulga, desde então, a cada dois anos. Como o Ideb é calculado? O Ideb é um índice de 0 a 10, calculado com base em dois fatores: índices de aprovação/reprovação dos alunos e de abandono dos estudos, medidos no Censo Escolar; notas em provas de português e de matemática no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). Para ter um bom Ideb, é preciso ter baixas taxas de reprovação e de abandono de estudos, além de resultados satisfatórios no Saeb. Essa avaliação é aplicada a cada dois anos, em algumas etapas escolares: 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental, e 3º ano do ensino médio. O que os alunos de ensino médio sabem de matemática e português? Analisando as médias nacionais do Saeb (um dos componentes do Ideb), conclui-se que o Brasil está nos seguintes patamares de conhecimento: Matemática: os alunos são capazes de resolver operações básicas, reconhecer proporções, associar uma tabela a um gráfico e fazer progressões aritméticas. Não conseguem, em geral, determinar probabilidade, calcular porcentagem, resolver uma expressão algébrica ou analisar formas geométricas. Português: os estudantes têm habilidade para reconhecer uma opinião explícita em um artigo ou um tema de uma crônica, interpretar tirinhas e inferir o sentido de uma palavra em uma música. Apresentam dificuldade em identificar argumentos nos textos, reconhecer relações de causa e consequência, compreender ironia ou humor e detectar a informação principal em reportagens. Como o Ideb é divulgado? O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga o Ideb de cada escola, município e estado. Além de calcular as médias, o órgão detalha o desempenho das redes municipais, estaduais, públicas e privadas. Os índices são sempre calculados em três etapas da educação básica: anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano); anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano); ensino médio. Quais são as metas do Ideb e como são calculadas? O MEC definiu que a meta para o país é atingir nota 6 no Ideb. Segundo a pasta, essa pontuação corresponde ao desempenho médio dos estudantes de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) no Pisa (sigla em inglês para “Programa Internacional de Avaliação de Estudantes”). O Pisa é uma prova de matemática, português e ciências, feita por alunos de 15 anos. O Brasil costuma estar entre os piores colocados no ranking mundial dessa avaliação. O prazo para atingir a meta de nível 6 no Ideb é diferente em cada etapa de ensino: anos iniciais do ensino fundamental: 2021 anos finais do ensino fundamental: 2025 ensino médio: 2028 Para alcançar o Ideb desejado, o Inep traçou metas intermediárias. Em 2017, por exemplo, o objetivo era que a média nacional para alunos do 1º ao 5º ano fosse de 5,5. A nota exigida vai subindo a cada dois anos, até chegar a 6 em 2021. Conforme já explicado nesta reportagem, as escolas, municípios e estados têm também suas metas individuais, calculadas a partir de cada realidade socioeconômica. Elas foram estabelecidas de modo que a média nacional atinja o patamar 6 nos prazos listados acima. Veja quais as metas intermediárias para o Brasil no Ideb 2019, divulgado nesta terça (15): 1º ao 5º ano do ensino fundamental: 5,7 6º ao 9º ano do ensino fundamental: 5,2 Ensino médio: 5,0 Anos iniciais do ensino fundamental A primeira etapa avaliada pelo Ideb vai do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Veja análise completa aqui. Considerando a média nacional, que inclui escolas públicas e privadas, o Brasil atingiu todas as metas intermediárias desde o início da série histórica. Em 2019, o objetivo era alcançar, no mínimo, o patamar 5,7. O país registrou média de 5,9. Entre as escolas públicas, a meta também foi atingida. Entretanto, na rede particular, o desempenho ficou abaixo do esperado: Ideb 2019 - escolas nos anos iniciais do ensino fundamental Estados que não alcançaram suas metas individuais (redes pública e privada): Amapá, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Anos finais do ensino fundamental Desde 2013, a média nacional não atinge a meta no Ideb para os anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). Em 2019, o objetivo era alcançar 5,2 - mas a "nota" foi de 4,9. Ideb 2019 - escolas nos anos finais do ensino fundamental Nas metas individuais, apenas sete estados conseguiram atingir a meta: Amazonas, Piauí, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Paraná e Goiás. Assista aos últimos vídeos de Educação do G1:
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15/09 - ITA encerra prazo para inscrições no vestibular 2021 nesta terça
Instituição teve aumento de vagas neste ano, promessa da gestão do novo reitor. São 150 vagas em seis cursos de engenharia. ITA encerra prazo para inscrições no vestibular 2021 nesta terça-feira Divulgação/ITA O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com sede em São José dos Campos (SP), encerra nesta terça-feira (15) o prazo para as inscrições para o vestibular 2021. Ao todo, são oferecidas 150 vagas, 25% a mais do que no ano de 2019, em cinco cursos de engenharias - sendo 31 delas voltadas à carreira militar. Mais de 5,6 mil candidatos já haviam feito inscrição até o último balanço da instituição na sexta-feira (11). Com um dos vestibulares mais concorridos do país, o ITA irá manter o mesmo modelo de provas adotado na última edição. O exame será dividido em duas fases eliminatórias - a primeira será com 60 questões de múltipla escolha e a segunda com 30 questões dissertativa e redação. A primeira fase da prova será no dia 22 de novembro e os aprovados para a segunda etapa, que será nos dias 8 e 9 de dezembro, serão divulgados cinco dias após o exame. O aluno aprovado ainda será submetido ao exame médico. Além de São José, outras 23 cidades vão receber o exame. Em 2020, 11,4 mil candidatos de todo país disputaram 120 vagas no vestibular, que é um dos mais concorridos do Brasil. O edital pode ser conferido e as inscrições podem ser feitas no site do ITA. ITA abre inscirções para 150 vagas em cursos de engenharia Veja mais notícias do Vale do Paraíba e Região
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14/09 - Unicamp define calendário para retomar atividades presenciais com teste para Covid-19 e volta de estudantes a partir de novembro
Universidade prevê aplicar exames RT-PCR em professores, funcionários e alunos. Cronograma estabelece retorno de até 20% dos servidores a partir de 19 de outubro; veja datas do plano. Estudantes no campus da Unicamp, em Campinas, antes da pandemia Fernando Pacífico / G1 A Unicamp confirmou na noite desta segunda-feira (14) que definiu um calendário para retomada gradual das atividades presenciais nos campi, suspensas há seis meses em virtude da pandemia do novo coronavírus. Entre as medidas previstas em protocolos e diretrizes está o planejamento para aplicações de testes RT-PCR em toda a comunidade, incluindo professores, funcionários e alunos. De acordo com o Ministério da Educação, a instituição foi a primeira universidade pública brasileira a interromper as atividades com objetivo de evitar a disseminação da doença, em 13 de março. A Unicamp estabeleceu que até 20% dos servidores devem voltar a partir de 19 de outubro; enquanto que parte dos estudantes deve voltar aos campi a partir de 16 de novembro. Veja abaixo detalhes. Retomada das atividades na Unicamp 19/10: até 20% de servidores; 02/11: até 40% de servidores; 16/11: até 60% de servidores, até 25% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 25% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 30/11: até 80% de servidores, até 50% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 50% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 14/12: até 100% de servidores, até 75% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 75% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 23/12 a 04/01/2021 - recesso de fim de ano 04/01/2021: até 100% de servidores, até 100% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 100% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; Nas primeiras quatro semanas, a Unicamp estipula aumento gradual no número de funcionários, com intervalo de duas semanas entre cada período, sendo que a primeira prevê volta apenas de atividades administrativas e de suporte, e com preferência para regime de rodízio. Ao longo desta etapa, segundo a instituição, ocorrem altas proporcionais nas capacidades de atendimento do transporte fretado/interno do campus, e serviços do restaurante universitário. Testes para Covid-19 De acordo com a universidade estadual, os servidores que voltam a partir do dia 19 irão realizar, entre os dias 1 e 16 de outubro, testes tipo RT-PCR para detecção do novo coronavírus. Segundo a assessoria, as avaliações serão feitas pelo Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) e os funcionários terão ainda que baixar e se registrar em um aplicativo que será usado para controle de sintomas da Covid-19, além de assistir às videoaulas sobre o retorno seguro. "Todos os funcionários, professores e alunos passarão por este processo [testagem, atendimento às videoaulas e registro no aplicativo no período anterior ao retorno presencia]", diz texto publicado pela Unicamp sem definir, contudo, as datas em que docentes e estudantes serão examinados. Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas Antonio Scarpinetti Planejamento A Unicamp destaca que o plano de retomada foi estabelecido considerando-se as classificações em que se encontram Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP) no Plano SP. As cidades são justamente onde a universidade tem campi e a condição estabelecida no planejamento é que cada uma delas ficasse por ao menos 28 dias consecutivos na fase amarela ou verde da classificação do plano. Todas cumprem regras da fase amarela, com aval do estado, desde o dia 8. O investimento necessário nos testes não foi confirmado, mas a Unicamp destaca que serão usados insumos oriundos do Instituto Butantan e recursos provenientes de doações. Além disso, garante treinamento, formação e monitoramento diário da saúde de quem precisar voltar ao campus. A comunidade é estimada em 46 mil pessoas e, de acordo com a instituição, deste total pelo menos 7 mil profissionais e alunos residentes da saúde foram testados desde o início da pandemia até agosto. Caso eles apresentem sintomas relacionados à Covid-19, diz a assessoria, serão novamente avaliados. Volta às salas de aula Somente após quatro semanas começa nova fase, quando a reitoria dará aval inicialmente para que até 25% dos estudantes de graduação e pós retornem aos campi, e desde que eles cumpram uma série de medidas como distanciamento social, cuidados sanitários e sejam respeitados limites de ocupação em salas de aula, laboratórios e bibliotecas da universidade. A instituição afirmou que as unidades e órgãos terão autonomia para definir o retorno. Veja aqui a íntegra do planejamento. "Entre os dias 29 de setembro e 6 de outubro, será feito o mesmo planejamento com os alunos de graduação, pós-graduação, extensão e também dos alunos da moradia estudantil. Este planejamento é necessário para que haja a preparação física dos espaços da universidade e também a adequação de serviços como o atendimento nas bibliotecas, restaurantes universitários e ônibus fretados, que não poderão funcionar ainda com sua capacidade máxima ou horário integral para a segurança dos servidores desses próprios locais e do público atendido", diz trecho. Segundo a Unicamp, nesta etapa também é previsto o retorno gradual das crianças atendidas pela Divisão de Educação Infantil e Complementar, e toda esta etapa deve levar 12 semanas para terminar. Já na fase seguinte, quando espera-se por controle da Covid-19 na área da universidade, a Unicamp prevê continuidade das medidas de higiene, distanciamento social, estudos sobre o tema e ações educativas. Além disso, destaca que cada fase pode ser reavaliada conforme evolução da pandemia. Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença Foto: Infografia/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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14/09 - UFJF emite mais de 270 laudos de Covid-19 na última semana para cidades da Zona da Mata
Ao todo, já são mais de sete mil exames realizados pela instituição desde o início da pandemia da doença. Veja abaixo o balanço semanal. Teste do novo coronavírus Jornal Nacional/ Reprodução A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) emitiu 274 laudos da Covid-19 entre os dias 8 e 11 de setembro para cidades da Zona da Mata. A informação é do balanço semanal da instituição que foi divulgado nesta segunda-feira (14). Ao todo, já são 7.070 exames realizados desde o início da pandemia. Veja o balanço anterior: UFJF emite quase 7 mil laudos de Covid para cidades da Zona da Mata Em junho, o G1 mostrou que os laboratórios da instituição passaram a receber as amostras da região. Veja abaixo mais números. Anteriormente, em maio, a Universidade recebeu o certificado de qualidade da Fundação Ezequiel Dias (Funed), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Na ocasião, a Prefeitura de Juiz de Fora e a UFJF assinaram um termo de cooperação, para a realização dos exames do novo coronavírus no município. Desde então, mais de 5.000 amostras já foram recebidas pelo Executivo. Relatório Semanal No novo relatório semanal, a UFJF divulgou que emitiu 274 novos exames entre os dias 8 e 11 de setembro. O maior número foi registrado em Juiz de Fora, com 194. Confira abaixo o relatório semanal referente ao período de 8 a 11 de setembro e o número total de testes feitos desde o início da ação. Relatório semanal da UFJF referente ao período de 8 a 11 de setembro UFJF/Divulgação Na última sexta-feira (11), a Prefeitura informou que os laboratórios da UFJF já entregaram 5.428 resultados, sendo 1.547 positivos para a Covid-19. Initial plugin text
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14/09 - UFJF e UFSJ participam de pesquisa sobre o uso de EPIs por profissionais da saúde durante pandemia
O estudo conta com a colaboração de outras instituição e tem como objetivo identificar as potencialidades e fragilidades envolvidas na aderência ou não dos equipamentos. UFJF e UFSJ participam de pesquisa sobre o uso de EPIs por profissionais da saúde durante pandemia EPTV/Reprodução Pesquisadores das universidades federais de Juiz de Fora (UFJF) e de São João del Rei (UFSJ) fazem parte da realização de um estudo sobre o uso e a adesão de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) por profissionais da área da saúde durante a pandemia do novo coronavírus. A pesquisa conta também com a colaboração de estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Instituto de Pesquisa René Rachou e da Aarhus University. Segundo a UFJF, o objetivo principal do estudo é identificar as potencialidades e fragilidades envolvidas na aderência ou não de EPIs pelos profissionais durante o manejo dos casos da doença. A coordenadora de pesquisa e docente da UFJF, Angélica Coelho, destacou: "Além disso, vai contribuir para ações relacionadas a segurança dos profissionais de saúde e para o planejamento de ações educativas quanto à adesão e uso correto e racional dos EPIs”. Etapas Financiado pela Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o estudo já concluiu a primeira etapa, que consistiu na construção e validação de questionários. O processo contou com a análise de especialistas na área e buscou a adequação do conteúdo abordado na pesquisa. Já a segunda fase, que está sendo realizada pelas universidades, diz respeito à aplicação de questionários estruturados, cujas questões abordam o uso e adesão dos EPIs pelos profissionais que estão atuando no enfrentamento à Covid-19 e os fatores de risco relacionados. Os questionários formulados pela equipe são aplicados a profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e profissionais vinculados a programas de residência na área da saúde. A UFJF ressalta que os participantes da pesquisa terão a confidencialidade e o sigilo das informações assegurados e a identificação será feita por código numérico, sem coleta de dados nominais ou endereços. Além disso, profissionais que participarem da pesquisa têm acesso a um Termo de Consentimento Livre e Esclarecimento, que explica possíveis dúvidas de como funciona a participação, além dos objetivos e resultados esperados do estudo. “A participação de todos os profissionais da APS e dos vinculados aos programas de residência na área da saúde é importante porque é por meio deles que vamos no aproximar da realidade dos diversos cenários brasileiros em relação ao uso e adesão de EPI no combate à Covid-19”, completou. Resultados De acordo com a UFJF, os resultados do estudo podem contribuir positivamente na assistência ofertada pelos serviços da Atenção Primária e nos Programas de Residências na área da saúde durante a pandemia, além de gerarem dados importantes para o planejamento de ações educativos quanto ao uso de EPIs. "Temos perguntas relacionadas ao adoecimento e afastamento dos profissionais pela Covid-19 e isso possibilitará identificar qual a categoria profissional, quais os serviços de saúde e regiões do Brasil que apresentam maior prevalência de adoecimento entre os profissionais de saúde”, conclui a coordenadora. Initial plugin text
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14/09 - Ser Educacional fecha acordo para comprar operações da dona de Anhembi Morumbi e FMU
Negócio com a Laureate está avaliado em quase R$ 4 bilhões, mas ainda está sujeito à aprovação de acionistas e do Cade. Yduqs diz que pode apresentar proposta melhor que a da Ser. A Ser Educacional anunciou que fechou acordo para comprar as operações no Brasil da Laureate, que possui entre os seus ativos as unidades do Centro Universitário FMU e da Universidade Anhembi Morumbi (UAM), em São Paulo. O negócio está avaliado em quase R$ 4 bilhões. O valor inclui o pagamento de R$ 1,7 bilhão em dinheiro pela Ser e entrega de 44% das ações da nova companhia à Laureate. Pelos termos do acordo, a Ser também assumirá uma dívida estimada em R$ 623 milhões. De acordo com a Ser, com a combinação dos negócios, o grupo passará a ser o quarto maior player de ensino superior no Brasil em termos de número de alunos. "O negócio criará o quarto maior grupo de ensino superior do Brasil, com aproximadamente 450 mil alunos nas modalidades de ensino presencial e a distância, mais de 100 campi universitários, mais de 500 polos de ensino a distância e presença nos 26 Estados e no Distrito Federal", disse a Ser. Em comunicado divulgado na noite deste domingo (13), a Ser informou que a transação ainda estará sujeita à aprovação dos acionistas da companhia e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "Até a data de fechamento, a Ser e a Laureate permanecerão completamente separadas e independentes. Portanto, alunos, fornecedores, funcionários e outras partes interessadas não devem esperar qualquer alteração na composição da administração, nas relações comerciais e na prestação de serviços durante esse período", acrescentou. De acordo com os termos do acordo, se confirmada a transação, o empresário paraibano Janguiê Diniz ficará com cerca de 32% da empresa combinada, continuando a exercer o seu direito de voto como acionista controlador da Ser. A Laureate possui atualmente 267 mil estudantes matriculados no Brasil em 11 instituições de ensino superior. Divulgação Yduqs diz que pode apresentar proposta melhor que a da Ser Foi facultado à Laureate mecanismo chamado 'go shop', por meio do qual poderá ativamente solicitar e aceitar, até 13 de outubro, proposta vinculante apresentada por terceiros e que seja superior à efetivada pelo Grupo Ser Educacional. Pelos próximos 30 dias, a Laureate poderá receber proposta mais vantajosa de outro grupo, mas nesse caso a Ser Educacional terá direito a multa de R$ 180 milhões. A Yduqs (Ex-Estácio) anunciou nesta segunda-feira (14) que acredita ter condições de apresentar uma proposta mais atraente do que a Ser Educacional pelos ativos da Laureate no Brasil dentro do prazo estabelecido. Segundo a Yduqs, os dados públicos divulgados da transação demonstram um forte potencial estratégico e de geração de valor que as empresas do grupo e da Laureate combinadas teriam. A Laureate possui atualmente 267 mil estudantes matriculados no Brasil em 11 instituições de ensino superior, que incluem ainda a Universidade Potiguar (UnP), a Universidade Salvador (UNIFACS), o Centro Universitário dos Guararapes (UniFG), a Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), entre outras. Ao todo são 50 campi em 7 estados. Já o grupo Ser Educacional informa possuir uma base de mais de 188 mil alunos, incluindo a Unama (Universidade da Amazônia), Uninassau (Centro Universitário Maurício de Nassau), Uninabuco (Centro Universitário Joaquim Nabuco), Univeritas (Centro Universitário Universus Veritas)e UniNorte (Centro Universitário do Norte). Em agosto, a Ser já havia anunciado a compra da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (Facimed), em Rondônia, por R$ 150 milhões. Veja vídeos: últimas notícias de Economia
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14/09 - VÍDEO: os 6 meses de escolas fechadas no Brasil nas palavras de alunos, pais e professores de 8 estados
Estudantes e profissionais da rede pública e particular comentam os desafios enfrentados com a suspensão das aulas após a pandemia do novo coronavírus. Alunos, pais e professores em cidades do Brasil relatam como tem sido os 6 meses sem aula Uma situação muito diferente. Principalmente para as novas gerações: o enfrentamento de uma pandemia que força o fechamento de escolas por muitos e muitos meses. O G1 ouviu em 8 estados brasileiros (Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santa Catarina) como foi a experiência de 6 meses sem aulas presenciais. Estudantes falam da falta que sentem dos colegas, pais comentam as dificuldades em equilibrar o trabalho e a atenção às crianças e professores explicam as dificuldades do ensino a distância. Confira no vídeo acima. LEIA MAIS: 'Vamos precisar preencher a lacuna', diz professora do Paraná que ensina alunos surdos Assista a mais vídeos de Educação:
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14/09 - Universidades estão autorizadas a voltar com aulas presenciais no ES
Aulas presenciais estavam suspensas no estado desde meados de março Instituições públicas e privadas de ensino superior do Espírito Santo estão autorizadas a retomar as atividades presenciais Reprodução/TV Gazeta As instituições públicas e privadas de ensino superior do Espírito Santo estão autorizadas a retomar as atividades presenciais a partir desta segunda-feira (14). As instituições precisarão seguir o protocolo sanitário definido pela Secretaria da Saúde (Sesa) em portaria, que prevê, entre outras coisas, a adoção de um Plano Estratégico de Prevenção e Controle (PEPC) em cada instituição. As aulas presenciais estavam suspensas no estado desde meados de março. A autorização para o retorno do ensino presencial foi anunciada pelo governador Renato Casagrande (PSB) no dia 26 de agosto. Faculdades do ES se preparam para as aulas presenciais As universidades podem optar por seguir no ensino remoto. A maior instituição de ensino superior do estado, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), vai continuar com aulas remotas até 15 de dezembro. O Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) não vai voltar com as aulas presenciais até o final de 2020. A Universidade Vila Velha (UVV) e a Faesa, duas das maiores faculdades particulares capixabas, retomaram as aulas presenciais nesta segunda. Aulas presenciais na Ufes só serão retomadas no próximo ano Plano de volta às aulas O governador anunciou no dia 4 de setembro que tem “interesse” em retomar as aulas presenciais das instituições da educação básica em outubro. Um plano de retomada foi divulgado pelo governo e disponibilizado para consulta pública. “Temos interesse em retornar com outros níveis da educação básica a partir de outubro. O primeiro a retornar, certamente, será o ensino médio, mas vai depender de uma avaliação até o final do mês. O nosso interesse é ir retornando com atividades presenciais dentro do protocolo já anunciado pela Educação e Saúde”, disse Casagrande. Tal protocolo prevê as medidas a serem adotadas nas instituições de ensino para que a retomada seja segura para alunos e funcionários. "Não será todo mundo ao mesmo tempo na sala de aula. Seguiremos uma série de medidas", disse o governador. O plano prevê o retorno às aulas presenciais das escolas públicas estaduais, em regime de revezamento semanal, gradual e em etapas. O uso das atividades remotas por meio do Programa EscoLAR passou a ser considerado carga horária letiva a partir de 1º de julho. Com isso, mesmo com o retorno às aulas presenciais, as atividades e os recursos disponibilizados à distância complementarão as atividades dos encontros presenciais, constituindo um modelo híbrido da oferta educativa. Quando for definida a retomada, as unidades escolares deverão observar procedimentos técnicos e sanitários. ES está na expectativa para o retorno das aulas presenciais Initial plugin text Veja o plantão de últimas notícias do G1 Espírito Santo
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13/09 - Nº de alunos que abandonam faculdade deve subir após a pandemia, e setores poderão enfrentar falta de mão de obra
Queda na renda e falta de perspectiva levam alunos a desistência de seus cursos. Evasão universitária, que já vinha em tendência de alta, pode observar aumento em 2020. Ana Luiza Marques Santos, de 24 anos, tentou voltar à faculdade em 2020. Mas a pandemia adiou seus planos. Arquivo Pessoal Thiago Machado, de 22 anos, perdeu o emprego quando a pandemia começou a atingir o mercado de trabalho no país. Sem saber por quanto tempo ficaria sem renda, trancou a matrícula no curso de gestão financeira em uma universidade privada na capital paulista. “Mais difícil do que começar a faculdade é terminar, todo mundo fala isso”, afirma. “Precisei trancar.” Ana Luiza Marques Santos, de 24 anos, suspendeu a matrícula na faculdade de história no ano passado. Parou por questões financeiras. Tinha o plano de voltar a estudar em 2020 em uma universidade privada. Guardou dinheiro e se preparou. Mas, em março, com o início da pandemia no Brasil, as aulas foram suspensas. Três meses depois, ela perdeu o emprego. “Sempre acreditei que, me formando em história, poderia ajudar outras pessoas como eu, mas nem estou conseguindo me formar.” O cenário de incertezas na economia após a pandemia, com salários reduzidos e perda de emprego, pode contribuir para a queda de matrículas, abandono e aumento da evasão no ensino superior do país. No Brasil, 40% dos jovens com ensino superior não têm emprego qualificado Thiago Machado perdeu o emprego na pandemia e precisou trancar a faculdade Arquivo Pessoal Na rede privada, onde estão quase 80% dos universitários, o impacto econômico é sentido diretamente nas mensalidades. Na rede pública, o baque ainda deverá ser capturado. Mas, a estimativa é que, sim, haverá maior evasão no período de pandemia. “Podemos dizer que 50% dos alunos das universidades federais são pessoas em vulnerabilidade social. E sabemos que, na sociedade como um todo, as famílias têm sido muito impactadas”, afirma Isabel Hartmann, pró-reitora de graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante da Andifes, a associação de reitores das universidades federais do país. Alesandro de Brito Filho, de 23 anos, é um destes casos. Estudante de medicina da Universidade Estadual de Pernambuco (UPE), ele conta que a renda familiar foi impactada com a pandemia. Os custos aumentaram com a conta de luz e a alimentação, agora que passa o tempo todo em casa. Antes, Alesandro ficava o dia todo na universidade e comia em restaurantes populares, que estão fechados. "Desistir sempre passa pela cabeça quando não se tem todos os materiais necessários para se manter estudando e no mesmo ritmo dos companheiros de classe. Agora eu tendo a me desdobrar", afirma. Alesandro Pereira de Brito Filho, de 23 anos, é aluno em medicina na UPE Arquivo Pessoal A universidade de Alesandro vai retomar as aulas, de modo remoto, neste semestre. Ele está sem computador ou tablet, já que o dele quebrou em abril. O smartphone é o único meio de manter comunicação com a universidade. Com uma bolsa de R$ 400 que ele obteve recentemente no Instituto Luiza Mahin (Iluma), associação que reúne médicas, médicos e estudantes negros no Brasil, Alesandro pretende comprar algum equipamento para acompanhar as aulas. Evasão e mão de obra As áreas que têm maior evasão e mantiveram a tendência na pandemia são, segundo o sindicato das entidades de ensino superior privado do Estado de São Paulo (Semesp): Sociais aplicadas (administração, publicidade e propaganda e contabilidade), Engenharias (civil, mecânica e produção) Técnico em informática (TI) Cursos de administração e contabilidade costumam atrair pessoas de renda menor, faixa da população que foi mais afetada pela pandemia, explica o economista Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp. Já as engenharias atraem um grande número de estudantes porque têm um mercado de trabalho atrativo, mas são cursos caros e os alunos encontram dificuldade de manter o pagamento em dia. A área de TI (tecnologia da informação) atrai os profissionais que possuem certificações intermediárias - e os alunos acabam abandonando a faculdade para dar prioridade ao trabalho. Entre 2017 e 2018, o índice de alunos que desistiram ou abandonaram a faculdade aumentou pouco mais de um ponto percentual: foi de 27,5% para 28,8%. Os dados de 2019 e 2020 ainda não foram divulgados, mas estima-se que deste ano seja de 35%, afirma Capelato. Esse índice representa 461 mil alunos que poderão desistir de estudar nas faculdades particulares do país por causa da pandemia, estima. A consequência será um “apagão” da mão de obra qualificada nos próximos anos – justamente quando o país precisará se reerguer dos efeitos da suspensão das atividades econômicas após a recessão provocada pelo coronavírus. Arte/G1 Por outro lado, a redução no número de novas vagas devido à recessão econômica poderá aumentar o "mismatching", expressão usada para falar sobre a incompatibilidade entre a formação acadêmica do candidato e a exigência da vaga, afirma Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do FGV IBRE. "As vagas que exigem ensino médio completo poderão ser preenchidas por profissionais com diploma do ensino superior, simplesmente porque há oferta". Mercado de trabalho: futuro Lucas Oggiam, da PageGroup, uma multinacional de recrutamento, diz que "a falta de mão de obra especializada no mercado brasileiro já é uma realidade". "O impacto da pandemia virá daqui a 5, 10, 15 anos. O Brasil padece de mão de obra qualificada há tempos, mas ter um agravamento da mão de obra formada é bastante desafiador", analisa. Segundo Oggiam, poderá ocorrer uma forte disputa das empresas por trabalhadores qualificados – o que vai inflacionar os salários em áreas como de tecnologia. "Profissionais que falam um segundo idioma seguem sendo menos de 5% no Brasil. Se isso se agravar nos próximos anos, a capacidade das empresas de terem grande performance, e de se globalizarem, segue sendo desafiadora", afirma. Alerta O sinal vermelho nas universidades privadas acende quando as mensalidades ficam atrasadas. No primeiro semestre de 2020, a taxa de inadimplência aumentou 51%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. A evasão cresceu 14%. O número de novos alunos no segundo semestre de 2020 também sofreu redução, de 50%, segundo o sindicato das mantenedoras do ensino superior. O motivo? Desemprego e perda de poder aquisitivo dos alunos ou familiares. Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes) divulgada em junho aponta que, entre os alunos entrevistados, 42% afirmaram que há risco de desistir do curso. O adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de novembro para janeiro de 2021 e com divulgação dos resultados no fim de março, deverá provocar um efeito cascata no setor. De acordo com a Abmes, o adiamento poderá tirar ao menos 3,5 milhões de estudantes do ensino superior privado. Crise, descontos e bolsas O cenário de crise tem levado algumas universidades privadas a lotar as salas virtuais, ou a demitir professores. Ana Luiza Marques Santos, por exemplo, diz que tentou negociar a mensalidade com a faculdade para poder voltar a estudar, mas não foi atendida. Thiago Machado teve sorte: conseguiu um emprego há duas semanas e voltou a estudar em uma faculdade de São Paulo, onde já tinha bolsa de 70% de desconto na mensalidade, pela Quero Bolsa. No entanto, ele conta que a evasão foi tanta que a universidade juntou a turma dele, de gestão financeira, com outra, de contábeis. Por enquanto, diz Thiago, dá para acompanhar as aulas. “Assim que concluir este curso, espero ter um emprego melhor”. No Brasil, um diploma universitário na mão pode garantir um salário até 258% maior se comparado a quem não concluiu o ensino médio, segundo a OCDE. Vídeos: especialistas comentam sobre a volta às aulas
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13/09 - Reitora reeleita da UnB, Márcia Abrahão quer 'equilíbrio no orçamento das universidades' e tenta frear possível corte do MEC
Ao G1, gestora falou sobre impactos da pandemia na educação, expansão do ensino à distância e planos para novo mandato. Entre os planos, está continuar investindo em pesquisa; leia entrevista. Reitora da Universidade de Brasília, Márcia Abrahão, em entrevista ao Bom dia DF TV Globo/Reprodução Em meio à pandemia do novo coronavírus e à possíveis cortes orçamentários, a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, reeleita em agosto, traça planos para conduzir a instituição pelos próximos anos. A gestora afirma que pretende investir em pesquisas, expandir o ensino à distância e planejar, "com cuidado", a retomada dos alunos no formato presencial. Márcia Abrahão é a primeira mulher eleita para comandar reitoria da UnB Ao G1, Márcia falou sobre as dificuldades enfrentadas desde 2016, ano em que assumiu a reitoria da UnB. Um dos principais desafios está relacionado ao orçamento da instituição, que sofre reduções consecutivas. Em 2021, o Ministério da Educação (MEC) planeja cortar quase R$ 1 bilhão dos recursos destinados às universidades e institutos federais de ensino. Durante a entrevista, Márcia ressaltou que está em diálogo com o MEC e com o Congresso Nacional, para que "haja um equilíbrio no orçamento das universidades". De acordo com ela, a pasta se mostrou disponível para debater o assunto. "É interesse deles que não haja queda", frisou. Reitora da UnB é reeleita Além das questões orçamentárias, a reitora falou sobre os seguintes pontos: Impactos da pandemia Ensino à distância Volta às aulas presencial Planos para o novo mandato Leia a entrevista G1 - Como está a situação orçamentária da Universidade de Brasília (UnB) em 2020? Márcia Abrahão - Quando a gente assumiu, em 2016, tinha uma situação orçamentária muito complicada, com déficit e com previsão de corte de 50% para o próximo ano. Fizemos todo um trabalho de adequação, tivemos que tomar diversas medidas, algumas difíceis. Hoje, estamos em uma situação totalmente equilibrada. "O nosso orçamento de 2020, avaliando apenas as despesas correntes, sem as obrigatórias, temos R$ 142 milhões, do Tesouro, e R$ 84 milhões vindos da arrecadação da UnB, como alugueis e projetos. Comparando com 2016, esses valores caíram cerca de 40%." G1 - O MEC planeja corte de quase R$ 1 bilhão do total de recursos destinados à universidades e institutos federais de ensino em 2021. Qual impacto dessa medida na UnB? Márcia Abrahão - Vivemos uma crise econômica devido à pandemia do novo coronavírus. Porém, já começamos a discussão no Congresso para que haja um equilíbrio no orçamento das universidades. O MEC se mostrou disponível para debater e é interesse deles que não haja queda. A gente não está trabalhando com esse corte, porque já fizemos todos os ajustes que poderíamos fazer. A discussão orçamentária está começando agora. Então, todo ano, o Congresso faz as previsões, de acordo com inflação e arrecadação. "É algo que está apenas começando e temos uma boa expectativa de que vamos conseguir reverter qualquer queda." Pandemia G1 - Quais impactos da pandemia do novo coronavírus na UnB e quais as áreas mais afetadas? Márcia Abrahão - O ensino foi o mais impactado. Porém, a UnB não parou em nenhum momento. As atividades administrativas e as acadêmicas, como defesa de teses, continuaram. Iniciamos uma série de pesquisas e muitos laboratórios desviaram um pouco as pesquisas para atender a demanda da Covid-19. Tivemos alguns dias de aula, mas tivemos que parar, o que foi um grande dificuldade. Vacina contra Covid-19 apresenta 'resultados promissores', diz professor que coordena testes na UnB G1 - Em agosto, a UnB retomou as aulas a distância. Qual avaliação do ensino remoto na instituição? Márcia Abrahão - Para retomar, tivemos que fazer uma grande modificação. Entre elas, a capacitação dos professores. Temos um centro de ensino à distância de mais de 30 anos, onde oferecemos cursos remotos. Porém, a grande maioria é presencial e é importante que continue assim. Estávamos em um processo de mudança do sistema acadêmico, o que foi um desafio. Mas isso permitiu que as matrículas fossem feitas a distância. Fizemos uma pesquisa social, que mostrou que aproximadamente 6% dos estudantes não têm computador, 30% não tinham acesso à uma internet boa e mais de 70% usam ônibus para ir à universidade. "Temos uma população acadêmica de mais de 50 mil pessoas. Na pandemia, seríamos um propagador do coronavírus no DF. Por isso, tomamos os cuidados e fornecemos bolsas para que os estudantes em situação de vulnerabilidade pudessem ter acesso à computadores e disponibilizamos internet para eles." Tivemos que cancelar algumas disciplinas práticas, mas o índice foi baixo. Então, a maior dificuldade foi achar uma forma de ministrar aulas, sem excluir estudantes. G1 - Há pretensão de expandir a modalidade a distância após o fim da pandemia? Márcia Abrahão - Esse é um caminho sem volta. Muita coisa a gente já tinha antecipado. Estamos discutindo e fazendo comissões sobre essa modalidade desde 2018. Fizemos todo um trabalho de informatização com a ideia de levar a UnB para o século 21. Outra atualização que tínhamos feito antes da pandemia, foi a instituição do diploma digital. Hoje, a nossa inscrição de calouros já é toda online e isso foi muito importante nesse momento. "A gente avalia que, no futuro, haverá cada vez mais a convergência do presencial com o remoto, sem abrir mão da presencialidade, mas qualificando ela ainda mais." Estamos recebendo um feedback muito positivo dos professores e foi importante termos um tempo para treiná-los. A gente avalia que esse modelo veio para ficar, mas de uma forma complementar. Reeleição G1 - Ao que você atribui a reeleição para o cargo de reitora? Márcia Abrahão - Primeiro, sou muito honrada, porque sou ex-aluna do curso de geologia da UnB. Meus filhos e irmãos se formaram na instituição. Além disso, sou a primeira mulher no cargo e assumi em momentos difíceis, como o das reduções orçamentárias. Sempre buscamos chamar a comunidade para mostrar as dificuldades e os caminhos. Algumas vezes tivemos discussões difíceis, como ajustes em contratos, que não queríamos fazer. Também mostramos que precisávamos melhorar nos indicadores acadêmicos. Fizemos um grande trabalho nesse sentido e focamos na excelência acadêmica com inclusão. Em nenhum momento escondemos os problemas e sempre buscamos soluções junto às pessoas, para trabalharmos juntos. Isso nos deu credibilidade e estamos felizes por ter esse trabalho reconhecido. G1 - Quais são seus planos para o novo mandato? Márcia Abrahão - Nesses primeiros 4 anos, fizemos muitos ajustes. Criamos um decanato de pesquisa, fortalecemos os estudos aplicados e vamos fortalecer essa área mais ainda, tudo de maneira inclusiva, fazendo com que toda a comunidade participe. Algumas ações que precisamos melhorar é nossa infraestrutura física. Tivemos mudanças, concluímos obras e fizemos novas, mas precisamos de mais agilidade. "Vamos lidar com a pandemia nos próximos anos e temos um plano de retomada em cinco etapas. No momento, estamos na zero. Tudo tem que ser organizado. A volta presencial tem que ser com muita cautela, para que a gente não tenha um retrocesso." Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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