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18/10 - Bahia tem retorno de aulas 100% presenciais na rede estadual de ensino, nesta segunda-feira
Atividades presenciais voltam após um ano e sete meses da suspensão, que ocorreu em março de 2020, por causa da pandemia da Covid-19. A expectativa é de que 900 mil estudantes voltem às escolas. Aulas 100% presenciais são retomadas em Salvador; veja A Bahia teve retorno de 100% das aulas presenciais na rede estadual de ensino nesta segunda-feira (18), após um ano e sete meses da suspensão, que ocorreu em março de 2020, por causa da pandemia da Covid-19. A expectativa é de que 900 mil estudantes retornem às atividades. AULAS PRESENCIAIS: Como preparar crianças e adolescentes para a volta? SALVADOR: Como será o 2º semestre presencial nas escolas? O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) é contrário ao retorno total em todas as escolas, e protocolou uma ação no Ministério Público da Bahia (MP-BA). A categoria alega que algumas unidades do estado não têm estrutura suficiente para cumprimento de medidas sanitárias e não estão prontas pra receber alunos. Bahia tem retorno de aulas 100% presenciais na rede estadual de ensino, nesta segunda-feira Natally Accioli/G1 O APLB também fala sobre o risco para os estudantes, funcionários e os professores, já que ainda há circulação da Covid-19 e que nem todos completaram o esquema vacinal para prevenir a doença. O Ministério Público do Trabalho diz que acompanha de perto retorno, e que montará uma comissão para fiscalizar escolas, sem aviso prévio de qual unidade será vistoriada. Aulas 100% presenciais são retomadas em municípios da Bahia Na capital baiana, o retorno foi tranquilo e sem aglomerações no início da manhã. Nas cidades de Barreiras e Vitória da Conquista, que ficam no oeste e sudoeste baiano, a situação se repetiu, assim como em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, e em Juazeiro, na região norte. A previsão é de que o ano letivo siga até o dia 28 de dezembro, nas mais de 25.700 unidades, espalhadas nas 417 cidades do baianas, de acordo com dados do Censo Escolar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 Ouça 'Eu Te Explico' 🎙
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18/10 - Escolas da rede estadual retomam aulas presenciais obrigatórias em Presidente Prudente
Dirigente regional de ensino diz que 'unidades estão adequadas'. Já na rede municipal, retorno de 100% dos estudantes às aulas presenciais segue indefinida. Aulas presenciais são retomadas nas escolas estaduais, em Presidente Prudente Alunos das escolas estaduais de Presidente Prudente (SP) retornaram às salas de aula nesta segunda-feira (18). Na última quarta-feira, dia 13, o governo estadual anunciou que voltam a ser obrigatórias para 100% do ensino presencial. A Escola Estadual Florivaldo Leal, por exemplo, os estudantes passaram pela aferição de temperatura na entrada e podem contar com dispositivos com álcool gel espalhados pelo prédio. Segunda-feira foi de retomada de 100% dos estudantes às aulas presenciais Marcos Santos/USP Imagens No total, a unidade tem matriculados cerca de 600 alunos entre os ensinos fundamental 2 e médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A dirigente regional de ensino de Prudente, Marta Oliveira, disse em entrevista à TV Fronteira que “as escolas estão adequadas”. “Desde o início da pandemia vem um investimento para essa adequação tanto do espaço físico quanto os produtos pra higienização das mãos”, comentou. LEIA TAMBÉM Como preparar crianças e adolescentes para a volta às aulas presenciais Volta às aulas presenciais obrigatória em SP: perguntas e respostas Retomada de 100% dos estudantes às aulas presenciais ainda segue indefinida na rede municipal em Presidente Prudente Aulas presenciais voltam a ser obrigatórias para 100% dos alunos em SP a partir de segunda-feira Seduc diz que retomada de 100% dos alunos em aulas presenciais em Presidente Prudente será analisada com o Conselho Municipal de Educação Conselho Municipal de Educação de Presidente Prudente diz que convocar 100% dos alunos para aulas presenciais é um risco ao público e seu núcleo familiar Segundo a dirigente, a unidade Florivaldo Leal já atendia quase 100% da capacidade, mas, até então, era opcional para os pais. A presença de alunos variava de 80% a 90%, conforme Oliveira. “A partir de hoje [segunda-feira, 18] é obrigatório para todos eles. Essa escola [Florivaldo Leal] consegue atender 100% dos alunos”. Oliveira ainda explicou que alunos que comprovadamente compõem algum grupo de risco da Covid-19 podem manter o ensino remoto com aulas síncronas e Centro de Mídias. “Agora é o momento de retorno. Nós já tivemos muitas perdas com o ensino remoto. Atendeu dentro do que foi necessário, por conta da pandemia, mas agora nada substitui o presencial”, disse a dirigente de ensino à TV Fronteira. Outras unidades Em relação às escolas municipais, a Prefeitura de Presidente Prudente informou que ainda não definiu como vai ficar a retomada de 100% dos estudantes às aulas presenciais. A situação deve ser analisada em conjunto com o Conselho Municipal de Educação (Comed). O Conselho Municipal de Educação (Comed) de Presidente Prudente informou ao g1, por meio de nota pública, que convocar 100% dos alunos para as aulas presenciais é colocar em risco a integridade física desse público e das pessoas com comorbidade que compõem seus núcleos familiares. Já o Sindicato das Escolas Particulares disse que atenderá 100% dos alunos. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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18/10 - Responda 5 questões de literatura que podem cair no Enem 2021
Veja como você se sai com questões de assuntos que podem fazer parte do assunto de literatura nas provas do Enem. Responda 5 questões de literatura que podem cair no Enem 2021 Confira as últimas notícias do g1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube
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18/10 - Confira quais assuntos sobre literatura devem cair na prova do Enem 2021
O professor Rômulo Arantes listou cinco assuntos que devem ser revisados pelo candidato nesta reta final para o Enem 2021. Em entrevista ao g1, o professor de literatura Rômulo Arantes listou os cinco assuntos da disciplina que devem cair no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Confira: QUIZ: responda 5 questões de literatura aqui! 1. Teoria literária É recorrente na prova do Enem questões envolvendo a estrutura do texto, principalmente sobre o poema, que é um texto muito rico, com elementos variados e atualizáveis. O candidato deve lembrar que um poema tem três elementos essenciais – verso, estrofe e ritmo -, e dois elementos acessórios – métrica e rima. Se a questão contiver um texto pós-moderno, o candidato pode se deparar com um poema visual ou marginal. O poema visual é aquele que não tem verso ou estrofe, as palavras são articuladas de forma completamente livre e elas apresentam um elemento sonoro, semântico e visual. Já o poema marginal, texto predominantemente na Ditadura Militar, o autor expressa o que pensa e, assim, são diversos os temas: amor, medo, vida e morte, social e entre outros. Ele possui um traço distintivo, uma linguagem irônica e debochada. Observações: o candidato deve se preparar para questões sobre o gênero lírico, levar em consideração a dimensão épica, histórica e heroica. Ele também deve ficar atento para o texto satírico, poético e apresenta uma dimensão de crítica. A narrativa é uma narração em prova. Dica do professor: no Enem sempre há perguntas envolvendo as funções da linguagem. Lembre-se que é necessário saber qual foi a intencionalidade do ato de fala. 2. Barroco Busto de São Boaventura, escultura em cedro do mestre Aleijadinho, vai retornar para Ouro Preto. TJMG/Divulgação O candidato deve dar atenção aos escritores Gregório de Matos, Padre Antônio Vieira e às produções artísticas do Barro Mineira. Pesquise sobre as pinturas do Mestre Ataíde e, principalmente, as esculturas do Aleijadinho. Conheça um pouco da história do mestre Aleijadinho 3. Romantismo O romantismo possuiu três fases, que são frequentemente cobradas na prova do Enem. Na prosa, os autores românticos procuravam integrar o território nacional. No teatro, as peças eram críticas e dinâmicas. O candidato deve lembrar desses aspectos e não esquecer as principais referências desta corrente, que são: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e Castro Alves. 4. Realismo brasileiro Estátua de Machado de Assis está na entrada da Academia Brasileira de Letras, no Rio Reprodução/ TV Globo O realismo é um movimento literário que iniciou no Brasil em 1881, após a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Além das características desta corrente, o candidato deve 'saber de cór' as principais obras de Machado. Pesquisador diz ter encontrado possível última foto de Machado de Assis em vida Campanha recria foto clássica de Machado de Assis e mostra escritor negro: 'racismo escondeu quem ele era' 5. Modernismo O modernismo é uma corrente literária que representou a ruptura com padrões e a inovação. Ela surgiu após o pré-modernismo. Lembre-se de associar este movimento com a pós-modernidade, algo bastante cobrado no Enem. Confira as últimas notícias do g1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube
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18/10 - Aulas presenciais são retomadas em escolas estaduais do noroeste paulista a partir desta segunda-feira
Governo estipulou retorno presencial obrigatório a partir desta segunda-feira (18). Na prática, porém, regra só deverá ser cumprida em novembro, quando não será mais exigido o distanciamento entre os estudantes. As aulas presenciais voltam a ser obrigatórias na rede pública e privada do estado de São Paulo a partir desta segunda-feira (18) CESAR CONVENTI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Começa nesta segunda-feira (18) a retomada das aulas presenciais para alunos de escolas estaduais do noroeste paulista. O retorno será feito depois que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), determinou a retomada obrigatória. Contudo, somente 24% do total de escolas do estado (1.251 das 5.130) conseguem garantir o distanciamento de um metro exigido pelas regras de combate à Covid-19. Nas demais, onde isso não é possível por falta de espaço físico, as aulas presenciais só voltam a ser obrigatórias para todos os estudantes em 3 de novembro. Volta às aulas presenciais: perguntas e respostas Como preparar crianças e adolescentes para a volta às aulas Volta às aulas presenciais em SP: perguntas e respostas A exigência também vale para as escolas privadas, mas elas terão prazos definidos pelo Conselho de Educação para se adaptarem. No caso das municipais, a maioria das prefeituras tem autonomia para decidir. Somente em cidades menores, que não têm Conselho de Educação próprios, devem seguir a determinação do estado. Durante coletiva de imprensa na semana passada, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, afirmou que o distanciamento ainda deve ser mantido até 3 de novembro. "Começamos com a obrigatoriedade dos estudantes já na segunda-feira. O Conselho vai deliberar sobre o prazo para as escolas privadas. Vai ter um prazo em que a escola privada poderá se adaptar à regra. Para as redes municipais, deverá ser observada a regra de cada conselho", disse o secretário. De acordo com o secretário, os estudantes só poderão deixar de frequentar as escolas mediante apresentação de justificativa médica, ou aqueles que fazem parte do grupo de exceções definidos: Gestantes e puérperas Comorbidades com idade a partir de 12 anos que não tenham completado ciclo vacinal contra a Covid Menores de 12 anos que pertencem a grupos de risco para a Covid e ou condição de saúde de maior fragilidade Em agosto, a gestão estadual já tinha reduzido o distanciamento entre as carteiras de 1,5 metro para 1 metro. O uso de máscara por parte de estudantes e funcionários permanece obrigatório para todos, assim como a utilização de álcool em gel nas escolas e equipamentos de proteção individual por parte de professores e demais funcionários. No início de agosto, o governo estadual liberou o retorno às aulas presenciais com 100% ocupação respeitando os protocolos sanitários, o que em algumas unidades exigiu revezamento de grupos. Apesar da autorização, o envio do estudante para a sala de aula era facultativo aos pais. Na ocasião, as prefeituras também tinham autonomia para definir as datas e regras de abertura. Quanto aos casos suspeitos, a Secretaria afirmou que as "bolhas" das pessoas em contato seguirão sendo suspensas das aulas presenciais. "Servidores, funcionários e alunos são acompanhados por meio do Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para Covid-19 da Secretaria e quando há o surgimento de diagnóstico provável ou suspeito no ambiente escolar, os contactantes são identificados, a pessoa é isolada e orientada a buscar atendimento na rede de saúde. É o médico quem determina, conforme avaliação, o período de afastamento e a indicação e o tratamento que deverá ser seguido. Os alunos contactantes, por sua vez, são afastados das aulas presenciais e acompanham as atividades de classe por intermédio do Centro de Mídias, sem prejuízo para o aprendizado. No caso dos servidores e funcionários, também são orientados para o acompanhamento médico, que irá determinar o afastamento e o tratamento", diz a nota. Volta às aulas é obrigatória no estado de SP a partir desta segunda-feira (18) TV Globo/Reprodução/Arquivo Sindicato é contrário O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) considerou a medida desnecessária, descabida e perigosa. Na avaliação da Apeopesp, as escolas não têm condições de cumprir os protocolos de segurança contra a Covid. O sindicato ainda alega que em diversas instituições não há funcionários de limpeza para garantir a higienização das unidades. Unesco é favorável A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) disse que apoia a volta do ensino 100% presencial e obrigatório nas escolas. A Unesco não tem dúvidas de que este é o momento de reabrir as escolas, especialmente considerando os prejuízos do ensino à distância na aprendizagem. "Nada substitui o ensino presencial e sabemos que muitos alunos e famílias tiveram problemas de conectividade e nos equipamentos para o ensino hibrido. As populações vulneráveis não têm condições de comprar pacotes de dados e o suporte não foi suficientemente bem estruturado no Brasil, apesar do esforço das secretarias de Educação. A Unesco vêm alertando para a catástrofe que o ensino à distância pode causar na aprendizagem, com perdas educacionais muito expressivas, inclusive no processo cognitivo", disse Marlova Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil. Vacinação no estado de SP Na última segunda-feira (11), o estado de SP atingiu mais de 80% da população adulta com esquema vacinal completo. Segundo dados do Vacinômetro atualizados até as 17h30 deste domingo (17), foram aplicadas 68,3 milhões de doses no estado, o que representa: 99,62% da população adulta com uma dose 82,87% da população adulta com esquema vacinal completo 83,04% da população total com uma dose 63,58% da população total com esquema vacinal completo Histórico Em setembro do ano passado, o estado retomou as aulas presenciais durante a pandemia, mas manteve um percentual limitador de 35% dos alunos matriculados por dia. Durante a fase emergencial, em março deste ano, as instituições ficaram abertas apenas para acolhimento de crianças em situação de maior vulnerabilidade e oferta de merenda. Em abril, as escolas foram liberadas para voltar a receber alunos, desde que mantendo a capacidade máxima de 35%. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da região
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17/10 - O que é o 'design thinking' que pode ajudar a potencializar a criatividade
Metodologia pode ser usada para projetar soluções para problemas em diferentes áreas. Para aplicar o design thinking, você deve colocar em prática a imaginação... GETTY IMAGES via BBC Brasil Em português, pode ser traduzido como "pensamento de design", mas o design thinking — mais conhecido pelo termo em inglês — não é de forma alguma propriedade exclusiva dos designers. Grandes inovadores do mundo da literatura, da arte, da música, da ciência, da engenharia e dos negócios o praticam, explica a Interaction Design Foundation, a maior escola de design online do mundo. As renomadas universidades de Stanford, Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos EUA, oferecem cursos dedicados a esta metodologia. E cada vez mais marcas conhecidas, como Apple, Google e Samsung, estão adotando este sistema. Mas em que consiste, de uma maneira geral, o design thinking? "Consiste em olhar o mundo como um designer. E isso significa se perguntar como melhorar o mundo sob a perspectiva de um designer", explica à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, Sandy Speicher, CEO da IDEO, empresa global de design à qual se atribui a popularização do método. A empresa — fundada em Palo Alto, na Califórnia, e com sede na Europa, Ásia e América do Norte — não inventou o design thinking (já se havia escrito sobre ele na década de 1960), mas ficou conhecida por praticá-lo e aplicá-lo à resolução de problemas desde o início dos anos 1990. Speicher está na IDEO há quase 17 anos, e é a primeira mulher a assumir o cargo de CEO da empresa. É reconhecida internacionalmente por sua experiência no design de sistemas em larga escala e na área de educação — ela liderou a implementação de um sistema escolar do zero no Peru. Sandy Speicher é CEO da IDEO IDEO/Divulgação via BBC Brasil "Podemos usar o design thinking para envolver as comunidades na criação de escolas melhores, hospitais melhores, sistemas de votação melhores... e tantas outras coisas! Especialmente nesta era de pandemia, em que há muito para projetar e reimaginar", afirma Speicher. O design thinking se aplica a vários setores e não é exclusivo de quem tem formação em design. Muito além do mundo do design "Se originou com produtos, depois se expandiu para serviços e depois para espaços e sistemas. Hoje se tornou central para os negócios em uma infinidade de aspectos, desde ser mais sustentável até implementar uma estratégia digital", explica Speicher. "Quando você aplica o design thinking a um negócio, a forma de trabalhar começa a mudar." "Aprendemos a ser mais colaborativos, a envolver diferentes áreas de uma equipe ou de uma empresa", acrescenta. A colaboração e a escuta são dois aspectos-chave do design thinking GETTY IMAGES via BBC Brasil O design thinking também pode ser aplicado a decisões não empresariais. "Às vezes, fazemos exercícios em grupo em que usamos o design thinking para desenvolver, por exemplo, como seria um jantar perfeito. Há questões simples e específicas às quais você pode aplicar o design thinking, e outras maiores e mais significativas", diz Speicher . Saúl Loriente Rodríguez, fundador e diretor da Design Thiking España — empresa especializada em design thinking —, concorda. Loriente, que começou sua carreira na área de criação publicitária e agora se dedica à estratégia de marca, define o design thinking como uma "metodologia de inovação focada na criação de soluções". "Em um processo de design thinking, você parte de um problema — que chamamos de desafio — e tem que encontrar uma solução. E podemos estar falando sobre qualquer tipo de produto ou serviço, desde uma melhoria em um sistema de compartilhamento de carros até uma viagem em família", acrescenta Loriente. O mais importante, diz o especialista, é que você leve em consideração as pessoas afetadas por esse problema (e para quem você vai desenhar a solução). Uma pergunta vital: para quem você está projetando? "Uma questão muito importante no design thinking é que sempre colocamos as pessoas, os usuários, no centro. É vital entender o usuário para quem você projeta, gerar soluções para seus problemas ou necessidades e implementá-las", explica Loriente à BBC News Mundo. Saúl Loriente é fundador e CEO da Design Thinking España CORTESIA: SAÚL LORIENTE via BBC Brasil "A ideia é encontrar uma solução rápida e econômica que você possa mostrar ao usuário, e então, por meio do feedback dele, obter pistas para saber se está no caminho certo (chamamos isso de prototipagem)", resume Loriente. "Isso supõe que quando você projeta soluções, você não o faz pensando em intuições ou nas suas próprias ideias, mas sim observando e investigando as pessoas para quem você vai projetar." Speicher acrescenta, por sua vez, que é vital nos perguntarmos não apenas para quem estamos projetando, mas com quem estamos projetando, "e incluir essa pessoa (ou pessoas) no processo de design". O processo criativo: imagine possibilidades "O design thinking é frequentemente considerado um processo, sempre começando com uma questão a ser resolvida", diz Speicher. "Fomos todos educados com diferentes lições de ciências. Aprendemos uma forma de pensar científica, que é o método científico: a examinar o mundo, a analisá-lo, a elaborar hipóteses. É um processo básico que também existe no design e que começa com uma pergunta: o que você pode fazer melhor e como entender melhor o que as pessoas sentem e precisam?" "Sintetizamos tudo isso em possibilidades imaginárias: e se o mundo fosse assim? E se este produto fosse assim? E se um serviço fosse desta outra forma? Como parte desse processo, testamos as ideias com as pessoas, e depois fazemos iterações", explica Speicher. Então, diz ela, buscamos inspiração cobrindo todos os ângulos da questão, vendo como ela foi abordada antes e ouvindo a pessoa para quem projetamos. No centro do processo de design, estão todas as possibilidades imaginárias para resolver um problema GETTY IMAGES via BBC Brasil "Em essência, é um processo bastante colaborativo que envolve entender as pessoas, imaginar novas possibilidades, experimentar e aprender coisas, receber feedback e repetir constantemente", afirma. Em muitos sites especializados em design thinking, fala-se de um processo de quatro, cinco, seis e até 10 etapas diferentes. A primeira costuma ser baseada na empatia, diz Speicher, "porque ouvir e compreender é vital para fazer a pergunta certa e buscar inspiração". Mas a IDEO ressalta que nem sempre é necessário seguir uma estrutura linear. No entanto, se você quiser ter uma referência, pode seguir este esquema: (EMPATIA) Elabore uma pergunta: pense em para quem você está projetando. (DEFINIÇÃO) Busque inspiração: saia pelo mundo em busca de inspiração, observe, descubra. (IDEALIZAÇÃO) Gere ideias: use a inspiração além do óbvio para encontrar novas soluções. (PROTOTIPAGEM) Torne as ideias tangíveis: crie protótipos preliminares e descubra o que funciona e o que não funciona. (TESTAGEM) Tentativa e erro: teste seus protótipos, repita (repita levando em consideração o feedback). Compartilhe a história: depois de encontrar a solução adequada, elabore e compartilhe a história para apresentar aos seus colegas e clientes. "Podemos usar essas etapas para estruturar nossos pensamentos, mas devemos lembrar que não estamos limitados a essa sequência." "Estamos sempre ouvindo, aprendendo, criando, iterando e imaginando. Todos esses recursos entram em ação o tempo todo", acrescenta Speicher. O processo não precisa seguir uma estrutura linear GETTY IMAGES via BBC Brasil Vejamos um exemplo... "Imagine, por exemplo, que o que você pretende fazer é melhorar a utilização de um serviço de compartilhamento de veículos e promover a sua utilização pelos jovens", sugere Loriente. Começamos criando empatia e observando: "Se você abordar a questão a partir do design thinking, na primeira parte desse processo você fará entrevistas com os jovens ou os observará para ver o que realmente falta no sistema de compartilhamento de carros". E assim chegamos à definição: "Suponhamos que, de tudo o que você investigou e encontrou, parece que o mais interessante é que os jovens veem um problema em estacionar porque acabam gastando mais dinheiro, já que demoram mais tempo", acrescenta Loriente. Então, estamos na fase da idealização: "Agora que você descobriu isso — e que vai se concentrar nesse problema — é quando você começa a gerar soluções. E talvez você diga: 'Bem, vou pedir que o pessoal da empresa estacione o carro, ou colocarei um recurso no aplicativo que informa ao usuário onde estacionar." Agora vem a prototipagem: "Trata-se de materializar as ideias que tenham ocorrido, mas de uma forma muito simples. Por exemplo, em vez de redesenhar todo o aplicativo ou a nova funcionalidade que você pensou, o que você faz é criar um desenho, o que chamamos de wireframe (guia visual)". "Você faz isso de forma rápida e barata, mas fundamentada visualmente o suficiente para que o usuário possa entender o que você está propondo", explica. Por fim, a validação: "Você mostra ao usuário o que pensou, e ele te diz o que acha. Se parecer perfeito, você segue adiante para produzir essa solução. Caso contrário, você aprende com o que ele disse, e você já tem um ponto de partida para fazer uma versão melhorada da solução". Uma mentalidade inovadora Loriente afirma que o design thinking sempre promove a criatividade porque uma de suas fases visa gerar novas ideias. Ele ressalta que uma característica importante para desenvolver essa criatividade é ter uma mentalidade inovadora. "Uma mentalidade inovadora é criativa, tem iniciativa e não tem tanto medo de errar. Uma mentalidade criativa gosta de explorar novas relações entre as coisas, trabalha em equipe e não considera nada como certo." Loriente afirma que se você aprender a ter uma mentalidade inovadora, poderá adotar melhor qualquer processo de design ou que envolva inovação — e que, ao mesmo tempo, colocar em prática o design thinking pode te ajudar a desenvolver as características de uma mente inovadora. Para Speicher, o segredo é priorizar a criatividade. "Há métodos e formas de pensar. Ou seja, existem as coisas que fazemos e a maneira como as orientamos, como estruturamos nossas mentes para dar saltos criativos", diz ela. "A principal razão pela qual desenvolvemos processos de design não é porque eles nos dão a resposta para um problema, mas porque eles são a matriz do processo criativo; eles nos permitem priorizar nossa criatividade." "O design thinking é uma forma de nos ajudar a ser criativos, de colocar essa criatividade para fora e colocá-la à prova." "Todo mundo tem a capacidade de ser criativo, todo mundo pode projetar. Você apenas tem que ousar colocá-la em prática."
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17/10 - Saiba como elaborar uma Redação de sucesso no Enem 2021; professor dá dicas
Ao g1, o professor de Redação, Thiago Morais, contou como estruturar, passo a passo, uma dissertação-argumentativa. Saiba como estruturar uma Redação de sucesso no Enem 2021; professor dá dicas Arquivo Pessoal A redação, para muitos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é um grande desafio. Ao g1, o professor Thiago Morais revelou segredos que podem ajudar a elaborar um texto coerente e atingir a boa nota tão aguardada. Entre eles: originalidade e criatividade. Antes, é preciso revisar as cinco competências avaliadas na dissertação-argumentativa cobrada no Enem: Competência 1 - domínio da norma culta da língua escrita. Competência 2 - compreender a proposta da redação. Competência 3 – coerência do texto. Competência 4 - conhecimento dos mecanismos linguísticos. Competência 5 - proposta de intervenção para o problema abordado. 1. Leitura cuidadosa e compreensão da proposta A proposta de Redação acompanha textos de apoio. Para compreendê-los corretamente, é importante ler com cuidado e atenção, pois falhas ou equívocos no entendimento da proposta podem prejudicar a elaboração do texto e a nota final do candidato. Cópia do texto motivador em redação do Enem divulgada pelo Inep Reprodução/Inep Além disso, trechos dos textos motivadores ou questões do exame não devem ser copiados. Apresentar o seu ponto de vista e produzir um texto autoral é fundamental para alcançar um bom resultado. "Depois da questão nº 45 de 'Linguagens, Códigos e suas Tecnologias', vem a prova de redação. Você encontrará três ou quatro textos motivadores e a proposta estará no final da folha. Por favor, não estabeleça cópia. Interpretou o tema por meio de leitura apurada dos textos motivadores? Parta para o projeto de texto", orientou o professor. 2. Estruturar projeto de texto Para dispor seus pensamentos e argumentos de forma clara, o candidato deve organizar seu texto a partir da introdução, do desenvolvimento e finalizar com a proposta de intervenção. O projeto pode ser elaborado na "folha de rascunho" da prova. De acordo com o professor Thiago Morais, a introdução deve conter o problema a ser analisado e ter entre quatro e seis linhas. Enquanto o desenvolvimento deve estar disposto em dois parágrafos, cada um com sete ou linhas, a fim de embasar e argumentar ideias. A proposta de intervenção ou conclusão, por fim, deve sintetizar o texto em até nove linhas. Professor de redação, Thiago Morais. Andrê Nascimento/G1 3. Escolha de principais informações e argumentos Segundo o professor Thiago, fazer ligações entre o tema proposto e outras áreas do conhecimento é fundamental para enriquecer sua redação. A sugestão é acrescentar ao texto as vozes de autores renomados e citações que demonstrem seus conhecimentos amplos sobre o assunto. "É importante relacionar saberes ligados à Constituição, à filosofia e à sociologia para embasar o discurso e o assunto estatal-governamental. Alguns bons pensadores são Zygmunt Bauman, Arthur Schopenhauer, John Locke, Jean-Jacques Rousseau, Thomas Hobbes", completou Thiago. A penúltima e muito importante etapa da redação é revisar o texto, verificando a gramática e coerência entre as ideias. Ao concluir, é hora de passar a limpo a produção para a "folha definitiva". Confira as últimas notícias do g1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube
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17/10 - Novo ensino médio: plataforma criada por ONG do DF reúne conteúdo gratuito para orientar professores
Mudanças no ensino entram em vigor a partir de 2022. Grupo mapeou itinerários formativos (disciplinas extras) mais usados em escolas e reuniu material pedagógico para educadores; estratégia usa, entre outros recursos, memes e jogos interativos. Estudante durante aulas no DF TV Globo / Reprodução Educadores de uma organização não-governamental (ONG) do Distrito Federal lançaram uma plataforma gratuita que distribui conteúdo pedagógico para ajudar na capacitação de professores do novo ensino médio. A estratégia usa, entre outros recursos, memes e jogos para "permitir que os alunos desenvolvam a criatividade e reflitam sobre acontecimentos contemporâneos" (saiba mais abaixo). A reforma no ensino, que começa a ser implementada em 2022, nas escolas públicas e privadas do país, muda a carga horária das aulas e passa a oferecer disciplinas extras (itinerários formativos) para os estudantes. LEIA TAMBÉM EDUCAÇÃO: escolas do DF se preparam para implementar novo ensino médio em 2022 ANÁLISE: novo ensino médio começa em 2022 de forma desigual pelo país NOVA PROPOSTA: entenda o que deve mudar com a nova metodologia Lançada em setembro, a plataforma "Base de Itinerários" envolveu quatro meses de pesquisa. Educadores, empreendedores sociais e artistas do Instituto MeViro, mapearam os conteúdos mais usados em colégios do DF, do Paraná, de Pernambuco, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e disponibilizaram o material na internet. São sugestões de plano de ensino, de abordagem e referências educacionais em mais de 40 temáticas. De acordo com as normas do novo ensino médio, cada unidade da federação será responsável pela elaboração do currículo e também pelas opções de conhecimento que a escola vai oferecer na parte flexível das aulas – quando os alunos escolhem que itinerário seguir. Plataforma orienta professores para atividades do novo ensino médio MeViro/Reprodução Memes, RPG e outras 'inspirações' Para Ciências da Natureza, entre outras atividades, a ONG propõe que os professores executem com os alunos um jogo inspirado na dinâmica do Role Playing Game (RPG). O material pode ser usado como ferramenta de apoio à compreensão de conteúdos de biologia. Em outra proposta, os professores descobrem como estimular os estudantes a criarem memes relacionados a fatos sociais relevantes (veja imagem abaixo). No projeto, a atividade se encaixa na área de "Linguagens e suas Tecnologias" e permite que os alunos desenvolvam a criatividade e reflitam sobre acontecimentos contemporâneos. "O exercício permite compreender a intertextualidade entre gêneros literários ou fenômeno linguístico, no qual um gênero assume a forma de outro", diz trecho do material. Eixo de cultura pop, em plataforma gratuita no DF MeViro/Reprodução Mapeamento e pesquisa O empreendedor social, Marcos Oliveira, fundador da ONG e idealizador da plataforma, explica que o projeto surgiu da demanda de professores em busca de itinerários formativos. "Por falta de formação e de conteúdos disponíveis, os professores estão desesperados com a pandemia e com a implementação do novo ensino médio. Então, mapeamos quais são os exemplos mais usados em escolas, inclusive aquelas atividades para quem tem recursos reduzidos", diz Oliveira. Ele conta que o projeto não tem fins lucrativos. "Como organização social, enxergamos a oportunidade de ajudar professores de escolas públicas". As novas diretrizes do currículo do ensino médio têm sido testadas em 12 escolas-piloto de Brasília. Segundo a Secretaria de Educação, os professores dessas unidades participam de formação continuada. Membros do Instituto MeViro, idealizadores da plataforma 'Base de Itinerários' MeViro/Divulgação Novo ensino médio O novo ensino médio foi aprovado em 2017 por meio de uma lei federal. No Distrito Federal, a capacitação dos professores começou em 2019. Veja cronograma a partir do ano que vem: 2022 Novo ensino médio será implementado para o 1° ano 2023 Modelo será expandido para 1° e 2° ano Reforma também atingirá 50% das unidades que dão aulas noturnas 2024 Novo ensino médio contemplará todos os anos das etapas finais do período escolar 2025 Modelo será avaliado institucionalmente Alunos e escolas do DF começam a se adaptar ao Novo Ensino Médio, em reportagem de janeiro Matérias optativas Segundo a Secretaria de Educação do DF, as matérias escolhidas pelos estudantes compõem os itinerários formativos, divididos nos seguintes eixos: Projeto de Vida Língua Espanhola Eletivas Orientadas Trilha de Aprendizagem Para que os estudantes possam se familiarizar com as diversas áreas do conhecimento, nos dois primeiros semestres, eles devem selecionar cinco disciplinas que não constam do bloco de formação básica. A partir do terceiro semestre, os alunos definem uma "Trilha de Aprendizagem" em uma das áreas do conhecimento, ou educação profissional e técnica. VÍDEOS: Série 'Futuro da Educação' Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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16/10 - Estudante alagoana é a única da América Latina entre os 10 finalistas do Global Student Prize 2021
Prêmio é considerado o “Nobel da Educação” por ser o de maior reconhecimento na área. Ana Julia Monteiro de Carvalho está entre os 10 finalistas do Global Student Prize 2021 Arquivo pessoal A estudante alagoana Ana Julia Monteiro de Carvalho, 18 anos, foi a única estudante da América Latina entre os 10 finalistas do Global Student Prize 2021, considerado o “Nobel da Educação” por ser o de maior reconhecimento na área. Para a seleção, foram mais de 3,5 mil indicações, de 94 países. Ana Julia é de Maceió e estuda o 3º ano do ensino médio na Escola Industrial de Educação Básica do SESI. Para ela, representar o país em uma competição como essa é muito importante não só para sua vida, mas para todas as comunidades que busca ajudar com seus projetos. “Fiquei muito orgulhosa e feliz, não só pela seleção para o prêmio, mas pelo que isso traz. Acredito que ele é muito importante para conseguir firmar parcerias e desenvolver projetos para comunidades. Eu acho que o mais importante foi essa plataforma que consegui e, com isso, ter a possibilidade de desenvolver projetos na cidade”, ressaltou. O Global Student Prize está na sua 8ª edição. Ele é aberto a todos os alunos com pelo menos 16 anos de idade e matriculados em uma instituição acadêmica ou programa de treinamento e habilidades. O vencedor ganha, além do título, o prêmio final de US$ 100 mil. O vencedor será anunciado na cerimônia de premiação que ocorrerá em novembro, em Paris, na França. “O estudo é muito importante pode mudar a realidade, não só da vida do aluno, mas da comunidade que vive. E isso não é só para quem se interessa por robótica, é preciso identificar a sua área e ter uma paixão pelo que faz. Independente da área escolhida, a pessoa usar suas habilidades para promover mudanças na sua comunidade”, ressaltou. Interesse começou aos 12 anos Estudante alagoana começou a se interessar por robótica aos 12 anos Arquivo pessoal A estudante começou a se interessar por robótica aos 12 anos e, entre os projetos desenvolvidos com sua equipe, está o Ecosururu, uma telha sustentável feita com a casca do sururu, molusco encontrado na região lagunar do estado. “A gente passa na Lagoa Mundaú e vê a pesca e a casca, que é descarta. Nós desenvolvemos a telha com o pó para, além de preservar o meio ambiente, fomentar o empreendedorismo na região”, disse. Outro projeto é o Sustainable Aerator, que busca aumentar a qualidade de água dos animais para ampliar a produção leiteira em regiões de subsistência de países em desenvolvimento. “É um mecanismo eólico que é usado como bomba e pode aumentar a quantidade da água destinada aos animais”, explicou. Ana Júlia está terminado o ensino Fundamental e pretende estudar em uma universidade fora do país. “Depois de ter o aprendizado em outro país eu quero voltar para o Brasil e colocar em prática o que aprendi, porque meu interesse é ajudar as comunidades”, completou. Ana Julia Monteiro de Carvalho, 18 anos, foi a única estudante da América Latina entre os 10 finalistas do Global Student Prize 2021 Divulgação/Sesi VÍDEO: Alagoas busca ampliar incentivo à robótica Projeto Robótica será ampliado para mais 50 unidades de ensino em Alagoas Assista aos vídeos mais recentes do g1 AL Veja mais notícias da região no g1 AL
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16/10 - Novo Ensino Médio: escolas do DF se preparam para implementar novo modelo em 2022
Reforma começa pelo 1° ano e será expandida gradativamente, diz Secretaria de Educação. Conforme pasta, comitê desenvolve modelo que deve ser finalizado e avaliado apenas em 2025. Cadeira de escola no DF Eduardo Paiva / TV Globo As escolas do Distrito Federal se preparam para implementar o novo ensino médio, que entra em vigor a partir de 2022, em todo país. A reforma muda a carga horária e o conteúdo oferecido aos estudantes, e o currículo tem dois blocos, com disciplinas obrigatórias e optativas, que são escolhidas por alunos (veja detalhes abaixo). O novo ensino médio foi aprovado em 2017 por meio de uma lei federal. Em Brasília, a capacitação dos professores começou em 2019 e, segundo a Secretaria de Educação, um comitê foi montado para desenvolver o modelo, que deve ser finalizado e avaliado apenas em 2025. LEIA TAMBÉM: CONTRASTE: novo ensino médio começa em 2022 de forma desigual pelo país REFORMA: veja o que muda nas escolas do DF, a partir de 2022 Projeto piloto Em 2020, o DF iniciou a reforma em cinco unidades de ensino, que serviram como piloto do projeto e para que os educadores se adaptem. Atualmente, 12 escolas de Brasília funcionam com o novo modelo. A diretora de ensino médio da Secretaria de Educação, Juliana Bottechia, conta que os professores passam por uma "formação continuada" para que sejam capacitados para atuar já a partir de 2022. Porém, de acordo com ela, o estudo sobre o modelo não será interrompido. "A formação continuada não acaba. Depois, vai para outra fase", diz Juliana Bottechia. A diretora aponta que as escolas também estão sendo adequadas para o novo ensino médio. Segundo ela, "cada unidade tem projeto político e pedagógico próprio, que será adaptado". Além disso, também pode haver mudanças na infraestrutura das unidades, diz Juliana. "A escola pode precisar de alguma adequação como no laboratório, por exemplo, ou em relação à pandemia [de Covid-19]". Implementação Estudante escreve em caderno TV Globo / Reprodução No Distrito Federal, o novo ensino médio será implementado, inicialmente, para os alunos da primeira etapa. Em seguida, os outros anos passam pelas adequações à medida. 2022 Novo ensino médio implementado para o 1° ano 2023 Modelo expandido para 1° e 2° ano Reforma atinge 50% das unidades que dão aulas noturnas 2024 Novo ensino médio contempla todos os anos das etapas finais do período escolar 2025 Modelo será avaliado institucionalmente A diretora de ensino médio da Secretaria de Educação do DF, Juliana Bottechia, considera que a reforma traz vantagens para os alunos. "Como o curso vai ser dividido em semestres, ele não precisará passar por uma reprovação geral, como acontece no modelo atual", diz ela. A gestora diz ainda que os estudantes, apesar de precisarem cumprir disciplinas obrigatórias, também poderão optar por matérias que têm maior afinidade. "A entrada é anual, mas o estudante faz uma organização semestral de estudo. A cada seis meses, ele pode fazer outras escolhas", diz. LEIA TAMBÉM NOVO CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO: 'Aluno pode ser atraído, mas problemas estruturais na escola permanecem', dizem educadores ESPECIALISTAS DIVERGEM: 'Retrocesso para manter pobre como pobre' ou 'protagonismo dos jovens' Em relação aos professores, Juliana afirma que o desafio de procurar a melhor forma de exercer a profissão é permanente, mas, para ela, "agora, será uma oportunidade dos educadores usarem a formação de uma forma prática na vida dos alunos". "Tem esse lado maravilhoso da gente procurar aprender mais do que a gente ensina", diz a diretora. Veja como vai funcionar Novo Ensino Médio Segundo a Secretaria de Educação do DF, as matérias escolhidas pelos estudantes compõem os itinerários formativos, divididos nos seguintes eixos: Projeto de Vida Língua Espanhola Eletivas Orientadas Trilha de Aprendizagem Conforme a pasta, para que os estudantes possam se familiarizar com as diversas áreas do conhecimento, nos dois primeiros semestres, eles selecionarão cinco disciplinas que não constam do bloco de formação básica. A partir do terceiro semestre, os alunos vão definir uma "Trilha de Aprendizagem" em uma das áreas do conhecimento, ou educação profissional e técnica. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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16/10 - Conteúdos violentos: como falar com crianças e adolescentes sobre séries como Round 6
Cenas de sexo e violência podem impactar desenvolvimento psíquico e levar crianças a reproduzir conteúdos de filmes e séries. Imagem da série 'Round 6' Divulgação O avanço tecnológico e as plataformas de streaming popularizaram o consumo de produções audiovisuais do mundo todo, mas também possibilitaram o consumo de séries e filmes com conteúdo violento por crianças e adolescentes. Recentemente, a escola Aladdin, no Rio de Janeiro, por exemplo, chegou a enviar um comunicado a pais e responsáveis alertando sobre conteúdos de violência, sexo e suicídio apresentados na série que é a febre do momento, "Round 6", da Netflix. A série tem classificação indicativa de 16 anos. No comunicado, ao qual o g1 teve acesso, a escola diz que se preocupa com a "facilidade com que as crianças acessam esse material" e reforça que as produções possuem “restrição de visualização por classificação etária, uma ferramenta preciosa para que nossas crianças acessem somente o conteúdo apropriado à sua idade". "Sabemos que é responsabilidade da família decidir o que é melhor para suas crianças, mas enquanto educadores temos o dever de alertar e honrar o compromisso com a educação" - Jardim Escola Aladdin. O problema não é recente. Séries como 'The Walking Dead', não indicada para menores de 16 anos, e 'Sobrenatural', não indicada para menores de 14, já foram muito populares entre crianças mais novas. No entanto, psicólogos e educadores reforçam a importância de haver um controle, ou, no mínimo, orientação sobre o acesso a conteúdos sensíveis por crianças. Patricia Bignardi, coordenadora pedagógica da Escola Tarsila do Amaral, em São Paulo, diz que a responsabilidade de verificar o que as crianças consomem em seu tempo livre é principalmente dos pais, mas que a escola tem o dever de orientá-los tanto quanto aos alunos sobre a forma de interpretar e lidar com conteúdos inadequados. "A escola tem um papel fundamental não só de conversar com as crianças, mas também de alertar as famílias sobre os riscos e consequências de expor a criança a cenas de violência e sexo, por exemplo. Porque, por mais que ela não entenda exatamente do que se trata, vai notar que não é algo presente no seu dia a dia e pode querer reproduzir, mesmo que por brincadeira, com os colegas." Segundo ela, o que deve ser feito caso isso aconteça é conversar com a criança para explicar que se trata de uma ficção e que não é algo que deva ser reproduzido na vida real. Na outra ponta, os pais também precisam ficar alertas para garantir que os filhos não acessem tais conteúdos e que estejam preparados para elucidar questões que podem não ser devidamente absorvidas pelas crianças. A psicóloga Iolete Ribeiro defende que o respeito à classificação dos conteúdos aos quais crianças e adolescentes têm acesso é indispensável. "O desenvolvimento psíquico de criança e adolescente difere em vários domínios psicológicos do desenvolvimento adulto. Então, o modo de pensar e de interpretar é característico e vai passando por transformações." Ela explica que a autonomia intelectual para distinguir o que é realidade e o que é fantasia está em formação em crianças de menos de 12 anos. Por isso, elas ainda não conseguem analisar o efeito das escolhas que fazem, nem mesmo têm capacidade para interpretar esses conteúdos de modo que não tragam prejuízos para seu processo de desenvolvimento. Iolete, no entanto, não defende a responsabilização de pais e professores e opina que é o estado quem deve regular o acesso e a classificação dos conteúdos. Confira outras dicas dos profissionais ouvidos pelo g1. Evite conteúdos inadequados Não assista conteúdos inadequados a crianças na presença delas. Dê preferência a conteúdos infantis quando estiverem assistindo juntos. Isso mostra que o conteúdo que elas assistem é divertido e interessante e não gera curiosidade sobre assuntos inadequados. Crie um perfil infantil Os serviços de streaming oferecem perfis infantis com filtro de conteúdos. Crie uma conta para seu filho e mostre o tanto de conteúdo legal que ele tem acesso. Explique que ele pode assistir o que estiver ali e, caso queira ver algo de outro perfil, é preciso pedir permissão antes. Alguns serviços de streaming oferecem a possibilidade de criar senhas para restringir o acesso a perfis --o que impede crianças de abrir conteúdos dos pais, por exemplo. A carioca Kathlen da Cunha é mãe de Saulo, de 4 anos, e toma os cuidados necessários para que o filho só assista produções próprias para sua idade. "Ele tem um perfil infantil, então conto com a configuração de segurança que os streamings proporcionam. De minha parte, eu programo, administro e supervisiono pela TV e também assisto junto." Confira o que a criança está assistindo Também é possível acessar o histórico do aplicativo e verificar o que foi acessado anteriormente. Faça isso e confira o que a criança assiste quando está sozinha. Converse Se a curiosidade surgir, converse com a criança sobre os conteúdos inadequados. Explique, sem detalhes, o assunto em questão. Por exemplo, diga que agressão é crime e não deve ser cometida, aceita ou reproduzida. Explique que o que ela viu é uma ficção e não deve ser feito na vida real. E se a curiosidade persistir, diga que ela pode sempre perguntar para um adulto de confiança. Guia da classificação indicativa No Brasil, as produções audiovisuais veiculadas na TV, em cinemas, distribuídos digitalmente ou por outros meios de comunicação precisam ser devidamente classificadas de acordo com a faixa etária indicada. A orientação é do Ministério da Justiça e está descrita no guia prático de classificação indicativa. As classificações podem ser: Livre para todos os públicos Não recomendado para menores de 10 anos Não recomendado para menores de 12 anos Não recomendado para menores de 14 anos Não recomendado para menores de 16 anos Não recomendado para menores de 18 anos Na TV aberta, por exemplo, cenas de sexo, consumo ou alusão a drogas ou violência só podem ser veiculadas a partir de horários específicos e sempre deve apresentar a classificação indicativa. O objetivo é informar aos pais e responsáveis se o que está sendo exibido é ou não recomendado para crianças e adolescentes. Conteúdos disponibilizados por serviços de distribuição ou de streaming também precisam ser classificados. Mas, como nestes casos o horário de exibição não é controlado, as profissionais ouvidos pelo g1 reforçam a necessidade de um controle parental para evitar o consumo indiscriminado de produções não recomendadas. Apesar disso, o consumo de conteúdos inadequados não é proibido, desde que seja permitido por um responsável legal que assuma os riscos da exposição não indicada.
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16/10 - 89% das famílias passaram a valorizar mais o trabalho dos professores depois da pandemia, aponta Datafolha
Pais e responsáveis reconhecem que docentes têm um trabalho mais desafiador do que acreditavam antes da pandemia de covid-19. Dia do Professor: conheça histórias de quem mudou a vida de alunos com deficiência Os professores passaram a ser mais valorizados por pais, responsáveis e alunos da rede pública de ensino durante a pandemia de covid-19, aponta levantamento do Datafolha encomendado por Itaú Social, Fundação Lemann e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De acordo com a pesquisa divulgada na sexta-feira (15), 89% dos responsáveis reconhecem que os docentes têm um trabalho mais desafiador do que acreditavam antes da pandemia de covid-19. Outros 89% assumem que ser um bom professor exige mais preparo do que acreditavam e 67% avaliam que os alunos passaram a respeitar mais os professores. Participaram da pesquisa 1.301 responsáveis que responderam por um total de 1.846 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 18 anos da rede pública, em todas as regiões do país. Arte: g1 “Quando as escolas foram fechadas como medida sanitária para conter a disseminação do coronavírus, os professores tiveram um enorme desafio para se adaptarem às aulas remotas. Alguns não tinham familiaridade com a tecnologia ou sequer possuíam equipamentos ou conexão adequada. Mesmo assim, se reinventaram e trouxeram iniciativas de extrema importância para a continuidade do aprendizado das suas turmas”, explica a superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann. Professora da Escola Estadual de Pontezinha, em Pernambuco, Priscilla Ramos é um destes professores. Responsável por uma turma de 2º ano do ensino fundamental, ela se reinventou para garantir que a pandemia não prejudicasse tanto a alfabetização de seus alunos. Para isso, Priscilla criou um projeto de biblioteca itinerante para estimular a leitura dos alunos e passou a se fantasiar como personagens das histórias para as aulas remotas. "Eles ficavam curiosos para saber como eu estaria vestida para a próxima aula e não faltavam, além de terem se tornado mais participativos". Professora se fantasia para aulas Foto: Arquivo pessoal Professora Priscilla Ramos se fantasia durante aulas Foto: Arquivo pessoal Alunos participam de aulas da professora Priscilla Foto: Arquivo pessoal A recompensa foi ver o desenvolvimento da escrita e da leitura de seus alunos e o reconhecimento dos pais. "Eu cuido de uma sala com 24 crianças e eles tiveram que se adaptar para cuidar de uma ou duas, então passaram a entender a complexidade do trabalho do professor", diz. "Se eu tiver conseguido garantir 1% a educação das crianças e estimulado a curiosidade delas durante este período tão difícil que vivemos, já fico satisfeita", afirma Priscilla.
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15/10 - Dia do Professor: professores transformam suas casas em sala de reforço escolar em Araruama
Objetivo do projeto 'Casa Reforço Escolar', da Prefeitura de Araruama, é acolher afetivamente e contribuir com a aprendizagem dos alunos do município afetados pela pandemia. Iniciativa ainda gera renda para professores que estavam desempregados. Crianças são recebidas na casa dos professores, totalmente adaptada para oferecer as aulas de reforço escolar em Araruama Prefeitura de Araruama/Divulgação No Dia do Professor, celebrado nesta sexta-feira (15), o g1 apresenta uma iniciativa em Araruama, na Região dos Lagos do Rio, que tem transformado a casa de professores em sala de aula nessa pandemia da Covid-19. Trata-se do projeto da Secretaria Municipal de Educação "Casa Reforço Escolar", que se destaca pelo acolhimento afetivo e valorização da autoestima dos alunos da Rede Pública Municipal enquanto gera trabalho e renda a educadores que estavam desempregados. O projeto, lançado em 02 de setembro, já transformou parte da casa de cinco professoras que estavam desempregadas em sala de aula para reforço escolar Prefeitura de Araruama/Divulgação O projeto foi lançado no dia 02 de setembro e, atualmente, estão em funcionamento cinco Casas Reforço Escolar na residência de cinco professoras, sendo duas no bairro Mataruna, uma no Fazendinha, uma no Mutirão e outra no Outeiro. Todas as casas foram adaptadas pela Prefeitura com mesas, cadeiras, quadro, tatame e almofadas, além de material de ensino, como livros e cadernos. A remuneração aos professores ocorre a título de aluguel. Dia dos professores: veja ranking com média salarial oferecida em cada estado Lei do Dia do Professor tem assinatura de Antonieta de Barros, primeira deputada negra do Brasil A professora Luciene Inês de Oliveira Costa, de 39 anos, está feliz em abrir sua casa para o projeto e já vem colhendo os resultados desse contato mais próximo com os alunos. A professora Luciene Inês transformou uma parte da sua casa em sala de aula para o reforço escolar, que parte da perspectiva individual de cada aluno para o acolhimento e a aprendizagem Arquivo pessoal "Eles compartilham comigo a dificuldade que tiveram fazendo aulas on-line. Alguns disseram que não tinham internet em casa, outros disseram que os pais, por não terem o estudo, a formação necessária, não conseguiam ajudá-los. Então, eles estão muito empolgados com o projeto. São muito assíduos, interessados, esforçados. A todo o momento eu procuro levantar a autoestima desses alunos. E pelo fato de ser uma casa, não sei se eles se sentem mais à vontade, por não ter aquela visão mais total de escola, eles expõem suas dificuldades. Eu falei pra eles não terem vergonha de falar sobre o onde tem dificuldade, que vamos subir um degrau de cada vez, e se tivermos que regressar, vamos regressar. A gente não pode avançar e deixar alguma lacuna para trás. E assim a gente tá seguindo e obtendo resultado, e eu estou muito feliz", conta Luciene. A professora compartilhou com o g1 a redação de um aluno em que ele manifestou a importância da Casa Reforço. "...Tem uma parte da produção textual feita pelo aluno João Vitor, que ele diz: 'quando sentei na cadeira percebi a experiência da professora que em poucos minutos despertou a minha vontade de estudar'... "Nada mais motivador do que saber que você despertou no seu aluno a vontade de estudar, porque eles, a maioria, às vezes ficam desestimulados pela dificuldade que têm na assimilação de conteúdos, acham que são diferentes dos outros colegas porque não aprenderam. Eu falo: você sabe, vamos traçar o melhor caminho para você tá mostrando para si mesmo que você sabe", explica a professora, lembrando que o foco é identificar a maneira própria que cada um tem de aprender, além de considerar aspectos subjetivos, da própria realidade deles, buscando a melhor forma de aplicar o conteúdo. "Essa profissão me escolheu e eu sigo com ela há 21 anos fazendo de tudo para tentar contribuir de forma positiva na vida dos meus alunos, tanto na parte didática, quanto na parte humana", ressalta Luciene. Funcionamento da Casa Reforço Adolescentes também são atendidos pelo projeto 'Casa Reforço Escolar' em Araruama Prefeitura de Araruama/Divulgação As cinco Casas Reforço funcionam de segunda a sexta-feira, de 07h30 às 17h30. Cada aula, com até 10 alunos por turma, tem duração de uma hora. A triagem dos alunos que apresentam mais dificuldades é feita pelos professores do 1º ao 9º ano das escolas municipais. Anna Paula Franco, subsecretária de Educação e diretora do Departamento de Desenvolvimento do Ensino, explica que o projeto é mais uma estratégia de superação de dificuldades ocasionadas pela pandemia da Covid-19. "Os educadores do referido projeto, devidamente habilitados e orientados, fazem a acolhida aos discentes encaminhados pelas unidades escolares e propõem, com segurança, estratégias pedagógicas diversas a fim de potencializar suas habilidades e competências, resgatando a autoestima e maior interesse pelos estudos". Ao g1, a Prefeitura informou que vai ampliar o projeto, chegando a 30 Casas Reforço Escolar em diferentes pontos de Araruama, com capacidade para atender 160 crianças, cada. Atualmente, as escolas municipais, pré-escolar da Educação Infantil e Ensino Fundamental 1 e 2 (Regular e EJA), estão seguindo o modelo híbrido de ensino. Apenas os alunos da creche continuam com aulas on-line. Anna Paula conta que foram muitos os desafios diante da necessidade da rápida adaptação a uma realidade nunca antes experimentada na educação brasileira. "A pandemia da Covid-19 nos impôs a necessidade de repensar nossa postura diante de alguns aspectos relacionados à vida em sociedade, ao trabalho, ao lazer, à educação, entre outros. Mudanças consideráveis foram observadas e talvez sejam permanentes, ou durem mais tempo do que imaginávamos. Na Educação, a tecnologia, embora já fizesse parte da rotina de muitos, inicialmente foi vista como uma muralha intransponível. Planejar e propor aulas lançando mão das ferramentas digitais tornou-se um grande entrave no fazer pedagógico. De uma hora para a outra, o processo ensino aprendizagem passou por uma significativa transformação, em meio às incertezas que a pandemia nos reservava. A Prefeitura de Araruama, por intermédio da Secretaria de Educação, propôs cursos on-line sobre o ensino híbrido, modelo proposto para rede municipal, palestras continuadas, grupos de estudos, entre outros, a fim de subsidiar a prática docente nas unidades escolares", explicou a subsecretária. Anna Paula ressalta que o engajamento dos professores tem sido parte fundamental em todo o processo e que os mesmos, diante da grande oferta de aulas, cursos, palestras, fóruns on-line, buscaram o aperfeiçoamento de suas práticas para esta nova realidade. "É notório o engajamento dos educadores na proposição de metodologias capazes de encantar e motivar seus alunos, colaborando com o desenvolvimento de habilidades e competências que permitam aos alunos passar da melhor forma por esta pandemia e ter uma vida responsável, consciente e ativa na sociedade". "Hoje, gostaria de parabenizar a todos os professores que atuam em escolas e no Projeto Casa Reforço Escolar por sua incansável busca pela proposição do melhor aos seus alunos, e, por consequência, 'se eternizam em cada ser que educa', nas atemporais palavras do educador Paulo Freire", conclui Anna Paula Franco. Importância do acolhimento O g1 ouviu a psicopedagoga Maria Izabel Bastos sobre a importância do acolhimento aos alunos diante de tudo que eles já passaram nessa pandemia. Quanto à recuperação dos conteúdos, ela explica que é uma tarefa que deve ocorrer aos poucos, a longo prazo. A psicopedagoga Maria Izabel fala do processo de acolhimento e aspectos que devem ser considerados nessa pandemia Arquivo pessoal "Esse momento de retorno precisa ser de grande acolhimento, já que a escola não sabe o que ocorreu com o aluno, assim como o aluno não sabe o que ocorreu com o professor, com a escola. Então, quando se fala em retorno, seja na modalidade híbrida ou 100% presencial, precisamos ter bastante cuidado pois a escola não acompanhou a vida desse aluno nesse período de um ano e meio ou quase dois anos já na pandemia. Vai receber alunos que tiveram perdas financeiras, perdas materiais, perdas de vida, alunos que, hoje, sofrem com sintomas de ansiedade, medo, pânico...e esse aluno precisa estar novamente integrado na comunidade escolar. Ele precisa ter seus sonhos reavivados, ter a integração com os colegas novos, com os professores novos, pois a pandemia também trouxe mudança de professores nas escolas. Então, ele precisa de se ambientar novamente", ressalta Maria Izabel. Nesse processo de acolhimento, o professor tem papel crucial, como lembra a psicopedagoga. "O professor é figura principal pra esse retorno, porque ele tem o olhar cuidadoso sobre o aluno. Ele sabe a postura do aluno, conhece bem o comportamento deles. Sabe identificar aquele aluno que realmente está participando, está com alguma questão de ordem psicológica, emocional. O professor é o primeiro a detectar isso. O professor é uma figura valiosíssima pra todos, pra cada um de nós. E ele pode contribuir muito com isso, e, naturalmente, a escola precisa dar esse espaço de acolhimento, de afeto, pra dar um abraço, pra permitir que o aluno possa conversar, pra que se sinta bem, que sinta que há vida de novo, há perspectivas de novo, que há desenvolvimento para ele no futuro. Enfim, assim como nós adultos precisamos de um ombro pra chorar, de um aperto de mão, de um abraço, o aluno precisa muito mais". "A gente não pode esquecer que seja criança, seja pré-adolescente ou adolescente, ele foi furtado dos momentos em que ele gostaria de estar numa praça, nos parques, nos restaurantes, num lazer, num shopping...ele foi furtado disso num momento em que era pra ele isso. Então, precisamos retomar a autoestima desses alunos", finaliza Maria Izabel.
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15/10 - Biologia no Enem: veja pergunta que envolve citologia e coronavírus
Estudo das células é assunto recorrente no exame e pode estar atrelado à composição do vírus causador da Covid-19. 'Fogueira do Enem': live no Youtube, às 14h, ajudará alunos a estudar biologia Arte/G1 Biologia é um tema que está sempre presente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e com a prova que é porta de entrada ao ensino superior para milhares de jovens está chegando, é preciso se preparar. O g1 ouviu professor Kennedy Ramos, da plataforma "Bioexplica", que deu algumas dicas sobre o que pode cair no exame deste ano. Uma das apostas de Ramos é a pandemia de Covid-19, que após quase dois anos pode ser um dos assuntos abordados. Para entrar no tema, ele apresentou a seguinte questão sobre a composição do vírus: O coronavírus possui o genoma envolto em algumas proteínas dispostas em uma camada externa chamada de “envelope”, que é derivada da membrana celular do hospedeiro. Nesse envelope de dupla camada lipídica, são inseridas proteínas, que fazem parte da camada mais externa da partícula viral ou “vírion”. Essas proteínas do envelope viral são sintetizadas nas células hospedeiras, no(s) a) ribossomos livres do citoplasma b) retículo endoplasmático rugoso c) retículo endoplasmático liso d) ribossomos do interior no núcleo e) fragmentos da sua própria membrana "Apesar de ser uma questão sobre coronavírus, ela cobra um assunto totalmente diferente que é a parte da citologia [também conhecida como biologia celular, é o ramo da biologia que estuda a célula]. E o pessoal tem que ficar de olho porque cai bastante [no Enem] essa parte de secreção, produção de proteína", começa o professor. Para explicar a questão, ele relembra que o vírus possui em seu envelope proteínas externas que são produzidas por seu hospedeiro, ou seja, pelas células da pessoa contaminada, já que ele não possui metabolismo próprio, portanto não consegue produzir suas próprias proteínas. Para os conhecedores da biologia celular, as letras A e B das opções de resposta podem se destacar, já que ribossomos livres produzem proteínas e retículo endoplasmático rugoso (ou granuloso) também tem ribossomo. Então, qual é a resposta correta? "O retículo endoplasmático rugoso produz proteínas para atuar fora da célula. Por isso, também é conhecida como proteína de exportação. Enquanto isso, os ribossomos livres, que não estão aderidos ao retículo endoplasmático, produzem proteínas para atuar dentro da célula", explica Ramos. Para melhor compreensão, ele continua: "qualquer substância do nosso corpo que tem característica proteica que a célula libera para fora de si parte do retículo endoplasmático rugoso (...) e este é o objetivo do vírus, produzir uma proteína externa". Portanto, a letra B é a correta. Confira a explicação correta no vídeo abaixo:
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15/10 - Encceja PPL 2020: saneamento básico e baixa escolaridade são temas da redação para ensinos fundamental e médio
Edição foi aplicada para pessoas privadas de liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade. Quem teve o pedido de reaplicação aprovado também realizou a prova nas mesmas datas. Inep divulga temas das redações do Encceja PPL 2020 Caio Daniel/Secretaria da Administração Penitenciária Os temas das redações do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Encceja PPL) 2020 foram "A importância do saneamento básico para a população brasileira" para alunos de ensino fundamental e "Formas de enfrentar a baixa escolaridade de brasileiros" para aqueles do ensino médio. A informação foi confirmada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em seu site. O exame que concede certificação do ensino fundamental ou do ensino médio a pessoas que não terminaram essas etapas em idade regular aconteceu na quarta-feira (13) para certificação de ensino fundamental e quinta-feira (14) para certificação do ensino médio. O Inep não deu mais detalhes sobre o teor das redações. Os participantes do Encceja 2020 que tiveram o pedido de reaplicação aprovado pelo Inep também realizaram a prova nestes dias. O exame foi o mesmo do Encceja PPL, inclusive os temas das redações. A reaplicação foi direcionada para quem teve problemas logísticos no dia da aplicação regular do exame, em 29 de agosto, ou apresentou sintomas de alguma das doenças infectocontagiosas listadas no edital do exame, na véspera ou no dia da prova. Para que serve o Encceja? O Encceja é um exame gratuito, de participação voluntária, destinado a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada para cada nível de ensino. As provas avaliam os conhecimentos dos candidatos em áreas pré-determinadas e, diferente de um vestibular, não classifica os participantes em número de aprovados, pois todos que atingirem a pontuação mínima são considerados aprovados. Com a aprovação, o aluno pode conseguir um certificado que serve como diploma e garante a conclusão do grau, seja do ensino fundamental ou médio. Na prática, isso significa que alunos que têm no mínimo 15 anos completos para o ensino fundamental e no mínimo 18 anos completos para o ensino médio, na data de realização do Exame, podem fazer a prova e "concluir" o nível de ensino sem precisar passar pelas séries regulares. Assim, o aluno que conseguir a certificação de conclusão de ensino fundamental pode ingressar no ensino médio e aquele que for certificado quanto a conclusão do ensino médio, se assim desejar, pode ingressar no ensino superior. Até 2017, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) servia para dar certificado do ensino médio, mas desde a edição de 2018 ele perdeu esta função.
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15/10 - Professor dá dicas sobre o que revisar em biologia nesta reta final para o Enem 2021
Poluição da água, transgênicos, exames de DNA e organelas celulares são assuntos recorrentes no Enem, segundo o docente Francisco Honeidy. Professor de biologia dá dicas e tira dúvidas para o Enem 2021 O professor de biologia, Francisco Honeidy, listou os assuntos que merecem a atenção do candidato nesta reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. Poluição da água, transgênicos, exames de DNA e organelas celulares estão entre as temáticas que são mais cobradas da disciplina no exame. 1. Impactos dos seres humanos no ecossistema Lixão Giuliano Roque/TV Globo Assuntos relacionados aos impactos dos seres humanos no ecossistema são sempre recorrentes no Enem. Neste conteúdo, o candidato deve focar na poluição da água e do solo. A prova pode apresentar mais questões sobre poluição atmosférica, mas a história do exame mostra que a poluição da água e do solo merece uma atenção especial. Deve-se dar uma atenção aos processos de eutrofização – quando ocorre a diminuição da quantidade de oxigênio que acaba levando os indivíduos aquáticos a morte por sufocamento – e a magnificação trófica, que trata-se do acúmulo de substâncias em um ecossistema e os indivíduos que estão sempre no final da cadeia alimentar são os mais prejudicados. Vale também fazer leituras sobre os lixões, os aterros sanitários, que podem contaminar os lençóis freáticos subterrâneos e tornar bilhões de litros de água impróprios para o consumo humano. 2. Biotecnologia Entenda o que é o Crispr Reprodução / G1 O candidato deve revisar nesta reta final a engenharia genética e os transgênicos, que são seres manipulados geneticamente em laboratório e que acabam tendo genes de espécies diferentes. O fenômeno que não ocorreria de modo natural, mas que hoje é considerado de grande importância para a agricultura e a alimentação humana. Deve-se dar atenção a uma tecnologia nova, atual, barata e eficiente que é o Crispr. Através dessa tecnologia, uma enzima associada ao RNA “guia” pode fazer “cortes” específicos em um material genético. Entenda o Crispr: a técnica de edição de DNA que pode ter criado bebês resistentes ao HIV Além disso, questões envolvendo exames de DNA para identificação de paternidade são bastante recorrentes. 3. Organelas celulares Imagem de microscópio eletrônica mostra duas mitocôndrias presentes em tecido pulmonar de mamífero Domínio público É fundamental que o candidato saiba que os lisossomos são organelas relacionas à digestão celular e que mitocôndrias são as usinas de força das nossas células. Ela são produtoras de ATP e esse ATP é a energia do corpo humano. Confira as últimas notícias do G1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube
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15/10 - ‘Me dediquei de corpo e alma. É um orgulho vê-lo formado na faculdade’, diz professora de jovem com síndrome de Down
Samuel Ribeiro concluiu a graduação em pedagogia em uma faculdade privada de São Paulo. Neste Dia dos Professores, conheça histórias de docentes que mudaram a vida de alunos com deficiência. Dia do Professor: conheça histórias de quem mudou a vida de alunos com deficiência Em 2006, a docente Sueli Rangel descobriu que daria aula a seu primeiro aluno com deficiência: o pequeno Samuel Ribeiro, que tem síndrome de Down. “Bateu aquela ansiedade de como lidar com o novo, mas me dediquei de corpo e alma”, conta. Pedindo licença pelo clichê, mas é preciso dizer que esse encontro mudou a vida de ambos. Veja só como não é exagero. Quinze anos se passaram, e os dois agora merecem os “parabéns” pelo Dia dos Professores nesta sexta-feira (15) — eles viraram colegas de profissão. Compartilhe essa notícia por WhatsApp Compartilhe essa notícia por Telegram Samuel concluiu a graduação em pedagogia em uma faculdade privada de São Paulo. E Sueli, que, antes dele, não tinha nenhuma experiência relacionada a necessidades educativas especiais, foi estudar psicopedagogia e atualmente é orientadora educacional do programa de inclusão de um colégio particular. Samuel tem síndrome de Down e é formado em pedagogia Arquivo pessoal Abaixo, conheça mais detalhes da parceria entre Samuel e Sueli, e confira outras histórias de professores que, de alguma forma, marcaram a trajetória de crianças e jovens com deficiência. ‘Que honra é ver que ele virou meu colega de profissão’ “O Samuel fez com que eu desenvolvesse um outro olhar para o ensino. Tive um ano espetacular ao dar aula para ele, com desafios enormes”, diz. “Ele estava saindo da educação infantil, que tinha muito mais tempo para brincadeira, e entrando no ensino fundamental, com mais horas na sala de aula, sentado, escrevendo e lendo.” LEIA TAMBÉM: 'INCLUSIVISMO': o que significa o termo usado pelo ministro da Educação? 'BURACO NO MEU CORAÇÃO': mãe de crianças cegas comenta sobre preconceito VOLTA ÀS AULAS: 9 estados retornam para o ensino presencial Com o apoio da família do aluno, Sueli passou a se reunir com todos os profissionais de saúde que atendiam a criança: psicólogo, fisioterapeuta e fonoaudiólogo. Samuel Ribeiro, em foto de quando era bebê Arquivo pessoal “Isso me ajudou muito a desenvolver materiais especiais e a entender quais as adaptações necessárias para ele”, diz. “Fui atrás depois de uma especialização em psicopedagogia e fiz meu trabalho de conclusão de curso sobre capacitação de professores na inclusão.” Samuel também se orgulha do seu TCC do curso de pedagogia, sobre metodologia ativas de aprendizagem. “Que honra é saber que ele virou meu colega de profissão. Até hoje, nós nos falamos. Não existe um aniversário meu sem ligação do Samuel”, conta Sueli. O jovem deixa um recado para a professora. “Você facilitou minha aprendizagem. Que você continue assim com outros alunos, com todos os tipos de pessoa. Sua presença na minha trajetória sempre será marcante.” ‘Ele não sabia nem pegar no lápis. Depois da professora Noadias, aprendeu até a escrever seu nominho’ Noadias Novaes dá aula a crianças no sertão do Ceará Arquivo pessoal Quando tinha 13 anos, Evair Monteiro não conseguia ficar parado na sala de aula, chorava sem motivo aparente, não aprendia a escrever e já havia sido reprovado - os professores não sabiam mais como agir. Até que ele conheceu Noadias Novaes, docente que havia acabado de assumir a sala de recursos multifuncionais de uma escola pública no sertão do Ceará. Observando o quadro, ela conversou com a família do aluno e, junto com a mãe dele, levou-o ao médico. “Foi assim que finalmente o Evair foi diagnosticado com deficiência intelectual. A partir de então, começamos um trabalho de sensibilização com professores, para focarmos no desenvolvimento e na aprendizagem dele.” Já se passaram 4 anos desde essa “descoberta”. Durante todo esse período, Noadias atendeu Evair no contraturno escolar, para auxiliá-lo nas adaptações à escola comum. “Antes de conhecer a professora, meu filho não se envolvia com o colégio; não conseguia nem pegar no lápis. Depois dela, ele aprendeu até a escrever seu nominho, a contar de 1 a 20, a separar sílabas”, conta, orgulhosa, Rita Monteiro, mãe do aluno. “Ele faz os deveres direitinho. Agradeço a Deus todo dia por ter a Noadias na nossa vida.” Evair foi diagnosticado com deficiência intelectual aos 13 anos Arquivo pessoal Até mesmo na pandemia, a professora continuou seu trabalho com Evair. Como a família dele não tem acesso à internet, a docente passou a ir, pedalando ou a pé, até a casa dos alunos com deficiência, para dar aula a eles na calçada, ao ar livre. “Eu não queria que ele tivesse um atraso no desenvolvimento nesse período de escolas fechadas. É muito gratificante ver o estado do Evair no início e perceber como ele está agora. Fico muito, muito orgulhosa”, afirma Noadias. Rita chega a se emocionar ao falar do assunto. “Eu sei como a professora se sacrifica para ensinar esse tanto de aluno na pandemia, indo de um lugar para o outro. Mas quando ela chega, meu filho fica tão alegre”. 'Meu filho parece outra criança, graças ao professor Aguinaldo' O professor Aguinaldo ajudou Evair, que tem autismo, a desenvolver a fala Arquivo pessoal Quando alguém pergunta a Kessia França quem foi o professor mais importante da vida de seu filho, Kauã, ela nem hesita: Aguinaldo Martins. É para Aguinaldo que, todo dia, ela manda vídeos das conquistas do menino, de 13 anos, que tem transtorno do espectro autista (TEA). “Meu filho parou de falar quando fez 5 anos. Eu nem tinha mais esperança. Mas o professor começou a trabalhar isso com ele em sala de aula, focado em desenvolver a oralidade do Kauã. Ele está evoluindo muito, já fala ‘uva, ‘bola’”, conta Kessia. Já faz 3 anos que essa parceria acontece. Aguinaldo nem é mais o docente responsável pela turma do menino, mas continua sugerindo atividades e dando orientações à família. “Na pandemia, eu fiquei ‘meu deus, o que vou fazer?’. Aí, mandava mensagem para o professor Aguinaldo, e ele ajudava e me dava ideias”, conta Kessia. “Uma vez, ele falou para eu fazer arroz e pedir o auxílio do Kauã, para ele ir participando das dinâmicas e das tarefas da família. Meu filho está se sentindo mais pertencente ao grupo. Parece outra criança”, conta a mãe. Aguinaldo e Evair leem livro em escola municipal de São Paulo Arquivo pessoal Aguinaldo ouve essas declarações e diz que “se enche de orgulho”. “É muito bom saber que meu trabalho o ajuda até hoje. Eu me lembro de quando sentei com a classe e expliquei que o Kauã ficava no cantinho dele por causa do autismo. As crianças entenderam e começaram a chamá-lo para brincar, para jogar bola”, conta. “Eu mandava vídeos para a Kessia, porque queria que ela visse todos esses avanços.” Antes e depois de Kauã, outras crianças com deficiência aprenderam com o professor Aguinaldo. “Meu sonho é ter dinheiro para fazer uma pós-graduação em autismo. Mas, até lá, vou correndo atrás de conhecimento. Porque é o conhecimento que transforma o mundo”. Vídeos de Educação
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15/10 - Dia dos professores: veja ranking com média salarial oferecida em cada estado
Distrito Federal (R$ 5.167,64), Pará (R$ 4.341,34) e Maranhão (R$ 4.223,44) oferecem a maior remuneração média, segundo levantamento da Catho. Médias salariais oferecidas para professores no Brasil variam de R$ 1.700 a R$ 5 mil Mayke Toscano/GCOM-MT As médias salariais oferecidas a professores do ensino privado no Brasil variam de R$ 1.700 a R$ 5 mil, aponta levantamento realizado pela plataforma Catho e divulgado nesta sexta-feira (15), Dia do Professor. Segundo o estudo, os estados que oferecem a maior média de remuneração atualmente são o Distrito Federal (R$ 5.167,64), Pará (R$ 4.341,34) e Maranhão (R$ 4.223,44). Em 13º lugar, São Paulo oferece uma média salarial de R$ 3.464,68. Compartilhe essa notícia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram O Rio Grande do Norte, por outro lado, é o estado que oferece a menor remuneração para os educadores, com uma média de R$ 1.798,51 (confira ranking abaixo). Salário dos professores no Brasil Economia g1 Novo ensino médio: entenda o que deve mudar a partir de 2022 Na divisão por especialidade, os professores de ensino superior são os que recebem salário acima da média: até R$ 8.761,33. Os educadores do ensino médio vêm logo depois, com ofertas de salários de R$ 3.861,64 para práticas pedagógicas e de R$ 3.749,40 para o ensino de línguas estrangeiras. Já os que atuam no ensino fundamental recebem entre R$ 2.941,30 e R$ 3.035,21 para ensinar educação física e matérias regulares, respectivamente. LEIA TAMBÉM: Aluna ganha bolsa integral de cerca de R$ 2 milhões para estudar nos EUA VÍDEO: como tirar nota mil na redação do Enem mesmo sem saber nada do tema Dia do Professor: conheça histórias de quem mudou a vida de alunos com deficiência
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14/10 - 'g1 Enem': professor de física resolve 5 questões sobre os temas que mais caem na prova; veja VÍDEO
Em transmissão ao vivo no Youtube, estudante da área de humanas participou do 'Fogueira do Enem': ele teve de responder a questões de exatas sobre mecânica, eletricidade, ondulatória e termologia. A menos de 2 meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não dá mais tempo de estudar absolutamente todo o conteúdo cobrado na prova. Por isso, a dica é priorizar aqueles temas que "caem" com maior frequência na avaliação. Em física, segundo o professor Idelfrânio Moreira, gerente de inovações no SAS Plataforma, os tópicos abordados na maior parte das edições do exame são: mecânica; eletricidade e energia; ondulatória; termologia. Nesta quinta-feira (14), no quadro "Fogueira do Enem" no Youtube, Moreira propôs que um estudante resolvesse 5 questões sobre os assuntos listados acima. Em seguida, explicou a matéria e ainda fez uma rápida revisão de física. Assista ao vídeo acima e confira! Como funciona o desafio? Não é à toa que o programa se chama "Fogueira do Enem": o aluno escolhido para participar do desafio de física, Pedro Zequinatto, de 17 anos, não é tão íntimo dos números - ele quer estudar relações internacionais no futuro. Na live, o jovem respondeu a perguntas sobre velocidade em radares de trânsito, correntes elétricas no carregador do celular, ondas sonoras em fones de ouvido, termometria na geladeira e funcionamento do micro-ondas. Como no Enem, as situações-problema sempre são relacionadas a situações do dia a dia dos candidatos. LEIA TAMBÉM: REDAÇÕES COM NOTA MÁXIMA: exemplos do Enem 2020, 2019 e 2018 DICAS DE QUEM TIROU MIL: assista ao vídeo COMO EVITAR A NOTA ZERO: veja vídeo com dicas sobre a redação 'NÃO SEI NADA DO TEMA': como 'se virar' na redação FOGUEIRA DO ENEM: game com perguntas de química, biologia e matemática 'G1 Enem': a série de lives de educação Para ajudar os candidatos a se preparar para Enem, o g1 estreou em setembro uma série de lives no Youtube com: revisões dos temas mais cobrados na avaliação, games de perguntas e respostas; dicas de estudos; explicações sobre os processos seletivos e bate-papos com alunos e professores. Como assistir? Para assistir ao programa, basta entrar no canal do g1 no Youtube: https://www.youtube.com/c/g1. Dica: já acesse agora a página e se inscreva - assim, você receberá um lembrete no celular quando começar a live. Como tirar mil na redação sem saber nada do tema? É importante estar preparado para saber redigir uma boa redação, mesmo se o tema for distante do universo do aluno, explica Marina Rocha, professora do Colégio e Curso AZ, no vídeo abaixo. Veja dicas: Como escapar do 'zero' na redação? Assista ao papo sobre como escapar da nota zero na redação do Enem. Participaram: Thiago Braga, professor do Colégio e Curso pH (RJ), e Larissa Cunha, que tirou 1.000 no texto do Enem 2020. Game de matemática O professor Rodney Luzio, do Curso Anglo (SP), listou os 5 tópicos que aparecem mais frequentemente em matemática e resolveu perguntas sobre eles. Assista: Game de biologia Já tivemos também "Fogueira do Enem" de biologia. O professor Kennedy Ramos, da plataforma "Bioexplica", desafiou a aluna Ana Luiza Rodrigues com questões sobre Covid-19: Game de química Na estreia da live, em 2 de setembro, o estudante Douglas Santos, de 18 anos, participou do quadro "Fogueira do Enem". Na ocasião, o professor Phelippe Spitaleri, do curso Anglo, explicou (com bom humor) temas como cadeias carbônicas e equilíbrio em soluções: Redações nota mil Tivemos também uma live "G1 Enem" sobre redações nota mil: Initial plugin text Outros vídeos de Educação
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14/10 - Aos 58 anos e vivendo em abrigo de Mogi das Cruzes, ex-presidiário luta por vaga no Enem: 'Me acendeu a luz'
Wilder conta que foi usuário de drogas e chegou a viver nas ruas, mas diz que encontrou apoio em abrigo e agora estuda para conseguir vaga em faculdade. Morador de Mogi que vive em um abrigo luta para estudar e realizar a prova do Enem Se para algumas pessoas estudar é uma obrigação, para outras é meta. Principalmente quando a caminhada até esse objetivo é cercada por obstáculos e pela necessidade incessante de se superar. É assim que o Wilder Pinto de Souza encara esse sonho. Aos 58 anos e morando em um abrigo em Mogi das Cruzes, ele decidiu estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e quer virar exemplo. “Fui regresso da detenção, na penitenciária. Já morei na rua, já usei droga, já bebi. Agora não faço mais uso disso”, diz. “Agora eu me inscrevi no Enem. Vou prestar o Enem e tentar uma vaga na faculdade, se eu conseguir, pra fazer o curso de assistente social”. Ex-catador de latas é selecionado para estudar em Harvard; 'vi no lixo a oportunidade' A vida de Wilder é cheia de histórias. Algumas felizes, outras nem tanto. Longe da família, ele conta que passou por vários abrigos e foi dominado pelos vícios. Chegou a uma situação que nunca imaginou. Porém, encontrou oportunidade e, com muita ajuda, decidiu criar forças para superar tudo isso e brilhar com o suporte da educação. “Em matéria de estudos, comecei por causa de uma psicóloga que me incentivou”, conta. “Parece que me acendeu a luz, né? Estava apagada, não sei. Sei lá, eu tomei as rédeas da minha vida e estou tentando”. Mesmo com tudo caminhando, Souza pensou em desistir, mas seguiu forte. Agora leva a sério uma rotina de estudos, que exige esforço e educação. Ele espera inspirar pessoas que, como ele, conheceu de perto grandes dificuldades. “Eu vejo que tem pessoas aqui no abrigo que têm potencial, só que não desenvolvem, não vão atrás, não têm um incentivo. A pessoa fica na ociosidade, bebendo, usando drogas, dormindo na rua”. Aos 58 anos e vivendo em abrigo de Mogi das Cruzes, ex-presidiário luta por vaga no Enem Reprodução/TV Diário “Tem pessoas novas, fortes aí, bem mais novas que eu, bem mais saudáveis, que poderiam estar trabalhando, poderiam estar estudando, fazendo um curso, e não querem”. “Quem sabe, eles vendo a minha luta, talvez, não vamos dizer que seja, pode ser um incentivo”. O estudante mostra que nunca é tarde para recomeçar. “Essa juventude tem que abraçar a educação. Tudo é fundado na educação. Se a pessoa não tiver educação, ela não tem vida, não tem futuro”. Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê
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14/10 - Nove estados liberam retorno das aulas presenciais para todos os alunos; veja situação pelo país
Governo de SP, que tem a maior rede do país, anunciou na quarta-feira (13) que, a partir de 18 de outubro, atividades serão 100% presenciais. Escolas estaduais de Mato Grosso retomam aulas 100% presenciais na segunda-feira (18). Tchélo Figueiredo/SECOM-MT As aulas presenciais para todos os alunos, todos os dias, foram autorizadas na rede estadual em 9 estados do país, segundo levantamento do g1. Em outros 12, as aulas ainda seguem formato híbrido — ou seja, parte presenciais e parte à distância. Em 2 estados, o retorno obrigatório é só para parte dos estudantes. Já autorizaram retorno das aulas presenciais: AM, AP, CE, ES, MA, MS, PA, PR e SC; Definiram data de retorno: BA, MT, PI e SP; Retomaram para alguns anos: AL e RR; Seguem com aulas em formato híbrido: AC, DF, GO, MG, PB, PE, RJ, RN, RS, SE e TO. As aulas presenciais já estão autorizadas em Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e Santa Catarina. Em Roraima, as aulas presenciais foram retomadas apenas para o último ano do Ensino Médio e para o Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Em Alagoas, o estado autorizou a volta presencial para alunos do 5º e do 9ª anos do Ensino Fundamental e para estudantes do 3º ano do Ensino Médio. Na quarta-feira (18), o governo de São Paulo anunciou que as aulas presenciais voltam a ser obrigatórias para 100% dos alunos no estado a partir da próxima segunda-feira (18), mesma data em que serão retomadas as aulas neste formato na Bahia e em Mato Grosso. Já o Piauí anunciou o retorno faseado das aulas na rede estadual, a partir de segunda-feira (18). A previsão é que as aulas presenciais em todas as etapas de ensino retornem até 1º de novembro (veja abaixo situação nos estados). LEIA TAMBÉM: Como preparar crianças e adolescentes para a volta às aulas presenciais 5 motivos para continuar usando máscara contra a Covid-19 Especialistas pedem reformas e protocolos Ethel Maciel, phD em Epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins e professora titular da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes), só concorda com a volta do ensino 100% presencial e obrigatório nas escolas de São Paulo mediante a manutenção dos protocolos da OMS e ao menos a disponibilização de testes. "Temos que pensar no retorno sob o ponto de vista pedagógico, mas epidemiológico, e sob este último o panorama ainda é ruim. Ainda não há vacinas para as crianças e os adolescentes acabaram de tomar a 1ª dose. A falta dessa proteção propicia a transmissão, de modo que é ruim retomar sem a que a gente tenha ao menos um programa de testagem. Isso já traria uma segurança porque poderíamos monitorar as crianças, os familiares e uma orientação sobre o que fazer em casos positivos", argumentou. Volta às aulas presenciais em SP: perguntas e respostas O professor Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, acompanha a doutora Ethel sobre o receio, e alerta sobre a estrutura das escolas para esta nova fase no ensino durante a pandemia. "Eu acho um tanto preocupante este retorno. As crianças não estão todas vacinadas, ainda tem havido muitos relatos de professores com Covid-19 e soube de poucas obras para adequar as escolas para essa situação, com refeitórios e banheiros públicos ainda um tanto descuidados, sem ventilação, com necessidade de aumentar as equipes da limpeza. É mesmo gravíssimo o prejuízo que o ensino à distância causa, mas a perda da vida também é", argumentou Janine. Veja a situação por estado: Alagoas O estado autorizou, no final de setembro, a volta das aulas presenciais para alunos do 5º e do 9ª anos do Ensino Fundamental e para estudantes do 3º ano do Ensino Médio. Amapá No estado, as aulas presenciais estão autorizadas para todas as etapas de ensino desde 2 de agosto. Na prática, o retorno depende da adaptação de cada escola às regras de distanciamento e outras medidas de segurança e, por isso, algumas escolas ainda seguem com aulas remotas. Amazonas As aulas na rede estadual do Amazonas voltaram a ser 100% presenciais no final de agosto. Bahia Na próxima segunda-feira (18), as aulas presenciais serão retomadas para 100% dos alunos das escolas do estado. Ceará As aulas presenciais estão liberadas na rede pública estadual. De acordo com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), 86% de todas as unidades de ensino da rede cearense "já estão em transição para priorizar atividades presenciais". Espírito Santo No estado, as aulas voltaram a ser totalmente presenciais na segunda (11). Maranhão Está autorizada a volta 100% presencial nas escolas públicas estaduais do Maranhão, mas apenas algumas delas retomaram as aulas nessa modalidade. Segundo o governo, o processo de retomada das aulas presenciais no estado será feito de forma gradual. Mato Grosso Na próxima segunda-feira (18), as aulas presenciais serão retomadas para 100% dos alunos das escolas do estado. Estudantes com comorbidades poderão optar pela modalidade remota. Mato Grosso do Sul Na rede estadual, as aulas presenciais foram retomadas no início de outubro. Pará De acordo com informações da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), as aulas 100% presenciais na rede estadual estão liberadas desde 1º de outubro. Alunos que estudam em unidades em reforma e aqueles que comprovem casos excepcionais podem seguir as aulas de forma remota. Paraná As aulas presenciais para estudantes da rede estadual foram retomadas no final de setembro. Apenas alunos com comorbidades puderam seguir na modalidade remota. Segundo a Secretaria da Educação e do Esporte (Seed), em algumas escolas há a necessidade de revezamento dos alunos para garantir o distanciamento dentro da sala de aula. Nesses casos, os alunos que estão em casa podem acompanhar as aulas de forma remota nos dias designados. Piauí O estado anunciou o retorno faseado das aulas na rede estadual, a partir de segunda-feira (18), seguindo o cronograma abaixo: 18/10: 3º ano do Ensino Médio 25/10: 5º e 9º anos do Ensino Fundamental 1/11: 1º ao 8º ano do Ensino Fundamental e 1ª e 2ª anos do Ensino Médio Roraima Na rede estadual, as aulas presenciais foram retomado apenas para alunos do 3º ano do Ensino Médio e do Ensino para Jovens e Adultos (EJA). Santa Catarina Todos os alunos da rede estadual de Santa Catarina devem frequentar a escola presencialmente, com exceção dos estudantes que pertencem a grupos de risco para Covid-19 — alunos que pertençam a estes grupos podem frequentar a escola presencialmente, desde que apresentem laudo médico liberando o retorno. Nas escolas que não têm condições de garantir o distanciamento entre os estudantes em sala de aula, é permitida a adoção da modalidade híbrida. São Paulo O governo do estado anunciou a retomada obrigatória das aulas presenciais para 100% dos alunos a partir da próxima segunda-feira (18).
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14/10 - Como preparar crianças e adolescentes para a volta às aulas presenciais
Para os pequenos, momento pode ser semelhante a ir para a escola pela primeira vez. Converse, observe e não cobre demais. Como preparar os filhos para a volta às aulas presenciais CESAR CONVENTI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Depois de 1 ano e meio de pandemia, o governo de São Paulo anunciou na quarta-feira (13) o retorno obrigatório às aulas presenciais para todos os alunos da rede estadual. Outros estados, como Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, também adotaram a medida neste mês. Unesco apoia volta do ensino presencial obrigatório em SP Perguntas e respostas sobre a volta às aulas em SP Especialistas alertam que, após tanto tempo em casa, é preciso preparar a criança para o convívio social e dar a devida atenção para o período de readaptação. Para o psicólogo infantil do Hospital Pequeno Príncipe e doutorando em educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) Bruno Mader, este momento é similar com a primeira vez que a criança vai para a escola. "Quando a criança é levada para a escolinha nos primeiros anos do ensino infantil, os pais vão junto. E não é que que todos os pais devam ir para a escola, é que eles saibam que este é um momento de adaptação assim como levar o filho para a escola pela primeira vez." A coordenadora de Inovação em Educação do Instituto Unibanco, Jane Reolo, concorda e acredita que é um momento de readaptação também para os pais e professores. "Todos vivemos momentos de isolamento e quem ainda não foi impactado pela pandemia, será. Mas é importante dar atenção para como a criança e o adolescente vai reagir neste momento". Veja, abaixo, dicas para pais, responsáveis e professores Converse Para começar, os pais e responsáveis precisam pensar no que esse momento representa para as crianças e adolescentes. Entender quais desafios eles vão enfrentar e oferecer escuta sobre a volta às aulas presenciais é importante. "É preciso refletir com a criança sobre a importância estudo e da educação, falar da importância dos dos bons modos e do respeito na escola e principalmente fazer perguntas diretas para crianças menores", sugere Mader. Por isso, a conversa é o mais importante. E é importante ouvir o que a criança diz, e também o que ela não diz, lembra o psicólogo. "Isso vai mostrar que você se importa e, se for um momento de dificuldade para ela, demonstra também que ela não está passando por isso sozinha", reforça o psicólogo. Volta às aulas presenciais em SP: perguntas e respostas Pergunte, por exemplo: O que você pensa sobre voltar à escola? Como que você acha que vai ser? Quais amigos ou quem você quer reencontrar? Quem você não gostaria de reencontrar? Do que você tem medo? Você acha que vai conseguir prestar atenção em uma aula presencial? Segundo o psicólogo, as respostas a essas perguntas podem sinalizar o que a criança espera deste momento e como ela pode reagir em situações que podem acontecer na escola. Mader lembra que as conversas devem continuar a ocorrer após algumas semanas do retorno às aulas. "Pergunte ao seu filho como estão as aulas, se já ele já reencontrou os amigos, se sente falta do ensino híbrido ou remoto. E se a criança falar que não quer ir para a escola ou que não está se sentindo bem, escute", diz. Observe Para adolescentes a partir dos 12 anos, conversar e ouvir não deixa de ser fundamental, mas é preciso dar ainda mais atenção ao que eles não falam, mas expressam de outra forma, como Ansiedade Falta de atenção Falta de interesse ou de vontade de ir à escola Ataques de pânico Timidez demasiada Agressividade Agitação demasiada Irritação Choro Estes são sinais de que a readaptação pode não ser tão fácil para alguns alunos, e, caso sejam situações recorrentes, é importante procurar um especialista. Identifique se o que causa essa mudança de comportamento é fruto de uma dificuldade de comportamento, dificuldade de compreensão ou de relacionamento. E compare o comportamento atual da criança ou adolescente com o anterior, entenda como ela é em outras situações e se o comportamento dela na escola é diferente de como se comportava antes da pandemia. Não cobre demais "A escola é um ambiente de cobranças e isso pode causar muito estresse nas crianças que vão estar se readaptando. Não dá para trazê-las de volta e esperar que elas se sentem em seus lugares e façam as atividades como se estivessem na sala de aula durante todo este tempo", aconselha Reolo, do Instituto Unibanco. Segundo ela, cobrar notas, atividades ou equiparação de aprendizado entre os estudantes em um primeiro momento pode acarretar reações inesperadas. "Cada criança teve um momento, uma experiência única durante a pandemia. É natural que após este momento, elas tenham comportamentos e reações diferentes, mas é preciso que tenham tempo de se adaptar".
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14/10 - Professor de física desafia aluno com 5 questões sobre os temas que mais caem no Enem; ASSISTA live às 14h
Em transmissão ao vivo no Youtube, estudante da área de humanas participará do 'Fogueira do Enem': ele terá de responder a questões de exatas. Participe e envie dúvidas! Live discute perguntas de física que mais caem no Enem Arte: g1 Por mais que a verdade doa, precisamos encará-la: até mesmo quem for cursar uma faculdade na área de humanas terá de resolver 45 perguntas de ciências da natureza no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre elas, estão as temidas questões de física. Quer estar preparado para acertar todas? O g1 te ajuda: nesta quinta-feira (14), às 14h, você pode acompanhar mais uma live do "Fogueira do Enem" no nosso canal do Youtube (https://www.youtube.com/c/g1). O professor Idelfrânio Moreira, gerente de inovações no SAS Plataforma de Educação, desafiará um aluno com 5 questões sobre os temas que historicamente mais caem na prova. E não é à toa que o programa se chama "Fogueira": o estudante escolhido não é tão íntimo dos números - quer estudar relações internacionais no futuro. Será que ele vai acertar as perguntas? Brincadeiras à parte, o que importa é que tanto o jovem quanto quem acompanhar a live poderão tirar dúvidas ao vivo sobre física. E mais: aproveitar para revisar os principais tópicos de exatas no Enem. A apresentação será da repórter de Educação Luiza Tenente. Não perca! LEIA TAMBÉM: REDAÇÕES COM NOTA MÁXIMA: exemplos do Enem 2020, 2019 e 2018 DICAS DE QUEM TIROU MIL: assista ao vídeo COMO EVITAR A NOTA ZERO: veja vídeo com dicas sobre a redação 'NÃO SEI NADA DO TEMA': como 'se virar' na redação FOGUEIRA DO ENEM: game com perguntas de química, biologia e matemática 'G1 Enem': a série de lives de educação Para ajudar os candidatos a se preparar para Enem, o g1 estreou em setembro uma série de lives no Youtube com: revisões dos temas mais cobrados na avaliação, games de perguntas e respostas; dicas de estudos; explicações sobre os processos seletivos e bate-papos com alunos e professores. Como assistir? Para assistir ao programa, basta entrar no canal do g1 no Youtube: https://www.youtube.com/c/g1. Dica: já acesse agora a página e se inscreva - assim, você receberá um lembrete no celular quando começar a live. Como tirar mil na redação sem saber nada do tema? É importante estar preparado para saber redigir uma boa redação, mesmo se o tema for distante do universo do aluno, explica Marina Rocha, professora do Colégio e Curso AZ, no vídeo abaixo. Veja dicas: Como escapar do 'zero' na redação? Assista ao papo sobre como escapar da nota zero na redação do Enem. Participaram: Thiago Braga, professor do Colégio e Curso pH (RJ), e Larissa Cunha, que tirou 1.000 no texto do Enem 2020. Game de matemática O professor Rodney Luzio, do Curso Anglo (SP), listou os 5 tópicos que aparecem mais frequentemente em matemática e resolveu perguntas sobre eles. Assista: Game de biologia Já tivemos também "Fogueira do Enem" de biologia. O professor Kennedy Ramos, da plataforma "Bioexplica", desafiou a aluna Ana Luiza Rodrigues com questões sobre Covid-19: Game de química Na estreia da live, em 2 de setembro, o estudante Douglas Santos, de 18 anos, participou do quadro "Fogueira do Enem". Na ocasião, o professor Phelippe Spitaleri, do curso Anglo, explicou (com bom humor) temas como cadeias carbônicas e equilíbrio em soluções: Redações nota mil Tivemos também uma live "G1 Enem" sobre redações nota mil: Initial plugin text Outros vídeos de Educação
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14/10 - 'Posso até repetir de ano, mas não quero colocar quem eu amo em risco', diz estudante que não vai voltar às aulas presenciais em SP
Governo de São Paulo anunciou, na quarta-feira (13), que aulas nas redes pública e privada serão obrigatoriamente presenciais para 100% dos alunos; apenas estudantes que apresentarem justificativa médica poderão ficar em casa. Sala de aula de escola municipal em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Thais Ayrala tem 17 anos e é estudante do 3º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Reverendo Jacques Orlando Caminha D'Avila, na Zona Sul de São Paulo. A jovem mora com a avó, que tem diabetes, e com a irmã, que tem problemas respiratórios. Pensando na saúde da família, ela não pretende retornar ao ensino presencial, mesmo após o anúncio do governo do estado de São Paulo de que as aulas presenciais voltam a ser obrigatórias para 100% dos alunos a partir da próxima segunda-feira (18). “Em momento algum quero colocar quem eu amo em risco. Podemos correr o risco de repetir de ano por conta disso. Ainda assim, prefiro não colocar minha família em risco”, afirmou ela. “Eu tomo todos os cuidados para me proteger e proteger minha família, mas não sei se os outros 46 alunos que estudam na minha sala têm o mesmo cuidado”, pontuou Thais. Volta às aulas presenciais em SP: perguntas e respostas A exigência também vale para as escolas privadas, mas elas terão prazos definidos pelo Conselho de Educação para se adaptarem. "Começamos com a obrigatoriedade dos estudantes já na segunda-feira. O Conselho vai deliberar sobre o prazo para as escolas privadas. Vai ter um prazo em que a escola privada poderá se adaptar à regra. Para as redes municipais, deverá ser observada a regra de cada conselho", disse o secretário estadual da Educação Rossieli Soares, durante coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (13). Volta às aulas presenciais obrigatória em SP: perguntas e respostas De acordo com o secretário, os estudantes só poderão deixar de frequentar as escolas mediante apresentação de justificativa médica, ou aqueles que fazem parte do grupo de exceções definidos: Gestantes e puérperas; Comorbidades com idade a partir de 12 anos que não tenham completado ciclo vacinal contra a Covid; Menores de 12 anos que pertencem a grupos de risco para a Covid e ou condição de saúde de maior fragilidade. A Unesco apoia a decisão do governo e diz que é o momento de reabrir as escolas, especialmente considerando os prejuízos do ensino à distância na aprendizagem. "Nada substitui o ensino presencial e sabemos que muitos alunos e famílias tiveram problemas de conectividade e nos equipamentos para o ensino hibrido. As populações vulneráveis não têm condições de comprar pacotes de dados e o suporte não foi suficientemente bem estruturado no Brasil, apesar do esforço das secretarias de Educação. A Unesco vêm alertando para a catástrofe que o ensino à distância pode causar na aprendizagem, com perdas educacionais muito expressivas, inclusive no processo cognitivo", disse Marlova Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil. Aulas em escolas de SP durante a pandemia Werther Santana/Estadão Conteúdo Giovanna Moura também tem 17 anos e estuda na mesma escola que Thais. Ela compareceu às aulas presenciais quando havia limite de lotação nas salas. “Eu já estava desconfortável com a presença de apenas 70% dos alunos. Agora, então, um verdadeiro caos”, afirmou. “Moro com meus pais, que têm quase 40 anos. Poucos pacientes com essa idade acabaram vindo a óbito. Procuro preservar não só minha saúde, mas também a de quem mora no mesmo local que eu”, disse. “Pretendo terminar meus estudos este ano, aprender as coisas que nossos professores nos passam. Se não comparecer à escola, pode ser que eu não consiga isso”. “Há alunos que não utilizam a máscara 100% até o final das aulas. Isso aí não vai dar muito bom, não. Como todos nós sabemos, essa doença ainda está matando muita gente”, lembrou. Giovanna viu a decisão do governo como irresponsável: “Só podem ficar em casa os alunos que apresentarem problemas de saúde. Presenciei gente saudável entrando em óbito por conta do vírus”. No entanto, a possibilidade de reprovar por faltas a faz reconsiderar a decisão de não acatar a obrigatoriedade. “Faltam só dois meses para eu concluir os estudos. Nesses dois meses, tudo pode mudar com esse tipo de decisão. O jeito será, sim, comparecer à escola”. Obrigatoriedade das aulas presenciais em SP Embora tenha determinado a obrigatoriedade para todas as escolas já na próxima semana, a medida só poderá ser cumprida em algumas unidades a partir do próximo mês, quando o distanciamento entre as carteiras não será mais exigido. Isso porque muitas instituições não têm estrutura física para atender a 100% dos estudantes mantendo o distanciamento entre eles. Na rede pública, são cerca de 3,5 milhões de alunos distribuídos em mais de 5,4 mil escolas em todo o estado. Segundo a secretaria, o distanciamento entre as carteiras será inicialmente mantido, mas deixará de ser exigido a partir do dia 3 de novembro. Em agosto, a gestão estadual já tinha reduzido o distanciamento de 1,5 metro para 1 metro. O uso de máscara por parte de estudantes e funcionários permanece obrigatório para todos, assim como a utilização de álcool em gel nas escolas e equipamentos de proteção individual por parte de professores e demais funcionários. No início de agosto, o governo estadual liberou o retorno às aulas presenciais com 100% ocupação respeitando os protocolos sanitários, o que em algumas unidades exigiu revezamento de grupos. Apesar da autorização, o envio do estudante para a sala de aula era facultativo aos pais. Na ocasião, as prefeituras também tinham autonomia para definir as datas e regras de abertura. Sindicato é contrário O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) considerou a medida desnecessária, descabida e perigosa. Na avalição da Apeopesp, as escolas não têm condições de cumprir os protocolos de segurança contra a Covid. O sindicato ainda alega que em diversas instituições não há funcionários de limpeza para garantir a higienização das unidades. Vacinação no estado de SP Nesta segunda-feira (11), o estado de SP atingiu mais de 80% da população adulta com esquema vacinal completo. Segundo dados do Vacinômetro atualizados até as 18h42 da última quarta (13), foram aplicadas 67,1 milhões de doses no estado, o que representa: 99,43% da população adulta com uma dose 80,95% da população adulta com esquema vacinal completo 82,84% da população total com uma dose 62,08% da população total com esquema vacinal completo Histórico Em setembro do ano passado, o estado retomou as aulas presenciais durante a pandemia, mas manteve um percentual limitador de 35% dos alunos matriculados por dia. Durante a fase emergencial, em março deste ano, as instituições ficaram abertas apenas para acolhimento de crianças em situação de maior vulnerabilidade e oferta de merenda. Em abril, as escolas foram liberadas para voltar a receber alunos, desde que mantendo a capacidade máxima de 35%. VOLTA ÀS AULAS EM SP: Alunos sentam em carteiras separadas na Escola Estadual Thomaz Rodrigues Alckmin, no bairro do Itaim Paulista, na Zona Leste da cidade de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (7) Werther Santana/Estadão Conteúdo * Com supervisão de Cíntia Acayaba VÍDEOS: Veja mais notícias de São Paulo e região: .
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13/10 - Bolsonaro sanciona lei que suspende mínimo de dias letivos neste ano, informa Planalto
Texto resgata lei de 2020 que perdeu vigência na virada do ano, com o fim do decreto de calamidade pública. Para algumas etapas de ensino, horas pendentes terão de ser compensadas. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (13) uma lei que suspende, neste ano, o número mínimo obrigatório de dias letivos para todas as etapas de ensino em razão da pandemia. A sanção foi informada pela Secretaria-Geral da Presidência, que não disse se Bolsonaro vetou trechos. O texto da lei teve origem na Câmara dos Deputados, onde foi aprovado em setembro. O Senado aprovou o texto no mesmo mês. Para algumas modalidades de ensino, o projeto prevê que as horas-aula não ministradas terão de ser compensadas no ano que vem (veja abaixo). O projeto retoma uma lei que já tinha sido sancionada em 2020, mas perdeu efeito porque estava vinculada ao decreto de calamidade pública que já deixou de vigorar. O projeto aprovado no Congresso também estabelece normas de retorno às aulas presenciais. Segundo a Secretaria-Geral, a sanção será publicada no "Diário Oficial da União" desta quinta (14). OCDE conclui que Brasil foi um dos países que menos investiram em educação durante a pandemia Segundo o governo, a sanção da lei visa "afastar interpretações equivocadas" quanto os efeitos da lei de 2020. "Assegurando, assim, a necessária organização do calendário escolar do corrente ano em face da aplicabilidade da norma enquanto perdurar as medidas de enfrentamento da pandemia de Covid-19", afirmou a pasta. Com a sanção de Bolsonaro, a lei que perdeu validade será retomada – e as regras também surtirão efeito no ano letivo de 2021. Volta às aulas presenciais: infectologista alerta para necessidade de avaliar situação da pandemia Outros pontos Confira, abaixo, outras regras previstas no texto da lei aprovada pelos parlamentares no Congresso Nacional: Educação infantil Os estabelecimentos ficam dispensados da obrigatoriedade do mínimo de dias de trabalho educacional e do cumprimento da carga horária mínima anual. Não há necessidade de compensar as horas perdidas nos anos seguintes. Ensino fundamental e ensino médio As escolas ficam dispensadas da obrigatoriedade de cumprirem o mínimo de dias letivos, desde que seja cumprida a carga horária mínima anual, de 800 horas, estabelecida em lei. Essa carga horária poderá ser cumprida no ano seguinte, mesmo se o aluno estiver cursando a série ou ano escolar seguinte. A medida também autoriza atividades pedagógicas não presenciais para preenchimento da carga horária, desde que os sistemas de ensino garantam aos alunos o acesso a essas atividades. Deverão ser observadas as diretrizes nacionais editadas pelo Conselho Nacional de Educação, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as normas do respectivo sistema de ensino. O texto também diz que a União, os estados e os municípios implementarão, em regime de colaboração, estratégias de retorno às atividades escolares regulares. Ensino médio Especificamente para os alunos que estão concluindo o ensino médio, a lei possibilita que o estudante faça a matrícula suplementar em mais um ano letivo, relativo às horas prejudicadas pela pandemia. Para isso, é preciso que haja disponibilidade de vagas na rede pública. Ensino superior A lei dispensa a obrigatoriedade de cumprir o mínimo de dias letivos do calendário acadêmico. A carga horária anual mínima, no entanto, deve ser mantida. Cursos de medicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia e odontologia podem ter a conclusão antecipada pelas instituições, desde que o aluno cumpra 75% da carga horária do internato ou dos estágios curriculares obrigatórios. Ensino técnico O texto também possibilita a antecipação da conclusão dos cursos de educação profissional técnica de nível médio que tenham alguma relação com o combate à pandemia, com a mesma condição de cumprimento de 75% dos estágios obrigatórios. Grupo de risco No retorno às aulas presenciais, a lei prevê que alunos de grupo de risco epidemiológico tenham acesso a atendimento educacional adequado à sua condição, com programas de apoio de alimentação e de assistência à saúde.
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13/10 - UFJF convoca 115 estudantes em nova lista de reclassificação do Pism e Sisu
O próximo edital está previsto para ser divulgado no dia 20 de outubro. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) convocou 115 estudantes em uma nova lista de reclassificação, divulgada na quarta-feira (13) para os aprovados pelo Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2021.2. O próximo edital de reclassificação está previsto para ser divulgado no dia 20 de outubro. Do total de convocados, 17 são pelo Pism e os outros 98 pelo Sisu. As vagas são para os cursos do campus sede, em Juiz de Fora, e para o campus avançado de Governador Valadares. Os convocados devem fazer a pré-matrícula on-line até domingo (17). Além disso, os estudantes devem encaminhar a documentação exigida a partir das 10h da próxima terça-feira (19), até as 23h59 da sexta-feira (21). Clique e faça a pré-matrícula obrigatória do Pism e/ou do Sisu. Segundo a UFJF, o candidato que enfrentar qualquer dificuldade na realização da pré-matrícula deve enviar um e-mail para cdara@ufjf.edu.br para informar o ocorrido. Não serão aceitas matrículas após o período estabelecido. Veja como acessar Para acessar o sistema de envio de documentos para a matrícula, o candidato aprovado deve acessar a página do Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga), clicar em “Meu primeiro acesso” e realizar o passo a passo: Passo 1: digitar o CPF no campo “Login” e clicar em “Receber código”, que será enviado para o e-mail informado na pré-matrícula; Passo 2: após receber o código, é preciso informá-lo no espaço “Digite abaixo o código recebido” e clicar em “Confirmar código”. O candidato, então, deve criar uma senha e clicar em “Envio de documentação para a matrícula”, informar usuário (CPF) e senha (criada no passo anterior). Depois que o primeiro acesso for feito e a senha criada, se o ingressante precisar novamente entrar no sistema de envio da documentação para a matrícula, basta acessar o Siga; clicar em “Enviar documentação para a matrícula”; informar Usuário (CPF) e Senha. O candidato deverá ler atentamente os termos da matrícula, preencher os formulários on-line solicitados e fazer o upload de todos os documentos dos anexos do Regulamento de Matrícula da UFJF, conforme o grupo de ingresso. Os formatos de documentos aceitos são png, jpg, jpeg e PDF e o limite de tamanho para cada documento enviado é de 3 MB. Para escanear por meio de celular, a Universidade recomenda o uso de aplicativos como o CamScanner, Adobe Scan, ou outro da preferência do ingressante. Todas as informações contidas nos documentos devem estar legíveis, sem rasuras ou cortes. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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13/10 - Unesco apoia volta do ensino presencial obrigatório em SP; especialistas pedem protocolos e reforma nas escolas
Governo de SP anunciou que mudança será implementada a partir de segunda-feira (18) e que em novembro não será mais necessário distanciamento entre carteiras. Unesco vê cenário de 'catástrofe' da aprendizagem com o ensino à distância. Volta às aulas em São Paulo: pais e crianças na entrada de escola. CESAR CONVENTI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) disse que apoia a volta do ensino 100% presencial e obrigatório nas escolas de São Paulo, conforme anunciou o governo do estado nesta quarta-feira (13). Para outros especialistas, contudo, o cenário ainda não é seguro o suficiente sem reformas nas escolas e a manutenção de todas as medidas sanitárias. Volta às aulas presenciais obrigatória em SP: perguntas e respostas Nesta manhã, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou que as aulas presenciais voltam a ser obrigatórias nas redes pública e privada de São Paulo a partir da próxima segunda-feira (18), e que os estudantes só poderão deixar de frequentar as unidades mediante apresentação de justificativa médica. Volta às aulas presenciais em SP: perguntas e respostas Logo cedo, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se posicionou contrariamente à medida, que considerou desnecessária, descabida e perigosa. Entre os argumentos está o de que em diversas unidades há poucos ou nenhum funcionário de limpeza para garantir a higienização. A Unesco, por outro lado, não tem dúvidas de que este é o momento de reabrir as escolas, especialmente considerando os prejuízos do ensino à distância na aprendizagem. "Nada substitui o ensino presencial e sabemos que muitos alunos e famílias tiveram problemas de conectividade e nos equipamentos para o ensino hibrido. As populações vulneráveis não têm condições de comprar pacotes de dados e o suporte não foi suficientemente bem estruturado no Brasil, apesar do esforço das secretarias de Educação. A Unesco vêm alertando para a catástrofe que o ensino à distância pode causar na aprendizagem, com perdas educacionais muito expressivas, inclusive no processo cognitivo", disse Marlova Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil. Retomada ao ensino presencial se torna obrigatória a partir de segunda-feira (18). "Estamos desde julho trabalhando e advogando pela reabertura segura e gradual nas escolas. O Imperial College identificou que a taxa de transmissão do coronavírus no Brasil é a mais baixa desde abril de 2020, São Paulo tem um grande percentual de população vacinada e está com tudo aberto - bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais. Por que só a escola seria um local de transmissão?", continuou a porta-voz da agência. Marlova Noleto destacou que o retorno 100% presencial deve acontecer com a manutenção das medidas não-farmacológicas, como uso de máscara e álcool em gel, higienização dos ambientes e um planejamento que impeça aglomerações, conforme as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a pandemia. Já o governo Doria informou que o distanciamento entre as carteiras deixará de ser exigido a partir do dia 3 de novembro. Movimentação de estudantes na retomada das aulas presenciais na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) São Paulo, na Vila Clementino, zona sul da capital paulista, na manhã desta segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021, em meio à pandemia de coronavírus (covid-19). BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Especialistas pedem reformas e protocolos Ethel Maciel, phD em Epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins e professora titular da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes), só concorda com a volta do ensino 100% presencial e obrigatório nas escolas de São Paulo mediante a manutenção dos protocolos da OMS e ao menos a disponibilização de testes. "Temos que pensar no retorno sob o ponto de vista pedagógico, mas epidemiológico, e sob este último o panorama ainda é ruim. Ainda não há vacinas para as crianças e os adolescentes acabaram de tomar a 1ª dose. A falta dessa proteção propicia a transmissão, de modo que é ruim retomar sem a que a gente tenha ao menos um programa de testagem. Isso já traria uma segurança porque poderíamos monitorar as crianças, os familiares e uma orientação sobre o que fazer em casos positivos", argumentou. O professor Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, acompanha a doutora Ethel sobre o receio, e alerta sobre a estrutura das escolas para esta nova fase no ensino durante a pandemia. "Eu acho um tanto preocupante este retorno. As crianças não estão todas vacinadas, ainda tem havido muitos relatos de professores com Covid-19 e soube de poucas obras para adequar as escolas para essa situação, com refeitórios e banheiros públicos ainda um tanto descuidados, sem ventilação, com necessidade de aumentar as equipes da limpeza. É mesmo gravíssimo o prejuízo que o ensino à distância causa, mas a perda da vida também é", argumentou Janine. Vacinação no estado de SP Nesta segunda-feira (11), o estado de SP atingiu mais de 80% da população adulta com esquema vacinal completo. Segundo dados do Vacinômetro atualizados até as 7h17 desta quarta, foram aplicadas 66,7 milhões de doses no estado, o que representa: 99,37% da população adulta com uma dose 80,27% da população adulta com esquema vacinal completo 82,78% da população total com uma dose 61,55% da população total com esquema vacinal completo Histórico Em setembro do ano passado, o estado retomou as aulas presenciais durante a pandemia, mas manteve um percentual limitador de 35% dos alunos matriculados por dia. Durante a fase emergencial, em março deste ano, as instituições ficaram abertas apenas para acolhimento de crianças em situação de maior vulnerabilidade e oferta de merenda. Em abril, as escolas foram liberadas para voltar a receber alunos, desde que mantendo a capacidade máxima de 35%. VOLTA ÀS AULAS EM SP: Alunos sentam em carteiras separadas na Escola Estadual Thomaz Rodrigues Alckmin, no bairro do Itaim Paulista, na Zona Leste da cidade de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (7) Werther Santana/Estadão Conteúdo VÍDEOS: Veja mais notícias de São Paulo e região:
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13/10 - Aulas presenciais obrigatórias em SP: rede municipal continua em sistema híbrido em Ribeirão Preto
Alunos que preferirem ainda podem assistir às aulas remotamente a partir de segunda-feira (18), quando passam a valer regras do estado. Desde setembro, atividades são tanto pela internet quanto nas salas, com turmas reduzidas. Sala de aula de escola municipal em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Diferente do governo de São Paulo, que confirmou a determinação a partir da próxima segunda-feira (18), prefeituras de Ribeirão Preto (SP) e de Sertãozinho (SP) alegam, nesta quarta-feira (13), que ainda não têm previsão de quando a volta obrigatória das aulas presenciais nas redes municipais de ensino com 100% dos alunos em sala vai ocorrer. Por outro lado, em Franca (SP), a medida já é adotada em algumas unidades. Em Ribeirão Preto, as atividades seguem híbridas, com aulas remotas para quem preferir ou para turmas com até 50% da capacidade das salas, desde o retorno gradual e facultativo adotado em 20 de setembro. "A Secretaria Municipal da Educação está avaliando quando essa ação acontecerá", comunicou a Prefeitura de Ribeirão Preto. LEIA MAIS Como preparar crianças e adolescentes para a volta às aulas presenciais Volta às aulas presenciais obrigatória em SP: perguntas e respostas Prefeituras descartam desobrigar uso de máscaras em Ribeirão Preto, Franca e Sertãozinho Além disso, seguem válidos protocolos sanitários como distanciamento entre carteiras, uso de máscaras e adoção de turmas intercaladas em diferentes dias da semana ou por períodos, como no caso da educação infantil. Sala de aula em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Na região Em Sertãozinho, a Prefeitura informou que ainda não há uma data certa para 100% de aulas presenciais e defendeu o retorno seguro das atividades. Atualmente, o município tem adotado somente aulas à distância, com tarefas a serem feitas em casa e professores que ficam à disposição para falarem com os alunos pela internet. "Por isso, a Secretaria de Educação está trabalhando nos preparativos e avaliando as possibilidades com as equipes gestoras. As adequações quanto à ventilação e ao espaço físico das escolas estão em finalização. Portanto, ainda não há uma data certa para o retorno presencial", comunicou. A Prefeitura de Franca disse, à tarde, que algumas escolas municipais já estão com 100% de ocupação e que estuda verificar a possibilidade ampliação para outras unidades. O uso de máscara continuará obrigatório. Sobre o fim do distanciamento mínimo de um metro entre as carteiras, a partir de 3 de novembro, a Prefeitura informou que todas os locais serão reavaliados para continuação das atividades de forma segura. Determinação do estado Segundo informação antecipada pelo jornal "O Estado de São Paulo" e confirmada pela Secretaria de Educação, as aulas presenciais voltam a ser obrigatórias na rede pública e privada do estado a partir da próxima segunda-feira e os estudantes só poderão deixar de frequentar as escolas mediante justificativa médica. Segundo a secretaria, o distanciamento entre as carteiras será inicialmente mantido, mas deixará de ser exigido a partir de 3 de novembro. Questionado, o governo não esclareceu como a obrigatoriedade será aplicada nas escolas que não têm estrutura física para operar com 100% da capacidade diariamente mantendo o distanciamento entre os estudantes. Em agosto, a gestão estadual já tinha reduzido o distanciamento de 1,5 metro para 1 metro. O uso de máscara por parte de estudantes e funcionários permanece obrigatório para todos, assim como a utilização de álcool em gel nas escolas e equipamentos de proteção individual por parte de professores e demais funcionários. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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13/10 - UFJF divulga calendário acadêmico de 2022 para cursos com semestre suplementar
A tabela é valida para alunos dos cursos de Medicina, Enfermagem, Odontologia, Farmácia, Jornalismo, e Rádio, TV e Internet; veja as datas. Faculdade de Medicina da UFJF UFJF/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou os calendários acadêmicos dos cursos que terão semestre suplementar no campus de Juiz de Fora, a partir do dia 3 de janeiro de 2022. Os calendários são referentes aos semestres 2021.1, 2021.3 e 2022.1 e é válido para os estudantes que terão cursado, até o final deste ano, 2 semestres suplementares, como é o caso dos cursos de Medicina, Enfermagem e Odontologia. E também para os alunos dos cursos de Farmácia, Jornalismo e Rádio, TV e Internet, que terão cursado, até o final do ano, 1 semestre suplementar: Os calendários foram aprovados pelo Conselho Setorial de Graduação (Congrad) e preveem aulas para veteranos e ingressos de calouros. Calendários Medicina, Enfermagem e Odontologia Os alunos dos cursos de Medicina, Enfermagem e Odontologia do campus Juiz de Fora já cumpriram um semestre no regime suplementar e, atualmente, cumprem o segundo. Esses estudantes precisarão cursar o primeiro e o segundo semestres regulares de 2021, que serão executados em datas distintas do atual semestre suplementar. Os estudantes devem fazer a matrícula por meio do Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga), para o primeiro semestre letivo de 2021, entre os dias 20 e 22 de dezembro. Já no dia 27 de dezembro, o Centro de Gestão do Conhecimento Organizacional (CGCO) realizarará a primeira análise de matrícula. No dia 28, os alunos ainda podem fazer ajustes necessários na matrícula, também pelo Siga. O período de ajuste de matrículas, tarefa a cargo das coordenações de cursos, será entre os dias 30 e 31 de dezembro. Nessa etapa, os estudantes terão a oportunidade de se matricular em outras disciplinas curriculares, desde que haja disponibilidade de vagas. Clique aqui para acessar o calendário dos cursos citados acima. Início e término das aulas Para os estudantes de Medicina, Enfermagem e Odontologia, o início das aulas do primeiro semestre regular de 2021 está marcado para o dia 3 de janeiro de 2022. As aulas vão até 9 de maio. Ainda no mês de maio, os acadêmicos de Medicina, Enfermagem e Odontologia devem fazer a matrícula, via Siga, no segundo semestre de 2021, entre os dias 14 e 17 de maio de 2022. O ajuste de matrícula feito pelos alunos se dará entre os dias 20 e 22, enquanto o ajuste dos coordenadores deve ser feito entre os dias 30 e 31. O início das aulas do segundo semestre letivo de 2021 está marcado para o dia 6 de junho. O último dia de aulas se dará em 5 de outubro. Farmácia, Jornalismo, e Rádio, TV e Internet Os cursos de Farmácia, Jornalismo e Rádio, TV e Internet do campus Juiz de Fora estão cumprindo o primeiro semestre suplementar. Com isso, o calendário acadêmico para esses estudantes prevê aulas do segundo semestre letivo de 2021 e do primeiro semestre de 2022. Conforme o calendário, os estudantes devem fazer a matrícula por meio do Siga, para o segundo semestre letivo de 2021, entre os dias 20 e 22 de dezembro. No dia 27 de dezembro, o Centro de Gestão do Conhecimento Organizacional (CGCO) realiza a primeira análise de matrícula. Já no dia 28, os alunos ainda podem fazer ajustes necessários na matrícula, também pelo Siga. O período de ajuste de matrículas pelas coordenações de curso, será entre os dias 30 e 31 de dezembro. Nessa etapa, os estudantes terão a oportunidade de se matricular em outras disciplinas curriculares, desde que haja disponibilidade de vagas. Início e término das aulas Para os alunos e alunas de Farmácia, Jornalismo e Rádio, TV e Internet, o início das aulas do segundo semestre regular de 2021 está marcado para o dia 3 de janeiro do próximo ano com o último dia de aulas previsto para o dia 9 de maio. Ainda em maio de 2022, os acadêmicos de Farmácia, Jornalismo e Rádio, TV e Internet devem fazer a matrícula, via Siga, no primeiro semestre de 2022, entre os dias 14 e 17. O ajuste de matrícula feito pelos alunos se dará entre os dias 20 e 22, enquanto o ajuste dos coordenadores deve ser feito entre os dias 30 e 31. O início das aulas do primeiro semestre letivo de 2022 está marcado para o dia 6 de junho. O último dia de aulas está marcado para 5 de outubro. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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11/10 - Universidades federais na Bahia seguem sem previsão de retorno das aulas presenciais
Veja os posicionamentos da Ufba e UFRB sobre o retorno das aulas presenciais. Universidades federais na Bahia seguem sem previsão de retorno das aulas presenciais Divulgação / Ufba As universidades federais na Bahia seguem sem uma previsão para o início das aulas 100% presenciais. A informação foi divulgada pelas assessorias das instituições de ensino ao g1. As aulas presenciais foram suspensas em março do ano passado, no início da pandemia da Covid-19 em toda a Bahia. O Governo do Estado anunciou que as escolas da rede estadual de ensino da Bahia vão retomar o modelo de aulas 100% presenciais, a partir do dia 18 de outubro. Os alunos que cursam o ensino médio na rede estadual estão com aulas no regime semipresencial - metade presencial, metade virtual - desde 26 de julho. Já os estudantes do ensino fundamental começaram no dia 9 de agosto. Confira a posição de cada universidade federal: UFBA A Universidade Federal da Bahia (Ufba) realiza mais um semestre letivo na modalidade online. O semestre 2021.2 começou no dia 9 de agosto e termina em 6 de dezembro. Apenas alguns cursos da instituição estão com aulas práticas, mas com a presença de protocolos de saúde. Até o momento não há definição do sistema adotado para 2022. UFRB A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) também não tem previsão para o retorno das aulas presenciais. Atualmente, os alunos da pós-graduação cursam o semestre 2021.2 de forma remota. Na graduação, o semestre 20.20.2 foi encerrado no domingo (10). O próximo semestre acadêmico, denominado 2021.1, começa no dia 1° de novembro, segue até dezembro, e tem uma parada em janeiro, antes de recomeçar no dia 31 e vai ser finalizado no dia 19 de março. De acordo com a universidade, este semestre 2021.1 (novembro a março) será realizado prioritariamente de forma remota, mas estão autorizados componentes práticos em algumas disciplinas que possuem grande represamento de atividades práticas. O semestre 2022.2 da pós-graduação está previsto para iniciar em 7 de março de 2022, mas o formato ainda não está definido. Na graduação, o semestre 2021.2 deve começar em abril, mas a data de início e o formato ainda precisam passar pela aprovação do Conselho Acadêmico (CONAC) e do Conselho Superior (CONSUNI). A direção da UFRB informou que "havendo condições epidemiológicas favoráveis, nossa proposição será para intensificar as atividades presenciais". No entanto, relatou que a decisão final será tomada após reunião do CONAC e CONSUNI. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia Ouça 'Eu te explico' 🎙
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11/10 - Responda 5 questões de matemática que podem cair no Enem 2021
Veja como você se sai com questões de assuntos que podem fazer parte do assunto de matemática nas provas do Enem. Responda 5 questões sobre Matemática para Enem 2021
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11/10 - Veja o que estudar em matemática na reta final para o Enem 2021
O professor de matemática Chaguinha explica que a prova de matemática gira em torno de quatro pilares: matemática comercial, conhecimentos geométricos, estatística e matemática básica. Saiba o que revisar nesta reta final para o Enem Divulgação O professor de matemática Chaguinha listou os assuntos da área que devem ser revisados nesta reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 pelo candidato que almeja a aprovação. Segundo o docente, a prova de matemática no Enem é composta por quatro pilares: matemática comercial, conhecimentos geométricos, estatística e matemática básica. Saiba o que estudar em cada um desses tópicos: 1. Matemática comercial Estima-se que a prova apresente em torno de dez questões de matemática comercial envolvendo razão, proporção, regra de três e divisão proporcional. Vale lembrar que estes assuntos também estarão presentes na prova de Ciências da Natureza. 2. Conhecimentos geométricos Os conhecimentos geométricos são formados pelas geometrias plana, espacial e analítica. Em relação à geometria plana, foque no cálculo das áreas das figuras planas, a ideia de semelhança, perímetro de polígonos, polígonos regulares e comprimento de circunferência. Sobre a geometria espacial, revise as fórmulas de áreas e volumes de sólidos, também não esquecendo a ideia de progressão ortogonal e a parte de vistas de um sólido. Por fim, têm-se a geometria analítica, em que suas questões são referentes a ponto, reta e circunferência. Responda 5 questões de matemática que podem cair no Enem 2021 Dica: Você não precisa estudar a parte de cônicas para a prova do Enem. Professor de matemática dá dicas e tira dúvidas para o Enem 2021 3. Estatística A maioria das questões deste tópico envolvem a análise de gráficos e tabelas. 4. Matemática básica Revise as unidades de medida, sistemas de enumeração e equações. Confira as últimas notícias do g1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube
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10/10 - Novo ensino médio: entenda o que deve mudar a partir de 2022
O que são os itinerários formativos? E como fica a carga horária? O que vai ser obrigatório? Tire suas dúvidas. O novo ensino médio, previsto numa lei aprovada em 2017, começa a ser implementado em 2022 em todo o país, nas escolas públicas e privadas. As mudanças vão começar pelo 1º ano dessa etapa de ensino. A principal mudança é que os alunos vão ter que cumprir os chamados itinerários formativos, que podem começar a ser ofertados ainda em 2022, mas só serão obrigatórios a partir de 2023. Além disso, os estudantes de ensino médio terão que dedicar mais horas ao ensino escolar: as 4 horas atuais passam para no mínimo 5, e isso já começa a valer em 2022. Veja mais mudanças e entenda todas elas abaixo Disciplinas viram áreas do conhecimento A grade curricular das escolas públicas e privadas de ensino médio não terão mais o formato utilizado até então em que as disciplinas eram individuais, graças à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Agora, os conteúdos serão divididos em áreas do conhecimento de maneira similar à que acontece no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Serão elas: linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; Estas divisões vão abranger Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Matemática, Biologia, Física, Química, Filosofia, Geografia, História e Sociologia. Ou seja, nenhuma disciplina será excluída do currículo atual, elas somente serão trabalhadas de maneira diferente do que era feito até então. No entanto, das disciplinas atuais, somente Língua Portuguesa e Matemática vão ser obrigatórias nos três anos de ensino médio. O objetivo da nova organização curricular é integrar as disciplinas, fortalecendo as relações entre elas e melhorando seu entendimento e aplicação na vida real. Esta grade não deve ultrapassar o limite de 1.800 horas ao longo dos três anos de ensino médio. Itinerários formativos Os itinerários formativos são a maior novidade no novo ensino médio. Eles serão optativos, escolhidos de acordo com a vontade do estudante e da oferta da instituição e serão compostos para se aprofundar nos conhecimentos das seguintes áreas: linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; formação técnica e profissional. Na prática, vai funcionar assim: o aluno terá em sua grade as quatro áreas do conhecimento divididas por ano ou por semestre, a depender da escola, e poderá escolher uma disciplina extra para se aprofundar em uma das áreas ou na formação técnica e profissional. Por exemplo, a escola pode oferecer um itinerário de comunicação, no campo de linguagens e suas tecnologias, e outro de meio ambiente e sociedade em ciências da natureza, e o estudante terá a liberdade de optar qual itinerário cumprir. O objetivo desta implementação é fazer com que o aluno saia do ensino médio com uma formação ou conhecimentos específicos que o ajude a adentrar o mercado de trabalho sem precisar de um diploma de formação superior. Esta parte da grade curricular ocupará 1.200 horas do ensino médio, divididas nos três anos da fase escolar. O aluno poderá iniciar o itinerário escolhido no 1º ano caso esteja disponível em sua escola. Mas a instituição tem até 2023 para disponibilizar os itinerários. Vale ressaltar que as redes públicas e particulares terão autonomia para definir quantos e quais itinerários formativos irão ofertar. Uma rede pode decidir ofertar apenas dois itinerários, enquanto outra pode oferecer 15, pro exemplo. Também é importante saber que não é garantido que o aluno terá vaga assegurada no itinerário que escolher, especialmente na formação profissionalizante, já que o número de vagas será limitado em cada oferta disponibilizada. Portanto, o estudante terá liberdade para pleitear vaga em outra instituição de ensino que ofereça um itinerário que mais lhe interesse. O jovem poderá mudar de itinerário ao longo dos três anos caso deseje e caso a escola ofereça outra opção com vagas disponíveis. Ao final do ensino médio, ele receberá o certificado de conclusão e certificado do curso técnico escolhido. Projeto de vida Outra novidade do modelo de ensino médio que deve ser implantado em 2022 é o chamado “projeto de vida”. Este componente transversal será oferecido nas escolas para ajudar os jovens a entender suas aspirações, num estilo de orientação. O objetivo é ajudar o aluno a compreender o que ele quer para seu futuro, ao mesmo tempo que endente como a escola pode ajudá-lo a alcançar este objetivo. Não é especificado se esta orientação deve ser feita por um profissional especializado, como um psicólogo, ou se um professor ou profissional da unidade de ensino será responsabilizado pela função. Carga horária anual Até 2024, o novo ensino médio passará de 800 para de 1.000 horas anuais, atingindo 3.000 horas ao final dos três anos. Para atingir o total de horas, cada ano letivo deve ter 200 dias, com, em média, cinco horas por dia. As áreas do conhecimento ocuparão 60% do tempo de grade do ensino médio, não podendo ultrapassar o limite de 1.800 horas totais ao final dos três anos. Já os itinerários formativos devem ocupar os 40% restante, totalizando 1.200 horas. A lei não determina, no entanto, se o cumprimento da carga horária vai ser presencial ou à distância, mas a legislação já permite que 30% do ensino médio noturno e 20% do diurno seja ministrado remotamente. Posteriormente, é previsto que a carga horária cresça progressivamente até atingir a média de 7 horas diárias, em um modelo de ensino em tempo integral. A lei não prevê prazo para implantação deste novo sistema no país.
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10/10 - Novo ensino médio começa em 2022 de forma desigual pelo país
Reforma vai mudar carga horária e conteúdo ofertado para estudantes dessa etapa. Especialistas alertam que nível econômico dos estados, organização das redes e disponibilidade de recursos afetam modo como alterações serão sentidas em cada região. Com a entrada em vigor do novo ensino médio a partir de 2022, escolas públicas e privadas deverão implementar mudanças no 1º ano dessa etapa do ensino. A começar pela carga horária, que sobe de 4 para 5 horas diárias. Mas essa revolução será sentida de maneira desigual a depender de onde o estudante vive. Veja os principais pontos do novo ensino médio: Sabe aquele modelo tradicional de aprender só sobre matemática na aula de matemática, só sobre português na aula de português? Não será mais assim: as disciplinas precisarão “se conversar”, em vez de ficarem separadas em “gavetinhas” distintas. O tempo de permanência na escola aumentará de 4 para 5 horas diárias. O objetivo é que a carga horária cresça progressivamente para haver mais colégios em tempo integral (com 7 horas diárias). Cada estudante poderá montar seu próprio ensino médio, escolhendo as áreas nas quais se aprofundará. A intenção é que sejam três anos de estudo com: conhecimentos básicos de cada disciplina + conteúdos focados nos objetivos pessoais e profissionais dos alunos. Foi criado o chamado “projeto de vida”: um componente transversal que será oferecido nas escolas para ajudar os jovens a entender suas aspirações. Atenção: nenhuma disciplina vai sumir do currículo. Pelo contrário: todas elas deverão ser oferecidas seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - um documento que estabelece as habilidades e matérias que precisam ser ensinadas a todos. As mudanças acima são regulamentadas por uma lei aprovada em 2017 – ou seja, as redes de ensino tiveram 4 anos para se preparar até a estreia, marcada para o início do ano que vem. O início, entretanto, vai variar de um estado para outro. LEIA TAMBÉM: ENTENDA: O que é itinerário formativo? O que acontece com História e Geografia? REDAÇÃO DO ENEM: Como tirar mil sem saber nada do tema NOTA MÁXIMA: exemplos de redação do Enem 2019 e 2020 SEM CAIR EM PEGADINHA: aprenda sobre análise combinatória Em Alagoas, por exemplo, uma parte dos alunos do 1º ano do ensino médio já poderá escolher em quais áreas vai se aprofundar. No Rio de Janeiro, por outro lado, as disciplinas eletivas só começarão a ser implementadas em 2023. Outra diferença está no número de profissionais: o governo de São Paulo vai contratar 10 mil novos professores para dar conta das mudanças, enquanto Goiás não tem a intenção de aumentar o corpo docente. Especialistas alertam também para as disparidades no investimento feito pelo estados para preparar os professores para o novo ensino médio. E lembram que a qualidade do ensino à distância durante a pandemia varia muito de um estado para o outro, o que faz com que ela tenha tido impacto diferente no conhecimento adquirido pelos alunos. “É algo preocupante em termos de desigualdade”, afirma Lucas Fernandes Hoogerbrugge, líder de relações governamentais do Todos Pela Educação. “Quando a reforma foi aprovada, havia um projeto do governo federal para apoiar a implementação dessas mudanças. Mas o que a gente vive hoje é a total falta de coordenação do Ministério da Educação. Com isso, os estados que estavam mais ‘prontos’ avançaram, e os que não tinham debate tão amadurecido ficaram para trás”. Apenas em setembro deste ano, o Ministério da Educação lançou o programa Itinerários Formativos, para dar apoio financeiro às escolas. “Depois de 2 anos de ausência, agora o MEC está se colocando mais na pauta do ensino médio”, diz Carlos Lordelo, coordenador de ensino médio do Movimento pela Base (MPB). O g1 procurou o MEC, mas a pasta não se manifestou até a publicação desta reportagem. Veja, abaixo, mais detalhes sobre como vai funcionar o novo ensino médio e a situação pelo país. Currículos: nem todos os estados decidiram o que oferecer aos alunos Cada estado é responsável pela elaboração do seu currículo: precisa definir como vai colocar em prática a BNCC (aquela parte obrigatória, com os conteúdos de todas as disciplinas) e que tipo de conhecimento vai oferecer na parte flexível das aulas (quando os jovens escolhem que trilha ou itinerário a seguir). As redes teriam de fazer consultas públicas, formular uma proposta e entregá-la ao Conselho Estadual de Educação, que, após debates, chegaria à versão final e homologaria o documento. A partir de 2022, novo ensino médio passa a ser implementado de forma progressiva em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Em outubro de 2021, a dois meses do fim do ano letivo, essas etapas foram concluídas em 16 estados, segundo o Observatório da Implementação, do Movimento Pela Base. Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte sequer entregaram a proposta aos conselhos. “É um ponto de atenção importante, porque o currículo é a espinha dorsal do ensino médio. Ele vai conversar com a formação dos professores, com os materiais didáticos e com as avaliações, em um sistema coerente”, diz Lordelo. Segundo ele, os docentes precisam saber com antecedência como o estado vai trabalhar determinada aprendizagem prevista na BNCC. “Resta um tempo curto para definir isso e formar professores nessa nova perspectiva”, completa. O g1 entrou em contato com as secretarias de educação dos três estados acima para saber o motivo do atraso, mas não recebeu resposta até a última atualização desta matéria. Acre, Alagoas, Ceará, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Tocantins enviaram a proposta aos conselhos e aguardam resposta. Nem todos os estados terão itinerário formativo em 2021 Aquela parte específica do currículo, que pode ser escolhida pelo jovem, é chamada de itinerário formativo. Cada estado deve definir um leque de opções dentro de cinco "guarda-chuvas" principais: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e ensino técnico. E cada estado vai definir como administrar isso: no Rio de Janeiro, por exemplo, os alunos, com exceção das escolas integrais, vão ter apenas conteúdos da BNCC em 2022. As escolhas de itinerários formativos só vão valer a partir de 2023. Já em Goiás, os estudantes poderão escolher os itinerários formativos já em 2022, e terão à disposição 17 opções (veja no gráfico abaixo). Um aluno do estado poderá, portanto, escolher uma trilha integrada, como “viagem ao redor de mama Gaia”, e usar nela 1.200 horas de aula das 3.000 que terá ao longo dos 3 anos de ensino médio. Arte: g1 Pernambuco oferecerá 16 trilhas formativas nas áreas de conhecimento, além das de formação técnica profissional (veja no infográfico abaixo). Uma delas é “desenvolvimento social e sustentabilidade”, na qual o estudante será estimulado a compreender e propor alternativas inovadoras para problemas locais relacionados a meio ambiente e sociedade. Arte: g1 “Há prós e contras de colocar o itinerário no começo do ensino médio: a vantagem é já mostrar para o aluno que será tudo diferente, que ele vai poder escolher o que estudar. A desvantagem é que, se obrigar que o jovem faça sua opção logo de cara, ele pode se frustrar por não saber ainda o que quer”, explica Lordelo. Oferta de itinerários deve ser menor fora dos grandes centros É importante entender que as escolas não são obrigadas a oferecer todos os itinerários do “cardápio” do estado - até porque isso exigiria mais espaço e contratação de funcionários. Elas podem, por exemplo, escolher apenas duas áreas para ofertar. E aí entra mais uma questão de desigualdade: jovens de cidades pequenas, com menos recursos, terão um leque mais reduzido de opções para escolher. Segundo o Censo Escolar mais recente, divulgado em 2020, 48% das cidades do Brasil têm apenas uma escola regular com ensino médio – são casos em que o jovem terá de se conformar com os poucos itinerários oferecidos no seu próprio colégio. É uma situação bem diferente da de um adolescente da capital paulista, onde o número maior de instituições de ensino públicas com essa etapa (679) possibilita o oferecimento de uma lista mais extensa de itinerários. “É mais um risco de agravamento de desigualdades. Uma cidade com apenas uma escola de ensino médio vai ter muito mais dificuldade de ofertar itinerários diversificados. E são justamente regiões mais vulneráveis, com professores com menos formação”, explica Anna Helena Altenfelder, presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). “É possível que os alunos da zona rural, por exemplo, não se beneficiem tanto da reforma do ensino médio como os das regiões centrais.” Nem todos os estados reforçarão corpo docente A oferta de novos itinerários formativos e a reestruturação do currículo fizeram com que alguns estados contratassem novos professores. É claro que isso depende da disponibilidade orçamentária e do tamanho da rede. São Paulo, por exemplo, contará com 10 mil novos docentes; Alagoas selecionará 3 mil. Já Goiás prevê “continuar a trabalhar com os professores da rede pública estadual”. “O importante é que haja um bom planejamento das capacidades de oferta e demanda de aulas. O trabalho dependerá dessa organização”, afirma Lordelo. Formação de professores Mesmo nos estados que não implementarão os itinerários formativos ainda em 2022, como o Rio de Janeiro, a mudança na organização do ensino médio será sentida pelo início da BNCC (só para refrescar a sua memória: é aquele novo documento que coloca uma base de conteúdos a serem ensinados). “Os professores serão mobilizados para trabalhar de maneira interdisciplinar, com projetos que integrem mais disciplinas. Isso é uma novidade grande, e eles precisam receber a formação adequada”, diz Altenfelder, do Cenpec. Segundo o levantamento do Movimento Pela Base, até janeiro de 2021 três estados ainda não haviam iniciado os planos de formação docente: Ceará, Pará e Paraná. Já Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe declaram que já finalizaram essa etapa. Nos demais, os cursos estão em andamento. “Nós estamos inseguros”, conta Miriam Isabel Pretto, professora da rede estadual gaúcha. “Conheço a BNCC na teoria, mas precisaria de mais formação. É uma política imposta de cima para baixo, para tornar o ensino médio atraente, mas tudo está muito distante da nossa realidade.” Em São Paulo, Mara Cristina de Almeida, diretora estadual da Apeoesp, o sindicato dos professores estaduais, também sente que não recebeu o preparo adequado. “A formação que recebemos foi muito superficial. É um cenário de desmotivação e insegurança. Eu precisaria de uma redução de jornada para conseguir preparar novas aulas de maneira decente”, afirma. Ao g1, a rede estadual do RS afirmou que foram feitas 299 "maratonas" com professores, e que a formação deles continuará após o currículo ser homologado. Já a secretaria de SP disse que tem proporcionado formações mensais, de forma on-line e presencial. Nos próximos meses, segundo o órgão, a rede paulista preparará os docentes com materiais didáticos e aprofundamento dos itinerários formativos. Para Hoogerbrugge, do Todos pela Educação, é preciso haver uma orientação permanente. “A formação de professor não se faz em um ano: precisa de um período para que ele se aproprie da BNCC, entenda o que ela traz. As redes devem se programar para planos de formação contínua.” Segundo a secretaria de educação do Piauí, por exemplo, a pandemia dificultou a implementação de cursos aos docentes. “As atividades de formação com oficinas e interações presenciais ficaram prejudicadas”, afirma a Seduc, em nota. Leila Perussolo, secretária de educação em Roraima e uma das articuladoras do novo ensino médio na rede do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), ressalta que a experiência prática vai mostrar os desafios das mudanças. “O dia a dia, nesse processo de imersão, ajudará o professor a entender como deverá romper com o que estava consolidado até então. Não é só uma formação teórica de sentar e estudar. Precisa vivenciar.” Impactos da pandemia Os alunos que ingressarão no 1º ano do ensino médio em 2022 ficaram sem aulas presenciais durante todo o 8º ano do ensino fundamental e em boa parte do 9º. Haverá defasagens, evidentemente, que precisarão ser compensadas. “Precisaremos respeitar o que era previsto para a reforma do ensino médio, mas sem desconsiderar a pandemia. Teremos de formular um currículo transitório com base no que foi feito durante os últimos meses”, diz Perussolo. E aí entra mais um componente de desigualdade: o novo projeto escolar vai começar para todos em 2022, mas de pontos de partida totalmente diferentes. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) criaram o Índice de Educação à Distância para avaliar a atuação das redes estaduais no ensino remoto durante a pandemia. O estudo deixou claro que desigualdades regionais foram agravadas neste período: enquanto houve estados que rapidamente se mobilizaram para desenvolver planos de educação remota, outros demoraram meses para apresentar as primeiras iniciativas. “Estados mais ricos foram, em média, os que apresentaram os melhores planos”, afirma a publicação. Foram considerados critérios de: transmissão dos conteúdos (internet, TV e rádio); formas de acesso (se houve iniciativas de conexão à internet ou de distribuição de materiais); supervisão dos alunos (se foram ou não acompanhados pelas escolas) e cobertura das atividades (quais etapas foram atendidas). De março a outubro de 2020, o cenário foi insatisfatório: a nota média dos planos estaduais foi de 2,38 (de 0 a 10). A falta de coordenação nacional do MEC é uma das justificativas apresentadas pelas redes. Vídeos de Educação
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10/10 - Professor da UFTM participa de pesquisa que descobriu fóssil inédito de dinossauro carnívoro no interior de SP
'Kurupi itaata' pertence à família dos abelissaurídeos. Paleontólogo Thiago Marinho comparou o material encontrado em Monte Alto com os fósseis de Abelissauros já encontrados em Uberaba. Kurupi itaata pertence à família dos abelissaurídeos e é o primeiro carnívoro encontrado em Monte Alto, SP Divulgação/Museu de Paleontologia de Monte Alto O professor Thiago Marinho, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, contribuiu com mais uma pesquisa para a paleontologia. Desta vez, ele ajudou na descoberta de um fóssil inédito de dinossauro com mais de 70 milhões de anos na zona rural do município de Monte Alto, no interior de São Paulo. O Kurupi itaata, como está sendo chamado, pertence à família dos abelissaurídeos e é o primeiro carnívoro encontrado na cidade. Segundo o paleontólogo Fabiano Vidoi Iori, um dos responsáveis pela descoberta e amigo de Thiago, a primeira parte do fóssil foi encontrada em 2002, mas os trabalhos de escavação só terminaram em 2014. "A princípio, eram ossos da bacia do dinossauro, e a gente veio identificar mais tarde que seria um dinossauro carnívoro. Daí nossos olhos brilharam e falamos que tínhamos que escavar mais, procurar novos ossos. Nessa escavação ao longo dos anos, achamos algumas vértebras que permitiram que a gente identificasse, após os estudos, que era um animal inédito", disse. O paleontólogo Thiago Marinho contribuiu com a pesquisa fazendo a comparação dos fósseis encontrados em Monte Alto com os fósseis de Abelissauros já encontrados em Uberaba. Ele explicou ao g1 que as diferenças entre os materiais são em relação às estruturas das vértebras, que estão em posições, formatos e ângulos diferentes. Há duas hipóteses para isso: a primeira é que as rochas onde os fósseis do Kurupi itaata foram encontrados têm a mesma idade das rochas existentes em Peirópolis, em um ambiente parecido com o do Período Cretáceo. Se tiverem a mesma idade, é possível que esses animais tivessem uma abrangência geográfica maior, podendo ser encontrados em Uberaba quanto no interior de São Paulo. a outra hipótese trabalhada é que essas rochas não têm a mesma idade, com uma distância temporal de alguns milhões de anos. Então, possivelmente, o Kurupi itaata já estivesse extinto quando as rochas de Uberaba foram sedimentadas. Logo, os animais que viveram em Uberaba e no interior de SP eram diferentes. "E nós vimos que o Kurupi itaata é diferente desses Abelissauros de Uberaba. Então, foi bastante importante usar o material do nosso acervo para comparação para ter certeza de que se trata de uma nova espécie", contou o paleontólogo. Fóssil inédito de dinossauro carnívoro que viveu no interior de SP é apresentado Apaixonado por dinossauros desde criança, Marinho diz que é um momento especial poder participar de mais uma pesquisa que contribui com a ciência. "É uma sensação muito boa poder agregar um pouquinho da história da vida na terra com uma dessas criaturas incríveis que estão no imaginário de todo mundo. E também poder responder um pouco sobre o que tinha de diversidade biológica há 70 milhões de anos e sobre como foi a evolução da nossa região ao longo de tanto tempo. São questões me deixam encantados e que me motivam a continuar fazendo pesquisas". Primeira espécie carnívora de dinossauro é encontrada na região de Monte Alto LEIA TAMBÉM: Professor da UFTM contribui com descoberta de gênero de dinossauro que viveu há 85 milhões de anos no interior de SP Pesquisadores identificam nova espécie de crocodilo que viveu em Uberaba há 80 milhões de anos UFTM divulga cronograma da XX Semana dos Dinossauros Fóssil preparado e apresentado Fóssil passou por preparação após ser inteiramente retirado Chico Escolano/EPTV Após todo o processo de retirada, concluído em 2014, os fósseis começaram a ser preparados para ficarem expostos no Museu de Paleontologia. Uma das responsáveis por essa preparação é a paleontóloga Sandra Tavares. O intervalo de tempo entre a descoberta e a apresentação se dá por causa do trabalho minucioso de separação dos ossos das rochas em que eles estavam. "A preparação do fóssil é uma das partes do estudo mais demorada. (...) Nesse tempo [de escavação], fomos preparando esse material em laboratório. O que acontece é que a rocha em que os fósseis estavam preservados é uma rocha muito dura, difícil de ser preparada. No campo nós utilizamos equipamentos de alto impacto: britadeira, marretas, ponteiros grandes; no laboratório, não. Já é feita a parte mais cautelosa, com ponteiros pequenos, martelos pequenos, canetas pneumáticas. É um trabalho bem demorado. " Por causa da pandemia de Covid-19, o museu continua fechado para a visitação, mas imagens do dinossauro podem ser conferidas nas redes sociais da Prefeitura. Kurupi itaata pertence à família dos abelissaurídeos e é o primeiro carnívoro encontrado em Monte Alto, SP Chico Escolano/EPTV VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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10/10 - Dia da Saúde Mental: psicóloga dá dicas de como alunos devem cuidar da mente antes de provas como Enem
Alunos contam como a ajuda psicológica os ajudaram na aprovação para Medicina do Enem 2021. No Dia Internacional da Saúde Mental, o g1 conversou com estudantes que recorreram a auxílios psicológicos para encararem a rotina de estudo para vestibular, com um agravante: a pandemia da Covid-19, que afetou a saúde emocional e mental de mais da metade dos brasileiros. Uma pesquisa mostrou que a saúde mental piorou para 53% dos brasileiros sob pandemia. A medicina era o sonho de infância da estudante Renata Craveiro, de 18 anos, que após um resultado negativo na prova do Enem em 2019, resolveu buscar ajuda psicológica para encarar uma rotina de estudos naturalmente exigente. Insegurança, medo, ansiedade, sentimento de culpa, preocupação excessiva estavam entre os sentimentos que norteavam os pensamentos da estudante, que decidiu buscar auxílio psicológico no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para receber atendimento psicológico e psiquiátrico. Com o início da pandemia de Covid-19, a estudante não conseguiu continuar o tratamento no CAPS, e recorreu ao auxílio oferecido pela escola onde fazia o pré-vestibular. “A rotina de estudo é muito puxada, e ela não exige só saúde física, mas também a mental”, lembrou Renata. As incertezas e a rotina imposta pela pandemia também afetou a estudante. “A questão de ficar isolada dos meus colegas de turma e não ir presencialmente durante a maior parte do período de pré-vestibular me deixou muito ansiosa, porque a gente ficava o dia inteiro no quarto sozinho, assistindo aula de manhã e de tarde. É muito cansativo psicologicamente”, disse. Estudante relata como o apoio psicológico foi fundamental no Enem O acompanhamento com a psicóloga escolar foi realizado durante todo o ano letivo de 2020, quando Renata cursou o pré-vestibular, e ela afirma que esse apoio foi fundamental para conquistar a sua vaga para Medicina na Universidade Federal do Piauí (UFPI). “O apoio psicológico foi de extrema importância na minha conquista, porque ele me permitiu ter mais confiança e tranquilidade no momento da prova", afirmou a estudante. 1ª Lugar em medicina na Uespi Gabriel Albuquerque conta como procurou apoio psicológico Arquivo Pessoal O estudante Gabriel Albuquerque também recorreu ao apoio psicológico para superar as inseguranças pessoais após três resultados negativos no vestibular. E o resultado veio: 1ª lugar no curso de Medicina na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). “Eu não tinha problema com ansiedade, mas insegurança com certa frequência, mesmo indo bem nos simulados, não conseguia o êxito na hora do vestibular”, recordou. O estudante lembra que o problema estava no dia do vestibular, e que após a indicação de uma amiga, que havia alcançado êxito na prova, o estudante resolveu buscar o apoio psicológico na escola. Gabriel ressalta que os resultados positivos começaram a aparecer já na primeira semana de acompanhamento com a psicóloga. “Eu já me sentia melhor, conseguia prestar mais atenção em mim, e com isso, conseguia controlar minhas emoções, e ao chegar nos simulados pensava 'esse é só mais um simulado' e isso me ajudou a chegar bem no Enem”, contou. Prevenção é tudo Dia Internacional da Saúde Mental Reprodução A psicóloga clínica e escolar Hanna Saunders que fala como é realizado o trabalho com alunos antes das provas do Enem. Ela destaca que um dos papeis do profissional, durante o ano escolar de um aluno vestibulando, é a prevenção dos sintomas de problemas como: ansiedade, depressão, falta de motivação, medo, insegurança, dentre outros; comuns de se observar em estudantes que estão na preparação para o vestibular. Hanna ainda ressalta que o período pré-Enem já é naturalmente um gerador de ansiedade, por conta da carga emocional que o aluno, que se prepara durante o ano inteiro, dois, três anos tem, e o trabalho de prevenção, cuidado e busca por acompanhamento faz toda a diferença na vida desses alunos. “Trabalhamos com projetos, encontros, palestras, com rodas de conversa desde o início do ano, para que ao sinalizar os primeiros sintomas, esse alunos saibam a quem recorrer para buscar ajuda", explicou. Psicóloga fala da importância da saúde mental para candidatos do Enem Impactos da pandemia A pandemia da Covid-19 impactou em todos os segmentos da sociedade mundial e com a saúde mental do brasileiro não foi diferente. Uma pesquisa mostrou que 52% dos jovens de 16 anos sentiu que sua saúde mental e emocional piorou durante a pandemia. O estudo foi realizado pela comissária da Irlanda do Norte para crianças e jovens. Na educação, os danos causados levarão anos para serem ajustados. Hanna conta como os alunos receberam a “nova realidade” imposta pelas condições sanitárias. “Foi o momento em que o mundo ficou sensível, então níveis de ansiedade aumentaram muito nesse período e os de motivação caíram. Distanciamento social, isolamento social, aulas online, tudo isso mudou muito a rotina e eles tiveram que se readaptar dentro de um contexto de medo e insegurança” , disse. Na reta final de preparação, geralmente os dois meses que antecedem a prova, a psicóloga reitera que o trabalho de controle da ansiedade é intensificado, assim como estímulo à motivação. “Fazemos trabalhos recreativos, bate-papo com ex-alunos, momentos com os professores, proporcionando a interação entre eles, além do apoio, incentivo e cuidado” , finalizou. A psicóloga dá dicas de como o vestibulando pode conseguir este equilíbrio emocional para se dar bem nas provas: Conversar com um profissional e com os colegas; Fazer atividades físicas para melhorar ansiedade; Ter um bom sono - mínimo entre 6 e 7 horas por dias porque também ajuda na memorização dos conteúdo; Manter uma alimentação saudável sem excessos principalmente à noite; Fazer uma rotina de estudos que satisfaça suas necessidades, pensando mais na qualidade do que na quantidade. "A saúde mental é primordial e fundamental para o êxito nas provas. Não adiante está com o conteúdo 100% se não estiver com autoconfiança e autocuidado ok. A ansiedade e o nervosismo atrapalham muito. Inteligência emocional é primordial", finaliza Hanna Sounders. *Estagiária sob supervisão de Caroline Oliveira Veja as últimas notícias do g1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube
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09/10 - Califórnia e Ontário anunciam distribuição de absorventes íntimos para estudantes
Estado americano e província canadense decidiram facilitar o acesso de jovens a produtos para a menstruação. 'Assim como papel higiênico, absorventes devem ser disponibilizados em banheiros públicos', diz parlamentar. Caixas de absorvente em mercado em Sacramento, na Califórnia, em foto de junho de 2016 Rich Pedroncelli/Arquivo/AP Photo Governos do estado da Califórnia, nos Estados Unidos, e da província de Ontário, no Canadá, anunciaram na sexta-feira (8) medidas para disponibilizar absorventes íntimos gratuitamente a estudantes. Medidas como essas têm como objetivo combater a precariedade menstrual, identificada como a falta de acesso ou a falta de recursos que possibilitem a aquisição de produtos de higiene e outros itens necessários ao período menstrual (veja o VÍDEO abaixo). Uma em cada quatro jovens já faltou a aula por não poder comprar o absorvente No caso da Califórnia, o governador Gavin Newsom, assinou uma lei que exige às escolas públicas e universidades do estado que disponibilizem absorventes íntimos. A legislação californiana já estabelecia desde 2017 a disponibilidade de absorventes, mas apenas para escolas de baixa renda. Agora, a exigência vale também para as demais instituições e inclui a California State University e a University of California, duas das principais universidades do estado. Absorventes íntimos Arquivo pessoal A parlamentar democrata Cristina Garcia, que redigiu o texto, explicou a medida: "Nossa biologia nem sempre envia um aviso prévio de que estamos prestes a menstruar. Então com frequência precisamos parar o que estamos fazendo para lidar com a menstruação". "Assim como papel higiênico e papel toalha são disponibilizados em praticamente todos os banheiros públicos, produtos para a menstruação também devem", acrescentou. Também na sexta-feira, o governo da província de Ontário, no Canadá, anunciou uma parceria com um mercado para oferecer absorventes e outros produtos gratuitamente a estudantes. A intenção é oferecer 6 milhões de unidades às escolas anualmente. "Pela forte luta de nossas jovens líderes nas escolas, ficou extremamente claro que produtos menstruais são uma necessidade, e não um luxo", disse o ministro da Educação de Ontário, Stephen Lecce. No Brasil, Bolsonaro veta distribuição Na contramão dos países desenvolvidos, o presidente Jair Bolsonaro vetou a distribuição gratuita de absorvente menstrual para estudantes de baixa renda de escolas públicas e pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema. A decisão, publicada na edição desta quinta-feira (7) do "Diário Oficial da União", argumenta que o texto do projeto não estabeleceu fonte de custeio. Em evento no Paraná, a ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu o veto de Bolsonaro: Damares Alves: ‘Ou tem verba para comprar vacina, ou o governo gasta com absorvente’ "Hoje a gente tem que decidir, a prioridade é a vacina ou é o absorvente? As mulheres pobres sempre menstruaram nesse Brasil e a gente não viu nenhum governo se preocupar com isso. E agora o Bolsonaro é o carrasco, porque ele não vai distribuir esse ano", disse. No estado da Califórnia, que exigiu a distribuição de absorventes nas escolas públicas, cerca de 60% da população já está completamente imunizada contra a Covid-19. No Canadá, esse percentual chega a 72%. Em ambos os casos, a vacinação completa está mais avançada do que no Brasil, que ainda não chegou a 50%. Após críticas, o governo disse que pretende agir para "viabilizar a aplicação da medida". Contudo, não deu detalhes de como isso seria feito. "Apesar dos vetos, o Governo Federal irá trabalhar para viabilizar a aplicação dessa medida, respeitando as leis que envolvem o tema, para atender de forma adequada as necessidades dessa população", escreveu a Secom na rede social.
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08/10 - Responda cinco questões sobre história do Brasil e veja se você está pronto para o Enem 2021
O g1 preparou um quis com os principais assuntos que devem cair na prova deste ano. Responda cinco questões sobre história do Brasil e veja se você está dominando a disciplina Confira as últimas notícias do g1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube
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08/10 - Confira quais assuntos sobre história do Brasil devem cair no Enem 2021
O professor Ismar Tavares traz os principais assuntos a serem revisados nesta etapa final do Enem 2021. Professor de história dá dicas e tira dúvidas para o Enem 2021 O Enem 2021 se aproxima e para ajudar os candidatos a gabaritarem as questões sobre história do Brasil, o professor Ismar Tavares traz uma lista de assuntos que devem cair na prova. Confira: QUIZ: responda cinco questões sobre história do Brasil 1. Escravidão negra Escravidão negra Reprodução A escravidão negra é um assunto sempre cobrados nos vestibulares e, por isso, exige muita atenção por parte dos alunos. As questões sobre esse assunto envolvem a captura dos escravos, o transporte, a utilização, a forma de castigo que eles sofriam e, principalmente, a resistência deles sintetizada na questão da fuga para os quilombos. LEIA TAMBÉM Como a escravidão atrasou o processo de industrialização do Brasil Brasil viveu um processo de amnésia nacional sobre a escravidão, diz historiadora Livro e exposição resgatam histórias de personalidades negras 2. Constituições Ao tratar-se sobre Império, o candidato deve focar nas constituições, principalmente na primeira delas, de 1824, que deu a Dom Pedro I o poder moderador. “Lembre-se que características despóticas marcaram o governo de Dom Pedro I e fizeram com que o nosso primeiro imperador acabasse abdicando ao trono em 1831”, afirmou o professor Ismar Tavares. 3. República Velha Em República Velha, as questões sobre este assunto envolvem estruturas políticas e os movimentos sociais como Canudos e a revolta da vacina, este último bastante recorrente. 4. Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek Getúlio Vargas foi presidente do Brasil entre 1930 e 1945 Reprodução/internet A Era Vargas, onde ocorre o processo de desenvolvimento industrial brasileiro nos moldes de nacionalismo econômico, e o Governo Juscelino Kubitschek, período de estado liberal democrático populista, são assuntos bastantes cobrados nas provas do Enem. Dica: segundo o professor, o regime militar talvez não seja cobrado nesse ano devido ao momento que o Brasil atravessa hoje, com discussões políticas e ideológicas. Mesmo assim, fique atento aos atos institucionais. 5. Nova República O fato de maior significância neste período é a inflação brasileira, que fez com que presidentes como José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco criassem, respectivamente, os planos Cruzado, Collor e Real. Confira as últimas notícias do g1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube
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08/10 - Fuvest registra 110 mil inscritos para o vestibular de 2022
Carreiras com maior procura são Medicina e Direito em São Paulo e Ribeirão Preto. Ao todo, a USP oferecerá 11.147 vagas, das quais 8.211 destinadas para seleção pelo vestibular. Prédio da USP de São Carlos Paulo Chiari/EPTV A Fuvest registrou 110 mil inscritos para o vestibular de 2022 da Universidade de São Paulo (USP). São 9.357 “treineiros” – estudantes que ainda não concluíram o ensino médio, mas que prestam a prova para testar conhecimentos – e mais 101.026 inscritos que já estão encerrando o ensino médio. As carreiras com o maior número de inscritos são Medicina em São Paulo, Direito em São Paulo e Ribeirão Preto e Medicina em Ribeirão Preto. Apesar da pandemia de coronavírus, a Fuvest diz que ampliou o diálogo com escolas e cursinhos para falar sobre o vestibular de 2022. Além disso, foram concedidas 10.170 isenções no pagamento da inscrição para a prova do próximo ano. Ao todo, a USP oferecerá 11.147 vagas, das quais 8.211 serão destinadas à seleção pelo vestibular da Fuvest e 2.936 vagas pelo Sisu. Das vagas da Fuvest, 4.954 serão para candidatos na modalidade "ampla concorrência". Ainda haverá 2.169 vagas para candidatos vindos de escolas públicas e 1.088 vagas de cotas para candidatos pretos, pardos e indígenas egressos de escolas públicas. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana
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