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01/03 - Volta às aulas: programa ao vivo tira dúvidas sobre a reabertura de escolas para crianças
É nesta terça (2), às 19h. Especialistas responderão sobre uso de máscara, riscos de contaminação e formas de se proteger durante a pandemia. Volta às aulas: programa ao vivo tira dúvidas sobre a reabertura de escolas para crianças É nesta terça (2), às 19h. Especialistas responderão sobre uso de máscara, riscos de contaminação e formas de se proteger durante a pandemia.
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01/03 - Iniciativa coloca quase 1.000 horas de videoaulas gratuitas do ensino médio na internet
Aulas seguem diretrizes nacionais e podem ser complementares às aulas feitas por professores. Conteúdo também será transmitido na TV, pelo Canal Futura. Quase 1.000 horas de videoaulas para o ensino médio vão ficar disponíveis na internet e serão transmitidas pela TV, no Canal Futura, a partir desta segunda-feira (1º). Fundação Roberto Marinho/Divulgação Quase 1.000 horas de videoaulas do ensino médio vão estar disponíveis para estudantes na internet a partir desta segunda-feira (1º). A iniciativa é da Fundação Roberto Marinho e pretende dar apoio a professores e alunos durante as aulas remotas. O conteúdo estará no YouTube do Canal Futura. O endereço é https://www.youtube.com/canalfutura Na TV, estas mesmas aulas serão transmitidas de segunda a sexta-feira, das 18h às 19h15, também no Canal Futura. Serão três aulas por dia, de três disciplinas diferentes. A iniciativa poderá ser adotada mesmo nas redes de ensino que já desenvolveram suas próprias aulas remotas. O conteúdo segue a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e pode ser complementar ao ensino preparado por professores. Assim, se uma escola identificar que um aluno não absorveu determinado conteúdo que deveria ter aprendido no ano passado, ela poderá usar as videoaulas para dar um reforço ao estudante, por exemplo. "A partir do momento que foram estabelecidos protocolos para gravações, começamos a produzir os conteúdos. A ideia é que as videoaulas sejam complementares ao que as redes de ensino estão produzindo, já que a base é comum. Se temos um bom conjunto de aulas disponíveis nacionalmente, isso poderia ajudar as redes a racionalizarem recursos", afirma João Alegria, gerente-geral do Laboratório de Educação da Fundação Roberto Marinho. "A ideia é dizer a alunos e professores que eles não estão sozinhos, e não deixar nenhum estudante para trás", afirma Marcio Motokane, líder de projetos da Fundação Roberto Marinho e diretor das videoaulas. Ao todo, são 911 vídeos. As aulas foram gravadas por 22 professores de todas as regiões do país para trazer diversidade de linguagens e culturas ao material. Em 2020, a fundação já havia colocado no YouTube do Futura outras 638 videoaulas, voltadas para o 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Este conteúdo também está na grade da programação do Canal Futura, de segunda a sexta-feira, às 10h. Na internet, os materiais estão em listas de vídeos (playlists) específicas, separadas por disciplina, como matemática, língua portuguesa, biologia, e organizadas em sequência. "O aluno que está se preparando para o Enem ou buscando um conteúdo específico pode ir lá e filtrar. As redes também podem adotar, como apoio", afirma João Alegria. Videoaulas seguem conteúdo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e podem servir de complemento às aulas dos professores Fundação Roberto Marinho/Divulgação Estudar na pandemia Em março do ano passado, as escolas foram fechadas para conter a transmissão do coronavírus. Um ano depois, o país atravessa mais um período de aumento de casos e mortes, trazendo preocupação para a volta às aulas presenciais. Em dezembro do ano passado, o Ministério da Educação (MEC) autorizou que as aulas remotas ocorressem enquanto durasse a pandemia. A regra vale para todas as redes de ensino, em caráter excepcional, quando as aulas estiverem suspensas pelas autoridades locais ou quando não houver condições sanitárias. Ações para conter abandono e evasão escolar são raras, aponta levantamento em 20 redes públicas Mais de 6 milhões de estudantes não tiveram acesso a atividades escolares em outubro, aponta IBGE Com o avanço de casos e mortes por Covid no país, a volta às aulas presenciais segue em xeque. A maioria das redes de ensino está voltando das férias com aulas remotas, com conteúdo on-line ou materiais impressos. Ainda que o ritmo de contaminação diminua, a tendência é que o ensino híbrido permaneça. A metodologia tem sido adotada em diversas redes de ensino para planejar a reabertura, porque permite diminuir o número de alunos na sala de aula, sem interromper o ensino. Para Wilson Risolia, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, a pandemia agravou os desafios da educação, aumentando a desigualdade no ensino e a defasagem na aprendizagem. “O lançamento faz parte de um conjunto de esforços da Fundação Roberto Marinho para disponibilizar soluções educacionais que apoiem os estudantes e os professores, especialmente no cenário da pandemia", afirma Risolia. Outras iniciativas Além das videoaulas para os anos finais do ensino fundamental e para o ensino médio, a Fundação Roberto Marinho também desenvolveu parcerias logo nos primeiros meses de pandemia para dar suporte às redes de educação pública do país. Inicialmente, diz Alegria, houve uma tentativa de implementar uma rede nacional de educação, para transmitir conteúdo pela televisão, em especial nos canais educativos. A iniciativa não avançou, mas deu espaço para um caminho alternativo. Em parceria com entidades que representam os secretários municipais de educação, a Undime, e os secretários estaduais de educação, o Consed, foi desenvolvido o projeto "Vamos Aprender". São 340 programas feitos para serem transmitidos na televisão, com orientações de uso das atividades para professores e familiares. Ao todo, 19 estados, o DF e 58 municípios fizeram parceria. "A gente pensou nisso porque a TV está na casa das pessoas, mas a internet não está", afirma Alegria. "Quem nos procurou e solicitou, levou, e vai continuar assim", brinca. Para chegar a essas iniciativas, diversas pesquisas foram feitas. Uma delas apontou que 28% dos jovens entrevistados afirmavam que pensavam em deixar a escola após a pandemia. Quase metade (49%) pensava em desistir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova considerada o maior vestibular do país porque a nota permite disputar vagas em universidades por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os dados foram reunidos na plataforma "Juventudes, Educação e Trabalho", para oferecer dados que possam dar diagnósticos para estados e municípios. O acesso é gratuito e pode ser feito no site https://pjet.frm.org.br/ Professores Além das aulas em apoio aos estudantes, os professores também têm à disposição o acervo pedagógico da Fundação. São 900 aulas com conteúdo atual para download gratuito, com material para o 6º ao 9º ano do ensino fundamental e para o ensino médio. Para ter acesso ao material, basta se cadastrar no site da FRM (aqui). Uma parceira com o Google For Education permite que os professores possam baixar as aulas direto no Google Classroom, para usar com seus alunos adaptado às aulas preparadas por eles. Leia também: Google anuncia mudanças em ferramentas para educação on-line VÍDEOS: Educação
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01/03 - Covid e crianças: saiba o que os estudos mais recentes dizem sobre volta às aulas, transmissão e gravidade da doença
Após consultar mais de 20 artigos, G1 detalha dados sobre crianças e transmissão, disseminação em escolas, síndrome associada à Covid e outros pontos. Entenda. Crianças voltam às aulas no primeiro dia de retorno em meio ao relaxamento das restrições em Pitlochry, na Escócia, no dia 22 de fevereiro. Russell Cheyne/Reuters Em setembro, o G1 reuniu 7 pontos do que a ciência já sabia sobre a Covid em crianças. As pesquisas já apontavam que as crianças podem contrair o vírus e desenvolver formas graves, mas que esses casos eram raros. Estudos recentes confirmam esses indícios e acrescentam novos dados: crianças transmitem a doença menos do que adultos, escolas não são foco da transmissão e, quando têm surtos, é mais comum que o primeiro caso seja em um professor. Após consultar mais de 20 artigos recentes de pesquisadores de universidades renomadas, o G1 detalha abaixo as principais conclusões: Crianças também podem transmitir a Covid, mas menos do que os adultos Escolas não são principais focos de transmissão, mas há registros de surtos Reabrir escolas requer cumprimento de medidas como ventilação, distanciamento e uso de máscaras Escolas fechadas trazem prejuízos, mas professores temem risco com aulas presenciais sem vacina Novas pesquisas sobre Covid em crianças e síndrome pediátrica rara 1) Crianças também podem transmitir a Covid, mas menos do que os adultos Professora lê livros com duas crianças em creche em Recklinghausen, oeste da Alemanha, no dia 24 de fevereiro. Ina Fassbender/AFP Segundo o Centro de Controle de Doenças Europeu (ECDC), "nenhuma evidência foi encontrada" sugerindo que crianças ou cenários educacionais sejam os motivadores principais da transmissão do vírus Sars-CoV-2. Pesquisas feitas ao longo da pandemia vêm sugerindo que as crianças, apesar de se infectarem e serem capazes de transmitir a Covid para outras crianças e adultos, transmitem menos a doença. Filhos na pré-escola: tire dúvidas sobre máscara e idade, distanciamento em sala e uso de brinquedos do parquinho Ainda no início da pandemia, uma pesquisa ainda não revisada, feita por cientistas chineses e australianos, analisou outros estudos e concluiu que, de 31 focos de casos dentro de casas na Coreia do Sul, Japão e Irã, 3 tiveram o primeiro caso em uma criança. Eles concluíram que as crianças não tinham um papel substancial na transmissão do Sars-CoV-2 dentro de casa. Uma pesquisa publicada no "British Medical Journal", em agosto do ano passado, acompanhou todos os primeiros casos pediátricos de Covid-19 na Coreia do Sul, registrados entre 20 de janeiro e 6 de abril de 2020. Ao todo, foram identificados 107 casos em pessoas com 18 anos ou menos. O estudo acompanhou 248 pessoas que moravam na mesma casa do caso inicial. Os pesquisadores conseguiram identificar uma situação em que o caso pediátrico inicial – de um adolescente de 16 anos – infectou um adulto. O adolescente ficou isolado no próprio quarto, em casa, mas dividiu a mesa ao fazer refeições com o adulto que acabou infectado. O tempo de exposição foi de 2 dias no período pré-sintomático e de 1 dia no período sintomático do caso inicial. "Um caso pediátrico inicial pode expor membros da casa a um nível substancial de infecção durante a fase pré-sintomática", apontaram os pesquisadores. Eles recomendaram o monitoramento e a avaliação do papel das crianças em transmitir a Covid dentro de casa e na comunidade. Um estudo publicado em janeiro, também na revista "Jama Pediatrics", mediu as infecções e a presença de anticorpos IgG em crianças e adultos no sudoeste da Alemanha. Entre abril e maio de 2020, os pesquisadores testaram 2.482 crianças com idades entre 1 e 10 anos e o pai ou a mãe de cada criança, num total de 2.482 adultos. A pesquisa foi feita em um período de lockdown, o que significa que as crianças não estavam indo à escola ou a creches. Os principais achados foram os seguintes: Houve 14 pares de participantes em que ambos tiveram anticorpos detectados; outros 34 pais que tiveram os anticorpos tinham um filho que não tinha os anticorpos. Oito crianças tiveram os anticorpos detectados sem que o responsável também tivesse. Entre 56 famílias que tinham pelo menos uma criança ou pai/mãe com anticorpos detectados para o vírus, a combinação pai/mãe com anticorpos + criança sem anticorpos foi quatro vezes maior do que a combinação pai/mãe sem anticorpos + criança com anticorpos. Para os cientistas, "a menor soroprevalência do Sars-CoV-2 em crianças pequenas em comparação com seu pai correspondente é uma observação importante, porque indica que é muito improvável que as crianças tenham aumentado o surto de Covid no sudoeste da Alemanha durante o período de investigação. Isso contrasta com outras infecções do trato respiratório, como gripe ou pneumococos, nas quais as crianças podem ter papel de destaque na disseminação da doença", avaliam. O infectologista pediátrico e coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Marcelo Otsuka, alerta que as crianças podem transmitir o coronavírus, mas não são parte grande da cadeia de transmissão. "Se ela [a criança] voltar para casa com Covid-19, pode passar a doença para um adulto e esse adulto pode desenvolver um caso grave. Só que os estudos não demonstram até o momento que as crianças sejam importantes na transmissão da doença. Mais do que isso, normalmente, quem transmite, quem infecta as crianças, quem transmite para os adultos, são os adultos que estão saindo para a rua", afirma. Meninas brincam no primeiro dia de retorno às aulas presenciais em uma escola primária de Glasgow, na Escócia, no dia 22 de fevereiro. Andy Buchanan/AFP A avaliação de Otsuka é compartilhada pela pediatra Débora Miranda, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Hoje a gente sabe que a criança não é tão transmissível, não é tão grave. É um transmissor muito menor do que nós, adultos, que estamos saindo. Elas têm menos receptor que promove a incorporação do vírus, diferenças de imunidade que fazem com que sejam menos transmissoras", diz. "Mesmo diante dessas cepas novas, a gente tem um paper [artigo científico] da Inglaterra mostrando que a criança [se] infecta quando a comunidade está com altas taxas de transmissão – não é porque a criança está mais suscetível. Se diminuir a transmissão comunitária, mesmo diante dessas cepas, continua [assim]. Até o presente momento, o que tem na literatura é isso. Se diminuir na comunidade, a criança não tem", afirma. Uma pesquisa mais recente, publicada no dia 11 em uma revista do grupo "Plos", mediu o papel de crianças na transmissão de Covid dentro de casa. Os cientistas coletaram dados de 637 famílias na cidade de Bnei Brak, em Israel. Cada família tinha uma média de 5,3 pessoas. Eles estimaram que a susceptibilidade de crianças e adolescentes abaixo dos 20 anos era de 43% a de adultos, e que a capacidade deles de infectar outras pessoas era de 63% a dos adultos. Variantes Por outro lado, o surgimento de novas variantes, potencialmente mais transmissíveis – como as detectadas em Manaus, no Reino Unido e na África do Sul – também preocupa especialistas. No dia 9 de fevereiro, uma reportagem publicada no "British Medical Journal" apontou que mais crianças e adolescentes têm se infectado com o coronavírus. Em Israel, pediatras relataram que mais de 50 mil crianças e adolescentes tiveram resultado positivo para a Covid em janeiro – mais do que o total visto em qualquer outro mês da pandemia no país. Israel é o país que mais vacinou a população até agora, mas a idade mínima para vacinação é 16 anos com a vacina da Moderna. O imunizante da Pfizer, por exemplo, só pode ser aplicado a partir dos 18 anos. Ambos foram aprovados no país. Um especialista israelense disse à revista britânica que, desde o surgimento da variante do Reino Unido no país, em meados de dezembro, a proporção de novos casos diários para crianças menores de dez anos aumentou 23%. Ele pediu cuidado na reabertura de escolas. Na Itália, houve um pico de casos na cidade de Corzano, no norte do país. No dia 3 de fevereiro, 140 pessoas (10% da população local) tiveram resultado positivo para Covid. 60% dos casos foram vistos em crianças pequenas. 2) Escolas não são principais focos de transmissão, mas há registros de surtos Estudantes têm aula presencial em escola em Itagui, na Colômbia, em meio à pandemia de Covid-19 no dia 25 de fevereiro. Joaquin Sarmiento/AFP Uma série de pesquisas vem apontando que as escolas não são o foco de transmissão da Covid – e que fechá-las não traz um grande impacto na evolução da pandemia. Um estudo publicado na semana passada na revista científica "JAMA Pediatrics" apontou que o fechamento de escolas nos Estados Unidos teve menor associação com a evolução da pandemia da Covid do que outras mudanças comportamentais, como adultos passarem menos tempo no trabalho. Um estudo feito na Austrália e publicado na revista científica “The Lancet” em agosto mostrou que as taxas de transmissão de Sars-CoV-2 foram baixas em ambientes educacionais focados na primeira infância durante a primeira onda. Segundo os pesquisadores, “crianças e professores não contribuíram significativamente para a transmissão de Covid-19”. “Nossos resultados fornecem evidências de que a transmissão de Sars-CoV-2 em ambientes educacionais pode ser mantida baixa e administrável. Prevemos que as escolas possam ser reabertas de maneira segura, para o bem educacional, social e econômico da comunidade, conforme nos adaptamos para viver com a Covid-19”, dizem os pesquisadores. Mobilização por abertura de escolas cresce, mas alta da Covid-19 reacende medo de surtos Outra pesquisa, feita no norte da Itália e publicada em dezembro, compartilha da mesma conclusão: a transmissão em espaço escolar é limitada. Os cientistas reforçaram que o isolamento rápido dos casos positivos e a aplicação de testes em colegas da classe dos infectados podem ter reduzido a transmissão do vírus. A agência de saúde pública do Reino Unido, a “Public Health England” (PHE), também analisou as escolas do país. O estudo foi publicado na "The Lancet", em dezembro. Apesar de infecções e surtos de Sars-CoV-2 serem baixos em escolas, a PHE enfatizou a importância de controlar a transmissão na comunidade. “As intervenções devem se concentrar na redução da transmissão dentro e entre os funcionários”. O Reino Unido adotou uma abordagem mais cautelosa para a reabertura das escolas, com distanciamento social e medidas de controle de infecção, limitando o número de funcionários e crianças. Infectologista pediátrica avalia a volta às aulas presenciais Apesar de as escolas não serem os principais focos de transmissão, tanto o CDC americano como o europeu apontam que surtos podem ocorrer e ocorreram dentro delas, levando a fechamentos. Na Áustria, um jardim de infância teve que ser fechado, no dia 18, depois que um surto de Covid infectou ao menos 40 pessoas. Pelo menos 27 eram crianças, das 86 que frequentavam o local. Ao menos 13 dos 15 funcionários foram infectados. O próprio CDC americano identificou 9 focos de Covid com 13 professores e 32 alunos em seis escolas primárias, de 1º de dezembro a 22 de janeiro. Dois dos 9 focos envolveram uma provável transmissão entre professores seguida de uma transmissão entre professor e aluno. A cadeia de transmissão foi responsável por 15 dos 31 casos associados a escolas. O órgão informa que, quando surtos em escolas ocorrem, o que tende a aumentar é o número de casos entre professores, e não entre alunos. No Brasil, surtos em escolas também têm ocorrido onde as aulas presenciais foram retomadas. Na rede estadual de São Paulo, houve ao menos 741 casos confirmados de Covid só este ano: escolas em Campinas, São José dos Campos, Mogi Mirim, Araçatuba, Ibaté e Santos registraram surtos. Taubaté adiou as aulas presenciais após registrar casos de Covid-19 entre funcionários de escolas. Em Santa Catarina, as aulas presenciais voltaram, mas em Chapecó e outros municípios no Extremo Oeste do estado, que vivem um colapso no sistema de saúde, o ensino presencial nas redes municipal, estadual e privada foi suspenso até 1º de março. Em Joinville, no norte catarinense, uma escola afastou funcionários um dia após a retomada das aulas presenciais por causa da Covid.  Um surto também ocorreu em uma escola infantil em Venâncio Aires (RS). 3) Reabrir escolas requer cumprimento de medidas como ventilação, distanciamento e uso de máscaras Foto mostra criança lavando as mãos em escola primária de Berlim, no primeiro dia de retorno em meio ao relaxamento das restrições contra a Covid-19, no dia 22 de fevereiro. Annegret Hilse/Reuters Especialistas ouvidos pelo G1 apontam, entretanto, que a reabertura das escolas precisa de planejamento. Em janeiro, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um documento orientando sobre o retorno seguro às escolas. Entre os tópicos, a SBP aponta que é preciso treinar os profissionais, orientar pais e alunos, usar a máscara e preparar os ambientes de ensino, inclusive dando prioridade a espaços ao ar livre (veja todas as recomendações mais abaixo). A ventilação tem sido reforçada por especialistas como uma das principais medidas, porque o coronavírus é transmissível pelo ar, mas tem sido minimizada por algumas escolas: Protocolos no Paraná priorizam limpeza, minimizam detalhes sobre ventilação, e especialistas alertam sobre riscos Escolas sem água para lavar as mãos ou onde falta ventilação: professores temem falta de estrutura no retorno Volta às aulas nas escolas particulares de SP tem adesão às máscaras, mas especialistas pedem maior atenção à ventilação "Tivemos um ano para nos adequar. Em um momento em que precisamos de tecnologia, treinamento e capacitação, nós reduzimos o investimento na educação. Isso é um problema seríssimo”, alerta Marcelo Otsuka. No ano passado, o Ministério da Educação (MEC) fechou o ano gastando menos do que poderia. Os programas e ações da educação básica – etapa que vai do ensino infantil ao médio – foram os que tiveram menor gasto em 2020. Dos R$ 42,8 bilhões disponíveis, o MEC pagou R$ 32,5 bilhões (71%). A pasta teve que devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O infectologista compara o retorno às aulas presenciais à internação de um paciente. “Quando a gente programa a alta do paciente? No dia que ele interna. Quando ele interna, eu tenho que pensar no tratamento e programação. Não vou esperar a última hora para ver isso. O Brasil deveria agir dessa forma. O que vou fazer para o retorno das aulas? E isso ainda não é uma rotina de pensamento dos governantes”, diz. Otsuka reforça que os profissionais precisam ser capacitados antes da reabertura, e as escolas precisam ter horários de entrada separados por sala, para evitar aglomerações. Também é preciso estrutura física, que algumas escolas não têm – como sabonete, água encanada, papel higiênico e álcool gel. “Precisa de barreira física, máscaras, álcool em gel, papel higiênico, sabonete, água encanada. As escolas foram preparadas? Elas têm esses itens básicos?”, questiona. Foto mostra aula em novembro na Escola Municipal de Aplicação Carioca Coelho Neto, no Rio de Janeiro, enquanto algumas escolas retomam a abertura gradual. Pilar Olivares/Reuters Sobre o uso de máscaras em todas as faixas etárias, Otsuka lembra que as crianças seguem exemplos. “A máscara é autorizada acima dos dois anos. A criança pode e deve utilizar a máscara. Ela segue o exemplo. Se o adulto não usa, a criança não vai querer usar. É importante que isso venha de casa”, afirma. Aulas presenciais podem ser seguras com máscaras, distanciamento e outras estratégias, diz órgão de saúde dos EUA A pediatra Débora Miranda, da UFMG, aponta ainda uma outra medida para o retorno às escolas: priorizar as crianças pequenas. Isso porque pesquisas têm mostrado que, quanto menores as crianças, menos elas transmitem o vírus. Esse padrão começa a mudar na adolescência – quando começa a se assemelhar mais ao dos adultos. Por isso, escolas de ensino médio e faculdades acabam sendo ambientes mais arriscados, segundo a pesquisadora. Além disso, diz Miranda, as crianças menores tendem a estudar em escolas mais regionalizadas – o que também contribui na questão do transporte público. "A sobrecarga do transporte público é menor, o que conquista tempo para o sistema público de saúde [se adaptar]", explica. A professora faz, entretanto, algumas ressalvas ao retorno presencial: "Não se imagina um cenário em que pode colocar um número infinito de crianças dentro da sala. Em Belo Horizonte, primeiro colocaram 12 crianças, depois, 50% da sala. Esse protocolo muda com a condição de transmissão. Para que não aumente o risco não só das crianças, mas dos professores.", afirma. Existe, ainda, a questão de crianças de grupo de risco ou que moram com pessoas mais velhas. "Quem mora com os avós é para continuar em ensino remoto – muitas vezes o formato possível dessa educação é o ensino híbrido. Uma criança com comorbidade parece ter risco aumentado – essa criança que tem risco específico deve sempre ficar no ensino remoto", diz Miranda. O comportamento de risco dos adultos que torna ainda mais desafiadora a reabertura de escolas Para um retorno seguro, a pediatra frisa, ainda, que pais e alunos precisam seguir as regras para evitar a disseminação do vírus. "Eu não levo de forma alguma uma criança com sintoma gripal pra escola. Todo mundo é cúmplice em seguir as normas para que consiga fazer a volta às aulas e minimizar o impacto nas crianças. É só com uma grande campanha que vai conseguir fazer isso em formatos adequados. A escola pode inclusive ser uma colaboradora nesse processo educacional", avalia. Veja as recomendações da SBP para a reabertura das escolas: Sistema híbrido de ensino (intercalando aulas remotas e aulas presenciais) Treinamento dos profissionais da escola Preparação dos espaços de ensino (ambientes com ventilação natural, priorizar áreas ao ar livre, espaçamento entre os alunos) Disponibilizar equipamentos sanitários – pias ou lavatórios para higienização das mãos, sabonete líquido, álcool em gel, papel Planejar o fluxo de entrada e saída de alunos, familiares e profissionais para evitar aglomeração Higienizar os ambientes Ensinar os alunos a higienizar as mãos Planejar os horários das refeições por turmas e individualizar o uso de água para beber Uso de máscaras com duas camadas, bem ajustadas ao rosto – a troca deve ser feita periodicamente Ter uma boa comunicação com os pais sobre a doença e os sintomas Sinalizar a escola com cartazes Planejar o uso de transporte escolar Evitar aglomeração de pessoas 4) Escolas fechadas trazem prejuízos, mas, sem vacina, professores temem risco com aulas presenciais Crianças têm aula em escola primária em Glasgow, na Escócia, no dia no dia 22 de fevereiro. Andy Buchanan/AFP Débora Miranda aponta que, de um lado da balança, está o prejuízo emocional e a perda de aprendizado que vêm com o fechamento das escolas. A pediatra lidera uma pesquisa da UFMG que avalia esses problemas. "O que eu estou atendendo de criança com depressão, com ansiedade, bruxismo… A gente começou a fazer essas pesquisas porque estava ficando impressionado. Aumentou demais", relata. Uma simulação feita pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) em novembro do ano passado apontou que, no melhor dos cenários, os alunos do ensino fundamental 2 deixariam de aprender, em 2020, 14% do que aprenderiam em um ano escolar típico. No cenário intermediário, eles deixariam de aprender 34%. No pior dos cenários – em que os alunos não aprenderiam com o ensino remoto – a perda de aprendizado é de 72%. Conforme o modelo, os alunos do Norte e Nordeste deixariam de aprender mais do que os do Sul e Sudeste. Outro problema é a estrutura para o ensino à distância. Muitas crianças não têm acesso à internet – prejudicando ou impossibilitando o aprendizado. Dados do IBGE de maio do ano passado apontaram que, entre crianças e jovens de 9 a 17 anos, 71% dos mais pobres que usavam a internet só tinham acesso pelo celular. “É preciso ter uma estrutura adequada. A criança precisa ter um computador, um local calmo para estudar, um ambiente para se concentrar”, enfatiza Marcelo Otsuka, da SBP. Os problemas vão além do ensino. Para muitas crianças, a principal refeição do dia era feita na escola. Além disso, o confinamento pode prejudicar o desenvolvimento infantil em várias esferas. “O desenvolvimento intelectual, psicológico, social, neurológico. Tudo isso está sendo prejudicado e pode ser irreversível”, completa Otsuka. Um ponto que complica a reabertura é a (não) vacinação de professores e funcionários. Professores estão entre os grupos prioritários, mas não há vacinas disponíveis no Brasil nem sequer para esses grupos – que incluem profissionais de saúde, indígenas e idosos, em um total de 77 milhões de pessoas. Até agora, o país só vacinou 6,33 milhões – o equivalente a 8,2% da população prioritária e apenas 3% de todos os brasileiros. "Temos que ter os professores no grupo dos priorizados. A questão é: nós temos vacina? A situação é muito complicada", avalia Marcelo Otsuka. Débora Miranda defende protocolos de segurança para o retorno seguro às aulas e frisa a necessidade da cooperação no seguimento das regras, mas também avalia que não é o ideal esperar a vacinação de alunos e professores para o retorno às aulas. "Primeiro que estamos num cenário de falta de vacinas mundial. Não existem vacinas disponíveis, hoje, para crianças. Vai demorar meses ou anos para as crianças terem vacinas", lembra. "Diante desse conjunto, [temos que] criar o protocolo, fazer funcionar e diminuir dano para a sociedade como um todo. Como a gente não esperou [a vacina] enquanto profissionais de saúde, pessoas que trabalhavam em supermercado, farmácia, em tantos setores não esperaram. O home office é uma realidade de muito pouca gente no Brasil", pondera a pesquisadora. Os argumentos científicos de quem é contra, a favor ou está em dúvida sobre retomar aulas no Brasil durante a pandemia "O que está acontecendo é que estamos largando as crianças dentro de casa com as companhias nem sempre mais adequadas. Nós vamos esperar para vacinar só as crianças? Só os professores? A criança tem aí 3 anos, 5 anos pra ela perder. É sem impacto ficar 3 anos sem escola? Só se a gente achar que a escola não tem papel nenhum. Que a gente pode esperar vacinar todo mundo para voltar", diz. O que dizem professores Mas a professora Maria Eugenia Busolin, que ensina na educação infantil municipal no interior de São Paulo, avalia que a volta presencial sem vacina para professores e outros funcionários das escolas não deve acontecer. "Na creche [educação infantil], pelo protocolo, as crianças não precisam colocar máscara, porque eles são muito bebês. Então, ao meu ver, não tem como [retornar às aulas presenciais], porque a gente precisa acolher essas crianças, pegar no colo, eles choram muito no começo", explica. "Nós vamos ter que estar de máscara, de touca, de luva, de avental, parecendo uns ETs. Se eles já choram normalmente, como que nós vamos [voltar], ainda sem poder acolher, pegar no colo e tudo?", pondera Busolin. "A gente vai acolher essa criança que vem de casa. A gente não sabe se em casa está tendo cuidado ou não. Então nós vamos que tirar a criança do colo, muitas vezes, da mãe – eu não sei se a mãe está contaminada ou não, se passou numa padaria, colocou a criança no chão. Por isso que a gente fica mais apavorado ainda", completa. A professora exemplifica um possível cenário de volta presencial: o limite de crianças onde dá aulas é de 15 por turma. Se apenas 35% voltassem às aulas, seriam 4 ou 5 na sala. A professora avalia que, assim, seria, teoricamente, possível manter o distanciamento, mas a idade das crianças é um fator a ser levado em conta. "É aquela coisa, criança de 2 anos. Não sei se a gente conseguiria manter longe um do outro", diz Busolin. "A escola não anda só com professor. A escola precisa do servente, do cozinheiro, do monitor, do diretor. É uma equipe inteira, a educação é muito grande, é muita gente. Eu acredito que seria o ideal voltar só após a vacina, para todo mundo", afirma. A professora Karen Vargas, que ensina no interior de Minas Gerais, concorda com a posição da colega de São Paulo. Ela ensina tanto na rede municipal como na estadual. "Aqui, nas escolas municipais, existe uma média de 25 alunos por sala. Depende da escola, mas, na sua maioria, são escolas boas, arejadas, com pátio. Já nas escolas estaduais, é um número enorme de alunos por sala. Dentro da sala são mais de 30, 40, quase 50 alunos por turma", afirma. "Mas as salas não comportam 50 alunos, isso é que é o problema. Nessas salas que a gente tem 40, normalmente na escola estadual, as salas são pequenas. Não tem espaço nem para o professor andar pela sala. Umas salas cheias, com janelinhas. Às vezes o professor está escrevendo no quadro e está quase com a bunda na cara do aluno", relata. "Outro fator também importante é que, como ano passado as aulas foram praticamente o ano inteiro remotas, muitos alunos saíram das escolas particulares para escolas públicas – que já tinham um número maior de alunos", lembra a professora. "Acredito que não haja estrutura, no momento, para estar recebendo esses alunos de forma presencial. Assim como a maioria das pessoas que têm casos de pessoas idosas na família, pessoas com comorbidades, a gente tem muito medo não só de pegar, mas de transmitir para os nossos familiares", pondera Vargas. O professor Fabio Gerônimo, que dá aulas no ensino médio estadual e técnico, também em uma cidade do interior de São Paulo, repete as inseguranças sentidas pelas outras professoras. "No momento me sinto totalmente inseguro. A direção de nossa escola comprou material para a retomada, mas não apenas a quantidade de ações necessárias para garantir um ambiente seguro são muitas, como o espaço da instituição não é adequado. Temos algumas salas com pouca ventilação e janelas com grades, como é comum em diversas escolas, e não consigo imaginar meus alunos evitando o contato nos corredores", afirma. "Além disso, se fala sempre sobre vacinação de professores, mas a escola é um mundo formado por funcionários públicos, terceirizados (limpeza e segurança, por exemplo), e pelos próprios alunos, que, na sua maioria, vêm de ônibus para estudar, e por isso estão expostos tanto na ida quanto na volta. Eu acho até que a escola vira um espaço capaz de contaminar as pessoas de fora, com o vírus sendo levado pelos alunos", afirma. Ele também acredita que é possível que falte material de higienização. "Ano passado tínhamos o plano de imprimir aulas e atividades para os alunos sem acesso à internet. Só que tivemos que tentar reduzir a quantidade de texto por falta de papel. Como querem que acreditemos que vão comprar álcool, produtos de higienização se nem papel, que é item básico da escola, eles garantem?", questiona. 5) Novas pesquisas sobre Covid em crianças e síndrome pediátrica rara Reino Unido interna mais crianças com síndrome rara pós-Covid A maioria das crianças não desenvolve sintomas ao ser infectada com o vírus. Se desenvolve, acaba sendo a forma mais leve da doença. "Não temos visto quadros complicados. Mesmo com o número aumentado de casos no Brasil, não vemos tanta gravidade", afirma Marcelo Otsuka. A população menor de 19 anos representa cerca de 25% da população brasileira. Segundo o médico, 2,46% dessa população precisou de atendimento médico e o número de óbitos foi de 0,62%. "Com esses números podemos dizer que há registro de doenças graves. Também tem casos de óbitos. Mas, proporcionalmente, o número de casos considerando a população é muito menor do que o que a gente imagina”, explica Otsuka. Um estudo feito com crianças italianas que passaram pelo pronto-socorro e publicado no American Academy of Pediatrics, em dezembro, apontou que os pequenos raramente apresentam sintomas notáveis da doença. Entretanto, o número baixo de casos graves não significa que as pessoas devem baixar a guarda. "Esses dados não devem diminuir a atenção e preocupação com a Covid-19, pois as crianças podem representar uma fonte de transmissão viral", dizem os especialistas. Na pesquisa, feita com 170 crianças, 17% dos pacientes eram assintomáticos, 63% desenvolveram a forma leve, 19% a forma moderada, 1% a forma grave e 1% crítico. Os cientistas alertaram que Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) merece atenção e deve ser levada em consideração. Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou, de 1º de abril do ano passado até 13 de fevereiro, 736 casos e 46 mortes de crianças e adolescentes pela SIM-P associada à Covid-19. A SIM-P é uma grande resposta inflamatória, rara, que, em casos graves, pode acometer diversos órgãos e sistemas do corpo e levar à morte: os principais atingidos são o sistema cardiovascular e o trato digestivo, e também há alterações na pele e nas mucosas. A síndrome vem sendo registrada em uma minoria de crianças atingidas pela Covid ao longo da pandemia, mas também pode ter outras causas. Normalmente, os sintomas aparecem depois que a criança já não tem o vírus no corpo – e podem ocorrer mesmo naquelas que foram assintomáticas para a Covid-19. Meninos parecem ser mais afetados, assim como crianças negras. Um outro estudo, ainda em versão prévia, analisou a influência do sexo no desfecho clínico de crianças com Covid e SIM-P no México, na Colômbia, no Peru e na Costa Rica. Foram analisadas 990 crianças com menos de 18 anos: 484 meninas e 506 meninos. Entre as meninas, 24 foram diagnosticadas com a SIM-P, o equivalente a 5%. Entre os meninos, 45 desenvolveram a síndrome, o equivalente a 8,9% do total. Apesar desses percentuais, entretanto, quando os cientistas analisaram outros fatores junto com o sexo, que também podiam influenciar o desfecho do caso, o único resultado significativo foi o acesso a hospitais: as meninas tinham menos internações do que os meninos. "Juntos, esses dados preliminares destacam que as meninas podem ter uma doença mais branda em comparação com meninos, como sugerido em adultos", apontaram os pesquisadores. Eles destacam que mais estudos são necessários sobre o assunto, mas que a diferença pode estar ligada ao cromossomo X. Esse dado já havia sido apontado em outros estudos. Isso porque genes ligados a esse cromossomo modulam a resposta imune à doença, o que influencia o desfecho clínico. Também há o envolvimento de ao menos um gene, o TMPRSS2, que é regulado pela presença de mais ou menos hormônios masculinos. No dia 24, uma terceira pesquisa, publicada no Jama Pediatrics, comparou casos agudos de Covid em crianças a casos de SIM-P nos Estados Unidos. As crianças com a SIM-P tinham quadros cardiovasculares, da pele e das mucosas mais graves e inflamação mais extrema do que os pacientes com Covid grave. A maior probabilidade de desenvolver a SIM-P foi dos 6 aos 12 anos. Os cientistas também perceberam que os pacientes que desenvolveram a síndrome tinham maior probabilidade do que os com Covid grave de serem negros e não hispânicos. Uma possível explicação apontada foi o fato de que, na doença de Kawasaki – que é semelhante em alguns aspectos à SIM-P –, ter a pele negra é um fator de risco para anomalias coronárias e não responder a tratamentos de imunoglobulina intravenosa, usados contra a doença. Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil:
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01/03 - Gabarito da reaplicação do Enem 2020 deve ser divulgado nesta segunda-feira
Candidatos que tiveram Covid na data regular, ou problemas logísticos, como as salas lotadas, puderam refazer o exame. Provas também foram aplicadas no AM e cidades de RO, que tiveram as provas suspensas por causa da pandemia. Estudantes do Amazonas realizaram Enem em fevereiro; provas de janeiro foram suspensas por causa da pandemia. Eliana Nascimento/G1 AM O gabarito da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 será divulgado nessa segunda-feira (1º) pelo Instituto Nacional de Estudos e Estatísticas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova. Não há previsão de horário. As provas foram feitas na terça (23) e quarta-feira (24) da semana passada, mesma data do Enem para pessoas privadas de liberdade, o Enem PPL. Candidatos que tiveram Covid na data regular das versões impressa e digital, ou problemas logísticos, como as salas lotadas, puderam refazer o exame. As provas também foram aplicadas no AM e em duas cidades de RO, que tiveram as provas suspensas por causa da pandemia. A abstenção ficou acima de 70%. Isso quer dizer que, a cada dez candidatos esperados para fazer a prova, sete faltaram. Nesta aplicação, 276 mil participantes estavam inscritos. Entre eles: 41.864 privados de liberdade, que prestam o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas 163.444 inscritos no estado do Amazonas; 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia; 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Enem 2020 foi uma edição marcada pelo adiamento do exame (de novembro para janeiro) por causa da pandemia; o impacto no preparo de estudantes com as aulas remotas após o fechamento das escolas; brigas judiciais para impedir o exame na atual situação sanitária do país, até chegar à realização das provas em um momento de nova elevação de casos e mortes por Covid. As provas regulares foram feitas em 17 e 24 de janeiro (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (versão digital, inédita). Mas nem todos compareceram: 5,5 milhões eram esperados para a prova impressa. Mais da metade não foi. O primeiro dia teve 51,5% de candidatos faltosos; o segundo dia foi de 55,3%. 96 mil estavam confirmados para o Enem digital. O primeiro dia de prova teve 68% de abstenção, e o segundo dia, 71,3%. Foi a primeira vez que o Inep aplicou uma versão digital da prova. O Enem é considerado o maior vestibular do país, e a nota serve para disputar vagas em universidades e ter acesso a programas de bolsas (Prouni) ou financiamento de mensalidade (Fies). Na última sexta-feira (26), o então presidente do Inep, Alexandre Lopes, foi exonerado. Ele estava na presidência da autarquia desde maio de 2019. VÍDEO: saiba tudo sobre o Enem 2020
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01/03 - Prouni 2021 abre lista de espera do primeiro semestre
Programa oferece bolsas de estudo parciais e integrais para cursos de graduação e de formação continuada em universidades particulares. Prouni oferece bolsas de estudo em universidades privadas e é um dos programas de acesso ao ensino superior do MEC. MD Duran/Unsplash Os candidatos interessados em fazer parte do Programa Universidade para Todos (Prouni) e que não foram selecionados nas duas chamadas do primeiro semestre deste ano podem manifestar interesse de entrar na lista de espera. O prazo abre nesta segunda-feira (1º) e encerra na terça (2). Para isso, é preciso acessar a página do Prouni (http://siteprouni.mec.gov.br/) para declarar o interesse. Os resultados saem na sexta (5). O Prouni oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais (100%) para cursos de graduação e de formação continuada em universidades particulares. Embora o sistema permita que os candidatos escolham até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência, a lista de espera não tem essa opção. Ela será única para cada curso e turno de cada local de oferta. A seleção deste primeiro semestre adotará as notas do Enem 2019, já que os resultados do Enem 2020 só sairão em 29 de março. Quem pode concorrer? Para disputar uma das bolsas de estudo, o candidato será avaliado conforme a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a análise da renda familiar. É necessário se encaixar em uma das seguintes categorias: ter cursado o ensino médio completo na rede pública; ter sido bolsista integral em escolas particulares durante todo o ensino médio; ter alguma deficiência; ser professor da rede pública de ensino, na educação básica. Com exceção dos docentes, os demais candidatos não podem ter diploma do ensino superior. Há também critérios de renda: São duas modalidades: bolsa integral: renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo; bolsa parcial (50% da mensalidade): renda familiar mensal per capita de 1,5 a 3 salários mínimos. Datas do Prouni do 1º semestre de 2021 Prazo para participar da lista de espera: 1º a 2 de março Divulgação da lista de espera: 5 de março Comprovação de informações da lista de espera: 8 a 12 de março VÍDEOS: saiba tudo sobre Educação
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28/02 - Filhos na pré-escola: veja dúvidas sobre máscara e idade, distanciamento nas aulas e uso de brinquedos do parquinho
Precisa tomar banho ao chegar em casa? Como vai ser na hora do lanche? Especialistas respondem sobre riscos de transmissão da Covid-19 na educação infantil. Ilustração: Wagner Magalhães/Arte G1 A volta às aulas traz muitas dúvidas sobre o coronavírus para pais e responsáveis por crianças que estão em creches e pré-escolas. Na educação infantil, os alunos ainda precisam de mais orientação e participação dos professores. Neste tira-dúvidas, especialistas respondem questões como: Máscara: crianças pequenas devem usar a partir de que idade? Qual máscara protege mais? Meu filho não gosta de usar, o que faço? É necessária uma proteção extra como escudo facial (face shield)? Dentro da escola: é possível manter distanciamento entre crianças pequenas? Brinquedos dos parquinhos podem ser compartilhados? Há risco no contato dos professores ao ajudar os alunos? E na hora do lanche? Como analisar se uma sala tem ventilação adequada? Fora da escola: precisa tomar banho ao chegar em casa? Quais são os riscos no transporte e no deslocamento? Acho arriscado para pessoas da casa o meu filho ir à escola. O que fazer? Respondem as dúvidas: Beatriz Abuchaim, gerente de conhecimento aplicado na Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, especializada em primeira infância Daniel Lahr, professor do Instituto de Biociências da USP Ethel Maciel, epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Isaac Schraastzhaupt, coordenador na Rede Análise Covid-19 Jamal Suleiman, infectologista do Instituto Emílio Ribas Luciano Pamplona, epidemiologista e pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC) com experiência na área de Saúde Coletiva e epidemiologia das doenças transmissíveis Luiz Miguel Garcia, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Raquel Stucchi, médica infectologista da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunização e presidente do departamento de imunização da Sociedade Brasileira de Pediatria Vitor Mori, doutor em engenharia biomédica pela USP e pesquisador da Universidade de Vermont Na próxima terça (2), o G1 faz um programa ao vivo às 19h sobre essas e mais dúvidas. Você pode deixar a sua nos comentários. Ilustração: Wagner Magalhães A partir de que idade a criança deve usar máscara? A recomendação é que a máscara seja usada só a partir dos 2 anos, por causa do risco de sufocamento. De 2 anos a 6 anos, deve haver supervisão constante. Qual o modelo de máscara recomendado para crianças pequenas? Pode ser de tecido tricoline ou com dupla camada de algodão, mas não de tricô. Modelos como N95 são restritos para situações muito especiais no contexto de Covid. O mais importante é que a máscara esteja bem adaptada ao rosto, cobrindo bem o nariz e a boca, sem frestas nas laterais. E é fundamental que seja confortável e que não dê coceira. Não se esqueça de mandar máscaras extras para troca durante a aula: a de tecido, após 3 horas e muito úmida, perderá sua função. E crianças tendem a se sujar mais. É necessário usar um face shield? Confecção de face shields no Distrito federal BMC/ Divulgação Na prática, qualquer proteção a mais é bem-vinda. Mas, se a criança se incomodar, ela poderá passar a encostar com frequência no face shield e levar as mãos à boca ou aos olhos depois. O que era para ser um cuidado extra acabaria se tornando um risco maior. Distanciamento social, uso de máscaras e presença de poucas pessoas na sala de aula garantem defesas mais efetivas. Meu filho não gosta de usar máscara, o que faço? A recomendação é investir na "alfabetização sanitária". A família precisa explicar que é importante usar a máscara em qualquer lugar como proteção contra o coronavírus. O ideal é associar tudo isso a momentos lúdicos. Cores e estampas podem ser uma estratégia. De qualquer forma, haverá necessidade de supervisão maior, porque as crianças têm menos autonomia, e é natural que se esqueçam do protocolo. Se a máscara cai no chão e o professor pega para recolocar no rosto do aluno, há algum risco de transmissão? Desde que o adulto higienize as mãos, antes e depois, não há problema. Não é indicado encostar diretamente na boca e no nariz da criança. Se a máscara cair no chão, o ideal é ter uma nova para substituir. Para os professores, o indicado é usar máscaras mais robustas, principalmente aqueles que terão contato com bebês e crianças menores. É possível garantir distanciamento entre crianças pequenas nas escolas? A educação infantil é conhecida pelo seu espaço de brincadeira e interação. Na prática, é difícil evitar 100% do tempo o contato entre os colegas. Recomenda-se focar em lavar as mãos com frequência, controlar o número de crianças na sala e manter os ambientes higienizados. Atividades ao ar livre são sempre mais indicadas, quando forem possíveis. Ilustração: Wagner Magalhães Brinquedos dos parquinhos podem ser usados? Idealmente, não. Tocar nos brinquedos aumenta, sim, o risco de contato com superfícies contaminadas. Dessa forma, o melhor seria limpar toda hora tanto o parquinho quanto as mãos dos alunos. Soluções intermediárias também citadas são optar por brinquedos individuais, não misturar grupos diferentes de alunos (para evitar a propagação em caso de registro de Covid em uma turma) e limitar o número de crianças em um espaço. E na hora do lanche? É, de fato, um momento de risco para a transmissão do vírus, já que as crianças estarão sem máscara. Os especialistas sugerem: lanche em espaços abertos; divisões de acrílico nas mesas; recreio em turnos; ambientes bem ventilados; distanciamento mínimo de 1,5 m; uma pessoa só servindo os pratos, sem compartilhar talheres. Mas há o reconhecimento de que muitas escolas brasileiras não dispõem dessa infraestrutura. Meu filho ainda toma mamadeira. Como proceder? O risco da hora da mamadeira não é considerado muito maior do que os demais. O adulto que supervisiona a criança deve fazer a higiene constante das mãos. E o deslocamento até a escola? Quais são os riscos no transporte público ou numa perua escolar? É importante manter as janelas abertas o tempo todo. O ideal é ter a menor ocupação possível, o máximo de distanciamento e o uso de máscara por todos. Para o deslocamento em transporte público, a dica é ter máscara de boa qualidade, bem ajustada, e, se possível, sentar perto da janela, além de higienizar as mãos. Em carros de aplicativo ou táxi, o ar-condicionado pode ser ligado, mas as janelas precisam seguir abertas. É recomendável trocar de roupa ou de sapatos ao entrar na escola ou chegar em casa? O risco de transmissão por contato de superfícies e objetos, como sapatos, é considerado baixo. Banhos e trocas de roupa são bem-vindos, de modo geral, mas não por causa especificamente da Covid — crianças se sujam, e a higienização é importante até para evitar trazer bactérias para casa. No contexto de pandemia, o essencial mesmo é lavar as mãos sempre que possível. Como saber se a ventilação da sala da criança está adequada? Janelas devem ficar abertas, com fluxo cruzado — o ar entra por um lugar e sai por outro. O ar-condicionado só deve ser ligado com a janela aberta. Um ventilador na janela, apontando para fora, ajuda a jogar o ar de dentro da sala para o ambiente externo. Algumas escolas particulares estão usando um equipamento que mede CO2. Se a sala não estiver bem ventilada, o gás carbônico se acumula, sinal de que há pessoas respirando o mesmo ar expelido. Ilustração: Wagner Magalhães Qual é o índice de infecção e de mortes por Covid entre crianças? As crianças transmitem menos, têm menos sintomas e adoecem com menor gravidade. Segundo a Vital Strategies, organização internacional voltada a estratégias de políticas de saúde pública, os brasileiros de até 10 anos representam menos de 1,5% das hospitalizações e de 0,3% das mortes pela doença no país. É importante lembrar que também existem fatores de risco na infância, como diabetes, transplantes e cardiopatias. Qual problema associado à Covid alunos menores podem desenvolver? Eles podem ter a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), uma grande resposta inflamatória que, em casos graves, acomete diversos órgãos e sistemas do corpo. Os principais atingidos são o sistema cardiovascular e o trato digestivo, e também há alterações na pele e nas mucosas. Ilustração: Wagner Magalhães Qual o risco das novas variantes para as crianças? Não há indicações, neste momento, de que as variantes britânica, brasileira ou africana sejam mais perigosas para crianças. Elas parecem ser mais transmissíveis - em todas as idades. Já há previsão para vacinação das crianças? Não. A tendência é que fiquem por último, por serem de um grupo com menos riscos em relação a outros. Não sinto segurança de mandar meu filho para escola. Posso fazer isso? A partir dos 4 anos, a presença na escola é obrigatória pela lei, mas está sendo observada, em geral, uma flexibilização por conta do alcance da pandemia. Autoridades municipais têm autonomia para decidir sobre o funcionamento de atividades ao avaliar as condições sanitárias locais. Especialistas afirmam que cabe à família decidir sobre isso com base nos fatores de risco envolvidos. Questionado sobre um entendimento amplo a respeito da questão, o Ministério da Educação não respondeu. Como procedo caso alguém de casa ou que teve contato com o meu filho for infectado? Devo avisar imediatamente a escola? As crianças que tiveram contato com alguém contaminado não devem ir para a escola e precisam ficar isoladas por ao menos 10 dias. A escola precisa ser avisada imediatamente. VÍDEOS: Educação .
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28/02 - O comportamento de risco dos adultos que torna ainda mais desafiadora a reabertura de escolas
Mesmo os adultos que estão fora da escola podem influenciar a segurança sanitária dentro dela, apontam pesquisadores e a OMS. Crianças chegam para o primeiro dia de aulas desde o início da pandemia de Covid-19 em Scarborough, na província de Ontário, no Canadá, no dia 15 de setembro. Carlos Osorio/Reuters À medida que redes estaduais, municipais e privadas de todo o país avançam ou recuam nos projetos de reabertura (mesmo que parcial) de escolas, e enquanto o Brasil vive seu momento mais crítico na pandemia até agora, as atenções naturalmente se voltam aos cuidados de higiene, à infraestrutura física escolar e ao distanciamento social praticados por estudantes. Embora tudo isso seja indiscutivelmente crucial, é importante também ter em mente que o principal agente de contágio nessa cadeia pode não ser a criança, mas sim o adulto — até mesmo adultos que sequer estejam dentro da escola. Esse alerta, ainda mais válido em um momento de alta das infecções no país, vem tanto de estudiosos quanto da Organização Mundial da Saúde (OMS) — que explicam que, nos focos de Covid-19 identificados em escolas pelo mundo (até agora, relativamente poucos), acredita-se que, na maioria dos casos, o vírus tenha sido levado para lá dentro por conta do comportamento de adultos próximos, e não do das crianças. VÍDEO: Jovens sem máscaras se aglomeram em festa clandestina em São Joaquim da Barra, SP Festas com jovens sem máscara e aglomerados são encerradas após operações em Goiás; vídeos "Na maior parte do tempo, as crianças são infectadas pelos adultos — em geral um adulto da própria família", diz à BBC News Brasil o médico francês François Angoulvant, especialista em emergências pediátricas. Durante toda a pandemia, Angoulvant e 12 colegas têm estudado o comportamento de doenças infecciosas em crianças e adolescentes em Paris, a partir dos dados de 972 mil atendimentos em seis pronto-socorros infantis da capital francesa e arredores, entre 2017 e 2020. Durante o primeiro lockdown na França, em junho e julho, quando as escolas ficaram fechadas, as visitas e internações em pronto-socorros pediátricos caíram, respectivamente, 68% e 45% em relação a anos anteriores — ou seja, as crianças ficaram muito menos doentes de modo geral, de males como bronquiolite ou gripe, por exemplo. Quando o lockdown foi aliviado para todos e as escolas reabriram, esses atendimentos pediátricos voltaram a subir, à medida que os franceses relaxaram nas medidas de distanciamento social. No entanto, no segundo lockdown francês, as escolas se mantiveram abertas com medidas de controle, mas o governo endureceu o isolamento para a população adulta. Daí, mesmo com as aulas presenciais em curso, as infecções infantis voltaram a cair em Paris. As "lições inesperadas" desses resultados, diz Angoulvant, são de que o adulto tem um papel fundamental na transmissão de doenças infecciosas para as crianças, e isso é particularmente importante no caso da Covid-19 — uma vez que estudos até agora apontam que crianças de até dez anos adquirem e transmitem o vírus com muito menos frequência do que as mais velhas ou os adultos. Responsabilidade Foto mostra aula em novembro na Escola Municipal de Aplicação Carioca Coelho Neto, no Rio de Janeiro, enquanto algumas escolas retomam a abertura gradual. Pilar Olivares/Reuters As conclusões dos pesquisadores franceses são reforçadas por um levantamento de outubro de 2020 da OMS, compilando estudos e informações globais a respeito da volta às aulas. Destacando que os estudos até agora têm alcance limitado, a OMS afirmou que, nos surtos identificados dentro de escolas, "na maioria dos casos de Covid-19 em crianças a infecção foi adquirida dentro de casa". "Nos surtos escolares, a probabilidade maior era de que o vírus tivesse sido introduzido por adultos", prossegue o documento. "A transmissão funcionário-para-funcionário foi a mais comum; (a transmissão) entre funcionários e estudantes foi menos comum; a mais rara foi de estudante para estudante." Em última instância, portanto, manter a segurança sanitária das escolas abertas é obrigação primordial de gestores, mas também responsabilidade coletiva de toda a sociedade, explicam os especialistas. Aglomerações, deslizes no uso de máscara ou outros comportamentos de risco adotados por adultos que têm contato (mesmo que pequeno ou esporádico) com crianças podem acabar, inadvertidamente, levando o coronavírus para dentro do ambiente escolar. O risco de 'baixar a guarda' François Angoulvant diz que esse risco aumenta quando os adultos, às vezes sem querer, baixam a guarda nas medidas básicas de distanciamento social. É o que ele observa na França. "Temos esse problema até com profissionais de saúde. Nos focos ocorridos entre eles, na maioria das vezes (o coronavírus) não veio dos pacientes, mas (da interação entre) os próprios profissionais – por exemplo, quando almoçam juntas ou tomam café, lado a lado, oito pessoas na mesma sala", explica. "Quando estão interagindo com os pacientes, eles (profissionais de saúde) colocam máscaras e tomam todos os cuidados. Mas entre si, eles relaxam. Isso vale para qualquer profissão, quando se adotam comportamentos de risco", prossegue o médico. "Quando a variante britânica do coronavírus (considerada mais infecciosa) chegou à França, uma das infectadas era uma francesa que morava no Reino Unido e estava de férias em Marselha. Em uma semana, essa mulher havia feito contato com outras 42 pessoas. Quarenta e duas pessoas! São mais (contatos interpessoais) do que eu faço em três meses. As pessoas precisam ser responsáveis." De modo geral, os dados internacionais têm mostrado que o nível de contaminação entre crianças acompanha o dos adultos – ou seja, sobe ou desce, embora em menor quantidade, à medida que a quantidade de infecções sobe ou desce entre adultos. "Elas (crianças) parecem mais seguir a situação do que impulsioná-la", disse à revista Nature o epidemiologista Walter Haas, do Instituto Robert Koch, em Berlim. Desse modo, os estudos apontam que um ambiente escolar com condições sanitárias adequadas, boa ventilação, restrições ao número de pessoas e medidas de distanciamento social não ofereceria um risco excessivo para professores e demais profissionais. "Todos estamos em risco, mas acho que se você trabalha em um supermercado corre mais risco do que se trabalha em uma escola", defende o francês Angoulvant. No entanto, muitos estudos só recomendam a volta às aulas presenciais quando a transmissão comunitária está sob controle na comunidade – o que não é o caso do Brasil no momento, que bateu na quinta-feira a marca de mais de 1,5 mil mortes por Covid-19 em 24h. Diante de UTIs lotadas, alguns Estados e municípios decidiram adiar a reabertura de suas escolas. Além disso, muitos educadores brasileiros rejeitam comparações com outros países, afirmando que esses paralelos não levam em conta as desigualdades sociais daqui ou deficiências do poder público em sua obrigação de garantir as medidas sanitárias básicas nas escolas. O que traz preocupações adicionais, principalmente no momento em que os níveis de contágio continuam alto pelo país, com números exorbitantes de infecções e mortes. Aqui no Brasil, de modo geral, não é fácil – nem historicamente nem agora, no caso da Covid-19 – averiguar a direção do contágio entre crianças, explica à BBC News Brasil o epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da USP. "No caso da Covid-19, ainda é uma doença muito recente para termos muitas informações, e a volta às aulas tem sido muito heterogênea (entre os diferentes Estados e municípios)", diz. "Mas a gente sabe há muito tempo que a volta às aulas do verão, mais do que a do inverno, costuma ocorrer depois de as crianças terem feito viagens – e isso pode trazer consigo um mix de vírus e bactérias." No entanto, é indiscutível, diz Lotufo, que as ações dos adultos podem ter efeitos colaterais dentro das escolas. "A responsabilidade do adulto sempre foi crucial (nesta pandemia). Aquele tio que aparece para jantar pode contaminar o sobrinho, que contamina cinco amigos na escola e que levam o vírus para os pais", diz. E esse ciclo pode eventualmente tornar a sala de aula um foco do novo coronavírus, principalmente se não for adotado um protocolo rígido pelas escolas e respeitado pelos pais, alunos e equipes. Isso tem sido cobrado do poder público por entidades representantes de educadores. "Nós continuamos bastante preocupados com a situação da pandemia em nosso país. Não observamos alteração da condição política nem segurança sanitária para fazer um retorno às aulas presenciais", disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Manoel Gomes Araújo Filho, em entrevista recente à Agência Brasil. Do lado dos pais, apenas uma minoria (19%) disse confiar "muito" na capacidade de escolas públicas brasileiras se adequarem aos protocolos de segurança sanitária na reabertura, segundo pesquisa do Datafolha feita com 1.015 pais e responsáveis entre novembro e dezembro, sob encomenda de fundações educacionais. Ao mesmo tempo, ao menos 65% deles temiam os efeitos das escolas fechadas no desenvolvimento de seus filhos, após quase um ano sem aulas presenciais. No âmbito das escolas particulares, sindicatos de professores acusam alguns estabelecimentos de ensino de estarem autorizando mais alunos nas aulas presenciais do que o permitido pelas autoridades de saúde. O impacto das novas variantes do coronavírus Todo esse cenário pode ser agravado pelas novas variantes do coronavírus em circulação no Brasil e no mundo. Um ponto importante, diz François Angoulvant, é que dados vindos do Reino Unido – onde as escolas foram temporariamente fechadas na tentativa de conter o avanço da variante britânica – parecem indicar que as crianças continuam sendo transmissoras menos eficientes do que os adultos. Adultos infectados com a variante identificada em Manaus têm 10 vezes mais vírus no corpo, aponta Fiocruz "Crianças com a variante britânica são mais contagiosas, mas muito menos do que adultos", diz o especialista francês. "No Reino Unido, o número de crianças infectadas aumentou, apesar de a escola estar fechada. O que, de novo, mostra que as crianças a maior parte do tempo são infectadas por adultos." Variantes da Covid-19: entenda como o perfil das vacinas influencia a eficácia contra as mutações No entanto, à medida que mais adultos são vacinados contra o novo coronavírus no mundo, uma preocupação crescente é de que novas variantes se desenvolvam justamente entre crianças – um público que por enquanto não tem previsão de ser vacinado, uma vez que não há testes concluídos sobre a segurança e a eficácia da vacina nele. É o que tem acontecido em Israel, onde a maioria da população adulta já foi vacinada contra a Covid-19. "As crianças representam uma proporção maior das infecções do que no início da pandemia, possivelmente por causa das novas variantes e pelo fato de que uma proporção significativa dos adultos já foi vacinada", aponta reportagem de 18 de fevereiro do jornal Times of Israel. Três dias depois, o Ministério da Educação israelense anunciou que estava colocando 27,6 mil crianças do país em quarentena. "Isso (contaminação entre jovens) é algo que não tínhamos visto nas ondas prévias do coronavírus", afirmou o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, ao Jerusalem Post. Síndrome inflamatória multissistêmica Síndrome inflamatória multissistêmica é um raro efeito tardio em crianças que tiveram Covid-19 E, se a contaminação cresce na população infantil, um possível desdobramento preocupante é que haja mais casos de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), uma rara, mas perigosa doença que acomete uma pequena parcela das crianças e adolescentes que entram em contato com o Sars-CoV-2. Brasil teve 736 casos e 46 mortes de crianças e adolescentes por síndrome associada à Covid desde início da pandemia, diz ministério Em geral, essas crianças adoecidas passam sem dificuldades pela Covid-19 (muitas vezes, assintomáticas ou apenas com sintomas leves), mas algumas semanas depois da infecção desenvolvem sintomas mais graves, como febre persistente (ao menos três dias), mal-estar e, em parte dos casos, problemas gastrointestinais (como diarreia, vômito e dores abdominais), manchas e coceiras no corpo e conjuntivite. No caso desses sintomas, é preciso procurar urgentemente o atendimento médico, uma vez que a síndrome pode atacar múltiplos órgãos simultaneamente – causando problemas cardíacos, renais, respiratórios, gástricos, entre outros, informam os CDCs, centros americanos de controle de doenças. Nos EUA, os CDCs identificaram, até 8 de fevereiro, 2.060 casos de SIM-P, com 30 mortes. No Brasil, o Boletim Epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde, de outubro de 2020, identificou 319 casos entre crianças de adolescentes de 0 a 19 anos, com 23 mortes. O mais importante no caso da SIM-P é buscar atendimento rápido no caso de sintomas persistentes, afirma François Angoulvant, que também é coautor de um estudo recém-publicado no periódico JAMA sobre o tratamento da doença. Segundo o estudo, um tratamento ágil, incluindo corticosteroides, consegue prevenir o agravamento dos quadros. "Se identificamos mais cedo, tratamos mais cedo, diminui-se muito a necessidade de UTI e a melhora é mais rápida", diz Angoulvant. Ele ressalta, porém, que por enquanto a SIM-P continua sendo rara: atinge em torno de uma criança a cada 10 mil. Veja VÍDEOS sobre a vacinação no Brasil:
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26/02 - Governo nomeia Danilo Dupas Ribeiro para presidir Inep, órgão responsável pelo Enem
Ribeiro chefiava a Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior no MEC. Ex-presidente do Inep, Alexandre Lopes, foi exonerado na manhã desta sexta. Presidente do Inep, Danilo Dupas Ribeiro, em evento por videoconferência no fim de 2020 Abmes/Reprodução O governo federal nomeou nesta sexta-feira (26) Danilo Dupas Ribeiro como novo presidente do Inep, responsável, entre outras coisas, pela organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A nomeação foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União", no início da noite. A exoneração de Alexandre Lopes, que presidia o órgão desde maio de 2019, foi publicada nas primeiras horas da manhã. Até esta sexta, Danilo Dupas Ribeiro era secretário de Regulação e Supervisão do Ensino Superior no MEC. Segundo currículo disponível na página do Ministério da Educação, o novo presidente do Inep é graduado em economia, pós-graduado e mestre em administração. Ainda segundo esse currículo, antes de assumir a secretaria do MEC em agosto de 2020, Dupas Ribeiro "atuou no setor educacional por mais de vinte anos, tendo destaque no Fundo MackPesquisa, do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), em que ocupou a posição de Gerente Administrativo nos últimos cinco anos". Milton Ribeiro foi reitor em exercício e vice-reitor da Universidade Mackenzie, em São Paulo, antes de assumir o MEC. Lopes enfrentava divergências com o ministro há algum tempo, apuraram o G1 e a TV Globo. Mas aguardou-se a conclusão do Enem (a reaplicação da prova ocorreu na última terça e na quarta) para a exoneração. Em nota, a pasta afirma que "a decisão é administrativa, sendo o cargo de livre nomeação e exoneração da Administração Pública. O ministro Milton Ribeiro, em nome do MEC, agradece o trabalho realizado pelo Alexandre Lopes durante o período que esteve à frente do Inep". Ministro da Educação depõe à PF sobre acusação de homofobia em fala Desde 2006, Lopes ocupa cargos públicos. Antes de assumir o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira foi diretor legislativo da Casa Civil da Presidência da República. Entre suas atribuições, acompanhava e coordenava o processo de sanção e veto dos projetos de lei enviados pelo Congresso. O Inep, vinculado ao Ministério da Educação (MEC), é responsável por estatísticas, avaliações e provas. A última edição do Enem enfrentou adiamentos e foi alvo de uma disputa judicial em 2020. Houve também a acusação de racismo em duas respostas do gabarito que posteriormente tiveram as alternativas corretas alteradas. Servidores do Inep afirmam que ficaram surpresos com a exoneração do presidente do órgão, Alexandre Lopes, nesta sexta-feira (26). Segundo eles, há "graves riscos" para a autarquia que administra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "A descontinuidade de gestão, com sucessivos períodos de instabilidade, tem contribuído fortemente para comprometer a execução do importante trabalho da autarquia na Educação", afirma a Associação dos Servidores do Inep (Assinep), em nota pública. Alexandre Lopes foi o quarto nome a ocupar a presidência do Inep no governo Bolsonaro. Ele assumiu a função em 17 de maio de 2019. Antes dele presidiram a autarquia: Maria Inês Fini desempenhava a função no governo Temer e foi exonerada em 14 de janeiro Marcus Vinicius Rodrigues foi anunciado no dia 22 de janeiro e exonerado no dia 26 de março Elmer Vicenzi foi nomeado em 15 de abril e pediu demissão após 24 dias no cargo Lopes previa a realização do Enem 2021 em novembro ou dezembro: VÍDEO: Provas "serão por volta de novembro, dezembro", diz Lopes sobre Enem 2021 Veja mais vídeos de Educação
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26/02 - PEC Emergencial: relator desiste de incluir em parecer fim do piso para gasto em saúde e educação
Senador Márcio Bittar (MDB-AC) disse que o relatório não passará no Senado caso trecho seja mantido. Apresentação de uma nova versão do parecer está prevista para segunda (1º). O relator da proposta conhecida como PEC Emergencial, senador Márcio Bittar (MDB-AC), confirmou nesta sexta-feira (26) que, na nova versão de seu parecer, irá retirar do texto o ponto que acaba com os pisos para gastos em saúde e educação dos estados e municípios. Bittar havia protocolado oficialmente a versão final do texto no Senado nesta terça-feira (23). No parecer, ele acabava com os pisos para gastos em saúde e educação, dessa forma, os governantes ficavam desobrigados de efetuar gastos mínimos nessas áreas. O parlamentar disse nesta sexta-feira (26) que "está claro" que o relatório não passará no Senado caso esse trecho seja mantido. A apresentação de uma nova versão do parecer está prevista para segunda-feira (1º). Votação da PEC Emergencial no Senado é adiada para a próxima semana O novo texto não deve tratar da desvinculação das despesas com saúde e educação, mantendo, assim, os pisos atuais. Bittar reconhece que não irá "insistir" na desvinculação já que o debate pode pôr em risco a aprovação da PEC Emergencial. Todavia, ele segue favorável à tese. A Constituição determina que os estados devem destinar 12% da receita à saúde e 25% à educação. Municípios, por sua vez, têm de gastar, respectivamente, 15% e 25%. Hoje, os pisos de saúde e educação também têm de ser corrigidos pela inflação do ano anterior. No parecer entregue na terça (23), o senador argumenta que "é irreal buscar a imposição de regras rígidas e inflexíveis para toda a Federação" e que "Brasília não deve ter o poder de ditar como cada estado e cada município deve alocar seus recursos". PEC Emergencial O objetivo central da PEC é o de criar gatilhos — mecanismos que possibilitem ao governo estabilizar suas contas se houver ameaça ao cumprimento do teto de gastos, que limita os gastos da União à inflação do ano anterior. O texto também viabiliza a prorrogação do auxílio emergencial. Inicialmente, a intenção do governo era votar a proposta nesta quinta (25), mas não houve acordo entre os líderes partidários. Com isso, seria somente lido o relatório de Bittar e iniciada a discussão do texto. O PT pediu que a PEC fosse retirada da pauta e encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O partido contou com o apoio de outras legendas. O líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE) percebeu que o pedido da oposição para envio da PEC à CCJ poderia prosperar e, então, no plenário, recuou, concordando em adiar a leitura do relatório, para evitar um revés maior. Bezerra disse que a votação continua prevista para a próxima quarta (3), apesar do atraso na leitura do parecer. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), explicou que o fato não representava "necessariamente um adiamento" da análise do projeto. O parlamentou apresentou um cronograma para que a matéria seja deliberada, em dois turnos, até quarta-feira (3). Após a derrota dos governistas na sessão de ontem, o relator, Márcio Bittar, ponderou que a manutenção da vinculação dos gastos é "autoritária", "uma invasão dos poderes dos estados e municípios". "Ninguém tira um centavo de município nem de estado. Você não tira dinheiro de ninguém. Você apenas devolve aos entes federados o poder do seu orçamento", afirmou. Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa ser analisada em dois turnos e receber o aval de, no mínimo, 49 senadores. Depois, o texto segue para a Câmara, onde também são necessárias duas votações. O que diz a PEC Se o teto de gastos for desobedecido, a União poderá recorrer a gatilhos, que cortam gastos, para estabilizar as contas. Os mecanismos serão acionados quando a relação entre despesas e receitas correntes superar 94%, no âmbito da União; Estados, o Distrito Federal (DF) e os municípios podem adotar os gatilhos, caso a despesa corrente alcance 95% da receita corrente no ano. Se o estado ou o município acionar esses dispositivos, ficará proibido, por exemplo, de conceder reajuste a servidores públicos, criar cargos que gerem aumento de despesa, criar despesa obrigatória. No caso dos entes, as medidas para equilibrar as contas são optativas; Os gastos com o auxílio emergencial neste ano ficarão fora da regra do teto de gastos. Segundo o texto, o dinheiro para pagar as novas parcelas do auxílio deve vir de crédito extraordinário, o que permite que essa despesa fique fora do teto; Atualmente, a Constituição, por meio da chamada regra de ouro, proíbe o governo de fazer dívidas para pagar despesas correntes e a vinculação da receita de impostos a fundos. O relatório da proposta autoriza algumas exceções. Segundo o texto, poderá haver vinculação das receitas no caso dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios. Na hora de se apurar se a regra de ouro foi, ou não, cumprida, serão consideradas apenas dívidas emitidas no mesmo ano do gasto com as despesas. A regra de ouro trata da geração de dívidas para custear despesas correntes; Determina que apenas o Congresso pode decretar estado de calamidade pública, desde que solicitado pelo Presidência da República. Nesse cenário, será adotado "regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações". Determina que os estados devem assegurar "sustentabilidade da dívida pública". As regras desse ponto serão definidas posteriormente, por lei complementar; Limita gastos com aposentadoria e pensões de servidores das Câmaras de Vereadores de acordo com o tamanho do município; Prevê que órgãos públicos deverão realizar e divulgar avaliação das políticas públicas. VÍDEOS: notícias de política
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26/02 - Ministro da Educação depõe à PF sobre suposto crime de homofobia
PGR pediu abertura de inquérito sobre o caso, mas STF decidiu ouvir o ministro antes de decidir. Milton Ribeiro atribuiu 'homossexualismo' a 'famílias desajustadas'. A Polícia Federal tomou o depoimento do ministro da Educação, Milton Ribeiro, sobre suposto crime de homofobia em declarações dadas por ele durante uma entrevista. Em setembro do ano passado, durante entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", Ribeiro afirmou que "o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo" vêm, algumas vezes, de "famílias desajustadas". O ministro se desculpou depois e tem negado discriminação em suas falas. Ele foi ouvido pela PF na quinta-feira (25). Após a publicação da entrevista, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar se Ribeiro cometeu crime de homofobia. No documento, assinado pelo vice-procurador-geral, Humberto Martins, o ministro "proferiu manifestações depreciativas a pessoas com orientação sexual homoafetiva". O crime de homofobia é reconhecido pelo STF desde 2019. PGR pede que STF abra inquérito contra ministro da Educação por homofobia Relator do caso, o ministro Dias Toffoli determinou que Ribeiro fosse ouvido antes de decidir sobre a abertura do inquérito. A PF deve encaminhar o depoimento ao STF e Toffoli deve questionar à PGR se, depois dos esclarecimentos, ainda há elementos que justifiquem a abertura da investigação. Ministro rejeitou acordo Em novembro, Ribeiro rejeitou uma proposta de acordo apresentada pela PGR no caso. O chamado "acordo de não-persecução penal" está previsto no Pacote Anticrime, que entrou em vigor no começo de 2020. Pela lei, o MP pode fechar acordos para não denunciar investigados à Justiça, desde que eles confessem o crime e cumpram os termos acertados com os procuradores. O acordo pode ser fechado quando o crime tiver pena mínima inferior a quatro anos. A Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pela defesa do ministro, recusou a proposta e pediu o arquivamento do pedido de apuração da PGR. O ministro da AGU, José Levi, argumentou que Milton Ribeiro já pediu desculpas de forma "firme" e pública e tem "inquebrantável compromisso" com os direitos fundamentais. Levi alegou ainda que há "claríssima ausência" de crime. Entrevista Na entrevista, o ministro da Educação foi questionado sobre educação sexual na sala de aula. Disse que era um tema importante para evitar gravidez precoce, mas que não era necessário discutir questões de gênero e homossexualidade. "Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic), tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí. São questões de valores e princípios." Segundo a PGR, em tese, a afirmação pode caracterizar uma infração penal ao induzir ou incitar a discriminação ou preconceito, "nos termos das teses firmadas" pelo STF que passaram a permitir a criminalização da homofobia e da transfobia. Procurado, o MEC não quis se manifestar. A Advocacia-Geral da União, que faz a defesa do ministro, informou que não comenta sobre processos em curso na respectiva atuação judicial e extrajudicial. VÍDEOS: assista a mais notícias sobre educação
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26/02 - O que diz o 'estudo' alemão sobre máscaras em crianças, tema citado em live por Bolsonaro
Com mais de 250 mil mortos no Brasil por covid-19 e 1,5 mil mortes em 24h, presidente contraria recomendações de todas as autoridades sanitárias no mundo e questiona uso de máscaras. Presidente Jair Bolsonaro criticou o uso de máscaras mais uma vez; método é um dos únicos considerados eficazes contra a disseminação do coronavírus Getty Images No dia mais letal da pandemia no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro escolheu questionar mais uma vez o uso de máscaras e o isolamento social, dois métodos considerados eficazes para conter a disseminação do coronavírus. Nesta quinta (25/2), o Brasil registrou ao menos 1.541 novas mortes por covid-19, segundo o Conass, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (nas contas do consórcio de veículos de imprensa, o número foi ainda maior: 1.582, fazendo, segundo esse dado, o dia o mais letal da pandemia até agora). Bolsonaro, enquanto isso, citou em sua live semanal um suposto estudo de uma universidade não especificada na Alemanha que teria concluído que máscaras são "prejudiciais" às crianças, causando irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, entre outros. O presidente disse que não entraria em detalhes porque "tudo deságua em crítica" sobre ele. "Eu tenho minha opinião sobre máscaras, cada um tem a sua", disse o presidente. "A gente aguarda um estudo mais aprofundado sobre isso por parte de pessoas competentes." Estudo na Alemanha Há um estudo preliminar feito na Alemanha sobre o efeito de uso de máscaras em crianças que foi publicado em dezembro que menciona os problemas comentados por Bolsonaro. Não está claro se foi este o estudo a que Bolsonaro se referiu. A pesquisa, de médicos da Universidade de Witten/Herdecke, é preliminar e não foi revisada por pares, ou seja, não foi submetida ao escrutínio de um ou mais especialistas do mesmo escalão que os autores. Uma das observações na plataforma de publicação da pesquisa diz que ela "não deve ser considerada conclusiva, usada como base de práticas clínicas ou considerada uma informação válida pela imprensa". O estudo preliminar foi feito a partir de uma enquete online preenchida por pais ou responsáveis de cerca de 25 mil crianças e adolescentes. É uma análise do custo-benefício do uso de máscaras para esse grupo específico, e não uma negação da eficácia das máscaras como proteção contra a disseminação do coronavírus, como fez parecer Bolsonaro. Além disso, o próprio estudo traz observações importantes, como esta: "Pais cujos filhos não apresentam efeitos colaterais têm menos probabilidade de participar desta pesquisa. Assim, há uma sobrepeso sistemático daqueles que relatam reclamações". Diz, também, que o link para a pesquisa alcançou fóruns de redes sociais que criticavam as medidas de proteção contra o coronavírus do governo. Isso pode ter influenciado o resultado da pesquisa. Destaca que os efeitos expressado pelos pais são "suspeitas de efeitos colaterais", e não necessariamente efeitos colaterais. Ou seja, "eventos que podem ser observado pelos pais, mas que não são necessariamente relacionados ou causados pelas máscaras". "São, portanto, inicialmente conjecturas cuja relação causal deve ser verificada." A irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, entre outros problemas descritos pelos pais "são sintomas que podem refletir a situação geral das crianças e não são necessariamente causados apenas pela máscara". A organização sem fins lucrativos Health Feedback, que convida cientistas para verificar informações que afirmam ser baseadas na ciência, analisou o estudo. Entre as críticas e observações feitas sobre a pesquisa, está a de que não é possível demonstrar uma relação causal entre os efeitos observados e o uso de máscaras. Além disso, o estudo não tem controles, ou seja, um grupo de crianças que não usou máscaras, para comparar resultados. "Por causa disso, é impossível determinar se os efeitos negativos relatados foram devido ao uso da máscara ou se teriam ocorrido mesmo se as crianças não usassem máscaras." Embora a N95 seja o modelo mais buscado em pesquisas no Brasil, é a nomenclatura dos Estados Unidos. O padrão no Brasil é a PFF2. Embora não sejam idênticos, esses padrões de respiradores são equivalentes Getty Images Outro problema da pesquisa, segundo a análise do Health Feedback, é que os autores não avaliaram potenciais fatores de confusão, como doenças ou condições pré-existentes nas crianças cujos pais responderam à pesquisa. Essas condições podem causar alguns dos efeitos relatados, como dores de cabeça e inquietação, mas não foram contabilizados no estudo. Por fim, a população pesquisada no estudo pode não ser representativa da população em geral. Na população pesquisada, 41,7% eram a favor de medidas mais brandas para conter a disseminação do vírus. É um resultado bastante diferente de uma pesquisa de agosto de 2020 com 1.303 pessoas selecionadas aleatoriamente na Alemanha, conduzida pela emissora pública alemã ZDF. Segundo os resultados da pesquisa, a maioria dos alemães era a favor de medidas mais rígidas e apenas 10% consideravam os regulamentos atuais excessivos. "Essas características sugerem que os resultados da pesquisa tendem a ser tendenciosos com base nas crenças dos participantes sobre os efeitos do uso de máscaras faciais", diz a análise do Health Feedback. Recomendação da OMS Não é a primeira vez que Bolsonaro, apesar de recomendações das mais altas autoridades sanitárias do mundo, critica o uso de máscaras. Desde junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o uso de máscaras de tecido para todo mundo que precisa sair de casa. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, fez a mesma indicação um pouco antes, a partir do mês de abril. No Brasil, o Ministério da Saúde reconhece que cobrir nariz e boca com tecido é uma das ações preventivas mais importantes — em seu site, a pasta até disponibiliza um guia para a confecção dessas peças em casa. O próprio Bolsonaro, inclusive, sancionou a lei 14.019/2020, publicada no Diário Oficial da União no dia 2 de julho, que fala sobre "a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção individual para circulação em espaços públicos e privados acessíveis ao público, em vias públicas e em transportes públicos".Por que máscaras com válvula não são recomendadas contra covid-19? Proteção das máscaras Estudos observacionais e epidemiológicos indicam que as máscaras podem diminuir a possibilidade de infecção por coronavírus. Não há testes rigorosos, com o mais elevado grau de evidência, porque seria impraticável e até antiético pedir que milhares de pessoas fiquem semanas sem usar máscaras, se expondo ao risco de contrair um vírus mortal, como grupo de controle. O que se sabe é que as máscaras protegem quem usa e quem está por perto de um indivíduo infectado porque seu tecido funciona como uma barreira contra gotículas de saliva que saem da boca ou nariz de uma pessoa em tosses, espirros ou conversas. Alguns países europeus, como a França, Áustria e a Alemanha, passaram a exigir o uso de máscaras cirúrgicas ou profissionais, com o argumento de que as máscaras de tecido não oferecem tanta proteção. É porque essas máscaras profissionais são bem vedadas ao rosto, têm melhor qualidade e boa capacidade de filtração. Assim, protegem contra aerossóis, gotículas que ficam suspensas no ar por mais tempo, uma das formas de transmissão do coronavírus. No Brasil, a nomenclatura dessa máscara é PFF2. A nomenclatura nos Estados Unidos é N95. Na Europa, FFP2. A recomendação é usar os modelos sem válvulas, já que elas permitem saída de ar sem filtragem. Antes da compra, é importante verificar se as máscaras PFF2 têm o selo do Inmetro.  Mudança de orientação No começo de 2020 (e da disseminação do coronavírus), a orientação das autoridades era para que a população geral, sem sintomas de covid-19, não usasse máscaras. O medo era que faltassem equipamentos de proteção para profissionais de saúde e pacientes, que são os grupos que mais precisam deles. Foi só em junho de 2020 que a OMS mudou suas orientações sobre uso de máscaras e disse que elas devem ser usadas em público para ajudar a impedir a propagação do coronavírus. Àquela altura, já havia em diversos países recomendação ou exigência de que as pessoas usem máscaras para cobrir boca e nariz em público. Veja vídeos de Educação
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26/02 - Servidores se surpreendem com demissão do presidente do Inep e apontam para 'graves riscos' ao órgão que administra o Enem
Alexandre Ribeiro Pereira Lopes estava na presidência da autarquia desde maio de 2019 e foi exonerado nesta sexta (26). Ainda não houve nomeação de um substituto. Alexandre Lopes, presidente do Inep até 25 de fevereiro Gabriel Jabur/MEC Servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmam que ficaram surpresos com a exoneração do presidente do órgão, Alexandre Ribeiro Pereira Lopes, nesta sexta-feira (26). Segundo eles, há "graves riscos" para a autarquia que administra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "A descontinuidade de gestão, com sucessivos períodos de instabilidade, tem contribuído fortemente para comprometer a execução do importante trabalho da autarquia na Educação", afirma a Associação dos Servidores do Inep (Assinep), em nota pública obtida com exclusividade pelo G1. Lopes é o quarto nome a ocupar a presidência do Inep no governo Bolsonaro. Ele assumiu a função em 17 de maio de 2019. Seu substituto ainda não foi anunciado. No documento da associação, servidores "clamam pela necessidade de gestores com reconhecida capacidade técnica e familiaridade com a temática da Educação, à altura dos 84 anos do Instituto". O Inep é vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O órgão é responsável por estatísticas, avaliações e provas, como o Enem, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Em nota, o Ministério da Educação afirma que a exoneração de Lopes é uma "decisão administrativa, sendo o cargo de livre nomeação e exoneração da Administração Pública". Também cita que "o ministro Milton Ribeiro, em nome do MEC, agradece o trabalho realizado pelo Alexandre Lopes durante o período em que esteve à frente do Inep". O presidente do Inep, Alexandre Ribeiro Pereira Lopes, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (26). Reprodução / Diário Oficial da União Evento cancelado Na manhã desta sexta, Alexandre Lopes era esperado em um evento da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes). Ele discutiria a reformulação do Sinaes. O cancelamento do debate foi anunciado nas redes sociais: Initial plugin text Lista de presidentes do Inep Veja a lista de presidentes do Inep na gestão Bolsonaro: Maria Inês Fini desempenhava a função no governo Temer e foi exonerada em 14 de janeiro. Marcus Vinicius Rodrigues foi anunciado no dia 22 de janeiro e exonerado no dia 26 de março. Elmer Vicenzi foi nomeado em 15 de abril e pediu demissão após 24 dias no cargo. Alexandre Ribeiro Pereira Lopes foi anunciado como novo ocupante do cargo no dia 17 de maio. Formação e trajetória de Alexandre Lopes Lopes é bacharel em direito pela Universidade de Brasília (UnB - 2004) e engenheiro químico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ - 1996). Desde 2006, ocupa cargos públicos. Em janeiro de 2019, passou a desempenhar a função de diretor legislativo da Casa Civil da Presidência da República. Entre suas atribuições, acompanhava e coordenava o processo de sanção e veto dos projetos de lei enviados pelo Congresso Nacional. Antes disso, de maio de 2016 a dezembro de 2018, trabalhou no governo do Distrito Federal como subsecretário de Políticas Públicas na Secretaria de Estado da Casa Civil e Relações Institucionais.
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26/02 - Brasil tem maior índice de universitários que declaram ter saúde mental afetada na pandemia, diz pesquisa
Foram ouvidos 16,8 mil estudantes de 18 a 21 anos em 21 países. No Brasil, 87% afirmam que houve aumento de estresse e ansiedade. Pesquisa aponta que Brasil tem o maior índice de universitários que declaram ter a saúde mental afetada durante a pandemia. Rede Globo Sete a cada dez universitários brasileiros (76%) declaram que a pandemia trouxe impacto na saúde mental, o maior índice registrado em 21 países analisados, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (26). Para a maior parte (87%), houve aumento de estresse e ansiedade. Apenas 21% buscou ajuda, e 17% declararam ter pensamentos suicidas. O estudo "Global Student Survey" ouviu 16,8 mil estudantes de 18 a 21 anos, entre 20 de outubro e 10 de novembro. Ele feito pela Chegg.org, organização sem fins lucrativos ligada à Chegg, empresa de tecnologia educacional norte-americana. Os dados apontam que não só os universitários brasileiros se sentem impactados na saúde mental pela pandemia. Outros países, como os EUA, Canadá e Argentina, também registraram altos índices: 75%, 73%, e 70%. Veja no gráfico abaixo: Ao todo, os países ouvidos na pesquisa são: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Quênia, Malásia, México, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Espanha, Turquia, Reino Unido, EUA e Rússia. Em maio do ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia feito um alerta sobre a crise de saúde mental provocada pela pandemia. "O isolamento, o medo, a incerteza, o caos econômico – todos eles causam ou podem causar sofrimento psicológico", disse Devora Kestel, diretora do departamento de saúde mental da OMS, à época. Brasil tem maior índice de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo Incerteza pode levar ao estresse e ansiedade No Brasil, a insegurança atual e a incerteza sobre o futuro podem estar ligadas ao estresse e ansiedade apontados pelos jovens universitários. Ansiedade: faça o teste e descubra o nível que você está A pesquisa aponta que 61% dos universitários ouvidos no Brasil afirmaram ter dificuldade para pagar as contas. A média entre os demais países é de 53%. Entre os problemas, 40% afirma ter dificuldade para quitar serviços públicos (como luz e água), 25% com a alimentação, 25% com contas médicas, e 19% com aluguel ou hipoteca. Eles destacam que os três principais desafios que a geração irá enfrentar são o aumento da desigualdade (34%), a dificuldade de ter acesso a empregos de qualidade (24%) e garantir educação a todas as crianças (14%). A pesquisa também indica que 39% dos entrevistados dizem que o Brasil é um bom país para se viver, a terceira pior taxa, atrás de Argentina (16%), Rússia e México (os dois com 37%). Quase metade dos estudantes brasileiros (48%) afirmam que o país está pior do que há cinco anos. "Em todo o mundo, os estudantes nos disseram claramente que os maiores problemas enfrentados por sua geração são o acesso a empregos de boa qualidade e a crescente desigualdade. Lidar com esses desafios é mais importante do que nunca após a devastação econômica causada pela Covid, e a educação é a chave para isso", afirma Lila Thomas, diretora de impacto social da Chegg e presidente da Chegg.org. OPAS alerta para cuidados da saúde mental durante a pandemia Dados globais A pesquisa também aponta que, entre todos os países pesquisados, 65% dos estudantes disseram que prefeririam ter a opção de mais aulas on-line caso isso diminuísse o valor das mensalidades. No Brasil, o índice é de 45%. Quase metade (48%) de todos os entrevistados afirmam que gostariam que a universidade ou faculdade incorporasse mais recursos de aprendizagem on-line, contra 34% que não gostariam. Em 14 dos 21 países, há mais estudantes inclinados a aceitar este tipo de recurso. No Brasil, não. A pesquisa indica que 51% não aprovaria mais recursos on-line, e 14%, sim. Um terço (33%) de todos universitários ouvidos afirmam não acreditar que vivem em uma sociedade aberta, livre, que apoia a diversidade e os menos afortunados e oferece oportunidades iguais a todos. No Brasil, o índice é de 70%, o maior entre todos os países pesquisados. Três em cada dez (31%) estudantes de todos os países pesquisados têm dívidas ou empréstimos relacionados aos estudos universitários. A proporção de estudantes com dívidas tende a ser consideravelmente menor nos países da Europa continental (11%) e latino-americanos (12%) pesquisados em comparação com países anglo-saxões (61%). No Brasil, o índice é de 13%. Leia também: Mais birra, irritabilidade e até depressão: as consequências da falta de aulas presenciais para as crianças 'Minha filha está se expondo, mas a expectativa é que a saúde mental dela melhore': o impacto da falta de aulas presenciais em adolescentes Saúde mental de alunos e experiências em meio à pandemia importam mais que recuperar conteúdos, dizem especialistas VÍDEOS: Educação
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26/02 - Volta às aulas no Paraná: Protocolos priorizam limpeza, minimizam detalhes sobre ventilação, e especialistas alertam sobre riscos
Especialistas afirmam que desproporção pode gerar um entendimento errado sobre como se proteger contra a Covid-19. Escola de Curitiba passa por sanitização sanitização com amônia quaternária Daniel Castellano/SMCS Protocolos de volta às aulas da rede estadual de ensino do Paraná e das redes municipais de Curitiba, Maringá, Cascavel, Umuarama e Ponta Grossa falam muito sobre higienização de superfícies e pouco sobre ventilação dos ambientes, de acordo com especialistas. A resolução da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) e o protocolo da Secretaria Estadual de Educação (Seed) sobre a volta às aulas têm o triplo de orientações sobre desinfecção e higienização de objetos e ambientes do que recomendações sobre ambientes ventilados ou atividades ao ar livre. A programação era de que os alunos da rede estadual retornassem às atividades no modelo híbrido na segunda-feira (1º), mas nesta sexta-feira (26) o governo estadual determinou a suspensão das aulas até, pelo menos, 8 de março. Saiba como será novo ano letivo com modelo híbrido na rede estadual Lei que estabelece educação como serviço essencial é sancionada por Ratinho Junior No caso de Curitiba, onde as atividades presenciais voltaram na segunda-feira (22), o protocolo tem mais de 60 orientações sobre higienização de objetos e ambientes e 13 medidas relacionadas à ventilação. Em Maringá, são 20 orientações sobre higienização de superfícies e oito sobre ventilação. Em Umuarama, são seis recomendações sobre desinfecção de objetos e ambientes, e uma sobre ventilação. Em Cascavel são 13 medidas orientando sobre a manutenção de ambientes arejados e 34 sobre limpeza de objetos. O protocolo de Ponta Grossa, único que tem um item dedicado exclusivamente à orientações de ventilação, tem o dobro de recomendações sobre desinfecção de ambientes do que sobre ventilação. Segundo os cientistas ouvidos pelo G1, a ventilação, aliado ao uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento, é uma das medidas mais importantes para diminuição dos riscos de contaminação pelo coronavírus. O distanciamento dos alunos e professores são as medidas mais frequentes mencionadas nos protocolos estaduais e municipais de volta às aulas. Alunos realizam atividade ao ar livre, em Ponta Grossa Divulgação/Prefeitura de Ponta Grossa Por outro lado, de acordo com os especialistas, a desinfecção das salas de aula, mesas, brinquedos, mochilas e calçados é pouco eficiente para combater o coronavírus. Publicações nas revistas Nature e Lancet, duas das publicações científicas mais importantes do mundo, apontam que a transmissão se dá, principalmente, pelo ar e raramente por superfícies de objetos. Contágio pelo ar: especialistas explicam como a Covid é mais transmitida e fazem alerta As recomendações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), atualizadas em dezembro de 2020, não mencionam a higienização de superfícies como uma das seis medidas de prevenção eficazes para diminuição dos riscos de infecção. Veja as orientações da SBI. Segundo a entidade, as medidas são: Uso de máscara; Distanciamento físico de 1,5 metro; Higienização frequente das mãos com água e sabão ou gel 70%; Não participar de aglomerações; Manter ambientes arejados/ventilados; Isolamento de pacientes com sintomas respiratórios. Segundo o doutor em engenharia biomédica, pesquisador da Universidade de Vermont (EUA) e membro do Observatório Covid-19, Vitor Mori, é arriscado que as orientações priorizem medidas menos eficientes. Embalagens e alimentos têm 'mínima probabilidade de espalhar' coronavírus, diz agência americana "Quando um protocolo tem páginas falando sobre desinfecção de superfícies e uma nota falando de ventilação, é claro que a mensagem que vai chegar é que a higienização é mais importante, o que é um equívoco" afirmou Mori. A médica epidemiologista do Instituto Sabin e ex-integrante do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, Denise Garrett, afirma que o foco excessivo em medidas de desinfecção de ambientes promove uma "falsa sensação de segurança". "Isso promove um entendimento errado sobre como se prevenir. Você pode desinfetar uma sala de aula a cada meia hora, que não é isso que vai ajudar a prevenir a contaminação. É uma medida muito pouco eficaz", disse a médica. Escola é desinfetada antes do retorno das atividades presenciais, em Curitiba Daniel Castellano/SMCS Transmissão pelo ar Segundo o professor do departamento de Física da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e coordenador de um laboratório de nanotecnologia com foco em saúde pública, Arandi Bezerra, a principal via de transmissão do vírus se dá por aerossóis, que ficam suspensos no ar. "Ambientes fechados sempre oferecem risco. Como há muitas escolas em má condições estruturais, seria necessário fazer adaptações e estudos para melhorar a ventilação dos ambientes, instalar exaustores", afirmou Bezerra. De acordo com a médica epidemiologista Mônica Garrett, as orientações sobre ventilação geralmente são pouco detalhadas porque exigem, muitas vezes, intervenções de engenharia e recomendações mais complexas. "É preciso um monitoramento especializado para medir o quanto de ventilação uma sala precisa para que haja renovação do ar. É preciso um esforço grande, com maior investimento financeiro", disse Mônica. Atualização nas orientações O pesquisador do laboratório Covid-19 Vitor Mori acredita que os protocolos continuam falando excessivamente da desinfecção de ambientes porque muitas orientações seguem recomendações dadas no início da pandemia, quando os cientistas ainda estudavam como o coronavírus se comportava. "A própria OMS só admitiu em julho de 2020 que a transmissão se dava pelo ar, quando mais de 200 cientistas do mundo todo enviaram uma carta cobrando mudança nas orientações", disse Mori. Dicas Além dos protocolos estabelecidos, algumas medidas podem ser adotadas para diminuir os riscos de contaminação do coronavírus. Para os professores, que passam mais tempo dentro das salas de aula do que os alunos, a recomendação é tentar usar máscaras melhores, como as de padrão PFF2, que oferecem uma proteção maior do que as máscaras caseiras. "As máscaras de melhor qualidade nem sempre são acessíveis, o uso pode ser incômodo no começo, a voz fica abafada, mas são elas que oferecem uma proteção mais efetiva quando não é possível realizar atividades ao ar livre ou garantir uma boa ventilação", afirmou Vitor Mori. Mistura de máscaras que pode bloquear 92% de partículas, segundo órgão americano Para os estudantes, crianças ou adolescentes, o pesquisador orienta que usem máscaras de pano bem ajustadas ao rosto, com o máximo de vedação possível. Aos pais, a médica epidemiologista Denise Garret orienta que o mais importante é o compromisso de não mandar as crianças às aulas caso alguém da família apresente sintomas. "É preciso de engajamento de todos. A transmissão do vírus por assintomáticos é frequente", afirmou. Desde o começo da pandemia, o Paraná registra 628.999 casos confirmados e 11.380 mortes provocadas pela Covid-19, de acordo com boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), publicado na quinta-feira (25). O número de internações de casos suspeitos e confirmados bateu um novo recorde, com 3.376 pacientes hospitalizados, na rede pública e particular de saúde. O que dizem as prefeituras e o governo O diretor do centro de epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Alcides Oliveira, afirmou que o protocolo da cidade foi montado em conjunto com vários profissionais de várias áreas, como médicos e professores, e que leva em conta orientações de diversos órgãos, inclusive outros estados e países. "Além das melhores práticas, como a ventilação, distanciamento e outras medidas, nós também contemplamos a expectativa dos professores, com o que eles nos passaram que faria com que se sentissem mais seguros", afirmou Oliveira. Segundo o diretor, o protocolo da cidade contempla todas as orientações, mas pode ser alterado conforme o andamento da pandemia. "São situações muito diferentes que vamos enfrentar, então temos que detalhar e até sermos repetitivos nestes protocolos, mas é claro que eles podem ser revistos e atualizados sempre que for necessários", disse. A Secretaria Municipal de Educação de Ponta Grossa disse que considerou todas as publicações dos órgãos competentes, nacionais, estaduais e locais para a confecção das orientações e que o protocolo engloba todas as recomendações feitas pelos especialistas. O órgão afirmou que "por se tratar de um documento amplo, algumas ações demandam mais conteúdo descritivo, mas a secretaria considera que estão todos contemplados" e que "a ventilação dos ambientes, inclusive, dispõe de um item específico, além de estar presente em outros", com orientação de atividades ao ar livre. A Secretaria informou que o protocolo não é um documento definitivo, que o plano está em permanente aprimoramento e que adotará novas ações sempre que for pertinente, seguindo os protocolos de consenso, baseados em evidências científicas. A Secretaria Estadual da Educação (Seed) informou que o protocolo estadual de retorno às aulas foi montado com base em uma resolução a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). O G1 aguarda o retorno da Sesa, das prefeituras de Ponta Grossa, Maringá, Umuarama e Cascavel e da Sociedade Brasileira de Infectologia. VÍDEOS: Mais assistidos do G1 PR Veja mais notícias da região em G1 Paraná
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26/02 - Presidente do Inep, órgão responsável pelo Enem, é exonerado
Alexandre Ribeiro Pereira Lopes estava na presidência da autarquia desde maio de 2019. Ainda não houve nomeação de um substituto. Alexandre Lopes, presidente do Inep até 25 de fevereiro Gabriel Jabur/MEC O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Ribeiro Pereira Lopes, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (26). A decisão, assinada pelo ministro da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto, foi publicada no Diário Oficial da União. Ainda não houve a nomeação de um substituto. O órgão, vinculado ao Ministério da Educação (MEC), é responsável por estatísticas, avaliações e provas, entre elas, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que foi adiado e alvo de uma disputa judicial em 2020 (veja mais abaixo). Em nota, a pasta afirma que "a decisão é administrativa, sendo o cargo de livre nomeação e exoneração da Administração Pública. O ministro Milton Ribeiro, em nome do MEC, agradece o trabalho realizado pelo Alexandre Lopes durante o período que esteve à frente do Inep". O presidente do Inep, Alexandre Ribeiro Pereira Lopes, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (26). Reprodução / Diário Oficial da União Alexandre Ribeiro Pereira Lopes assumiu a função em maio de 2019. Ele foi o quarto a ocupar a presidência do órgão naquele ano. Os servidores do Inep disseram, em nota, que foram "surpreendidos com a exoneração de mais um presidente" e que "a descontinuidade de gestão, com sucessivos períodos de instabilidade, tem contribuído fortemente para comprometer a execução do importante trabalho da autarquia na Educação". Formação e trajetória Lopes é bacharel em direito pela Universidade de Brasília (2004) e engenheiro químico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-1996). Desde 2006, ocupa cargos públicos. Em janeiro de 2019, passou a desempenhar a função de diretor legislativo da Casa Civil da Presidência da República. Entre suas atribuições, acompanhava e coordenava o processo de sanção e veto dos projetos de lei enviados pelo Congresso Nacional. Antes disso, de maio de 2016 a dezembro de 2018, trabalhou no governo do Distrito Federal como subsecretário de Políticas Públicas na Secretaria de Estado da Casa Civil e Relações Institucionais. Troca de cargos Lopes foi o quarto nome a ocupar a presidência do Inep em 2019. Confira abaixo a cronologia: Maria Inês Fini desempenhava a função no governo Temer e foi exonerada em 14 de janeiro. Marcus Vinicius Rodrigues foi anunciado no dia 22 de janeiro e exonerado no dia 26 de março. Elmer Vicenzi foi anunciado em 15 de abril e pediu demissão após 24 dias no cargo. Alexandre Ribeiro Pereira Lopes foi anunciado como novo ocupante do cargo no dia 17 de maio. Atrasos e disputa na Justiça no Enem 2020 Mar/2020: Inep divulga as regras para edição 2020, com a novidade da prova digital. Abr/2020: Defensoria Pública da União pede que datas da prova impressa, em 22 e 29 de novembro, sejam alteradas. Mai/2020: Inscrições para o Enem 2020 são abertas. Mai/2020: Inep diz que datas em novembro não são 'imutáveis'. Jun/2020: Inep lança enquete para nova data do Enem. Maio de 2021 vence a preferência, mas MEC diz que escolha atrapalha cronograma de faculdades. Jul/2020: Enem é transferido para janeiro de 2021. Jul/2020: Ministério da Educação anuncia que máscara será obrigatória na prova. 8/jan/2021: Defensoria entra com pedido para adiar provas do exame marcadas para janeiro. 12/jan/2021: Justiça nega pedido para adiar o Enem e diz que cada cidade decide se há condições para a prova. Mais outras duas decisões judiciais mantêm as datas em janeiro. 12 e 13/jan/2021: Secretários estaduais da Saúde e da Educação manifestam preocupação com realização do Enem diante do agravamento da pandemia de Covid. 17 e 24/jan/2021: Aplicação da prova impressa do Enem 2020. Abstenção ultrapassa os 50% nos dois dias. 25 de janeiro (segunda): Inep abre prazo para candidatos que se sentiram prejudicados por questões de logística e infraestrutura (faltou luz no local, por exemplo) pedirem reaplicação do Enem 2020. 25 a 27 de janeiro (segunda a quarta): Inep divulgará o gabarito oficial até o terceiro dia útil após o 2º dia de prova. 29 de janeiro (sexta): Último dia de prazo para pedir reaplicação do Enem 2020. Após essa data, o Inep não conseguiria organizar a logística para distribuição das provas impressas. 23 e 24 de fevereiro (terça e quarta): Dia da reaplicação do Enem 2020 para estudantes do Amazonas e de duas cidades de Rondônia que suspenderam as provas devido à pandemia. Também fazem as provas nesta data os candidatos que tiveram os pedidos de reaplicação aceitos por terem sintomas de Covid ou terem sido prejudicados por problemas de infraestrutura. 29 de março (segunda): Divulgação das notas de todos os candidatos. O que é o Inep O Inep é uma autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC). O órgão é responsável pela realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de outras provas (Revalida, Encceja, Enade, etc.), avaliações (Sinaes, Saeb), censos da educação e estatísticas sobre a educação brasileira, como as que formam o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). VÍDEOS: Educação
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25/02 - Volta às aulas na Alemanha em tempos de pandemia
País retoma aulas presenciais para alunos do último ano do ensino fundamental, mas decisão está longe de atingir consenso. Para críticos, estratégia ainda é arriscada. Muitos veem a reabertura das escolas como precipitada Gregor Fischer/dpa via AP Setas no chão dos corredores indicando o caminho, vozes pelos alto-falantes pedindo que todos mantenham distância, classes divididas em grupos menores – esse é o novo normal em tempos de pandemia de coronavírus para cerca de 300 alunos da escola Friedrich-Ebert-Gymnasium na cidade alemã de Bonn, no oeste da Alemanha. Pertencentes às últimas turmas do ensino fundamental e, portanto, com exames de avaliação de desempenho marcados para este ano, eles estão de volta às aulas desde segunda-feira (22). "Fizemos alguns preparativos", disse à DW o diretor da escola, Frank Langner. Em sua instituição, cada turma foi dividida em dois grupos chamados coortes, cada um com 70 a 75 alunos. Os cursos individuais também foram distribuídos em duas salas de aula, fazendo com que nunca haja mais do que 15 alunos em uma única sala. "Dessa forma, podemos garantir que uma eventual infecção fique limitada a uma coorte. Foi assim que adaptamos as aulas presenciais", explica. O diretor destaca ainda que, graças a essas turmas menores, ao distanciamento e ao uso de máscaras, o risco de infecção durante as aulas é bastante baixo. Desde segunda-feira, escolas de toda a Alemanha estão se valendo de medidas como essas para voltar a oferecer aulas presenciais. De início, reabriram apenas as escolas primárias e as turmas que deverão fazer os exames estaduais. Na Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso da Alemanha, isso representa cerca de um terço de todos os 2,5 milhões de estudantes. Regras variam de estado para estado Mas a volta às aulas não obedece a uma regra uniforme em todo o país, pois a educação na Alemanha é assunto dos estados, e não do governo federal. Isso leva a uma série de respostas diferentes à crise do coronavírus. Em Saarland, por exemplo, classes com exames marcados estão voltando todas juntas, ao tempo que em outros estados, como Baden-Württemberg, as turmas são revezadas em grupos menores. O mesmo também é observado em outras áreas: às vezes é exigido o uso de máscara nas salas de aulas, outras não; alguns estados planejam testes regulares para professores e alunos, outros não. "Devemos distinguir entre o que faz sentido localmente e o que precisa ser aplicado em todo o estado", diz Langner. Em Bonn, algumas turmas frequentam as aulas em dias alternados. Em outras escolas, como a sua, as classes foram divididas em salas distintas. Na prática, isso significa que até mesmo irmãos podem ser submetidos a abordagens diferentes no combate à pandemia. "Deveria haver uma certa uniformidade", aponta Langner. Professores na linha de frente Mas as diferenças não residem apenas na estratégia. Muitos também criticam a própria decisão de reabrir as escolas. Com números de infecções ainda instáveis e a variante britânica se espalhando em algumas partes da Alemanha, muitas pessoas temem que o país esteja no limiar de uma terceira onda de infecções. Políticos como a ministra alemã da Educação, Anja Karliczek, são a favor da reabertura. "As crianças, especialmente as menores, precisam umas das outras", defendeu Karliczek. Uma das grandes preocupações diz respeito à segurança dos professores. Em algumas regiões, como o estado da Turíngia, as escolas estão reabrindo apesar de uma incidência de 100 novas infecções por 100 mil pessoas em sete dias. Cada hora na escola, portanto, traz consigo um risco elevado de infecção. É por isso que os estados e o governo federal concordaram nesta semana em priorizar a vacinação de professores de escolas primárias e funcionários de creches e de escolas primárias. De acordo com o novo plano, os estados deverão oferecer vacinas a esses grupos assim que doses suficientes estiverem disponíveis. Colocando a carroça na frente dos bois Apelos para que professores e outros funcionários de escolas ganhassem prioridade na vacinação vêm aumentando há semanas. Até agora, eles não podiam contar com uma vacina antes do início do verão europeu, quando o ano letivo já estaria praticamente concluído. Mas de acordo com o novo plano, professores devem ser vacinados já na primavera. A ministra de Assuntos Sociais da Baixa Saxônia, Carola Reimann, disse que seu estado "tem pedido por medidas como essas já há algum tempo" em reuniões com o governo federal. A Associação Alemã de Professores também tem pressionado nesse sentido. "Gostaríamos que isso tivesse sido feito antes da reabertura das escolas. Este é um caso clássico de colocar a carroça na frente dos bois", disse o presidente da associação, Heinz-Peter Meidinger, em entrevista à DW. A Associação Alemã de Professores também critica a decisão de priorizar os professores do ensino fundamental, dizendo que os alunos do ensino médio espalham o vírus de maneira semelhante aos adultos e, portanto, professores que dão aulas no ensino médio também estão expostos a um risco maior. O presidente da Fundação Alemã para Proteção de Pacientes, Eugen Brysch, critica a mudança nas prioridades de vacinação. Ele disse que o plano anterior já levava em consideração os riscos de infecção. "Se certas profissões forem promovidas, isso custará vidas", disse Brysch antes da decisão. Meidinger defendeu os professores dizendo que não se trata de passar à frente dos idosos na hierarquia da vacinação. Segundo ele, a Associação de Professores não fez suas exigências até que ficou claro que a vacina da AstraZeneca não seria administrada em idosos. Nem todos os professores querem ser vacinados A AstraZeneca é de fato uma solução potencial para o dilema. Por falta de dados até ao momento, o imunizante da Oxford não está sendo oferecido a idosos. Mas os efeitos colaterais podem ser graves e isso é visto com suspeita por algumas pessoas. Como resultado, muitos não comparecem aos postos de vacinação nos horários marcados para receber suas doses de vacina da AstraZeneca. "Alguns professores também são céticos em relação às vacinas", disse Meidinger. "Mas há um grande número de pessoas a favor da vacinação". Alguns estados já traçaram planos concretos para inocular professores. O ministro de assuntos sociais de Baden-Württemberg, Manfred Lucha, anunciou que os professores podem agendar uma vacinação a partir da semana que vem – graças a um grande carregamento da vacina da AstraZeneca. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
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25/02 - Votação de proposta que acaba com investimento mínimo em Educação e Saúde é adiada
Ainda nesta quinta, líderes dos partidos no Senado devem se reunir no plenário para debater o tema. No bastidor, algumas lideranças avaliam fatiar a PEC. Votação da PEC Emergencial no Senado é adiada para a próxima semana A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial no Senado, que pretende acabar com o investimento mínimo em Educação e Saúde, foi adiada para a semana que vem. A previsão era de que o texto fosse votado nesta quinta-feira (25), mas faltou acordo entre os líderes dos partidos. A PEC prevê levantar recursos para pagar uma nova rodada do auxílio emergencial. A Constituição diz que estados e municípios devem destinar 25% da receita em Educação. Em Saúde, são 12% da receita de estados e 15% dos municípios. No caso do governo federal, o piso de gastos nas duas áreas não pode cair e ainda deve ser corrigido pela inflação do ano anterior. Os cortes nestes investimentos foram acrescentados ao texto, que originalmente havia sido enviado ao Congresso em novembro de 2019, com a ideia de equilibrar as contas públicas federais. Diversas entidades de educação se manifestaram contra. O relator da PEC, senador Márcio Bittar, do MDB, defendeu a aprovação sem mudanças. Acabar com investimento mínimo em educação é 'impensável' e coloca orçamento 'em risco', dizem entidades Senado: proposta de fim do piso de Saúde e Educação dificulta PEC que viabiliza auxílio, dizem líderes “Eu acho ruim que ela não seja votada como está apresentada. O Brasil tem que aumentar a dívida pública para atender pais e mães de família que precisam se alimentar, tem. Mas ao mesmo tempo que nós temos aumentar rigor fiscal sim. Não dá para estados, municípios e a União continuarem agigantando os estados, a estrutura política administrativa praticamente comendo a sociedade”, afirma Márcio Bittar. Perda em investimentos O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor Angelo, afirmou que, se o texto for aprovado como está, haverá uma perda grande do que é investido hoje em Educação. “Algumas estimativas apontam pra uma redução de 40% na fonte de financiamento para Educação, o que representaria alguma coisa como R$ 90 bilhões. E é por essa razão que o Consed se posiciona contra a sua aprovação no Congresso Nacional”, afirma Vitor Angelo. Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Garcia, a PEC é “o maior ataque que a Educação sofre pós-Constituição de 1988” “Se a PEC passar como está, podemos entrar em um processo de perda de qualidade muito grande. Imagina os projetos complementares de aprendizagem, de qualidade na alimentação das escolas. Todas essas coisas vão perdendo espaço, vai cortando aqui, ali. Vai minando.” O movimento Todos pela Educação já havia alertado essa semana que a medida, além de levar a uma redução substancial dos gastos públicos com Educação, inviabilizará a implementação do Fundeb, mecanismo de redistribuição dos recursos vinculados à educação. Em nota divulgada ontem, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), afirmou que é preciso previsibilidade de recursos, planejamento, infraestrutura, profissionais de saúde capacitados e sempre prontos para garantir o cuidado da população. E que a PEC em discussão traz o risco de retirar a garantia a dois direitos essenciais para o brasileiro: a Saúde e a Educação. Ao negar previsibilidade de recursos, ela tira do povo a conquista mais relevante social no brasil, prevista na constituição federal. “a saúde é um direito de todos e dever do estado.” Nesta quarta (24), o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias, assinou em nome do Fórum de Governadores do Nordeste uma nota pública manifestando-se contrário ao fim do piso para Saúde e Educação. Para os gestores, a PEC emergencial é uma ameaça ao Sus e ao Fundeb. Debate Ainda nesta quinta, líderes dos partidos devem se reunir no plenário para debater o tema. No bastidor, algumas lideranças avaliam fatiar a PEC. Em tese, poderia ser votado apenas o conjunto de medidas para reduzir despesas pra ajustar as contas públicas, viabilizando assim um novo auxílio emergencial. O governo faria uma nova rodada do benefício por meio de créditos extraordinários que ficam fora do teto – que limita as despesas à inflação do ano anterior. Nessa nova rodada do auxílio emergencial, o governo estuda pagar quatro parcelas de R$ 250. O custo estimado deve ficar entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões. O líder do PSD, Nelsinho Trad, afirmou que o Senado está buscando um caminho para aprovar o auxílio emergencial na semana que vem. “O projeto está para ser adequado diante da necessidade maior da aprovação da questão do que que será destinado a aquele que mais precisa, referente ao ajuste emergencial. Os ajustes fiscais, que precisam ser feitos pra viabilizar essa questão é que é palco das polêmicas, porém aberto para discussões a fim de exaurir essas polêmicas pra poder ter uma votação na semana que vem esgotada desse assunto”, afirma Nelsino Trad. VÍDEOS: saiba tudo sobre Educação
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25/02 - Reaplicação do Enem 2020 tem abstenção de 72%
Exame foi aplicado para estudantes do Amazonas, estado que suspendeu a realização em janeiro. Também foram feitas as provas do Enem PPL, para privados de liberdade. Alunos entram em escola após abertura dos portões para a reaplicação do Enem 2020 Matheus Castro/G1 AM A última aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 terminou nesta quarta-feira (24) com um índice de abstenção de 72,2% no primeiro dia de provas e de 72,6% no segundo. As outras versões do Enem 2020, as provas impressa e digital, também tiveram alto número de faltas. As provas eram uma "repescagem" para quem não pode fazer o exame na data regular. Quem teve Covid ou outra doença infectocontagiosa, ou enfrentou problemas de logística, como salas lotadas ou falta de energia, pode fazer um novo exame nesta terça (23) e quarta. Nas mesmas datas, foram feitas as provas do Enem PPL, para privados de liberdade. O gabarito e os cadernos de questões serão divulgados na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março para todos os candidatos. Nesta aplicação, eram esperados 276 mil participantes inscritos. Entre eles: 41.864 privados de liberdade, que prestam o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas; 163.444 inscritos no estado do Amazonas, 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia; 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não divulgou quantos se encaixam em cada uma das situações mencionadas. Alexandre Lopes, presidente do Inep, agradeceu "o empenho do governador do Amazonas, por ter decretado ponto facultativo e feriado escolar" para realização do Enem no estado. O primeiro dia de prova ocorreu nesta terça, em 1.480 municípios. Em Boca do Acre, no Amazonas, o exame foi suspenso por decisão do prefeito, José da Cruz, por causa dos alagamentos registrados na cidade. Segundo o Inep, os candidatos afetados só poderão participar do Enem 2021. A prova está sendo planejada para novembro ou dezembro, mas ainda não foi confirmada. Em Manaus (AM), o primeiro dia de provas teve pouca movimentação nos locais de aplicação. Em Porto Alegre (RS), candidatos relataram que havia poucos candidatos. Na aplicação regular, houve registro de alunos impedidos de entrar nos locais porque as salas estavam lotadas era impossível manter o distanciamento. Na época, o G1 ouviu alguns candidatos que passaram por esta situação, confira no vídeo abaixo: Candidatos contam que foram impedidos de fazer a prova do enem por causa de salas lotadas Tema da redação No primeiro dia de provas, na terça-feira, os candidatos responderam a questões de linguagens e de ciências humanas, e tiveram de escrever sobre "a falta de empatia nas relações sociais no Brasil”. Ana Cristina Campedeli, professora de redação do Colégio Oficina do Estudante (SP), considera um bom tema para o exame. "É um assunto pertinente, porque conversa com fatos da atualidade. Os alunos poderiam citar, por exemplo, as chamadas 'vacinas de vento' ou os jovens que saem de casa e colocam em risco seus pais e avós", diz. "A redação propõe uma reflexão importante sobre o momento que estamos vivendo." A professora Maria Aparecida Custódio, do laboratório de redação do curso Objetivo (SP), afirma que seria possível estabelecer uma relação com entre a falta de empatia e a desigualdade no Brasil. "Há uma naturalização das injustiças sociais no país. Nós nos acostumamos ao fato de haver pessoas abaixo da linha da miséria, sem saneamento básico, sem acesso à educação, desempregadas", diz. Na primeira aplicação do Enem impresso, em 17 de janeiro, a redação teve como tema: 'o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira'. No Enem digital, em 31 de janeiro, os candidatos escreveram sobre “o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. 'Enem da pandemia' tem alta abstenção O Enem 2020 foi uma edição marcada pelo adiamento do exame (de novembro para janeiro) por causa da pandemia; o impacto no preparo de estudantes com as aulas remotas após o fechamento das escolas; brigas judiciais para impedir o exame na atual situação sanitária do país, até chegar à realização das provas em um momento de nova elevação de casos e mortes por Covid. As provas foram feitas em 17 e 24 de janeiro (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (versão digital, inédita). Mas nem todos compareceram: 5,5 milhões eram esperados para a prova impressa. Mais da metade não foi. O primeiro dia teve 51,5% de candidatos faltosos; o segundo dia foi de 55,3%. 96 mil estavam confirmados para o Enem digital. O primeiro dia de prova teve 68% de abstenção, e o segundo dia, 71,3%. Foi a primeira vez que o Inep aplicou uma versão digital da prova. O Enem é considerado o maior vestibular do país, e a nota serve para disputar vagas em universidades e ter acesso a programas de bolsas (Prouni) ou financiamento de mensalidade (Fies). VÍDEOS: saiba tudo sobre o Enem 2020
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24/02 - Apenas 5% dos alunos da rede pública terminam o ensino médio com conhecimentos adequados de matemática
Dados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) 2019 mostram que déficits na aprendizagem já eram preocupantes antes da pandemia. No Amazonas, onde a crise sanitária é maior, só 2% dos estudantes concluíram a escola com o nível esperado de raciocínio matemático. Giz e lousa em sala de aula Marcos Santos/USP Imagens De cada 100 estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas brasileiras em 2019, apenas 5 alcançaram o nível esperado de conhecimentos em matemática. É o que aponta o Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) 2019 — última avaliação nacional antes da pandemia. A maior parte dos alunos (54%) demonstrou ter domínio insuficiente da disciplina, e 41% deles aprenderam só o básico. Os dados, divulgados no fim de 2020 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram tabulados e analisados nesta quarta-feira (24) pela plataforma QEdu, com apoio da Fundação Lehmann. Desde o início da pandemia de Covid-19, quando as escolas foram fechadas, não houve um levantamento nacional que mostrasse o impacto na aprendizagem de crianças e jovens. É possível que, com as dificuldades de acesso ao ensino remoto, os números já preocupantes fiquem ainda piores. Justamente os estados que enfrentam maior crise sanitária, como o Amazonas, já registravam, em 2019, índices abaixo da média nacional. Apenas 2% dos alunos de lá aprenderam o adequado em matemática no último ano do ensino médio. No Pará, 1%. Desempenho piora entre os mais velhos O desempenho dos alunos cai conforme eles avançam no fluxo escolar. Segundo o Saeb 2019, os índices de aproveitamento em matemática são mais altos nos anos iniciais. Veja, abaixo, a porcentagem de estudantes com conhecimentos adequados na disciplina, por etapa avaliada: 5º ano do ensino fundamental: 47% 9º ano do ensino fundamental: 18% 3º ano do ensino médio: 5% Domínio de português Em português, o Saeb 2019 mostra que 31% dos estudantes da rede pública terminaram a escola com os conhecimentos adequados. É observada a mesma tendência de queda a cada ciclo avaliado: no 5º ano do ensino fundamental, foram 57%; e no 9º ano, 36%. Podcasts
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24/02 - Estudantes do AM comentam desafio de estudar a distância e lidar com mortes na pandemia: ‘Perdi alguns professores'
Provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Estudante comenta sobre preparação para o Enem Estudantes do Amazonas fazem, nesta quarta-feira (24), o segundo e último dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os alunos, que devem responder 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática, comentaram sobre os desafios de se preparar para a prova com o ensino a distância e em meio a situações dramáticas causadas pela pandemia, como a perda de familiares e até professores. As provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Somente nos primeiros 54 dias de 2021, o número registrado de mortes por Covid-19 no Amazonas já ultrapassou o total do ano passado. No estado, serão 163.444 candidatos. Em todo o país, são esperados 194 mil candidatos em 851 cidades. RECEIO: 'Tem um resquício daquele medo de se infectar' MANAUS: Veja fotos do 1º dia de provas do Enem 2020 PROBLEMA: Estudante não encontra nome em lista de presença e deixa de fazer Enem O primeiro dia de aplicação de provas teve movimento tranquilo na terça (23). O único município que não aplicou o exame foi Boca do Acre, por conta da enchente que atinge a cidade. Estudante Mauro do Nascimento Pereira, de 20 anos relatou os desafios de fazer Enem em tempos de pandemia. Rebeca Beatriz/G1 O estudante Mauro do Nascimento Pereira, de 20 anos relatou os desafios de fazer Enem em tempos de pandemia. Para ele, foi difícil ver familiares adoecerem. Houve até casos de morte na família, em decorrência da Covid-19. "Minha bisavó ficou doente, ela faleceu há poucos dias. Não sabemos se era Covid, aguardamos o resultado. Uma tia pegou a doença e se recuperou. Perdi alguns familiares, infelizmente", comentou. "Esse ano está bem mais complicado por conta da pandemia, mas pelo que vi, as pessoas estão conscientes. Tinha também poucos alunos na minha sala. Estudar na pandemia foi complicado, de modo geral. Também vi pessoas da minha família adoecerem e morrerem". Ele já cursa História na Ufam, e agora tenta uma vaga para Jornalismo. "A prova estava boa, eu gostei de fazer. As questões de hoje também vão pesar bastante, mas vamos ver como vai ser", resumiu. Zona Central da capital, poucos estudantes aguardam a abertura dos portões. Na Zona Central da capital, poucos estudantes aguardam a abertura dos portões. Entre eles Jhonson Belchior e Jacqueline Litaiff, ambos de 18 anos. Os amigos já se formaram e estão buscando ingressar em uma faculdade pública. Jhonson chegou ao local de prova por volta das 9h30. Ele busca uma vaga no curso de direito e achou o primeiro dia do exame razoável. Segundo o estudante, a preparação escolar ajudou bastante. "Tivemos uma boa preparação. Os nossos professores passaram bem o espírito da prova e nos ajudaram bastante. Agora pretendo conseguir uma vaga no curso de direito, até por conta da afinidade que eu tenho com a área", contou. O estudante também falou sobre a preparação na pandemia. "Eu não me adaptei muito. Mas depois, aos poucos, fui me acostumando e consegui aproveitar o tempo livre para me preparar". Ao G1, Jacqueline contou que a preparação foi difícil, pois o formato do ensino a distância não ajudou muito. Ela também falou que perdeu alguns professores para a Covid-19 e outros não conseguiram se adaptar a nova didática. "Perdi alguns professores, um, inclusive, recentemente. E outros não conseguiram se adaptar muito bem à didática. Mas estudei por fora, fiz um cursinho e acredito que vai dar tudo certo", ressaltou. Jhonson e Jacqueline aguardam para fazer o Enem em Manaus Matheus Castro/G1 Revisão Safira da Silva Nogueira, 18 anos chegou às 10h para o segundo dia de prova. Ela, que vai tentar uma vaga no curso de Pedagogia, contou que teve dificuldade em algumas questões, mas gostou do tema da redação. Ela disse, ainda, que foi uma das últimas sair da sala de aula. "A prova foi um pouco tensa, mas no fim deu certo. Hoje espero que seja bem melhor que ontem. Saí por volta das 17h. Apesar de longas horas de prova, me preparei, levei água e um lanche leve", comentou. Ela comentou que na escola onde fez a prova, muitos faltaram. "Eram 28 alunos e só compareceram 8 pessoas. Acho que as pessoas estão com medo de sair e pegar o vírus. Mas a prevenção está OK. Tem álcool em gel, distanciamento, enfim, nessa parte está tudo certo", disse Suzyene Vitória contou que foi bastante cansativo o primeiro dia Rebeca Beatriz/G1 No segundo dia de prova, a estudante Suzyene Vitória, que no dia anterior aproveitou para dar aquela revisada no conteúdo, contou que foi bastante cansativo, e acredita que o nível das questões, pode, ainda, se intensificar. "Ontem fui uma das últimas a sair da sala. Foram 90 questões, e como eu nunca tinha feito, foi bem complicado. Me enrolei um pouco, mas acho que hoje ainda vai ser mais difícil. A estudante Isabelly Dias, de 18 anos, também comentou sobre os cuidados. "A gente tem que fazer a nossa parte. Eu trouxe meu álcool em gel, mas também vi alguns vidros de álcool no banheiro. Já foi um ano bastante complicado, as pessoas precisam se conscientizar", comentou. Isabelly Dias foi fazer Enem e comentou sobre os cuidados Rebecca Beatriz/G1 O marinheiro Gabriel Bandeira, de 20 anos, está fazendo o Enem pela terceira vez. Ele vai tentar uma vaga para o curso de Designer. "A prova ontem pareceu tranquila. A redação achei OK, um tema bem mais fácil do que na outras edições. Não sei como vai ser hoje, é difícil especular, mas estamos aqui", resumiu. Já experiente em fazer o Enem, o jovem contou que 2021 traz, além da prova, um cenário diferente, onde é preciso redobrar os cuidados. E este ano, além do cartão de inscrição e da caneta, ele trouxe também um componente que não estava presente nos anos anteriores, o álcool em gel. "Acredito que o maior desafio mesmo, este ano, se deu em decorrência de fazer o Enem em um período de pandemia. Mas o distanciamento social foi OK por aqui, e também tinha pouca gente. Na minha sala, tinha no máximo dez pessoas", disse. O marinheiro Gabriel Bandeira, de 20 anos, está fazendo o Enem pela terceira vez. Ele vai tentar uma vaga para o curso de Designer. Rebeca Beatriz/G1 Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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24/02 - 'Escolas bem vazias', relatam estudantes sobre reaplicação do Enem no RS; 2º dia de provas é nesta quarta
Têm direito de fazer quem apresentou teste positivo para Covid no dia do exame regular, em janeiro, ou quem teve problemas logísticos, como as salas lotadas. Reaplicação do Enem é realizada no RS e em outros estados do país Divulgação Estudantes que realizaram o primeiro dia de provas da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, na terça-feira (23), no Rio Grande do Sul, relataram que as salas estavam com poucos candidatos e que foi tranquilo. Nesta quarta (24), os participantes vão fazer o 2º dia do exame, que terá questões de matemática e ciências da natureza. Os portões abriram às 11h30 e vão fechar às 13h. As provas começam às 13h30. Puderam pedir a reaplicação do Enem, candidatos que estavam com Covid no dia do exame, ou que tiveram problemas de logística, como as salas lotadas que impediram o distanciamento entre os participantes. Kayane Vieira, de 18 anos, que pretende cursar ciência da computação, disse que na sala em que fez a prova na terça, no Instituto Educacional do Rio Grande do Sul (IERGS), só havia ela e mais dois candidatos. "Na sala do lado da minha, só havia um menino. Fiquei sabendo que em outras escolas estavam bem vazias também. Foi bem tranquilo mesmo", afirma. A situação é diferente do primeiro dia da prova regular, que ocorreu em janeiro, em que estudantes do RS não conseguiram realizar o exame porque as salas haviam excedido a capacidade máxima de pessoas. "Nós chegamos ontem [terça] com medo de estarem lotadas de novo", comenta. O estudante Dionathan Gabriel Cardoso da Silva, de 18 anos, disse que o mesmo ocorreu na escola em que ele realizou a prova, no Colégio Estadual Coronel Afonso Emílio Massot, em Porto Alegre. "Na sala que eu fiz, estava apenas eu e os aplicadores, mesmo sendo previsto 17 alunos na sala". Dionathan pretende cursar medicina e conta que achou "a prova bem tranquila, muito lógica e racional". Redação O tema da redação da reaplicação do Enem 2020 foi 'a falta de empatia nas relações sociais no Brasil'. A informação foi divulgada nas redes sociais, durante a prova de terça, pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro. "Fiquei super feliz com o tema da redação. Consegui desenvolver bem, dava pra abordar muita coisa", disse Kayane ao G1. O Inep não informou quantos candidatos estão realizando a prova no Rio Grande do Sul. Estão previstos também para ocorrer, nestes dois dias, os exames dos adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL). Conforme a Secretaria da Administração Penitenciária do RS, 941 presos se inscreveram para realizar as provas, entre apenados dos regimes aberto e semiaberto. Candidatos contam que foram impedidos de fazer a prova do enem por causa de salas lotadas Como será a reaplicação do Enem 2020 A estrutura do exame segue sendo a mesma do Enem tradicional: as perguntas são diferentes da aplicação regular, mas com o mesmo nível de dificuldade, segundo o governo. Isso é possível porque a prova é elaborada com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI). No primeiro dia, os candidatos responderam questões sobre linguagens, códigos e suas tecnologias, assim como de ciências humanas e fizeram a redação. Para saber o local de prova, basta acessar a Página do Participante. A prova será no formato impresso, mesmo para quem estava inscrito na versão digital. O candidato deverá levar caneta preta de tubo transparente, documento de identificação com foto e máscaras de proteção, inclusive extras para a troca durante o exame. O gabarito será divulgado na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março. VÍDEOS: Saiba mais sobre o Enem
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24/02 - Candidatos da reaplicação do Enem 2020 fazem segundo dia de provas nesta quarta
Enem PPL, para pessoas privadas de liberdade, é aplicado na mesma data. Ao todo, são cerca de 276 mil inscritos - entre eles, os alunos do Amazonas e os que tiveram Covid-19 na data original da avaliação. Alunos entram em escola após abertura dos portões para a reaplicação do Enem 2020 Matheus Castro/G1 AM Nesta quarta-feira (24), candidatos da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 e pessoas privadas de liberdade (Enem PPL) farão o segundo dia de provas, com 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática. Confira os horários: 11h30: abertura dos portões dos locais de prova 13h: fechamento dos portões 13h30: início da aplicação do exame 18h30: fim da prova A princípio, em todo o país, são 276 mil participantes inscritos. Entre eles, estão: 41.864 privados de liberdade, que prestam o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas; 163.444 inscritos no estado do Amazonas, 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia; 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não divulgou quantos se encaixam em cada uma das situações mencionadas. O primeiro dia de prova ocorreu nesta terça, em 1.480 municípios. Em Boca do Acre, no Amazonas, o exame foi suspenso por decisão do prefeito, José da Cruz, por causa dos alagamentos registrados na cidade. Segundo o Inep, os candidatos afetados só poderão participar do Enem 2021, em data a ser confirmada (outubro ou novembro). Tema da redação No primeiro dia de provas, na terça-feira, os candidatos responderam a questões de linguagens e de ciências humanas, e tiveram de escrever sobre "a falta de empatia nas relações sociais no Brasil”. Ana Cristina Campedeli, professora de redação do Colégio Oficina do Estudante (SP), considera um bom tema para o exame. "É um assunto pertinente, porque conversa com fatos da atualidade. Os alunos poderiam citar, por exemplo, as chamadas 'vacinas de vento' ou os jovens que saem de casa e colocam em risco seus pais e avós", diz. "A redação propõe uma reflexão importante sobre o momento que estamos vivendo." A professora Maria Aparecida Custódio, do laboratório de redação do curso Objetivo (SP), afirma que seria possível estabelecer uma relação com entre a falta de empatia e a desigualdade no Brasil. "Há uma naturalização das injustiças sociais no país. Nós nos acostumamos ao fato de haver pessoas abaixo da linha da miséria, sem saneamento básico, sem acesso à educação, desempregadas", diz. Abaixo, veja quais foram os outros temas de redação do Enem 2020. Temas no Enem impresso e digital: Na primeira aplicação do Enem impresso, em 17 de janeiro, a redação teve como tema: 'o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira'. No Enem digital, em 31 de janeiro, os candidatos escreveram sobre “o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. Resultados O gabarito e os cadernos de questões serão divulgados na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março, junto com a dos candidatos da primeira aplicação e do Enem digital. Abstenção no Enem 2020 As outras versões do Enem 2020 foram marcadas por altos índices de abstenção. Na prova impressa, aplicada em 17 e 24 de janeiro, mais da metade dos inscritos não compareceu. No Enem digital, 96 mil estavam confirmados, mas 68% faltaram no primeiro domingo, e 71,3%, no segundo. Foi a estreia do formato informatizado. O índice de abstenção da reaplicação do Enem só será divulgado pelo Inep no fim da quarta-feira. Vídeos de Educação:
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24/02 - Prouni 2021: aprovados na 2ª chamada têm até esta quarta para comprovar informações pessoais
Programa oferece bolsas de estudo parciais e integrais para cursos de graduação e de formação continuada em universidades particulares. Prouni 2021 Reprodução/MEC Os candidatos aprovados na 2ª chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) têm até esta quarta-feira (24) para comprovar as informações pessoais apresentadas na inscrição. Caso percam o prazo, estarão automaticamente eliminados do processo seletivo. Nesta etapa, o estudante precisa apresentar documentos que atestem dados como a renda per capita familiar, por exemplo. Os horários e locais para o procedimento são determinados pela instituição de ensino superior na qual o candidato fará a matrícula. O Prouni oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais (100%) para cursos de graduação e de formação continuada em universidades particulares. O sistema permite que os candidatos escolham até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência. A seleção deste primeiro semestre adotará as notas do Enem 2019, já que os resultados do Enem 2020 só sairão em 29 de março. Lista de espera Após a seleção da segunda chamada, as vagas remanescentes serão distribuídas entre estudantes cadastrados na lista de espera. Para participar, é preciso se candidatar na página do Prouni (http://prouniportal.mec.gov.br/). Cada participante precisa entrar com login e senha. O prazo abre na próxima segunda-feira (1º) e se encerra no dia seguinte, na terça (2). Haverá uma única lista de espera para cada curso e turno de cada local de oferta. Quem pode concorrer? Para disputar uma das bolsas de estudo, o candidato será avaliado conforme a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a análise da renda familiar. É necessário se encaixar em uma das seguintes categorias: ter cursado o ensino médio completo na rede pública; ter sido bolsista integral em escolas particulares durante todo o ensino médio; ter alguma deficiência; ser professor da rede pública de ensino, na educação básica. Com exceção dos docentes, os demais candidatos não podem ter diploma do ensino superior. Há também critérios de renda: São duas modalidades: bolsa integral: renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo; bolsa parcial (50% da mensalidade): renda familiar mensal per capita de 1,5 a 3 salários mínimos. Datas do Prouni do 1º semestre de 2021 Primeira chamada: 19 de janeiro Segunda chamada: 8 de fevereiro Comprovação das informações: 8 a 24 de fevereiro Prazo para participar da lista de espera: 1º a 2 de março Divulgação da lista de espera: 5 de março Comprovação de informações da lista de espera: 8 a 12 de março VÍDEOS: saiba tudo sobre Educação
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23/02 - Número de candidatos que faltaram à reaplicação do Enem 2020 só será divulgado na quarta-feira, diz Inep
Nesta terça, 276 mil alunos eram esperados para o primeiro dia de prova. Entre eles, estavam os inscritos do Amazonas e os que tiveram Covid-19 na data original da avaliação, por exemplo. Estudantes deixam local de prova do Enem em Manaus Patrick Marques/G1 AM O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) só divulgará no fim da quarta-feira (24) a porcentagem de candidatos que faltaram à reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. As demais edições da avaliação, em janeiro e fevereiro, registraram altos índices de abstenção. O primeiro dia de prova ocorreu nesta terça, em 1.480 municípios. Em Boca do Acre, no Amazonas, o exame foi suspenso por decisão do prefeito, José da Cruz, por causa dos alagamentos registrados na cidade. Segundo o Inep, os candidatos afetados só poderão participar do Enem 2021, em data a ser confirmada (outubro ou novembro). Número de participantes A princípio, em todo o país, são 276 mil participantes inscritos. Entre eles, estão: 41.864 privados de liberdade, que prestam o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas; 163.444 inscritos no estado do Amazonas, 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia; 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Inep não divulgou quantos se encaixam em cada uma das situações mencionadas. Tema da redação Os candidatos tiveram de escrever sobre "a falta de empatia nas relações sociais no Brasil”. Ana Cristina Campedeli, professora de redação do Colégio Oficina do Estudante (SP), considera um bom tema para o exame. "É um assunto pertinente, porque conversa com fatos da atualidade. Os alunos poderiam citar, por exemplo, as chamadas 'vacinas de vento' ou os jovens que saem de casa e colocam em risco seus pais e avós", diz. "A redação propõe uma reflexão importante sobre o momento que estamos vivendo." A professora Maria Aparecida Custódio, do laboratório de redação do curso Objetivo (SP), afirma que seria possível estabelecer uma relação com entre a falta de empatia e a desigualdade no Brasil. "Há uma naturalização das injustiças sociais no país. Nós nos acostumamos ao fato de haver pessoas abaixo da linha da miséria, sem saneamento básico, sem acesso à educação, desempregadas", diz. Abaixo, veja quais foram os outros temas de redação do Enem 2020. Temas no Enem impresso e digital: Na primeira aplicação do Enem impresso, em 17 de janeiro, a redação teve como tema: 'o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira'. No Enem digital, em 31 de janeiro, os candidatos escreveram sobre “o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. Estrutura da prova Primeiro dia Nesta terça-feira (23), os candidatos fizeram a redação e responderam a 45 questões de linguagens e a 45 de ciências humanas. As provas foram aplicadas das 13h30 às 19h. Segundo dia Na quarta-feira (24), o Enem PPL e a reaplicação da prova terão 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática. O exame ocorrerá entre 13h30 e 18h30. Resultados O gabarito e os cadernos de questões serão divulgados na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março, junto com a dos candidatos da primeira aplicação e do Enem digital. Abstenção no Enem 2020 As outras versões do Enem 2020 foram marcadas por altos índices de abstenção. Na prova impressa, aplicada em 17 e 24 de janeiro, mais da metade dos inscritos não compareceu. No Enem digital, 96 mil estavam confirmados, mas 68% faltaram no primeiro domingo, e 71,3%, no segundo. Foi a estreia do formato informatizado. Vídeos de Educação:
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23/02 - Estudantes no AM relatam problemas de estudar em casa para o Enem: 'Pandemia acabou estragando tudo'
Candidatos tiveram aulas presenciais suspensas e se prepararam em casa para o exame. Provas começaram a ser aplicadas nesta terça (23). Candidata relata a dificuldade de se preparar para o Enem em casa A pandemia da Covid-19 mudou a rotina de diversas pessoas. Com medidas de isolamento sendo adotadas desde 2020, candidatos que se prepararam para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em Manaus, tiveram que estudar sozinhos em casa para a prova. No Amazonas, o primeiro dia de aplicação de provas aconteceu nesta terça (23). O único município que não aplicou o exame foi Boca do Acre, por conta da enchente que atinge a cidade. ENEM EM MANAUS: 'Tem um resquício daquele medo de se infectar' MANAUS: Veja fotos do 1º dia de provas do Enem 2020 PROBLEMA: Estudante não encontra nome em lista de presença e deixa de fazer Enem A operadora de caixa Suzane Lima Duarte, de 21 anos, contou que fez a prova do Enem pela segunda vez. Ela contou que pretendia fazer cursos, mas acabou tendo que estudar em casa, com o auxílio da internet. “Eu teria buscado um curso. Como esse ano eu estava desempregada, meu foco era trabalhar, fazer cursos e aprender mais. A pandemia acabou estragando tudo. Minha preparação teve que ser em casa, pela internet. Se eu tivesse a oportunidade de ter feito meus cursos, teria aprendido melhor”, disse Suzane. Com o esforço que teve ao estudar sozinha, a operadora de caixa, que pretende cursar enfermagem, contou que achou fácil a prova aplicada no primeiro dia de Enem. “Para quem estudou, não estava difícil. O tema foi muito bacana e eu espero ter me saído bem”, afirmou. O estudante Maiky Lima, de 18 anos, contou que costumava fazer cursos preparatórios para vestibulares, mas teve que passar a se preparar apenas em casa devido as medidas de isolamento social devido a Covid-19. “Quem faz cursinho ou quem estuda sabe a diferença e a falta que faz um professor, justamente porque a gente tem aquele feedback em tirar dúvidas com o professor, perguntar se está certo ou errado. Em casa, é a gente sozinho e dependendo da internet. Nós sabemos que nem todo mundo tem o privilégio da internet e muitos tem que ir até biblioteca, emprestar livros e não ter aquela confirmação de um mestre mesmo”, disse Lima. Estudantes deixam locais de prova do Enem em Manaus. Patrick Marques/G1 AM Aglomeração em local de prova Em uma faculdade do Ensino Superior, na Zona Centro-Sul de Manaus, houve denúncias de candidatos que não encontraram o nome em listas das salas. Com isso, no refeitório da instituição houve aglomeração. É o caso da jovem Bruna Guimarães Sontão, de 19 anos. Ela deixou o local de prova por volta das 15h40, e inicialmente, conversou com o G1 sobre o primeiro dia do Enem no Amazonas. A candidata disse que quer cursar administração. Em Manaus, jovem relata confusão antes de início de provas do Enem "Em geral, a prova de hoje estava bem tranquila. Sobre a redação, achei bem abrangente, simples que de certa forma, fala da sociedade que a gente vive hoje em dia, sobre a empatia", comentou. Mas a candidata comentou que teve um pouco de estresse logo ao chegar ao local da prova. Ela mora em Adrianópolis, no mesmo bairro do local de prova, disse que, com a mudança de data, o local também foi alterado, para mais próximo de casa. Mesmo chegando mais cedo, ela disse que houve aglomeração no refeitório da instituição particular, pois outros candidatos não estavam encontrando os nomes em listas das salas. "Teve uma leve confusão no início pois os candidatos, assim como eu, não encontraram os nomes nas listas. Eu por exemplo, estava para uma sala e meu nome não estava lá na lista e em nenhuma outra sala. A coordenadora mandou todo mundo ir para o refeitório, entrou em contato com alguém do INEP e resolveu esse problema em cerca de uma hora", afirmou. Veja os vídeos mais assistidos do G1 AM nos últimos 7 dias
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23/02 - Estudante não encontra nome em lista de presença e deixa de fazer Enem, em Manaus
João Vitor Amorim Silva, de 18 anos, chegou ao local por volta de 11h e precisou fazer uma 'peregrinação' para tentar fazer a prova, mas não conseguiu. G1 aguarda posicionamento do Inep. Estudante não encontra o nome e deixa de fazer Enem em Manaus O estudante João Vitor Amorim Silva, de 18 anos, foi um dos candidatos que deixaram de fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (23), em Manaus. Ele chegou ao local de prova - a Universidade Nilton Lins, na Zona Centro-Sul da capital - às 11h. No entanto, ao procurar a sala indicada no cartão de confirmação, não encontrou seu nome na lista de presença. As provas do Enem, no Amazonas, ocorrem nesta terça e quarta-feira (24). O certame, que deveria ter sido realizado em janeiro, junto do restante do país, foi adiado após um novo surto de Covid-19. No estado, são esperados 163.444 candidatos. Além do Amazonas, estudantes de Rondônia e de outros estados do país também realizam a prova. "Cheguei por volta das 11h na portaria e me enviaram para o quarto andar. No aplicativo e no site no Inep estava indicando que eu iria fazer a prova em uma sala do quarto andar aqui no prédio. Cheguei nas coordenadorias que têm os nomes dos estudantes que iam fazer a prova no quarto andar, mas meu nome não estava em nenhuma lista", explicou. Preocupado, o estudante começou a descer pelos andares da unidade, verificando se seu nome constava em alguma das listas de presença. Mas, sem encontrar, foi encaminhado para o Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas V, que fica dentro da universidade. Lá, também não conseguiu achar seu nome e foi levado até a direção da unidade de ensino, que o orientou a voltar para o prédio indicado no cartão de confirmação emitido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). No entanto, encontrou portões fechados e não pôde fazer a prova. "Quando cheguei aqui os portões estavam fechados. Eu estava preocupado de acontecer algo no decorrer da prova e fui o premiado de acontecer logo comigo. Falei com os meus pais, ainda não contei tudo o que aconteceu, pois estava tentando resolver. Vou tentar entrar com um recurso para provar que eu vim, estava aqui, mas não encontrei meu nome", desabafou. Procurado pelo G1, o Inep informou que o local de prova que consta no Cartão de Confirmação de Inscrição de João Vitor está correto, e a coordenação do local também confirmou que o nome do inscrito estava na lista de presença. "O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) destaca que, caso o participante tenha se apresentado em um bloco diferente do que estava previsto no cartão, o nome não estaria na lista por se tratar de outra coordenação no mesmo local de prova", disse. Estudante não encontrou nome na lista de presença e não pôde fazer exame. Matheus Castro/G1 AM Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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23/02 - Acabar com investimento mínimo em educação é 'impensável' e coloca orçamento 'em risco', dizem entidades
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pretende extinguir a obrigatoriedade de aplicar 25% da receita de estados e municípios em educação; proposta também traz impactos no fundo que financia o ensino, o Fundeb. PEC quer acabar com investimento mínimo obrigatório de estados e municípios na educação. Reprodução/JN A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende acabar com o investimento mínimo na educação é "impensável" no momento atual, afirma a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Ela também coloca "em risco" o financiamento da área, segundo a organização Todos pela Educação. Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o investimento mínimo é "essencial para garantir a qualidade em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, para universalizar o acesso ao ensino obrigatório de 4 a 17 anos e para investir na escolarização dos quase 80 milhões de adultos que não concluíram a educação básica." A PEC foi protocolada nesta terça pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC). Na quinta (25), entrará em votação no Senado. O texto pretende revogar a obrigatoriedade de estados e municípios investirem ao menos 25% da receita em educação. Para ser aprovado, o texto precisa do apoio de pelo menos 49 senadores, em dois turnos de votação. Senado: proposta de fim do piso de saúde e educação dificulta PEC que viabiliza auxílio, dizem líderes Relator da PEC Emergencial quer acabar com gastos obrigatórios com saúde e educação A Undime publicou nota nesta terça-feira (23) manifestando "indignação" perante a proposta, que também pretende acabar com o investimento mínimo em Saúde. A Todos pela Educação emitiu parecer na segunda-feira (22) afirmando que os recursos da educação "precisam ser protegidos das pressões de curto-prazo e do populismo." "Em um momento em que os entes federados discutem o processo de reabertura das escolas públicas e implementam os necessários protocolos de segurança sanitária, é impensável propor alterações nesses percentuais", afirma a nota assinada por Luiz Miguel Garcia, presidente da Undime. Bittar justifica a medida dizendo que, atualmente, o Brasil gasta 6,3% do PIB nacional com educação e, mesmo assim, o país está mal no ranking educacional mundial. De acordo com a Undime, a justificativa não é válida. "O momento atual exige mais investimentos nas áreas sociais e mais garantias aos direitos constitucionais dos cidadãos. É temerário repetir o discurso de que há recursos e de que o problema é de gestão, ou de que a desvinculação daria mais autonomia aos entes federados", afirma a Undime. Para o Movimento Colabora Educação, a medida não pode ser aprovada ou pensada como "solução em meio à crise fiscal". "Se queremos aprimorar a governança federativa e garantir uma educação pública de qualidade, os recursos financeiros devem ser protegidos e considerados condição fundamental para uma boa gestão", afirma a entidade. Impactos no Fundeb Se aprovada como está, a PEC terá impactos até no Fundeb, o fundo que financia a educação básica no país. A organização Todos Pela Educação alertou em nota que a proposta de Bittar, além de levar a uma "redução substancial" dos gastos públicos com educação, inviabilizará a implementação do Fundeb. "A desvinculação, além de potencialmente levar a uma redução substancial dos gastos públicos com Educação, inviabilizará a implementação do Fundeb, mecanismo de redistribuição dos recursos vinculados à educação. Importante lembrar que a Emenda Constitucional 108, aprovada de forma quase unânime no Congresso Nacional em 2020, tornou o Fundeb mais justo e eficiente na distribuição dos recursos educacionais", afirma a organização. "Uma demonstração do risco iminente é justamente a execução orçamentária e repasses da União, cada vez menores e inconstantes na atual gestão federal", diz o texto. Um relatório da Todos divulgado nesta semana demonstrou que o orçamento do Ministério da Educação em 2020 foi o menor da década e os investimentos em educação básica (da creche ao ensino médio) também. Além disso, o MEC não gasta todo dinheiro que tem disponível em ações que poderiam impactar na qualidade da educação do país. Leia mais: Ministério da Educação não gasta o dinheiro que tem disponível e sofre redução de recursos em 2020, aponta relatório VÍDEOS: Educação
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23/02 - Candidatos ao Enem chegam atrasados e perdem reaplicação da prova, em RO
Candidatos perderam hora e chegaram com portões já fechados em Rolim de Moura. Cidade tem quase 3 mil inscritos. Candidatos chegam atrasados e perdem reaplicação da prova do Enem 2020, em RO Candidatos inscritos na reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) chegaram atrasados e encontraram os portões fechados nesta terça-feira (23) em uma faculdade de Rolim de Moura (RO), na Zona da Mata. Os portões dos locais de provas fecharam ao meio-dia (horário local). Dois dos candidatos que estavam nas proximidades do local de prova, enquanto o portão ainda estava aberto, acabaram não prestando atenção ao horário. Quando perceberam que a entrada da escola seria fechada, eles tentaram correr, mas não conseguiram entrar . Uma outra candidata chegou de motocicleta logo depois dos portões fecharem, também na mesma faculdade. Preferindo não se identificar, a jovem afirma que houve um problema com seu relógio e isso a fez perder o primeiro dia da reaplicação da prova. Candidata ao Enem 2020 chega após portões fecharem em Rolim, RO Magda Oliveira/Rede Amazônica Provas em Rolim Em Rolim de Moura, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), há 2.863 candidatos inscritos para oito locais de prova. Candidatos de Rondônia fazem primeiro dia de prova da reaplicação do Enem 2020 Neste primeiro dia, a prova será de linguagens, ciências humanas e a redação. O segundo dia de provas, marcado para quarta-feira (24), será de matemática e ciências da natureza. Durante a manhã, equipes da prefeitura de Rolim estiveram nos locais de provas e orientaram os estudantes sobre importância de manter distanciamento, e ainda disponibilizaram álcool em gel para os candidatos.
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23/02 - Tema da redação da reaplicação do Enem 2020 é 'a falta de empatia nas relações sociais no Brasil'
Candidatos que estavam com Covid-19 na data original do exame ou que foram afetados por problemas logísticos têm direito à reaplicação. Estudantes do Amazonas e de duas cidades de Rondônia também prestam o exame, após a prova ser adiada na pandemia. Candidatos do Enem 2020 se escondem do sol antes da abertura dos portões na reaplicação do exame Magda Oliveira/Rede Amazônica A reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 e a prova para privados de liberdade (Enem PPL) tiveram como tema de redação: "a falta de empatia nas relações sociais no Brasil”. A informação foi divulgada nas redes sociais, nesta terça-feira, pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro. Os candidatos têm até as 19h para terminar o exame. Ao todo, são 276 mil participantes, em 1.481 municípios brasileiros. Entre eles, estão: 41.864 privados de liberdade, que prestarão o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas; 163.444 inscritos no estado do Amazonas, 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia; 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não divulgou quantos se encaixam em cada uma das situações mencionadas. Todos farão a versão impressa do Enem — mesmo aqueles que estavam inscritos para a digital, mas que não puderam comparecer ao exame na data original. Initial plugin text Temas no Enem impresso e digital Na primeira aplicação do Enem impresso, em 17 de janeiro, a redação teve como tema: 'o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira'. No Enem digital, em 31 de janeiro, os candidatos escreveram sobre “o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. Estrutura da prova Primeiro dia Nesta terça-feira (23), os candidatos farão a redação e responderão a 45 questões de linguagens e a 45 de ciências humanas. As provas serão aplicadas das 13h30 às 19h. Segundo dia Na quarta-feira (24), o Enem PPL e a reaplicação da prova terão 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática. O exame ocorrerá entre 13h30 e 18h30. Resultados O gabarito e os cadernos de questões serão divulgados na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março, junto com a dos candidatos da primeira aplicação e do Enem digital. Abstenção no Enem 2020 As outras versões do Enem 2020 foram marcadas por altos índices de abstenção. Na prova impressa, aplicada em 17 e 24 de janeiro, mais da metade dos inscritos não compareceu. No Enem digital, 96 mil estavam confirmados, mas 68% faltaram no primeiro domingo, e 71,3%, no segundo. Foi a estreia do formato informatizado. As abstenções do Enem PPL e da reaplicação não foram divulgadas até a última atualização desta reportagem. Vídeos de Educação:
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23/02 - Provas do Enem são canceladas por enchente em município do interior do AM
Prefeito de Boca do Acre publicou decreto, na segunda-feira (22), em que suspendia a realização do exame por causa dos alagamentos. Município de Boca do Acre atingido pela enchente dos rios Acre e Purus Divulgação A aplicação das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) foram canceladas no município de Boca do Acre (AM) por causa do alagamento que atinge a cidade, provocado pelas cheias dos rios Purus e Acre. O prefeito José da Cruz publicou um decreto, na segunda-feira (22), em que suspendia a realização do exame. O Enem foi adiado no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19, sendo reaplicadas nesta terça (23) e quarta-feira (24). No estado, são esperados 163.444 candidatos. PROVAS: Inep faz a reaplicação do Enem 2020 nesta terça e quarta-feira MANAUS: Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas SUSTO: Candidatos do Enem em Manaus reclamam de mudança de escola poucos dias antes de prova Além do Amazonas, estudantes de Rondônia e de outros estados do país também realizam a prova. São esperados 194 mil candidatos em 851 cidades. Escola alagada em Boca do Acre, no Amazonas Divulgação O presidente substituto do Inep, Camilo Mussi, informou que o órgão foi comunicado pelo município de Boca do Acre sobre o alagamento em escolas. De acordo com Mussi, os estudantes não farão as provas neste momento. Segundo o Inep os candidatos só devem fazer o exame em novembro para concorrerem a uma vaga nas universidades em 2022. Miriam da Silveira, promotora titular de Boca do Acre, afirmou que desde o dia 12 de fevereiro a cidade enfrenta um aumento progressivo nas cheias dos rios Purus e Acre e rio já ultrapassou 20 metros na orla. "As famílias que não têm parentes no município estão indo para abrigos. Hoje já no município três escolas estão como abrigos e vai abrir mais uma", afirmou. Segundo Silveira, apenas uma escola estaria disponível para os alunos para a realização do exame. Além da falta de lugar para aplicação do exame, o acesso dos alunos aos locais também estaria muito prejudicado. Promotora de Boca do Acre relata como situação da cheia afeta realização do Enem Movimento tranquilo em Manaus Na capital, o movimento foi tranquilo nas escolas visitadas pelo G1. Na Faculdade Nilton Lins, os estudantes Maria Aslene Pinheiro de Oliveira, de 18 anos, e Kelsom Alexsander, de 19, falaram sobre as dificuldades de estudar mesmo enfrentando as dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19. Os dois estavam de máscara e portavam álcool em gel. Mas disseram estar preocupados com a aplicação dos protocolos sanitários no momento da prova. "Da nossa parte está tudo certo, mas a gente não sabe como funciona para as outras pessoas essa questão da proteção. A gente está ciente dos riscos, mas estamos aqui para fazer a prova", disse a jovem. Já estudante Eduarda Rodrigues, de 17 anos, disse que, com o isolamento social, precisou rever sua forma de estudar e se preparar para o exame. Ela busca conseguir uma vaga para o curso de designer na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Candidatos falam sobre o Enem no Amazonas Além dos desafios de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em meio a uma pandemia e enfrentando os impactos causados pela crise sanitária em Manaus, os estudantes tiveram de lidar com a mudança de endereços dos locais de prova. A estudante Safira da Silva Nogueira, de 18 anos, contou que teve dificuldade para encontrar o local de prova. Segundo ela, o endereço foi alterado de última hora, mas ela conseguiu encontrar a escola. A estudante Suzyene Vitória Vieira da Silva, de 19 anos, contou que ficou preocupada por deixar a mãe em casa, com Covid-19, mas que vai fazer a prova justamente pela mãe, para dar um futuro melhor para ela. Escola alagada em Boca doAcre Divulgação Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas:
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23/02 - Candidatos do Enem em Manaus reclamam de mudança de escola poucos dias antes de prova
Estudantes também precisam lidar com os desafios de fazer exame em meio à crise sanitária. Estudantes buscam nomes em frente a escola onde será aplicado Enem em Manaus Rebeca Beatriz/G1 Além dos desafios de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em meio a uma pandemia e enfrentando os impactos causados pela crise sanitária em Manaus, os estudantes tiveram de lidar com a mudança de endereços dos locais de prova. Nesta terça-feira (23) e quarta-feira (24), mais de 160 mil estudantes devem fazer a prova no Amazonas. ENEM 2020: Inep faz reaplicação das provas no Amazonas CANCELADO: Provas do Enem são canceladas por enchente em município do interior do AM SEM TUMULTO: Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas Na Escola Estadual Professor Roderick de Castello Branco, no bairro São José 3, a estudante Safira da Silva Nogueira, de 18 anos, contou que teve dificuldade para encontrar o local de prova. Segundo ela, o endereço foi alterado de última hora, mas ela conseguiu encontrar a escola onde vai realizar a prova. No entanto, ficou com medo de haver algum engano, já que na listagem em frente à escola o nome dela não apareceu. "Já foi bem difícil o fato de mudarem o endereço em cima. Vi que mudaram, pesquisei bastante pra chegar aqui, e agora notei que meu nome não está na lista, isso me deixa assustada", disse. Nesta segunda-feira (22), o presidente substituto do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Camilo Mussi, disse que o local de prova pode ter mudado. "Todos devem acessar novamente o local para confirmar e não deve se basear o que foi em janeiro. Como nós tivemos desistência de escolas, e nos preparamos para esse momento, é importante que o cartão tem que ser visto agora. O participante tem que visitar a página no site do Inep", disse. Enem no Amazonas: Portões de escola se abrem Além dela, pelo menos outros três candidatos relataram o mesmo problema, mas a coordenação da escola explicou à reportagem que a lista na porta da escola estava desatualizada, mas confirmou que a aluna vai fazer a prova lá. Safira, que estudou de forma remota o desde o início da Pandemia, no ano passado, vai tentar uma vaga para o curso de pedagogia. A estudante Suzyene Vitória Vieira da Silva, de 19 anos, aguarda abertura do portão Rebeca Beatriz A estudante Suzyene Vitória Vieira da Silva, de 19 anos, foi uma das primeiras a chegarem no local de prova. Ela contou que ficou preocupada por deixar a mãe em casa, com Covid-19, mas que vai fazer a prova justamente pela mãe, para dar um futuro melhor para ela. "Minha mãe pegou Covid-19 recentemente. Ela ainda está doente e eu fico muito ansiosa com isso. Fico com o coração na mão em deixar ela em casa, mas sei que minha mãe quer o melhor para mim, e eu quero um futuro para ela", disse. Está é a primeira vez que a jovem faz o Enem. Ela vai tentar uma vaga para o curso de Odontologia. Ainda segundo ela, foi desafiador estudar durante a Pandemia. A estudante aproveitou para dar uma última revisada no assunto da prova. "Foi muito difícil. Eu tive aulas online, em tempo integral. Vou ter uma certa dificuldade nas questões de Exatas, por isso estou revisando alguns conteúdos", contou. Enem no Amazonas: Estudante comenta a ansiedade antes da prova Estudante Pedro Victor teve de voltar para casa para buscar documento Rebeca Beatriz/G1 Esquecimento O estudante Pedro Victor, 19 anos contou que esqueceu o documento de identificação em casa, e só lembrou quando já estava perto de chegar na Escola Estadual Prof. José Bernardino Lindoso, no bairro Mutirão. Ele teve de voltar para buscar. "Ainda bem que saí de casa cedo, já pensando em possíveis imprevistos. Trânsito, fluxo de pessoas. Fiquei tão preocupado que acabei esquecendo minha identidade, mas no fim, deu certo" disse. Ele já estuda Gestão de Produção Industrial em uma universidade privada, mas agora vai tentar a vaga em uma universidade pública, no curso de Engenharia de Produção. "No último Enem bati na trave, quase passei no curso que eu queria. Consegui vaga em outro curso, mas este ano me preparei melhor, para realizar um sonho", disse. O estudante, que também trabalha em uma empresa na indústria, disse que se revezou o ano inteiro entre trabalho e estudos. Somado à Pandemia, a rotina ficou ainda mais difícil, mas deu para conciliar. "Foi complicado para mim. Eu trabalho e estudo. Fora que esse ano foi um ano de mudanças para todo mundo. mas no fim, estou aqui. E vou fazer de tudo por essa vaga. É hora de mostrar o que aprendi", resumiu. Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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23/02 - Candidatos de Rondônia fazem primeiro dia de prova da reaplicação do Enem 2020
Provas acontecem em Rolim de Moura e Espigão do Oeste, cidades que optaram em remarcar o exame por causa do surto da Covid-19 em janeiro (quando ocorreu o exame nos demais estados). Candidatos do Enem 2020 se escondem do sol antes dos portões se abrirem para reaplicação da prova Magda Oliveira/Rede Amazônica Quase quatro mil candidatos devem fazer o primeiro dia de prova da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (23) nas cidades de Rolim de Moura (RO) e Espigão do Oeste (RO), ambas na região da Zona da Mata. A prova ainda é correspondente ao exame de 2020. Os portões de locais de provas abriram 10h30 (hora local) e devem fechar ao meio-dia. Neste primeiro dia, serão 5h30 para responder às questões. Enem é reaplicado hoje em Rolim de Moura e Espigão do Oeste Em Rolim de Moura, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), há 2.863 candidatos inscritos para oito locais de prova. Já em Espigão são 969 inscritos. Yago Muricksiel Gonçalves Baranoski, de 19 anos, foi um dos primeiros a chegar no maior local de prova em Rolim de Moura. Yago Baranoski, de 19 anos, participa da reaplicação do Enem em Rolim de Moura Magda Oliveira/Rede Amazônica Em entrevista, Yago contou que gostou do exame ter sido remarcado no município, por conta da crise sanitária provocada pelo coronavírus. "Tive um tempo a mais para estudar e, como muita gente desistiu de fazer a prova em janeiro, a concorrência vai reduzir e acredito conseguir uma colocação melhor para fazer o Prouni", diz. Vitor Emanuel da Silva, de 17 anos, também gostou da remarcação da prova em Rolim de Moura. Sonhando em cursar biomedicina, Vitor diz que após a aplicação do Enem em janeiro, no restante do país, ele pôde se preparar melhor. "Foi uma oportunidade. Pude rever assuntos, olhar a estrutura da redação, e agora para prova vou manter a calma e foco", conta. Prejudicada pela pandemia Poliana dos Santos Souza, 20 anos, participa da reaplicação do Enem 2020 em Rolim de Moura Magda Oliveira/Rede Amazônica Mesmo com alguns candidatos gostando da remarcação do Enem, há quem se sentiu prejudicado. É o caso de Poliana dos Santos Souza, de 20 anos, que tenta uma vaga no curso de estética. A jovem afirma ter iniciado seus estudos no meio do ano passado, mas parou no segundo semestre depois do Inep informar o adiamento da prova em todo país por conta da Covid-19. "Não há dúvida que a pandemia me prejudicou. Essa remarcação da prova em Rolim de Moura também me deixou insegura. E não gostei desse jeito da prova ser aplicada no dia de semana", afirma. Medidas de segurança Equipes da prefeitura de Rolim estiveram nos locais de provas e orientaram os estudantes sobre importância de manter distanciamento, e ainda disponibilizaram álcool em gel para os candidatos. Na frente do local de prova em Rolim, antes dos portões abrirem, candidatos tentaram se esconder do sol indo até lanchonetes. Apesar disso, o movimento foi tranquilo em relação aos outros anos de Enem. Candidatos do Enem tentam fugir do sol e perto dos locais de prova em Rolim de Moura, RO Magda Oliveira/Rede Amazônica Como será a reaplicação do Enem 2020 A estrutura do exame segue sendo a mesma do Enem tradicional: as perguntas são diferentes da aplicação regular, mas com o mesmo nível de dificuldade, segundo o governo. Isso é possível porque a prova é elaborada com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI). O primeiro dia terá prova de linguagens, ciências humanas e a redação. O segundo dia de provas, marcado para quarta-feira (24), será de matemática e ciências da natureza. Veja mais notícias do Enem
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23/02 - Enem 2020: Veja fotos do 1º dia de provas em Manaus
Os exames foram adiados no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 tem seu primeiro dia de provas nesta terça-feira (23). A movimentação foi tranquila nas escolas de Manaus nas primeiras horas do dia. As provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas de Manaus: 'Tem um resquício daquele medo de se infectar' Candidatos do AM fazem provas no primeiro dia do Enem 2020 nesta terça-feira (23) Alunos aguardavam pelo início da prova do Enem em frente de escola na Zona Norte de Manaus Rebeca Beatriz/G1 AM As provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Rebeca Beatriz/G1 AM Em frente à Escola Estadual Professor José Bernardino Lindoso, alunos aguardavam pelo começo do exame Rebeca Beatriz/G1 AM Candidato à espera do começo da prova no primeiro dia do Enem 2020 Rede Amazônica Amazonas possui mais de 160 mil inscritos no Enem 2020 Matheus Castro/G1 AM Alunos entram em escola após abertura dos portões para Enem 2020 Matheus Castro/G1 AM No CMPM Áurea Pinheiro Braga, Zona Leste de Manaus, portões abriram por volta das 11h, com meia hora de atraso Carolina Diniz/G1 AM
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23/02 - Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas de Manaus: 'Tem um resquício daquele medo de se infectar'
Provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Candidatos falam sobre o Enem em Manaus A movimentação foi tranquila nas escolas de Manaus para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (23). As provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. ENEM 2020: Inep faz reaplicação das provas no Amazonas SUSTO: Candidatos reclamam de mudança de escola poucos dias antes de prova CANCELADO: Provas do Enem são canceladas por enchente em município do interior do AM No estado, são esperados 163.444 candidatos. Além do Amazonas, estudantes de Rondônia e de outros estados do país também realizam a prova. Em todo o país, são esperados 194 mil candidatos em 851 cidades. Os estudantes Maria Aslene Pinheiro de Oliveira, de 18 anos, e Kelsom Alexsander, de 19, estavam entre os primeiros a chegar na Faculdade Nilton Lins. Ela quer tentar uma vaga no curso de administração e ele, no de psicologia. Os dois se formaram em 2020 e deram continuidade aos estudos mesmo enfrentando as dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19:. "Foi um pouco desafiador conciliar os estudos com o trabalho e tudo o que a gente tá vivendo com a pandemia, né?”, disse Kelsom. Portões se abrem para realização do Enem em escola de Manaus Os dois estavam de máscara e portavam álcool em gel. Mas disseram estar preocupados com a aplicação dos protocolos sanitários no momento da prova. "Da nossa parte está tudo certo, mas a gente não sabe como funciona para as outras pessoas essa questão da proteção. A gente está ciente dos riscos, mas estamos aqui para fazer a prova", disse a jovem. A estudante Eduarda Rodrigues, de 17 anos, disse que, com o isolamento social, precisou rever sua forma de estudar e se preparar para o exame. Ela busca conseguir uma vaga para o curso de designer na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). "Com a pandemia, tivemos o isolamento social e eu parei de fazer o cursinho. Tive que fazer pelo formato virtual, e a minha escola já era integral, então ficou um pouquinho complicado. E eu também precisei mudar a minha forma de estudo, já que eu também tinha mais tempo livre". "Apesar das medidas adotadas, ainda tem um resquício daquele medo de se infectar e passar para os nossos familiares também, né?", complementou a estudante. Candidata fala sobre Enem no Amazonas Pouco movimento na Faculdade Nilton Lins, onde ocorrem provas em Manaus Matheus Castro/G1 Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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23/02 - Inep faz a reaplicação do Enem 2020 nesta terça e quarta-feira
Têm direito à reaplicação quem teve Covid no dia da prova regular ou problemas logísticos, como as salas lotadas. Provas serão em papel, mesmo para quem estava inscrito no Enem digital. Reaplicação do Enem é feita nesta terça-feira e na quarta-feira Candidatos impedidos de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 nas datas regulares farão a reaplicação das provas nesta terça (23) e quarta-feira (24). São esperados 194 mil candidatos em 851 cidades. São casos de inscritos em locais onde as provas foram suspensas por causa do avanço da pandemia, quem estava com Covid no dia do exame, ou quem teve problemas de logística, como as salas lotadas que impediram o distanciamento entre os participantes. Os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, apontam que: No Amazonas, são esperados 163.444 candidatos. O estado teve a aplicação regular suspensa por causa do colapso no sistema público de Saúde com a alta de casos e mortes por coronavírus. Em Rondônia, são esperados outros quase 4 mil inscritos. Eles são de duas cidades que também tiveram as provas adiadas por causa da pandemia: Rolim de Moura (2.863) e Espigão d'Oeste (969). No Amapá, estudantes que fariam o Enem digital no Instituto Federal do Amapá (IFAP) deverão realizar agora a reaplicação porque o local foi interditado na data original do exame. No Rio de Janeiro, candidatos inscritos no campus de Queimados da Universidade Estácio de Sá (RJ) farão a reaplicação porque faltou energia elétrica no local de prova na data da aplicação regular Os números parciais sobre quantos candidatos farão a reaplicação porque estavam com Covid ou foram barrados devido às salas lotadas ainda não foram divulgados pelo Inep. Como será a reaplicação do Enem 2020 A estrutura do exame segue sendo a mesma do Enem tradicional: as perguntas são diferentes da aplicação regular, mas com o mesmo nível de dificuldade, segundo o governo. Isso é possível porque a prova é elaborada com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI). O primeiro dia terá prova de linguagens, ciências humanas e a redação. O segundo dia, será matemática e ciências da natureza. Os portões vão abrir às 11h30 e fechar às 13h (horários de Brasília). As provas começam às 13h30. No primeiro dia, serão 5h30 para responder às questões. A prova acaba às 19h. No segundo dia, são 5h de prova, e o exame termina às 18h30. Para saber o local de prova, basta acessar a Página do Participante no endereço: https://enem.inep.gov.br/participante/ A prova será no formato impresso, mesmo para quem estava inscrito na versão digital. O candidato deverá levar caneta preta de tubo transparente, documento de identificação com foto e máscaras de proteção, inclusive extras para a troca durante o exame. O gabarito será divulgado na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março. O 'Enem da pandemia' É a última data de provas do Enem 2020 em uma edição marcada pelo adiamento do exame (de novembro para janeiro) por causa da pandemia; o impacto no preparo de estudantes com as aulas remotas após o fechamento das escolas; brigas judiciais para impedir o exame na atual situação sanitária do país, até chegar à realização das provas em um momento de nova elevação de casos e mortes por Covid. As provas foram feitas em 17 e 24 de janeiro (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (versão digital, inédita). Mas nem todos compareceram: 5,5 milhões eram esperados para a prova impressa. Mais da metade não foi. O primeiro dia teve 51,5% de candidatos faltosos; o segundo dia foi de 55,3%. 96 mil estavam confirmados para o Enem digital. O primeiro dia de prova teve 68% de abstenção, e o segundo dia, 71,3%. O número só não é recorde porque essa foi a primeira vez que o Enem aplicou uma versão digital da prova. A reaplicação do Enem ocorre na mesma data do exame voltado às pessoas privadas de liberdade, o Enem PPL. São 41.864 inscritos em 630 municípios. O Enem é considerado o maior vestibular do país, e a nota serve para disputar vagas em universidades e ter acesso a programas de bolsas (Prouni) ou financiamento de mensalidade (Fies). VÍDEOS: Saiba tudo sobre o Enem 2020
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23/02 - Senado: proposta de fim do piso de saúde e educação dificulta PEC que viabiliza auxílio, dizem líderes
Relatório sobre a PEC Emergencial foi divulgado nesta segunda. Se texto for aprovado sem mudança, estados e municípios ficam desobrigados de investimento mínimo nas duas áreas. Relator da PEC Emergencial quer acabar com gastos obrigatórios com saúde e educação Líderes partidários do Senado ouvidos pelo G1 e pela TV Globo avaliam que a proposta do senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da chamada PEC Emergencial, de acabar com o piso de investimentos em saúde e educação, pode dificultar a tramitação da proposta. A proposta de emenda à Constituição prevê mecanismos em caso de descumprimento do teto de gastos, regra que limita as despesas da União à inflação do ano anterior. Relator da PEC, Bittar divulgou o parecer nesta segunda-feira (22). A proposta viabiliza a prorrogação do auxílio emergencial. Pelo relatório de Bittar, os governantes ficarão desobrigados de efetuar gastos mínimos nas áreas de saúde e educação. Bittar justifica a medida dizendo que, atualmente, o Brasil gasta 6,3% do PIB nacional com educação e, mesmo assim, o país está mal no ranking educacional mundial. "[Trata-se de] devolver, aos municípios, aos estados e à União, o poder de legislar uma das leis mais importantes que é a do orçamento, até porque vincular o Orçamento da União, que é o único país democrático no mundo que tem esse grau de vinculação, não resolveu nada. Nós gastamos 6,3% do PIB nacional com educação e estamos com educação brasileira entre as 20 piores nações do mundo”, disse o senador à GloboNews. O Senado deve começar a votar a PEC Emergencial na próxima quinta-feira (25). Existe a possibilidade de os dois turnos do texto serem analisados no mesmo dia. Caso contrário, seria votado o primeiro turno na quinta-feira e o segundo, na próxima semana. Para ser aprovado, o texto precisa do apoio de pelo menos 49 senadores, nos dois turnos de votação. Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) defende a volta do auxílio emergencial em março e com duração de quatro meses. Ele entende que, se o Senado aprovar a PEC, com medidas de ajuste fiscal, o governo já poderá dar início aos pagamentos, mesmo sem a aprovação da proposta na Câmara. Camarotti: PEC emergencial acaba com gasto mínimo para saúde e educação Investimentos em saúde e educação Atualmente, a Constituição diz que: estados: devem destinar 12% da receita à saúde e 25% à educação; municípios: devem investir 15% da receita em saúde e 25% em educação; governo federal: o piso de gastos nas duas áreas não pode ser reduzido e precisa ser corrigido pela inflação do ano anterior. A organização Todos Pela Educação alertou em nota que a proposta de Bittar, além de levar a uma "redução substancial" dos gastos públicos com educação, inviabilizará a implementação do Fundeb, mecanismo de redistribuição de recursos vinculados ao setor. O que dizem os líderes Nelsinho Trad (PSD-MS), líder do PSD no Senado, avalia que o eventual fim do piso de gastos em saúde e educação é um "retrocesso" e um entrave ao avanço da PEC na Casa. "Tenho a convicção de que é uma matéria extremamente complexa. Não vai haver acordo entre as bancadas que compõem as lideranças aqui do Senado e há que se encontrar um meio termo para fazê-la prosperar", disse Trad. "Investimento em saúde e educação nunca é demais. A partir do momento que ele foi já estabelecido aos entes federados, eu entendo que é um ganho pra sociedade o respeito desses limites constitucionais, de tal modo que qualquer mudança nesse sentido, pelo menos da nossa parte, na qualidade de líder do PSD, nós temos uma resistência", completou. Líder da Minoria, Jean Paul Prates (PT-RN) classificou o relatório como uma "chantagem nefasta" da base governista. "Essa PEC deveria apenas servir para viabilizar a prorrogação do estado de calamidade, o auxílio emergencial e outras despesas relacionadas ao SUS. Mas virou esse pacote de maldades que não dá para tolerar", disse. Na mesma linha, Paulo Rocha (PT-PA), líder petista no Senado, afirmou que a bancada defenderá um substitutivo, ou seja, uma versão alternativa da PEC, retirando todos os "aspectos polêmicos", deixando somente a previsão para a assistência emergencial. "Apresentamos emenda substitutiva global para a PEC Emergencial, retirando todos os aspectos polêmicos do texto e deixando apenas em pauta o auxílio emergencial no valor de R$ 600 por mais seis meses", afirmou o senador do Pará. Líder do bloco Senado Independente, Eliziane Gama (Cidadania-MA) avalia que o relatório preliminar de Bittar é um "erro". "Vincular o auxílio emergencial ao fim da exigência de um gasto mínimo em saúde e educação é um erro. A PEC emergencial não pode comprometer áreas tão importantes. É dar com uma mão e tirar com a outra. São os mais pobres que precisam de escolas e hospitais públicos. Desvincular é retrocesso", disse Eliziane em uma rede social. Líder do PSL, Major Olimpio (SP) disse que, além de "praticamente" acabar com o Fundeb, a proposta do relator Márcio Bittar gera congelamento de salários do funcionalismo público. "Nós não vamos votar de afogadilho uma coisa tão importante para o país", protestou o parlamentar de São Paulo. O que diz o presidente do Senado Em entrevista, Rodrigo Pacheco disse ser "simpático" à ideia de flexibilização de gastos públicos por parte dos entes federados, mas com piso unificado para as áreas de saúde e educação. “Em relação à desvinculação, eu posso dizer que sou simpático à ideia de termos um orçamento que possa permitir ao gestor público, dentro de mínimos unificados de educação e saúde, destinar para educação ou para a saúde, a depender da necessidade de um ente federado num caso concreto”, afirmou. A hipótese defendida por Pacheco vai ao encontro da ideia que foi apresentada pelo governo federal em novembro de 2019, segundo a qual os pisos seriam mantidos, mas unificados, dando uma maior flexibilidade a estados e municípios para gastarem mais em uma área do que em outra.
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23/02 - Prefeitura estuda barrar que inscritos de Araraquara façam 2ª fase da Unesp em Ribeirão Preto
Segundo secretário, transferência feita pela Vunesp contraria confinamento na cidade vizinha para reduzir transmissão do coronavírus. Cerca de 1,5 mil estudantes fazem prova neste domingo (28). O prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), durante coletiva nesta segunda-feira (22) Reprodução/Facebook A Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) estuda barrar a aplicação, neste domingo (28), da 2ª fase do vestibular da Unesp na cidade aos estudantes que moram na região de Araraquara. Na sexta-feira (19), a Fundação Vunesp, responsável pelo exame, anunciou a transferência de 1.582 inscritos para locais de prova em Ribeirão Preto. A mudança ocorre "em função da situação excepcional decorrente da Covid-19 em Araraquara, o que impossibilita a aplicação de prova no município". Por causa da identificação de casos da variante brasileira, da alta nos casos de Covid-19 e do colapso nos hospitais, Araraquara adotou medidas rígidas que impedem a circulação de pessoas na tentativa de reduzir a transmissão do vírus. Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22), o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), informou que medidas estão sendo analisadas com o Ministério Público (MP) para evitar a realização da prova, pelo menos neste momento. Segundo Nogueira, a intenção não é prejudicar os estudantes, mas garantir a segurança sanitária da população, já que a variante brasileira é mais transmissível. “Tudo o que nós pudermos fazer para que essa operação de vestibular não seja feita em Ribeirão Preto, da forma como ela está colocada, nós iremos fazer.” O G1 aguarda um posicionamento da Vunesp sobre o assunto. Rua do Centro de Araraquara na manhã desta segunda-feira (22) Nilson Porcel/EPTV Transferência contraria medidas A medida afeta 700 inscritos de Araraquara e 882 de outras cidades da região. Eles só souberam da mudança ao consultar os locais de prova, que foram divulgados na quarta-feira (17). De acordo com o secretário de Governo, Antônio Daas Abboud, a realização do vestibular acarreta um fluxo migratório que contraria as medidas adotadas pela Prefeitura de Araraquara para conter o avanço da doença. “A ideia do lockdown é para que a doença não se espalhe dentro daquele perímetro que foi considerado em lockdown. Ao transferir o exame para Ribeirão Preto, além de não se ter o efeito desejado, ou seja, os estudantes irão fazer a prova, os pais dos estudantes irão levá-los à prova, todos eles se encontrarão em algum momento. Quer dizer que o lockdown para essa população de Araraquara não existirá.” A Secretaria Municipal de Saúde informou que sete pacientes de Araraquara estão internados em leitos de UTI em Ribeirão Preto. Motoristas de app Ainda durante a coletiva de imprensa, Duarte Nogueira disse que a Empresa de Trânsito e Transporte Urbano (Transerp) enviou, nesta segunda-feira, um ofício às plataformas que operam transporte de passageiros. Segundo o prefeito, motoristas de Araraquara trabalharam no fim de semana em Ribeirão Preto por causa do decreto que estabeleceu o confinamento na cidade vizinha. “Notamos que alguns operadores de aplicativo que perderam o trabalho em Araraquara começaram a migrar para outras cidades. Esse tipo de coisa não vamos permitir. A Transerp já oficiou as operadoras de apps para evitar esse tipo de atividade, para que as plataformas não deixem que o sistema de Araraquara possa operar em qualquer cidade senão Araraquara por uma questão de segurança sanitária regional.” Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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22/02 - Prefeito de Barreirinha (AM) flexibiliza decreto e autoriza aplicação de provas do Enem
Cidade, que enfrenta avanço de casos de Covid, tem 1.006 inscritos no exame. Caderno de provas do Enem 2019. Ana Carolina Moreno/G1 O prefeito de Barreirinha, Glenio Seixas, voltou atrás e autorizou a aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O decreto que havia suspendido o Enem na cidade foi flexibilizado nesta segunda-feira (22). Um total de 1.006 inscritos devem realizar o Enem em Barreirinha. Em todo o Amazonas, são mais de 160 mil inscritos para realizarem as provas nesta terça e quarta-feira (23 e 24). Veja perguntas e respostas para quem vai participar do Enem no Amazonas Pelo Enem, governador do AM decreta ponto facultativo e feriado escolar “Decidi tomar a decisão de flexibilizar o nosso decreto, visto que o Enem é um exame nacional, então nós colocaremos nas ruas todas as fiscalizações necessárias para que esses alunos possam ter a seguridade de ter o monitoramento eficaz dentro das escolas, e fora dela até as suas casas”, informou o prefeito, por meio de assessoria. Segundo a prefeitura, o decreto tem como objetivo reduzir o alto número de pessoas infectadas pela Covid-19, além do crescente número de óbitos. Até esta segunda, mais de 1,9 mil pessoas foram infectadas na cidade, e 47 morreram (20 nos últimos 30 dias). Ainda conforme a prefeitura, o pacote de medidas de segurança inclui o termo de compromisso como a notificação sanitária dos estudantes, para que eles possam se manter em quarentena. O plano de ação do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Barreirinha também deve ser intensificado no município durante os dias da realização das provas. VÍDEOS: mais assistidos do G1 Amazonas nos últimos 7 dias
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22/02 - Prefeito de Barreirinha diz que fez consulta ao MP e à Defensoria sobre Enem, mas deve manter suspensão do exame na cidade
Na sexta-feira (19), Glenio Seixas havia publicado um decreto suspendendo as provas, alegando o avanço da Covid-19 na região. Presidente do Inep fala sobre o Enem no Amazonas O prefeito de Barreirinha, Glenio Seixas, disse que fez uma consulta ao Ministério Público do Estado e à Defensoria Pública sobre a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na cidade. Na sexta-feira (19), ele havia publicado um decreto suspendendo a aplicação das provas, alegando o avanço da Covid-19 no município. E apesar de esperar a resposta dos órgãos, ele afirmou que não deve voltar atrás na decisão. O decreto municipal suspendendo a aplicação das provas no município foi baseado, segundo o prefeito, em dados da Vigilância em Saúde do município. Até o domingo (21), Barreirinha contabilizava um total de 1.924 casos confirmados da doença, e 47 mortes pelo novo coronavírus. Em todo o Amazonas, o número de infectados já ultrapassa os 306 mil, com mais de 10,4 mil mortes confirmadas. "Por enquanto nós vamos manter o decreto. Fizemos uma consulta ao Ministério Público e à Defensoria, levando em consideração um parecer elaborado pelo nosso órgão de Vigilância em Saúde", disse o prefeito. Ainda de acordo com o prefeito, o município espera resolver o problema até esta segunda-feira (22). No entanto, ele disse que, apesar de aguardar as respostas, é mais favorável para manter a suspensão do exame. Posição do Inep Mais cedo, em entrevista à Rede Amazônica, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Camilo Mussi, disse que chegou a conversar com o prefeito e o secretário de educação do município e explicou que, caso as provas não sejam aplicadas agora, os estudantes só poderão se submeter ao exame em novembro. "Se a opção do município for por não ter o Enem, infelizmente os participantes de Barreirinha terão que fazer a prova em novembro", explicou. Segundo o presidente do Inep, 1.006 candidatos estão inscritos para fazer a prova na cidade. "O Inep entende que é possível aplicar a prova em Barreirinha, mas respeitamos a decisão municipal". Enem no Amazonas Mais de 160 mil inscritos no no Enem aguardam a aplicação das provas nos dias 23 e 24 de fevereiro, em todo o Amazonas, de acordo dados informados pelo Inep. Ao todo, 1633.044 pessoas devem realizar a prova no Estado, sendo 160.548 no formato tradicional, e 2.896 pelo Enem Digital. Com decisão da Justiça Federal do Amazonas, a aplicação das provas foi remarcada. O governo do Estado decretou ponto facultativo e feriado escolar nos dias de realização da prova no Estado. Prefeitura de Barreirinha, interior do Amazonas cancelou a aplicação das provas do Enem. Ana Carolina Moreno/G1
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22/02 - Veja perguntas e respostas para quem vai participar do Enem no Amazonas
Aplicação das provas acontecerá na terça e quarta-feira (23 e 24). Governador decretou ponto facultativo e feriado escolar por conta da aplicação do exame nacional. Provas do Enem serão aplicadas na terça e quarta (23 e 24) no Amazonas. Lucio Alves / TV Globo No Amazonas, mais de 160 mil pessoas devem realizar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na terça-feira e quarta-feira (23 e 24). A aplicação das provas foi adiada no estado por conta do colapso enfrentando em janeiro, diante da segunda onda de Covid-19. Durante a reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 nessa sexta-feira (19), o governador do Estado, Wilson Lima, afirmou que vai decretar ponto facultativo e feriado escolar nos dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Amazonas. No pronunciamento, o governador comentou que tentou obter com o Inep uma nova prorrogação dos prazos para a realização das provas. No entanto, segundo Lima, os órgãos informaram que se houvesse uma nova prorrogação, não seria possível a realização das provas neste ano. “É importante que haja um esforço também de todos, que evitem ao máximo estar nas ruas na terça e na quarta-feira, principalmente no horário entre 11h e 13h, porque esse é o momento que os alunos estão se destinando para as salas de aula”, disse. Em todo o Amazonas, são 163.044 inscritos, sendo que 160.548 pessoas devem realizar as provas no formato tradicional e outras 2.896 pelo Enem digital. Veja perguntas e respostas para quem vai realizar o Enem: Como saber o local de prova? Os locais de prova podem ser consultados pelos inscritos no site na Página do Participante: https://enem.inep.gov.br/participante/. É recomendável que os participantes cheguem com antecedência aos locais. Quais os horários do Enem no Amazonas? A abertura dos portões acontece às 10h30 (horário de Manaus) nos dois dias de prova. O fechamento dos portões será às 12h. A aplicação das provas deve começar às 12h30, e encerrar às 18h no primeiro dia. No segundo dia, as provas devem encerrar às 17h30. O que é preciso levar para realizar a prova? É obrigatório levar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, documento de identificação válido e máscaras de proteção à Covid-19. É aconselhável levar álcool em gel, cartão de Confirmação de Inscrição e declaração de Comparecimento impressa (caso precise justificar sua presença no exame). Quais medidas de proteção contra Covid os participantes devem cumprir? Antes de entrar na sala: higienizar as mãos ao entrar e sair do banheiro, e durante toda a aplicação do Exame. Respeitar o distanciamento entre as pessoas. Usar máscaras de proteção durante todo o tempo. Para os casos previstos na Lei nº 14.019, de 2 de julho de 2020, será dispensado o uso da máscara para pessoas com autismo, deficiência intelectual, deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara. O descarte da máscara de proteção à Covid-19, durante a aplicação do Exame, deve ser feito pelo participante de forma segura nas lixeiras do local de provas. O que fazer com aparelhos eletrônicos? Guardar antes de entrar na sala de provas, em envelope porta-objetos, a Declaração de Comparecimento impressa, o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos desligados, além de outros pertences não permitidos. Manter os aparelhos eletrônicos como celular, tablet, pulseiras e relógios inteligentes com todos os aplicativos, funções e sistemas desativados e desligados, incluindo alarmes, no envelope porta-objetos lacrado e identificado, desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva do local de provas. Pode levar lanches para a sala? Sim. Porém, o participante deve permitir que o lanche seja vistoriado pelo aplicador, respeitando os protocolos de proteção à Covid-19. O que fazer após encerrar a prova? O participante não deve utilizar o banheiro do local de aplicação após o término do seu exame e a saída definitiva da sala de provas. Os três últimos participantes presentes sem juntos da sala de provas somente após assinatura da ata de sala, exceto nas salas de atendimento especializado. Não estabelecer ou tentar estabelecer qualquer tipo de comunicação interna ou externa. Não registrar ou divulgar por imagem ou som a realização da prova ou qualquer material utilizado nas provas. Quando será divulgado o resultado? O resultado final, tanto da versão impressa quanto da digital e da reaplicação, será divulgado no dia 29 de março. Enem no Amazonas: Provas ocorrem nesta terça (23) e quarta (24) VÍDEOS: mais assistidos do G1 Amazonas nos últimos 7 dias
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